Em animadíssimo almoço em badalado restaurante dos Jardins, zona nobre de São Paulo, os "martaxistas" selaram o seu apoio à candidatura de Fernando Haddad, o ministro do ENEM, para prefeito de São Paulo. Marta não esteve presente. Leia mais aqui.
sábado, 5 de novembro de 2011
A culpa é do laranja.
A demissão do assessor é a confissão pública do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de que existe uma quadrilha agindo dentro do seu ministério. Será que Dilma vai "orlandear" uma semana antes de demitir?
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, determinou hoje o afastamento do assessor especial Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de Qualificação, acusado de ser operador do esquema de achaque a ONGs que tinham contrato com a Pasta, conforme denúncia publicada na revista Veja desta semana. Por meio de nota, Lupi disse que "não compactua com nenhum tipo de desvio de recursos públicos" e mandou abrir sindicância para apurar as irregularidades.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, determinou hoje o afastamento do assessor especial Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de Qualificação, acusado de ser operador do esquema de achaque a ONGs que tinham contrato com a Pasta, conforme denúncia publicada na revista Veja desta semana. Por meio de nota, Lupi disse que "não compactua com nenhum tipo de desvio de recursos públicos" e mandou abrir sindicância para apurar as irregularidades.
Segundo a reportagem, caciques do PDT, liderados por Lupi, teriam transformado os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. Relatos de dirigentes das ONGs Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte e Oxigênio, do Rio de Janeiro, revelam que as entidades contratadas pelo Ministério para treinamento passavam a enfrentar problemas com a fiscalização da pasta e tinham os repasses de recursos bloqueados. Depois eram procurados por assessores graduados do ministro, que exigiam propina entre 5% e 15% do valor do contrato para que voltassem a receber recursos. Na nota, divulgada pela assessoria, o ministro informa que o afastamento de Santos valerá pelo tempo que durar as investigações. Mas ressalta que será respeitado princípio da ampla defesa tanto dele como de outros servidores envolvidos nas denúncias.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), está na mira da presidente Dilma Rousseff, que deve reformar sua equipe no início de 2012. Dilma tem acompanhado há tempos as denúncias de cobrança de propina na pasta comandada por Lupi e, em agosto, mandou que ele demitisse seu chefe de gabinete, Marcelo Panella.Reportagem publicada pela revista Veja neste fim de semana mostra que assessores de Lupi são acusados de comandar um esquema de extorsão para liberar pagamentos de convênios com organizações não-governamentais (ONGs). Dirigentes de ONGs como o Instituto Êpa, do Rio Grande do Norte, dizem que colaboradores do ministro, como Weverton Rocha -- hoje deputado federal -- e Anderson Alexandre dos Santos exigiam pagamentos que variavam de 5% a 15% do valor dos contratos. Os dois respondiam diretamente a Marcelo Panella, tesoureiro do PDT e homem da confiança de Lupi.(Estadão)
Pedra cantada.
Há muito tempo que este Blog se bate contra os programas de "capacitação" mantidos por diversos ministérios. Ali reside um dos maiores focos de corrupção que começou nos sindicatos petistas e se espalhou pelas ONGS e outras organizações. 99% dos programas de "capacitação" são pura roubalheira. Quando acontecem, são programas fajutos, de péssima qualidade, feitos para gastar o mínimo e lucrar o máximo. O PT sabe disso, porque foi o PT quem começou. Em 17 de outubro passado, este Blog publicou um post intitulado "É a treva!" No último dia 31 de outubro, publicamos um outro post intitulado " O problema está nas ONGS de capacitação". Hoje a Veja vai para as bancas com mais um escândalo, possivelmente envolvendo verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O PDT dos senadores Pedro Taques (MT) e Cristovam Buarque(DF), metidos a arautos contra a corrupção, montou uma verdadeira quadrilha dentro do ministério do Trabalho. Vamos ver o que estes "puros" têm a dizer sobre o fato. É mais uma quadrilha descoberta dentro de um governo de quadrilheiros. O texto está no Blog do Reinaldo Azevedo. Leiam lá.
A luz do socialismo parou de piscar.
Derrotada dentro do PT na corrida pela prefeitura paulistana, mesmo tendo dez vezes mais intenções de voto do que Fernando Haddad, Marta Suplicy escreve artigo na Folha de São Paulo, analisando a crise européia, citando de forma especial a Espanha. O título é "Luz piscando forte". Abaixo, um trecho:
As instituições mundiais e os sistemas eleitorais vigentes, assim como as regras que têm conduzido o mundo, estão caducas. Seria como se o mundo já estivesse tocando outra música e a orquestra continuasse na partitura anterior. Não dá. E como mudanças dessa profundidade nunca ocorreram com rapidez, encontramo-nos todos atônitos com a aceleração do processo. Enquanto esses movimentos vão como nuvens se redesenhando, sem céu azul, fica a pergunta: para que e para quem servem esses governos? Não nos esqueçamos das faixas empunhadas em manifestações na Espanha: "Se não nos deixarem sonhar, não os deixaremos dormir". A luz não vai parar de piscar tão cedo.
Agora, vamos aos fatos sobre a Espanha, em matéria do Estadão:
MADRI - O Partido Popular (PP), da oposição de centro-direita na Espanha, está a caminho de obter vitória absoluta nas eleições de 20 de novembro e controlar o parlamento, já que os eleitores culpam o governo socialista pela situação da economia, mostrou uma pesquisa de opinião divulgada nesta sexta-feira, 4. O PP ganharia entre 190 e 195 cadeiras na Câmara Baixa - são necessárias 176 para conseguir a maioria absoluta. Os socialistas obteriam de 116 a 121 assentos, segundo a pesquisa do Centro de Pesquisa Sociológica (CIS), do governo. Os números equivalem a 46,6% dos eleitores para o PP, o que dá uma liderança de quase 17 pontos, a maior até o momento na campanha.
Os eleitores estão irritados com o fracasso dos socialistas em lidar com a economia estagnada e com a maior taxa de desemprego da União Europeia, de 21,5%, e consideram ser mais provável que o PP crie empregos do que seu rival. Nesta sexta-feira, dados fracos sobre a produção industrial em setembro não ajudaram a acalmar os temores de que a Espanha pode estar prestes a voltar para a recessão. A pesquisa do CIS mostrou que mais de 75% dos espanhóis acreditam que os socialistas fizeram um trabalho ruim ou muito ruim ao lidar com o emprego, sendo que esse percentual aumenta para 78% se for avaliado o desempenho da economia em geral.
O partido do primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero implementou medidas de austeridade que visavam ajudar a Espanha a evitar recorrer a um resgate da zona do euro semelhante aos da Grécia, Irlanda e Portugal, mas muitos investidores consideram que as políticas não foram longe o suficiente. A questão central é se os espanhóis estarão dispostos a aceitar medidas de austeridade se elas deixarem os serviços de bem-estar social intactos e criarem empregos. "Eu vou passar a tesoura em tudo, menos na aposentadoria pública, saúde e educação, onde não quero reduzir os direitos dos cidadãos. Temos que fazer isso e os espanhóis precisam saber, e na verdade eles sabem", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, à Rádio Punto, em entrevista na sexta-feira.
Os eleitores estão irritados com o fracasso dos socialistas em lidar com a economia estagnada e com a maior taxa de desemprego da União Europeia, de 21,5%, e consideram ser mais provável que o PP crie empregos do que seu rival. Nesta sexta-feira, dados fracos sobre a produção industrial em setembro não ajudaram a acalmar os temores de que a Espanha pode estar prestes a voltar para a recessão. A pesquisa do CIS mostrou que mais de 75% dos espanhóis acreditam que os socialistas fizeram um trabalho ruim ou muito ruim ao lidar com o emprego, sendo que esse percentual aumenta para 78% se for avaliado o desempenho da economia em geral.
O partido do primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero implementou medidas de austeridade que visavam ajudar a Espanha a evitar recorrer a um resgate da zona do euro semelhante aos da Grécia, Irlanda e Portugal, mas muitos investidores consideram que as políticas não foram longe o suficiente. A questão central é se os espanhóis estarão dispostos a aceitar medidas de austeridade se elas deixarem os serviços de bem-estar social intactos e criarem empregos. "Eu vou passar a tesoura em tudo, menos na aposentadoria pública, saúde e educação, onde não quero reduzir os direitos dos cidadãos. Temos que fazer isso e os espanhóis precisam saber, e na verdade eles sabem", disse o líder do PP, Mariano Rajoy, à Rádio Punto, em entrevista na sexta-feira.
Certa imprensa deveria estar revoltada contra o anonimato no STF e não nas redes sociais.
Em meio à campanha Lula no SUS, que corre como um rastilho de pólvora nas redes sociais, o que mais incomoda os jornalistas pelegos ou cínicos é o anonimato. No entanto, Gilberto Dimenstein e outros assemelhados não demonstram indignação alguma com o fato de que 152 políticos, cujos crimes são investigados pelo STF, são mantidos na suprema corte na condição de anônimos. Mesmo quando não há segredo de Justiça, o supremo órgão do Judiciário esconde os nomes os réus. Só divulga as iniciais. Este anonimato é que deveria incomodar determinada imprensa, supostamente democrática. Leiam, abaixo, matéria do Estadão.
O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados, senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados. Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O jornal já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF.
O Supremo Tribunal Federal (STF) mantém em sigilo a identidade de 152 autoridades suspeitas de cometer crimes. Um procedimento adotado no ano passado como exceção, que visava a proteger as investigações, acabou tornando-se regra e passou a blindar deputados, senadores e ministros de Estado. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo em aproximadamente 200 inquéritos mostrou que os nomes dos investigados são ocultados. Apenas suas iniciais são expressas, mesmo que o processo não tramite em segredo de Justiça, o que torna praticamente impossível descobrir quem está sendo alvo de investigação. O jornal já havia revelado, em dezembro do ano passado, a adoção dessa prática no STF.
O inquérito aberto contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada recebendo dinheiro do esquema do mensalão do DEM no Distrito Federal, aparece no site do Supremo apenas com as iniciais da parlamentar: JMR (Jaqueline Maria Roriz). Outros seis inquéritos trazem as iniciais L.L.F.F. Só foi possível identificar que o investigado era o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) porque outra investigação com a mesma sigla foi levada ao plenário do tribunal recentemente.
Em outros casos, é possível inferir quem é o investigado por meio de uma pesquisa. Sabendo que a investigação foi aberta em um Estado específico, é necessário cruzar as iniciais com todos os nomes de deputados e senadores eleitos por esse mesmo Estado. Por esse procedimento é possível inferir que um inquérito aberto contra L.H.S. em Santa Catarina envolve o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC). Nesse caso, o jornal O Estado de S. Paulo confirmou que se trata efetivamente do parlamentar e ex-governador catarinense. Mas na maioria das vezes essa pesquisa não é suficiente para saber quem está sob investigação no Supremo.
A regra de identificar os investigados no STF apenas pelas iniciais foi baixada pelo presidente do tribunal, ministro Cezar Peluso, no fim do ano passado. O levantamento nos mais de 200 inquéritos mostrou que apenas o ministro Celso de Mello tem como padrão tirar essa proteção a investigados com foro privilegiado. Ele já tem despacho padrão para esses casos e é a primeira providência que adota quando o processo chega a suas mãos. O primeiro desses despachos foi dado no processo que envolve o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendler, acusado de injúria por um ex-estagiário do STJ. Na decisão, Celso de Mello afirma que o sigilo e o tratamento diferenciado a essas autoridades são incompatíveis com o princípio republicano: "Cabe acentuar, desde logo, que nada deve justificar, em princípio, a tramitação, em regime de sigilo, de qualquer procedimento que tenha curso em juízo, pois, na matéria, deve prevalecer a cláusula da publicidade".
"Não custa rememorar, tal como sempre tenho assinalado nesta Suprema Corte, que os estatutos do poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério", acrescentou. Crítico do procedimento criado por Peluso, o ministro Marco Aurélio Mello também retirou esse segredo em três dos processos que estavam em seu gabinete. Num deles, ressaltou ser "princípio básico, na administração pública, a publicidade dos atos". E lembrou que o processo, antes de o investigado se tornar deputado, tramitou em outro tribunal sem esse sigilo. Por isso, mandou que fosse retificada a autuação para que constasse o nome inteiro do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ). No entanto, apesar de ter alterado alguns dos inquéritos que estão sob sua relatoria, Marco Aurélio ainda cuida de alguns que trazem apenas as iniciais dos nomes dos investigados. Os demais ministros do Supremo não alteram a autuação dos inquéritos. Por isso, praticamente todos os procedimentos que chegaram ao STF nos últimos meses tramitam sem que se possa saber quem está sendo investigado.
"Não custa rememorar, tal como sempre tenho assinalado nesta Suprema Corte, que os estatutos do poder, numa República fundada em bases democráticas, não podem privilegiar o mistério", acrescentou. Crítico do procedimento criado por Peluso, o ministro Marco Aurélio Mello também retirou esse segredo em três dos processos que estavam em seu gabinete. Num deles, ressaltou ser "princípio básico, na administração pública, a publicidade dos atos". E lembrou que o processo, antes de o investigado se tornar deputado, tramitou em outro tribunal sem esse sigilo. Por isso, mandou que fosse retificada a autuação para que constasse o nome inteiro do deputado Fernando Jordão (PMDB-RJ). No entanto, apesar de ter alterado alguns dos inquéritos que estão sob sua relatoria, Marco Aurélio ainda cuida de alguns que trazem apenas as iniciais dos nomes dos investigados. Os demais ministros do Supremo não alteram a autuação dos inquéritos. Por isso, praticamente todos os procedimentos que chegaram ao STF nos últimos meses tramitam sem que se possa saber quem está sendo investigado.
SERPRO, antro petista, é responsabilizado pela CGU pela impossibilidade técnica de controlar corrupção.
O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, aponta a incapacidade operacional do Serpro como uma das razões para não existirem filtros anticorrupção mais eficazes dentro do governo. Em entrevista à Folha e ao UOL, Hage afirmou que a estatal Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) não tem sido capaz de suprir a demanda para a implantação completa do Siconv, o sistema de acompanhamento de convênios firmados entre ONGs e órgãos do governo. "O Serpro não tem condições de atender às demandas de todos os ministérios da Esplanada, essa é a verdade. Tudo atrasa", declarou Hage. Ele afirmou que desistiu de depender do Serpro. "Estamos tentando desenvolver os nossos sistemas dentro da própria CGU."
O SERPRO é um daqueles antros petistas aparelhado para atender os interesses da "cumpanherada". No ano passado, o seu presidente, o petista Marco Malzoni, em vez de trabalhar em sistemas anti-corrupção, corrompia funcionários pelo twitter e organizava as carreatas de apoio à Dilma, em Brasília. Tudo em pleno horário de expediente. Dilma foi eleita e o presidente da estatal que não funciona e que é responsabilizada diretamente por não atender as necessidades da Controladoria Geral da União(CGU), possibilitando bilhões em fraudes, continua lá. Afinal de contas, ele não está lá para trabalhar. É para fazer política do jeito petista, usando a máquina pública em favor do partido.
Romário x João Paulo Cunha.
Romário, deputado pelo PSB do Rio, quer ser candidato a prefeito. Pode. Nestes nove meses, quem esperava que o "Baixinho" fosse matar sessões, pedalando e andando para o mandato, quebrou a cara. Dizem que ele está sendo um bom deputado. E que pegou gosto pela política. Quanto à falta de conhecimentos em gestão pública, que experiência tinha o atual prefeito Eduardo Paes, a não ser em trairagem, fazendo fama atacando Lula no PSDB e mudando para o PMDB para lamber os pés de Lula e viabilizar a candidatura? O problema da política não é ter um Romário querendo subir de posto. É ter um mensaleiro como João Paulo Cunha, do PT paulista, cuja mulher sacou R$ 50 mil para pagar a TV a cabo e que, ontem, estava colocando um projeto na CCJ, que ele preside, para anistiar José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão. Isso mesmo, João Paulo Cunha é o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Romário prefeito do Rio é uma bênção.
Lula volta a trabalhar na próxima semana, segundo a ministra da Dilma que matou serviço na sexta para visitar o "boss".
Uma ministra de Estado sai de Brasília em jatinho oficial para receber ordens de um ex-presidente e a imprensa não fica escandalizada. Relata até a cor do batom da ministra. No entanto, a imprensa fica escandalizada quando pedem para Lula ir se tratar no SUS. Imprensinha, a nossa.
Em tratamento contra um tumor na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a despachar já na próxima semana em seu escritório no Instituto Cidadania, em São Paulo. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), uma das primeiras reuniões de Lula será com a senadora Marta Suplicy, que, pressionada pelo ex-presidente, anunciou anteontem sua saída da disputa pela vaga do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2012. "Ele falou cinco minutos do tratamento e todo o resto do tempo de política e do Corinthians", disse a ministra, que visitou o ex-presidente na tarde de ontem ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT).
Em tratamento contra um tumor na laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a despachar já na próxima semana em seu escritório no Instituto Cidadania, em São Paulo. Segundo a ministra Miriam Belchior (Planejamento), uma das primeiras reuniões de Lula será com a senadora Marta Suplicy, que, pressionada pelo ex-presidente, anunciou anteontem sua saída da disputa pela vaga do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo em 2012. "Ele falou cinco minutos do tratamento e todo o resto do tempo de política e do Corinthians", disse a ministra, que visitou o ex-presidente na tarde de ontem ao lado do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT).
Lula trabalha para que o ministro Fernando Haddad (Educação) seja o candidato petista em São Paulo."Ficamos discutindo o quadro político de São Paulo e do ABC. Se ele está falando que na próxima semana vai trabalhar, imagina no ano que vem quando estiver terminado o tratamento?" Mais cedo, uma equipe médica ficou por 40 minutos com Lula para uma avaliação. "A disposição dele é continuar do jeito que está vindo o tratamento e, na semana que vem, começar a ir para o escritório e passar algumas horas por dia. Receber duas a três pessoas por dia", afirmou Marinho. Segundo o prefeito, Lula deve conversar também com outros pré-candidatos do PT. De acordo com o Hospital Sírio-Libanês, uma equipe médica irá hoje à casa de Lula para retirar a bomba de infusão de medicamentos e fazer avaliações. Por 120 horas, a bomba ficou ligada ao cateter implantado em Lula, inclusive à noite. No domingo, Lula deve receber a visita do ex-ministro José Dirceu (PT), com já quem conversou pelo telefone. (Da Folha)
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
TCU: R$ 2,3 bi de superfaturamento e corrupção em obras do governo petista.
O TCU (Tribunal de Contas da União) fiscalizou o andamento de 230 obras por meio do Fiscobras, programa anual do tribunal que verifica a execução de obras financiadas total ou parcialmente por recursos da União. As correções propostas pelos auditores podem gerar benefícios de até R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos, informou o TCU. O relatório, que será conhecido na próxima semana, aponta que os principais problemas identificados neste ano estão ligados a evidências de superfaturamento e projeto básico deficiente. As obras fiscalizadas são escolhidas conforme critérios definidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, incluindo materialidade e histórico de irregularidades. Após ser julgado na próxima terça-feira (8), o balanço do TCU será enviado ao Congresso Nacional. As informações do Fiscobras são usadas pela Comissão Mista de Orçamento para tratar da distribuição de recursos orçamentários para o próximo ano. A partir das orientações dadas pelo tribunal, os parlamentares definem se projetos devem ser paralisados ou ter parte de seus recursos barrados por ação cautelar.(Da Folha Poder)
PSDB faz seminário para turbinar Aécio. Serra avisa que não vai.
O ex-governador de São Paulo e ex-presidenciável tucano José Serra avisou a correligionários que não deve comparecer ao seminário "A Nova Agenda", que o ITV (Instituto Teotônio Vilela) promove no Rio de Janeiro na segunda-feira. Serra viajou na semana passada para o exterior e só deve voltar nos próximos dias. Além disso, o paulista não pretende participar do evento, que, segundo a avaliação de aliados seus, é promovido sob medida para promover Aécio Neves (MG), que, assim como ele, pavimenta caminho para postular a candidatura à Presidência em 2014. No seminário devem ser discutidas propostas para a futura reformulação do programa do partido, num embrião do que deve ser a plataforma eleitoral dos tucanos para tentar voltar ao poder. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fará o encerramento do evento.(Da Folha Poder)
Rumo ao Sul.
O Blog dá uma paradinha até amanhã. Os comentários continuarão a ser liberados, normalmente. Chimarrão, Colorado, cachaça com butiá, costela de ripa, família, Rio Grande do Sul. Como sempre, ficarei atualizado pela área de comentários. Um abraço e obrigado.
Mais um jornalista inconformado com a ironia popular que pede "Lula no SUS".
Mais um jornalista assina coluna contra a manifestação democrática, livre e cidadã que cobra que Lula faça o seu tratamento no SUS, representando a insatisfação gigantesca que existe no país contra a péssima qualidade do atendimento e as longas filas para tratamentos mais especializados, como o câncer. O nome dele é Alon Feuerwerker. Nem vale a pena reproduzir o texto, que é previsível e igual ao de tantos outros que já saíram a demonizar um clamor popular, mas apenas pegar os seus argumentos centrais, dando a resposta que ele merece e que são simples, claras e transparentes:
1. "Se Lula tem plano de saúde e fontes de recursos para tratar-se no Sírio, fez bem em ir para lá. Pois deixou de ocupar no Icesp uma vaga, que agora irá servir a alguém que não pode pagar o Sírio."
Ninguém está questionando a capacidade de pagamento do plano de saúde do Lula. A mentira é que Lula estaria tirando o lugar de um pobre coitado ao ir fazer o tratamento no SUS. A verdade ( e é este recado que o movimento Lula no SUS está mostrando) é que, se fizesse tal opção, ele entraria em uma fila de mais de 70 dias para a primeira sessão de quimioterapia e em outra fila de mais de 120 dias para a primeira sessão de radioterapia. A não ser que o jornalista já parta do princípio de que Lula teria o direito de furar a fila e tirar um Silva qualquer que lá estaria penando, às vezes agonizando, por mais de 70 ou 120 dias. Desenhando: Lula teria que aguardar a sua vez, como mais de 200.000 brasileiros cancerosos que dependem do SUS, neste exato momento.
2. "Não houve campanhas tipo #ZeAlencarnoSUS."
A explicação é muito simples. José Alencar jamais disse que a saúde no Brasil estava quase perfeita. Jamais sugeriu que Obama criasse a maravilha do SUS nos Estados Unidos para que "us americanu tivessem atendimento de qualidade". Jamais disse que tinha vontade de ficar doente para poder ser tratado ali naquela UPA que ele estava inaugurando, de tão boa que ela era. Lula passou oito anos mentindo sobre saúde pública. Na hora em que precisou, correu para o Sírio-Libanês.Os brasileiros estão punindo a arrogância e as mentiras de Luiz Inácio Lula da Silva.
3. "Uns diziam que só a luta armada resolveria, já outros preferiam apostar na organização das massas e na luta político-eleitoral. Vou fazer como naqueles bons tempos. Depois que se cansarem do teatro, das piadas e da desopilação hepática, gastem um tempinho para raciocinar e esclareçam: qual é, afinal, a proposta?"
A colocação é descabida. O que está sendo cobrado é o "pratraismente" e não o "prafrentemente". Lula esteve no poder durante 8 anos e só fez mentir sobre saúde pública. É isso que está sendo cobrado por esta massa cada vez maior de cidadãos, ao ponto de surpreender os arautos da divindade Lula. Os brasileiros pagam uma das maiores cargas tributárias do mundo, similar a países que tem uma saúde de primeira qualidade. Os brasileiros indignados com o SUS não vão cansar das piadas e não vão se intimidar com patrulhas. Eles cansaram das mentiras do Lula. Está na hora de certa imprensa parar de se fazer de boba e aceitar o que realmente está acontecendo.
PT quer diminuir imposto do sítio do José Dirceu.
Com a justificativa de que quer taxar os mais ricos, o PT prepara o seu projeto de uma reforma tributária. Não, a idéia não é acabar com o imposto sindical que coloca, por ano, R$ 2 bilhões no bolso da "cumpanherada". Uma das idéias petistas é aumentar o Imposto Territorial Rural (ITR) para as grandes propriedades e diminuir para as pequenas. Mais ou menos assim. Aumenta o imposto da fazenda da Kátia Abreu, em Gurupi, Tocantins, que produz alimentos, gera renda e emprega centenas de pessoas, diminuindo a alícota do sítio do José Dirceu, em Vinhedo, São Paulo, onde ele recebe alegres convivas para festanças memoráveis. Não deveria ser o contrário? Leia mais aqui.
A mentira continua sendo o câncer do Brasil.
Na França, Dilma Rousseff defende uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Tem o apoio de Sarkozy, o presidente francês que vende submarinos e quer empurrar caças mais caros e menos eficientes para o Brasil. A presidente deveria estar preocupada é com o IDH, que coloca o nosso país na metade debaixo do levantamento, um humilhante 84o. lugar. O IDH espelha a grande mentira que foi Lula e contrasta o tão propalado sucesso dos programas sociais petistas. A saúde pública, da qual Lula foge depois de dizer que estava quase perfeita e que tinha vontade de ficar doente para ser tratado numa UPA, a educação em petição de miséria e a renda concentrada nos banqueiros,especuladores, sonegadores e corruptos, não autoriza o Brasil a pedir ao mundo que adote a sua receita contra a pobreza. Na verdade, é um discurso arrogante feito lá fora com o objetivo de repercutir aqui dentro, uma estratégia muito usada por Lula. Tempos atrás, Lula disse que iria sugerir que Obama criasse uma maravilha como o SUS. Dilma segue no mesmo caminho ao sugerir uma CPMF e uma Bolsa Família globais. Isso sem falar que Lula, diante do péssimo índice de desenvolvimento humano do Brasil, sugere o quê, "iradíssimo"? Que o índice seja mudado. Quer aparelhar o PNUD como foi feito com o IPEA, o INEP, o IBGE. A mentira continua sendo o câncer do Brasil. Está cada vez mais claro que o Brasil é a fila do SUS, não é a gente diferenciada do Sírio-Libanês.
Boa pra chuchu.
A frase do presidente do PSDB de São Paulo, Pedro Tobias, resume o quadro da disputa eleitoral na capital paulista em 2012. Referindo-se ao petista Fernando Haddad e ao mesmo tempo clamando para que José Serra aceite entrar na disputa, justificou:
" O novo ninguém sabe o que vai dar."
Resta saber o motivo da insistência dos tucanos em realizar prévias, rachar o partido e colocar um tucano novo "que ninguém sabe o que vai dar" para disputar a maior cidade do país contra um PT unido em torno de Haddad. José Serra já afirmou que não concorrerá. Sua candidatura só seria boa para Geraldo Alckmin. Boa pra chuchu.
Mensaleiro petista João Paulo Cunha, presidente da CCJ, queria "descassar" José Dirceu na Comissão.
O projeto que anistia os deputados cassados pela Câmara no escândalo do mensalão, descoberto em 2005, foi incluído na pauta da reunião da próxima quarta-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a principal comissão da Casa. O presidente do colegiado e responsável por definir a pauta é o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), um dos réus no processo sobre o tema que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta polêmica é de autoria do ex-deputado Ernandes Amorim (PTB-RO) e beneficiaria José Dirceu (PT-SP), Roberto Jefferson (PTB-RJ) e Pedro Corrêa (PP-SP) - os três foram cassados e também são réus no processo do STF. Se aprovada a anistia, eles poderiam disputar a eleição. A cassação os privou dos direitos políticos por oito anos.
Amorim argumenta na justificativa do projeto que a Câmara absolveu a maioria dos deputados citados no esquema o que, na visão dele, tornaria injusta a manutenção da punição somente aos três cassados. 'Não se justifica a manutenção da pena de inelegibilidade apenas para os três parlamentares cassados em plenário, designados arbitrariamente para expiar a culpa de grande parte dos parlamentares', diz o autor. O projeto tramita de forma conjunta com outra proposta, de autoria de Neilton Mulim (PP-RJ), que sugere exatamente o contrário. O projeto do deputado fluminense proíbe 'a concessão de anistia aos agentes públicos que perderam a função pública em decorrência de atos antiéticos, imorais ou de improbidade'. Por ambos tratarem do mesmo tema, ainda que com visões opostas, eles estão apensados. Por tramitarem conjuntamente, quando no início deste ano Mulim pediu o desarquivamento de seu projeto o que trata da anistia aos mensaleiros também voltou a tramitar. Ambos agora estão prontos para entrar na pauta da CCJ.
Na quinta-feira, 3, à noite, após ser questionado pelo Estado, 'João Paulo disse que determinaria que o projeto fosse retirado da pauta. Relator das duas propostas, o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) deu parecer contrário a ambas. Em relação ao projeto de Mulim o peemedebista argumentou que a anistia tem 'fim social' e está prevista na Constituição, não sendo possível acabar com essa possibilidade por meio de um projeto de lei ordinária. No caso da anistia aos chamados 'mensaleiros', Chalita vota de forma contrária por considerar a proposta 'casuística' e ofensiva ao princípio constitucional da 'moralidade'. 'A adoção do casuísmo, isto é, a subordinação do interesse geral ao caso particular conforme a conveniência política do momento, além de afrontar comandos fundamentais do processo legislativo, implica, no caso concreto, ofensa ao princípio da moralidade previsto nos arts. 37, caput, e 14, § 9.º, ambos da Constituição', argumenta Chalita.
O parecer contrário, porém, não significa que o projeto será rejeitado. O plenário da comissão pode rejeitar a orientação do relator e aprovar o projeto. Tal mudança pode ser feita num 'voto em separado' ou mesmo com um pedido de preferência para analisar a proposta desejada antes do voto do relator. Empenhado em voltar rapidamente à política, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, apontado como chefe do esquema do mensalão, já disse que buscará a anistia no Congresso se for absolvido pelo Supremo. O processo deve ser julgado pela Corte no próximo ano. Mesmo se forem considerados inocentes pelo STF, os três não podem disputar eleições até 2015 porque perderam os direitos políticos ao serem cassados pelos colegas. Só um projeto de anistia, aos moldes deste que está na CCJ, poderia reverter essa situação. ( Do Estadão)
Lula quer mudar o IDH porque a saúde no Brasil não é quase perfeita e a educação do Haddad foi reprovada. PNUD, fica com pena do Lula!
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou ontem para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, "iradíssimo" com a posição do Brasil no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU. O país avançou apenas uma posição e aparece em 84º lugar entre 187 países. O ranking, divulgado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), leva em conta indicadores de escolaridade, renda e expectativa de vida. "Ele nos deu um telefonema iradíssimo hoje [ontem], disse que era injusto e que a gente tinha que reagir", contou Carvalho, que foi chefe de gabinete de Lula nos oito anos de seu governo, durante um seminário em Brasília. O ex-presidente está de repouso em casa, em meio a um tratamento para combater um câncer na laringe.
No mesmo dia, a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) convocou a imprensa para contestar o indicador das Nações Unidas. Assessorada por servidores do ministério da Educação e da Saúde, Campello negou que a defesa tenha sido feita a pedido de Lula. Na entrevista, ela lamentou que os dados usados sejam de 2006. Segundo a ministra, isto faz com que avanços do Bolsa Família, de melhorias do salário mínimo e de outros programas sociais não sejam considerados. "Um dos pleitos do governo brasileiro é que estes avanços apareçam. Nós certamente teremos um salto muito grande. [Haverá] um impacto muito maior a partir do ano que vem", afirmou. E completou: "O Brasil avança, continua melhorando. Mas nossa avaliação é que esse avanço é ainda maior".
No mesmo dia, a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social) convocou a imprensa para contestar o indicador das Nações Unidas. Assessorada por servidores do ministério da Educação e da Saúde, Campello negou que a defesa tenha sido feita a pedido de Lula. Na entrevista, ela lamentou que os dados usados sejam de 2006. Segundo a ministra, isto faz com que avanços do Bolsa Família, de melhorias do salário mínimo e de outros programas sociais não sejam considerados. "Um dos pleitos do governo brasileiro é que estes avanços apareçam. Nós certamente teremos um salto muito grande. [Haverá] um impacto muito maior a partir do ano que vem", afirmou. E completou: "O Brasil avança, continua melhorando. Mas nossa avaliação é que esse avanço é ainda maior".
No entanto, este tipo de dado não é considerado no IDH, e sim em outro índice do relatório, o IPM (Índice de Pobreza Multidimensional). Segundo a ONU, o relatório usou dados de 2006 para que houvesse uma mesma base de comparação entre todos os países -muitos deles têm informações defasadas. Campello, porém, destacou os pontos positivos apontados no relatório, como redução da desigualdade e acesso a bens de consumo: "O governo recebe o relatório considerando que ele reconhece os esforços do país em reduzir desigualdades". ( Da Folha de São Paulo)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Agnelo do PT, o novo Arruda, demite todos os delegados, chefes e diretores da Polícia Civil.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, oficializou nesta quinta-feira, 3, a exoneração de toda a cúpula da Polícia Civil. Ao todo, 43 delegados-chefes, sete diretores de departamento e a diretora-geral, Mailine Alvarenga, foram afastados. A mudança, segundo delegados, é uma reação à divulgação de escutas telefônicas que captaram conversas de Agnelo com o policial militar e lutador de Kung Fu João Dias Ferreira, delator dos desvios de verbas no Ministério do Esporte. As escutas, autorizadas judicialmente, foram gravadas pela própria Polícia Civil no âmbito da Operação Shaolin, que investigou supostos desvios de dinheiro público que deveria ir para uma organização ligada ao PCdoB, ex-partido de Agnelo. O conteúdo dos diálogos, revelado no fim de semana pela revista Época, mostra a existência de uma proximidade entre Agnelo e Dias. O governador sempre negou qualquer relação mais próxima com o PM. Leia mais aqui.
Aécio Neves vê calúnia, preconceito e agressividade nos internautas que pedem que Lula faça tratamento no SUS. O que será que estes internautas vêem nele?
Leia abaixo a íntegra da nota do senador Aécio Neves (PSDB-MG), entrando na onda petista de demonizar uma grande maioria que pede para Lula, que sempre elogiou o SUS, ir fazer o seu tratamento lá.
"Depois de ter expressado seus votos de rápido restabelecimento ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está fazendo tratamento contra câncer na laringe, o senador Aécio Neves também se solidarizou com o ex-presidente pela campanha que está sendo feita contra ele na internet. "A internet deve ser o espaço de debate, troca de opiniões, do exercício do contraditório. É sempre lamentável quando esse espaço se presta à manifestação de preconceitos, calúnias e agressividade", disse o senador."
O choro dele é "o" choro.
Da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo
José Dirceu e sua namorada, Eva, passaram o dia das bruxas na pousada Triboju, em Fernando de Noronha, fechada para eles e outros 25 amigos. O grupo, na verdade, comemorou o aniversário dela, que pesquisa a mudança do ciclo lunar para escolher o local da celebração. Os donos da pousada, Ricardo e Durval Lelys, do Asa de Águia, deram as diárias de presente aos convidados de Eva. Foi lá que souberam do câncer de Lula. Eva disse aos amigos que, pela primeira vez em quase uma década, viu Dirceu chorar.
Era só o que faltava quererem processar essa maioria anônima que deseja que Lula faça tratamento no SUS.
A imprensa mostra o quanto está aparelhada ao tentar enfrentar um sentimento justo e legítimo que tomou conta das redes sociais, com centenas de milhares de pessoas pedindo para Lula ir fazer o seu tratamento no SUS. Esta maioria anônima tem, já teve ou terá alguém na fila do sistema de saúde esperando mais de 70 dias por uma sessão de quimioterapia e mais de 120 dias para uma sessão de radioterapia. Jornalistas que não têm coragem de enfrentar a verdade e continuam mitificando Lula (segundo um dos maiores estampou hoje, "no terceiro dia da quimio, Lula repousou") agora atacam o anonimato. Querem saber o nosso nome por quê? Por que estamos bem de vida? Mesmo que fosse, 99% não teria recursos para pagar um tratamento que sairá no mínimo R$ 1 milhão. E que será pago, no caso de Lula, por um plano de saúde, mas um plano de saúde pago por nós, pois faz parte das vantagens eternas dos ex-presidentes. Vejam o que Ricardo Melo escreve hoje na Folha de São Paulo:
Entre os que acusam Lula de falar uma coisa e de fazer outra ao tratar o câncer no hospital Sírio-Libanês, existe uma parcela imensa que simplesmente destila ódios partidários, preconceitos ideológicos e ressentimentos pessoais. Não houve pesquisa a respeito, até porque essa turma adora a sombra do anonimato. Caso tivesse acontecido, provavelmente veríamos que a grande maioria está bem de vida. No íntimo, protestam por considerar Lula representante daquela gente diferenciada destinada a definhar em macas ao relento, longe do conforto de quartos individuais.
Mas há também quem, de forma sincera, embora confusa, externe uma frustração legítima. Muitos são eleitores que, ao votar no PT e conduzir um metalúrgico à Presidência, esperavam mudanças radicais após anos de descaso de gestões tucanas e assemelhadas diante da tragédia da saúde pública. Como qualquer cidadão civilizado, torcem pela recuperação de Lula, adoram que o ex-presidente seja bem tratado, mas se incomodam quando outros tantos são privados das mesmas atenções.
Só falta os Gilbertos Dimenstein e os Ricardos Melo quererem transformar em crime qualquer crítica à Lula. E saírem à cata dos anônimos que ousam criticar um presidente que sempre mentiu a respeito da saúde pública no Brasil, de forma deslavada. A Venezuela não é aqui. Nem a Argentina. Nem o Equador. Pelo menos enquanto existirem anônimos exercendo o seu direito de manifestação, gostem ou não gostem estes esbirros do PIP, o Partido da Imprensa Petista.
Lula "desiste" Marta e PT joga no lixo a democracia partidária.
Lula, com o auxílio da imprensa amiga, literalmente moeu a candidatura de Marta Suplicy. Dilma também fez a sua parte, botando a secretária de Comunicação a dar a notícia de que tinha feito um pedido para a pré-candidata. Transformou uma conversa em nota oficial. Não resta à Marta outra alternativa do que sangrar em público, fazendo de conta que sai prestigiada. Acaba politicamente. Leia, abaixo, o que diz a coluna de Dora Kramer, no Estadão.
Dizer que a senadora Marta Suplicy 'concorda' em desistir da candidatura à Prefeitura de São Paulo é quase uma licença poética. O anúncio da desistência, previsto para hoje, significa apenas que o ex-presidente Lula por intermédio da presidente Dilma Rousseff deu a Marta a prerrogativa de comunicar a retirada. Espera-se no PT que ela o faça alegando compreender que é o 'melhor' para o partido. A julgar pelo que disse Marta há pouco tempo, não é o que ela pensa de verdade. Em mais de uma ocasião a senadora falou que Lula só continuaria investindo na candidatura de Fernando Haddad se quisesse perder a eleição. Disse também que Lula podia muito, mas não podia tudo dentro do partido. Não foram exatamente essas as palavras, mas na essência foi isso. Mostrava-se disposta a confrontar o chefe, que, como se vê pela posição da seção paulista do PT e até por declarações da direção nacional, continua podendo tudo e mais um pouco.
Marta Suplicy é hoje a mais bem colocada nas pesquisas de opinião e, na avaliação de gente graúda do principal partido adversário, o PSDB, com chance concreta de vitória. Não é o que se diz no PT nacional. Ali a avaliação segue a cartilha de Lula: Marta tem alta rejeição, quase perdeu a vaga no Senado para Netinho de Paula e, de mais a mais, alega-se que o partido deve investir em nomes 'novos', gente com perfil mais adequado à captura do eleitorado de classes média e alta. A senadora é boa de periferia, reconhece a cúpula. E, por isso mesmo, fundamental para a campanha de Haddad.
Semanas antes de a presidente Dilma comunicar - segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto num encontro sem maiores solenidades no Aeroporto de Congonhas - a Marta que chegara a hora da retirada, o dilema dos petistas era justamente encontrar uma maneira de fazê-la desistir e, ao mesmo tempo, levá-la a pôr seus préstimos eleitorais a serviço de Haddad. O momento em que Lula está em tratamento de câncer, alvo da solidariedade geral, pareceu o ideal. Marta vai insistir? Não teria como, até pensando em lances futuros.
A troca da candidatura por um ministério, um ministro com assento entre os conselheiros políticos da presidente acha difícil, não faz o gênero dela. O apoio a uma candidatura ao governo de São Paulo em 2014 bate de frente com o argumento de que o PT precisa investir em nomes novos. Mas por que não deixá-la ir às prévias? Porque sem a desistência dela os outros pré-candidatos também não desistiriam, o partido se dividiria e Marta Suplicy correria o risco de ganhar.
O operador de Lula dentro da sala da Dilma.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, está com a cabeça a prêmio no governo. No Palácio do Planalto, reclama-se da falta de interlocução do ministro com os movimentos sociais. Entre essas organizações, existe outra versão: na verdade, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, encarregado da relação do governo federal com os movimentos sociais, simplesmente está atropelando a concorrência na tentativa de se tornar um "superministro" do governo Dilma Rousseff. Carvalho, segundo um ex-ministros e pessoas próximas ao governo, está obtendo êxito em sua tentativa. Basta observar o protagonismo crescente do antigo chefe de gabinete do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas demissões de seis ministros do atual governo. Ou ler com atenção, no "Diário Oficial da União", o decreto por meio do qual a presidente começou a mudar as regras para as organizações não governamentais.No artigo 5º, a presidente instituiu um grupo de trabalho com a finalidade de "avaliar, rever e propor aperfeiçoamentos na legislação federal relativa à execução de programas, projetos e atividades de interesse público e às transferências de recursos da União mediante convênios, contratos de repasse, termos de parceria ou instrumentos congêneres". O grupo, que é interministerial, será coordenado por Gilberto Carvalho.
Carvalho já foi chamado de "avatar" de Lula, numa notícia que Dilma leu e não esqueceu. Na primeira oportunidade em que esteve com Carvalho a presidente comentou, bem humorada: "Se você é o avatar de Lula, eu sou o quê?" Carvalho, segundo auxiliares próximos da presidente, não é "superministro", não é "a cara" do governo e nem o nome mais influente do gabinete. É apenas o mais experiente, com a vantagem de também não ser candidato a nada. Após oito anos no governo Lula, é quem melhor sabe medir a temperatura política de fora e traduzi-la para a presidente da República. O ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci deveria ter exercido esse papel, mas caiu quando foram reveladas as cifras milionárias do faturamento de sua empresa de consultoria. Já no episódio da queda de Palocci, Carvalho desempenhou um papel importante: foi ele o portador do convite da presidente Dilma à atual ministra Gleisi Hoffmann. Desde então, a área visível de atuação de Carvalho só fez aumentar. Ele foi o porta-voz do governo nas principais crises, da greve nos Correios à demissão de Orlando Silva no Ministério do Esporte, na última semana.
A rigor, a Secretaria-Geral da Presidência, comandada por Carvalho, deveria fazer a articulação do governo com os movimentos sociais, no campo e nas cidades. Na semana passada, porém, foi o ministro da SGR quem operou praticamente todas as etapas da crise que levou à substituição de Orlando Silva. Ele se reuniu por mais de uma vez com a direção do PCdoB e, quando Silva ainda insistia em ficar quando sua substituição já estava decidida no governo, foi quem declarou publicamente que o ministro do Esporte estava de saída. Na prática, foi quem coordenou o governo na crise, até porque Dilma estava fora do país. No PT, conta-se que Gilberto Carvalho preferiria a nomeação do presidente da Embratur, Flávio Dino, para o Ministério do Esporte, ainda por causa da atuação do deputado Aldo Rebelo, o escolhido, como relator do Código Florestal. O Valor apurou que pelo menos dois outros fatores pesaram na decisão do PCdoB de não mexer em Dino: seu deslocamento para o Ministério do Esporte não era acompanhado da garantia de que o partido manteria a direção da Embratur, e a sigla tem chances reais de eleger quatro prefeitos de capitais, nas próximas eleições, entre as quais São Luís do Maranhão, com Dino. Um desempenho excepcional para um partido nanico (as outras são Porto Alegre, Fortaleza e Rio Branco).
Um ex-colega de Gilberto Carvalho no ministério de Lula analisa a movimentação do secretário-geral em sua tentativa de se tornar um "superministro": ele aproveita a vacilação de alguns ministros atuais para ocupar espaço e delimitar território. Em alguns casos, esse "voluntarismo" vira "cálculo político", segundo essa avaliação. Isso para criar obstáculos a outros ministros e atrair as demandas para si. Alguns exemplos citados: a ligação de Carvalho com a Igreja Católica, sobretudo a Pastoral da Terra, o aproxima muito do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e de outras organizações sociais do campo. Em momentos cruciais, essas entidades preferem correr ao Palácio do Planalto atrás de seus interesses, deixando sem interlocução o ministro da área, o petista baiano Afonso Florence, indicado ao cargo pelo governador da Bahia, Jaques Wagner.
Na reforma ministerial, informa-se no Planalto, Florence pode perder o cargo para Eva Dal Chiavon, secretária da Casa Civil de Wagner, que foi nomeada na terça-feira secretária-executiva do Ministério do Planejamento. Florence rejeita essa triangulação: "Hoje, isso não é fato. Ela será secretária-executiva do Planejamento. Não penso em eleições nem em quem vai ser ministro em março", disse ao Valor. "Estou tranquilo, com dedicação exclusiva e focado na gestão do MDA. Mas política é dinâmica.". O Valor apurou que Florence teve uma conversa com Wagner e Eva para "acertar" sua permanência. Mas, como é deputado federal licenciado, ele sofre "pressão das bases" para assumir seu mandato antes de uma eventual "fritura".
De qualquer forma, como a presidente Dilma Rousseff "não morre de amores" pela questão agrária, é o secretário-geral da Presidência quem tem ditado o ritmo das conversas no campo, segundo um ex-ministro de Lula, dando mais ênfase ao combate à extrema pobreza do que aos incentivos econômicos à agricultura familiar. O presidente do Incra, Celso Lacerda, por exemplo, é muito próximo de Gilberto Carvalho. Florence também não vê problemas nisso: "Para tratar de alguns assuntos, os movimentos devem mesmo procurar o Gilberto. Ele coordena as negociações com os demais ministérios", diz.
Nos movimentos sociais, o status de "superministro" de Carvalho é bem visto. "O Gilberto não substitui os outros, mas chama a responsabilidade, faz interlocução importante, acompanha, escuta e ajuda dentro do governo, inclusive no MDA", diz a coordenadora nacional do MST, Débora Nunes. "Mas não é papel dele fazer a reforma agrária. É do MDA". O presidente da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch, diz que Gilberto Carvalho "capitaneia" os temas da área. "Ele assumiu um papel mais ampliado, num estilo diferente do [Luiz] Dulci [ex-ministro]", afirma. "Temos relação franca, de dizer coisas boas e ruins, e de pedir a ele interlocução com outras áreas do governo". Membro do conselho político da Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Fetraf-Brasil), o atual deputado estadual gaúcho Altemir Tortelli (PT) resume o papel do "superministro" no governo: "O Gilberto é o anjo da guarda dos movimentos, a porta que se abre nos momentos difíceis", diz.
E não é apenas no campo que Gilberto Carvalho tem ampliado seu raio de ação. Em março, quando o governo Dilma completava seu primeiro trimestre, o ministro avançou numa área que presumidamente deveria caber a Carlos Lupi (Trabalho), outro ministro cujo prazo de validade parece vencido - foi na Secretaria-Geral da Presidência que funcionou o gabinete de crise quando as obras do PAC começaram a parar - quase 80 mil trabalhadores cruzaram os braços. Carvalho também levou para a Secretaria-Geral um vice-presidente da CUT, José Lopez Feijóo, para auxiliá-lo, esvaziando ainda mais o ministério de Lupi - o Ministério do Trabalho, a exemplo do Esporte, opera basicamente com organizações não governamentais (ONGs), que estão na linha de tiro da presidente Dilma. Carvalho também operou na demissão do ex-ministro da Defesa Nelson Jobim. Nos momentos de maior irritação da presidente com o ministro da Defesa, o experiente Gilberto Carvalho tratava de acalmá-lo. Até que Jobim se inviabilizou de vez, politicamente. O ministro da Defesa permanecera no cargo, na troca de governo, a pedido do ex-presidente Lula. Desde a posse, Dilma já pensava em nomear para o cargo o diplomata Celso Amorim. Quando a situação se definiu, Carvalho foi o porta-voz do convite ao ex-chanceler. Procurado pelo Valor, o secretário-geral da Presidência não atendeu aos pedidos de entrevista. (Valor Econômico)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Corrupção no governo derruba Dilma lá fora.
Dilma Rousseff é a 22ª personalidade mais poderosa do mundo, indica o ranking realizado anualmente pela revista norte-americana Forbes. A presidente perdeu seis posições em relação à lista do ano passado, quando figurava na 16ª posição. Na lista divulgada nesta quarta-feira, 2, pela Forbes, Dilma é a única brasileira de 70 personalidades mundiais presentes no ranking. Em agosto, Dilma foi apontada em outra lista da revista como a terceira mulher mais influente do mundo. O 'rebaixamento' da presidente na lista da Forbes foi atribuído pela revista aos sucessivos escândalos de corrupção que marcaram os primeiros dez meses de seu governo. "Rousseff gastou seu primeiro ano de mandato fazendo uma faxina em casa, com a demissão de cinco ministros e dúzias de funcionários acusados de corrupção", indica a revista. Leia mais aqui.
Saúde, educação e renda colocam o Brasil atrás do Gabão, Sri Lanka e Uzbequistão no IDHADdad do PNUD 2011.
Segundo a pesquisa do PNUD 2011, o IDH brasileiro despenca para 0,519 (desvalorização de 27,7%) quando são considerados indicadores que medem a desigualdade social. O IDHAD (Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade) combina o IDH com dados que levam em conta a equidade no acesso à saúde, educação e renda. Em situação de igualdade perfeita, o IDH e o IDHAD são iguais; quanto maior a diferença entre os dois, maior a desigualdade. Por esse cálculo, publicado pela primeira vez neste ano, o Brasil obtém a 73ª posição entre 134 países.
O IDHAD brasileiro é inferior ao de muitas nações que estão atrás do país no ranking do IDH, como Gabão (com IDHAD de 0,543), Sri Lanka (0,691) e Uzbequistão (0,549). Nas duas primeiras posições do ranking do IDH, Noruega e Austrália também ocupam os dois primeiros postos na lista do IDHAD. Em terceiro lugar, porém, está a Suécia - que só ocupa a décima posição no ranking do IDH. Já os Estados Unidos, que ocupam a quarta posição no ranking do IDH, despencam para o 23º posto na lista do IDHAD, principalmente devido à desigualdade de renda e, em menor grau, ao acesso à saúde.
No Brasil, a desigualdade de renda também é a principal responsável pela perda de pontos no IDHAD, seguida pela desigualdade na educação e na expectativa de vida. O Brasil também tem seu desempenho prejudicado quando a desigualdade entre homens e mulheres é levada em conta. Nesse quesito, o país fica na 80ª posição entre 146 nações. O ranking é liderado por Suécia, Países Baixos e Dinamarca e tem, nas últimas posições, Iêmen, Chade e Níger.(Do Estadão)
O IDHAD brasileiro é inferior ao de muitas nações que estão atrás do país no ranking do IDH, como Gabão (com IDHAD de 0,543), Sri Lanka (0,691) e Uzbequistão (0,549). Nas duas primeiras posições do ranking do IDH, Noruega e Austrália também ocupam os dois primeiros postos na lista do IDHAD. Em terceiro lugar, porém, está a Suécia - que só ocupa a décima posição no ranking do IDH. Já os Estados Unidos, que ocupam a quarta posição no ranking do IDH, despencam para o 23º posto na lista do IDHAD, principalmente devido à desigualdade de renda e, em menor grau, ao acesso à saúde.
No Brasil, a desigualdade de renda também é a principal responsável pela perda de pontos no IDHAD, seguida pela desigualdade na educação e na expectativa de vida. O Brasil também tem seu desempenho prejudicado quando a desigualdade entre homens e mulheres é levada em conta. Nesse quesito, o país fica na 80ª posição entre 146 nações. O ranking é liderado por Suécia, Países Baixos e Dinamarca e tem, nas últimas posições, Iêmen, Chade e Níger.(Do Estadão)
Brasileiros estão mais preocupados com aquecimento global do que os suecos e noruegueses. Faz todo o sentido.
Comparado aos 10 países com melhor IDH, o Brasil se mostra mais preocupado em geral com o aquecimento global (para 94,9%, o tema é grave, ante 43,7% da Noruega) e reconhecem em maior grau que o aquecimento global é causado por ação humana (81,3%, contra 50,1% da Suécia).
Os resultados da pesquisa do PNUD fazem todo o sentido, diante do ecoterrorismo que tomou conta do Brasil e com a exploração política de temas ambientais sem comprovação científica. O brasileiro é completamente manipulável e tipos como Lula e Marina Silva estão aí para comprovar. Não estamos aí aceitando matar gente de fome arrancando plantações centenárias para recuperar florestas, quando temos 61% de cobertura nativa contra menos de 1% da Europa?
Na Noruega, que fica na mesma latitude de Alasca, Groenlândia e Sibéria e tem um longo inverno com 40 graus abaixo de zero, sendo um dos países onde o clima é objeto central de pesquisa, nem a metade da população acha que o aquecimento global é um tema grave. Mesmo que os resultados fossem catastróficos para um país localizado no Círculo Polar Ártico. O vídeo abaixo mostra um dos 94,9% dos brasileiros que acha o aquecimento global um problema grave e é um sucesso no youtube. Curta!
A pauta é: Lula vai continuar governando...
Não há o mínimo decoro. Até vídeo foi gravado (veja abaixo) onde Lula dá conselhos para o povo brasileiro apoiar a "presidenta" Dilma, como se a sua doença colocasse em risco a estabilidade econômica do país ou coisa que o valha. Na imprensa, a "plantação" notinhas segue a todo o vapor para alimentar a certeza de que quem manda é o Lula. Abaixo, nota da coluna de Mônica Bergamo, na Folha. As informações tem ou não tem as digitais das patas do coveiro Gilbertinho Carvalho?
O núcleo duro da equipe de Dilma Rousseff avalia o impacto da doença do ex-presidente Lula no governo. A conclusão inicial é que a dificuldade política aumentará. De acordo com um dos principais interlocutores da presidente, ela estava jogando com "o Pelé" no banco de reserva. Agora, ele se contundiu.
PELÉ 2
Com isso, outros jogadores vão "se ouriçar" em campo: Eduardo Campos, governador de Pernambuco, Sergio Cabral, governador do Rio, e outros pré-candidatos à Presidência "vêm para cima", diz o mesmo interlocutor de Dilma. Com a possibilidade de "Pelé", ou Lula, não estar em plena forma para entrar em campo em 2014 e desequilibrar a partida, eles se animariam a tentar jogadas mais ambiciosas.
PELÉ 3
A situação se acalmaria no começo do próximo ano. É quando Lula termina seu tratamento e o Planalto espera que ele volte à cena já curado e com todo o gás.
AFAGO
Dilma terá também que assumir temporariamente "missões" antes nas mãos do ex-presidente. Uma delas: convencer Marta Suplicy (PT-SP) a desistir de disputar as prévias para ser a candidata do PT à Prefeitura de SP. Numa reunião com petistas, há uma semana, Lula tinha se comprometido a conversar com ela e a fazer um apelo público por sua permanência no Senado.
PELÉ 2
Com isso, outros jogadores vão "se ouriçar" em campo: Eduardo Campos, governador de Pernambuco, Sergio Cabral, governador do Rio, e outros pré-candidatos à Presidência "vêm para cima", diz o mesmo interlocutor de Dilma. Com a possibilidade de "Pelé", ou Lula, não estar em plena forma para entrar em campo em 2014 e desequilibrar a partida, eles se animariam a tentar jogadas mais ambiciosas.
PELÉ 3
A situação se acalmaria no começo do próximo ano. É quando Lula termina seu tratamento e o Planalto espera que ele volte à cena já curado e com todo o gás.
AFAGO
Dilma terá também que assumir temporariamente "missões" antes nas mãos do ex-presidente. Uma delas: convencer Marta Suplicy (PT-SP) a desistir de disputar as prévias para ser a candidata do PT à Prefeitura de SP. Numa reunião com petistas, há uma semana, Lula tinha se comprometido a conversar com ela e a fazer um apelo público por sua permanência no Senado.
Agnelo, o novo Arruda do DF, aparece em gravações atendendo pedidos do PM Dias.
Gravações da Polícia Civil mostram que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), prometeu ajudar o policial militar João Dias Ferreira, pivô da queda do ex-ministro Orlando Silva (PCdoB), a preparar a defesa no processo em que é acusado de desviar dinheiro do Ministério do Esporte. Os diálogos, divulgados nesta terça-feira pelo "DF TV", da TV Globo, mostram intimidade entre o governador e João Dias. Numa das conversas, gravadas com autorização judicial, Agnelo chama o policial de "meu mestre!".Em outro trecho, Ana Paula, mulher de João Dias, pede a Agnelo que contrate advogados para defender o policial, que acabara de ser preso por conta das acusações de desvios de dinheiro do programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.
Os diálogos foram gravados entre fevereiro e março de 2010. Ex-ministro do Esporte, Agnelo era na época diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Acossado pelas investigações, o policial recorreu a Agnelo, que, meses depois, seria eleito governador do Distrito Federal. Numa das conversas, João Dias pede a Agnelo que oriente o professor Roldão Lima a ajudá-lo. Professor de uma escola em Sobradinho, Roldão poderia fornecer fichas de alunos para João Dias preencher o cadastro de crianças matriculadas no Segundo Tempo.
- Vou estar encontrando agora, daqui a uns cinco minutos, o professor Roldão, e aquele assunto que a gente tratou, não sei se o senhor se lembra, ano passado... - diz João Dias. - Lembro - responde Agnelo.O policial vai direto ao assunto: - Eu queria o seguinte: colocar o senhor na linha com ele. Falar só um "bom dia" mesmo. O governador aceita a sugestão: - Vou dar um toque nele só para reforçar ele (sic) - diz. Em outra conversa, já na companhia de Roldão, João Dias liga novamente para Agnelo. - Meu mestre! - responde Agnelo, referindo-se a João Dias.
Na investigação, a Polícia Civil documentou um encontro em que Roldão entrega uma pasta a João Dias. Semanas depois, João Dias e mais quatro pessoas, todas acusadas de desviar dinheiro do Segundo Tempo, foram presas na Operação Shaolin, da Polícia Civil. Após a prisão, Ana Paula pediu ajuda a Agnelo: - A Polícia Civil está fazendo mandado de busca e apreensão aqui em casa e tá levando o João Dias preso. Então ele pediu que eu fizesse um contato com o senhor para que o senhor, se possível, já viabilizasse os advogados para poder ajudar - diz Ana Paula, em mensagem deixada no telefone do governador. Em outra gravação, após uma troca informal de cumprimentos, João Dias passa o telefone para que Agnelo fale com o professor: - Tô almoçando com um grande amigo aqui. Deixa eu passar pra ele aqui - diz o policial. Agnelo fala então com Roldão:- Vou combinar, falar com o João, para ir tomar um café contigo. Viu? - Será uma satisfação. E vamos conversar, porque tem muita coisa aí que a gente precisa conversar - responde Roldão.
Agnelo disse nesta terça-feira que a fita não é suficiente para incriminá-lo: - Mostre alguma coisa de eu pedindo alguma ilegalidade! A deputada distrital Celina Leão (PSD) disse que o teor dos diálogos reforçará o movimento pela criação da CPI do Segundo Tempo, na Câmara Legislativa. Ela informou que já tem cinco das oito assinaturas necessárias para pedir a CPI. Ao longo da tarde, porém, 19 dos 25 deputados distritais assinaram nota de apoio a Agnelo.(O Globo)
Maconheiros da USP invadem Reitoria.
Cerca de 100 pessoas invadiram o prédio da reitoria da USP no começo da madrugada desta quarta-feira. Elas deixaram a assembleia de estudantes na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e, com os rostos cobertos com camisas, usaram paus, pedras e cavaletes para quebrar um portão localizado na parte de trás do edifício da administração central. Não havia guardas universitários ou policiais por perto.“Está tudo aberto”, gritou um manifestante, convocando mais gente para entrar no prédio. Tentaram quebrar duas câmeras de segurança instaladas sobre o portão. Em poucos minutos, os estudantes encapuzados já haviam alcançado o saguão principal do edifício. Do lado de fora, uma aluna protestou contra a invasão. “Ocupar a reitoria é fetiche da ultra-esquerda e só vai dar argumento para a direita”, gritou.
Os manifestantes usaram cavaletes para manter o portão semi-aberto e colocaram blocos de concreto para impedir a circulação de carros na rua. “Sempre começa com pouca gente”, disse um rapaz antes de entrar na reitoria. Depois de aproximadamente 20 minutos, a reportagem viu um outro rapaz, segurando um pedaço de madeira, fazendo uma varredura nas escadas de emergência localizadas na parte externa do edifício.Ali perto, agentes da Guarda Universitária estavam conversando. Eles não quiseram dar entrevista.
Na noite de terça, 1.º de novembro, uma assembleia de cinco horas de duração no vão do prédio da História decidiu, por 559 votos contra 458, pelo fim da ocupação do edifício da diretoria da FFLCH, iniciada na madrugada da última sexta-feira, 28. A reunião deveria continuar com a votação dos "eixos políticos" do movimento, que pede a proibição da entrada da PM na Cidade Universitária, na zona oeste da capital. Também seria discutida uma agenda de protestos contra o reitor João Grandino Rodas. O primeiro ato seria realizado no dia 8 de novembro, quando haverá reunião do Conselho Universitário (C.O.), instância máxima de decisão da USP. Mas os alunos que haviam sido derrotados na votação sobre a ocupação na FFLCH propuseram a discussão sobre a invasão da reitoria.
Após duas votações sem maioria expressiva, o comando da assembleia, formado por um diretor do DCE e uma representante do Centro Acadêmico da Letras, resolveu encerrar os trabalhos. Já passava de 23h30 e uma das primeiras deliberações da assembleia, por volta das 19h, era de que a reunião terminaria às 22h.Com isso, a maioria dos alunos que queria discutir os "eixos políticos" e o calendário de atividades se retirou. Mas logo em seguida um outro grupo de estudantes assumiu o comando da assembleia e começou nova reunião. Em nova votação, venceu a proposta de discutir a invasão da reitoria. Na derradeira votação, a maioria aprovou a ocupação do prédio da administração central. Os estudantes já partiram em marcha rumo à reitoria, que fica a cerca de 150 metros, colocando a blusa na cabeça para evitar serem identificados. Coletaram paus e pedras que encontraram no caminho e atacaram o portão metálico. (Do Estadão)
TCU confirma acusação contra general do DNIT.
O TCU (Tribunal de Contas da União) rejeitou as justificativas do Exército para irregularidades encontradas em um trecho da BR-101, no Rio Grande do Norte, o que pode resultar em multa e cobrança de ressarcimento. O tribunal havia demandado ao Exército, em setembro, informações sobre o desaparecimento de 233 mil metros cúbicos de areia e brita na rodovia, em um trecho no Rio Grande do Norte. Segundo o TCU, o material foi pago e não usado, com prejuízo de R$ 7,6 milhões. Como a Folha mostrou em outubro, a obra era comandada pelo general Jorge Fraxe, escolhido posteriormente pelo governo para sanear o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes).
Auditoria do TCU havia apontado diversas irregularidades nas obras. O órgão de controle pediu explicações ao Exército e ao Dnit sobre problemas como pagamento antecipado, duplicidade de despesas e serviços executados fora das especificações. No caso do pagamento de brita e areia à empresa Pedreira Potiguar, o TCU apontou que de 456 mil metros cúbicos de brita pagas, apenas 223 mil foram usadas. O restante não estava em estoque e nem na obra. Os militares e a empresa apresentaram como justificativa a aplicação do material ter em locais não registrados e a ocorrência de perdas por causa do reprocessamento da brita. O ministro do TCU Raimundo Carreiro, responsável pelo processo, entendeu que para parte do material as explicações eram inaceitáveis.
O Exército não comentou o entendimento do TCU. Disse não ter sido notificado. O órgão de controle fará em 15 dias uma diligência no 1º Batalhão de Engenharia de Construção para obter documentos e identificar responsáveis, que poderão ser multados e obrigados a pagar o prejuízo apurado. Além do caso das britas, dezenas de outros continuam em apuração no TCU. Em outro trecho da BR-101, em Alagoas, o tribunal apontou irregularidades graves, com potencial prejuízo de R$ 216 milhões no projeto, cujo orçamento total é de R$ 1,3 bilhão.
Tarso mostra as unhas.
O governo do Rio Grande do Sul articula a criação de um Conselho Estadual de Comunicação. O Estado já promove debates e tenta formatar modelo para um órgão que teria como atribuições "propor e acompanhar políticas de comunicação". Na semana passada, houve um encontro com a Associação Riograndense de Imprensa, que manifestou preocupação com a ideia. A entidade não tem posicionamento final sobre o assunto, mas diz que ainda há muitas dúvidas sobre o objetivo do novo órgão. Segundo a direção da associação, o controle da mídia chegou a ser debatido no início do ano. Houve crítica também por parte da oposição ao governo Tarso Genro (PT). A criação de conselhos do tipo pelo país gerou polêmica no ano passado, quando Estados como o Ceará tiveram iniciativas semelhantes.
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) criticou a criação dos órgãos por entender que não é competência dos Estados regulamentar a área e por considerar que poderia haver cerceamento à liberdade de imprensa. A proposta do RS diz que o conselho vai "promover a democratização da comunicação", "elaborar propostas" e apoiar redes comunitárias. O secretário Marcelo Danéris, do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social gaúcho, que assessora o governador, diz que não há possibilidade de o novo órgão monitorar a mídia ou analisar conteúdos veiculados. Ele afirma que o conselho poderia, no máximo, tomar decisões sobre veículos estatais, como a TV Educativa ou a publicidade institucional. Nas demais áreas, o órgão serviria apenas para discussões, sem interferência.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Ele dá a primeira faturada no câncer. Demorô!
Eis aí um vídeo sem pé e sem cabeça para agradecer o quê? Por quê? Para quê? Em função de quê? É se dar muita importância, vocês não acham? O tom é absurdo! O Brasil não vai acabar, vocês devem acreditar na presidenta, na economia... Quanta falta de modéstia e quanta arrogãncia, até na hora em que está na pior. O artista aí deveria ter dito: vocês que estão na fila do SUS esperando para tratar o câncerzinho de vocês, tenham perseverança, força de vontade, persistência que os mais de 70 dias para a quimioterapia e os mais de 120 dias para a radioterapia vão passar voando...Eu aqui do Sírio-Libanês dou maior apoio pra vocês!
jml disse, na área de comentários...
Faltou dizer: Deus é brasileiro, tem barba branca... e está se recuperando de um câncer...
jml disse, na área de comentários...
Faltou dizer: Deus é brasileiro, tem barba branca... e está se recuperando de um câncer...
Dilma convence Marta que ser reserva do Sarney no Senado é melhor que tentar a prefeitura de São Paulo.
A presidente Dilma Rousseff fez na segunda-feira, 31, um apelo à senadora Marta Suplicy (PT), para que abandone sua pré-candidatura à Prefeitura da capital paulista nas eleições de 2012. Endossada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a conversa aconteceu na segunda, no Aeroporto de Congonhas, minutos antes do embarque da delegação brasileira à França, onde a presidente participará do G20 de Cannes, nesta quinta e sexta-feira. Segundo a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, o encontro foi solicitado pela senadora e durou entre 10 e 15 minutos. "Dilma fez um apelo, afinada com o presidente Lula, para que Marta desista da candidatura", informou aos jornalistas brasileiros, justificando: "Marta foi a melhor prefeita que São Paulo já teve. É uma das lideranças do PT, mas Dilma apelou para que ela permaneça como primeira vice-presidente do Senado, onde ela tem um papel muito importante para o governo." Leia mais aqui.
É muito cinismo.
Uma das "vacinas" que os petralhas e assemelhados estão plantando para tentar calar o grito dos desprotegidos, abandonados e excluídos é que se Lula fosse tratar o seu câncer no SUS estaria tirando o lugar de um pobre na fila de mais de 70 dias para quimioterapia e mais de 120 dias para radioterapia. É fácil resolver este dilema: basta que Lula dê o seu lugar privilegiado no Sírio-Libanês para um Silva qualquer e entre na fila do SUS para esperar a sua vez.
Não é hora para questionar SUS, diz FHC.
O mais escandaloso na indignação de FHC com o fato de que um grande número de contribuintes, cidadãos e usuários forçados está desejando que Lula faça o tratamento no SUS é a frase: " Vida humana, saúde, não! Que é isso?" Apenas comprova que FHC sabe que Lula correria risco de vida se o seu tratamento fosse pelo SUS nosso de cada dia. O complemento, então, foi indecoroso: "O presidente será tratado (no Hospital Sírio-Libanês) como qualquer pessoa que pode ser atendida lá. Se todos pudessem ter o mesmo tratamento, seria o melhor. Mas não é o momento para isso (para polêmica)". Se você conhece alguém com câncer ou perdeu alguém acometido pela doença por causa do péssimo atendimento médico do Brasil, jamais esqueça esta frase do FHC. É um legado de bondade e de solidariedade do decano tucano para os que não podem, mas devem aceitar resignados a espera pela morte por câncer na fila do SUS. Obviamente que sem cobrar a culpa que os dois ex-presidentes têm.
Se você perdeu a vaga no curso que você queria por causa de mais um fracasso do ENEM, agradeça ao PT e ao Haddad.
Milhares e milhares de alunos vão baixar a sua média porque 13 questões do ENEM foram anuladas. Eles não tiveram acesso às mesmas antes da prova, acertaram porque estudaram e agora estão sendo penalizados por mais um episódio de bagunça e desorganização no ENEM do PT e do Haddad.
O governo federal decidiu, na manhã desta terça-feira, que não vai recorrer da decisão da Justiça Federal do Ceará, que determinou a anulação de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essas 13 questões, segundo investigação da Polícia Federal (PF), vazaram para alunos do colégio Christus, de Fortaleza, Ceará, em outubro do ano passado, após a aplicação do pré-teste.
O governo federal decidiu, na manhã desta terça-feira, que não vai recorrer da decisão da Justiça Federal do Ceará, que determinou a anulação de 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Essas 13 questões, segundo investigação da Polícia Federal (PF), vazaram para alunos do colégio Christus, de Fortaleza, Ceará, em outubro do ano passado, após a aplicação do pré-teste.
A nova orientação é seguir a determinação da Justiça e evitar uma nova batalha judicial, como a ocorrida no ano passado, quando o exame chegou a ser suspenso. Com a decisão, passam a valer 167 questões da última edição do Enem. Na avaliação de técnicos do Ministério da Educação (MEC) e do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mesmo sem 13 das 180 questões do exame, “o teste de avaliação não perde qualidade de seleção”. Foram anuladas, na prova amarela, as questões 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87 (sábado) e 113, 141, 154, 173 e 180 (domingo).
O Planalto orientou o MEC, que é responsável pelo Enem, a não entrar em uma guerra judicial que prejudicaria o governo e arranharia a imagem pública do ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo no ano que vem. No ano passado, a batalha judicial por conta de equívocos como a troca de cabeçalho no cartão resposta e falhas na encadernação chegou a suspender o exame. Leia mais aqui.
Esperava-se uma comoção nacional.
Não há notícias de romeiros chegando a São Bernardo do Campo. Não espoucaram novenas nas missas dominicais e nem romarias aos santuários populares. Nem mesmo a tag "Força Lula" decolou no twitter, mesmo disseminada por políticos de primeira grandeza e por jornalistas e blogueiros chapa-branca. Nem mesmo o papa mandou uma carta, mas apenas um recado educado de pleno restabelecimento através do embaixador. Ao contrário: a exigência nas redes sociais que não podem ser censuradas por uma imprensa cínica foi que Lula seja tratado como um comum mortal, agora ainda mais mortal, recebendo o seu tratamento em algum hospital do SUS, onde, segundo ele, " a saúde é quase perfeita" ou em alguma UPA tão fantástica que "até da vontade de ficar doente para usar". O clamor foi tão grande que a imprensa reagiu, tratando o fato como covardia, desumanidade, insanidade, creditando tais manifestações aos instintos mais selvagens de uma minoria de trogloditas virtuais. Censurou as manifestações e deu espaço apenas para a análises comportamentais equivocadas. A verdade tirada do episódio é que Lula não é a unanimidade que pregam. Também é verdade que Lula está pagando o preço da sua gabolice e arrogância ao fazer afirmações mentirosas sobre a Saúde no Brasil, verbalizadas na forma de tiradas de efeito para obter dividendos políticos e eleitorais. Mais verdade ainda é que a imprensa e a militância petista esperavam e desejavam uma comoção nacional. Ela não houve e talvez a maioria silenciosa até concorde com os que se manifestam pelo tratamento de Lula no SUS, sintetizando nesta metáfora a revolta contra o político e também contra o homem que sempre usou a aura de pobrezinho para tornar-se um dos mais ricos homens públicos do Brasil. A verdade, a grande e inquestionável verdade, é que Lula está tendo um caríssimo tratamento pago pelos contribuintes cancerosos anônimos que esperam mais de 70 dias por quimioterapia e mais de 120 dias por radioterapia nas filas do SUS. Sabe o que é revoltante? É ver uma imensa junta médica dizendo que Lula vai se salvar porque houve um rápido diagnóstico e o tratamento começou imediatamente. É contra isso que as pessoas estão revoltadas, por ver o pretenso pai dos pobres ser tratado como um imperador. Esperava-se uma comoção nacional. Há motivos para que ela não tenha ocorrido, por mais que colunistas, blogueiros e jornalistas não aceitem investigar com isenção e sem preconceitos os motivos que despertaram este sentimento de justiça e de igualdade expresso por boa parte da população brasileira. É mais fácil censurar e ficar perplexo ante a "maldade" de certas pessoas do que investigar o que existe por detrás deste desejo de que Lula tenha um tratamento isonômico para o seu câncer, igual ao de um Silva qualquer. As pessoas não estão sendo más. Elas estão sendo apenas justas nesta país cada vez mais injusto.
Cruvinel queria ser "independente" para fazer politicagem dentro da EBC.
Não foi uma nem duas vezes de que esta legítima amarra-cachorro de Franklin Martins colocou a TV pública a serviço do PT.
A jornalista Tereza Cruvinel atribuiu a saída dela da presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) à pressão do Conselho Curador, que a ameaçava de impeachment. 'A presidente Dilma (Rousseff) me convidou para um segundo mandato', disse. 'Não sou insana. Achei melhor sair, porque não quero ser desqualificada. Assim que conversei com a presidente Dilma, (conselheiros) começaram a falar até em impeachment.'O que houve, disse a jornalista, 'foi uma questão de (disputa de) poder'. Segundo Tereza, que deixou ontem a presidência da EBC e deu lugar ao jornalista Nelson Breve, o conselho não é gestor e não pode querer agir como tal. 'Mandar retirar páginas da grade de programação não é seu papel', afirmou. 'O presidente e os diretores não podem ser subalternos ao conselho. Se forem, não haverá independência.' Tereza disse que sugeriu a Dilma seis mudanças na lei que criou a EBC. Uma delas é redefinir o papel do Conselho Curador. 'O conselheiro Daniel Aarão Reis Filho chegou a me dizer: 'Sua função é trabalhar; a minha é te controlar', disse Tereza. Leia mais no Estadão.
Aldo Rebelo vai ter muito trabalho para manter a sua biografia.
Os escândalos não param de surgir e o novo ministro terá que cortar a própria carne partidária se quiser manter a sua biografia.
Dois dirigentes do PC do B receberam recursos públicos por meio de uma empresa de consultoria, a Casa de Taipa Comunicação Integrada. A empresa foi criada para atuar em projetos ligados ao Ministério do Esporte, a pasta que é comandado pelo partido. Um dos donos da empresa é Júlio César Filgueira, ex-secretário do ministério e filiado ao PC do B. Seu sócio, Oswaldo Napoleão Alves, é também do partido e coordenador do núcleo de ensino e pesquisa da Escola Nacional da legenda comunista. Em agosto passado, a consultoria dos dois comunistas recebeu R$ 825 mil da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU). Júlio Filgueira deixou o ministério em outubro de 2009. Em dezembro criou a Casa de Taipa com Oswaldo Napoleão. Em agosto deste ano a empresa foi contemplada com o contrato.
A Casa de Taipa pôs a mão nesse dinheiro ao ser contratada sem licitação para cuidar de um projeto do governador do Distrito Federal, o ex-PC do B e agora petista Agnelo Queiroz. O projeto, com total apoio do Ministério do Esporte, cuida da promoção da candidatura de Brasília para sediar a Universíade de 2017, que são os Jogos Mundiais Universitários - a última edição foi em Pequim, em agosto passado. Leia mais aqui.
Especulador compra 30% da Carta Capital.
A história de Rocha Azevedo, chamado de "Coxa" pelos amigos, se confunde com a das bolsas de valores no Brasil. Nos anos 80, ele e o investidor Naji Nahas foram protagonistas de um dos maiores escândalos já ocorridos no mercado nacional. Em 1989, quando Nahas já havia transferido suas operações para o Rio de Janeiro, uma mudança nas regras de liquidação dos papéis, decidida por Rocha Azevedo, causou a quebra não apenas do seu rival como da própria bolsa do Rio. Há pouco tempo, vendeu a sua corretora para uma multinacional e foi trabalhar na FACAMP, uma faculdade de Campinas onde é sócio de Luiz Gonzaga Belluzzo, o petralha amigo de Lula. "Coxa" acaba de comprar 30% da revista Carta Capital, que nem mesmo se vendendo semanalmente ao governo estava quebrando.
A vergonhosa saída honrosa de Orlando Silva.
Na cerimônia que marcou ontem, no Palácio do Planalto, a transmissão de cargo no Ministério do Esporte, a presidente Dilma Rousseff lamentou a perda de mais um ministro, mas celebrou a manutenção do apoio do PC do B ao governo. "Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental", disse. A sigla, aliada do PT em todas as disputas à Presidência, havia indicado o ex-titular e também emplacou o substituto. O evento marcou a posse de Aldo Rebelo em substituição a Orlando Silva, que estava no cargo desde 2006 e caiu após acusações de envolvimento em supostas irregularidades em programas de responsabilidade da pasta, como o Segundo Tempo. O ex-ministro é investigado pela Procuradoria-Geral da República.
No momento mais próximo de um mea-culpa, o novo ministro disse que o PC do B não está imune a falhas, mas que trabalha para "corrigir qualquer deformidade ou desvio próprio das relações humanas". Apesar da rápida autocrítica, a tônica da cerimônia foi de desagravo a Orlando Silva. A presidente Dilma destacou o "excepcional trabalho" realizado pelo ex-ministro e se disse triste com sua saída. "Esta cerimônia não estava nos meus planos, nos planos do governo. Muitas vezes somos conduzidos a situações que temos de enfrentar, com tristeza, mas com coragem e determinação", disse a presidente, que trocou o sobrenome do seu novo ministro de "Rebelo" por "Rabelo".
O ex-ministro também falou em tom de desafronta. "Fico feliz de, depois de atravessar essa turbulência, olhar nos olhos da minha mãe, da minha mulher e da senhora [Dilma], e dizer 'eu sou inocente.'" Ao falar isso, Orlando foi aplaudido de pé. O novo titular da pasta aproveitou a deixa para dizer que a "luta política" derrubou seu antecessor. "Talvez, mais do que inocente, o senhor seja vítima", afirmou Aldo Rebelo. Mais tarde, em outra cerimônia, desta vez no Ministério do Esporte, o presidente do PC do B, Renato Rabelo, discursou durante nove minutos exaltando as qualidades do partido, que, segundo ele, foi vítima de uma "campanha sórdida". Nesse segundo evento, Orlando foi homenageado por servidores do ministério.
Escolhida para representar os colegas, Valdete Pessoa, a mais antiga funcionária da pasta, chamou Orlando de "filho" e de um "cidadão maravilhoso e espetacular". O ex-ministro ganhou rosas amarelas e uma caixa de chocolate. Sua mulher, Ana Petta, presente à cerimônia ao lado da mãe do ex-ministro, ganhou uma orquídea. Integrantes da cúpula do ministério, que também chancelaram convênios considerados suspeitos, estiveram presentes às duas cerimônias. Aldo Rebelo disse que somente a partir de hoje decidirá e anunciará as mudanças que pretende fazer na estrutura da pasta. Já Orlando anunciou que pretende ser candidato nas eleições de 2012. Segundo ele, o tema foi tratado em conversa com o ex-presidente Lula.(Da Folha de São Paulo)
PSDB reage às críticas de Chalita.
O PSDB de São Paulo reagiu às declarações do deputado e pré-candidato à prefeitura Gabriel Chalita (PMDB), que, em entrevista à Folha no domingo, alegou ter sido "perseguido" pelo ex-governador José Serra como razão para ter deixado o partido. "A história é outra. Ele deixou o partido por pura ambição pessoal, que veio a se mostrar frustrada, de ser candidato ao Senado", afirmou o líder do partido na Câmara Municipal, Floriano Pesaro. O vereador atribuiu à "necessidade de voltar aos holofotes" o fato de Chalita dizer que Serra o perseguiu. "Na véspera de ele deixar o partido o Serra foi ao seu programa na 'Canção Nova', fez elogios a ele. Ninguém nunca criticou sua gestão na secretaria, nem o Paulo Renato nem a Maria Helena", disse, numa menção a dois ocupantes da Secretaria de Educação no governo Serra (2007-2010).
Chalita disse, na entrevista, que Serra promoveu um "retrocesso" na Secretaria de Educação, revendo políticas implementadas por ele na gestão Geraldo Alckmin. "Tanto isso não é verdade que ele logo depois também deixou o PSB, justamente porque não conseguiu seu intento, que era disputar o Senado. Foi perseguido lá também?", questionou Pesaro. Chalita trocou o PSDB pelo PSB em 2009, para ser candidato ao Senado. Mas o partido fechou aliança com o PT e ele teve de sair candidato a deputado federal. Neste ano, se indispôs com o novo partido e fez nova troca, se filiando ao PMDB com a promessa de ser candidato a prefeito no ano que vem. (Da Folha)
Internautas pedem para Lula se tratar no SUS. Folha censura comentários para impedir críticas ao pobrezinho.
Apesar da solidariedade de eleitores e políticos de todos os partidos a Lula, o anúncio do câncer virou mote para uma onda de ataques ao ex-presidente na internet. Os críticos usam o anonimato para debochar do estado de saúde do petista em redes sociais e em comentários em sites de notícias. Em meio à massa de manifestações de apoio, há internautas que tentam culpar Lula pelo câncer -que pode ter sua causa no fumo- e defendem que ele se trate no SUS (Sistema Único de Saúde). Diante do tom agressivo de alguns leitores, a Folha.com chegou a suspender temporariamente os comentários em reportagens publicadas no fim de semana.
O colunista Gilberto Dimenstein, que escreveu sobre o câncer de Lula no sábado, virou alvo do mesmo tipo de comentários e protestou com novo texto no dia seguinte. "Foi uma enxurrada de ataques desrespeitosos, desumanos, raivosos, mostrando prazer com a tragédia de um ser humano", afirmou ele. "Minha suspeita é que a interatividade democrática da internet é, de um lado, um avanço do jornalismo, e, de outro, uma porta direta para o esgoto do ressentimento e da ignorância", disse.
Muitos internautas também protestaram nas redes sociais contra os ataques, e a assessoria de Lula informou que tem tentado poupá-lo, evitando mostrar as mensagens em tom desrespeitoso. Um dos e-mails mais enviados reproduz discurso do ex-presidente ao inaugurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em 2010. "Vou ser muito breve, porque estou com a garganta não muito boa e não quero ser o primeiro paciente desta UPA. (...) Ela está tão bem organizada, ela está tão bem estruturada, que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui", diz ele.
Na versão que circulava ontem, a primeira parte foi cortada, induzindo o internauta a acreditar que o petista queria ser internado na UPA. Para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tais manifestações podem ser "uma espécie de recalque". Após debate sobre o Judiciário em seu instituto, FHC afirmou que considera as iniciativas um equívoco, disse que não as endossa e manifestou solidariedade a Lula, desejando que ele se "restabeleça prontamente".
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Justiça anula 13 questões do ENEM para todo o Brasil. 13 é homenagem à incompetência do Haddad e do PT.
A Justiça Federal do Ceará decidiu nesta segunda-feira anular 13 questões do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que vazaram para alunos do colégio Christus antes da prova. O Ministério Público Federal queria a suspensão do exame nacional em todo o país ou a anulação das 13 questões. Já o MEC (Ministério da Educação) queria nova prova apenas para os 639 concluintes do ensino médio do colégio Christus, de Fortaleza.Ainda cabe recurso da decisão.
Serra pergunta: a presidente manda ou não manda?
Novo artigo de José Serra, em seu blog:
"A crítica ao loteamento político desenfreado dos cargos federais foi um ponto que repisei bastante na última campanha eleitoral. A necessidade de alianças para obter maioria parlamentar acabou gerando no Brasil um desdobramento nefasto: a partilha da máquina estatal por grupos políticos interessados apenas em se servir dela, e não em servir ao povo. O caso do Ministério do Esporte foi o mais recente e emblemático. Dia após dia, as notícias brotaram, trazendo exemplos de iniciativas nas áreas que receberam o dinheiro, mas nada fizeram. Ou fizeram muito menos do que os recursos permitiriam fazer.
O problema não é monopólio de um partido ou de uma orientação ideológica. Da direita à esquerda, passando pelo centro e também por quem não chega a ter ideologia, a coisa se repete como um script pré-ensaiado. A turma instala-se na máquina e passa a ordenhá-la em benefício próprio. A versão supostamente benigna diz que é para turbinar campanhas eleitorais, mas será legítimo desconfiar. É provável, como, aliás, o noticiário também começou a mostrar, que os desvios de conduta estejam a abastecer o patrimônio privado dos envolvidos. Ou, então, talvez estejamos diante de um modelo misto. Uma parte para a legenda e outra para quem coloca a mão na massa. Leia mais aqui. "
Para os "blogueiros do imundo", os EUA censuram a internet em Cuba. Como é que conseguem mentir deste jeito?
Neste final de semana, um grupelho chamado "blogueiros do mundo" tiveram um encontro em Foz do Iguaçu, pago sabe-se lá com que dinheiro. Além da estatização dos meios de comunicação, para que sigamos o mesmo rumo da Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina, as ratazanas também atacaram, pasmem!, a censura dos Estados Unidos à internet em Cuba. É exatamente o oposto e quem acompanha o blog e o twitter de Yoani Sanchez tem uma prova diária do bloqueio que o governo repressor e assassino da ilha-prisão impõe aos cidadãos. Leia aqui.
Dilma elogia Orlando, publicamente. Um sinal de que tudo será abafado.
Após empossar o ministro Aldo Rebelo no Ministério do Esporte, em substituição ao ministro Orlando Silva, que deixou a pasta acusado de envolvimento em irregularidades em convênios com ONGs, a presidente Dilma Roussef reconheceu, em seu discurso que "esta cerimônia não estava nos meus planos e nem nos planos do governo" e fez questão de defender o ministro que estava saindo. "Orlando Silva não perde meu respeito", declarou a presidente no discurso, ao lembrar que ele fez um "excepcional trabalho na liderança do Ministério do Esporte", do qual ela foi testemunha. "Ele ganha plena liberdade para restituir a verdade e preservar, assim, a sua biografia", acentuou Dilma, ao comentar que ele saiu para se defender e desejando-lhe "muito sucesso em sua cruzada pela verdade".
Em seguida, Dilma fez elogios ao PCdoB. "Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental", declarou Dilma, que passou a falar da bem-sucedida trajetória política de Aldo Rebelo, a quem, erroneamente, chamou de Aldo Rabelo. "Experiente, sério, qualificado, líder reconhecido e sem sombra de dúvida reconhecido como defensor corajoso de opiniões fortes dos interesses nacionais, e cidadão respeitado por seus pares, independente do partido", enumerou Dilma. "Estou certa que como novo ministro do Esporte, saberá empreender, realizar e, quando for o caso, negociar busca de soluções em que todos ganhem, principalmente e especialmente o Brasil e o povo brasileiro", comentou a presidente, reiterando, subliminarmente, o recado que já havia dado à Fifa de que as leis brasileiras, como a meia-entrada para idosos, terão de ser respeitadas na Copa do Mundo de 2014.
Segundo a presidente, Aldo Rebelo "tem plenas condições de dar continuidade política do ministério e estabelecer desde logo relações claras com todos os entes envolvidos com a preparação da Copa e Jogos Olímpicos", "sem que a ninguém seja imposto abdicar de princípios e de direitos legais e vigor no País".A plateia era eclética e reunia desde Pelé, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, governadores como Eduardo Campos, de Pernambuco, e Teotônio Vilela, de Alagoas, do PSDB, mas que é do Estado de Aldo Rebelo. Em sua fala, a presidente recorreu a metáforas com o futebol, tradicionalmente usadas por Lula. "Como ministro, eu tenho certeza que o ministro Aldo será um titular, um titular em nosso time", disse Dilma. E encerrou seu discurso afirmando que: "Hoje, colocamos a bola no chão. Reiniciamos o jogo e vamos para o ataque, por um Brasil mais justo e mais desenvolvido, esta será a vitória de todos nós".(Do Estadão)
DNIT, organizado para fraudar.
O principal programa de computação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), usado para gerenciar R$ 25 bilhões em contratos de obras em andamento no país, está contaminado por uma infinidade de falhas e riscos banais de tecnologia, situação que põe em xeque a segurança das informações e abre as portas da autarquia para todo tipo de fraude. Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) encontrou indícios, por exemplo, de que 52 ex-funcionários ainda estavam com seus perfis ativos no sistema, com liberdade para realizar uma série de operações. Um deles fez lançamentos e aprovou medições e pagamentos. A falha também ocorre com ex-terceirizados.
O principal programa de computação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), usado para gerenciar R$ 25 bilhões em contratos de obras em andamento pelo país, é um software contaminado por uma infinidade de falhas e riscos banais de tecnologia, situação que coloca em xeque a segurança das informações e abre as portas da autarquia para todo tipo de fraude. A precariedade tecnológica do Sistema de Acompanhamentos de Contratos (Siac), como é conhecido o software do Dnit, consta de relatório que acaba de ser concluído por auditores do Tribunal de Contas da União (TCU). Os problemas encontrados durante a varredura incluem erros básicos, como a ausência absoluta de regras de perfil de usuário para acessar e realizar transações no software, que, segundo o departamento, é vital para o seu funcionamento. Os auditores encontraram indícios de que 52 funcionários desligados da autarquia ainda estavam com seus perfis ativos no sistema, com liberdade para realizar uma série de operações. A falha também ocorre com empregados terceirizados, que já não prestam mais serviços à autarquia. Leia mais aqui.
O problema está nas ONGS de "capacitação".
A medida publicada hoje no Diário Oficial, onde a Presidência da República congela por trinta dias o pagamento às ONGS com irregularidades, é pura demagogia. Tanto é que um dos programas que será preservado, segundo o noticiário, é o Pronatec, que simplesmente não existe, já que a sua oficialização ocorreu na última quarta-feira.O que o governo federal deveria fazer é acabar com qualquer programa de capacitação realizado por ministérios, inclusive o MEC, pois aí é que está o grande rombo, a grande roubalheira. Foram nos programas de treinamento que surgiram os roubos no Turismo, no Esporte, no Trabalho, em vários ministérios. O país possui o Sistema S, que é duramente fiscalizado pela AGU e outros órgãos, que pode cumprir este papel com eficiência, eficácia e efetividade. O problema é que ele é gerido por empresários e não por políticos. Não há como meter a mão na grana. O Pronatec terá a participação do Sistema S. Este sim, é um bom começo. O resto é conversa para boi dormir.
Trem-bala não sai do lugar.
Mais um atraso no cronograma e uma parcela maior de risco na conta do governo. Esse é o retrato atual do projeto do trem de alta velocidade que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. Na melhor das hipóteses, o trem começará a circular em 2017 e a um custo maior para os cofres públicos. Só o projeto executivo custará R$ 600 milhões. A rodada de conversa com os candidatos a operar o negócio e oferecer a tecnologia do trem levou o governo a estudar assumir uma demanda mínima de passageiros. Se o número de usuários ficar abaixo do estimado, o governo compensará a operadora. Além disso, os candidatos querem um seguro contra eventuais atrasos na obra, adiantou ao Estado o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. O leilão deverá ser realizado em julho. Leia aqui a entrevista desanimada, publicada pelo Estadão.
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