sábado, 5 de fevereiro de 2011

Senador tucano mais votado do Brasil afirma: "Aécio não é candidato natural".

É natural a candidatura dele (Aécio) à Presidência?
Não, tem de ser construída. Tem muitos nomes que podem vir a ser. Alckmin, acho eu, o próprio Serra...

Confira aqui a entrevista de Aloysio Nunes(PSDB-SP) ao Estadão.

Senador tucano mais votado no Brasil afirma: abaixo-assinado de Severino Sérgio Estelita Guerra foi uma "forma odiosa".

O senador da República Aloysio Nunes (PSDB) criticou duramente “gente” do seu partido que, por meio de articulações oblíquas, tenta isolar o ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à presidência José Serra, e seu grupo. “Acho tudo isso muito negativo. O que o eleitor tucano espera do PSDB é que ele dê tiros para fora, não para dentro. Nosso objetivo é fazer uma oposição firme ao PT. E para isso a unidade interna é fundamental”, declarou Aloysio.

O senador se refere ao movimento insuflado pelo presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, dentro da bancada tucana na Câmara, para tentar ser reconduzido à presidência em detrimento das pretensões de Serra. Segundo Aloysio, a movimentação, levada a cabo no início da semana, “foi um erro que um político da estatura do Guerra não poderia cometer”, disse ele, que considerou “odiosa” a forma como a articulação pró-Guerra e contra Serra se sucedeu. “A forma de abaixo assinado é odiosa, gera constrangimento. Poucos deputados têm independência para dizer que isso não se resolve assim.”

O senador rio-pretense considera ainda que, antes de debater quem vai assumir o comando nacional do partido, o PSDB precisa se recompor e definir suas “bandeiras.” “O partido tem de fazer um debate interno sobre os rumos. As bandeiras que temos de pôr como sinais da nossa presença na política, nossas propostas e como reorganizar o partido onde fomos muito mal nas eleições, como nos Estados do nordeste”, disse o rio-pretense, na seguinte entrevista ao Diário:

Diário da Região - Temos acompanhado as discussões internas do PSDB e gostaria de saber do senhor qual o rumo do partido com a tentativa de isolar o grupo do Serra, além de terem excluído o senhor e o Serra do programa de ontem (quinta-feira), diferente do que estava previsto.
Aloysio Nunes - Isso aí eu vi no Painel da Folha. Não tem confirmação disso. O fato de não terem mencionado meu nome é irrelevante. Tenho quase 11,2 milhões de votos. Se suprimiram meu nome numa menção de alguns segundos não me ataca em nada. Sei conter meu ego dentro de limites razoáveis. Agora, o que está havendo, são pressões internas em busca de quem vai liderar, quem vai conduzir partido na oposição, quem vai ser o candidato em 2014... Acho tudo isso muito negativo. O que o eleitor tucano espera do PSDB é que ele dê tiros para fora, não para dentro. Nosso objetivo é fazer uma oposição firme ao PT. E para isso a unidade interna é fundamental, para que possamos juntar nossas forças numa só direção. Segundo que é prematuro você discutir quem poderá ser o candidato em 2014. Tem muita água para rolar ainda. Sabe-se lá como estará o governo, os partidos, quais vão ser as condições do País, os reflexos da eleição de 2012. Tem gente querendo colocar o carro na frente dos bois.

Diário - Quando o senhor fala “gente” é o Aécio Neves?
Aloysio - Não, não é o Aécio. Houve um movimento para recondução do presidente do partido, Sérgio Guerra, que foi deflagrado no interior da bancada do PSDB na Câmara. Pelo próprio presidente, porque esses movimentos não são de geração espontânea. Eu acho que isso foi um erro, porque criou toda uma excitação interna, externa, na imprensa. Então um erro. Erro que político da sutileza e da estatura do Guerra não poderia cometer. Erro de timing, porque atropela o processo de eleições nos diferentes escalões do partido; segundo, pela forma. Forma de abaixo assinado é odiosa, gera constrangimento. Poucos deputados têm independência para dizer que isso não se resolve assim. Vaz de Lima foi um deles, pouquíssimos. Terceiro, antes de escolher presidente o partido tem de fazer avaliação, debate interno, sobre os rumos. As bandeiras que temos de por como sinais da nossa presença na política, nossas propostas, como reorganizar o partido onde fomos muito mal nas eleições, como nos Estados do nordeste, à exceção de Alagoas. E depois ver quem é que tem condição de liderar esse processo. Não dá para começar pelo fim. Na direção do partido temos de colocar o que temos de melhor. O Serra tem que estar dentro, o Goldman, o próprio Guerra, o Aécio. Tem de estar todo mundo junto.

Diário - Bem ou mal o Serra é a grande liderança do PSDB hoje (o tucano teve 44 milhões de votos na eleição presidencial).
Aloysio - Claro, o Serra tem um capital de votos, de prestígio, de história política e uma aliança muito firme com o governador Alckmin. Não pode ficar alijado.  


Diário - O Alckmin tem participado deste movimento contra o Serra?
Aloysio - Ele deu uma opinião muito semelhante a minha. Foi dito que havia um consenso geral de todos os governadores e ele desmentiu. Disse que é movimento prematuro e que se o Serra for candidato ele o apoia. Não sei se o Serra é candidato. Sei que ele tem de participar, num lugar ou em outro, na condução do partido. Seja na presidência, na executiva. O que não dá é alijar ele. É um tiro no pé.  


Diário - Qual oposição o senhor defende? Sistemática ou mais “republicana”, como sempre dito pelo Aécio?
Aloysio - Mas que “republicana”? Isso não existe. Oposição é oposição em qualquer lugar. No Congresso Nacional, na Câmara de Guapiaçu, na Assembleia, em qualquer lugar. Quem foi colocado nessa posição pelo eleitorado tem o dever de expressar a voz dos que são contra, de fiscalizar, de denunciar quando for o caso. Hoje mesmo fiz discurso comentando a fala da Dilma. É meio intuitivo o que é ser oposição. 

(entrevista publicada hoje, no DiarioWeb)

Agora vai.

Em meio às tentativas de Aécio Neves para dominar e dividir o partido, atuando  ao mesmo tempo para arrasar o DEM, Fernando Henrique Cardoso, como sempre, fala como deveria ter falado em 2003, fazendo oposição ao governo Lula, desde o primeiro dia. Omitiu-se na sua  soberba e arrogância. Vamos ver se agora vai. Leia o artigo mensal do ex-presidente, publicado nos principais jornais brasileiros, neste domingo. Clique duas vezes sobre a imagem para ampliar e ler.


Bobajada.

"O Aécio está fazendo um discurso de refundação do partido, com políticas voltadas para o meio digital e para o meio ambiente. São propostas mais modernas. É nesse caminho que o partido vai seguir". 

A frase autoritária e arrogante é do deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG), fiel e servil escudeiro do senador mineiro. É a síntese das bobagens que vêm sendo pronunciadas pelos áulicos de Aécio. Apenas um exemplo: José Serra possui 608.545 seguidores no twitter, contra 18.373 de Aécio Neves. A última mensagem do tucano paulista foi ontem, enquanto o tucano mineiro fez seu último post em 30 de agosto. Só por aí dá para ver o quanto Aécio domina o tal "meio digital".Os "meios" que o traecismo está usando para a refundação do partido são bem outros.

Até tu, Demóstenes!

Uma das figuras coroadas do DEM acaba de curvar a espinha para Aécio Neves, que busca acabar com o partido: o senador goiano Demóstenes Torres.  "Se Aécio já teve um plano B, hoje, com certeza, ele é o plano A de qualquer partido, disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte, comentando a notícia de que Aécio Neves estaria criando o Partido da Nova República, se não conseguir dominar o partido, isolando os paulistas.  O democrata afirmou que Aécio está jogando para conseguir colocar na presidência do PSDB os seus aliados, tendo assim, indiretamente, o comando do partido. "Hoje não é vantajoso para o PSDB ter o Aécio fora do partido. Tenho certeza que o partido vai viabilizar a candidatura de Aécio para a Presidência da República em 2014. Mas se puxarem o tapete do Aécio, na política tudo pode acontecer". 

Dilma, entre fraudes e "fraudas" (2).

Por falar em "fraudas" e fraldas, acima, registrada nos anais da história da República, a "entrevista coletiva" concedida pela Presidenta, Dilma Rousseff, conforme publicado no site oficial do governo federal. Como ela é assertiva, vocês não acham?

Dilma, entre fraudes e "fraudas" (1).

Amanhã vai ao ar o primeiro "Café com a Presidenta". Além de anunciar que o governo agora vai distribuir "fraudas" geriátricas, conforme publicado no Blog do Planalto, Dilma vai cometer uma fraude, informando que o seu governo vai implantar a distribuição de remédios gratuitos para hipertensão e diabetes. 

Em 1997, o governo FHC já atendia 1,092 milhão de pessoas, atendimento que subiu para 4,75 milhões, em 2001, e para 6 milhões em agosto de 2002. Neste ano, o Programa Especial de Hipertensão e Diabetes investiu R$ 80 milhões na aquisição, por conta do Ministério da Saúde, de remédios essenciais para essas duas doenças. Por meio de campanhas nacionais, foram identificados e cadastrados os hipertensos (pessoas que têm pressão alta) e os diabéticos. O Ministério passou a comprar os remédios principais e a enviá-los para distribuição gratuita pelos estados e pelas prefeituras. Já naquela época, dos 8 milhões de hipertensos, os 4 milhões mais necessitados eram  tratados nesse programa. Os outros podiam receber medicamentos de estados e prefeituras por meio da Assistência Farmacêutica Básica ou da Farmácia Popular. Os diabéticos identificados foram 1,34 milhão. O Ministério da Saúde distribuiu remédios nesse programa para cerca de 850 mil diabéticos. Outros  500 mil dependentes de insulina recebiam o produto pelo SUS. 

Portanto, nada de novo. A não ser esta invenção da novilíngua petista chamada “frauda” geriátrica.

Sem comentários.

Este blog não vai comentar a criação do Partido Militar Brasileiro, assim como não comentaria a criação do Partido da Agricultura Brasileira, do Partido do Magistério Brasileiro, do Partido da Medicina Brasileira, do Partido da Advocacia Brasileira e por aí vai. Existe uma legislação para a criação de partidos políticos e basta cumprir todas as exigências para uma legenda passar a existir e competir pelo voto do eleitor.

A rainha do Apagão.

Se o marqueteiro quer que ela tenha pose de rainha, Dilma Rousseff já pode ser chamada de rainha do Apagão. É o terceiro que ocorre durante a sua gestão no governo petista, como ministra das Minas e Energia, como candidata presidencial e, agora, como presidente.  O mais incrível de tudo no apagão de sexta é que 40 milhões de brasileiros ficaram sem luz por horas a fio, Xingó e Paulo Afonso, duas imensas usinas hidrelétricas simplesmente pararam de funcionar, mas o governo não tem a mínima idéia do que aconteceu. E o mais incrível ainda! Tudo pode ter sido causado por falha em um pequeno circuíto eletrônico que, todos sabemos, deveria ter redundância, se tem tamanha importância ao ponto de , falhando, colocar o quase todo o Nordeste no escuro. O ministro Edson Lobão, que não  sabe a diferença entre um fusível e um disjuntor, afirma que o sistema elétrico brasileiro é um dos mais perfeitos do mundo. Ontem, notórios corruptos foram nomeados para cargos estratégicos no setor. A rainha do Apagão, além de apagar a luz, também está apagando folhas corridas, gravações e impressões digitais. A falta de Luz para Todos está aí. É do escurinho que eles gostam.

Só quem perde é o eleitor.

O PMDB e partidos da oposição da Câmara serão beneficiados por uma das promessa de campanha de Marco Maia (PT-RS) à presidência da Casa. Apesar de terem eleito menos deputados na última eleição, as legendas vão aumentar o número de cargos de indicação política em suas lideranças na Câmara. O projeto ao qual a Folha teve acesso muda a atual regra, que impõe reduções para quem perdeu parlamentares em relação ao número da antiga legislatura. O texto, que deverá ser discutido na próxima reunião de líderes partidários, tem que ser votado em plenário. Pela regra atual, o PMDB perderia 14 cargos de confiança dos atuais 134. Pelo projeto em estudo, o partido aumentará o número de assessores e passará a ter direito a nomear 140 pessoas sem concurso na liderança. O DEM, que passou de 65 para 43 deputados, deve ficar com 116 cargos, enquanto deveria ter 85. Outro exemplo é o PPS, que foi de 22 para 12 deputados. O partido deve manter os 55 cargos, enquanto deveria ter apenas 37.

Os chamados CNEs (cargos de natureza especial) são cargos de nomeação política, sem necessidade de concurso ou de comprovação de competência técnica dos líderes, dos presidentes das comissões e das principais diretorias da Casas. Os salários variam de R$ 2.600 a R$ 12 mil. Os partidos que aumentaram de tamanho também vão ganhar vagas. O PT, por exemplo, elegeu 88 deputados, contra 81 da última legislatura. Pela regra atual manteria os 134 cargos, mas pela nova, irá para 140. Já o PP passou de 25 para 41 deputados. Pela nova regra, deve ter 116 cargos, em vez de 85. A justificativa dos líderes é que hoje há cargos vagos, já previstos para o Orçamento. O presidente da Câmara, eleito nesta semana com o apoio do Planalto e de 21 dos 22 partidos da Casa, não foi localizado ontem pela reportagem. ( A matéria é da Folha de São Paulo)

Dilma em busca de novas medidas.

Com quilos a mais na balança depois da campanha e da montagem ministerial, a presidente Dilma Rousseff aproveitou o primeiro mês no cargo para tentar recuperar a silhueta pré-eleitoral. A presidente aderiu agora a uma dieta rígida em que corta o consumo de carboidratos -estratégia que seu antecessor usava quando precisava enxugar medidas. Segundo assessores, ela já perdeu quatro quilos. A mais famosa dieta de restrição total de carboidratos é a de South Beach, desenvolvida por um cardiologista da Flórida. Na primeira fase, aconselha a eliminação de frutas do cardápio, além de todas as massas e pães. Dilma, entretanto, não tem sido tão radical, segundo pessoas próximas. Mas, nos almoços do Palácio do Planalto, se limita a carnes, legumes e saladas. Na Granja do Torto, residência oficial, ela tenta potencializar o efeito da dieta com caminhadas matinais e exercícios com pesos. A diferença já pode ser notada por quem presenciou suas últimas aparições. ( A matéria é da Folha de São Paulo)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Michel Temer articula a criação da "janela" para mudança de partido.

O PMDB é o maior interessado em fazer com que políticos troquem de partido sem perder o mandato. O PMDB não pede, manda. Michel Temer já está garantindo que vai haver a famosa janela partidária. Como aquelas da Europa, que são abertas para levar os craques e poder inscrevê-los para a próxima competição. É por aí que o DEM caminha para a destruição e o PSDB para um profundo esvaziamento.

O velho Aécio prepara o PNR, Partido da Nova República. Dá para entender porque ele quer destruir o DEM e dividir o PSDB?

Dentro de suas pretensões políticas, visando principalmente às eleições presidenciais de 2014, o senador Aécio Neves (PSDB) já formulou um "plano B" caso encontre obstáculos dentro do ninho tucano. O tucano articula a criação de um novo partido. Para isso, ele já buscou aproximação com dissidentes de siglas como DEM, PTB, PR, PP e o próprio PSDB. Segundo informações de bastidores, o tema já havia sido discutido informalmente por Aécio na campanha de 2010, quando o PSDB escolheu José Serra para disputar a Presidência. Já com nome definido, o Partido da Nova República (PNR) agregaria ideais do avô de Aécio, o ex-presidente Tancredo Neves.

O mineiro já conta com apoio suficiente para criar a nova sigla. Entretanto, a intenção de Aécio é, em princípio, entrar em acordo com os tucanos de São Paulo para que ele possa ser o candidato do PSDB à Presidência em 2014. O "plano B" só seria tirado da manga caso Aécio tivesse espaços tolhidos dentro do PSDB. "Aécio quer implantar no PSDB medidas que já acontecem em outros partidos, como as prévias para a definição de candidatos. Ele quer ser escolhido de uma maneira democrática como o candidato do partido à Presidência. Caso isso não aconteça, ele não continuaria no PSDB e criaria um novo", revelou uma fonte do DEM.

O PNR teria, a sua frente, políticos jovens, como o próprio Aécio. A estratégia do tucano está tão avançada que, hoje, até a constituição regimental do partido, elaborada por professores universitários escolhidos por Aécio, já estaria pronta, nas mãos de aliados do mineiro.

Alerta. Não apenas ciente, mas, preocupado com a criação da nova legenda, o PSDB paulista estaria buscando alternativas para fortalecer o partido sem a imagem de Aécio. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso seria o protagonista dessa fase de reformulações. "Os paulistas estão aceitando as reivindicações de Aécio porque precisam dele, mas não estão nada satisfeitos", diz uma fonte que preferiu não ser identificada.

A própria base aliada do governo federal também estaria atenta à investida. Em uma confraternização de deputados federais, no último dia 1º, fontes informaram que Aécio teria ficado nervoso com a intenção do senador Clésio Andrade (PR) de também criar uma nova legenda. O problema é que as lideranças que Clésio procurava para formar um novo partido eram as mesmas que Aécio estava abordando. Segundo a fonte, enquanto Clésio buscava uma alternativa de legenda para engrossar a base de Dilma Rousseff, Aécio Neves tentava criar uma saída para a candidatura em 2014. 
(Notícia publicada no Jornal O Tempo, de Minas Gerais)

Apagão no Nordeste: "ao se proteger, ele desligou?"

Porque Aécio Neves não merece confiança.

Não é só porque traiu vergonhosamente a oposição em 2002, 2006 e 2010, entregando Minas Gerais para o petismo. É porque jogou fora as chances de 2014 e 2018, a não ser que surja um novo nome na oposição ou que um Egito ou um Haiti desabem sobre o Brasil. Por que Aécio Neves trabalha, hoje, para destruir o DEM? Para evitar que surja uma Kátia Abreu ou um Indio da Costa. Por que Aécio trabalha, hoje, para dividir o próprio PSDB? Para evitar que surja um Geraldo Alckmin ou mesmo um José Serra, novamente. Aécio Neves é um político destrutivo. É da sua natureza. É da sua trajetória. Com uma oposição fraca, ele pode fazer alianças com outros partidos, independente do que defendam, estejam à direita ou à esquerda.  Não é assim que ele fez em Minas? Abaixo, um post publicado neste blog, em fevereiro passado. Cliquem para ampliar e ler. 


Este post é dedicado aos traecistas, com um aviso: aqui não, violão.

Tá bom ou quer mais?

É inacreditável. Sabem quem está disputando a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados? Dois petistas. O chefe dos aloprados e fundador da Bancoop ,Ricardo Berzoini, e o mensaleiro João Paulo Cunha. O que for escolhido decidirá, por exemplo, se mudanças na Constituição seguirão ou não adiante para serem aprovadas pela esmagadora maioria da base aliada. Coisas banais como a reforma política, por exemplo. Tá bom ou quer mais?

Severino Estelita, o traidor que mora dentro de Sérgio Guerra.

"Foram uns três segundos a mais para o Aécio. Todo o esforço foi para evitar problemas".

Esta frase é de Severino Sérgio Estelita Guerra, o derrotadíssimo presidente do PSDB, tido e havido como o maior partido de oposição do Brasil, para explicar a supressão de imagens de José Serra, o candidato de 44 milhões de votos, do programa do partido. Esta frase sintetiza a pequenez e a mediocridade, além do servilismo, deste político que conseguiu desabar de senador a deputado, por falta de voto, além de não vencer a eleição presidencial em uma única cidade do seu estado de Permabuco. Aliás, lá resiste bravamente Jarbas Vasconcelos, dissidente do PMDB, que concorreu ao governo do estado para ajudar a oposição, sendo traído vergonhosamente pelo tucano. Severino Estelita, o traidor que mora dentro de Sérgio Guerra, quer mais um mandato como presidente dos tucanos. Viva Severino Estelita! Com Aécio Neves, eles formam uma dupla realmente imbatível nas piores práticas políticas deste país.

O grande programa do PSDB.


Acima, o programa do PSDB, do tamanho que ele ficou, dirigido por Severino Sergio Estelita Guerra. Sorte que o YouTube não aceita nada menor do que 200 pixels de largura.

Eles querem o ouro olímpico.

A mesma máfia (apenas sem o Maião) que multiplicou por dez o orçamento dos Jogos Pan-Americanos do Rio quer ver o ouro olímpico escorrer do peito para o bolsa na Rio 2016. Até estatal fajuta o ex-presidente velhaco criou, como mostra, abaixo, a matéria da Folha de São Paulo. Clique sobre a imagem para ampliar e ler.


Fiat lux, fiat Fux.

Ninguém duvida que Gilmar Mendes, pelo que já votou no caso e pela sua trajetória como presidente e agora ministro do STF, vai usar uma caneta italiana e dar um voto iluminado para despachar o terrorista assassino Cesare Battisti. Ninguém duvida, da mesma forma, que o recém-chegado ministro Luiz Fux também não vai manchar as mães com sangue de inocentes assassinados, na sua estréia na Corte. Por isso, o desespero do bandido e dos seu protetores, liderados por Eduardo Suplicy(PT-SP). Já vai tarde, Battisti. Fiat lux, fiat Fux.

O primeiro apagão da Dilma.

Uma falha no fornecimento de energia deixou boa parte do Nordeste do país sem luz no fim da noite de quinta e início da madrugada desta sexta-feira. Internautas de Salvador, Maceió, Fortaleza, Recife, João Pessoa, Natal, Teresina e São Luís relatam no twitter que as cidades ficaram completamente no escuro. Na cidade de Fortaleza (CE), o apagão teve início à 0h30 e durou aproximadamente 50 minutos. Cidades do interior do Estado também estão sem energia. Segundo a Coelce - concessionária de energia no Estado - a causa do apagão não foi originada no Ceará. Diversos bairros do centro e da zona norte do Recife (PE) também foram afetados pelo blecaute. A Celpe - concessionária de energia no Estado - informou por meio de sua assessoria de imprensa que aguarda informações do Operador Nacional do Sistema de Energia e diz que a companhia pernambucana não tem relações com o apagão.

A professora universitária Agnes Bezerra, 34, moradora do bairro Pituba, em Salvador (BA), disse que dá medo de descer e sair à rua porque não consegue ver nada, nem sequer os prédios vizinhos. “Eu já liguei para o meu pai que mora no bairro Stela Maris, próximo ao aeroporto de Salvador, e lá também falta energia”. O show da cantora Ivete Sangalo, no Festival de Verão de Salvador, começou com 40 minutos de atraso devido à falta de energia. Os equipamentos do palco estão funcionando com o auxílio de geradores. Ainda não há nenhum dado oficial sobre falta de energia nesses locais. ( A matéria é da Folha de São Paulo)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Caneta italiana.

A defesa do governo da Itália entrou nesta quinta-feira (3) com duas ações no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que a Corte casse ato do ex-presidente Lula que negou a extradição do ativista radical Cesare Battisti --determinando, assim, o envio dele ao país. A solicitação foi encaminhada ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes. A torcida de quem é contra que o Brasil continue dando guarida a terroristas assasssinos é que a caneta do ministro seja italiana. Leia mais aqui.

Quer acabar com a miséria acabando com a agricultura?

Ontem, no seu discurso, Dilma Rousseff, embora indiretamente, reverenciou o agronegócio brasileiro:

O Brasil não pode aceitar mais que milhares de pessoas continuem vivendo na miséria, que não tenham alimentação suficiente, que não tenham um teto para viver. É vergonhoso que, em um país capaz de produzir no ano passado 149,5 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, ainda haja cidadãos que passem fome. Esta não é uma missão que se restringe a nosso governo. É uma missão de todos os brasileiros.

Enquanto isso, os seus pares atuam contra o que deveria ser a primeira medida para garantir alimentos em maior quantidade e, obviamente, com menor preço para o Brasil: a aprovação do novo Código Florestal. O novo marco legal está sendo torpedeado por grande parte da imprensa, pela esquerda e por ongs internacionais que tentam, esperta e cinicamente , usar  as recentes tragédias urbanas para imputar culpa aos produtores rurais, tolhendo completamente a produção agrícola do país. E estão usando a mentira e a desinformação para enganar a opinião pública. Reinaldo Azevedo tem tratado este tema com profundidade e desafiado colegas para o debate. Mas eles fogem. A continuar assim, os nossos agricultores serão proibidos de produzir arroz em várzeas ou café em encostas. É impressionante ver o governo federal  fazendo um discurso contra a miséria, ao mesmo tempo em que coloca barreiras contra a produção agrícola no país. O preço desta imbecilidade, ao contrário do que a presidente discursa, será exatamente o que ela  quer combater: a fome e a miséria, pois em vez de plantar e colher, o Brasil vai importar os mesmos produtos e isto tem um preço. E o pior: vai ter que importar  de países sem o mínimo compromisso com o meio-ambiente e, aí sim,  tornando-se mais um a contribuir para o desequilíbrio ambiental em nível planetário.Para entender um pouco mais do tema, vale resgatar um discurso da senadora Kátia Abreu(DEM-TO), presidente da CNA, feito em junho passado no Senado. Clique aqui para ler Abaixo, um pequeno trecho do discurso:

Não é justo que eu pegue um produtor rural lá do sul de Minas, que está lá há mais de 200 anos, passando de pai para filho, dos seus avós e bisavós, plantando café, produzindo leite, produzindo frutas; em Santa Catarina maçã, produzindo cana no Nordeste, produzindo arroz no meu Tocantins e assim sucessivamente, exigir dos brasileiros que cortem na própria carne, que reduzam a sua produção. Vamos reduzir? É uma decisão nacional. Se o Brasil quiser que reduza a produção de alimentos nós só temos que baixar a cabeça e obedecer, mas primeiro os brasileiros precisam saber da verdade, que nós vamos diminuir a produção aqui, que vamos ter de comprar de outro País. Não tem importância; só que aquele outro país não tem reserva legal, não tem APP em margem de rios, não tem nada; é uma hipocrisia que nós estamos tratando. Chega de ter medo de tratar essas coisas com transparência.

Em Brasília.

O Blog continua em Brasília, no dia de hoje. Já liberamos os comentários e o blog está minimamente atualizado. Como aqui não houve férias, dêem a este blogueiro anônimo o benefício de ir ver as coisas onde elas acontecem. Em Brasília, quase 9 horas.

Vai acabar.

As principais lideranças do DEM que ainda confrontam a entrega do partido para Aécio Neves estão procurando novos partidos. Tudo que parece especulação é, surpreendentemente, verdadeiro. Não existe energia para, dentro da atual legislação e conjuntura política, fundar um novo partido. O PP é o mais cotado para receber  a bancada identificada com o agronegócio e, para o PMDB, deverá ir outra boa parte do partido. O resto irá para o PSDB de Aécio Neves. Quanto a necessidade de uma "janela" para transferência, para destruir o DEM isto é um mero detalhe: vai ter, sim. Quando o ex-presidente urrou que queria extirpar o DEM da política nacional não esperava que isto fosse feito por um tucano chamado Aécio Neves.

Ninguém fala em Dilma.

Em Brasília, a sensação é que Dilma Rousseff não existe. Ninguém fala na presidente. Nem políticos, nem jornalistas, nem motoristas de taxi. A discurseira de ontem caiu no nada e comprovou que tudo pode acontecer em uma terra onde a liderança máxima não tem o mínimo de carisma.

Não esqueçam a pipoca e o guaraná.

Hoje tem programa do PSDB na TV. O circo das mesquinharias já está armado, conforme informa o Painel da Folha:

Minutagem Preocupados com a sensibilidade de seus governadores, senadores tucanos sugeriram e obtiveram de última hora uma redução no tempo de tela de Geraldo Alckmin (SP) no programa do PSDB que irá ao ar hoje à noite. No processo, foram reduzidos os segundos de imagem de José Serra e aumentados os de Aécio Neves. Da fala de Alckmin, sumiu a menção ao senador Aloysio Nunes (SP).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Brasília, lá vai o blog.

Hoje à noite e amanhã o Blog vai estar de mala, cuia, notebook e blackberry em Brasília. Hoje liberaremos comentários e talvez ainda algum post. Amanhã, o conteúdo será gerado na capital do país. Para os amigos que estão por lá, usem a DM do twitter. Um abraço e obrigado.

Dilma quer uma moratória para a herança maldita que ela e Lula legaram ao Brasil. O nome bonitinho é "pacto social".

É muita cara de pau. Pura desfaçatez. Dilma, a braço direito, a responsável, a grande artíficie do governo anterior, enterrou o Brasil na maior taxa de juros do mundo, na maior dívida pública de todos os tempos, na maior gastança da história deste país, na escorchante carga tributária, na volta da inflação e, agora, quer pedir uma moratória ao país. O nome bonitinho, mas ordinário, é "pacto social". Em nome deste acordo que só beneficia o infrator, Dilma quer arrocho no salário mínimo, corte nos investimentos, congelamento da tabela do IR, a volta da CPMF, entre outras medidas deste verdadeiro pacote de maldades. Quem vai fazer o "pacto social" com ela? Não se surpreendam se a turma da "oposição vigorosa" levantar e aplaudir a presidente,  batendo as patas com força e relinchando alto no plenário do Congresso Nacional.

Questão fechada.

O PT, ex-partido da ética e da moralidade no trato da coisa pública, inventor do mensalão e protetor da roubalheira de Furnas,  está convocando a deputança recém-empossada para fechar questão contra toda e qualquer CPI. É proibido assinar, sob pena de expulsão. É claro que a ordem não contempla estados e municípios onde o partido é oposição. Lá a ordem é bagunçar ao máximo. Tudo na mesma linha do Aécio Neves, que critica o excesso de medidas provisórias do governo federal, mas usou e agora apóia a lei delegada que permite que seu sucessor vire uma espécie de ditador em Minas.

Do twitter do Serra, coisas que você não vai ver no programa do PSDB.

 
José Serra
Temos os maiores juros do mundo e uma dívida governamental em mercado espantosa: R$ 1,863 trilhão. Mais de R$ 10 mil por brasileiro.
 
José Serra
A dívida governamental em mercado aumentou em mais de 70 por cento (descontada a inflação) durante o governo Lula-Dilma.
 
Em 140 letras, Serra faz mais oposição que todo o partido comandado por Severino Sérgio Estelita Guerra que é o nome completo do presidente dos tucanos e que quer fazer uma "oposição vigorosa" pelo bico do Aécio Neves.

Enquanto o PT paga salário e o PSDB bota na TV, a banda podre do DEM quer "extirpar" o seu presidente de honra.


Enquanto o PT vai pagar salário para Lula, enquanto o PSDB coloca Fernando Henrique Cardoso na televisão como a estrela da sigla, uma parcela do DEM, comandada por Rodrigo Maia,  atua para expulsar o seu presidente de honra, o ex-senador Jorge Konder Bornhausen, o mais ferrenho adversário da esquerda brasileira, o homem que Lula quis extirpar da política e que, em vitória histórica, elegeu um dos dois governadores do partido, em primeiro turno, em Santa Catarina. 

Está na imprensa que último ato partidário do Kaiser será em 15 de março próximo, na convenção do Democratas, que vai eleger um novo presidente. Se for assim, o gesto será por demais simbólico. Ele não só representará o encerramento de uma carreira brilhante, de um homem público de primeira grandeza, cruelmente traído por jovens que ele ajudou a colocar lá para revitalizar o partido. E que, em vez disso, falsificaram o estatuto para alijar definitivamente do comando partidário os seus fundadores, entregando a legenda para o projeto pessoal, mesquinho e traiçoeiro de Aécio Neves. 

O gesto de Bornhausen representará o fim do Democratas, engolido pelo fisiologismo de figuras apagadas, sem história e, na maior parte das vezes, sem voto. A experiência  e a astúcia do Dr. Jorge, como é chamado no partido, não poderia conviver com a ingenuidade e a falta de ética que  dividiu o DEM.  Sim, porque  é de uma ingenuidade patética achar que Aécio Neves é um aliado confiável. Ao contrário, ele  usará esta aliança oportunista enquanto dela precisar para, depois, buscar forças maiores para o seu Projeto Minas. Bastaria que este DEM que traí e sabota o próprio partido olhasse para Minas Gerais: dos 53 deputados federais eleitos em 2010, apenas 3 são do DEM e olhem que a coligação PSDB, PP e DEM elegeu 18 parlamentares. A fotografia do DEM, em Minas Gerais, que sempre apoiou Aécio,  é a visão futura do partido no resto do Brasil, após ser vampirizado pelo mineiro.  

Se trocar a botina com bico de aço por um par de havaianas, Jorge Konder Bornhausen terá toda a razão. É hora mesmo de curtir a vida, os amigos e a família. Não dá para vencer quando o inimigo está na própria trincheira. Não dá para fazer política ao lado de gente burra.

O velho Congresso.

Clique na imagem para ampliar e ver a força de cada partido e quem vai comandar cada casa neste velho Congresso que assumiu ontem. A arte é do Estadão.

Urgente, um "revólver" para Mabel.

Sandro Mabel, deputado do PR de Goiás, será expulso pelo partido por ter levado em frente uma candidatura à Câmara que mostra o quando a estratégia da oposição estava errada. Fez 109 votos sem o apoio de nenhum partido e botou água no chopp do PT e do seu presidente eleito, Marco Maia. Sandro Mabel, ameaçado de expulsão, afirma que vai "sair atirando". Por favor, alguém arrume um "revólver" urgente para ele. Fala, Mabel!

(O Gun Microphone é uma homenagem para a blogueira de primeira Velvet Poison, que fez a sugestão na área de comentários)

Como quem usa a expressão é Aécio Neves, troquem "oposição vigorosa" por "oposição vagarosa".

Conforme este Blog antecipou, ontem, o reizinho Aécio montou um séquito de adeptos ao traecismo para a sua entrada triunfal na corte. Quem estava lá? Pasmem! Não, não é preciso pasmar. Sérgio Guerra, o presidente do PSDB que dormiu senador e acordou deputado, mas que quer continuar presidindo o partido. Para isso, só com servilismo explícito. Também estava lá o Tampinha, o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto, líder do DEM  na casa, cujo avô era dado a estas coisas, com uma diferença: o Aécio era ele. Leiam abaixo, a matéria da Folha de São Paulo:
Momento Caras: Aécio com Marta Suplicy, logo após prometer uma oposição vagarosa, ops!, vigorosa.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi recebido ontem no Congresso Nacional como o líder da oposição. Previamente convocados, seus aliados -incluído o comando do DEM -montaram uma recepção pela manhã na entrada do Senado. "Vamos formar uma turma boa", afirmava Aécio ao ser abordado por colaboradores.A movimentação deixou explícitas disputas internas na oposição ao governo Dilma. Hoje um dos maiores desafetos do ex-presidenciável José Serra (PSDB-SP), o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), também participou da recepção.

A cúpula do DEM, por sua vez, um dia depois de derrotar o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), na disputa pela liderança do partido na Câmara, não só esperou por Aécio como posou para fotos ao seu lado. Ao comentar por que o senador fora tratado como expoente, o novo líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), foi direto: "Ele é o líder da oposição". Minutos antes de trocar sorrisos com a apresentadora Sabrina Sato, do programa "Pânico da TV", da RedeTV!, Aécio ensaiou um gesto de modéstia: "Não me julgo o líder da oposição. Serei uma das peças da oposição". "É preciso uma oposição vigorosa até para que o governo possa corrigir rumos eventualmente. Não há governo forte sem oposição forte", afirmou o senador tucano.

Quatro vezes Sarney. Como sempre, a mão dele nas piores coisas que podem acontecer à democracia.

Numa eleição sem surpresas, José Sarney (PMDB-AP), 80, foi eleito ontem para o seu quarto mandato na Presidência do Senado. Em discurso em seguida, disse que a ética tem sido seu "exemplo de vida inteira". Depois de responder a uma série de acusações nos últimos dois anos que levaram à maior crise ética da história do Senado, o peemedebista obteve vitória folgada. Ele recebeu 70 votos, contra 8 do adversário, Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) -estreante no Senado e que lançou candidatura de protesto contra Sarney.  Nos últimos dois meses, o PMDB costurou o apoio a Sarney com o governo federal, na dobradinha PT-PMDB que marcou a eleição de Dilma Rousseff à Presidência.

Sarney só assumiu oficialmente que entraria na disputa semana passada, depois de negar por inúmeras vezes que seria candidato. No primeiro discurso após reeleito, reiterou que vai fazer um "sacrifício" ao ficar no cargo por mais dois anos. "Só a paixão da vida pública me afasta do meu bem-estar social. Avalio a dimensão do sacrifício pessoal que estou fazendo", declarou. Emocionado, Sarney chegou às lágrimas ao afirmar que este será seu último mandato no Legislativo, onde chegou em 1955.

Em 2009, Sarney respondeu a 11 pedidos de cassação de seu mandato no Conselho de Ética do Senado no escândalo conhecido como dos "atos secretos" -em que a Casa omitiu atos tomados pelo seu comando.Sem mencionar o escândalo, disse que sua "honrabilidade e conduta pessoal" jamais foram questionadas. "A ética para mim não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira", afirmou.( O texto é de matéria da Folha de São Paulo)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Uai, o que é bom para Minas não é bom para o Brasil?

O senador Aécio Aécio Neves criticou, hoje, o excesso de medidas provisórias no Congresso Nacional. "Eu sempre tenho dito que a forma que as medidas provisórias são usadas fragilizam o Congresso. O governo deve usá-las de forma mais parcimoniosa, somente com requisito de urgência". Enquanto isso, em Minas Gerais, o seu pupilo Antonio Anastasia (PSDB) governa como um ditador, protegido por uma lei delegada que lhe permite fazer o que bem entender, sem a interferência do Legislativo. Uma situação muito menos democrática, pois a oposição não conta nem com o recurso de trancar a pauta. Aliás, Aécio também usou a lei delegada quando era governador do estado. Portanto, a suposta estrela da oposição deve cuidar mais do que fala, para não deixar na reta para os adversários.

O novo ministro do STF, por Luiz Nassif apud Helio Fernandes. Querem opiniões mais insuspeitas?

Clique aqui e leia o que o blogueiro mais chapa Dilma e chapa Lula da internet tem a dizer sobre o novo ministro do STF, ao repercutir uma matéria de Hélio Fernandes.Como Nassif é patrocinado por estatais e tem um contratão com a TV Dilma, é quase um porta-voz oficial.

Sarney pressiona, Dilma indica citado na Boi de Barrica para comandar Furnas e PT fecha questão contra CPI na estatal.

Ufa! O título aí de cima resume o que está ocorrendo. Para saber quem é Flávio Decat, o novo presidente de Furnas, ponham no google o seguinte: "flávio decat+operação boi de barrica" ou "flávio decat+fernando sarney" ou ainda " flávio decat+dilma rousseff". Na eventualidade de uma CPI de Furnas, o PT fechou questão hoje e proibiu que qualquer parlamentar do partido assine pedidos de investigação. A ordem também veio de Dilma Rousseff, através do ministro Luiz Sérgio, das Relações Institucionais.

Ampliou tanto o conhecimento que virou guru dos petralhas.

Vejam a entrevista com o Zé de Abreu, o guru dos petralhas, aquele que, talvez usando os mesmos energéticos, fez uma twitcam caluniando José Serra na campanha eleitoral. Sintam o nível!

Você já usou? 
Eu usava maconha, tomava LCD. Era normal. Eu morei em Londres. Lá era liberado. Ninguém dava bola. Mas não uso mais. Foi uma coisa política. O movimento hippie, do qual eu participava, não tinha aquela coisa de ficar sem tomar banho. Era uma coisa mais profunda. A maconha era uma coisa de comunidade, de todo mundo fumar o mesmo baseado. 

Você nunca teve uma experiência negativa com ácido? 
A gente não tomava ácido para fazer besteira. Tomava para ampliar o conhecimento. Mas a gente se cuidava. Uma vez, li um livro que falava de experiências dos índios da Amazônia, de tribos que tinham essa coisa de ampliar o conhecimento para atingir um outro nível de percepção da vida. Quando a gente fazia uma viagem, a gente se concentrava. E havia pessoas que não tomavam o ácido para poderem cuidar da gente. Era uma dificuldade enorme só pra trocar um disco (risos). Com alguém de fora, não precisávamos nos preocupar com isso.

Aqui a matéria completa.

O reizinho Traécio.

Dos bastidores para vocês. Traécio Silvério Neves convocou todos os parlamentares tucanos para entrarem junto com ele, hoje, na posse. Aliás, atrás dele. Ponto de encontro: a chapelaria. Ninguém entra antes, ninguém entra depois. Ele quer mostrar prestígio e força diante dos adversários. Será que a tucanada traíra não vai quebrar o protocolo e carregá-lo nos ombros?

O meu programa preferido do PSDB.

O meu  programa do PSDB preferido, que vai ao ar na próxima quinta-feira, abriria, obviamente, com José Serra,a maior estrela do partido, agradecendo pelos 44 milhões de votos recebidos nas eleições de outubro passado e reafirmando, em nome do PSDB, os principais compromissos de campanha. A partir daí, entrariam os oito governadores de estado, lançando uma pauta comum de ações que serão realizadas dentro de um mesmo projeto: um só projeto habitacional, um só projeto de defesa civil, um só projeto de geração de renda, um só projeto de educação. Na seqüência, haveria a participação do líder no Senado e do líder na Câmara, comprometendo-se com uma oposição sem tréguas, baseada na fiscalização do gasto público, na luta pelo salário mínimo de R$ 600, na correção da tabela do imposto de renda, no reajuste dos aposentados, na aprovação da PEC 300, entre outros temas. Encerraria, infelizmente,  por questão de protocolo, com o presidente do partido, aquele que caiu de senador para deputado e que, mesmo coordenando a campanha presidencial, não conseguiu vencer as eleições em nenhum município do seu estado, o Pernambuco. O meu programa preferido não vai ao ar. E, tenho certeza, nem o do pobre do Márcio Aith, que por mais competente que seja, não vai conseguir fazer milagres, tendo FHC como uma espécie de Léo Batista tucano, narrando os melhores momentos do partido para um eleitor que não conheceu nenhuma outra moeda que não fosse o real.
  Clique na imagem para ampliar e ler a matéria do Estadão.

Não é difícil ser oposição.

Ontem, este Blog publicou um post pedindo uma CPI em Furnas já, por motivos óbvios. Leiam, abaixo, a notícia veiculada hoje em O Globo:

Dieta.

O que ficou mais evidente na visita de Dilma Rousseff à Cristina Kirchner é que a brasileira, mais do que nunca, está precisando de uma rigorosa dieta.Sugiro a do Dr. Atkins, à base de proteínas, com zero de açúcar e zero de carbohidratos. Funciona que é uma beleza.

Meu garoto.

César Maia, pai de Rodrigo Maia, criador da famosa Cidade da Música e candidato ao senado derrotado no Rio de Janeiro, defende a sua cria, que preside o DEM e que alterou o estatuto do partido na calada da noite, rasgando um acordo com os fundadores do partido:

"O caso da ata do DEM é como uma certidão de nascimento em que, por erro de digitação, trocou-se o sexo do bebê, e o novo escrivão quer mantê-la pois assim estava escrito."  

Nesta linha, a comparação infeliz poderia ir mais longe. Não satisfeito em trocar o sexo do bebê, Rodrigo Maia também resolveu mudar a sua paternidade, transformando o DEM em enteado de Aécio Neves. 

Triste democracia brasileira.

A imagem do Legislativo está tão abalada que, no dia em que toma posse o novo Parlamento, as duas grandes notícias são:  a entrada triunfal do deputado analfabeto Tiririca, que quer fazer parte da Comissão de Educação, e o duelo entre o deputado Popó e o senador das cuecas vermelhas, entre outros adornos, Eduardo Suplicy. Para completar, a presidente fez a sua primeira viagem internacional às vésperas da posse, literalmente roubando a cena. E não esqueçamos: a Oposiçao votou em peso para eleger um petista para comandar a Câmara e Sarney continua sendo o rei do Senado, mesmo com toda a lama. Triste democracia brasileira.

 Clique na imagem para ampliar e ler o artigo de Dora Kramer, no Estadão.

Um APO no lugar de um CAPO.

A notícia é que Henrique Meirelles será a Autoridade Pública Olímpica, o APO da Rio 2016, responsável por gerir todos os investimentos que serão realizados para os jogos. Com isso, sai um possível CAPO, mafioso e corrupto como tudo indicava, para entrar um profissional respeitado e de prestígio. Se tivesse sido o APO dos Jogos Pan-Americanos, que até hoje não fechou as contas e consumiu dez vezes mais dinheiro do que o previsto, o país teria economizado, com folga, uns R$ 3 bilhões. É bom que Meirelles comece a treinar alguma luta olímpica para enfrentar a máfia organizada que gravita em todos do olimpismo brasileiro. Os planos não eram de comprar tapiocas com cartão corporativo, como era hábito do ministro comunista dos Esportes, Orlando Silva. Eram muito, muito maiores.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tem traíra nova no Paranoá.

Aécio Neves chegou ao Congresso querendo montar a agenda da oposição e aposta que vai conquistar a sociedade civil com pleitos em nome dos prefeitinhos que torram o dinheiro público na corrupção e na irresponsabilidade fiscal. Em vez de discutir os grandes temas do país, o oposicionista Aécio Neves pretende lutar para descontigenciar os Fundos Penitenciário e de Segurança Pública.Que grande plataforma! Para isso, afirma que já tem o apoio de um dissidente do PMDB, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, que volta ao senado. E aposta no tamanho da base aliada para incentivar o uso de uma estratégia na qual ele é mestre: a traição. Leia mais aqui. Ah, sobre a sua traição aos 44 milhões de eleitores que votaram no PSDB, ao tentar impedir que José Serra presida o partido, afirmou que o maior ativo dos tucanos é a unidade.  Unidade?Tem traíra nova no Paranoá.

Adivinha que bicho vai sair da simbiose do ACM Neto com o Traécio Neves?

O deputado ACM Neto, fiel seguidor do naco do DEM que já pertence ao Traécio Neves, acaba de ser eleito o líder do partido na Câmara. Ele faz parte do grupo de Rodrigo Estatuto Fajuto Maia. Leia aqui.

Uma visita simbiótica!

"Acho uma simbiose estar aqui. Este é o sentimento da nossa cooperação".

Dilma Rousseff, em simbiótico momento da sua simbiótica visita à simbiótica Argentina.

Vergonhoso! Aluguéis do governo petista construiriam 174 mil casas populares.


Mais informações do Contas Abertas. Já pensou em pagar um aluguel de R$ 63 milhões ao mês?! Bem, isso é o que a União pagou, em 2010, por imóveis alugados em todo o Brasil e até no exterior. No total, R$ 756,3 milhões foram gastos no ano passado com despesas de locação de imóveis. O valor representa aumento de 19% em relação ao ano anterior. Desde 2002, mais de R$ 4,3 bilhões (em valores corrigidos) foram desembolsados para arcar com a locação de salas, prédios, casas e até espaços para festas e eventos utilizados por órgãos ligados aos Três Poderes (veja a tabela). Para se ter ideia da quantia gasta com locação de imóveis nos últimos nove anos, basta dizer que ela seria suficiente, por exemplo, para construir cerca de 174 mil casas populares de R$ 25 mil ou adquirir um espaço equivalente a quase quatro cidades do tamanho de São Paulo. Isso considerando o custo médio do m² no Brasil, que é de R$ 769, segundo dados do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

Transição do milhão.


Para “propiciar condições de funcionamento dos trabalhos da equipe de transição de governo” e “dar apoio ao candidato eleito”, a Presidência da República desembolsou cerca de R$ 509 mil em 2010. De acordo com informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal (Siafi), o montante foi utilizado para cobrir despesas com passagens, diárias, serviços de telecomunicação, assinaturas de periódicos, dentre outras. Somado aos R$ 457,3 mil gastos com a remuneração dos membros do grupo, o custo da transição chega a R$ 966,6 mil. Leia mais no Contas Abertas.

Por uma CPI de Furnas já.

É impressionante. Além dos dossiês produzidos por petistas e oficialmente recebidos pelo governo Dilma, as denúncias não param de ocupar páginas e mais páginas de jornal. Hoje, lá no cantinho de uma matéria de O Globo, mais um escândalo: Furnas orçou em R$ 2,2 bilhões a construção da Hidrelétrica de Simplício, na divisa do Rio e Minas. O preço real deveria ter sido de R$ 1,1 bilhão. Um superfaturamento de 100%. E não aparece nenhum parlamentar da oposição para pedir uma CPI de Furnas já!Se vai ser aprovada ou não, é outro problema. O importante é criar um fato político para fazer o que um político deve fazer: denunciar a roubalheira que tomou conta do setor elétrico do Brasil e, por extensão, das suas estatais.

Tiririca para Ministro da Educação.

O palhaço Tiririca afirmou ontem que tem planos de participar da Comissão de Educação e Cultura da Câmara. O PR tem dois deputados na comissão de 32 membros. "É o que o partido também quer", afirmou o humorista, ao deixar o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde retirou a vesícula. Na verdade, o palhaço tem melhores credenciais para substituir o incompetente, arrogante, petulante e mal humorado Fernando Haddad, cuja última ação foi cabalar um doutor honoris causa para o ex-presidente, nomeando o reitor da universidade concedente como Secretário de Educação Superior do MEC (veja post ). Palhaçada por palhaçada, Tiririca no MEC!