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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

São dez pra lá, dez pra cá.

O defunto Eduardo Campos fez um estrago maior do que o avião que o vitimou quando caiu no meio do casario de Santos. Marina Silva, sua sucessora, especializada em cafetinar mortos desde Chico Mendes, emergiu dos destroços da candidatura socialista e saltou, da noite para o dia, para um patamar de 30% de votos. Recuperou os 20% que tinha em 2010 e angariou mais 10% por conta da tragédia. Tirou votos de Dilma e de Aécio, mas indicam os institutos que a maior fonte que alimentou este crescimento vertiginoso foram os indecisos, brancos e nulos. 

Passada a tragédia e mais uma semana de alta exposição, que poderá ser positiva, dependendo da sua entrevista hoje, no Jornal Nacional, além de mais duas pesquisas que saem hoje (CNT) e na próxima sexta (Datafolha), Marina terá que enfrentar a falta de estrutura para campanha, um partido dividido e um tempo de televisão que é a metade de Aécio Neves. Além disso, sua vida será virada pelo avesso pelos meliantes do PT, com os seus dossiês e a sua máquina de assassinar reputações.

O PSDB mostrou que tem um patamar fiel de 20% dos votos e a rejeição de Aécio Neves está em 18%, a metade de Dilma Rousseff. Aécio Neves ainda é o candidato menos conhecido e tende a avançar na medida em que o eleitor conhecer as suas propostas e a sua trajetória. Hoje o quadro pode ser resumido em dez pra lá, dez pra cá. A oposição precisa buscar mais 10% de votos para estar no segundo turno. Terá que buscar os 5% que perdeu para Marina em função da tragédia. Terá que convencer outros 5% a votar no partido e isso, sem dúvida alguma, as alianças e as próprias candidaturas tucanas poderão conseguir.

A única boa notícia é que Dilma e o PT estão fora do poder em 2015, mantido o atual quadro. Se Aécio subir 10%, passa Dilma no embate do segundo turno, assim como Marina está passando. É preciso bater de porta em porta e trabalhar duro. Voto por voto. A eleição está aberta.

Empresários favoritam Aécio Neves. Se houver confronto Dilma x Marina, rejeitam a presidente e ficam com a ex-petista.

Ontem, no final do debate, Aécio Neves comunicou que o ministro da Fazenda do seu governo, se eleito, será Armínio Fraga, um dos "pilares" do Plano Real.

Com a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, o senador mineiro Aécio Neves (PSDB-MG) caiu para terceiro lugar e ficaria fora da segunda etapa, mas entre empresários o tucano ganharia já no primeiro turno. É o que mostra levantamento feito durante a cerimônia da entrega de prêmios do anuário "Valor 1000", à qual compareceram quase 800 empresários na noite de segunda-feira.
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Do total de presentes, 284 responderam à enquete e se dispuseram a opinar, numa cédula, como votariam na disputa ao Planalto. O presidenciável tucano recebeu 192 votos - 67% - bem mais do que a maioria absoluta necessária para vencer o primeiro turno. A presidente Dilma Rousseff e Marina Silva tiveram preferências semelhantes: a petista recebeu 41 votos (14%) e a pessebista 36 (12%). Dois candidatos, entre eles Pastor Everaldo (PSC), receberam um voto cada (0,35%). Treze empresários (4,5%) se disseram indecisos ou votaram em branco ou anularam.

O resultado mais surpreendente, no entanto, vem dos números relacionados aos cenários de segundo turno. Num duelo entre Dilma e Marina - o mais provável de acordo com os institutos de pesquisa - os empresários votaram em peso na candidata ambientalista: 43% (124 votos) contra 14% (40). O percentual dos que preferiram não opinar, porém, foi alto: 42% (120 votos).

Esse grupo foi um pouco menor quando o confronto é entre Aécio e Marina: 36% (105) não opinam. Neste cenário, o tucano bate a ex-senadora por 53% a 9%. Num duelo contra Dilma, há menos indecisão (17%) e o senador mineiro amealha mais votos: 65% contra 16% da presidente.

A enquete do Valor também perguntou que nota os executivos dariam ao governo Dilma Rousseff. A fatia dos que atribuíram notas de 0 a 5 foi de 61%, e 19% deram notas de 6 a 10. Preferiram não opinar 18%. As notas mais frequentes foram, respectivamente, 2, 3 e 4, com 13%, 12% e 12%.

A cerimônia do "Valor 1000" contou com a presença de empresários e executivos de grupos nacionais e estrangeiros, de 26 setores da economia, entre eles os de segmentos responsáveis pelas maiores doações a campanhas eleitorais, como o de construção civil e bancos. "Eu diria que, pelo que temos visto na campanha, o Aécio Neves parece que trará mais entusiasmo do ponto de vista de investimento", afirmou Clésio Balbo, do grupo Balbo. (Valor Econômico)

Seguro e objetivo, Aécio domina debate e arranca para o segundo turno.

Quem assistiu ao debate da Band viu um só candidato com todas as credenciais para ocupar a presidência do país: Aécio Neves. Preciso, com respostas objetivas e papo reto, o tucano venceu o embate com as rivais Marina Silva, com o seu projeto sonhático e nenhum programa compreensível, assim como uma confusa Dilma Rousseff, enfileirando números, misturando programas e não respondendo nenhum pergunta. Quem esperava e desejava um Aécio agressivo e indo para o ataque, viu uma Dilma e uma Marina com esta postura enquanto o tucano bateu duro, mas com elegância e assertividade, em todos os momentos. 

Em conversa com a imprensa no Rio, antes do debate, Aécio Neves  falou sobre o crescimento de Marina Silva (PSB) nas pesquisas antes da divulgação dos números do Ibope, que mostraram a ex-senadora 10 pontos percentuais acima dele. A entrevista, no comitê carioca do Leblon, na zona sul do Rio, foi sua única atividade externa do dia. O tucano tem apostado na campanha na cidade nos últimos dias: desde a sexta-feira ele vem realizando atividades na capital fluminense, intercaladas com viagens.

O candidato do PSDB disse que está confiante de que irá ao 2º turno. "É preciso mudar e apontar em que direção queremos esta mudança. Tenho absoluta convicção de que, quanto mais claras ficarem as propostas, mais claro ficará que a nossa é aquela que poderá levar o Brasil para o resgate de sua credibilidade, impacta nos investimentos, na recuperação dos empregos." 

"Vou dizer com absoluta sinceridade: cada vez acredito mais na nossa vitória", disse o tucano, que um dia antes (25) havia comparado a candidatura de Marina a uma "onda". "Houve uma reviravolta no quadro eleitoral, ao menos circunstancialmente. Politica e eleições funcionam muitas vezes como o mar, as ondas vêm", disse. Ele acha que na segunda semana de setembro o quadro eleitoral estará mais próximo do "real".

Alguns momentos:

O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, foi o único a apresentar propostas concretas para realizar as mudanças desejadas pela população brasileira durante debate na Rede Bandeirantes, que reuniu sete candidatos ao Palácio do Planalto, na noite desta terça-feira (26/08). Ao se dirigir aos eleitores durante as considerações finais, Aécio anunciou que o ministro da Fazenda de seu governo será o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, numa demonstração clara de que garantirá previsibilidade e segurança na condução da política econômica.

Em aproximadamente três horas de debate, Aécio detalhou suas propostas para áreas de segurança pública, mercado de trabalho, jovens carentes, reforma política, energia e mobilidade urbana.  Além disso, mostrou que é o candidato com propostas mais firmes para fortalecer a saúde, a educação e o emprego. Aécio também reiterou que vai adotar uma política econômica para enfrentar a inflação em alta e o baixo crescimento do país.

“O Brasil não comporta novas aventuras, improvisos. Ofereço o caminho da segurança, da responsabilidade fiscal. Se eleito presidente da República, se merecer a sua confiança, [quero] dizer de forma clara aquilo que pretendo fazer: nomearei como ministro da Fazenda um dos economistas mais respeitados do mundo, o ex-presidente do Banco Central, um dos formuladores do tripé macroeconômico, Armínio Fraga”, anunciou Aécio. 

Críticas 

O candidato criticou a maneira como a presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição, conduziu o Brasil nos últimos quatro anos e alertou para incoerências e contradições da candidata do PSB, Marina Silva. Ao ser questionado sobre o que fará em segurança pública, Aécio voltou a defender que é preciso adotar uma política nacional para combater a criminalidade, unificar as ações das polícias civil e militar, reformar os códigos penal e processual penal e não bloquear o repasse de recursos para a área, além de realizar parcerias com os Estados.

“É preciso uma articulação definitiva do poder central com os Estados. Todos sabemos que o tráfico de drogas e o tráfico de armas não são responsabilidade dos Estados. É responsabilidade da União. E as nossas fronteiras infelizmente não vêm tendo a segurança e os investimentos prometidos há quatro anos. Uma Política Nacional de Segurança Pública coordenada pelo governo federal é essencial para diminuirmos a insegurança no Brasil”, afirmou .

Exemplos  

Aécio afirmou que fará no Brasil o que já realizou durante seus dois mandatos à frente do governo de Minas Gerais. A taxa de homicídios, entre 2003 e 2010 no Estado, teve redução de 18%. Em 2010, chegou a 14,7 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, uma das mais baixas do país. Já a taxa de homicídios do Brasil ficou 1,8% maior nesse mesmo período. Com Aécio Neves no governo, Minas foi o Estado que mais investiu em segurança no Brasil: foram 13,4% dos gastos totais do Estado.

Ao ser questionado pela candidata do PT, a atual presidente, Dilma Rousseff, sobre qual sua política para o mercado de trabalho, Aécio criticou o governo petista dizendo que a atual administração não tem proposta para melhorar o futuro dos brasileiros, tampouco capacidade de gerar emprego e confiança dos investidores. “Estamos preparados para fazer o Brasil voltar a crescer e gerar empregos cada vez de melhor qualidade”, disse.

Eficiência 

Além de propor ações para retomar a geração sustentável e crescente de emprego, Aécio prometeu conter a disparada da inflação, lembrando que o poder de compra da população nas feiras livres, por exemplo, foi corroído nos últimos seis meses. Para demonstrar a maior capacidade de administrar o Brasil, o candidato aproveitou para lembrar suas experiências como governador de Minas Gerais, estado que se tornou referência internacional ao implantar a avaliação de desempenho de 100% dos servidores públicos.

“Quando assumi o Governo de Minas, reduzi 1/3 das secretarias e enxuguei os cargos comissionados. Elegemos a educação como prioridade. Chegamos ao final do mandato como a melhor educação do Brasil”, afirmou Aécio. “Falta no Brasil eficiência na gestão pública, que foi entregue a um punhado de partidos”, acrescentou.

Como exemplo na área educacional, Aécio reiterou o compromisso de levar para todo o Brasil o programa Poupança Jovem, alternativa para estudantes que precisam de financiamento para manter seus estudos. “Não é uma política de assistencialismo. Dá alternativa ao jovem, que pode ter como concorrente o tráfico e o crime”, afirmou.

Reforma política e fortalecimento da Petrobras 

Aécio defendeu ainda uma reforma política com adoção do voto distrital misto e fim da reeleição, com mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos. Ele reforçou, no entanto, que essa não é posição consensual dentro do PSDB.

O candidato também sublinhou o compromisso de fortalecer a Petrobras e lançou um desafio à presidente ao perguntar se ela se desculparia junto ao povo brasileiro pela gestão irresponsável na estatal. “É realmente uma leviandade a forma que a Petrobras vem sendo administrada. É a Polícia Federal que diz que há uma organização criminosa lá. Um colega seu de diretoria está preso hoje. As denúncias que aí estão são extremamente graves e a senhora não pode se esquivar de respondê-las”, afirmou.

Aécio Neves fez uma defesa em favor da democracia representativa e do fortalecimento das instituições brasileiras. “A democracia pressupõe instituições sólidas. Participação popular é essencial, mas a formatação que busca trazer o PT é algo que já de início avilta o poder soberano que é eleito pela sociedade brasileira”, afirmou Aécio. 

PT quer queimar Dilma e trazer Lula.

O resultado da pesquisa Ibope e de levantamentos informais, que mostraram queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff (PT) e uma possível derrota no segundo turno para Marina Silva (PSB), acenderam o sinal amarelo na cúpula da campanha dilmista. Pela primeira vez, o governo fala em risco de derrota na eleição presidencial deste ano, o que até a entrada de Marina na disputa era visto como improvável. 

Segundo um interlocutor da presidente Dilma, a campanha está alerta porque a expectativa inicial era que apenas Aécio Neves (PSDB) caísse, mas os levantamentos indicaram que a petista também perdeu votos. Dilma oscilou no Ibope de 38% para 34%. Aécio, de 23% para 19%. Marina teve 29%.Agora, petistas avaliam a melhor estratégia para desconstruir a imagem de Marina, visando principalmente a disputa de um segundo turno com a candidata do PSB. No Ibope, Marina vence a petista na reta final, com 45% contra 36%. 

Integrantes da cúpula petista, ministros e secretários executivos foram convocados para uma reunião nesta terça-feira (26) à noite no comitê petista para discutir os rumos da campanha. A queda das intenções de voto de Dilma e a subida de Marina levaram lulistas a defender, nos últimos dias, mais uma vez, a troca de candidatura no PT, hipótese rechaçada pelo ex-presidente Lula. Defensores do movimento "volta, Lula" dizem que a opção pelo ex-presidente teria sido mais "segura", diante do novo cenário eleitoral. Admitem, porém, que a esta altura dificilmente o petista toparia o desafio.

O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) minimizou o crescimento de Marina."Qualquer pesquisa nesse momento tem que ser tomada como uma coisa muito provisória. Não é por causa desses números, mas eu já tenho dito há alguns dias que lá pelos dias 7 a 10 de setembro nós teremos uma fotografia mais aproximada do embate eleitoral. Porque nós estamos sob a influência, o lançamento da novidade e da exposição enorme que a Marina teve", disse. (Folha)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

JN estoura o caixa dois da campanha de Marina Silva. Laranjas, fraude, provas e mais provas de escandaloso crime eleitoral no aluguel do jatinho que matou Campos.

O Jornal Nacional obteve, com exclusividade, documentos importantes da operação de compra e venda do jato Cessna, que era usado pelo candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos. O dinheiro que teria sido usado para pagar o avião em que morreu o candidato Eduardo Campos passa por escritórios em Brasília e São Paulo, e por uma peixaria fantasma em uma favela do Recife. 

“Rapaz, eu estou até desnorteado. Como é que eu tenho uma empresa uma empresa sem eu saber?”, questiona um homem.

O Jornal Nacional teve acesso com exclusividade aos extratos da conta AF Andrade – empresa que, para a Anac, é a dona da aeronave. Mas a AF Andrade afirma que já tinha repassado a aeronave para outro empresário, que emprestou para a campanha de Campos.

Os extratos que já foram entregues à Polícia Federal mostram o recebimento de 16 transferências, de seis empresas ou pessoas diferentes. Num total de R$ 1.710.297,03. Nos extratos aparecem os números do CPF das pessoas físicas ou do CNPJ, das empresas que transferiram dinheiro para a AF Andrade. Com esses números foi possível chegar aos donos das contas. 

A empresa que fez a menor das transferências, de R$ 12.500, foi a Geovane Pescados. No endereço que consta no registro da peixaria encontramos Geovane, não a peixaria. “Acha que se eu tivesse uma empresa de pescado eu vivia numa situação dessa?”, diz Geovane. 

Outra empresa, a RM Construções, fez 11 transferências, em duas datas diferentes. Cinco no dia 1º de julho e mais seis no dia 30 de julho, somando R$ 290 mil. O endereço da RM é uma casa no bairro de Imbiribeira em Recife. Mas a empresa de Carlos Roberto Macedo não funciona mais lá. “Tinha um escritório. Às vezes, guardava o material o outro”, conta ele. 

Tentamos falar por telefone com Carlos, mas ele pareceu não acreditar quando explicamos o motivo da minha ligação.

Repórter: Você andou depositando dinheiro para comprar de um avião?

Carlos: Tem certeza disso?

Já um depósito de quase R$ 160 mil saiu da conta da Câmara & Vasconcelos, empresa que tem como endereço uma sala vazia em um prédio e uma casa abandonada. Os dois lugares em Nazaré da Mata, distante 60 quilômetros do Recife. A maior transferência feita para a AF Andrade foi de R$ 727 mil, no dia 15 de maio, pela Leite Imobiliária, de Eduardo Freire Bezerra Leite. E completam a lista de transferências João Carlos Pessoa de Mello Filho, com R$ 195 mil, e Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho, advogado com escritórios em Brasília, Recife e São Paulo, com uma transferência de R$ 325 mil.

Luiz Piauhylino de Mello Monteiro Filho disse que realizou, em junho, uma transferência bancária de R$ 325 mil e que esse valor é referente a um empréstimo firmado com o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho.

O empresário João Carlos Lyra declarou que, para honrar compromissos com a empresa AF Andrade, fez vários empréstimos, com o objetivo de pagar parcelas atrasadas do financiamento do Cessna. A Leite Imobiliária confirmou que transferiu quase R$ 730 mil para a AF Andrade  como um empréstimo a João Carlos Lyra. 

Já o PSB declarou, nesta terça-feira (26), que o uso do avião foi autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira. E que o recibo eleitoral, com a contabilidade do uso do Cessna, seria emitido ao fim da campanha de Eduardo Campos. 

O PSB afirmou que o acidente, em que morreram assessores do candidato, criou dificuldades para o levantamento de todas informações.

Marina tem 45% e Dilma 36% no segundo turno.

Na simulação de segundo turno, Marina seria eleita com 45%, contra 36% da petista. Há, porém, ainda 11% de indecisos e outros 9% que anulariam. Contra Aécio, Dilma ainda seria reeleita: 41% a 35%. Nesse cenário, há mais indecisos e eleitores que anulariam: 12% em cada grupo.

Embora o cenário de primeiro turno testado pelo Ibope seja diferente do da pesquisa anterior - pois aquela ainda media as intenções de voto em Eduardo Campos (PSB) -, percebe-se que Marina, ao entrar na disputa, tirou eleitores de tudo e de todos: Dilma e Aécio perderam 4 pontos cada um; os nanicos perderam 3 pontos; a taxa dos que anulariam ou votariam em branco está 6 pontos menor; e há 3 pontos a menos de indecisos.

Na pesquisa espontânea - pergunta-se a intenção de voto do eleitor sem mostrar para ele a cartela circular com os nomes dos candidatos -, Dilma segue na liderança, com 27%. Marina chega a 18%, e Aécio tem 12%. O número de eleitores indecisos na espontânea despencou de 43% para 28%, em relação à pesquisa anterior do Ibope, de 6 de agosto.

Dos três primeiros colocados, Marina tem a menor rejeição. Apenas 10% dizem que não votariam nela de jeito nenhum, contra 36% que não votariam em Dilma, e 18% que rejeitam Aécio. Destacam-se ainda a rejeição ao Pastor Everaldo (14%) e a Zé Maria (PSTU), que tem 11%. Os demais candidatos têm menos de 10% de rejeição.

Avaliação. A avaliação do governo Dilma segue estável. Os que acham a gestão petista ótima ou boa oscilaram dois pontos para cima, de 32% para 34%. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo passaram de 31% para 29%. A taxa de regular foi de 35% para 36%. E outros 2% não souberam responder.

O Ibope fez 2.506 entrevistas, entre os dias 23 e 25 de agosto, em 175 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, em um intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR428/2014. (Estadão)

Ibope mostra Dilma com 34%, Marina com 29% e Aécio com 19%. Confirmado efeito da morte de Campos nas intenções de voto.

Como substituta de Eduardo Campos na candidatura a presidente pelo PSB, Marina Silva chegou a 29%, segundo nova pesquisa Ibope encomendada pelo Estado e pela Rede Globo. A ex-ministra se isolou na segunda colocação e ficou a cinco pontos porcentuais atrás da presidente Dilma Rousseff (PT), que ainda lidera sozinha, com 34%. Aécio Neves (PSDB) está com 19%, em terceiro lugar. Em um segundo turno, se a eleição fosse hoje, Marina seria a vencedora.

A margem de erro máxima da pesquisa é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Não há empate técnico no primeiro turno, porque Marina poderia ter no máximo 31% e Dilma, no mínimo 32%. Nem Aécio poderia estar em segundo lugar, porque chegaria no limite da margem a 21%, enquanto Marina teria ao menos 27%.

O Pastor Everaldo (PSC) marcou 1% das intenções de voto estimuladas, o mesmo porcentual de Luciana Genro (PSOL). Os outros candidatos não chegaram individualmente a 1%, mas juntos somam 1%. Há ainda 7% de eleitores que pretendem anular ou votar em branco, e outros 8% que estão indecisos. A soma dos adversários de Dilma dá 51%, 17 pontos a mais do que os 34% da presidente. (Estadão)

PSB confessa crime eleitoral no caso do jatinho.

O PSB de Marina Silva acaba de confessar, em nota oficial, um crime eleitoral de graves proporções, que jamais seria conhecido se não houvesse o acidente com o jatinho que vitimou Eduardo Campos. O partido informa que o avião foi "emprestado" por empresários. No entanto, ninguém pode ceder, doar, emprestar nada a uma campanha que não seja da natureza do seu negócio. Os empresários citados não possuem empresa de táxi aéreo. A aeronave não tinha licença para atuar como tal. É crime eleitoral. E grave! Leia a nota abaixo:

CONFIRA A ÍNTEGRA DA NOTA:
 
O Partido Socialista Brasileiro esclarece:
 
A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à presidência da República, teve seu uso - de conhecimento público– autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira.
 
Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final.
 
A tragédia, com o falecimento, inclusive, de assessores, impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, donde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira.
 
Brasília, 6 de agosto de 2014

Ibope no Paraná: Dilma desaba 10 pontos, Aécio sobe 1 ponto e Marina lidera.

Em 7 de agosto passado, o Ibope publicou uma pesquisa no Paraná que reflete muito bem a rejeição contra Dilma e o nível de desconhecimento dos demais  candidatos. Dilma liderava com 38%, Aécio atingia 23% e Campos pontuava apenas 9%.

Ontem o Ibope publicou um novo levantamento e quem aparece na frente? Marina Silva, com 29%. Dilma Rousseff desaba, cai 10%, pontuando 28%. E Aécio, que tinha 23%, sobe 1% e alcança 24%.

A primeira conclusão é que dois terços do país não quer votar na Dilma e estava esperando uma opção de voto. Aí vem Marina Silva, conhecida por 100% do país, e toda a comoção gerada pela morte de Eduardo Campos. A segunda conclusão é que Aécio manteve os seus votos, o que já é um heroísmo diante do quadro. Isso fortalece a estratégia de que ele deve se tornar conhecido, trabalhar com seriedade e ir buscando, ponto a ponto, os votos necessários para o segundo turno.

Marina, um mensalão para chamar de seu.

No dia 22 de julho passado, Marina Silva desembarcou do Citation PR-AFA ao lado de Eduardo Campos, na cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais. Fez um discurso ético, exigindo condenação se fossem comprovadas "ilicitudes" na construção do aeroporto na cidade de Cláudio, jogando suspeitas contra Aécio Neves. Exigiu "punição exemplar" aos culpados. E ainda completou: 

"Eu e o Eduardo Campos estamos lutando contra estes grandes grupos que se alimentam da corrupção. É por isso que cada um tem um mensalão para chamar de seu".

Ao aeroporto de Cláudio não teve nenhuma ilicitude, ao contrário do que tudo indica cercar o Citation PR-AFA usado por Dona Osmarina para viajar pelo Brasil atacando adversários com baixarias não comprovadas. Hoje ela está comprometida diante da nação a responder se algum "grande grupo se alimentou da corrupção" quando cedeu um avião para a sua campanha. O mesmo avião que ela usou para aterrissar em Minas Gerais e atacar gratuitamente Aécio Neves. E provar que não houve caixa dois na sua contratação.

Ao que tudo indica, Marina Silva não terá explicações para este "mensalão" que ela pode "chamar de seu". A última versão, desta manhã, é de uma infantilidade extrema. O PSB informa que os papéis da negociata estariam no avião e teriam ardido ao lado de Eduardo Campos. Como se um negócio de R$ 20 milhões não tivesse registro em cartório, segunda via, firma reconhecida, comprovantes de pagamento, etc. etc. E que a conta que pagou a tramoia era do PSB e não da Rede, como se a Rede existisse e como se Marina não fosse filiado ao PSB. Para substituir Campos, Marina fazia parte da chapa. Para responder pelos atos da campanha, Marina não tem envolvimento. Não para em pé!

Fica cada vez mais óbvio que Marina Silva beneficiou-se de caixa dois de campanha, assim como os mensaleiros do seu antigo partido. Não vai mais poder pregar moral de calçolas, a Madre Teresa do Xapuri. Se provada a "ilicitude", deverá receber a "punição exemplar" que cobrou para Aécio Neves. E que tenha a sua candidatura cassada por um crime eleitoral de graves proporções.

ATUALIZANDO! 

Os planos de voo apresentados pelo avião caixa dois da Marina Silva sempre mencionavam "Andrade Empreendimentos" como operador da aeronave. Dois dias antes do acidente um plano foi apresentado na sala de voo de Jundiaí com essa característica. É batom na cueca, pois o avião nunca mudou de dono. Provavelmente foi "alugado" da empresa, que está quebrada, em troca do pagamento da hora de voo e do leasing nos EUA. Caixa dois puro, com agravante de táxi aéreo clandestino. Se o negócio havia sido concretizado, qual a razão do plano de voo indicar a empresa Andrade como operador? Que a imprensa investigue quem pagou o leasing e de onde veio o dinheiro para isso.