Mesmo que a senadora Marta Suplicy e o ex-ministro da Educação e
pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à prefeitura de São Paulo,
Fernando Haddad, tenham adotado um tom amistoso em evento na manhã deste sábado,
eles mal se falaram e não ficaram lado a lado no palanque durante a inauguração
do primeiro Centro Educacional Unificado (CEU) de São Bernardo do Campo. Na
maior parte do tempo, Marta ficou de costas para o ex-ministro. Lula discursou durante sete minutos e elogiou mais Dilma do que Haddad: "Ela vai provar uma coisa que eu acreditava: que pra governar, a gente tem que colocar o coração na frente. A gente não tem que ter muita sabedoria apenas teorica, tem que ter a sabedoria de uma mãe: cuidar de quem precisa ser cuidado, que é a gente mais pobre desse país." Nesse momento, o ex-presidente tossiu, precisou tomar água e encerrar a fala. Demonstrando cansaço, enxugou o rosto e prometeu que "no próximo [discurso] eu estarei muito melhor, para falar muito mais coisas."
sábado, 14 de abril de 2012
Código Florestal, a vitória do bom senso.
A imprensa aparelhada pelo ambientalismo pueril que defende a eliminação do homem para repor a árvore, a grita desesperada das ongs financiadas pelos mercadores do carbono e pelas captadores do dinheiro´fácil dos europeus e americanos que já destruíram os seus países, os ex-brasileiros plantados dentro da máquina pública pela ecoterrorista Marina Silva, todos, todos eles foram derrotados pelo bom senso. Os pequenos e médios agricultores, que desmataram o matão que era o Brasil, incentivados pelos governos, que com suor na testa e calos nas mãos construíram uma agricultura que alimenta o mundo, não serão expulsos das terras desbravadas pelos seus avós. A democracia firmou acordo. Eles poderão continuar plantando, colhendo, alimentando, vivendo, sonhando, sem vir empanturrar as urnas apodrecidas pela Bolsa Família nas periferias das grandes cidades. Dona Almerita da Boca do Acre, a senhora venceu. Que bom, Dona Almerita!
Enquanto isso, o Brasil míope tenta salvar a sua indústria, quando a força está no campo.
Competitividade x protecionismo
A imaginação dos brasileiros tem um longo caso de amor com a indústria. Desde o século 19, progresso e industrialização são perfeitos sinônimos entre nós, e as políticas governamentais, da crise dos anos 1930 até hoje, tratam a indústria como o filho mais sensível e mais querido.
Essa identificação tem razões históricas, pois desde a Revolução Industrial até os anos 1960, os países mais ricos eram os líderes na produção industrial.
No entanto, já na segunda metade do século passado, a vanguarda do desenvolvimento passou para as chamadas sociedades pós-industriais, nas quais os setores de serviços modernos de comunicação, processamento da informação, ensino e pesquisa é que passaram a dar dinamismo às economias.
Cada vez mais, a produção industrial perde participação na formação da renda em todo o mundo, e não apenas no Brasil.
De acordo com dados de uma entidade da Organização das Nações Unidas, a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) mundial caiu de 27% em 1970 para 16% em 2010.
No Brasil, tem mantido sua participação na produção industrial global, que era de 1,7% em 2000 e permaneceu nesse nível em 2010. A indústria brasileira tem ainda uma participação de 15% no PIB, relação que a coloca dentro da média mundial.
Essas observações são necessárias para que situemos, no contexto devido, os clamores sobre a desindustrialização do Brasil e as previsões de que estaríamos "regredindo" para o estágio primitivo de uma economia agrário-exportadora, como se o moderno agronegócio brasileiro fosse a mesma coisa que a velha monocultura exportadora de café, que sustentou o país do fim do século 19 até meados do século 20.
Esse é, claramente, um discurso dirigido ao Estado, e pretende servir de base a políticas especiais de proteção a setores que estão perdendo ou nunca tiveram competitividade.
Um fator importante a ser observado é a queda da produtividade da mão de obra na indústria (-0,8%), enquanto na agricultura cresceu 4,3%, entre 2000 e 2009 (Ibre/FGV). Essa foi uma solução encontrada pelo agronegócio para enfrentar o câmbio apreciado. Outro grave fator é o custo unitário do trabalho (CUT), que teve aumento de 150% em relação ao resto do mundo, não só pela apreciação do real mas também pelo forte aumento do salário real.
As dificuldades de produzir no Brasil são evidentes. Isso é verdade para todos e não somente para alguns. Nossa taxa de juros tem sido, por décadas, a mais alta do planeta, e os custos efetivos do crédito para as empresas não têm paralelo no mundo.
A carga tributária que incide sobre as empresas e as pessoas só se compara às velhas economias da Europa Ocidental. Nossa infraestrutura é precaríssima, em virtude do baixo investimento público e dos preconceitos ideológicos, que limitam a participação da empresa privada e do capital internacional.
O grau de formação educacional da população é muito baixo em comparação aos 50 principais países do mundo.
Toda a economia brasileira tem uma natural dificuldade de competir com o resto do mundo.
O que se deve extrair dessa realidade não é que alguns setores mais vulneráveis devam ser tratados de modo especial, para não serem afetados pela concorrência.
A indústria brasileira sempre foi protegida da competição externa e a pouca liberdade comercial que existe data de apenas 20 anos atrás. Anos de reserva de mercado para os bens de informática não produziram nada de valioso para a população, somente atraso.
A indústria não é a vítima isolada das terríveis características estruturais da economia brasileira. A cruzada contra os problemas da competitividade precisa ser uma tarefa coletiva e deve se aprofundar na raiz dos problemas.
Políticas especiais para alguns setores implicam deterioração das contas públicas e não trazem a garantia de sobrevivência de longo prazo para os setores favorecidos.
E, pior do que isso, parecem sugerir que desistimos de enfrentar os problemas reais, que atingem a todos nós.
KÁTIA ABREU, 50, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.
A sofisticada organização criminosa do Mensalão tenta apagar os seus crimes.
Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas,
considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as,
matando quem teimava em manifestá-las. O PT até que tenta se arejar, exercitar
certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país
que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as
como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para
que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos
petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado. A contrariedade de
agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da
maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o
escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o
nome de mensalão. Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm
e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a
centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central
sairá automaticamente: "Isso é invenção da oposição e da imprensa!".
Clique aqui e leia a matéria de capa da Veja.
Bateu o pânico no PT com o "potencial destrutivo" da CPI Delta do Rio Cachoeira.
“O alcance dessa CPI é inimaginável. Só a empresa Delta Construções (que
aparece nas gravações telefônicas feita pela Operação Monte Carlo, da Polícia
Federal, e recebeu R$ 4,13 bilhões do governo federal por obras do Programa de
Aceleração do Crescimento - PAC) - está presente em quase todo o País,
principalmente na construção e reforma de estradas”, disse o senador Delcídio.
“Eu já fiz vários alertas sobre isso. Estão brincando com fogo”, afirmou ainda o
senador petista.
A frase é praticamente uma confissão de culpa. E a reunião de Dilma para implorar que Lula não incentive a CPI Delta do Rio Cachoeira só comprova isso. Leia mais aqui.
Bandidos de toga também querem calar a mídia.
Sob a incrível montanha de ações que desafiam sua corte, o desembargador Newton
De Lucca, presidente do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), também
poeta e escritor, entregou-se a uma cruzada: defende “irrestritamente” a criação
de um “habeas mídia”, segundo sua definição um mecanismo que seria usado para
“impor limites ao poder de uma certa imprensa”.
“O habeas mídia seria um instrumento para a proteção individual, coletiva ou difusa, das pessoas físicas e jurídicas, que sofrerem ameaça ou lesão ao seu patrimônio jurídico indisponível, por intermédio da mídia”, propõe.
De Lucca sugeriu pela primeira vez o habeas mídia no discurso de sua posse, em 2 de abril, perante plateia de magistrados, advogados, juristas, três ministros do Supremo Tribunal Federal - entre eles o novo presidente da corte máxima, Ayres Britto -, o cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que o aplaudiram.
Ao revelar sua meta, jogou sobre a mídia expressão de autoria da ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, que apontou a existência de “bandidos de toga” e abriu crise sem igual na magistratura.Servirá o habeas, prevê De Lucca, “não apenas em favor dos magistrados que estão sendo injustamente atacados, mas de todo o povo brasileiro, que se encontra a mercê de alguns bandoleiros de plantão, alojados sorrateiramente nos meandros de certos poderes midiáticos no Brasil e organizados por retórica hegemônica, de caráter indisfarçavelmente nazofascista”.
Autor de Pintando o Sete e Odes e Pagodes, coletâneas de poesias, De Lucca afirma que já foi “injustamente atacado, em passado não muito distante”. Aponta para “jornalismo trapeiro que impede a criação de uma opinião pública livre e legítima”.
O desembargador declarou, ainda na posse: “Continuarei a nutrir minha aversão congênita pelas pirotecnias enganosas do establishment atual, que não distingue a liberdade da libertinagem, as prerrogativas dos privilégios, a qualidade da quantidade, e ainda faz do embuste e do patrulhamento ideológico o apogeu da tirania”. “Almejamos e preconizamos uma imprensa livre”, afirmou De Lucca. “Enquanto investigativa e criteriosa há de merecer todo nosso respeito e loas. Por outro lado, há de ser solenemente repudiado aquele jornalismo trapeiro.”
Ao Estado, por escrito, De Lucca recorreu à veia poética. “Por jornalismo trapeiro quis me referir àqueles que não estão preocupados em divulgar a verdade dos fatos, a eles absolutamente despicienda, mas em propalar algo que possa despertar uma atitude de suspicácia naqueles que leem a notícia. Claro que trapeiros vem de trapos, e por mim a palavra foi usada como figura de retórica, denotativa de algo desqualificado e rastaquera.”
O desembargador revela confusão quando instado a definir como iria operar o habeas mídia. “É uma expressão cunhada pelo professor gaúcho Sérgio Borja numa conferência por ele proferida na Universidade de Lomas de Zamora.” Segundo De Lucca, também o professor Paulo Lopo Saraiva defende o mesmo modelo. “Trata-se de impor limites ao poder de uma certa imprensa, ou exatamente ao jornalismo trapeiro a que me referi.”
Sobre os “bandoleiros de plantão”, refugiou-se no silêncio. “Prefiro não nominá-los, quer porque preciso ter paz para trabalhar, não podendo perder meu tempo com niquices, quer porque prefiro que cada um vista o seu próprio capuz.” (Do Estadão)
“O habeas mídia seria um instrumento para a proteção individual, coletiva ou difusa, das pessoas físicas e jurídicas, que sofrerem ameaça ou lesão ao seu patrimônio jurídico indisponível, por intermédio da mídia”, propõe.
De Lucca sugeriu pela primeira vez o habeas mídia no discurso de sua posse, em 2 de abril, perante plateia de magistrados, advogados, juristas, três ministros do Supremo Tribunal Federal - entre eles o novo presidente da corte máxima, Ayres Britto -, o cardeal arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que o aplaudiram.
Ao revelar sua meta, jogou sobre a mídia expressão de autoria da ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, que apontou a existência de “bandidos de toga” e abriu crise sem igual na magistratura.Servirá o habeas, prevê De Lucca, “não apenas em favor dos magistrados que estão sendo injustamente atacados, mas de todo o povo brasileiro, que se encontra a mercê de alguns bandoleiros de plantão, alojados sorrateiramente nos meandros de certos poderes midiáticos no Brasil e organizados por retórica hegemônica, de caráter indisfarçavelmente nazofascista”.
Autor de Pintando o Sete e Odes e Pagodes, coletâneas de poesias, De Lucca afirma que já foi “injustamente atacado, em passado não muito distante”. Aponta para “jornalismo trapeiro que impede a criação de uma opinião pública livre e legítima”.
O desembargador declarou, ainda na posse: “Continuarei a nutrir minha aversão congênita pelas pirotecnias enganosas do establishment atual, que não distingue a liberdade da libertinagem, as prerrogativas dos privilégios, a qualidade da quantidade, e ainda faz do embuste e do patrulhamento ideológico o apogeu da tirania”. “Almejamos e preconizamos uma imprensa livre”, afirmou De Lucca. “Enquanto investigativa e criteriosa há de merecer todo nosso respeito e loas. Por outro lado, há de ser solenemente repudiado aquele jornalismo trapeiro.”
Ao Estado, por escrito, De Lucca recorreu à veia poética. “Por jornalismo trapeiro quis me referir àqueles que não estão preocupados em divulgar a verdade dos fatos, a eles absolutamente despicienda, mas em propalar algo que possa despertar uma atitude de suspicácia naqueles que leem a notícia. Claro que trapeiros vem de trapos, e por mim a palavra foi usada como figura de retórica, denotativa de algo desqualificado e rastaquera.”
O desembargador revela confusão quando instado a definir como iria operar o habeas mídia. “É uma expressão cunhada pelo professor gaúcho Sérgio Borja numa conferência por ele proferida na Universidade de Lomas de Zamora.” Segundo De Lucca, também o professor Paulo Lopo Saraiva defende o mesmo modelo. “Trata-se de impor limites ao poder de uma certa imprensa, ou exatamente ao jornalismo trapeiro a que me referi.”
Sobre os “bandoleiros de plantão”, refugiou-se no silêncio. “Prefiro não nominá-los, quer porque preciso ter paz para trabalhar, não podendo perder meu tempo com niquices, quer porque prefiro que cada um vista o seu próprio capuz.” (Do Estadão)
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Blog em viagem.
O Blog volta amanhã, no final da manhã, por motivo de viagem. Atualizem a área de comentários. Obrigado.
Assim Jesus te pega.
Momento de descontração...
Durante la procesión de Semana Santa en Alhama de Mucia, la cofradía se
ha atrevido a bailar con su Jesús Resucitado la exitosa canción de
Michel Teló "Ai Se Eu Te Pego". No es la primera vez que esta cofradía
se atreve con pasos arriesgados, en 2010 lo hicieron con la tradicional
canción española de "Paquito chocolatero". Incluso este mismo año
también bailaron al ritmo del "Waka Waka" de Sahkira.
Que tal CPI Delta do Rio Cachoeira?
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que deve ser
instalada no Congresso na próxima semana, promete ressuscitar escândalos
do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em especial o
que atingiu Waldomiro Diniz, o ex-assessor da Casa Civil na gestão de
José Dirceu, e pode esbarrar novamente em um tema delicado a todos os
partidos políticos: o financiamento ilegal de campanhas eleitorais.
Apesar de o requerimento de instalação da CPI dizer que ela deve
“investigar práticas criminosas do senhor Carlos Augusto Ramos,
desvendadas pelas Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal” - o
que significaria um espaço temporal de 2009 para cá -, o entendimento
dos partidos de oposição, que será minoria na comissão, é de que todos
os fatos correlacionados podem ser tratados. A Vegas, concluída em 2009,
investigou negócios ilícitos de Cachoeira, que pressionava o Congresso
pela legalização dos jogos de azar. A Monte Carlo aprofundou as
investigações sobre a rede de negócios do “empresário” Cachoeira.“O Supremo Tribunal Federal decidiu que as CPIs podem fazer as
investigações nesses casos, independentemente de espaço temporal”, disse
o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo (PE).
O PT, por sua vez, pretende utilizar o espaço da CPI para punir
algozes do governo Lula, em especial o senador Demóstenes Torres (sem
partido-GO), cuja relação de proximidade com o contraventor Cachoeira
ficou clara em diálogos flagrados pela Polícia Federal. Demóstenes foi
um parlamentar extremamente atuante, sobretudo na CPI dos Correios, que
se debruçou sobre o episódio do mensalão no governo Lula. O Supremo vai
julgar, provavelmente neste ano, os 38 réus do caso mensalão.
A amplitude das investigações também alcançaria em cheio figuras
tarimbadas da oposição, como o governador de Goiás, Marconi Perillo
(PSDB), alvo do PT na CPI. Perillo já admitiu ter um relacionamento
pessoal com Cachoeira e disse que todos os políticos de Goiás tinham
ligações com o contraventor pelo fato de ele ser um empresário. A janela de oportunidade aberta pela própria base governista para a
oposição vasculhar malfeitos no governo do ex-presidente Lula e até
mesmo da presidente Dilma Rousseff já preocupa o Palácio do Planalto.
O texto da CPI negociado nesta quinta-feira, 12, prevê que poderão
ser investigados “agentes públicos e privados” ligados ao esquema de
Cachoeira. Ou seja, elos do contraventor com administrações públicas,
como as de Goiás e do Distrito Federal, que já vieram à tona, serão
explorados. O Estado publicou nesta quinta reportagem
mostrando que os grampos indicam a rede de influência da construtora
Delta no governo do DF, administrado pelo petista Agnelo Queiroz,
negociada por aliados de Cachoeira.
Waldomiro e mensalão. Em fevereiro de 2004 uma fita
amplamente divulgada mostrou o então assessor parlamentar da Casa Civil
Waldomiro Diniz pedindo propina para Cachoeira. Na época, o contraventor
mostrava interesses nas máquinas de apostas das loterias administradas
pela Caixa Econômica Federal. O caso culminou na investigação de
financiamento de campanha pelo jogo do bicho e caixa 2. Além de ressuscitar o episódio, a oposição quer pelo menos fazer
barulho novamente sobre o mensalão. Pretende procurar algum tipo de
ligação entre Cachoeira e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares,
denunciado pelo Ministério Público como um dos idealizadores do
mensalão. Delúbio é réu no Supremo. Assim como Cachoeira, Delúbio é de
Goiás.
“Isso que é chamado de mensalão, e que nós, petistas, repudiamos e
afirmamos que não existiu, tem sua própria rotina. Será julgado pelo
STF. Se quisermos falar desse episódio, temos de tratar de financiamento
de campanha, e não de ocupação da máquina do Estado, como queria o
Cachoeira. Mensalão é caixa 2, é outra coisa”, justificou o líder do PT
na Câmara, Jilmar Tatto (SP).
Alvo. A oposição já elegeu como seu alvo prioritário
na CPI o governador petista Agnelo Queiroz e vai insistir na suspeita
de cobrança de fatura por parte da Delta Construções por supostas
doações eleitorais não registradas. “O governador de Brasília terá de
explicar isso na CPI”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos
dois titulares dos tucanos da Câmara na comissão parlamentar.(Estadão)
Maconheiros da USP promovem semana comemorativa. Em homenagem à maconha, é claro.
Alunos da Universidade de São Paulo (USP) promoverão, entre segunda e
sexta-feira, a Semana de Barba, Bigode e Baseado. Serão cinco dias de
atividades para discutir a proibição do uso de drogas ilícitas no câmpus
do Butantã, na zona oeste da capital. Está prevista uma noite do fumo,
que, "para efeitos jurídicos", terá "apenas orégano, substância lícita".
O convite para o evento é feito pelo Facebook. "A semana terá um caráter lúdico e libertário", disse Caio
Andreucci, estudante do 3.º ano de Ciências Sociais e um dos
organizadores. Ele contou que a ideia surgiu na Frente Uspiana de
Mobilização Antiproibicionista (Fuma). O grupo foi fundado no fim do ano
passado, em meio aos protestos surgidos após a Polícia Militar flagrar
três estudantes com maconha na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas (FFLCH), que acabaram com a invasão da Reitoria.
Segundo Andreucci, a maioria dos participantes é da FFLCH, mas devem
marcar presença também alunos do Direito. "A gente vai discutir a
moralidade na questão das drogas com ironia e piada", prometeu. Na segunda-feira, dia 16, serão apresentados documentários sobre
drogas e mulheres que vivem no mundo do tráfico. As sessões serão
exibidas no Espaço Verde, um sala da FFLCH, a partir das 20 horas. No
dia seguinte, será a vez do fumo lícito, como definiu o regulamento do
evento. Na mesma página na internet, os estudantes postaram que "droga
não é demônio" e o que estará em pauta é a "autonomia sobre o próprio
corpo e a liberdade de escolha". Professores da USP estão entre
palestrantes anunciados no Facebook. Apesar das frases, Caio lembrou que não serão fornecidas drogas no
local. "É uma questão que não podemos controlar, mas não vamos incitar."
Arrecadação. No último dia de discussões, previsto
para a próxima sexta-feira, será realizada uma cervejada na faculdade. O
dinheiro arrecadado com a venda de bebidas será revertido para a Marcha
da Maconha, movimento que defende a legalização da droga no Brasil. A Assessoria de Imprensa da Reitoria da USP informou que não vai se
manifestar sobre o evento. No mês passado, o coronel da reserva Luiz de
Castro Junior assumiu a Guarda Universitária da USP. Ele não foi
localizado pela reportagem para comentar o assunto.(Estadão)
CPI pega Agnelo do PT e deixa Dilma preocupada.
A criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o
empresário Carlos Cachoeira e suas relações com políticos começou a
preocupar a presidente Dilma Rousseff e rachou o PT, seu partido.Petistas disseram à Folha que a presidente não gostou de a CPI
ter sido anunciada durante sua viagem aos EUA, nem da participação de
alguns de seus principais ministros em reunião na semana passada que
tratou do tema.
Na ocasião, petistas como Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), Ideli
Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) se
encontraram com a cúpula do partido e decidiram apoiar a investigação.
A adesão do PT à CPI foi incentivada pelo ex-presidente Lula com o
objetivo de fragilizar a oposição no ano do julgamento do mensalão,
escândalo que abateu toda a cúpula do partido em 2005. Segundo petistas, Dilma proibiu seus ministros, porém, de se manifestar sobre CPI logo que retornou de Washington, anteontem.
Ela também manifestou desagrado com a ideia da CPI como uma revanche ao
mensalão. Tanto que reprovou o depoimento do presidente do partido, Rui
Falcão, segundo quem é necessário usar a CPI para desmascarar os autores
"da farsa do mensalão". Ontem, ele afirmou que não vinculava uma investigação à outra.
A disposição de Dilma, porém, é de não impor obstáculos à instalação da
comissão, prevista para terça, sob o argumento de que não há como
detê-la agora. O temor do governo é que aliados insatisfeitos usem a CPI como palco
para colocar a "faca no pescoço" do Planalto, convocando ministros e
quebrando sigilo de pessoas como Olavo Noleto, assessor da Presidência
-que admitiu ter conversado com um aliado de Cachoeira. Em reunião ontem em Brasília do comando do PT, ficou definido que o
partido tentará controlar os postos-chave da CPI. Apesar disso, cinco
petistas recusaram ser relatores da comissão.
O mais cotado ontem era o ex-líder do governo na Câmara, Candido
Vaccarezza (PT-SP), ou o deputado Hugo Leal (PSC-RJ). Para a
presidência, o PMDB escolheu o senador Vital do Rego (PB). Apesar de reclamação de petistas à atuação pró-CPI de dirigentes da
sigla, a nota oficial da executiva nacional conclama a militância a
defender" a comissão. Questionado se tinha consultado Dilma, Falcão
afirmou que citou a reunião com os ministros.
Para além do discurso oficial, petistas avaliam que contratos do
Executivo com a Delta, citada nas investigações como próxima à
Cachoeira, podem ser alvos da CPI. Essa preocupação já teve efeito ontem, com a exclusão do nome da
construtora do requerimento de criação da comissão. O texto final fala
apenas em investigar "agentes públicos e privados" e, além da Monte
Carlo, cita uma investigação anterior da PF sobre Cachoeira, a Vegas. Petistas trabalharam por essa inclusão sob o argumento de que os indícios que ela reúne são danosos à oposição.(Folha de São Paulo)
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Uma das maiores estrelas do PT brilha nas gravações do Cachoeira.
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, que deverá ser
instalada na semana que vem, vai exigir do governador do Distrito
Federal, Agnelo Queiroz (PT), explicações sobre a suposta cobrança de
fatura por parte da Delta Construções por supostas doações eleitorais.
"O governador de Brasília terá de explicar isso na CPI", disse o
deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos dois titulares dos tucanos da
Câmara na Comissão Parlamentar.
De acordo com as gravações feitas pela Polícia Federal para a
Operação Monte Carlo, que desmontou o esquema feito pelo contraventor
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a empresa negociava
facilidades diretamente com a cúpula do governo de Brasília. Nas conversas gravadas na Operação Monte Carlo, reveladas nesta
quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo, aliados de Carlinhos Cachoeira,
segundo a PF, dizem que a diretoria da empresa no Rio exigia agora, em
contratos, a contrapartida pelas doações. E fazia pressão no Palácio do
Buriti por nomeações e liberação de verbas. Ao todo, a Delta consta como
doadora de R$ 2,3 milhões a comitês partidários no País. A prestação de
contas de Agnelo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não registra
doação da empresa, em indício de caixa 2, segundo investigadores. Do
total, R$ 1,1 milhão foi destinado ao Comitê Nacional do PT e o restante
ao PMDB.
De acordo com a Polícia Federal, assim que Agnelo foi eleito, a Delta
tentou emplacar aliados em cargos-chave de administrações regionais e
do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) de Brasília, o que facilitaria seus
negócios. Além disso, tentava receber débitos do GDF por serviços
supostamente prestados.
Para o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP,), as exigências
feitas pela Delta para receber a fatura do governador Agnelo Queiroz
mostram que é preciso mudar o sistema de financiamento das campanhas.
"Isso vai nos levar a tratar do tema. Essas cobranças de faturas, que
não devem acontecer só aqui na capital, são fruto do financiamento
privado. Por isso é que nós defendemos o financiamento público de
campanha. Só a mudança acabará com esse tipo de coisa, em que
empreiteiros exigem contratos e outras benesses depois da eleição",
disse Tatto.
"Veja só a situação em que chegamos. A Delta é uma empresa nacional,
legalmente constituída, com CNPJ conhecido, que participa das licitações
e vence. Tem aí não sei quantas obras do PAC (Programa de Aceleração do
Crescimento). E agora aparecem essas notícias de que está cobrando a
fatura pelas doações", disse Jilmar Tatto. Ele afirmou que tem confiança
no governador e que, na sua opinião, Agnelo Queiroz vai explicar tudo.(Estadão)
PT quer enterrar o Mensalão e a liberdade de imprensa.
A Executiva Nacional do PT aprovou nesta quinta-feira (12) documento em
que usa o caso envolvendo o empresário Carlinhos Cachoeira para cobrar a
fixação de um marco regulatório para os meios de comunicação. Sem citar o nome de qualquer publicação, o documento afirma que "ficou
evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa
da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação
que, preservada a liberdade de imprensa e livre expressão de pensamento,
amplie o direito social à informação".
O alvo primário do PT é a revista "Veja". Em alguns grampos já
divulgados do caso, um jornalista da publicação tem o nome citado por
membros do grupo do empresário, acusado de contravenção. A revista publicou texto informando que Cachoeira era fonte de seu
jornalista, o chefe da sucursal de Brasília Policarpo Júnior, e que não
havia impropriedades éticas nas conversas. O documento afirma ainda que cabe ao PT "impedir que se consume uma
operação abafa em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres com
a organização criminosa comandada pelo notório Carlos". O mesmo texto ainda defende a instalação da Comissão da Verdade para esclarecer casos.(Folha Poder)
Gramputagem em ação: Dadá, Protógenes e Amaury.
Do Implicante:
Eis que “Dadá”, figura ligada a Carlinhos Cachoeira, aparece
em várias ligações telefônicas com ninguém menos que Protógenes
Queiroz, ex-delegado, atualmente respondendo a processo e exercendo
mandato de deputado federal (chegou lá na esteira da votação recorde de
Tiririca, um parlamentar mais sério). O ex-delegado alega desconhecer tais diálogos. Sua memória é refrescada pelo estadão – vejam aqui,
em meio ao texto principal, links para os áudios das conversas. Pronto,
agora ele pode lembrar dos papos com Dadá. Mas se ainda assim ficar
difícil, ok, ajudamos: ouçam tudo aqui.
Dado curioso: Protógenes foi quem tomou
iniciativa de abrir uma CPI contra Cachoeira e agora OBRIGATORIAMENTE
será ouvido, caso seja mesmo aberta, de modo que por óbvio não exercerá
qualquer função nessa comissão.
Eis que surge Amaury,
ex-cantor/compositor e indiciado pela PF por quatro crimes. O jornalista
da TV Record, da IURD, menciona o glorioso Dadá muitas e muitas vezes
no seu livro. Foi Idalberto (o nome real do cara) quem lhe passou
informações sobre uma reportagem feita em Goiás que ele cita no início
do livro para lembrar que já trabalhou como jornalista.
A sofisticada organização criminosa quer a CPMI "Abafa Mensalão".
O presidente do PT, Rui Falcão, associou a CPI do Cachoeira,
defendida pelo partido para investigar conexões criminosas do bicheiro
Carlinhos Cachoeira, a uma operação para desviar o foco do mensalão –
que será julgado este ano Supremo Tribunal Federal. Num vídeo postado
no site do PT, Falcão convocou centrais sindicais e partidos a se
mobilizarem contra o que chamou de "operação abafa" que tentaria
impedir investigações sobre Cachoeira e parlamentares de várias siglas,
como DEM, PPS e do próprio PT. "A bancada do PT na Câmara e no Senado
defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do
mensalão", afirmou. No Congresso, governistas trabalham para assegurar o
comando da CPI e impedir que a comissão fuja do controle, atingindo
aliados. A oposição, com PSDB à frente, fala em investigação sem
limites.
A estratégia antes negada publicamente pela maioria dos petistas, -
de usar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Carlinhos
Cachoeira para desviar o foco e neutralizar o julgamento do mensalão no
Supremo Tribunal Federal (STF) - foi admitida ontem pelo presidente
nacional do PT, Rui Falcão. Em vídeo de quase dois minutos postado
ontem à tarde no site oficial do partido, Falcão conclama centrais
sindicais e partidos políticos que defendem o combate a corrupção, além
de movimentos populares, a fazerem uma mobilização contra o que chamou
de "operação abafa" que visaria a impedir a realização da investigação
da CPMI, que já envolve parlamentares de seis partidos, inclusive do
PT.
No vídeo, pela primeira vez, Falcão cita a intenção de desmascarar,
na CPMI, aqueles que, segundo o presidente do PT, são os autores do que
ele chama de "farsa do mensalão", PSDB e DEM. As declarações foram
criticadas pela oposição e até por setores mais moderados do PT. Falcão começa sua fala dizendo que está em operação "uma verdadeira
operação abafa, uma tentativa de setores políticos e veículos de
comunicação que tentam, a qualquer custo, impedir que se esclareça
plenamente toda a organização criminosa montada por Carlinhos Cachoeira
em conluio com o senador Demóstenes Torres, que já se afastou com DEM
na tentativa de isolar o partido do escândalo".
Em seguida é específico sobre o mensalão: - A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar
esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a
sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos
comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, se mobilizem
para impedir a operação abafa, e para desvendar todo o esquema montado
por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da
moral e dos bons costumes - conclama Falcão.No vídeo, ele ataca o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB),
mas não faz nenhuma menção ao envolvimento do governador petista do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz - que teve seu nome citado na Operação
Monte Carlo, da Polícia Federal, como interessado num suposto encontro
com Cachoeira, o que Agnelo nega.
- Nós queremos que uma CPI possa apurar todos os vínculos desse
senador (Demóstenes) e vários políticos de diferentes partidos com o
jogo do bicho, com contrabando, com informações privilegiadas sobre
operações da policiais. É um esquema que chega ao governador de Goiás,
Marconi Perillo, que tenta colocar todo mundo na vala comum. Esta
semana mesmo ele disse que em Goiás todo mundo tinha relações com
Carlinhos Cachoeira - diz Falcão.
O presidente do PT não citou também o suposto envolvimento do
deputado Rubens Otoni (PT-GO) e do subchefe de assuntos federativos da
Secretaria de Relações Institucionais, Olavo Noleto, outro petista
histórico em Goiás, com o bicheiro goiano: Falcão encerra o vídeo com um apelo final: - CPI do Demóstenes para esclarecer seus vínculos com a corrupção e com os políticos corruptos!
O senador Jorge Viana (PT-AC) mostrou preocupação, temendo que a
declaração de Falcão e a vinculação com o mensalão contaminem a
credibilidade da CPMI - Essa CPMI é suprapartidária e não tem essa característica de ser um
partido contra outro. Ela não pode estar vinculada ao tema do
mensalão. Esse é um problema que nós no PT temos uma versão, e o Brasil
tem outra. A CPMI tem origem em pessoas que nos acusavam, mas eu
defendo que a gente não dê à oposição o mesmo tratamento que recebemos
dela no inicio. O presidente do PT tem outras missões a cumprir - disse
Viana.
Na oposição, houve reação à fala de Falcão: - É um esforço para evitar o óbvio: a condenação dos culpados, que já
foram inocentados pelo PT. Se a sociedade se mobilizar, vai ser para
exigir a condenação - disse o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Para o ex-petista e líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar
(RJ), negar o mensalão e usar a CPI para desviar o foco do julgamento é
um exercício de ficção: - É um delírio completamente artificial. Estou assustado com essa
tentativa que é até infantil de tão precária, de tão frágil. Desde que
surgiram as primeiras evidências do mensalão, setores do PT ficaram
indignados e nunca negaram sua existência. ( O Globo)
Cachoeira e a delação premiada.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as
relações de parlamentares e integrantes do governo com o contraventor
Carlos Cachoeira tem apoio em todos os partidos, mas não interessa a
ninguém. O principal temor da oposição é que Cachoeira tenha feito um
acordo de delação premiada que preserve o PT e o governo.
A CPI não interessa a ninguém porque foram envolvidos, na
investigação da Polícia Federal, políticos dos principais partidos,
inclusive do PT, e integrantes de governos petistas como um assessor da
ministra Ideli Salvatti (Relações Internacionais) e o chefe de
gabinete do governador de Brasília, Agnelo Queiroz. O deputado e
ex-delegado Protógenes Queiroz, do PCdoB, um entusiasta da CPI, aparece
perigosamente próximo de Cachoeira.
No entanto, o governo federal lavou as mãos, o ex-presidente Luis
Inácio Lula da Silva apoiou e o PT praticamente fechou questão em
defesa da instalação da comissão. Cauteloso, o PMDB acha que a CPI é
uma turbulência que deveria ser evitada, no momento em que a
popularidade da presidente Dilma Rousseff bate recorde. Tremores de
terra no Congresso costumam refletir no Palácio do Planalto. Ao PSDB
não restou opção a não ser apoiar.
Sempre que a oposição esteve à míngua no país, ela se recuperou com o
apoio de governistas descontentes. Parlamentares experientes acham que
a presidente, ao trocar os líderes do governo, jogou uma cesta de
pedras para o alto e tudo indica não terá tempo para sair de baixo. Desde que Dilma desencadeou as mudanças, o PR formou um bloco com o
PTB no Senado, sem o conhecimento do Palácio do Planalto, ontem a
ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) foi convocada a depor
na câmara sobre a compra de barcos pelo Ministério da Pesca (cargo que
já ocupou), órgão que não tem poder de fiscalização fluvial ou
marítima, e agora a constituição da CPMI para investigar as relações de
Carlos Cachoeira com o mundo brasiliense. Não há um comando claro - e
com autoridade política - para conduzir a CPI a bom porto. É evidente o
descontrole da coalizão governista. O PT está na ofensiva.
O principal argumento usado pelo PT é que, se Demóstenes Torres
fosse um senador petista, haveria um clamor nacional para que fosse
investigado, execrado em praça pública e punido exemplarmente. Na
prática, o PT pode retirar dividendos da CPI, apesar de também ter
integrantes relacionados na agenda tóxica de Cachoeira, com o
governador do Distrito Federal.
O grupo mais ligado ao ex-deputado José Dirceu demonstra interesse
particular nas atividades no esquema de espionagem que teria sido
montado por Cachoeira comum araponga do ex-Serviço Nacional de
Informações (SNI) chamado Dadá. Esse esquema teria sido responsável
pela gravação do vídeo em que um ex-assessor da Casa Civil, Waldomiro
Diniz, aparece pedindo propina ao contraventor, e também das fotos de
autoridades, algumas muito próximas da presidente, em romaria ao
escritório montado por Dirceu em um hotel de Brasília, e que passavam a
impressão da existência de um verdadeiro "gabinete paralelo".
O PT como um todo está excitado com a possibilidade de envolver o
governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), no esquema de Carlos
Cachoeira. Perillo se transformou numa espécie de inimigo pessoal de
Lula, desde que afirmou que avisara o ex-presidente da República sobre a
existência do mensalão, sem que ele tomasse providências. Lula sempre
negou saber do mensalão, o suposto esquema de compra de votos no
Congresso ocorrido entre 2004 e 2005.
Petistas mais entusiasmados afirmam ser possível, a partir da
investigação sobre jogos de azar em Goiás, fazer uma autêntica razia no
PSDB e até no ministério público estadual. O grupo do mensalão
acredita que, s e a CPI esquentar, no mínimo ela divide opiniões com o
julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), previsto para
este ano. Até o procurador-geral da República está na mira do grupo:
ele enfatizou a denúncia contra os integrantes do suposto esquema do
mensalão, mas não teve a mesma pressa, segundo fontes do grupo que
responde ao processo, em levar adiante o inquérito contra o senador
Demóstenes Torres.
Neste ritmo, a CPMI de Cachoeira pode acabar se transformando em uma
nova CPI do Fim do Mundo, como foi batizada a antiga CPI dos Bingos. É
dado como certo, entre os congressistas, que há um grupo organizado,
suprapartidário, cujo objetivo é a legalização dos jogos de azar. O
clima é tenso. O governo tem maioria para controlar a CPMI. O risco são
as divisões internas na coalizão governista e no PT. (Valor Econômico)
Cachoeira avança rumo ao Rio.
A CPI do Cachoeira pode expor os negócios da principal tocadora de obras
do PAC, a Delta Construções. Com sede no Rio, a empresa faturou cerca
de R$ 4 bilhões somente em repasses diretos desde o começo do governo
Lula, com ápice no ano passado, quando tornou-se a campeã em recursos
recebidos. Mais de 80% desse montante são contratos do Dnit (Departamento Nacional
de Infraestrutura de Transportes), braço do Ministério dos Transportes e
alvo de faxina recente da presidente Dilma Rousseff. O lobby para
excluir empresas privadas da investigação foi deflagrado para evitar
devassa na empreiteira.
Caixa Em 2010, a Delta desembolsou R$ 2,3 milhões nas eleições,
em iguais fatias para o PT e o PMDB nacionais. Além da força nacional, a
empreiteira tem grande inserção no governo do peemedebista Sérgio
Cabral (RJ). (Do Painel da Folha)
Museu do PT e do Lula será pago com dinheiro público. Poderia ter a forma de uma picareta.
A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e o prefeito de São Bernardo do
Campo, Luiz Marinho (PT), vão anunciar amanhã o início da construção de
um museu que lembrará as greves de metalúrgicos comandadas pelo
ex-presidente Lula no ABC. As obras devem custar R$ 18 milhões aos cofres públicos, sendo R$ 14,4
milhões do governo federal e R$ 3,6 milhões do município. O valor inclui
apenas as despesas com instalações físicas. O anúncio será feito um dia antes do primeiro ato público de Lula após o
desaparecimento do câncer, a inauguração de um CEU em São Bernardo. Ele
dividirá o palanque com Marinho, que tenta a reeleição, e Fernando
Haddad, pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo.
O Museu do Trabalho e do Trabalhador será erguido num terreno de cerca
de 10 mil m2 ao lado do Paço Municipal, um dos cenários das greves que
antecederam a criação do partido. Entre as principais atrações está uma sala vai recriar, com recursos
audiovisuais, o ambiente das reuniões históricas lideradas pelo petista
nas décadas de 1970 e 1980. "Não é um museu do Lula, mas é evidente que ele terá uma presença muito
forte. Queremos que o visitante se sinta como se estivesse dentro das
assembleias de metalúrgicos", diz o prefeito.
O entorno do edifício terá um jardim com ferramentas das fábricas da
época. "Incluindo um torno como o que o Lula usava quando perdeu o
dedo", anima-se Marinho. O convênio com o Ministério da Cultura foi assinado em 2010, mas atrasou
devido a problemas burocráticos e só agora começará a sair do papel,
com um repasse inicial de R$ 1 milhão do Tesouro. A obra deve durar um ano e poderá ser acompanhada pelo prefeito da
janela de seu gabinete. Segundo aliados, Marinho, que foi ministro do
Trabalho e da Previdência de Lula, quer usar o museu como símbolo de sua
gestão no município. Ele é cotado para disputar o governo de São Paulo
em 2014, mas diz não ter intenção de concorrer.
O plano é usar a Lei Rouanet (mecanismo de renúncia fiscal do Ministério
da Cultura) para bancar os gastos com o interior do prédio e a montagem
das exposições. "Isso pode ser mais caro ou mais barato que o prédio.
Ainda não sabemos", diz Marinho.(Folha de São Paulo)
O escândalo Cachoeira chega no PT de Brasília.
Diálogos telefônicos interceptados pela Polícia Federal sugerem que a
construtora Delta, uma das maiores do país, pagou propinas para receber
pagamentos por serviços prestados ao governo do Distrito Federal.As conversas foram gravadas com autorização judicial durante as
investigações sobre os negócios do empresário Carlos Cachoeira, preso em
fevereiro sob a acusação de explorar jogos ilegais. O Congresso decidiu criar nesta semana uma Comissão Parlamentar de
Inquérito para investigar as ligações de Cachoeira com políticos em
Goiás, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.
A construtora Delta é a empresa que domina o serviço de coleta de lixo
no Distrito Federal. O contrato mais recente foi assinado em 2010, antes
da posse do governador Agnelo Queiroz (PT). Os diálogos obtidos pela Folha mostram um dos operadores de
Cachoeira discutindo com assessores de Agnelo e um executivo da
construtora dificuldades que ela tinha para receber pagamentos do
governo. Numa conversa interceptada em abril de 2011, um assessor de Agnelo,
Marcelo Lopes, afirmou que o governador instruíra sua equipe a "cuidar
da Delta" para "não dar problema no lixo".
Do outro lado da linha estava o sargento da Aeronáutica Idalberto
Araujo, o Dadá, apontado pela polícia como principal operador de
Cachoeira. Ele também foi preso junto com o empresário. Em outro diálogo interceptado pela PF na mesma época, Dadá disse a
Marcelo que a Delta "não vai dar um real para ninguém", por causa da
demora para receber do governo os pagamentos pelos serviços de coleta de
lixo.
O então diretor da Delta na região Centro-Oeste, Claudio Abreu, avisou o
operador de Cachoeira que faria isso em março de 2011. "Não dá mais,
rapaz, estamos sem receber, não cai dinheiro", disse. O executivo ameaçou procurar o próprio Agnelo para tratar do assunto.
"Pode falar que o governador mandou me chamar. Eu vou ter que falar
diretamente com o governador, cara", disse Abreu. Dadá respondeu:
"Tranquilo, vou falar direitinho". Dadá voltou a discutir a situação com Marcelo logo depois. O assessor do
governador recomendou que agisse com cautela para evitar que a situação
da Delta piorasse. "Os caras podem travar a terceira fatura", explicou.
As conversas gravadas pela polícia mostram também que Abreu e Dadá
trabalharam para nomear pessoas de sua confiança nas áreas do governo do
DF responsáveis pelo gerenciamento dos contratos do lixo.
A construtora Delta afirma desconhecer o pagamento de propinas no
Distrito Federal. A empresa demitiu Abreu em março deste ano e diz que
não sabia do seu envolvimento com o grupo de Cachoeira. A PF sugere que um dos diálogos interceptados indica que em algum
momento o próprio Agnelo pediu para conversar com Cachoeira. Dadá diz a
Cachoeira que o "zero-um", o "magrão", quer falar com ele.
No relatório em que a conversa foi transcrita, a PF afirma que o diálogo "dá a entender que se trata de Agnelo Queiroz".(Folha de São Paulo)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão (*) ataca a imprensa livre.
Réu no processo do Mensalão, o ex-ministro-chefe da Casa Civil José
Dirceu acusou a imprensa de tentar poupar o DEM das "ações de sua maior
estrela", o senador Demóstenes Torres (GO). Demóstenes deixou a legenda
na última semana após as denúncias de envolvimento com o contraventor
Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira."(É) preciso agir já, antes
que abafem o caso Demóstenes", defendeu Dirceu em seu blog.
Ao citar um artigo publicado no site do PT e assinado pelo
secretário-geral, Elói Pietá, o ex-ministro diz que a imprensa provoca
"o abafamento do caso que envolve o velho partido que já se chamou PFL,
PDS, ARENA, UDN..."
Em outro comentário sobre o caso, Dirceu saiu em defesa do governador
do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. Segundo Dirceu, a imprensa tenta
envolver Agnelo em uma "rede de intrigas" com denúncias "infundadas".
"Ainda que ele (Agnelo) conteste e prove a cada nova pseudo denúncia,
tentam envolvê-lo no escândalo deflagrado com as revelações sobre a
proximidade entre o empresário da contravenção, Carlos Cachoeira e o
senador Demóstenes Torres (GO)", reclamou o ex-ministro.
Apesar das denúncias já terem provocado a queda de Cláudio Monteiro,
chefe de gabinete de Agnelo, por suspeita de ligação com o grupo de
Cachoeira, Dirceu afirma que as denúncias publicadas contra Agnelo são
"distorcidas". "Agem mais ou menos como agem comigo - veiculam a notícia
truncada ou distorcida", afirma. Leia mais aqui.
(*) Denominação utilizada pelo Procurador Geral da República ao nominar José Dirceu no processo do Mensalão.
Negociador do Brasil na Rio+20 defende Código Florestal "que mostra vitalidade da democracia brasileira".
O projeto do novo Código Florestal e sua possível votação no dia 24 na Câmara dos Deputados são uma mostra da vitalidade da democracia brasileira. A afirmação é do principal negociador brasileiro na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, embaixador André Correa do Lago.
A afirmação de Corrêa do Lago foi feita durante o evento Brasil Certificado, realizado, em São Paulo, pelo Imaflora.
O diplomata respondeu à pergunta do professor José Eli da Veiga, da Universidade de São Paulo, que pedia uma avaliação do impacto negativo da aprovação do texto na imagem do Brasil no exterior, às vésperas da realização da Rio+20, em junho, no Rio.
"Frequentemente, em países sob regimes ditatoriais, a população não tem como se manifestar. Então a comunidade internacional se une para dar vazão a esse anseios. Não é nosso caso. Vivemos em uma democracia. Uns podem gostar mais ou menos do projeto, mas ele vem sendo discutido pela sociedade brasileira", disse o diplomata.
Corrêa do Lago participou do evento "O papel dos governos na promoção do bom manejo e certificação florestal" com o embaixador Rubens Ricupero, o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Antonio Carlos Hummel, o representante da organização Amigos da Terra, Roberto Smeraldi, e o economista da USP Ricardo Abramovay.(Terra Sustentabilidade)
Comentário: está explicado porque Marina Silva foi passar o mês em Cambridge. O governo federal reconhece, finalmente, que não pode ser pautado por ambientalistas que não protegem o seu quintal, mas o quintal de outros países.
Grampos mostram que Protógenes era "consultor" da turma do Cachoeira. O cara de pau foi quem requereu a CPI.
Autor do requerimento de criação de uma CPI para investigar a ligação de políticos com Carlinhos Cachoeira, acusado de comandar uma rede de jogos ilegais no País, o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi flagrado em pelo menos seis conversas suspeitas com um dos mais atuantes integrantes do esquema do bicheiro goiano: Idalberto Matias Araújo, o Dadá. Os grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, revelam a proximidade do parlamentar com um possível alvo da CPI que deverá ser instalada no Congresso Nacional.
Espécie de faz-tudo do esquema e
conhecido araponga de dossiês políticos, Dadá esteve a serviço de
Protógenes na Operação Satiagraha e, nas conversas, recebe orientações
do ex-delegado sobre como agir para embaraçar a investigação aberta pela
corregedoria da PF sobre desvios no comando da operação que culminou
com a prisão do banqueiro Daniel Dantas - a Satiagraha. A ligação
de Protógenes com Dadá permite questionamentos sobre sua autoridade para
integrar a CPI. Os diálogos revelam o empenho do deputado, delegado
licenciado da PF, em orientar Dadá na investigação aberta contra ele
próprio, no ano passado.
Numa das conversas, Protógenes lembra ao
araponga para só falar em juízo. 'E aí, é aquela orientação, entendeu?,
diz ele, antes do depoimento de Dadá. As ligações foram feitas para o
celular do deputado. Fica evidente a preocupação de Protógenes em não
ser visto ao lado de Dadá. Eles sempre combinam encontros em locais
distantes do hotel onde mora o deputado, como postos de gasolina e
aeroportos. Procurado pelo Estado por três vezes em seu gabinete
ontem, Protógenes não foi localizado e também não respondeu às ligações
para seu celular.
Dadá foi identificado na Operação Monte Carlo -
que o levou e ao bicheiro Cachoeira à prisão, em fevereiro -, como o
encarregado de cooptar policiais e agentes públicos corruptos, de obter
dados sigilosos para a quadrilha e de identificar e coordenar a
derrubada de operações de grupos concorrentes. Ele está preso desde o
mês passado, acusado de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e
exploração de máquinas caça-níqueis.
Em agosto do ano passado,
Dadá tratou de seu depoimento no inquérito da Satiagraha com o próprio
Protógenes, com o advogado Genuino Lopes Pereira e com o escrivão da
Polícia Federal Alan, lotado na Coordenação de Assuntos Internos da
PF(Coain-Coger), uma subdivisão da Corregedoria-Geral. O assunto é o
mesmo: Dadá e Jairo Martins, outro araponga ligado a Cachoeira e que
esteve informalmente sob o comando de Protógenes na Satiagraha, só
deveriam se manifestar em juízo.Se integrar a CPI contra Cachoeira,
Protógenes investigará dois de seus colaboradores, como indicam os
grampos obtidos pelo Estado. O advogado Genuino Pereira afirmou
que não conhece Protógenes e negou que seus clientes tenham combinado a
versão que dariam em depoimento à PF. Alega que eles se comportaram
daquela forma por coincidência. Alan não foi encontrado no local de
trabalho.
Com uma imagem de quem se tornaria o 'xerife' da
Câmara, Protógenes foi eleito graças à carona que pegou nos 1,3 milhão
de votos do palhaço Tiririca (PR-SP) para preencher o total de votos
exigidos pelo quociente eleitoral de São Paulo. A iniciativa de criar
uma CPI para investigar Cachoeira e seus colegas é, até agora, o auge de
sua promessa de campanha.
Nos áudios da Monte Carlo, Dadá trata o
deputado por 'professor' e 'presidente'. Uma das interceptações mostra
Protógenes sugerindo a Dadá que o encontre num novo hotel. 'Não tô mais
naquele não', avisa, num sinal de que os encontros são constantes. No
grampo de 11 de agosto de 2011, acertam o local da conversa, mas se
desencontram. 'Tá onde?', pergunta. Dadá responde: 'Em frente da loja da
Fiat', ao que o deputado constata: 'Ah, tá. Estou no posto de
gasolina'. 'No primeiro?', indaga Dadá. 'Isso', confirma o deputado.
Trechos dos diálogos:
Dia 9/8/2011 - 12h57
Protógenes: Alô.
Dadá: Oi professor.
Protógenes: Como é que tá? Tá tudo bem?
Dadá: Já chegou?
Protógenes: Já cheguei.
Dadá: Ah, tá, beleza, é que eu vou voltar lá às 3 horas e depois quando sair de lá a gente se encontra.
Protógenes: Tá bom. E aí é aquela orientação, entendeu?
Dadá:
Não... não, já o advogado já falou com a pessoa de lá e a pessoa tá
sabendo, por isso marcou eu e o meu parceiro juntos às 3 horas.
Protógenes: Isso, passe a informação para quem for também. Tá bom?
Dadá: A gente se encontra mais tarde.
Protógenes: Tá bom, falou. Um abraço.
Dia 11/8/2011 - 12h06
Dadá: ... a gente podia se encontrar num café no aeroporto. Não é cara?
Protógenes: Tá bom.
Dadá: Sei que procê é complicado. Eu tou aqui com os meninos almoçando.
Protógenes: Eu vou agora almoçar também. Você tá onde, tá na 400?
Dadá: Não, eu tou aqui na SR (?) almoçando com um colega da antiga, me chamou para almoçar aqui na associação...
Protógenes: Tá bom, a gente se encontra antes de eu ir para o aeroporto. Eu te ligo. Tá bom?
Dadá: Me ligue que eu preciso falar com você, é importante.
Protógenes:
Vamos ali na... na... me encontre, é o seguinte, indo para o aeroporto,
eu te falo e a gente se encontra no meio do caminho ou antes um
pouquinho. Tá bom?...
Dia 23/3/2011 - 10h28
Protógenes: Alô.
Dadá: Professor, eu tou aqui na televisão, assistindo.
Protógenes: Eu tive que vir para uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça às 10 horas. Eu tou aqui na Câmara.
Dadá: Ah, tá na Câmara? Vai demorar voltar para o hotel, né?
Protógenes: Vou demorar uma hora mais ou menos.
Dadá: Então, eu vou resolver um problema ali e volto pra cá.
Protógenes: Tá bom.
Dadá: Você vai almoçar aqui?
Protógenes: Não, eu vou ter que almoçar na bancada aqui do partido.
Dadá: Então pra chegar aqui é uma hora da tarde. Então, a uma hora eu venho aqui.
Protógenes: Isso.
Dadá: Tá bom. Então, uma hora eu venho aqui.
Protógenes: Tá bom, falou.
(Matéria do Estadão)
TSE desaprova contas do PT. Fundo partidário estava pagando até a cachaça.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reprovou nesta terça-feira, 10,
as contas do PT relativas ao ano de 2005. Na época, o país era governado
pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é filiado ao PT. Como
punição, o TSE determinou que a legenda perca o direito aos recursos
oriundos do fundo partidário durante um mês. Os repasses recentes
indicam que a sigla tem recebido cerca de R$ 4 milhões mensais.
Durante o julgamento, por unanimidade, os ministros do TSE concluíram
que existiam várias irregularidades nas contas do PT. Entre elas, a
falta de informações sobre o pagamento de uma dívida com a Coteminas,
empresa da família do ex-vice-presidente José Alencar, e a inclusão de
gastos com bebidas alcoólicas e pagamento de multas de trânsito, o que
não é permitido pela legislação.
O relator do processo, ministro Gilson Dipp, afirmou que o partido
foi notificado mais de uma vez para corrigir as falhas apontadas pela
Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias (Coepa). “O
partido não sanou as irregularidades, mesmo com muitas oportunidades”,
afirmou.(Do Estadão)
STF quer julgar o Mensalão, mas depende de Lewandowski, mais conhecido como Lulandowski.
Indicado por Lula e com relações de amizade entre as famílias, Ricardo Lewandowski não libera seu voto, empacando o julgamento do Mensalão.
Dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) defenderam ontem que o
julgamento do caso do mensalão ocorra o mais rápido possível, sob o
argumento de que uma demora poderia arranhar a imagem do tribunal.Gilmar Mendes disse que isso acontecer neste semestre, lembrando que o
atual presidente, Cezar Peluso, e seu sucessor, Carlos Ayres Britto,
devem se aposentar entre setembro e novembro, quando completam 70 anos. "É de todo recomendável que julguemos [neste semestre] e posso dizer que
bom para a imagem do tribunal não será [não julgar em 2012]", afirmou
Mendes, ao participar de uma sessão solene no Congresso em homenagem ao
clube de futebol Santos.
Já Ayres Britto não chegou a defender a análise neste semestre, mas
lembrou que trata-se de ano eleitoral e que, por isso, "o conveniente
seria apressar o julgamento". "Como o ano é eleitoral e efetivamente há certo risco de prescrição de
algumas imputações, isso em tese, o conveniente seria apressar o
julgamento sem perda da segurança da análise julgada", disse, após
reunião com o presidente da Câmara, Marco Maia.
Ambas as declarações aumentam a pressão para que o revisor do caso,
ministro Ricardo Lewandowski, libere seu voto. Em processos penais,
existe no STF as figuras do relator (no caso, o ministro Joaquim
Barbosa) e do revisor (Lewandowski). O caso só pode ir ao plenário
quando ambos estiverem prontos. No final de 2011, Barbosa liberou seu relatório, passando a
responsabilidade de marcar a data ao colega revisor. Lewandowski diz que
já iniciou a análise, mas que a elaboração do voto não é tão simples,
por se tratarem de muitos réus e diversas acusações presentes em mais de
50 mil páginas de documentos.(Folha de São Paulo)
EBC contrata namorada de Franklin Martins, que já foi sócia da namorada de José Dirceu. Tudo pelo menor preço.
Uma empresa da namorada do jornalista Franklin Martins, ex-ministro da
Comunicação Social, assinou em fevereiro com a EBC (Empresa Brasil de
Comunicação) o maior contrato já firmado pela estatal com uma produtora
em quase cinco anos de existência. Franklin, que foi um dos responsáveis pela criação da estatal em 2007,
ainda tem influência política na EBC, vinculada à pasta da Comunicação
Social. O atual diretor-presidente, Nelson Breve, contou com a indicação
do ex-ministro.
A BSB Serviços Cine Vídeo Ltda., da pernambucana Mônica Monteiro, 41,
receberá R$ 2,39 milhões até outubro deste ano para produzir a série
"Nova África", veiculada pela TV Brasil. O programa prevê a produção de reportagens sobre a atualidade de países
africanos. Cada um dos 26 episódios, de meia hora de duração, custará R$
92 mil. A Cine Vídeo existe desde 2004, trabalhando com o setor privado. Seus
trabalhos subcontratados pela União eram na área de publicidade. O
negócio com a EBC é o primeiro contrato direto com o governo para
produção de um programa de TV. O valor desse novo contrato representa mais que a soma de tudo que a
Cine Vídeo recebeu, como subcontratada, do governo federal no segundo
mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010). O próprio Franklin vem trabalhando com a empresa da namorada, mas,
segundo ele diz, em um projeto que não tem nada a ver com os programas
para o "Nova África".
Mônica e o ex-ministro estão percorrendo países da África, na produção
de uma série de entrevistas com presidentes do continente -que não têm
relação com o "Nova África". Franklin é o responsável pelas entrevistas. De Moçambique, por telefone, o ex-ministro negou irregularidade ou conflito de interesses na contratação da Cine Vídeo pela EBC. Franklin e Mônica estão juntos pelo menos desde meados de 2010, quando
ainda era ministro. Na época, a Cine Vídeo era subcontratada por
agências que tinham contrato com a secretaria do ex-ministro. Pouco depois do início da relação, a EBC lançou o edital de um concurso,
em outubro de 2010, para a escolha da empresa que produziria a segunda
temporada do "Nova África". Franklin Martins só deixou o ministério em
dezembro daquele ano, com o final do governo Lula.
A Cine Vídeo ganhou, mas a empresa Baboon Produções, responsável pela
primeira temporada do programa, apontou suspeita de favorecimento. Entre os problemas, o fato de a proposta da Cine Vídeo ter sido aberta antes da sessão de julgamento. De acordo com a EBC, isso aconteceu devido a uma goteira que molhou o envelope da empresa, obrigando a sua abertura. O departamento jurídico da estatal, então, decidiu sugerir, em março de
2011, a anulação do concurso, de forma a evitar "questionamentos que
incidam sobre a parcialidade do resultado". Cinco meses depois, em agosto passado, o edital foi relançado, e a BSB Cine Vídeo foi de novo a vencedora.
Além da relação com Franklin, Mônica é amiga e foi sócia de Evanise
Santos, namorada do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado pela
Procuradoria-Geral da República de ser o chefe do esquema do mensalão. Elas chegaram a ser sócias, entre 2008 e 2009, em uma empresa chamada Valore Moçambique Limitada.(Folha de São Paulo)
Observação: a Baboon pertence ao blogueiro progressista Luiz Carlos Azenha. Quem disse que rato não come rato?
Observação: a Baboon pertence ao blogueiro progressista Luiz Carlos Azenha. Quem disse que rato não come rato?
Assessor de Assuntos Federativos do Planalto pegou "apoio" de Cachoeira para Dilma.
Um assessor do Palácio do Planalto informou ao governo ter conversado em
2010 com um dos principais aliados do empresário Carlinhos Cachoeira
para tratar do apoio do senador Demóstenes Torres à candidatura
presidencial de Dilma Rousseff. O episódio veio à tona ontem após o jornal "O Globo" revelar o contato
telefônico entre o subchefe de Assuntos Federativos da Secretaria de
Relações Institucionais, Olavo Noleto, e Wladimir Garcez. Acusado de ser um dos principais nomes do esquema de exploração do jogo ilegal comandado por Cachoeira, Garcez está preso.
Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência),
Noleto foi procurado por Garcez para tratar da sondagem sobre o possível
apoio de Demóstenes a Dilma, apesar de o senador ser um dos principais
críticos do governo e estar filiado, até há alguns dias, ao
oposicionista DEM. O assessor é um petista histórico de Goiás e, desde 2003, ocupa um cargo
no Palácio do Planalto, tendo passado pela Casa Civil durante a gestão
de José Dirceu. Hoje, ele ocupa o mesmo cargo que Waldomiro Diniz tinha
em 2004, quando caiu após divulgação de vídeo em que pedia propina a
Cachoeira. Carvalho disse que o servidor recebeu um voto de confiança e classificou o episódio de "página virada". A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) divulgou nota
afirmando que Noleto permanecerá no cargo e que "não existe qualquer
indício de irregularidade em relação à sua conduta".
Mas, segundo a Folha apurou no governo, Noleto deve deixar o
cargo até junho para concorrer como vice na chapa de Maguito Vilela
(PMDB) à Prefeitura de Aparecida de Goiânia (GO). Ele só não foi exonerado nesta semana pois, segundo o governo, a saída para a eleição trará menos desgaste. Segundo Carvalho, a conversa sobre o apoio não avançou porque o DEM apresentou o vice na chapa do PSDB. Um dos principais interlocutores de Dilma, Carvalho sustentou que o
governo não teme ser atingido pela crise. "Não temos nenhum receio de
nenhum respingo aqui."
Noleto divulgou nota negando relação com Cachoeira. "Jamais conversei,
conheci ou fui apresentado a Carlinhos Cachoeira." Ele disse ainda que
conheceu Garcez, que é ex-presidente da Câmara de Goiânia, em 2002. Como subchefe de Assuntos Federativos, Noleto disse ter mantido "relação
política institucional com todos os governadores, prefeitos e atores
políticos do país".(Folha de São Paulo)
Rio, 11 cracolândias e 3.000 viciados nas ruas. Lá tem a Globo, mas não tem PT.
O Rio de Janeiro é uma fantasia midiática mantida pela Rede Globo e pela falta de PT que, em São Paulo, tenta destruir a cidade a qualquer preço. Vejam a notícia abaixo, publicada pelo Globo, e comparem com a cobertura que foi dada à Cracolândia paulistana.
Um quadro preocupante: o Rio tem hoje pelo menos 11 cracolândias e
outros seis pontos itinerantes de consumo de crack, segundo mapeamento
informal, feito pela Secretaria municipal de Assistência Social, a
pedido do GLOBO. Nessas áreas circulam cerca de três mil usuários (20%
deles menores), o que leva o município a gastar, mensalmente, R$ 2
milhões no acolhimento e tratamento de viciados. A prefeitura, na
verdade, até hoje não fez um mapeamento completo da geografia do crack
na cidade.
Diante dessa realidade, o prefeito Eduardo Paes vai assinar, na
sexta-feira, um convênio com os governos federal e estadual, em mais uma
tentativa de frear o avanço da droga. O programa "Crack, é possível
vencer" faz parte do Plano Nacional de Enfrentamento do Crack. Com isso,
o Rio receberá R$ 40 milhões por ano. As ações do município se
concentrarão nas maiores cracolândias cariocas: Jacarezinho, Manguinhos e
Morro do Cajueiro (Madureira). Leia mais aqui.
terça-feira, 10 de abril de 2012
CPI mais mista do que nunca. Cachoeira chega ao PT.
Trechos de gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte
Carlo mostram suposta ligação do chefe de gabinete do governador do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz, Claudio Monteiro, com o grupo de
Carlinhos Cachoeira, suspeito de comandar esquema de jogo ilegal em
Goiás. Dois integrantes da quadrilha discutem o pagamento de uma mesada para
ter benefícios em contratos milionários no setor de limpeza pública.
Monteiro nega ter favorecido o grupo.
A conversa foi gravada pela Polícia Federal, com autorização da
Justiça, em janeiro do ano passado, e obtidas pelo Jornal Nacional.
Diretor da Construtora Delta na região Centro-Oeste, Claudio Abreu liga
para Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, um dos principais auxiliares do
bicheiro Carlinhos Cachoeira.Segundo a polícia, os dois falam sobre a nomeação de um aliado da
quadrilha na direção do Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU),
área de interesse da Delta. Eles citam dois nomes: Marcelão, que seria o
ex-assessor da casa militar do GDF, Marcello Lopes, e Claudio Monteiro,
chefe de gabinete de Agnelo Queiroz.
Dadá: "O Marcelão tá aqui comigo, entendeu. Eu tava
falando para o Carlinhos, o seguinte. Ele veio da reunião com o Claudio
Monteiro entendeu, então ele tava falando o seguinte, que é ideal você
dar um presente pro cara. A nomeação só vai sair na terça-feira no
Diário Oficial."
Claudio Abreu: "Dada, resume. O que é que é pra dar pra ele, Dadá?"
Dadá: "Dá o dinheiro para o cara, meu irmão."
Claudio Abreu:
"Faz o seguinte. Vamos dar R$ 20 mil pra ele e R$ 5 mil por mês,
pronto! Nós vamos dar R$ 20 mil pra ele agora e R$ 5 mil por mês,
entendeu?"
Dadá: "Vou falar com o Marcelão aqui."
Segundo a investigação, Claudio Monteiro foi o responsável pela
indicação do nome de João Monteiro na direção do SLU. A PF não comprovou
se o chefe de gabinete do GDF recebeu o dinheiro. A apuração da polícia
indica que a quadrilha esperava que João Monteiro facilitasse negócios
da Delta na coleta de lixo do DF. Atualmente, a empresa tem dois contratos na área de limpeza pública do
DF, no valor total de R$ 470 milhões. Os contratos foram fechados antes
de Agnelo assumir o GDF. O chefe de gabinete de Agnelo admite que recebeu Claudio Abreu e Dada
em audiência. Ele afirma, porém, que nunca favoreceu a empresa ou
recebeu dinheiro. “Não recebi nem providenciei nomeação. Eu não tenho
nada, absolutamente nada com isso.” João Monteiro foi exonerado do SLU
no fim de março.Assessores do governador do DF foram novamente citados em outro
telefonema. A conversa é entre Dadá e Cachoeira. Eles falam sobre a
entrega de rádios para facilitar o contato com Marcello Lopes e Claudio
Monteiro.
Dadá: "Já recebeu os rádios aí?"
Cachoeira: "Chegou 4 chip aqui. Você quer que guarde para você?"
Dadá: "Quero, quero. Que ele vai dar um para o Claudio
Monteiro, um outro para o Marcelão, tem que tar fazendo a ponte com
ele. Tem que ficar perto dele."
Em outro trecho, Dadá resume em uma frase como a quadrilha de Cachoeira operava. “A regra é clara: você faz, você recebe. Você não fez, não vai receber.” O ex-diretor do SLU, João Monteiro, disse que nunca teve contato com a quadrilha nem facilitou negócios para a empresa Delta. A Delta declaração não ter qualquer relação imprópria com João Monteiro e reafirmou que afastou Claudio Abreu por causa das ligações com Cachoeira. Marcello Lopes não comentou as denúncias. O advogado de Idalberto Matias de Araújo disse que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao inquérito. (Do G1)
Em outro trecho, Dadá resume em uma frase como a quadrilha de Cachoeira operava. “A regra é clara: você faz, você recebe. Você não fez, não vai receber.” O ex-diretor do SLU, João Monteiro, disse que nunca teve contato com a quadrilha nem facilitou negócios para a empresa Delta. A Delta declaração não ter qualquer relação imprópria com João Monteiro e reafirmou que afastou Claudio Abreu por causa das ligações com Cachoeira. Marcello Lopes não comentou as denúncias. O advogado de Idalberto Matias de Araújo disse que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao inquérito. (Do G1)
Governo não roeu a corda e Código Florestal será votado dia 24.
Presidente da Câmara dos Deputado, Marco Maia, marcou hoje a votação do novo Código Florestal para o próximo dia 24. A informação é deste baluarte chamado Ciro Siqueira, que mantém o Blog do Código Florestal desde quando a gente nem pensava nisso. Merece um prêmio.
Dois maiores fatos da campanha de Haddad: cortou o cabelo e trocou o paletó.
Primeiro Haddad cortou o cabelo para não ser confundido com o Chalita. Agora trocou o paletó bege por um azul marinho, para não ser confundido com a Marta Suplicy. O candidato do PT está esbanjando personalidade. Deve, em breve, sair de 3% para 5% nas intenções de voto. De marinho, agora vai!
Aécio entrega Belo Horizonte para depois entregar Minas.
O apoio do tucano Aécio Neves à reeleição do prefeito Marcos Lacerda (PSB),em Belo Horizonte, é só a ponta do iceberg. Depois de entregar a capital, será a vez do estado de Minas Gerais. O prefeito reeleito abandonará a prefeitura em 2014 e concorrerá ao governo do estado, da mesma forma que José Serra fez em São Paulo. O problema é se o PT indicar o vice. Por isso, o melhor quadro é o PSB mineiro romper com os petistas e indicar um vice tucano. Com este arranjo que passa por entregar Minas, Aécio poderia sacramentar a aliança com o PSB, em nível nacional, para concorrer à presidência da República. Vindo de Aécio, não surpreende. Leia matéria do Estadão.
Fala, Heraldo. Cala, Paulo Henrique Amorim.
Revista Raça: O que o racismo do Paulo Henrique Amorim representou para você?
Heraldo Pereira: No mundo de hoje, ninguém pode ser ofendido, como fui, pelo fato de ser negro. O agressor não faz uma análise profissional, política ou comportamental da minha pessoa. Ele faz uma leitura intolerante a partir da racialidade. Destaca sempre como fato a ser distinguido a cor da minha pele e desmerece a minha pessoa num gesto de crueldade. Nós negros sabemos bem qual foi a intenção do réu ao dizer que eu, com mais de 30 anos de carreira jornalística e um título de mestre em direito constitucional, não tenho "nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde". São expressões racistas que foram seguidas de um jargão máximo da intolerância: "é um negro de alma branca". É algo abjeto, que não posso admitir, sobretudo, partindo de quem deve fazer da comunicação um ofício ético e democrático e não uma ferramenta da intolerância. Fora as outras agressões raciais que ele fez diretamente e admitiu em forma de comentários em seu blog no papel de moderador.
Sou negro, sempre me empenhei em todas as lutas contra os
preconceitos e as intolerâncias desde garoto. Sou de uma família de
operárias, empregadas domésticas, pessoas residentes em conjunto
habitacional de Cohab e que sempre sofreram o racismo na carne. Não vou
permitir que um indivíduo que faz propaganda do que é ser negro em suas
rodinhas de convertidos tardios ao esquerdismo, todos criados em berço
de ouro, venha me dizer o que é ser negro. Nas minhas veias correm, com
muito orgulho, sangue de quem foi escravo e ajudou a fazer deste o nosso
país. Exigimos respeito com a história de quem construiu o Brasil. Por
isso, não poderia deixar essa campanha imunda, com contornos de inveja,
passar como se nada tivesse acontecido. Não honraria o meu passado e nem
a luta de negros e brancos que combatem o racismo.
O meu agressor
chegou a dizer, em sua defesa judicial, que se considera um expoente da
luta pela igualdade racial, num gesto de arrogância desmedida. E recebeu
uma firme reprimenda do juiz criminal do TJDFT, Márcio Evangelista
Ferreira da Silva, para quem, só adere à Lula pela igualdade racial, os
que veem diferença entre raças, fato já rechaçado pela genética. Numa
das peças de sua defesa, o réu chegou a dizer que ao usar a expressão
"negro de alma branca", o fez para me elogiar. Pode isso? Só eu e a
minha família sabemos a dor que sofri ao ler todo aquele lixo em formato
de texto. É algo indescritível e que, no fundo, jamais será reparado,
eu bem sei. O próprio juiz Daniel Felipe no julgamento da ação civil
disse isso. Entretanto, eu sempre acreditei na Justiça e continuo
acreditando.
Leia aqui a entrevista de Heraldo Pereira, jornalista da Rede Globo, na Revista Raça.
CPI do Demóstenes. Ninguém quer, mas todos jogam para a platéia.
Com o argumento de que o Supremo Tribunal Federal negou o acesso de
senadores ao inquérito que investiga o envolvimento de parlamentares
com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o líder do
PT, senador Walter Pinheiro (BA), iniciou ontem movimento para criar
uma CPI sobre o assunto no Senado. Mas, como já há na Câmara um
requerimento com assinaturas suficientes para iniciar investigação
semelhante, crescem as chances de uma CPI mista.
A decisão do PT de apoiar a CPI do Cachoeira foi tomada em reunião
do presidente do partido, Rui Falcão, com líderes e ministros petistas,
semana passada. Partidos governistas e de oposição, que têm integrantes investigados
por suposto envolvimento com a quadrilha do bicheiro e não se
entusiasmam com a ideia de CPI, acusam os petistas de pretenderem, com
essa investigação, pôr "todo mundo na vala comum da corrupção",
justamente no ano de julgamento do mensalão, um processo em que o PT é o
alvo principal.
- Pedimos à Procuradoria Geral da República acesso ao inquérito, e
fomos informados que só uma CPI poderia ter acesso a essas informações.
Então, vamos criar a CPI. O Conselho de Ética só vai apurar se houve
quebra de decoro por parte de Demóstenes. E o resto? Precisamos
investigar - disse Walter Pinheiro. Segundo relato de participantes da reunião do PT, até mesmo os
ministros petistas presentes concordaram com a CPI Mista, após avaliar
as vantagens e desvantagens da investigação sobre relações de Cachoeira
com políticos de pelo menos seis partidos: PMDB, PT, PSDB, DEM, PP,
PPS e DEM.
Renan disse que PMDB não tem tradição de assinar CPIs. O Palácio do Planalto não vê com bons olhos uma CPI, pois não sabe a
extensão das denúncias e teme que ela acabe sendo um tiro no pé. Mas a
presidente Dilma Rousseff não parece disposta a se expor para impedir a
investigação. Para criar uma CPI mista são necessárias assinaturas de
171 deputados e de 27 senadores.
Se formo criada, a CPI investigará as relações do bicheiro com o
senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), o governador de Goiás, Marconi
Perillo (PSDB), e mais cinco deputados. A avaliação no PT é que o
partido não se incomodará se a investigação chegar ao governador do
Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Por ter sido do PCdoB, ele não é
considerado petista histórico.
Pinheiro conversou com o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e com a
ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Renan disse que o
PMDB não tem tradição de assinar CPIs, mas pode liberar os senadores. - Comuniquei a Ideli e ela só me disse o seguinte: "Essa é uma decisão interna de vocês" - disse Pinheiro. - Se eu conheço bem a presidente Dilma, ela não vai fazer nada para
barrar uma CPI. O Planalto vai assistir e respeitar - disse o líder do
PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP).
O líder do DEM, ACM Neto (BA) foi na mesma linha de Tatto: - Garanto a assinatura de toda a bancada para essa CPI. O comando do PSDB está receoso, por enquanto. Deputados e senadores
do partido devem adotar hoje uma posição conjunta. O líder da bancada
tucana no Senado, Álvaro Dias (PR), disse que apoia a CPI e sugeriu que o
escândalo vai respingar também no Planalto: - O escândalo Cachoeira não é de ontem, e não tem limites no estado
de Goiás. Essa cachoeira também afoga Brasília. Que pessoas estariam
sendo protegidas no caso Cachoeira? Que se instale a CPI.(O Globo)
13% do Brasil é composto por reservas indígenas. Vejam porque as ONGS lutam tanto contra o Código Florestal.
O cacique cinta-larga Marcelo posa com o rosto pintado ao receber as
chaves de duas caminhonetes -como seus antepassados recebiam miçangas e
espelhinhos - em troca da assinatura de um termo de compromisso com a
Viridor Carbon Services para um projeto de desmatamento evitado.

A moeda de troca está registrada em fotografia divulgada no
endereço eletrônico da multinacional de comércio de carbono, movido pelo
combate ao aquecimento global. As caminhonetes foram uma espécie de
“adiantamento” pelo negócio, cujo valor ainda não foi definido. A etnia cinta-larga ocupa quatro terras indígenas em Rondônia e
Mato Grosso. Uma delas, a reserva Roosevelt, é conhecida como uma das
maiores minas de diamante do mundo. Os territórios somam 27 mil
quilômetros quadrados, ou 18 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Para a Viridor, trata-se do “maior” projeto de desenvolvimento
evitado - Redd, no jargão nos debates das Nações Unidas sobre combate às
emissões de carbono - em comunidades indígenas.Leia mais aqui.
Comentário: As reservas indígenas são concedidas porque as tribos necessitam manter as suas culturas e costumes. Não é o que ocorre. Tornam-se presas fáceis de outro tipo de garimpo: o garimpo dos créditos de carbono, o garimpo da biodiversidade. 13% do Brasil é composto por reservas indígenas. Apenas 27% do Brasil ocupa toda a agropecuária. O Brasiol precisa voltar a exercer a sua soberania. A Rio+20 é uma grande oportunidade para colocar o ambientalismo oportunista no seu devido ligar.
E comemoram consulados...
Mais de um milhão de brasileiros viajam para os Estados Unidos, anualmente. Por lá deixam cerca de U$ 7 bilhões. Se os novos consulados de Belo Horizonte e Porto Alegre representarem 150 mil viajantes a mais, o os Estados Unidos lucrarão mais U$ 1 bilhão por ano com a brasileirada que se farta no país dos impostos baixos e da livre concorrência. E tem gente comemorando a conquista de dois novos consulados na visita da Dilma. É a economia, estúpido!
Comentário: se os Estados Unidos estuda o fim do visto, por que abriria mais dois consulados no Brasl?
Comentário: se os Estados Unidos estuda o fim do visto, por que abriria mais dois consulados no Brasl?
Sem nomes e sem futuro, DEM chantageia PSDB com o tempo de TV.
Pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José
Serra confidenciou a aliados que acha justo dar a vice de sua chapa a um
nome indicado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD). Hoje, o ex-governador trabalha para resolver disputas políticas em torno da vaga, cobiçada pelo PSD, pelo DEM e pelo PSDB. Kassab deixou à disposição de Serra ao menos dez pessoas de sua
confiança, entre secretários municipais e políticos filiados ao seu
partido, mas explicita uma predileção pelo ex-secretário municipal de
Educação Alexandre Schneider.
Schneider tem a simpatia de Serra. O tucano avalia bem a gestão do
ex-secretário, que deixou a pasta no início deste mês para poder
disputar a eleição -como vice de Serra ou candidato a vereador. Mas o acerto com Kassab esbarra nas pretensões do DEM, aliado histórico
dos tucanos. O partido está rompido com o prefeito desde o ano passado, e
reivindica a vaga de vice para apoiar Serra. Em 2011, Kassab declarou guerra ao DEM ao deixar o partido para fundar
sua sigla, o PSD. Por isso, o DEM diz que não integrará a coligação do
PSDB se Serra optar por um nome indicado por Kassab.
Em resposta, o ex-governador explicitou que não aceitará vetos ao nome
que escolher. E, para conter a pressão do DEM, conta com o governador
Geraldo Alckmin (PSDB). Serristas esperam que Alckmin cobre a fatura por ter sido o único entre
os governadores do PSDB que trabalhou para conter o avanço do PSD em São
Paulo, se posicionando ao lado do DEM. Alckmin ainda fortaleceu o partido, entregando a Secretaria de Ação
Social a Rodrigo Garcia (DEM-SP), político que o DEM apresenta como
opção de vice para Serra.
Há ainda dois nomes do PSDB que se apresentam como opção para Serra: o
do ex-secretário de Cultura Andrea Matarazzo, amigo e antigo aliado do
ex-governador, e o do secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas,
pupilo de Alckmin. Os dois eram pré-candidatos do PSDB a prefeito, mas
deixaram a disputa interna do partido após a entrada de Serra.(Folha de São Paulo)
segunda-feira, 9 de abril de 2012
MST protesta contra Belo Monte em Washington. Olha só a pobreza da caboclinha sem-terra.
Com frases tipo " Brasil Exporta Sangue e Destruição da Amazônia", um grupo de menos de 100 ecoterroristas aproveitou a presença de Dilma em Washington para cometer crimes contra a imagem do Brasil no exterior. Entre os manifestante, uma caboclinha sem-terra com a bandeira do MST protestava pela reforma agrária, contra o Código Florestal e contra Belo Monte. Vejam a pobrezinha. Não é de morrer de pena?
E aí, gostaram do Red April do MST?
Já que a Dilma não conseguiu jantar com o Obama, por que não convidou os seus "amigos" do MST para um momento de confraternização na terra do Tio Sam?
Dilma recebe menos atenção de Obama do que o coelhinho da Páscoa.
Uma rápida olhada nos sites dos principais jornais americanos, mostra que a tradicional Easter Egg Roll, com crianças disputando uma corrida no Gramado Sul da Casa Branca, fez muito mais sucesso do que a visita de Dilma Rousseff. Ao que tudo indica, Obama and Family não confundiram coelho com lebre.
PGE nega fundo partidário para o PSD.
O procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel, emitiu nesta
segunda-feira, 9, parecer contrário à concessão e recursos do Fundo
Partidário ao recém-criado PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto
Kassab. No parecer, Gurgel diz: "Quanto à pretensão de ser contemplado
na partilha, de forma proporcional, dos 95% do total do Fundo
Partidário, o pleito não pode ser atendido. A despeito de constituir a
terceira maior bancada, com 52 deputados federais, o Partido Social
Democrático, criado somente em 27/09/2011, ainda não se submeteu ao
teste das urnas, não participou das últimas eleições gerais realizadas
em 3 de outubro de 2010." Leia mais aqui.
PT trata funcionários do Brasil nos Estados Unidos como mão-de-obra quase escrava.
Funcionários do governo brasileiro nos EUA articulam protesto
Funcionários contratados pelo governo brasileiro no exterior, que atuam na embaixada e em consulados nos Estados Unidos, preparam uma manifestação para às 17 horas, (18 horas no horário de Brasília), em frente à Câmara de Comércio dos Estados Unidos em Washington, onde a presidente Dilma Rousseff discursará no final da tarde.
O movimento, chamado de “Rally pelo Fim do Limbo Jurídico”, alega que a categoria não tem reconhecimento legal. “Apesar do fato de trabalharem no que é considerado solo brasileiro no exterior seus empregados não são cobertos pela legislação trabalhista brasileira ou estrangeira. Sem parâmetros que claramente definem sua carreira, se encontram em um ‘limbo jurídico’ sem precedentes. Sem nenhuma consideração por eles, o governo brasileiro usa a lei que lhe é mais conveniente”, afirma email enviado aos funcionários chamando para a manifestação.
Os manifestantes não fazem parte do quadro de diplomatas que atuam nestes postos.
“Há décadas, seus salários não são revisados nem ajustados em conformidade com o custo de vida local e agora constituem níveis de pobreza. A falta de regulamentação tem facilitado inúmeros abusos e discriminações contra os trabalhadores em missões diplomáticas brasileiras no exterior”, diz o texto. “O partido do governo brasileiro, Partido dos Trabalhadores (PT), foi fundado no Brasil por movimentos trabalhistas. Agora que está no poder, não deve esquecer a sua história e deixar seus próprios empregados desamparados.”
Em 2011, quando Dilma esteve nos EUA, funcionários contratados de 14 postos diplomáticos brasileiros enviaram uma carta à secretária de Estado, Hillary Clinton, falando sobre o que chamaram de “condições adversas enfrentadas no trabalho”. (Estadão)
E se Demóstenes e Cachoeira inocentarem José Dirceu no Mensalão para salvar a própria pele?
Vejam a matéria produzida pelo jornalista chapa-branca Paulo Henrique Amorim, veiculada ontem, na Record, no Programa Domingo Espetacular. Tenta, simplesmente, transformar José Dirceu em vítima de Carlos Cachoeira e Demóstenes Torres. Este jornalista está sendo processado por racismo, pelo jornalista da Globo, Heraldo Pereira. A revista Veja também é atacada constantemente pelo apresentador. Pensem na seguinte teoria da conspiração: para salvarem a própria pele, Cachoeira e Demóstenes livram a cara de José Dirceu. Os advogados do senador e do chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão são os mesmos: Márcio Tomaz Bastos e o Kakay. Faz sentido?
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