sábado, 19 de maio de 2012

Veja revela que José Dirceu comandou o crescimento da Delta. Fala, Cavendish!

É absolutamente previsível a explosão que pode emergir de uma apuração minuciosa envolvendo as relações de uma grande construtora, no caso a Delta Construções, e seus laços financeiros com políticos influentes. A empreiteira assumiu o posto de líder entre as fornecedoras da União depois de contratar como consultor o deputado cassado José Dirceu, petista que responde a processo no Supremo Tribunal Federal (STF) no papel de "chefe da organização criminosa" do mensalão. Além disso, consolidou-se como a principal parceira do Ministério dos Transportes na esteira de uma amizade entre seu controlador, Fernando Cavendish, e o deputado Valdemar Costa Neto, réu no mesmo processo do mensalão e mandachuva do PR, partido que comandou um esquema de cobrança de propina que floresceu na gestão Lula e só foi desmantelado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff. A empreiteira de Cavendish é dona da maior fatia das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e tem contratos avaliados em cerca de 4 bilhões de reais com 23 dos 27 governos estaduais. Todo esse império começou a ruir desde que a Delta foi pilhada no epicentro do escândalo envolvendo o contraventor Carlos Cachoeira. Se os segredos de Cachoeira são dinamite pura, os de Cavendish equivalem a uma bomba atômica. Fala, Cavendish! Leia mais aqui.
Mensaleiros do PT e corruptos históricos montam esquema para blindar as investigações na CPI.

Guerra, que traiu Jarbas, leva Aécio, que traiu Serra, para visitar Campos.

Pernambuco, ontem. Quem lembra de 2010, quando Sérgio Guerra (PSDB-PE), presidente do partido, traiu vergonhosamente Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que lançou uma candidatura de resistência apenas para apoiar José Serra (PSDB-SP) contra Dilma, não ficou surpreso em vê-lo conduzir Aécio Neves na visita ao presidente do PSB, governador Eduardo Campos. E que, na porta, Aécio desse entrevista como candidato à presidência em 2014, tentanto ligar a visita com uma possível aliança com um partido da base de Dilma. Aécio Neves que, em 2010, pela terceira vez, ganhou eleições em Minas, ao mesmo tempo ajudando a eleger o PT na presidência da República. Como sempre, traindo os seus. Agora ele quer ser Presidente do Brasil. Vai, Aécio. Vai ser muito divertido dar o troco em você.  Leia mais aqui.

Lewandowski continua empurrando Mensalão com a barriga.

Revisor da ação penal que julgará o mensalão, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski disse ontem que está trabalhando "intensamente" para concluir o seu relatório. A entrega do texto é o último passo que falta para o julgamento da ação começar. "Nós estamos trabalhando intensamente nesse processo. A equipe do meu gabinete está praticamente toda dedicada a isso", afirmou o ministro, que participou em Curitiba do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral. "Este ano ainda julgaremos. A expectativa é não apenas dos ministros [do STF], mas da sociedade brasileira e também minha", afirmou.

Ele disse que entregará o relatório "o mais breve possível", mas não falou em datas. O ministro afirmou que também está ocupado com outras questões, como relatoria de processo da CPI do Cachoeira. Também no congresso, a ministra Cármen Lúcia disse que está preparada para votar no processo do mensalão. "Eu tenho estudado o processo há algum tempo e, da minha parte, estarei habilitada a votar na hora em que ele for colocado em pauta." 

A ação penal do caso, maior escândalo do governo Lula, já foi relatada pelo ministro Joaquim Barbosa. O julgamento, agora, só depende da liberação do processo por Lewandowski, que revisa o relatório. O STF corre contra o tempo. Segundo Carlos Ayres Britto, se o julgamento não for concluído até 30 de junho, ficará para o ano que vem.(Folha de São Paulo)

Dilma, a segunda vaia na semana.

Depois de ser vaiada pelos prefeitos no encontro realizado em Brasília, Dilma Rousseff enfrentou nova manifestação popular ontem ao, em horário de expediente, vir a São Paulo para um apoio ao vivo para o empacado Haddad, o candidato do kit gay. Junto com Lula, visitaram a exposição "Guerra e Paz", de Candido Portinari, no Memorial da América Latina. A mostra ficou fechada durante a visita. Ao se deslocar pelo memorial, Dilma foi vaiada pelo público que, na calçada, teve que aguardar a passagem da comitiva para poder entrar. A exposição foi fechada para o ato politico.

E haveria uma terceira vaia, que foi cancelada... Leia aqui.


Petista tenta explicar o "nós somos teu".

Abaixo a nota oficial do petista Cândido Vaccarezza, do esquema do Sérgio Cabral instalado dentro da CPI, pego promovendo a blindagem do governador carioca e do seu parceiro de estrepolias com dinheiro público, o dono da Delta:

"Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação. O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida."

A boa relação do PT com o PMDB, como mostrado em rede nacional e confirmado pelo deputado, trata-se de uma proteção mútua para que ambos continuem montando esquemas com dinheiro público, como as obras superfaturadas da Delta. E a frase no plural, mesmo em português lulesco, comprova que parte do PT age em bando, de forma organizada, como uma sofisticada organização criminosa. Aquela mesma do Mensalão.

Membros da sofistica da organização defendem o deputado com unhas e dentes...

“A mensagem é a opinião que ele (Vaccarezza) pode ter. Não é motivo (de substituição na CPI), porque a opinião dele não tem efeito prático nenhum. Jilmar Tatto (PT-SP) 

“Não vejo razão para ele sair” Paulo Teixeira (PT-SP)

PT renova apoio ao Foro de São Paulo, que apóia as FARC, que sequestra e mata.

PT vai ao Foro de São Paulo, que será realizada na Caracas mergulhada no caos e debaixo da sola de uma ditadura chavista, manifestar sua revolta contra os judeus e o seu apoio aos palestinos,  mas não prega a deposição das armas pelas FARC, sua parceira no organismo, que recentemente explodiu um carro-bomba em Bogotá e sequestrou um jornalista francês.Vejam o que diz a Carta contra a Imprensa e a Favor da Guerrilha aprovada ontem, em encontro do partido do mensalão, em Porto Alegre:

O PT se associa a esse objetivo por meio de nossas relações governamentais e partidárias na região, apoiando as iniciativas para impulsionar os fóruns de integração regional constituídos, tais como o Mercosul, a Unasul, a Celac, a Aliança Social Continental, o Foro de São Paulo, entre outros. Nesse sentido, registramos positivamente a posição do governo brasileiro e de outros governos latino-americanos na Cúpula de Chefes de Estado das Américas, que terminou inconclusa e poderá ter sido a última do gênero, caso o governo norte-americano insista em continuar excluindo Cuba do encontro.

Condizente com esta posição, a delegação do PT ao XVIII Encontro do Foro de São Paulo, que se realizará de 4 a 6 de julho em Caracas, levará uma mensagem em favor da integração regional, da soberania nacional, da democracia e do bem-estar social dos povos, bem como em favor da paz, especialmente no Oriente Médio.

Às vésperas do Mensalão, petistas impedem corruptos de serem ouvidos na CPI e querem calar a imprensa.

Carta divulgada ontem pelo Diretório Nacional do PT defende a apuração de ligações "entre o crime organizado e alguns órgãos de imprensa" e critica o que chama de "mídia conservadora". "Entre as denúncias que precisam ser apuradas a partir de elementos probatórios em mãos da CPI [do Cachoeira] estão as relações entre o crime organizado e alguns órgãos de imprensa", diz o texto.  A carta não cita nomes. Diz que não se trata de ataque à liberdade de expressão, "como tentam confundir setores da mídia conservadora"(Folha de São Paulo)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cachoeira exige mais três semanas para depor na CPI.

O advogado de Carlinhos Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, está impondo mais condições para que seu cliente compareça à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) encarregada de investigar o envolvimento dele com agentes públicos e privados num esquema de jogos ilegais, corrupção e tráfico de influência. A exemplo do que requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 17, o advogado requer mais tempo para analisar os documentos sigilosos em poder da CPI, mas especifica que precisa de três semanas, e que lhe seja entregue cópia do material.

Por enquanto, o depoimento de Cachoeira, cujo nome verdadeiro é Carlos Augusto Ramos, está marcado para o dia 22. Utilizando-se de linguagem protocolar, Thomaz Bastos apresenta as demandas em petição encaminhada à comissão nesta sexta-feira (18) “na esperança de poder colaborar com os trabalhos da CPI e de buscar uma solução que atenda aos interesses” de Cachoeira. O advogado quer cópia de todos os arquivos com os dados sigilosos das Operações Vegas e Monte Carlo em poder da comissão, classificados de “imenso conteúdo”. Além disso, o defensor de Cachoeira apresentou outra demanda: deseja que, no decorrer desse prazo, seja possível conversar reservadamente com o Cachoeira sobre os dados obtidos.

Como Cachoeira está recolhido ao presídio da Papuda, não há na comissão ainda um entendimento claro de que em circunstâncias se dariam essas conversas reservadas. Adiado na semana passada devido a uma decisão liminar do ministro do STF, Celso de Mello, sob a alegação de que a defesa não conhecia o teor da investigação sigilosa e que o depoimento só poderia ocorrer depois disso, o comparecimento de Cachoeira à CPI foi remarcado para a próxima terça-feira. Além disso, garantiu-se o acesso da defesa do empresário aos dados das operações, sob as mesmas condições impostas aos parlamentares: sem cópias, sem gravações e com assinatura de termos de responsabilidade. Apesar de terem vindo à sala reservada da CPI nos primeiros dias após a autorização, os advogados não apareceram mais durante o resto da semana.

Na última quinta-feira (17), Thomaz Bastos pediu que Celso de Mello mantenha a liminar impedindo o depoimento de Cachoeira até que tenham total conhecimento das informações das operações. A decisão do ministro do STF está sendo aguardada, mas não há previsão de quando será divulgada. Também chegou à CPI na mesma data as informações do Banco Safra S.A. referentes ao sigilo bancário de Carlos Augusto de Almeida Ramos. O material é sigiloso e contém três folhas. (Agência Senado)

Ela tem um sorriso bonito.

Recebi este recado de @fitzca:

Coronel, o seu blog saiu hoje em notícia do Relatório Reservado. Veja: 

Verde-oliva Quem imagina que por trás dos belos traços de Gleisi Hoffmann está uma personalidade edulcorada enganou-se por completo. A ministra da Casa Civil tem por costume dar uma olhadinha no site Coturno Noturno, que reflete o estado de ânimo dos bolsões mais radicais das Forças Armadas. Pode ser até que, por dever de ofício, Gleisi tenha iniciado esse hábito, mas o fato é que ele dá boas risadas frente à tela do computador.

Obrigado pela deferência, ministra. Fazer a senhora dar boas risadas em meio a tanto motivo para chorar aí no Planalto é serviço de utilidade pública. Bolsão radical nas Forças Armadas?  Essa gente do "reservado" tá louca, ministra! Só se estiverem falando daquele modelito novo da Louis Vuitton da senhora esposa do Comandante!

Ministra do STF diz que está pronta para julgar Mensalão.

A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia disse nesta sexta-feira (18) que está preparada para votar o processo que julgará o mensalão. "Eu tenho estudado o processo há algum tempo e, da minha parte, estarei habilitada a votar na hora em que ele for colocado em pauta", afirmou a ministra. A ação penal do caso, maior escândalo político do governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e da história do PT, já foi relatada pelo ministro Joaquim Barbosa. O julgamento, agora, só depende da liberação do processo pelo ministro Ricardo Lewandowski, que revisa o relatório de Barbosa. 

Lewandowski já afirmara à Folha nesta sexta-feira (18) que está trabalhando "intensamente" para liberar a ação "o mais breve possível". Para Cármen Lúcia, que está em Curitiba para participar do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral, o trâmite do processo não está demorando mais do que deveria. "Os processos têm um período de amadurecimento. Você tem que fazer prova, tem que garantir a defesa, tem alegações finais. E este é um processo longo, com mais de 600 testemunhas. É um empenho muito grande", disse. 

Lúcia ainda afirmou que, se o processo estivesse em primeira instância --como pediu o advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende um dos 38 réus da ação--, não haveria nem condições de que ele fosse julgado, devido à "complexidade da ação". "Se estivesse numa primeira instância, o juiz talvez nem tivesse todo o aparato necessário para chegar a esse julgamento." O pedido de Thomaz Bastos foi negado pelo ministro Joaquim Barbosa no início do mês. O STF corre contra o tempo: de acordo com o ministro Carlos Ayres Britto, se o julgamento do mensalão não for concluído até 30 de junho, ficará para o ano que vem.(Folha Poder)

Veja: o lamentável Collor e os petistas mensaleiros foram barrados na CPI.

Com o apoio do PT, a CPI tentou aprovar ontem um pedido para que a Polícia Federal encaminhe à comissão todas as interceptações telefônicas em que é citado o jornalista Policarpo Junior, redator-chefe da revista "Veja". Cachoeira era fonte de informação de Junior. Segundo o delegado da PF Raul Marques, que investigou o empresário, não há indícios de que o relacionamento tenha ultrapassado a relação entre jornalista e fonte. A "Veja" diz o mesmo. 

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG), encaminhou o voto a favor do requerimento, de autoria do senador Fernando Collor (PTB-AL), mas recuou após vários parlamentares criticarem duramente, dizendo que o ato significa um ataque à liberdade de imprensa. O pedido acabou não votado. 

O recuo de Cunha se deu após ele concordar com o argumento, levantado pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), de que o requerimento de Collor é inócuo. Na prática, os diálogos do jornalista com Cachoeira e seu grupo já estão na CPI, no conjunto das conversas captadas pela PF. "Às vezes as informações estão no inferno. O jornalista precisa ir até as profundezas do inferno para buscar a informação", disse Kátia Abreu (PSD-TO). 

"É uma ameaça velada a liberdade de imprensa", concordou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que o requerimento "se revela como vingança, autoritarismo". Em seminário nacional do PT, que terminou ontem em Porto Alegre, o secretário de Comunicação da sigla, André Vargas, também fez críticas à revista "Veja".(Folha de São Paulo)

Pizzaria Cachoeira.

"Reuniu-se um grupo numa sala e decidiram quem vai morrer", disse a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). "Estamos convocando os bagrinhos." 

Num jogo combinado entre o governo e parte da oposição, a CPI do Cachoeira engavetou ontem pedidos de investigação de três governadores, cinco deputados e das operações da empreiteira Delta fora do Centro-Oeste. Criada há um mês para investigar o empresário Carlinhos Cachoeira e seu relacionamento com autoridades como o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), a CPI até agora não ouviu nenhum dos políticos envolvidos no caso. 

A CPI aprovou ontem 87 requerimentos, dos quais apenas um busca informações sobre a ligação entre Demóstenes e Cachoeira. "Não sei por que saio da reunião de hoje com gosto de orégano na boca", disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Em entrevista à Folha e ao UOL, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirma que a investigação está mais para "chapa-branca". No Congresso, ele afirmou que a comissão está "amarelando". O acordo que engavetou os pedidos de investigação, antecipado ontem pela Folha, foi costurado com a participação do governo. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, tem orientado o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A ordem foi poupar a Delta, que tem dezenas de contratos com o governo federal e os Estados, em troca da não convocação do governador Marconi Perillo (PSDB-GO). O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) resumiu a ação: "Generalização cheira a devassa. (...) Precisamos andar em caminhos seguros."A comissão decidiu restringir a investigação sobre a Delta à sua atuação no Centro-Oeste, onde o diretor da empresa era ligado a Cachoeira. O dono da construtora, Fernando Cavendish, não será chamado para depor. Pedidos de quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico foram barrados também. Cavendish é amigo do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), aliado do governo. A construtora tem contratos com o Estado.

Com isso, os trabalhos da CPI deverão ficar limitados ao material que já foi levantado pela Polícia Federal.A CPI quebrou os sigilos fiscal e bancário da Delta apenas no Centro-Oeste, de empresas de Cachoeira e de seus operadores. Vários deles já tiveram a movimentação financeira analisada pela PF. Foram engavetados requerimentos que pediam a convocação de Cabral e dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Cachoeira tinha pessoas de sua confiança em postos-chave nos dois governos, segundo o inquérito da PF.

Parlamentares disseram que os pedidos de convocação dos governadores poderão ser analisados em junho. O ex-chefe de gabinete de Agnelo, afastado depois que sua ligação com o grupo de Cachoeira veio à tona, foi chamado para depor pela CPI. "Reuniu-se um grupo numa sala e decidiram quem vai morrer", disse a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). "Estamos convocando os bagrinhos.(Folha de São Paulo)

Protógenes se "empenhou" para barrar investigação da PF contra Cachoeira.

O grupo de Carlinhos Cachoeira procurou o hoje deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) para tentar barrar uma investigação contra a empreiteira Delta em Goiânia, em 2009. Gravações da Polícia Federal indicam que o deputado, autor do requerimento que criou a CPI do Cachoeira, falou com Cláudio Abreu, então diretor da Delta e aliado de Cachoeira. Ele nega. Em 22 de maio de 2009, Abreu relatou a Cachoeira uma conversa, de acordo com a PF, com Protógenes. "Ele é muito direto, muito correto", disse Abreu, segundo quem Protógenes afirmou: "Ah, eu não prometo resolver a situação, mas vou me empenhar." 

Segundo a PF, o grupo de Cachoeira fez contato por meio de Idalberto Matias. Na época, o empresário estaria preocupado com investigação contra a Delta na Câmara Municipal de Goiânia. Cachoeira reclamava que o vereador Elias Vaz estava "batendo demais". Vaz é do PSOL e Protógenes negociava sua ida para o partido, o que não se concretizou. O vereador confirma ter encontrado Protógenes, mas nega interferência dele no caso. 

Em 8 de maio, Cachoeira pediu para Abreu ficar com o rádio ligado e avisou: "Protógenes vai falar com você."Vaz não participou da investigação em Goiânia, arquivada em agosto de 2009. Protógenes disse que não esteve com Cláudio Abreu. Ele afirmou que os delegados da PF já disseram à CPI que ele "não tem vinculação" com Cachoeira. A defesa do empresário questiona a legalidade das gravações. O advogado de Abreu não ligou de volta.(Folha de São Paulo)

Falando a verdade.

Ex-ministro do Exército do governo José Sarney, o general da reserva Leônidas Pires Gonçalves atacou a presidente Dilma Rousseff e a Comissão da Verdade instalada na quarta-feira, em solenidade no Palácio do Planalto, classificando-a de 'uma moeda falsa, que só tem um lado' e de 'completamente extemporânea'. Ao Estadão, Leônidas disse que a presidente Dilma deveria ter 'a modéstia' de deixar de olhar o passado e olhar para frente, 'para o futuro do País'.

Recolhido em sua residência, Leônidas, que está com 91 anos, evita fazer declarações à imprensa, mas fez questão de falar sobre a instalação da Comissão da Verdade por considerar que os militares estão 'sendo injustiçados' e não vê quem os defenda no governo. Segundo ele, quando Nelson Jobim era ministro da Defesa havia um interlocutor. 'Ele se colocava', disse. 'Mas o seu sucessor, Celso Amorim, que deveria se manifestar está ligado ao problema.'

O general se diz indignado com o que define como 'injustiça que está sendo feita com o Exército'. Para ele, a Força está sendo 'sumariamente julgada e punida'. Mas Leônidas defendeu a liberdade de expressão. 'Que se respeite a minha opinião. Aqui é uma democracia. A palavra é livre e isso foi graças à nossa intervenção', reagiu. Leia mais aqui.

Sérgio Guerra ataca principal aliado dos tucanos. Não é um gênio político?

Sérgio Guerra é um presidente de partido lamentável. Reflete na direção do PSDB a sua própria trajetória. De senador, virou deputado, pois não seria reeleito no Pernambuco. De aliado virou traidor, aliando-se ao adversário de Jarbas Vasconcelos, um dos únicos peemedebistas que esteve com Serra na eleição de 2010. Para dominar o partido, virou um joguete de Aécio Neves e um cabo eleitoral desavergonhado da sua candidatura. Foi em Minas, na Minas de Aécio, que ele atacou o PSD, aliado do PSDB na última grande batalha do seu partido e de Serra: a maior cidade do país. Para ele, que não tem nada a perder, pois já perdeu tudo, não há problema. Ele é o presidente feito sob medida para destruir o que resta do PSDB. Ao que tudo indica terá grande sucesso.

Da Folha de São Paulo:
 
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), chamou ontem o PSD, partido do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de "acidente de percurso". O PSD de Kassab é um dos principais aliados do PSDB em São Paulo, que tem o tucano José Serra como pré-candidato a prefeito. As críticas de Guerra vieram durante palestra para empresários e políticos na sede da revista "Viver Brasil", em Nova Lima (região metropolitana de Belo Horizonte). "Um acidente de percurso é a formação de partidos que nascem da improvisação, entre eles o PSD", disse Guerra, que depois amenizou afirmando não ter "nada contra o prefeito Kassab e muito menos contra o partido dele".

Ao falar sobre a necessidade de haver uma reforma política no país, o tucano continuou atacando o processo de fundação do PSD. Ele disse que o improviso acaba resultando na criação de partidos "não pelas virtudes da política, mas pelos defeitos". "Pessoas que não têm identidade, firmeza e história partidária migram para partido ocasional em brecha da legislação e produz uma força legislativa para negociar com o governo federal", acrescentou o dirigente tucano. 

Kassab, que é um dos principais aliados políticos de Serra, criou o PSD em 2011 depois de romper com o DEM e, desde então, iniciou uma aproximação do governo federal. No processo de criação da legenda, ele recebeu ataques do PSDB. De acordo com Guerra, "esse é o modelo [de partido] que não pode ir para frente, não deve ir para a frente". 

Neste ano Kassab sinalizou um distanciamento do PSDB paulista e chegou a negociar uma aliança eleitoral com Fernando Haddad, pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo. Com a entrada de Serra na disputa municipal, porém, Kassab recuou e confirmou apoio a seu padrinho político. O atual prefeito foi vice de Serra em 2005 e 2006, assumindo o posto do tucano após esse deixar o cargo para disputar o governo do Estado.

O presidente do PSDB também afirmou que o senador mineiro Aécio Neves é o "pré-candidato real colocado" do partido para a disputa presidencial de 2014. Para o tucano, Aécio está em vantagem por ter sua pré-candidatura já colocada e por não haver "nenhuma força que faça oposição" a ele internamente.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tucanos miram 2014 pelo retrovisor.

O presidente do diretório nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), admitiu nesta quinta-feira, 17, que o partido deve lançar o senador tucano Aécio Neves (MG) como candidato para a disputa presidencial de 2014. O pernambucano afirmou que a escolha será feita por meio de prévias "mesmo que tenha só um candidato", mas adiantou que não há "nenhuma força no PSDB hoje que faça oposição ao Aécio dentro do partido".

Guerra ressaltou ainda que, nas próximas campanhas, o partido não vai cometer o "maior dos erros" das últimas disputas, de não adotar a posição de "assumir com clareza o governo de Fernando Henrique Cardoso e nosso legado", pois permitiu que as conquistas da legenda no Executivo fossem "apropriadas em grande parte pelo partido que nos sucedeu". "A ideia foi jogar para baixo do tapete uma acidental, ocasional e conjuntural rejeição que tinha o governo Fernando Henrique e assumir uma postura de alguma forma nos desligar do governo que fizemos", disse. (Estadão)

Dá um cansaço ver os caras perdendo mais uma eleição... Esse quadro aí de cima é Dilma no primeiro turno.

Amor bandido na CPI entre Vaccarezza e Cabral: "você é nosso, nós somos teu".

O deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi flagrado nesta quinta-feira, durante sessão da CPI do Cachoeira, garantindo blindagem do PT ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), que corria risco de ser convocado a depor na comissão. As imagens da troca de mensagens de celular entre Vaccarezza, um dos principais articuladores da base governista na CPI, e Cabral foram registradas por um cinegrafista e exibidas na edição desta quinta-feira do "Jornal do SBT". "A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu [sic]", escreveu Vaccarezza a Cabral. Leia e veja mais aqui.

Kit gay, kit Enem e agora o kit poste para embalar Haddad.

Numa tentativa de aplacar temores quanto ao desempenho do PT na corrida pela Prefeitura de São Paulo, o marqueteiro João Santana comparou a situação do pré-candidato do partido, Fernando Haddad, com a da então candidata Dilma Rousseff em 2010. Responsável pelas duas últimas vitórias presidenciais do PT, Santana usou outro antídoto para outro alvo de apreensão de petistas. A falta de experiência do candidato. Ao fazer palestra durante semiário do PT sobre comunicação, disse que não são necessários 30 anos para a construção de um candidato potencial. 

Santana deu uma palestra sobre marketing político a militantes do PT na abertura de um seminário nacional do partido, em Porto Alegre. No evento, apresentou uma lista de recomendações para candidatos chamada de "manual de sobrevivência" nas eleições. O marqueteiro disse que a construção de um candidato "não é uma coisa que se faz em três meses". "Também não precisa de 30 anos. Tem candidatos que podem se tornar rapidamente vitoriosos em pouquíssimo prazo, como aconteceu com a presidente Dilma e como também vai acontecer com o prefeito Haddad." 

Santana falou que uma campanha municipal precisar ter "proximidade", "materialidade" e resposta às "carências afetivas" do eleitorado. Ao listar dicas, disse que o candidato não deve ser "virulento demais em um momento inadequado" contra um adversário que esteja liderando a corrida eleitoral. Falou também para "não partir para crítica destrutiva ao atacado". Sem falar no nome de Haddad, recomendou que um candidato de oposição explores os pontos de exaustão de um governo.

O "manual" de Santana incluía ainda recomendações como "não brigar com os resultados de pesquisas" e identificar pontos de exaustão dos adversários. O marqueteiro do PT sugeriu ainda que os candidatos se apropriem de bandeiras de gestão dos oponentes, mas divulgando propostas mais arrojadas. Santana também relembrou a campanha de 2010 e disse que, na época, falou a Dilma que ela só precisaria passar "30% ou 40%" de sua personalidade ao eleitor para vencer a eleição. "O talento que ela tem, e hoje está claro para as pessoas, para os próximos já era latente" O publicitário disse ainda que o partido disse que o PT ainda é "vítima" de um dilemas como se equilibrar entre a "comunicação de luta" ou "manutenção de poder".(Folha Poder)

Não dá mais pra segurar, explode Mensalão...

Não rola Petistas que integram a CPI do Cachoeira pediram apoio dos peemedebistas para convocar e quebrar o sigilo de jornalistas da revista "Veja", mas o partido aliado disse não topar a ideia. 

(Nota do Painel da Folha)

Sabem por que toda a movimentação desesperada dos protetores de mensaleiros? Porque a Veja vai cobrir com muita atenção este julgamento, levando informações para 9 milhões de leitores, dos mais qualificados do país:

Começaram a desaguar esta semana no STF memoriais do processo do mensalão, encaminhados por advogados dos réus. Como o documento comumente é entregue às vésperas dos julgamentos para, nas palavras de especialistas, "deixar a defesa mais fresca na memória dos juízes'', a movimentação fez crescer entre os ministros a expectativa de que Ricardo Lewandowski, responsável pela revisão do processo, entregue seu relatório até o fim da próxima semana. A ansiedade aumentou depois do presidente Ayres Britto agendar para terça-feira nova sessão administrativa para discutir a logística do julgamento.

Vips Os advogados dos protagonistas do mensalão, no entanto, só pretendem entregar suas peças quando o STF definir a data do julgamento. Assim, esperam que os ministros deem atenção total aos seus argumentos.

Más notícias Prefeitos que foram a Brasília para a marcha aproveitaram para sondar caciques petistas sobre prognósticos do mensalão. Voltaram para a casa desanimados com o potencial de dano do caso nas eleições. 

( Do Painel da Folha)

CPI é Cachoeira que já deu cacho.

Acordão entre governo e oposição decide deixar de fora a investigação de governadores tucanos, petistas e peemebebistas. Ao que tudo indica, o esquema era maior do se imaginava. E a vontade de investigar menor do que o pobre cidadão pagados de estradas, pontes e estádios superfaturados, além de funcionários públicos e políticos corruptos, supunha. É Cachoeira que já deu cacho.

Governo e oposição fizeram ontem um acordo para não investigar governadores, o comando nacional da empreiteira Delta e parlamentares na CPI do Cachoeira. O pacto tem como objetivo restringir o foco da comissão a personagens secundários do grupo do empresário Carlinhos Cachoeira. O acordo, que deve esvaziar politicamente a CPI, surgiu após PT e PMDB ameaçarem aprovar na sessão de hoje da comissão um requerimento de quebra do sigilo telefônico do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), suspeito de ter vendido casa ao empresário -ele nega. 

Mas o líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR), mandou avisar ao relator Odair Cunha (PT-MG) que retaliaria, apresentando requerimento de igual teor contra os governadores Agnelo Queiroz (PT-DF) -também suspeitos de envolvimento com o grupo de Cachoeira- e Sérgio Cabral (PMDB-RJ), que aparece em fotos e vídeos confraternizando com o empresário Fernando Cavendish, dono da Delta. "Se houver deliberação a respeito do Perillo, vamos dar o troco", disse Dias. 

Diante da ameaça, petistas e peemedebistas recuaram e decidiram focar os trabalhos nos auxiliares diretos de Cachoeira, já fartamente investigados pela Polícia Federal. Com o acordo, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi convencido a retirar o seu requerimento que pedia a quebra do sigilo do governador de Goiás da pauta da reunião de hoje. "Para não parecer uma proteção aos demais governadores, vou pedir para que o meu não seja votado." Também vão para o arquivo os pedidos de quebra de sigilo das contas da Delta em todo o país e de Cavendish.

Agora, só será pedida a abertura dos dados da Delta no Centro-Oeste, base das operações de Cachoeira.O PSDB, que defendia a quebra do sigilo da empreiteira, concordou em restringir o pedido ao Centro-Oeste em troca de salvar Perillo. Para o governo, não interessa investigar a Delta nacionalmente porque a empresa é a maior recebedora de recursos federais desde 2007. 

Isso apesar de as investigações da Polícia Federal na Operação Monte Carlo terem levantado suspeitas de que Cavendish sabia das ações conduzidas pelo ex-diretor da empreiteira no Centro-Oeste Claudio Abreu.
A Delta diz que eventuais desvios são responsabilidade de Abreu. Parlamentares como o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), também foram deixados de lado. Não serão votados requerimentos de convocação hoje.(Folha de São Paulo)

Dilma: vaia, dedinho, só faltou o "querido".

Um dia depois de ser repreendido em público pela presidente Dilma Rousseff, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, disse ontem que evitou reagir para não prolongar a cena constrangedora. "Tive que me acalmar, porque senão seria pior", disse. A cena ocorreu depois que Dilma foi vaiada ao discursar durante encontro com prefeitos do país inteiro num hotel de Brasília, na terça-feira. Havia 2.500 prefeitos no hotel. 

Instada pela plateia a se pronunciar sobre a divisão das receitas de royalties do petróleo, que os municípios desejam mudar, a presidente afirmou que eles deveriam desistir de mexer nos campos de petróleo que já estão em exploração e restringir o debate apenas aos que serão explorados daqui para frente.

A declaração de Dilma foi recebida com vaias pelos prefeitos e ela irritou-se. Encerrada a solenidade, ela se levantou e dirigiu-se com o dedo em riste a Ziulkoski, que estava a seu lado no palco. Segundo Ziulkoski, a presidente lhe disse nesse momento que os municípios vão perder se insistirem em alterar as regras dos campos de petróleo mais antigos. "As imagens que estão lá falam mais do que as minhas palavras", afirmou Ziulkoski. 

"[A divisão dos royalties] é um assunto polêmico que suscita muitas paixões", disse a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. "A presidente foi muito corajosa e clara com os prefeitos." Ziulkoski esteve ontem com dezenas de prefeitos na Câmara dos Deputados. Eles ocuparam o Salão Verde da Câmara com camisetas que faziam referência à discussão da véspera: "O Brasil quer royalties para todos".(Folha de São Paulo)

FHC fora da casinha.

Esculachos em todo o Brasil. Generais de cabelos brancos que defenderam a transição democrática sendo atacados quando se dirigem ao seu clube. Declarações autoritárias e descabidas de membros do grupo escolhido por Dilma. Discurso para um lado só, esquecendo os mais de cem inocentes mortos pela guerrilha terrorista. E lá vem FHC fora da casinha para dizer que a Comissão da Verdade é o caminho para a conciliação.  'Eu acho que a presidente (Dilma) falou por todos nós, é um dia importante para o Brasil, com esse espírito de reconhecer a verdade, guardar na memória e ao mesmo tempo abrir as portas para uma reconciliação. Aqui é uma questão de Estado, não é política', afirmou Fernando Henrique Cardoso a jornalistas, após a cerimônia. (Com informações do Estadão)

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Soninha desmente que tenha ironizado o acidente no metrô. Ufa!

Não combina com Soninha Francine faturar em cima de tragédia. Ela acaba de postar em seu blog a explicação para os seus comentários. Soninha é uma comunicadora. Comunicou mal no twitter. "Absurdamente" mal. Fica o registro.

PT ainda não faturou acidente do Metrô, a Soninha, infelizmente, sim.

A pré-candidata à Prefeitura de São Paulo e ex-vereadora Soninha Francine (PPS) publicou em sua conta no Twitter (@soninhafrancine) comentário irônico sobre o acidente no Metrô, na manhã de hoje (16), que deixou diversas pessoas feridas. Em uma postagem, ela escreveu que “nem saberia” que o Metrô estava com um problema grave se não fossem os meios de comunicação. “Metro caótico, é? Nao fosse p TV e Tuíter, nem saberia. Peguei Linha Verde e Amarela sussa”, disse a ex-VJ da MTV.

Mais tarde, em outro tuíte, ela escreveu, aparentemente tentando se justificar, que publicou o comentário anterior por não ter notado uma situação caótica na Estação Vila Madalena, na Linha 2-Verde. “Eu me espantei p não ter sinal do caos na V.Mad. Pessoas no trem aquela hora n imaginavam o absurdo na outra ponta”, informou.

Apesar disso, o próprio Metrô admitiu na manhã de hoje que a Linha 2-Verde, assim como a 1-Azul, registrou reflexos negativos devido ao acidente na 3-Vermelha. Os trens operaram com velocidade menor em todas essas linhas. Não é a primeira vez que Soninha ironiza críticas ao Metrô por meio de seu microblog. No mês passado, ela postou: “Nem sei por que as pessoas gostam tanto e querem mais metro, se ele é uma b.” (Estadão)

Uma Comissão da Verdade para fazer "desaparecer" um lado da História?

Uma das coisas mais insanas que vem ocorrendo no mundo é o surgimento de "historiadores" que querem revisar o Holocausto, reduzindo a importância  daqueles crimes hediondos e até mesmo negando que havia um plano de extinção em massa contra os judeus. Hitler não teria feito nada mais do que implementar um plano de imigração dos judeus para o Leste Europeu e a "escala" de milhões assassinados em campos de concentração teria sido um episódio menor. 

Aqui no Brasil, a Comissão da Verdade, que surge para dar ao povo o direito à sua História, não quer investigar os assassinatos, os atos de terrorismos, os assaltos a bancos, as mais de 100 mortes cometidas por gente que, hoje, está no poder. Na verdade, quer revisar a História e apagar estes crimes. Dilma, por exemplo, estava lutando para implantar uma ditadura comunista no país, no modelo de Cuba, de quem recebeu treinamento militar. Sua organização assaltou, matou, torturou, justiçou. Dilma foi presa, condenada, cumpriu pena por suas atividades terroristas. Não deve nada. Mas muitos, como José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão, fugiu do país. O mesmo ocorreu com Franklin Martins, que lidera um movimento para acabar com a liberdade de imprensa. Ou com Aloysio Nunes, amigo dileto de FHC, que é contra investigar os seus amigos. 

Qual o problema destes senhores deporem na Comissão da Verdade e pedirem perdão pelos seus crimes contra pessoas, gente, jovens, sem considerar que havia um Estado ou não envolvido? A Comissão da Verdade assumirá feições neonazistas se quiser fazer "desaparecer" uma parte da História. Justamente a História suja e criminosa da esquerda brasileira que, depois de tentar pelas armas e pelo crime, chegou ao poder pelo voto. Que submetam-se à Comissão da Verdade para contar a História completa, inteira, pacificando o país.

Brasil que criminaliza, maltrata e expulsa quem produz (1).

A questão das demarcações das terras indígenas, recorrente entre nós, parte invariavelmente de uma premissa falsa: a de que estaria comprometida por um indefectível senso de injustiça e espírito espoliativo. Mais: os proprietários rurais, só para não variar, seriam os grandes vilões desse processo. 

A partir daí, surgem distorções, justificam-se excessos, manipula-se a opinião pública. Mas os números contam uma história bem diferente. 

Nada menos que 14,7% do território nacional, ou 125 milhões de hectares, pertencem aos índios. São cerca de 115 mil famílias ou 460 mil habitantes em aldeias -0,25% da população nacional.
Já a população urbana -cerca de 40 milhões de famílias ou 160 milhões de habitantes- ocupa 11% do território (93 milhões de hectares). 

A população rural de assentados -1 milhão de famílias ou 4 milhões de pessoas- ocupa 88 milhões de hectares ou 10,3% do território. Esse percentual, somado a toda a área de produção agrícola (grãos, pastagens etc), perfaz um total de 27,7% de todo o território nacional.

Os recentes conflitos, envolvendo agricultores e índios, não decorrem, como se sustenta, da tentativa de reduzir a área indígena. Trata-se do contrário: a Funai quer ampliá-las. Acha insuficientes os 14,7% e quer estendê-los, sem base legal, para 20%. 

Ampliar as áreas indígenas de 14,7% para 20% do território implica em acrescentar 45 milhões de hectares ao que hoje está demarcado. Como não se espera que essa ampliação se dê sobre unidades de conservação ou terras devolutas, a agropecuária é que irá ceder espaço.

As pretensões indígenas equivalem a mais de 10 Estados do Rio de Janeiro ou 19% da área hoje ocupada com a produção de alimentos, fibras e biocombustíveis. Retirar de produção essa área levará a uma redução estimada em US$ 93 bilhões ao ano no valor bruto da produção do setor. 

O cipoal de leis (só a Constituição dedica dez artigos ao tema indígena) não facilitou a elucidação das controvérsias. Foi preciso que, ao tempo da regulamentação da reserva de Raposa/Serra do Sol, em 2009, o Supremo Tribunal Federal estabelecesse, como parâmetro para a questão, 19 orientações práticas. 

Uma delas veda a ampliação de áreas já demarcadas. Transcrevo, a propósito, o voto que então proferiu o ministro Ayres Brito, hoje presidente daquela Corte: "Aqui, é preciso ver que a nossa Lei Maior trabalhou com data certa: a data da promulgação dela própria (5 de outubro de 1988) como insubstituível referencial para reconhecimento, aos índios, 'dos direitos sobre as terras que tradicionalmente ocupam'." 

Não bastasse essa decisão, a Advocacia-Geral da União, em parecer que detalhava aquelas condicionantes do STF, explicitou a impossibilidade de ampliação das terras indígenas já demarcadas. Não obstante, a Funai e algumas dezenas de ONGs, ignorando o STF, insistem nessa ampliação, o que mantém a tensão no campo, gerando violência e prejudicando a produção agrícola. 

Nesse contexto se inserem os conflitos no sul da Bahia e também no Mato Grosso do Sul, no Rio Grande do Sul e no Maranhão, que prenunciam outros, pois geram expectativas falsas às populações indígenas. Quem ganha com isso? Não é o país, que hoje desfruta da melhor e mais barata comida do mundo e ostenta a condição de segundo maior exportador de alimentos. 

Não são também os índios, que, como os números mostram, não precisam de espaço físico, mas de saneamento, de educação e de um sistema de saúde eficiente. Precisam, enfim, de uma vida mais digna, como todos nós.

Brasil que criminaliza, maltrata e expulsa quem produz (2).

No seriado Fringe, o universo primário, mundo em que vivemos, tem um universo paralelo. O mundo alternativo é muito similar ao primário, exceto por diferentes escolhas feitas pelas pessoas que o habitam. Outra diferença é que efeitos extremos são muito mais severos no universo alternativo que no primário.

O Outlook Brasil 2022 é o universo primário do agro, enquanto a campanha Veta, Dilma é seu universo paralelo. No primário, o Brasil tem orgulho do agro. No paralelo, tem vergonha. A reforma do Código Florestal, no universo primário, seria vista como necessária. No mundo alternativo, as pessoas clamam pelo veto da presidente.

No Fringe, um dos personagens quebra as barreiras que separavam os dois universos. É passada a hora de quebrar as barreiras que separam o universo primário agro do seu paralelo. Eles não são, na verdade, mundos paralelos.

O Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), em conjunto com a Fiesp e especialistas em fertilizantes, logística e metodologias de avaliação de impactos econômicos e sociais, elaborara um grande estudo avaliando o desempenho e projetando a expansão do agro brasileiro de hoje até 2022. O estudo confirma o que já sabemos hoje: o agro é um dos setores mais dinâmicos da economia brasileira.

O PIB dos setores avaliados (representando cerca de 11% do PIB nacional e 50% do PIB do agronegócio) deverá crescer ao redor de 3% ao ano em termos reais, taxa elevada para os padrões históricos de crescimento da economia brasileira. Tais setores empregam cerca de 17 milhões de pessoas e deverão gerar mais 6 milhões de ocupações, ou seja, 34% dos empregos que serão gerados em toda a economia de 2010 a 2022. O estudo confirma também o grande poder de irradiação da produção do agro no resto da economia. Quase metade da geração de empregos ocorrerá fora das cadeias do agro, sobretudo nos setores de serviços, que verão sua demanda crescer pelo crescimento econômico do agro.

Em todos os setores em que o Brasil é grande exportador (carnes, complexo soja e açúcar), o País vai ganhar participação no mercado internacional, comprovando que o agro nacional, mesmo competindo com elevados custos de transporte e crescentes custos de mão de obra, ainda é mais competitivo que seus concorrentes. O efeito de interiorização da expansão projetada do agro é também evidente. São as regiões Centro-Oeste e o Mapitoba (MA, PI, TO e BA) que mais crescerão, fruto do desenvolvimento das lavouras e da expansão da produção de carnes.

O efeito intensificação, ou efeito poupa-terra, como gostam de chamar os técnicos da Embrapa, salta aos olhos. O estudo estima que a área de lavouras crescerá 9,9 milhões de hectares. No entanto, como a produtividade deverá crescer 11,4% de 2010 a 2022, serão poupados 5 milhões de ha. Ou seja, sem tal crescimento de produtividade as lavouras demandariam adicionalmente 14,9 milhões de ha. Dos 9,9 milhões de ha de demanda adicional por terra para lavouras, 5,4 milhões virão da conversão de áreas de pastagens. A pecuária de corte e de leite vai se intensificar ainda mais e aumentará a produção em menos área de pastagens (exatamente esses 5,4 milhões de redução). São números que reforçam que o agro continuará cumprindo seu papel na busca por mais sustentabilidade na produção.

Enquanto isso, no universo paralelo cristaliza-se a visão de que a reforma do Código Florestal se resume a anistia a desmatadores, salvo-conduto para os que nunca cumpriram a legislação ambiental brasileira e é um prêmio para os ruralistas. Na visão dos defensores do Veta, Dilma, ruralista é o agricultor pouco interessado em produção, mas muito hábil na arte de explorar a terra.

O universo paralelo conseguiu fazer algo que no mundo concreto, seja o primário, seja o alternativo, é impossível: separar a produção agrícola do seu substrato, isto é, da terra. Não existe terra sem produção agrícola (a menos que ela esteja com florestas e, por conseguinte, com baixa capacidade de produção e geração renda) nem produção agrícola sem terra (em que pesem as alfaces hidropônicas que comemos de vez em quando).

Um Código Florestal que anistia desmatadores anistia também os produtores. Um código que beneficia o proprietário da terra beneficia também o que produz, porque, como nos negócios ou na vida privada, quanto mais valioso o ativo, mais se investe na sua manutenção e conservação.

No universo paralelo, o agro perdeu a batalha de opinião pública. Não soube explicar à sociedade que a reforma do Código Florestal é necessária para preservar o lado produtor do proprietário de terra. Várias tentativas foram feitas, mas com base em argumentos frágeis, por vezes xenófobos, e com muita disposição para falar, mas pouca de ouvir.

O mantra da moda é dizer que o equilíbrio entre produção e conservação é possível. No entanto, se a reforma do Código Florestal é colocada como condição para se atingir esse equilíbrio - que é o que acredito e defendo -, contraditoriamente, determinados grupos a definem como anistia.

O equilíbrio entre a coexistência do mundo primário e do paralelo no seriado Fringe é dado pelo respeito aos limites de cada universo. Quebrado esse limite e conectados os dois mundos, efeitos extremos passam a ocorrer. O equilíbrio entre produção e conservação está limitado à manutenção da produção existente e à conservação da vegetação remanescente. Não é mais que isso que o novo Código Florestal faz.

Romper esse limite, como querem os Veta, Dilma, porá produção e conservação em pé de guerra. Essa guerra não interessa a ninguém, nem mesmo aos que, por ignorância ou ideologia, clamam pelo veto. A guerra que interessa é levar o Brasil à condição de nação rica e com capacidade de garantir desenvolvimento sustentável para sua população. Sem o crescimento do agro essa guerra nunca será vencida.


*ANDRÉ MELON NASSAR, DIRETOR-GERAL DO ICONE E COORDENADOR DA REDEAGRO - Artigo Publicado hoje no Estadão

Quem está mentindo sobre a Comissão da Verdade?

A Comissão da Verdade, que será instalada hoje, colocou em contradição dois ex-ministros que participaram das negociações para a criação do órgão. A missão do grupo é investigar violações de direitos humanos cometidas entre 1946 e 1988 e seu foco inicial serão eventos ocorridos durante a ditadura militar (1964-1985). O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que deixou o cargo em 2011, disse que o acordo que viabilizou a criação da comissão previa que ações da esquerda armada também seriam investigadas. 

"Esse foi o objeto do acerto na época da redação do texto da lei [que criou a comissão]", disse à Folha. Ele afirma que discutiu o tema com o então ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Paulo Vannuchi, e que ficou acertado que seriam apuradas violações de direitos humanos "em todos os aspectos". "A comissão não tem o objetivo de punir ninguém", afirmou Jobim. "É um levantamento da memória, então tem que ouvir todo mundo." 

Vannuchi negou ter feito acordo com Jobim para que a comissão investigasse ações da esquerda também. "Reajo com indignação à declaração dele", disse. "Em 2010, eu chamava a ideia de bilateralidade sugerida por Jobim de monstrengo jurídico."(Folha de São Paulo)

PT mensaleiro troca o vermelho pelo amarelo.

O PT recuou da investida contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a CPI do Cachoeira desistiu ontem de convocá-lo. Agora, enviará a ele apenas perguntas por escrito. Gurgel era acusado por integrantes da comissão, incluindo petistas, de ter sido moroso na investigação contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), suspeito de ser um dos principais braços políticos do empresário Carlinhos Cachoeira. A ala do PT mais ligada ao ex-presidente Lula entendeu, porém, que o acirramento da disputa entre a CPI e Gurgel poderia resultar em danos no julgamento dos 36 réus do mensalão, vários deles do PT e de partidos aliados. 

A previsão é a de que o julgamento ocorra neste ano, e a acusação será comandada justamente por Gurgel, chefe do Ministério Público federal. Após a ameaça de ser convocado pela CPI, o procurador declarou que seus críticos tentavam proteger "mensaleiros". Ele foi apoiado por ministros do Supremo Tribunal Federal, local do julgamento, o que teria ampliado a apreensão de petistas. Com a troca de acusações, o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, deverá liberar os autos até o fim do mês, possibilitando o julgamento. 

Emissários dos réus procuraram então petistas para pedir que atenuassem o tom dos ataques a Gurgel. Apesar de o presidente do PT, Rui Falcão, ter dito que a comissão servirá para desmascarar os autores da "farsa do mensalão", aliados de Lula -incentivadores da comissão- começaram a mudar o discurso. Ainda assim o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), não descarta votar uma nova convocação caso a resposta de Gurgel seja insatisfatória. 

Segundo o requerimento aprovado pela comissão, Gurgel terá de detalhar em cinco dias úteis os motivos de não ter investigado, já em 2009, as ligações de três parlamentares, dentre eles Demóstenes, com Cachoeira.
Os congressistas querem saber em que data e circunstâncias Gurgel recebeu os autos das operações da PF, e quais providências tomou. Ontem também foi para a gaveta o pedido de convocação e de quebra de sigilo telefônico da mulher de Gurgel, a subprocuradora-geral Cláudia Sampaio. Ela foi a responsável por analisar o caso dos parlamentares em 2009. Ontem, a Procuradoria-Geral não se manifestou. 

Amanhã, a CPI continuará a votar requerimentos de quebras de sigilos, o que pode atingir a empreiteira Delta e governadores supostamente envolvidos com Cachoeira. Outra medida será tentar tomar na terça o depoimento de Cachoeira. Marcado para ontem, a fala foi suspensa pelo STF sob o argumento de que a comissão não deu à defesa acesso às provas. A CPI aprovou a entrada dos advogados na sala que guarda os documentos e pedirá ao STF reconsideração. Ontem, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) adiou, após pedido de vista, julgamento para que Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro, seja solto. O placar era de 3 a 0 pela manutenção da prisão.(Da Folha de São Paulo)

terça-feira, 15 de maio de 2012

Depos do processo por racismo, o criador do "PIG" é condenado a pagar R$ 350 mil para Daniel Dantas.

Em dois dias, o apresentador Paulo Henrique Amorim foi condenado a indenizar em R$ 350 mil o banqueiro Daniel Dantas por publicar acusações em seu blog. Três casos foram julgados, sendo dois (na primeira instância) na última segunda-feira (14/5) e um (na segunda instância) nesta terça-feira (15/5). Nos três, Amorim foi condenado por conduta ilícita, ao utilizar termos e imagens ofensivas para se referir a Dantas. A condenação em segunda instância responsabiliza o apresentador do dominical televisivo Domingo Espetacular também por comentários anônimos publicados em seu blog.

A decisão mais recente é também a mais cara. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou Amorim a pagar R$ 250 mil ao banqueiro e a publicar, em dez dias, a íntegra da decisão em seu blog. O apresentador é responsabilizado por comentários anônimos de leitores que, segundo os desembargadores da 1ª Câmara Civil da corte, são publicados com o aval do jornalista. Alguns dos comentários, segundo a defesa de Dantas, incitavam inclusive à violência física contra o banqueiro. Leia mais aqui.

O presidente do PT decidiu apostar nos insetos virtuais. Perda de tempo. Tempo na TV, estúpido!

Ao dedicar o seu tempo para apoiar os insetos virtuais e os blogs do esgoto, além de atacar a imprensa livre e a Justiça para impedir o julgamento inevitável dos bandidos mensaleiros, o presidente do PT, Rui Falcão, esqueceu de fazer a sua obrigação. Perdeu tempo. Tempo de TV. O PT foi banido da Globo por decurso de prazo. Espera-se um tuitaço raivoso contra a Globo. Sem a participação do Zé de Abreu, por óbvio.   Leia mais aqui.

Haddad: depois do kit gay, o kit Lula.

A propaganda partidária do PT que vai ao ar a partir desta terça-feira (15) tem como destaques o ex-presidente Lula e a atual titular do cargo, Dilma Rousseff, ao lado do pré-candidato do partido à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad. As inserções devem ser exibidas hoje e nos dias 17, 19 e 22. No total serão 15 minutos, distribuídos em inserções de 30 segundos ou 1 minuto. O programa de 10 minutos a que o PT teria direito foi cassado por propaganda antecipada em 2010. Duas peças que já estão disponíveis na internet têm como mote a novidade.Leia mais aqui.

Prefeitos pedem para Dilma não vetar Código Florestal.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, pediu nesta terça-feira (15) à presidente Dilma Rousseff que sancione o novo Código Florestal, aprovado pelo Congresso. De acordo com Ziulkoski, o novo Código vai beneficiar mais de 4 mil municípios agropecuários no país. "Nós temos 4.400 municipios agropecuarios no país, estamos pedindo pra senhora que sancione o novo Código Florestal aprovado na Câmara. Esses municípios não podem terminar", afirmou Paulo Ziulkoski durante a abertura da 15ª edição da Marcha dos Prefeitos, em Brasília. 

O presidente da CNM brincou com a manifestação da atriz Camila Pitanga que quebrou o protocolo durante solenidade no Rio de Janeiro para pedir "Veta, Dilma": "Não vou sair na manchete porque não sou a Camila Pitanga, mas vamos pedir para que a senhora [presidente] sancione o projeto". Em seu discurso, a presidente Dilma Rousseff não respondeu ao apelo dos prefeitos sobre o Código Florestal. Hoje à tarde, Dilma se reúne com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Dilma tem até o próximo dia 25 para decidir se veta ou sanciona o projeto aprovado na Câmara.(Folha Poder)

Dilma vaiada.

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada nesta terça-feira (15) pelos prefeitos que participavam da 14ª edição da Marcha dos Prefeitos, em Brasília. A vaia ocorreu no momento em que a presidente decidiu falar sobre a redistribuição dos royalties do petróleo. Ao final do discurso de Dilma na abertura do evento, os prefeitos pediram que a presidente se manifestasse sobre o assunto e Dilma respondeu: "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer". Em seguida, a presidente declarou: "Não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje pra trás. Lutem para resolver a distribuição daqui pra frente". Os prefeitos não gostaram da fala de Dilma e vaiaram a presidente.(Folha Poder)

O debate demagogo e inútil das creches.

Construir creches é uma barbada que só mesmo a incompetência do PT e do governo federal não resolvem, pois é mais fácil e mais eficiente distribuir dinheiro vivo para o eleitor pobre. Depois, às vésperas da eleição, basta dizer que o adversário vai acabar com a Bolsa disso e a Bolsa daquilo. O problema é outro. O custo para que uma creche funcione dentro da legislação que a normatiza é inadministrável. Municípios que decidirem fazer convênio com o governo federal para construir as creches, assumindo  posteriormente a sua gestão e manutenção, terão como primeiro resultado ficarem fora da lei de responsabilidade fiscal. O número de contratações exigido por criança é impressionante e explodirá a folha de pagamento. O governo federal deveria, em vez de dar subsídios para a indústria, reduzir a carga tributária. Poderia começar dando isenção total de impostos para os gastos de empresas com creches. Isenção e mais incentivo. O problema não é o prédio da creche, tampouco suas instalações. O problema é o custo para a sua manutenção. O resto é debate inutil e demagógico.

Petrobras cancela obra da Delta, comprada pela JBS com "autorização" de Lula.

Quando a JBS disse que tinha aval do governo para comprar a Delta, este aval era do governo paralelo, no qual o presidente continua sendo Lula. Dilma não gostou. A primeira retaliação vem da Petrobras, que cancela obras já administradas pelos novos donos.

Acusada de envolvimento com o grupo liderado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções teve nesta segunda-feira uma forte baixa nos seus negócios. A Petrobras confirmou que rescindiu o contrato de R$ 846 milhões que matinha com os dois consórcios nos quais a empreiteira participava e que eram responsáveis pelas obras de parte do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). O rompimento do negócio levou a J&F Holding, que passou a administrar a Delta, a dispensar 800 funcionários — 500 operários e 300 técnicos. Os contratos eram com os Consórcios Itaboraí - URE e Itaboraí - HDT, compostos pelas empresas Delta, TKK Engenharia Ltda e a Projectus Consultoria Ltda. (O Globo)

Globo veta propaganda partidária do PT.

A TV Globo afirmou ontem que não exibirá as propagandas partidárias do PT previstas para entrar no ar a partir de hoje. A decisão põe em risco a estratégia petista para dar visibilidade ao pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, antes do horário eleitoral gratuito, em agosto. Em nota, a TV diz que seguirá "determinação da Justiça Eleitoral para que os partidos entreguem a documentação dos programas partidários com o prazo de 15 dias de antecedência a sua exibição". Como, segundo a TV, o pedido foi feito com seis dias de antecedência, os programas não serão veiculados. "A regulamentação oficial é a mesma para todos, tanto que outros partidos que não cumpriram o prazo não tiveram exibição", afirma a nota. 

Mais cedo, o coordenador da campanha, Antonio Donato, disse que a veiculação era "uma questão de bom senso e de a Globo contribuir com a vida democrática do país". "Existe um direito de expressar uma mensagem partidária que foi garantido pela Justiça Eleitoral e por uma formalidade está sendo negado por uma emissora." Segundo ele, só a Globo mostrou resistência, e os programas devem ir ao ar nas demais emissoras abertas.

O PT diz que não enviou a documentação a tempo porque a decisão que assegurou o direito às inserções foi tomada pela Justiça Eleitoral apenas na semana passada, já com o prazo estourado. O Tribunal Superior Eleitoral, no entanto, nega e diz que a decisão dizia respeito à propaganda de 2011. O PT nacional, que tem o direito ao tempo nas TVs, não quis se manifestar. As inserções devem ser exibidas hoje e nos dias, 17, 19 e 22. No total serão 15 minutos, distribuídos em inserções de 30 segundos ou 1 minuto. O programa de 10 minutos a que o PT teria direito foi cassado por propaganda antecipada em 2010. Nas inserções, Haddad aparecerá ao lado do ex-presidente Lula, em falas intercaladas. A presidente Dilma Rousseff e o presidente do PT, Rui Falcão, também gravaram participações.(Folha de São Paulo)

Comissão da Verdade pode rever Lei da Anistia, diz advogada de Dilma.

A advogada Rosa Maria Cardoso da Cunha, 65, integrante da Comissão da Verdade, afirmou ontem que o órgão foi criado para investigar os crimes de agentes de Estado que atuaram na repressão aos opositores da ditadura militar (1964-1985). A declaração foi dada depois que outro integrante do grupo, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, defendeu à Folha que também sejam apurados atos de pessoas que participaram da luta armada contra o regime.

Ex-defensora de presos políticos, entre eles a presidente Dilma Rousseff, Rosa disse ontem que a lei que criou a comissão tinha por objetivo rever a conduta do Estado no período. A interpretação exclui atos da guerrilha. "Pela lei, a comissão foi criada para trabalhar pensando nos problemas que o Estado brasileiro tem na sua constituição e na sua estrutura. O Estado está revendo sua conduta como Estado, dos seus agentes públicos", afirmou.  A lei que criou a comissão não delimita o alvo das apurações. Sua finalidade, diz o texto, é "examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos (...) a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". 

Rosa foi homenageada na EPPG (Escola de Políticas Públicas e Governo), no Rio, onde dá aulas desde 1995. Mais tarde, acrescentou que uma eventual investigação de delitos da esquerda armada ainda deve ser discutida. "Não sei ainda qual a opinião dos demais integrantes da comissão sobre a leitura da lei, mas não se entende que a comissão fará uma análise de todo o período. É preciso ter foco", defendeu. Na véspera, José Carlos Dias defendeu a investigação da repressão e da guerrilha. "Tudo isso vai ser analisado", afirmou o ex-ministro. 

Ontem, a advogada disse não considerar impossível que o país reveja a Lei da Anistia de 1979, que perdoou crimes da repressão e da guerrilha. O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a validade do texto em julgamento em 2010. "Já houve uma anistia, mas uma parte das vítimas quer outra interpretação dessa anistia para que possa existir processo, para que possam entrar no Judiciário reivindicando determinados direitos", afirmou Rosa. "Não estou dizendo que vai acontecer, mas isso mostra que, dependendo do contexto político, essas decisões são reavaliadas e são alteradas." 

Ela citou o caso da Espanha, onde o movimento dos indignados retomou o debate sobre a punição de crimes da ditadura de Francisco Franco (1939-1975). "A transição [espanhola] foi pactuada, se decidiu completamente não rever o passado, e agora o movimento dos indignados está retomando a discussão", afirmou. Rosa não chegou a ser presa nem torturada. "Não fui perseguida na época. Só fui detida com um conjunto de advogados por algumas horas por uma questão de intimidação, no começo dos anos 70, mas sem acusação."(Folha de São Paulo)

Cavendish raspou o cofre em R$ 64 milhões antes de vender a Delta.

A Delta Construções, envolvida em denúncias de fraude e corrupção, teve queda no faturamento no ano passado, mas os acionistas não têm do que reclamar. Enquanto o faturamento caiu 10,3% em 2011, para R$ 2,8 bilhões, e o lucro líquido tombou 85,4%, para R$ 32 milhões, os sócios receberam a maior bolada desde pelo menos 2008. Fernando Cavendish, principal dono e ex-presidente do conselho de administração, e outros acionistas embolsaram em 2011 nada menos que R$ 64,6 milhões em dividendos, a parcela dos lucros acumulados da empresa retirada pelos sócios. O balanço refere-se ao exercício do ano passado, quando já estava em curso a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, iniciada em novembro de 2010. A empreiteira era a líder das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os dividendos pagos pela empreiteira cresceram 1.182,5% em comparação com 2009, ano mais lucrativo da Delta, quando os dividendos pagos aos acionistas somaram cerca de R$ 5 milhões. A Delta só divulgou nesta segunda-feira no “Jornal Corporativo” os demonstrativos contábeis do ano passado, mais de uma semana depois da venda da empresa para o grupo J&F, dos irmãos José, Joesley e Wesley Batista. Responsáveis pela auditoria independente, os contadores Mário Vieira Lopes e Sheila Conrado, da BKR Lopes Machado Auditores, aprovaram o balanço com ressalva. ( O Globo)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Haddad Creche Zero.

Apesar de a presidente Dilma Rousseff assegurar na cerimônia de lançamento do programa Brasil Carinhoso que a construção de creches no País é "prioridade" do seu governo, nenhuma das 6427 creches que ela prometeu durante sua campanha entrou em funcionamento até agora. Segundo dados apresentados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, existem hoje em funcionamento no País apenas 347 creches, todas do período pré Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC), ou seja, foram construídas até o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Principal aposta do PT nas eleições de 2012, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad deixou o ministério para se candidatar à Prefeitura de São Paulo sem entregar nenhuma das creches prometidas pela presidente.Leia mais aqui.

Código Florestal: ONGS espalham mentiras contra o Brasil no exterior.

The Guardian é um dos jornais mais esquerdistas da Europa. É lá que as ONGS internacionais estão plantando as mentiras mais impressionantes contra o Brasil, atacando o Código Florestal. Mentem que possuem 1,5 milhão de assinaturas contra a lei, o que é impossível de comprovar. Lançam um número ao vento e esperam que a imprensa tupiniquim repercuta aqui. A Inglaterra do The Guardian tem menos de 1% de vegetação nativa. Destruiu todas as suas florestas. O Brasil tem 61% de cobertura original. Aqui a matéria.  Destaque para a declaração da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) ao The Guardian:

O Brasil é o único país que tem autoridade moral para discutir as questões ambientais. Eu não entendo porque as ONGs se opõem às mudanças. As principais organizações não governamentais são europeias, e mesmo assim eu não vejo os ativistas pedindo para o continente deles reviver suas florestas. Queremos trazer segurança jurídica para os agricultores com o projeto de lei, e estou convencida que a presidente não vetará. 

Cachoeira não vai depor na CPI, por decisão do STF.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar para suspender, até o julgamento do mérito do Habeas Corpus (HC) 113548, o comparecimento e a inquirição de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que trata das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal. A decisão susta o depoimento marcado para amanhã (15).

De volta ao passado.Collor ataca a tudo e a todos no Senado.


Trecho do pronunciamento do ex-presidente cassado por corrupção, Fernando Collor de Mello, atualmente senador por Alagoas, feito de hoje à tarde na tribuna do Senado: 

"Por tudo isso, também chama atenção a reação patológica da revista Veja. Daqui mesmo, deste Plenário, já denunciei alguns fatos vergonhosos, que estão nos Anais desta Casa. Já denunciei daqui, desta tribuna, fatos vergonhosos desses que se julgam paladinos da moral e da correção. Forneci nomes e contei detalhes. Relatei a proposta que um desses rabiscadores fez a um Ministro do Supremo, para que ele me condenasse, em troca de destaques na revista. Denunciei os métodos rasteiros utilizados por confrades por ocasião do meu impeachment, como o fornecimento de informações obtidas ilegalmente a Deputados para que esses procedessem às denúncias como se fossem anônimas, tudo sob a proteção da imunidade parlamentar e do sigilo da fonte.

Até hoje não me contestaram, não me desmentiram, não me responderam. E sabem por quê? Porque eu falo a verdade. E, em nome da verdade, eu desafio o chefe maior desse grupelho, o Sr. Roberto Civita, a comparecer também à CPMI para falar da co-habitação que, a seu mando, a revista de sua propriedade e alguns de seus jornalistas mantém com o crime organizado.

Presto-me até a refrescar a sua memória – que, certamente, continua refrescada – com outros fatos delituosos ligados aos seus negócios, ligados aos seus confrades. Acho que está na hora de desmascararmos este Sr. Roberto Civita e suas atividades paralegais. Se a razão do Sr. Civita é tão patente e lúcida, se sua defesa da liberdade é tão consistente, não terá este capodecina qualquer receio de se manifestar pessoalmente, de ser as "vozes da nação".