Os oito governadores do PSDB, reunidos hoje em Belo Horizonte, vão propor ao Diretório Nacional da legenda a criação de um conselho político. Segundo o governador de Goiás, Marconi Perillo, o conselho deverá prestar assessoria política e definir a postura do partido em relação ao governo federal. "O conselho terá o objetivo de assessorar e colaborar na formação de ideias, no gerenciamento de crises, na elaboração de projetos e na forma como o partido deve lidar com o governo federal", afirmou. Pela proposta, o conselho será composto pelos oito governadores, além do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do ex-governador de São Paulo José Serra, do presidente do Instituto Teotônio Vilela, Luiz Paulo Vellozo Lucas e do senador Aécio Neves, além de um integrante da Executiva do partido e de um representante da Câmara dos Deputados, ainda a serem definidos, num total de 14 pessoas. Leia mais aqui.
sábado, 2 de abril de 2011
Não tenho nenhum motivo para gostar de Aécio Neves. Ele tem pelo menos um para gostar de mim.
Hoje, depois de quase 100 dias de abstinência verbal, Aécio Neves desandou a falar contra o governo Dilma. Obviamente, fez isso no território seguro das "montanhas de Minas", onde está acostumado a rugir como um leão. No Senado, o leão das "montanhas de Minas" virou um rato. Até criticar a Dilma, criticou. Mas de tudo o que o disse, vale a pena destacar um ponto. O trecho abaixo é da matéria da Folha Poder:
O senador defendeu a unificação de programas sociais das gestões tucanas, como forma de fixar as marcas do partido e se contrapor ao governo Dilma. "A partir da unificação desses programas vamos poder fazer uma oposição mais vigorosa."
Em 2 de novembro de 2010, este Blog publicava o post abaixo, intitulado "Brasil do Bem". Clique sobre a imagem para ampliar e ler.
Não tenho motivos para gostar de Aécio Neves, que traiu as oposições em 2002, 2006 e 2010, em nome do Projeto Eu. Ele não pode dizer o mesmo do anônimo Coronel, pois está pegando o conselho de alguém que, da insignificância de um pequeno blog, jamais traiu a oposição.
Será que o carioca Bolsonaro poderia processar a baiana Preta Gil?
O Jair Bolsonaro é carioca. Eleito pela elite branca e raivosa do Rio. Preta Gil, em entrevista para a Revista Marie Claire, em abril de 2008, elogiava a utopia dos brancos baianos, que ficam iguais aos negros porque pegam mais sol, e chamava os cariocas de racistas da jungle. Pelo menos, na linha de interpretação pretogiliana, foi o que deu para entender... Eis a frase:
"Na Bahia, era todo mundo da mesma cor. Lá, os brancos escurecem muito, por causa do sol, e não tem essa diferença. Quando cheguei no Rio, na escola, eu só via brancos. Na volta da escola, na porta da favela, só via pretos. E aí comecei a sacar que o buraco era mais embaixo, que aquela utopia na qual eu vivia tinha ficado para trás, agora era welcome to the jungle. E foi aí que comecei a entender que teria que ter alguma coisa que me incluísse nessa jungle."
Será que o carioca Jair Bolsonaro poderia processar a Preta Gil pelo crime de chamar o Rio de Janeiro inteiro de racista?Ou não seria melhor que ambos reaprendessem a conviver em sociedade, respeitando a liberdade de expressão e de escolha?
Código Florestal, de que lado você está? Da verdade ou da perfumaria?
O vídeo verdadeiro da BASF.
O vídeo mentiroso da Boticário.
Acompanhe a verdade sobre o Código Florestal neste Blog. Especialmente esta matéria. Se você estiver em Brasília no próximo dia 5 de abril, terça-feira, participe da grande manifestação a favor da comida na mesa do Brasil e do Mundo. Tanto a Natura quanto a Boticário vivem, nos seus negócios globais, da idéia que retiram as suas essências da generosa e intocada natureza da Terra Brasilis. Para tanto, tentaram eleger uma presidente da República e, agora, espalham mentiras, como se as encostas de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, que deslizaram matando centenas de pessoas, estavam devastadas pela agricultura. Ambas possuíam vegetação nativa intocada, virgem. A ocupação da base era totalmente urbana. Ajude a aprovar o Novo Código Florestal. Participe da mobilização do próximo dia 5, diretamente ou espalhando o selo ao lado.
ACM Neto pede condenação de Bolsonaro, sem direito de defesa.
Como Corregedor, ACM Neto (DEM-BA) conduziu duas investigações que não deram em nada: uma contra o deputado do seu partido, Edemar Moreira, a quem substituiu em função do escândalo do castelo, outra contra um grupo de funcionários e deputados no escândalo das passagens aéreas. Todos tiveram presunção de inocência e ninguém foi punido. Agora o ex-Corregedor está condenando um deputado por antecipação, para fazer média com uma artista da Bahia, seu curral eleitoral. Assista ao vídeo.
O líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), defendeu a possibilidade de aplicação de uma "pena alternativa" a Jair Bolsonaro (PP-RJ), que em entrevista ao programa CQC da TV Bandeirantes qualificou como "promiscuidade" a possibilidade de um filho seu ter relação com uma mulher negra e fez ataques a homossexuais.Neto destacou que relata um projeto que altera o funcionamento do Conselho de Ética e permite a aplicação de outras penas ao parlamentar. Atualmente, o Conselho pode apenas cassar ou absolver o deputado investigado. ACM Neto conversou com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), para que o projeto seja incluído na pauta. Maia ficou de consultar os líderes partidários.
"Este projeto cria uma gradação de penas. No caso do Bolsonaro talvez cassar seja demasiado, mas também não podemos permitir que fique impune. Então, se houvesse uma possibilidade de suspensão de mandato ou algo assim seria mais apropriado", disse ACM Neto.Ele afirmou que Bolsonaro é reincidente em declarações polêmicas. ACM Neto afirma que quando foi corregedor da Casa já tinha dado uma advertência ao colega. "Essas declarações dele fogem ao padrão do bom comportamento parlamentar. O Bolsonaro é reincidente nisso. Ele já cometeu essas ofensas outras vezes e agora extrapolou todos os limites. Ele já foi advertido e ficou claro que uma nova prática não seria tolerada".
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Dias atrás, ACM Neto ( na foto, marcando presença no camarote de Gilberto Gil e Preta Gil no carnaval ) estava no twitter chamando o novo partido, o PSD, de Partido Sem Decência. Antes, quando o nome era PDB, atacava chamando de Partido da Boquinha. Este é o padrão de comportamento parlamentar do deputado baiano. Indecoroso e desrespeitoso, no mínimo. Inaugura uma espécie de "racismo político", para não dizer coisa pior, na base do se você não está comigo, não pode estar em nenhum lugar, devendo ser exterminado da política.
Dias atrás, ACM Neto ( na foto, marcando presença no camarote de Gilberto Gil e Preta Gil no carnaval ) estava no twitter chamando o novo partido, o PSD, de Partido Sem Decência. Antes, quando o nome era PDB, atacava chamando de Partido da Boquinha. Este é o padrão de comportamento parlamentar do deputado baiano. Indecoroso e desrespeitoso, no mínimo. Inaugura uma espécie de "racismo político", para não dizer coisa pior, na base do se você não está comigo, não pode estar em nenhum lugar, devendo ser exterminado da política.
Para os helênicos.
Nota publicada em O Globo, na coluna do Moreno.
Na mitologia grega, Heleno foi filho do rei Príamo e da rainha Hécuba, de Tróia. Heleno recebeu de Apolo o dom da adivinhação, pelo que predisse que a viagem de Páris à Grécia seria nefasta. Com efeito, no seguimento da viagem desencadeou-se uma guerra. Durante a guerra e após a morte de Páris, Heleno aspirou à mão de Helena, mas foi-lhe recusada em favor de Dêifobo. Irado, Heleno retirou-se para o monte Ida. Lá, os gregos, a conselho do adivinho Calcas, o capturaram e torturaram até que ele expusesse o que era necessário para tomar Tróia. Heleno disse-lhes que eles venceriam se recuperassem as flechas de Héracles, em posse de Filoctetes; se roubassem o paládio troiano, coisa que conseguiram com o célebre estratagema do cavalo de Tróia; e se persuadissem o filho de Aquiles, Neoptólemo, a juntar-se à guerra. Neoptólemo estava escondido da luta em Esciro, mas os gregos convenceram-no a ir a Tróia. Depois de seus pais serem mortos pelos aqueus na guerra, Heleno foi escravizado por Neoptólemo, de quem ganhou a liberdade e a confiança ao impedi-lo de zarpar com o resto da frota dos aqueus, predizendo uma terrível tempestade. A partir desse ponto, há duas versões para o destino de Heleno:
1. Foi levado para o Épiro, onde Neoptólemo deu-lhe a mão de Andrómaca, viúva de Heitor, (que também se tornara sua escrava), e declarou-o herdeiro do seu trono. Quando o filho de Aquiles morreu às mãos de Orestes, Heleno e Andrômaca assumiram o reino onde, mais tarde, receberam a visita de Enéas.
2. Foi levado para o país dos Molossos e ali Neoptólemo deu-lhe a mão de sua mãe, Deidamia. Posteriormente, Héleno fundou uma cidade na Molóssia, onde viveu pelo resto da vida.
Fonte: Wikipedia:
"Vivemos sob a forma de governo que não se baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário, servimos de modelo a alguns ao invés de imitar os outros. Seu nome, como tudo o que depende não de poucos mas da maioria, é democracia"
Péricles, Oração fúnebre, in Tucidides: A Guerra do Peloponeso, Livro II, 37.
Porquinho no rolete.
O "porquinho" José Eduardo Dutra cansou de ficar no rolete e foi para casa. Está cheio de saúde, o problema é que não sobrou um lugar ao sol no chiqueirinho petista para o coordenador da campanha da Dilma e atual presidente do partido. Ele quer ser senador, mas é suplente. E o suplente, para sair do Senado, não vai ser para o quadragésimo ministério, das Micro Empresas, para atender verdureiro e açougueiro, com um orçamento anual de R$ 6,5 milhões, sem prédio, sem equipe, sem a mínima importância política. Isso é menos que o orçamento do SEBRAE para qualquer cursinho de campacitação. O "porquinho" Dutra, depois de dirigir duas grandes organizações pródigas em fisiologismo e maracutaias - a Petrobras e o PT-, quer mostrar os seus dotes políticos, sentando em uma cadeira alheia no Senado da República. Leia a matéria do Estadão, abaixo, clicando sobre a imagem para ampliar:
Presidente bola murcha.
As obras da Copa do Mundo não saem do papel. O Brasil vai fazer uma copa caótica, pois não há mais tempo e não há dinheiro para construir o que é preciso. Hoje, na Folha de São Paulo, José Roberto Bernasconi, presidente do Sinaenco, sindicato dos engenheiros, lembra muito bem da roubalheira que foi o Pan-Americano. Apenas comete o equívoco de dirigir um apelo para a pessoa errada, pois era a presidente bola murcha, Dilma Rousseff, quem mandava e controlava tudo. Diz ele:
Presidente Dilma: a senhora é a única pessoa com poder decisório e de mobilizar recursos, legitimidade e autoridade em relação aos demais ocupantes de cargos públicos envolvidos com a preparação do Brasil para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. É, por isso, quem pode cobrar celeridade no desenvolvimento de bons projetos executivos de arquitetura e engenharia, que contemplam as melhores opções técnico-econômicas e definem, entre outros, os cronogramas e os custos das obras. Os projetos executivos permitem aos administradores o total controle do andamento das obras, afastando improvisações e sobrepreços comuns em empreendimentos públicos. Sem essa cobrança dos responsáveis por parte da Presidência da República, corremos cada vez mais o risco de os eventos de 2014 e de 2016 repetirem o de 2007. Não pode ser esquecida a lição dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro -quando obras orçadas inicialmente em R$ 400 milhões transformaram-se em fantásticos R$ 3,7 bilhões e, pior, gerando só alguns ""elefantes brancos" e nenhuma melhoria na infraestrutura.
Vocês sabem quem é o grande executivo que está conduzindo o projeto da Copa do Mundo? Ele mesmo, o que come tapioca com cartão corporativo e que gosta de pegar merenda de criancinha. O atraso, na verdade, faz parte do projeto. Quanto mais tarde, mais caro. Quanto mais caro, maior a participação. Desta vez, o resultado obtido não caberá em caminhão. Será preciso avião. Hércules. Búfalo. Podem anotar.
PF revela detalhes do Mensalão que só Lula, José Dirceu e a "sofisticada organização criminosa" sabiam.
O Mensalão, montado pela Sofisticada Organização Criminosa comandada pelo José Dirceu, que jogou o PT e o Governo Lula na lama da corrupção, foi financiada por dinheiro desviado dos cofres públicos. A revista ÉPOCA obteve o relatório final da Polícia Federal sobre o caso. Ele revela que o dinheiro usado por Marcos Valério veio dos cofres públicos e traz novas provas e acusações contra dezenas de políticos.
São as voltas que o planeta político dá. Em Brasília, como se percebe, ele gira com especial rapidez. José Eduardo Cardozo agora é ministro da Justiça. Foi sob o comando dele que a Polícia Federal produziu sigilosamente um documento devastador, cujas 332 páginas resultam demolidoras para muitos dos próceres da República. Trata-se do relatório final da Polícia Federal sobre o caso do mensalão, que encerra oficialmente os seis anos de extensas investigações conduzidas por delegados, agentes e peritos especializados no combate ao crime organizado. A peça já está sobre a mesa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e deverá seguir em breve para o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, o relator do caso do mensalão no Supremo Tribunal Federal.
Liderada pelo policial Luís Flávio Zampronha, delegado que coordena o caso desde o início e integra a divisão de Repressão a Crimes Financeiros, a PF vasculhou centenas de contas bancárias, esmiuçou dezenas de documentos internos das empresas envolvidas no esquema e ouviu cerca de 100 testemunhas. Produziu-se esse minucioso trabalho por determinação do ministro Joaquim Barbosa. O objetivo era produzir provas acerca dos pontos que não haviam sido contemplados nas investigações da CPI dos Correios e da Procuradoria-Geral da República. As dúvidas dividiam-se em três perguntas elementares:
1. O mensalão foi financiado com dinheiro público?
2. Houve mais beneficiários do valerioduto?
3. Qual era o limite da influência de Marcos Valério no governo petista?
A investigação da PF dissolve essas incertezas – e faz isso com muitas, muitas provas. A resposta às duas primeiras perguntas é sim, sem dúvida. A resposta à terceira? Nenhum. Não há mais argumentos falaciosos, teses descabidas ou teorias conspiratórias que permitam ignorar os fatos colhidos pela PF. Derrubam-se, assim, os mitos que setores do PT, sobretudo sob a liderança moral e simbólica do presidente Lula, tentaram impor à opinião pública. O mensalão não foi uma farsa. Não foi uma ficção. Não foi “algo feito sistematicamente no Brasil”, como chegou a dizer o ex-presidente.
O mensalão, como já demonstravam as investigações da CPI dos Correios e do Ministério Público e agora se confirma cabalmente com o relatório da PF, consiste no mais amplo (cinco partidos, dezenas de parlamentares), mais complexo (centenas de contas bancárias, uso de doleiros, laranjas) e mais grave (compra maciça de apoio político no Congresso) esquema de corrupção já descoberto no país. O significado político e, sobretudo, simbólico do fim desse debate é enorme – e pode alterar os rumos do processo do mensalão no STF, que até o momento tendia para uma vagarosa morte jurídica.Leia mais aqui.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Se o cartão corporativo for uma medida para corte de despesas, estamos ferrados.
Saiu a despesa da Dilma no cartão corporativo secreto. A presidente já mandou ver em R$ 1.388.705,04 em 2011, uma média de R$ 694 mil por mês. Isto em dois meses. Veja aqui. Em 2010, a média de gastos foi de R$ 512 mil. Ou seja: as despesas secretas e que podem ser qualquer coisa tiveram um aumento explosivo de 35,5%. A dúvida é: será que a governanta está deslumbrada com o cargo ou é o velhaco que não devolveu o cartão? A verdade é que se o cartão corporativo servir de exemplo, o corte de despesas virá na forma de aumento de impostos, de aumento da gasolina, de aumento das tarifas públicas...
Primeiro de abril.
Não poderia haver dia melhor para a CNI publicar a primeira pesquisa sobre a popularidade da nova presidente. Abaixo os principais resultados. Aqui a pesquisa completa.
• A população brasileira mostra um alto grau de satisfação com a presidente Dilma.
• O percentual de brasileiros que avaliam o governo Dilma positivamente é de 56%.
• A expectativa com relação ao restante do governo é ainda mais positiva: 68% dos entrevistados esperam que o governo seja “ótimo” ou “bom”.
• Dentre os entrevistados, 73% aprovam a maneira como a presidente Dilma está governando.
• Quatro das nove políticas do governo avaliadas são aprovadas por mais da metade da população (Combate à fome e à pobreza, Combate ao desemprego, Meio ambiente e Educação) e duas são reprovadas (Impostos e Saúde).
• A grande maioria dos entrevistados (64%) avalia que o governo da presidente Dilma está sendo igual ao do presidente Lula.
• Para 40%, os estilos de governar do presidente Lula e da presidente Dilma são “um pouco diferentes” e para 14% são “muito diferentes”.
• Dentre os entrevistados, 40% defendem que o combate à inflação deve ser prioritário em relação às demais políticas do governo.
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Isto é Brasil. Vejam abaixo a resposta dos pesquisados a respeito de juros. E, mais abaixo, as taxas praticadas no momento da pesquisa do Ibope.
No momento em que a pesquisa foi realizada, os bancos e financeiras estavam operando com as seguintes taxas:
- Taxa do cartão de crédito para pessoa física: 10,69% ao mês.
- Empréstimo pessoal dos bancos: 4,65% ao mês
- Empréstimo pessoal nas financeiras: 9,44% ao mês
- Taxa de juros do comércio: 5,60% ao mês.
- Crédito Direto ao Consumidor (CDC): taxa mensal de 2,46%
- Empréstimo consignado: 2,10% ao mês
- Cheque especial: 7,68% ao mês
- Taxa mensal para capital de giro: 3,07% ao mês
- Taxa para desconto de duplicata: 3,09% ao mês
- Conta garantida para empresas: 5,43% ao mês.
As quatro bestas do apocalipse político brasileiro.
Jair Bolsonaro, Tiririca, Jean Willys e Marco Feliciano.
Um deputado vai a um programa de humor e banca o palhaço, batendo boca com artistas de segunda linha sobre temas que devem ser discutidos com seriedade, em plenário e em comissões, tendo como base a Constituição Federal, tais como a absurda concessão de privilégios inconstitucionais a grupos sexuais ou raciais, mas sem perder o respeito pela opinião alheia e pelo ser humano. Um palhaço banca o deputado e leva para dentro da Câmara Federal outros humoristas, ganhando mais de R$ 8 mil mensais, na qualidade de assessores parlamentares. O deputado palhaço será processado por racismo e quebra de decoro parlamentar. Se o deputado palhaço será processado pela sua destrambelhada participação em um programa humorístico, qual será o tratamento dado ao palhaço deputado que está transformando a Câmara Federal em circo? Já surgiram os advogados das partes. De um lado, um saltitante e ofendidíssimo deputado que só foi eleito porque ganhou um BBB, ficou famoso por ser o primeiro gay a conquistar o prêmio televisivo e que acha que quem não concorda com o homossexualismo está cometendo crime de homofobia. De outro, um pastor evangélico que afirma que os negros são amaldiçoados por Noé e que sobre o continente africano repousam grandes maldições como a peste e a fome, segundo a Bíblia. Aí temos uma amostra dos principais envolvidos no escândalo político da semana. Sem dúvida, são as quatro bestas do apocalipse politico brasileiro. Deus nos acuda!
Fachada.
Qualquer empresa que inicia, especialmente na área de serviços, com objetivos efetivamente empresariais e um bom plano de negócios, tem uma preocupação com o ativo mais importante nos dias de hoje: a marca. A marca tem que ter força, sonoridade, sinergia com as atividades e por aí vai. O que vocês acham de uma empresa de marketing esportivo chamada LLCS? E de uma empresa de eventos chamada Z-500? E de uma holding para agregar tudo isso, denominada LLF? Estas são as empresas dos filhos do Lula, que foram desativadas pelos rebentos nos últimos meses do governo do papai. Na verdade, as empresas só tinham um nome: Lula. O resto era uma sopa de letrinhas. Principalmente com a letra $.
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Um petralha irônico comenta neste post:
Coronel, o senhor tem toda a razão e como sempre mata a pau. Vide por exemplo a IBM, que é uma mera empresa de fachada.
Respondo: não, sua anta, a IBM não é de fachada. A IBM é a Internacional Business Machine. E a LLCS e Luiz Lula Cláudio da Silva. Deu para diferenciar?
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O petralha apanhou, mas quer mais. Voltou com essa:
Ah, Coronel, agora deu pra diferenciar, obrigado! Quando algém coloca seu próprio nome em um negócio, então ele é de fachada!!! Agora sim eu entendi. Por exemplo,
HP - Hewlett-Packard
J. P. Morgan - John Pierpont Morgan
EBX - Eike Batista "X"
Ahlstrom - Antti Ahlström
Adidas - Adolf Dassler
DHL - Adrian Dalsey, Larry Hillblom, and Robert Lynn
são todos negócio vagabundos, de fachada. Obrigado, Coronel! O senhor matou a pau de novo!
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Respondo: A JP Morgan foi fundada em 1799. A HP em 1939. Naqueles idos tempos, as firmas eram individuais e, quando não, levavam o sobrenome dos seus fundadores, pois isto conferi credibilidade, era como um aval pessoal. A Adidas, do Adi Dassler, é de 1920, mas o alemão das chuteiras já sacava que precisaria de algo mais sonoro, para poder internacionalizar a marca. A EBX é da geração X, que é a marca registrada de todos os empreendimentos do Eike Batista. Há, aí, uma visível preocupação com branding. Petralha, faz o seguinte: mostra o logotipo e a marca registrada de qualquer destas empresas aí da filharada do velhaco. Você deve ser amigo deles. Corre lá, amador!
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Um petralha irônico comenta neste post:
Coronel, o senhor tem toda a razão e como sempre mata a pau. Vide por exemplo a IBM, que é uma mera empresa de fachada.
Respondo: não, sua anta, a IBM não é de fachada. A IBM é a Internacional Business Machine. E a LLCS e Luiz Lula Cláudio da Silva. Deu para diferenciar?
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O petralha apanhou, mas quer mais. Voltou com essa:
Ah, Coronel, agora deu pra diferenciar, obrigado! Quando algém coloca seu próprio nome em um negócio, então ele é de fachada!!! Agora sim eu entendi. Por exemplo,
HP - Hewlett-Packard
J. P. Morgan - John Pierpont Morgan
EBX - Eike Batista "X"
Ahlstrom - Antti Ahlström
Adidas - Adolf Dassler
DHL - Adrian Dalsey, Larry Hillblom, and Robert Lynn
são todos negócio vagabundos, de fachada. Obrigado, Coronel! O senhor matou a pau de novo!
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Respondo: A JP Morgan foi fundada em 1799. A HP em 1939. Naqueles idos tempos, as firmas eram individuais e, quando não, levavam o sobrenome dos seus fundadores, pois isto conferi credibilidade, era como um aval pessoal. A Adidas, do Adi Dassler, é de 1920, mas o alemão das chuteiras já sacava que precisaria de algo mais sonoro, para poder internacionalizar a marca. A EBX é da geração X, que é a marca registrada de todos os empreendimentos do Eike Batista. Há, aí, uma visível preocupação com branding. Petralha, faz o seguinte: mostra o logotipo e a marca registrada de qualquer destas empresas aí da filharada do velhaco. Você deve ser amigo deles. Corre lá, amador!
Mineiros são tucanos do papo amarelo.
Aécio não fala sabem por quê? Medo de fazer oposição. O mineiro treme de ser do contra e de queimar os seus alvos punhos de renda. Seu pupilo, Antônio Anastasia, governador de Minas,é o encarregado de verbalizar o amarelismo da tacunagem daquele estado que, com o apoio do pacífico Sérgio Guerra, está comandando o partido. Vejam o que Anastasia está dizendo sobre a propaganda partidária morna e sem sal que o PSDB vai colocar no ar, atacando a inflação e, "pulamordedeus", comparando FHC com Dilma. De novo. O trecho abaixo é de matéria da Folha:
"A preocupação com a inflação é permanente no PSDB e em qualquer pessoa em sã consciência", disse ele ontem, antes do velório do vice-presidente José Alencar. No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na quarta-feira, o Banco Central reduziu de 4,5% para 4% a previsão do crescimento da economia do país neste ano. A instituição afirmou que poderá alcançar em 2012 a meta de inflação de 4,5%. A estimativa do BC para o IPCA, principal índice de preços, neste ano subiu de 5% para 5,6% -dentro do teto para a meta de 6,5%. Para Anastasia, o governo Dilma tomou medidas para conter a alta de preços. O tucano acha que, por ora, a situação é de "sinal amarelo, não vermelho". "É mais um alerta", afirmou. Martelar o fato de ter sido o partido que domou a inflação, no entanto, é visto pela direção do partido como uma maneira de o PSDB definir um discurso.
O programa do PSDB, desta forma, já começa com um pedido desculpas: olha, estamos aí para contribuir, estamos só alertando... Bananas! O programa do PSDB deveria ser um só: José Serra na campanha e José Serra hoje, mostrando as mentiras e contradições da campanha de Dilma Rousseff. Isso é fazer oposição. Isso é se o PSDB fosse oposição. Não é. Os tucanos, agora, são de papo amarelo. E que papo mais amarelo, hein?
Trem-bala de festim.
Mais uma promessa eleitoreira que dá de cara com a dura realidade de um país sem dinheiro, depois da gastança para eleger o poste. A bala do trem era de festim. Leia matéria da Folha,abaixo.
O governo já admite informalmente aos interessados no leilão do trem-bala que vai adiar por 90 dias o processo, marcado para o próximo dia 11. O adiamento será feito para que mais grupos apresentem propostas e também para fazer ajuste no edital. O governo já não conta com o trem-bala para a Copa, em 2014, e considera improvável que ele funcione para a Olimpíada de 2016. A Folha apurou que a tendência hoje é pelo adiamento do leilão. Falta uma reunião, prevista para a semana que vem, entre a presidente e os técnicos do governo que tratam do assunto. Os técnicos defendem adiar o leilão.
O governo estima que o projeto que ligará Campinas-SP-RJ custará R$ 33,1 bilhões (preço de 2008).Pelo menos dois grupos de empresas, liderados por fornecedores espanhóis e alemães, que não estavam dispostos a entrar, informaram que vão apresentar proposta, mas que precisam de tempo. O edital tem diversas exigências que devem ser atendidas pelos concorrentes e o custo para apresentar proposta é estimado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. E, além disso, o governo não se responsabiliza pelas informações de seus estudos prévios. O que vai valer são os valores apresentados pelos competidores. Será o segundo adiamento do leilão do projeto. O primeiro ocorreu em novembro, quando o governo só tinha a garantia de participação de um consórcio, liderado por empresas da Coreia do Sul. Pelo cronograma original, o projeto já deveria estar em obras. Mas elas só devem começar um ano depois do leilão, pela previsão otimista.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Devolve já, DEM.
É impressionante. Depois de vários deputados do Democratas acusarem Kassab de roubar o domínio JK na internet, corneteando a não mais poder no twitter, o DEM acaba de roubar os domínios PSD e outros, que estavam registrados pelo prefeito, provisoriamente, com o CGC do diretório do partido em São Paulo. Cabe uma manifestação imediata de José Agripino Maia, presidente do DEM, informando que está devolvendo a marca do novo partido. Sob pena de, novamente, a meia dúzia que destruiu o partido conspurcar ainda mais o que sobrou dele. O eleitor do velho DEM, do DEM que sobrou e do novo DEM que está nascendo, agradecem, sensibilizados pelo fim da baixaria. Leia mais aqui.
Abril verde-amarelo.
No próximo dia 5 de abril, milhares de produtores rurais, agricultores, pecuaristas e a cadeia de produção da agropecuária vão invadir Brasília para pressionar os seus parlamentares para a aprovação do Código Florestal. CLIQUE AQUI E VEJA A PROGRAMAÇÃO OFICIAL. Não é um abril vermelho. Não é um abril onguista e verdista. É um abril verde-amarelo. Todo o dinheiro que o Brasil tem em caixa foi gerado pelos sucessivos superavit do agronegócio. É um terço do PIB que está ameaçado por meia dúzia de simpatizantes da guerrilha rural do MST e pelas ongs financiadas pelo agrobusiness europeu e norte-americano, que sabem que o Brasil pode derrubar os preços dos alimentos e resolver a fome no mundo. Ajude a convocar enviando o selo acima. Ninguém ama mais as florestas, os rios e a natureza do que o agricultor brasileiro. Não deixe ninguém roubar o nosso verde. Todos em Brasília para aprovar o Código Florestal. É uma grande causa. Eu vou! Leia aqui e acompanhe toda a mobilização colocando o Blog do Código Florestal entre os seus favoritos. É feito por quem entende do assunto.
Endireitando a direita.
Coluna de Merval Pereira, hoje,em O Globo, intitulada "Percepções"
A criação do novo Partido da Social Democracia (PSD) está provocando não apenas uma razoável alteração na estrutura partidária - a legenda pode começar já maior do que o Democratas, de cuja dissidência se originou - como reabriu uma discussão, que parecia ultrapassada, sobre o que significa hoje ser "de direita" e "de esquerda". Há no entendimento do que se pode chamar de núcleo central que pensa o novo partido (Kassab, Afif, Claudio Lembo, Kátia Abreu) a sensação de que se colocar como "de direita" reduz o alcance da nova legenda, que se tornaria, na percepção do eleitorado, a representante de uma classe política insensível às questões sociais, ligada ao mercado financeiro e a grandes lucros e, por consequência, grandes falcatruas.
O próprio Lembo, quando governou São Paulo por um período, deu uma célebre entrevista em que denunciou a existência no país de "uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa". Segundo ele, "todos são bonzinhos publicamente. E depois exploram a sociedade, seus serviçais, exploram todos os serviços públicos. Se nós não mudarmos a mentalidade brasileira, o cerne da minoria branca brasileira, não iremos a lugar algum". Daí a tentativa do prefeito Gilberto Kassab de identificar o novo partido como sendo de centro-esquerda, o que não poderia ser levado a sério. Ele então tentou negar qualquer tendência, dizendo que o PSD não seria "nem de esquerda nem de direita nem de centro". Pior a emenda que o soneto, e também não deu certo. Agora parece que há um consenso de que o programa partidário a ser elaborado refletirá um partido "de centro".
Kassab chega a argumentar que investiu muito mais do que a ex-prefeita Marta Suplicy em programas sociais, o que indicaria que seu governo pode ser definido como de centro-esquerda. Mas admite que toda essa dificuldade de se posicionar leva em consideração distorções históricas da política brasileira, que identifica "direita" com o período militar, e a "esquerda" com liberdade e luta contra a desigualdade. A corrupção, que também era historicamente ligada à direita no Brasil, tornou-se um fardo também para a esquerda quando o PT chegou ao poder, nivelando por baixo o debate político nesse quesito. Mas o DEM sofreu mais com o escândalo do governador José Roberto Arruda no Distrito Federal do que o PT com o do mensalão. E o novo partido pode sofrer um baque talvez insuperável se progredirem as negociações para que o filho de Jader Barbalho seja um dos seus fundadores no Pará.
Em outro momento dessa mesma discussão sobre tendências políticas no mundo moderno, registrei aqui na coluna que o filósofo italiano Norberto Bobbio escolheu a igualdade como parâmetro neste momento em que as fronteiras não são muito claras ou parecem ter desaparecido por completo. A direita estaria mais preocupada com a liberdade, enquanto a esquerda enfatizaria sua pregação na redução ou eliminação da desigualdade. O prefeito Gilberto Kassab rejeita a ideia de que não se preocupe com a desigualdade, ou de que o novo partido não tenha esse como um dos seus principais objetivos. Acha, no entanto, que o mundo globalizado introduziu nas relações econômicas uma complexidade que exige maior eficácia nas ações governamentais e menos simplificações de definições. Exemplifica com a interferência do Estado, afirmando que não é possível simplificar a discussão entre "Estado forte" e "Estado mínimo", e que a ação governamental depende da área que se discute: "Duvido que alguém tenha investido mais em saúde do que eu na prefeitura de São Paulo. Ali sem dúvida o Estado atua fortemente", diz ele.
O prefeito paulistano diz que tudo depende do bom senso e que a eficiência administrativa se impõe como uma necessidade dos governos modernos, sejam de que tendência forem. Um dos alvos do novo partido é a nova classe média urbana que surgiu nos últimos anos e que, segundo diversos estudos, tende a ser conservadora para manter os avanços alcançados com a mobilidade social. Conectada por modernos meios de comunicação, tem acesso a informações que vão moldando seu comportamento e aspirações sociais, mas também a incluindo no sistema democrático. O prefeito Gilberto Kassab relaciona o que considera "de direita" no Brasil com atitudes como as de Jair Bolsonaro, que mais uma vez está envolvido com manifestações racistas e preconceituosas, lamentando que não exista por parte da média do eleitorado uma separação entre políticos radicais como Bolsonaro, que representam o atraso de certos setores da sociedade, não apenas quanto à desigualdade social, mas também em questões de raça e gênero, e outros, também tachados pejorativamente de "direitistas".
O fato é que o novo partido parece estar se formando com bastante força política em diversos estados, atraindo governadores, como Raimundo Colombo, de Santa Catarina, ou vice-governadores como Otto Alencar, na Bahia, e uma forte bancada de deputados federais e prefeitos, e a ideia inicial de se fundir com o PSB parece cada vez mais distante. Ainda mais porque existe a possibilidade, cada vez mais real, de que o Democratas não resista a essa debandada e apresse sua fusão com o PSDB, talvez até mesmo antes das eleições municipais do ano que vem. O futuro PSD herdaria assim esse nicho eleitoral que nunca foi ocupado integralmente pelo antigo PFL, atual DEM, e teria a oportunidade de demonstrar, através de atos, que ser "de direita" no Brasil de hoje não deve ser confundido com atraso político ou insensibilidade social. A conferir.
Mais o que fazer.
Nós, cidadãos brasileiros que queremos o bem do país, temos coisas mais importantes a fazer do que se preocupar com briga de BBB, filha de cantor e político sem freio social, ocorrida em programa humorístico. Se merecem.
Cômico.
Ontem, o vôo da TAM de Viracopos para Brasilia estava rigorosamente no horário. Tudo perfeito. Na aproximação,no entanto, o piloto informa que o aeroporto JK está operando apenas com uma pista., apesar do intenso tráfego aéreo e do bom tempo. Passamos a andar em círculos sobre a região metropolitana. Quinze minutos depois, autorizado o pouso, o avião aterrissa, taxia e pára. O piloto, gentil, informa que estamos aguardando a liberação de uma posição. Dez minutos de espera. Resolvido o problema, o avião chega ao ponto de desembarque. Novo aviso. Não há operador para orientar o piloto. Cinco minutos depois, lá vem ele, com um sinalizador em cada mão, esbaforido, correndo, manquitolando. A posição é a última, não há finger. Está localizada na frente da Saída 5 do aeroporto.Tomamos um ônibus e este arranca, manobra imediatamente à esquerda e, trinta segundos depois, estaciona a vinte metros de onde descemos do avião. Estamos em solo, no aeroporto principal da capital do país que vai sediar uma Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.
Triste país.
E o Brasil virou o país das quadrilhas montadas por políticos para roubar a merenda escolar das crianças, como em Alagoas (primeiras-damas de vários municípios, de vários partidos, foram presas), em São Paulo( na cidade de Jandira do PSDB e do PT, onde um prefeito foi assassinado e o outro foi preso em flagrante) e em todo o Brasil (programa Segundo Tempo, do Ministério dos Esportes do PCdoB)...
Falta e excesso.
O grande comentário em Brasília, ontem, foi sobre o excesso e a falta. O excesso de emoção em Lula e a falta em Dilma, durante o velório de José Alencar.
Máfia suprapartidária.
Empresas ligadas à chamada máfia da merenda pagaram cerca de R$ 1,5 milhão em propinas para a administração petista de Jandira, na Grande São Paulo. O dinheiro era entregue pessoalmente ao então prefeito Paulo Bururu (PT), que foi preso nesta quarta-feira, 30, em flagrante sob a acusação de porte ilegal de armas. Ele nega.Às 6 horas desta quarta, policiais e promotores do Ministério Público Estadual (MPE) revistaram a casa de Bururu e de outras quatro pessoas. Na casa do ex-prefeito, em um condomínio em Jandira, os promotores acharam US$ 7,3 mil, uma pistola, uma espingarda e documentos de imóveis que seriam de Bururu, mas que não foram declarados à Receita Federal.
Para os promotores, a corrupção em Jandira passou da administração petista para a dos tucanos, chefiada por Braz Paschoalin (PSDB). Ele foi assassinado em 10 de dezembro, segundo a polícia, a mando de dois ex-secretários da cidade. Paschoalin teria recebido R$ 224.522,27 de propina para liberar o pagamento de R$ 850.463,16 devidos pela prefeitura da cidade à empresa SP Alimentação, que forneceu merenda à Jandira até 2009. O esquema da merenda escolar foi descoberto na investigação sobre o suposto cartel do setor feita pelos promotores Silvio Antônio Marques, da Defesa do Patrimônio Público e Social, e Arthur Pinto de Lemos Junior, do Grupo de Atuação Especial e Repressão à Formação de Cartéis e Lavagem de Dinheiro (Gedec). Eles obtiveram grampos telefônicos que mostravam o diretor de uma das empresas - a Verdurama - negociando propinas. ( Do Estadão)
quarta-feira, 30 de março de 2011
Colocando a coisa nos eixos.
Da coluna de Dora Kramer, hoje, no Estadão, com o título "Freio de arrumação":
A entrevista às páginas amarelas da revista Veja, há 15 dias, foi considerada a gota d"água que poderia entornar de vez o caldo do projeto de criação do PSD. Nela, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, se definia ideologicamente como "de centro, com leve tendência à esquerda".Mas isso não foi nada diante da declaração mais adiante sobre a "grande afinidade" existente entre os sócios fundadores do novo partido e "os quadros pertencentes ao PSB", socialistas por definição e candidatos a incorporar a nova legenda que já nasceria, assim, como um apêndice futuro do partido presidido por Eduardo Campos.
Funcionou como um chamado ao recuo. Políticos de projeção nacional que naquela altura já preparavam armas e bagagens para embarcar na canoa de Kassab mandaram avisar que, nessa linha de trampolim para a incongruência doutrinária, era melhor ficarem onde estavam. Nos casos de três deles, a senadora Kátia Abreu, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, isso significava ficar, embora muitíssimo a contragosto, no DEM.
O revés requereu a interferência do mentor político de Kassab, o ex-senador Jorge Bornhausen, prócer do DEM em processo de anunciada aposentadoria que, a contar pela "intervenção" dos últimos 15 dias, é mera cenografia. De lá para cá, dois deles já retomaram o rumo do PSD: Afif Domingos e Kátia Abreu, que ontem comunicaria oficialmente sua saída ao presidente do DEM, José Agripino Maia. Ela tem data marcada para assinar a ficha: 6 de abril.
Funcionou como um chamado ao recuo. Políticos de projeção nacional que naquela altura já preparavam armas e bagagens para embarcar na canoa de Kassab mandaram avisar que, nessa linha de trampolim para a incongruência doutrinária, era melhor ficarem onde estavam. Nos casos de três deles, a senadora Kátia Abreu, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, isso significava ficar, embora muitíssimo a contragosto, no DEM.
O revés requereu a interferência do mentor político de Kassab, o ex-senador Jorge Bornhausen, prócer do DEM em processo de anunciada aposentadoria que, a contar pela "intervenção" dos últimos 15 dias, é mera cenografia. De lá para cá, dois deles já retomaram o rumo do PSD: Afif Domingos e Kátia Abreu, que ontem comunicaria oficialmente sua saída ao presidente do DEM, José Agripino Maia. Ela tem data marcada para assinar a ficha: 6 de abril.
Proa para Brasília.
De última hora, um compromisso imperdível em Brasília. Não sejam maldosos, que não é velório. Não posso contar, mas pode render bons posts. Já estou dentro do avião da Gol, saindo de Floripa. Blog, só mais tarde.
Marina, A Filha do Brasil.
Vem aí a versão feminina do filme do Lula...
A vida de Marina Silva (PV), líder ecologista do Brasil e defensora da Amazônia, vai virar filme pelas mãos da diretora Sandra Werneck, que mostrará a dura infância da ambientalista e sua trajetória política, informou nesta quarta-feira a editora que publicou sua biografia.
Senhores e senhoras, o texto acima não é de um folheto promocional. É de uma notícia publicada na Folha Poder. Na verdade, deve ser um press release publicado na íntegra pelo jornalismo investigativo e combativo da Folha. Resta saber quais as ongs vão patrocinar o empreendimento. E se vai ter um apoio tipo Maria Bethania, com a Lei Rouanet.
Cinco minutos de fama.
Um petralha tão letrado quanto Lula deixou o comentário acima no post abaixo, dizendo que não dá para confiar em sites anônimos. Para conceder cinco minutos de fama para o Rafael e a sua Cachaça Filosófica,peço aos leitores que cliquem aqui. Bom proveito!
O "doutorado" de Lula em Coimbra custa U$ 20 milhões. Por ano.
Está explicado o verdadeiro motivo para homenagem feita ao "Doutor" Lula pela Universidade de Coimbra. 10% do alunado da prestigiosa universidade (apenas no Brasil) é composta por bolsistas brasileiros. Nem a Espanha, ali ao lado, manda tanto aluno para a UC. As bolsas são pagas pelo governo brasileiro. Ontem, 900 bolsistas brasileiros formaram uma barulhenta claque paga para aplaudir o doutoramento do iletrado. Juntos estes bolsistas recebem, por ano, da Capes, cerca de U$ 20 milhões para estudar lá fora. O quanto é pago para Coimbra não é conhecido, mas deve ser basicamente a mesma coisa. Quem não fala inglês, francês ou italiano, costuma buscar o canudo em dinossauros como Coimbra em Portugal, Lion na Espanha ou o Museo Argentino, no vizinho ao lado. O unico ônus é ter que, uma vez na vida e outra na morte, aplaudir um Lula virando doutor. Mas, como diria o poeta português Fernando Pessoa, tudo vale a pena, se a bolsa , ops!, se a alma não é pequena.
Militantes políticos ou guerrilheiros?
O Ministério Público Federal em Brasília apreendeu ontem documentos, um computador e uma arma de fogo nas residências do oficial da reserva Sebastião Rodrigues de Moura, conhecido como major Curió. Ele foi um dos líderes da repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975). Os mandados foram concedidos pela 1ª Vara da Justiça Federal. "As buscas são uma tentativa de localizar documentos que possam revelar o paradeiro de corpos de militantes políticos que participaram da guerrilha", disse a procuradora Luciana Loureiro. Curió foi preso em flagrante por porte ilegal de arma e continuava detido até o fechamento desta edição. A nota é da Folha de São Paulo.
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Impressiona o cuidado que a esquerda têm para definir os supostos 62 desaparecidos do Araguaia. Agora são "militantes políticos que participaram da guerrilha". Passaram a ter dupla personalidade. Com uma arma na mão, eram "guerrilheiros", pois quem participa de uma guerrilha assim é considerado. Mortos e derrotados em combate, passaram a ser "militantes políticos", como se política pudesse ser feita com uma arma na mão. O mais importante na declaração da procuradora é que ela reconhece publicamente que existiu uma "guerrilha", que assim é definida no dicionário do Houaiss:
Impressiona o cuidado que a esquerda têm para definir os supostos 62 desaparecidos do Araguaia. Agora são "militantes políticos que participaram da guerrilha". Passaram a ter dupla personalidade. Com uma arma na mão, eram "guerrilheiros", pois quem participa de uma guerrilha assim é considerado. Mortos e derrotados em combate, passaram a ser "militantes políticos", como se política pudesse ser feita com uma arma na mão. O mais importante na declaração da procuradora é que ela reconhece publicamente que existiu uma "guerrilha", que assim é definida no dicionário do Houaiss:
A definição é impiedosa para com os que caíram em combate. "Guerrilha é uma luta armada, empreendida por um movimento revolucionário de índole partidária ou não, que combate um governo estabelecido ou forças de ocupação com a estratégia de mobilização política da população camponesa e a tática de incursões ofensivas, atos violentos e de surpresa, perpetrados por pequenos grupos geralmente recrutados nessa população". Se Houaiss fosse definir Araguaia, não teria sido tão preciso e tão exato, pois tudo o que houve lá na selva está na definição de "guerrilha".
A procuradora que prendeu o Curió do Araguaia e da Serra Pelada deveria definir melhor o tipo de desaparecido que está buscando. Se forem guerrilheiros, até poderá encontrá-los, enterrados pelos próprios companheiros, por moradores piedosos ou por adversários compadecidos. É assim que funciona em qualquer guerra ou guerrilha. Agora, se está procurando militantes políticos, está perdendo o seu precioso tempo: na Guerrilha do Araguaia só existiam guerrilheiros violentos, com uma arma na mão, prontos para matar os soldados das forças do governo estabelecido.
"Quando não puder falar bem, não diga nada".
Devem ser completamente infundadas as declarações atribuídas a Geraldo Alckmin(PSDB-SP). Ontem, o tucano paulista teria dito, em Brasília, que José Serra (PSDB-SP) é o melhor nome para disputar a prefeitura de São Paulo e que ele deveria presidir o Conselho do PSDB, uma esfera sem poder dentro do partido, entregando a presidência para o vitalício Severino Sérgio Estelita Guerra.
Se Geraldo Alckmin deu estas declarações, ele passa a ser o melhor candidato para a prefeitura de Belo Horizonte. Certamente, terá o maior apoio de Aécio Neves(PSDB-MG), até mesmo para romper o seu acordo local, também vitalício, com o PT.
Ontem Alckmin lembrou, ao comentar a fundação do PSD, que seu pai sempre dizia: "Filho, lembre-se de Santo Antônio de Pádua. Quando não puder falar bem, não diga nada". Poderia ter usado a mesma lógica em relação ao seu próprio partido.
TCU quer buscar de volta R$ 2 milhões pagos à empresa de filho de ministro do Lula.
O TCU (Tribunal de Contas da União) já identificou cinco funcionários da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) que terão que responder por pagamentos de R$ 2 milhões considerados irregulares à empresa Tecnet Comércio e Serviços Ltda. De acordo com auditoria da área técnica do órgão de controle, a Tecnet foi contratada de forma irregular pela EBC, num pregão sem planejamento e que foi apressado pelo ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, cujo filho, Cláudio Martins, trabalhava como consultor da empresa.
E-mails trocados por funcionários da TV estatal, e anexados ao processo, dizem que o ex-ministro pediu "prioridade zero" para o assunto. Franklin nega. Contratada para gerenciar o sistema de arquivos digitais da EBC, a Tecnet pertence a Amilcare Dallevo, que é dono da RedeTV!. Os cinco servidores, todos da área de informática, têm até o início de abril para explicar o motivo de terem efetuado pagamentos à empresa, que, segundo o TCU, não realizou os serviços para os quais foi contratada. Segundo o tribunal, a empresa não possuía o software que dizia ter no pregão (para gerenciamento de arquivos) e está usando a EBC para desenvolver o produto. A empresa nega e diz que os servidores vão responder aos questionamentos no prazo.
Na inspeção feita em SP no início deste ano, o TCU constatou que "diversos itens" não estavam implementados e que a Tecnet age "como desenvolvedora e não como fornecedora de uma solução de gestão de ativos digitais". O processo ainda será analisado pelo relator, o ministro Ubiratan Aguiar, antes de ser votado em plenário. ( A matéria é da Folha de São Paulo)
terça-feira, 29 de março de 2011
Sem querer querendo.
A Secretaria de Cultura do governo de São Paulo cometeu uma gafe alguns instantes após a morte do ex-vice-presidente José de Alencar, publicando em sua página do Twitter a frase "PQ foi o José Alencar e não #Sarney?". A assessoria de imprensa da secretaria afirmou que o erro foi cometido por um funcionário que pensou estar usando sua conta pessoal da rede social. A mensagem foi retirada rapidamente, mas ficou no ar tempo suficiente para que diversos internautas conseguissem capturar imagens contendo o "tweet".
Morre José Alencar.
Acaba de falecer o ex-vice-presidente José Alencar. Fica o exemplo de uma luta de 14 anos contra o câncer.
"Está se preparando para descansar".
Último boletim médico sobre o estado crítico de José Alencar. Agora, 14:33. Gostaria de lembrar aos senhores e senhoras que é perfeitamente possível comentar a vida pública de um politico, com dureza e crueza, mas sem atacar o ser humano, os seus familiares e sua vida pessoal. Obrigado.
José Alencar agoniza.
Pela primeira vez, o médico-chefe dá entrevista para a Globo News dizendo que não há mais o que fazer, a não ser deixar o ex-vice-presidente confortável. A qualquer momento, pode ser anunciada a sua morte.
"Porquinho" Dutra para presidente da Vale!
O clipe que ilustra o post é uma homenagem aos baianos que podem ter ficado bolados com o posta abaixo, da Caixa Econômica Baiana. Não se avexem, não. A Bahia continua linda.
Já que a Dilma quer reestatizar a Vale, ninguém melhor que o terceiro porquinho desempregado e deprimido para assumir a presidência da empresa. Afinal de contas, José Eduardo Dutra já dirigiu a Petrobras e montou lá um governo paralelo acima da lei, um emirado tropical, completamente aparelhado pela cumpanherada. No seu lugar, seguindo a mesma cartilha, entrou José Sérgio Gabrielli, aquele que, sob as ordens diretas do velhaco e insensato ex-presidente, presenteou Evo Morales com duas refinarias, entregou as concessões da nossa petroleira para o Equador e está construindo um refinaria em parceria com o caloteiro Hugo Chavez, no Pernambuco, para a qual o ditador venezuelano ainda não colocou um mísero bolivar. Isto fora a farra dos patrocínios concedidos para políticos petistas, que acabam pagando campanhas eleitorais pelo Brasil afora. Desta forma, o porquinho Dutra é o cara certo para tomar conta da presidência da Vale. Não existe outro petralha com tamanha catiguria, vindo da presidência do partido da trambicagem, para estar à frente de uma empresa que investe mais de U$ 9,2 bilhões por ano e que vale U$ 176 bilhões. Inclusive, o geólogo Dutra já trabalhou na Vale entre 1990 e 1994, ou melhor, fez de conta, pois era dirigente da CUT nacional e ainda disputou as eleições para o governo do Sergipe, em 1994. Obviamente, estava licenciado do batente na empresa, mais ocupado com as lides sindicais e políticas. Portanto, senhores e senhoras," necas de olhar para trás" que são tempos de Dilma, aquela que completa a obra do Lula, que fez de tudo para derrubar Roger Agnelli, o executivo global da Vale. Agora é "pluft, pluft, pluft, é ferro na boneca, é no gogó, nenem", como diziam os novos velhos baianos. É ferro da Vale na boneca Brasil!
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Clique e amplie para ler o Editorial de O Globo
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O que será o PSD?
Coluna de hoje, de Merval Pereira, em O Globo:
O prefeito paulistano, Gilberto Kassab, precisa definir de uma vez por todas por que deixou o Democratas para fundar o Partido Social Democrático (PSD). Se foi em busca de uma legenda que lhe dê espaço político para continuar uma carreira ascendente até o governo de São Paulo, será um projeto personalista de voo curto. A tentativa de levar a indefinição da legenda às últimas consequências - "Não será um partido nem de direita nem de esquerda nem de centro, mas a favor do Brasil" - fará com que o novo partido surja enfraquecido, embora se anuncie que já tem uma bancada de 43 deputados federais saídos de diversas legendas, até mesmo da base governista. O receio de assumir uma posição ideológica próxima de sua história política de centro-direita repete o mesmo erro do PFL e de seu sucessor, o Democratas, e retira do novo partido justamente a capacidade de representar um nicho eleitoral que, à falta de opções, votou em Serra e em Marina na eleição de 2010.
Não é isso o que a senadora Kátia Abreu está buscando quando se prepara para trocar o DEM pelo PSD, uma decisão que pode ser fundamental na sua carreira política. Cogitada para ser candidata à Presidência da República pelo DEM, ou vice na chapa de Serra, a senadora de Tocantins foi vítima desta síndrome política brasileira: ninguém quer ser tachado de conservador, de direitista. Todos são, no máximo, de centro. Até o senador Agripino Maia, novo presidente do DEM, assumiu negando que seja de direita, dizendo-se de centro-esquerda. Nenhum político brasileiro se declara "de direita", mas a direita política está sempre presente nos governos formados a partir de 1985, quando Tancredo Neves se elegeu presidente da República numa aliança política antes impensável com os dissidentes do PDS, partido que dava sustentação à ditadura militar. Pois se Kassab insistir no mesmo erro em que incorre o Democratas, antigo PFL, que tentou diversas vezes preencher esse espaço político e depois recuou, vai criar mais um partido que não se distinguirá dos demais e deixará de ser um contraponto a PT e PSDB, legendas de esquerda que dominam a política nacional há mais de 20 anos.
A senadora Kátia Abreu tem uma explicação simples para esse impasse: todos querem dizer que têm preocupação social e parecem convencidos de que esse sentimento é um monopólio da esquerda. Como convencer o eleitorado de que essa dicotomia não funciona tão linearmente assim e que ser de direita, ou de centro-direita, não significa ser insensível às necessidades dos mais pobres? No seu caso, a senadora, que é presidente da Confederação Nacional da Agricultura, tem uma tarefa a mais: demonstrar que o agronegócio reúne mais produtores de classe média e pobres do que grandes agricultores, apontados pelos adversários como vilões do meio ambiente.
Na presidência da CNA, a senadora Kátia Abreu está trabalhando com o governo para mudar o sistema de crédito agrícola, ampliando seu alcance, e tem um objetivo que, segundo ela, coincide com o do governo: promover a ascensão social da maioria dos agricultores, que, ao contrário do que se imagina, encontra-se nas classes C, D e E, e não tem acesso a financiamentos. Dos cinco milhões de produtores agrícolas, apenas 5% estão nas classes A e B, ressalta Kátia Abreu. Ela vem conversando com o prefeito paulistano, Gilberto Kassab, a respeito do PSD, depois que se desencantou com a atuação do Democratas, especialmente o que chama de "ditadura partidária", que teria levado seu partido a ser dominado por grupos que não dão espaço a políticos independentes.
Uma das principais alterações que ela pretende apoiar, se for para o PSD, é a garantia de que os cargos serão escolhidos através de prévias partidárias, em todos os níveis, até mesmo a presidência da legenda, para a qual está sendo sondada mesmo antes da adesão formal. A democracia interna seria um diferencial do novo partido, que poderia estimular a atuação partidária de cidadãos que hoje estão alienados da política. Kátia Abreu está convencida de que existe um nicho eleitoral que o novo partido pode ocupar, representado pela nova classe média ascendente e por todos os anseios e necessidades que virão com ela. Além do fato de que existe um eleitorado que não vota no PT, que atingiu 44% na última eleição presidencial.
Olhando o mapa da votação do segundo turno na eleição de 2010, Kátia Abreu enxerga bolsões azuis de oposição em áreas dominadas pelo vermelho do PT, como, por exemplo, na região conhecida como Mapito, que cobre os estados do Maranhão, do Piauí e de seu Tocantins. Numa região dominada pelos votos governistas, produtores rurais que, na sua definição, não vivem das benesses governamentais querem uma candidatura alternativa para seguir produzindo alimentos. Ela pretende se filiar ao PSD defendendo uma série de posturas liberais que colocariam o novo partido fora da base aliada governista e, mais ainda, longe do PSB, partido ao qual Kassab pretenderia se juntar ao final de um processo político que descaracterizasse uma burla à legislação eleitoral.
Nas conversas que vem tendo com Kassab, a senadora Kátia Abreu garante que essa possibilidade de fusão futura com um partido socialista está fora de cogitação. A senadora de Tocantins acha que o novo partido não pode repetir o erro de PMDB e Democratas, que não lutaram por ter uma vida própria e tornaram-se satélites de PT e PSDB. Uma das decisões a serem tomadas pode ser a de lançar uma candidatura própria à Presidência da República em 2014, mesmo que apenas para marcar posição. Não só por ser mulher, mas, sobretudo, por representar o espírito liberal do novo partido, seu nome seria uma escolha provável.
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