terça-feira, 7 de julho de 2015

De olho em 2018, Alckmin não quer que Dilma caia.

(Estadão) O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), divergiu abertamente da estratégia traçada pela cúpula do PSDB de pressionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que casse o diploma da presidente Dilma Rousseff (PT) e de seu vice, Michel Temer. Tramita no Tribunal desde o final do ano passado uma ação do partido que pede a cassação do diploma por abuso do poder econômico e político.

"Não cabe nenhuma pressão ao TSE, que é outro poder. Não temos que pressionar ninguém" , disse o governador nesta terça-feira, 7, na saída de um evento do setor sucroalcooleiro na capital. Na 12°Convenção Nacional do PSDB, que aconteceu domingo em Brasília, os líderes tucanos no Senado e na Câmara adotaram a estratégia de trocar o mote do impeachment pela realização de novas eleições. A ideia da sigla é colocar o TSE no centro da crise e jogar os holofotes da opinião pública no julgamento da ação.

Apesar da declaração, Alckmin negou que o PSDB esteja rachado. "Não existe divisão no PSDB. Nós somos cumpridores da Constituição". Se o TSE votar pela cassação e a decisão for referendada pelo STF, Dilma deixaria o cargo e seriam realizadas novas eleições em três meses. Nesse cenário, Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, assumiria o comando do País por um trimestre.

Dilma quer pressionar as instituições, diz Aécio.

O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), disse nesta terça-feira, 7, que o discurso do golpe assumido pela presidente Dilma Rousseff e outros petistas frente à ofensiva da oposição é uma estratégia para "constranger" a ação das instituições e da imprensa. "O discurso golpista do PT tem claramente o objetivo de constranger e inibir instituições legítimas, que cumprem plenamente seu papel", afirmou.

Segundo ele, o PT classifica como "golpe" as denúncias que estão sendo apuradas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como as investigações em curso pela Polícia Federal e o Ministério Público. "Tudo que contraria o PT, e os interesses do PT, é golpe", afirmou.

Principal nome da oposição, Aécio disse que os partidos "continuarão atentos" aos desdobramentos dos casos para garantir "autonomia e independência das instituições brasileiras".

Conforme mostrou o jornal O Estado de S.Paulo, Dilma afirmou a aliados que vai defender "com unhas e dentes" o seu mandato e classificou como "golpista" a ofensiva da oposição para que ela saia do poder. Em entrevista publicada nesta terça, 7, pelo jornal Folha de S.Paulo, Dilma lembrou a época que foi torturada na ditadura e afirmou que não iria "cair". "Dizer que é golpe em vez de responder as acusações é desmerecer as instituições que existem para defender a sociedade", afirmou Agripino.

A oposição mira em pelo menos três caminhos para Dilma do Palácio do Planalto. A principal aposta é cassar a chapa dela e do seu vice-presidente Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga a suspeita de financiamento ilegal da dupla em razão da Operação Lava Jato. O segundo cenário é via Tribunal de Contas da União (TCU), que pode reprovar as contas do governo de 2014 de Dilma, o que pode culminar num processo de impeachment. O grupo de opositores também apresentou uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede que a presidente explique as declarações do dono da UTC, Ricardo Pessoa.

Independência da PF deixa deputados do PT à beira de um ataque de nervos.

(O Globo) Diante da baixa popularidade do governo, das acusações de corrupção na Operação Lava-Jato e dos prognósticos da oposição e de partidos da própria base aliada de que a presidente Dilma Rousseff não concluirá seu mandato, a bancada do PT na Câmara tem criticado reservadamente a falta de reação do Planalto.

“Nossa bancada é uma voz clamando no deserto às vésperas da crucificação. Não estou preparada para ver esse cortejo”, escreveu ontem a deputada Benedita da Silva (RJ), no grupo de WhatsApp da bancada, segundo deputados petistas.

O deputado Afonso Florence (BA) defendeu, no mesmo espaço, segundo relatos, a necessidade de o governo criar um gabinete de crise. Para a deputada Maria do Rosário (RS), a crise é “gravíssima”, ainda segundo os integrantes do grupo.

CARDOZO É COBRADO
Já o deputado Zé Carlos (MA) escreveu, segundo petistas, que o PT e o governo não podem continuar na defensiva, porque “quem abaixa demais o fundo aparece”. A gota d’água foi a entrevista do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, publicada anteontem em “O Estado de S.Paulo”. 

Na entrevista, Daiello afirmou que as investigações da Lava-Jato não vão parar nem se chegarem perto de Dilma, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de suas campanhas. Disse ainda que as investigações continuarão “com o ministro José Eduardo Cardozo na Justiça ou não, com o Daiello na PF ou não”.

Lula e seu grupo no PT têm atacado Cardozo em conversas reservadas. Eles reclamam que o ministro “não controla” a Polícia Federal e de supostos excessos na Lava-Jato, além de vazamentos “seletivos”.

A primeira mensagem com esse tom, no grupo de WhatsApp, foi postada pelo deputado Assis Carvalho (PI) anteontem, segundo colegas de bancada. Ele cobrou providências do Ministério da Justiça e do governo porque, segundo ele, o diretor da PF “extrapolou”.

CRÍTICA À AÇÃO DA PF
O deputado Leo de Brito (AC) foi na mesma linha, segundo integrantes do grupo: “Não tenho nada contra o ministro (da Justiça), mas o que está acontecendo com a Polícia Federal é inadmissível. A Polícia Federal virou instrumento político”.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) confirmou que a entrevista de Daiello não repercutiu bem na bancada:— Eu não gostei. Esse diretor da Polícia Federal acha que ali é um quarto poder, que não tem que se submeter a quem foi eleito, a quem tem voto. Até os ministros do Supremo (Tribuna Federal) são indicados pela presidente da República e referendados pelo Senado. 

Assis Carvalho recomendou, na troca de mensagens, que o líder do PT, Sibá Machado (AC), e o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (CE), procurem Lula para conversar. O deputado Paulo Pimenta (RS) ponderou, segundo petistas, que a bancada perdeu essa oportunidade na semana passada, ao se reunir com o ex-presidente.

A entrevista desesperada de Dilma: "não vou cair!". Suspeita de vários crimes, chama oposição de golpista, quando o seu problema é com TSE, TCU, PF, MPF, TRF4 e STF.

 (Folha) No auge da pior crise de seus quatro anos e meio de governo, a presidente Dilma Rousseff desafiou os que defendem sua saída prematura do Palácio do Planalto a tentar tirá-la da cadeira e a provar que ela algum dia "pegou um tostão" de dinheiro sujo. 

"Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso aí é moleza, é luta política", disse a presidente nesta segunda-feira (6), durante entrevista exclusiva à Folha, a primeira desde que adversários voltaram a defender abertamente seu afastamento do cargo. 

Apesar do cerco político que parece se fechar a cada dia, Dilma chamou os opositores para a briga. "Não tem base para eu cair, e venha tentar. Se tem uma coisa que não tenho medo é disso", afirmou a presidente, acusando setores da oposição de serem "um tanto golpistas". 

Com dedo indicador direito erguido, foi mais enfática: "Não me atemorizam". A presidente tirou o PMDB da lista de forças políticas que tentam derrubá-la. "O PMDB é ótimo", disse Dilma, esquivando-se de responder sobre o flerte de figuras do partido com a tese do impeachment. 

Dilma descartou a hipótese de renúncia e comentou o boato disseminado na internet, e prontamente desmentido por ela, de que havia tentado se matar. "Eu não quis me suicidar na hora que eles estavam querendo me matar lá [na cadeia, durante a ditadura militar], a troco de que eu quero me suicidar agora?".
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Folha - O ex-presidente Lula disse que ele e a sra. estavam no volume morto. Estão?
Dilma Rousseff - Respeito muito o presidente Lula. Ele tem todo o direito de dizer onde ele está e onde acha que eu estou. Mas não me sinto no volume morto não. Estou lutando incansavelmente para superar um momento bastante difícil na vida do país. 

Lula disse que ajuste fiscal é coisa de tucano, mas a sra. fez.
Querido, podem querer, mas não faço crítica ao Lula. Não preciso. Deixa ele falar. O presidente Lula tem direito de falar o que quiser. 

A sra. passa uma imagem forte, mas enfrenta uma fase difícil.
Outro dia postaram que eu tinha tentado suicídio, que estava traumatizadíssima. Não aposta nisso, gente. Foi cem mil vezes pior ser presa e torturada. Vivemos numa democracia. Não dá para achar que isso aqui seja uma tortura. Não é. É uma luta para construir um país. Eu não quis me suicidar na hora em que eles estavam querendo me matar! A troco de quê vou querer me suicidar agora? É absolutamente desproporcional. Não é da minha vida. 

Renúncia também?
Também. Eu não sou culpada. Se tivesse culpa no cartório, me sentiria muito mal. Eu não tenho nenhuma. Nem do ponto de vista moral, nem do ponto de vista político. 

A sra. fala que não tem relação com o petrolão, mas está pagando a conta?
Falam coisas do arco da velha de mim. Óbvio que não [tenho nada a ver com o petrolão]. Mas não estou falando que paguei conta nenhuma também. O Brasil merece que a gente apure coisas irregulares. Não vejo isso como pagar conta. É outro approach. Muda o país para melhor. Ponto.
Agora excesso, não [aceito]. Comprometer o Estado democrático de direito, não. Foi muito difícil conquistar. Garantir direito de defesa para as pessoas, sim. Impedir que as pessoas sejam de alguma forma ou de outra julgadas sem nenhum processo, também não [é possível]. 

O que acha da prisão dos presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez?
Olha, não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só.
Não gostei daquela parte [da decisão do juiz Sergio Moro] que dizia que eles deveriam ser presos porque iriam participar no futuro do programa de investimento e logística e, portanto, iriam praticar crime continuado. Ora, o programa não tinha licitação. Não tinha nada. 

A oposição prevê que a sra. não termina seu mandato.
Isso do ponto de vista de uma certa oposição um tanto quanto golpista. Eu não vou terminar por quê? Para tirar um presidente da República, tem que explicar por que vai tirar. Confundiram seus desejos com a realidade, ou tem uma base real? Não acredito que tenha uma base real.
Não acho que toda a oposição que seja assim. Assim como tem diferenças na base do governo, tem dentro da oposição. Alguns podem até tentar, não tenho controle disso. Não é necessário apenas querer, é necessário provar. 

Delatores dizem que doações eleitorais tiveram como origem propina na Petrobras.
Meu querido, é uma coisa estranha. Porque, para mim, no mesmo dia em que eu recebo doação, em quase igual valor o candidato adversário recebe também. O meu é propina e o dele não? Não sei o que perguntam. Eu conheço interrogatórios. Sei do que se trata. Eu acreditava no que estava fazendo e vi muita gente falar coisa que não queria nem devia. Não gosto de delatores. 

Mesmo que seja para elucidar um caso de corrupção?
Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz, faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo. 

Tem gente no PMDB querendo tirar a sra. do cargo.
Quem quer me tirar não é o PMDB. Nã-nã-nã-não! De jeito nenhum. Eu acho que o PMDB é ótimo. As derrotas que tivemos podem ser revertidas. Aqui tudo vira crise. 

Parece que está todo mundo querendo derrubar a sra.
O que você quer que eu faça? Eu não vou cair. Eu não vou, eu não vou. Isso é moleza, isso é luta política. As pessoas caem quando estão dispostas a cair. Não estou. Não tem base para eu cair. E venha tentar, venha tentar. Se tem uma coisa que eu não tenho medo é disso. Não conte que eu vou ficar nervosa, com medo. Não me aterrorizam. 

E se mexerem na sua biografia.
Ô, querida, e vão mexer como? Vão reescrever? Vão provar que algum dia peguei um tostão? Vão? Quero ver algum deles provar. Todo mundo neste país sabe que não. Quando eles corrompem, eles sabem quem é corrompido

Dilma afirma que vai defender o mandato com unhas e dentes. Deveria poder usar apenas a Constituição Federal.

Desde que chegou ao poder, Dilma vale-se de expressões populares porque mentiu tanto e cometeu tantos crimes que não consegue utilizar uma argumentação republicana e democrática diante dos fatos. Disse que não reduziria direitos trabalhistas nem que a vaca tossisse e fez exatamente ao contrário, mexendo no seguro desemprego, abono salarial, e pensões das viúvas. Hoje, diante das inúmeras frentes que se abrem para o seu impeachment - crimes eleitorais, caixa dois, pedaladas fiscais - a presidente afirmou que vai defender o seu mandato com unhas e dentes.Não deveria. Deveria defender usando a Constituição Federal, simplesmente. Usa figuras de linguagem porque as leis não bastam mais. Dilma já está usando a compra de apoios, a pressão sobre as instituições e parlamentares, a interferência na Polícia Federal e tantos outros artifícios. A cada dia, o seu mandato fica mais ilegítimo. É uma presidente que, desde a figura da jovem terrorista presa e torturada, usa o corpo como defesa, como se, toda vez que é pressionada, estivesse enfrentando uma guerra. Para se defender, Dilma deveria usar apenas as leis do país. Não pode. As afrontou. Assim como perdeu a tosse, vai perder unhas e dentes. O mandato? O mandato é só uma questão de tempo.

Ex-presidente do STF acaba com a histeria do golpismo que tomou conta do PT.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral Carlos Ayres Britto afirmou nesta segunda-feira, 6, não ver “perigo de golpe” contra a presidente Dilma Rousseff, caso as instituições de investigação atuem “nos marcos da Constituição”.

“Eu não vejo perigo de golpe se as instituições controladoras do poder, o Ministério Público, a própria cidadania, considerada como instituição extra pública estatal de investigação, os tribunais de contas, se todas atuarem nos limites, nos marcos da Constituição não há que se falar de golpe”, disse.

Em resposta a movimentos de opositores e de setores da sociedade que defendem a saída da presidente antes do fim do mandato, Dilma e aliados do governo voltaram a rechaçar a ofensiva e definiram-na como “golpismo”. “Ninguém está blindado contra a investigação”, afirmou Britto.

No começo da entrevista, ele também aproveitou para ironizar a presidente e disse que saúda a delação premiada “mais do que a mandioca” em referência ao discurso de Dilma na cerimônia dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas no mês passado em que ela, em tom descontraído, saudou a mandioca 

Ao ser questionado sobre a situação atual da presidente – que é alvo de um processo no TSE movido pelo PSDB contra sua campanha no ano passado e também corre o risco de ter as contas de 2014 rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) – Ayres Britto reconheceu o cenário difícil vivido por Dilma. “Pelo andar da carruagem, a situação não está boa em nenhuma das duas instâncias.”

O ex-ministro, contudo, evitou se manifestar pela condenação ou pela inocência de presidente em ambos os casos. “Não quero avançar em um juízo técnico de antecipação de resultado”, comentou.

No PT, corrupção é questão de atitude.

(Folha) Controlada por sindicatos ligados à CUT e ao PT, a Editora Gráfica Atitude (edita a revista do Brasil) não apresentou comprovantes dos serviços para justificar o recebimento de R$ 2,6 milhões de empresas ligadas à Setal Óleo e Gás (SOG), uma das investigadas na Operação Lava Jato, segundo depoimentos de funcionários da companhia à Justiça Federal no Paraná. 

Nesta segunda-feira (6), funcionários afirmaram que as notas fiscais chegavam à empresa sem qualquer prova de que os serviços eram executados. Em delação premiada, o executivo da SOG Augusto Ribeiro de Mendonça Neto afirmou que os pagamentos à Atitude eram na verdade propina ao PT. 

Ao todo, três empresas de Mendonça –a SOG, a Projetec e a Tipuana Participações– realizaram transferências bancárias de R$ 2,6 milhões à gráfica entre 2010 e 2013, mas os contratos com a Atitude foram assinados pela SOG e outra empresa controlada por Mendonça, a Setec. A gráfica tem como donos o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Sindicato dos Bancários de São Paulo. 

"Não [houve comprovação de serviço prestado], efetuamos os pagamentos porque havia formalização contratual e autorização [de Mendonça]", disse Felipe de Oliveira Ramos, gerente financeiro da SOG entre 2007 e 2012. 

Outro funcionário da SOG, Johnny Rosa Vignoto, afirmou que autorizou as transferências no total de R$ 1,1 milhão em 2013 para as contas da Atitude mediante a apresentação de notas fiscais mesmo sem a entrega de provas de que os serviços da gráfica tinham sido prestados. 

Em depoimento em março, Augusto Mendonça que disse que a Atitude foi indicada pelo tesoureiro afastado do PT João Vaccari Neto (preso na Lava Jato) e que todo o valor transferido à gráfica foi descontado dos subornos que a SOG deveria repassar ao PT em virtude de contratos assinados com a diretoria de Serviços da Petrobras, referentes a obras das refinarias Repar, em Araucária (PR) e Replan, em Paulínia (SP).

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Acordem, corruptos! O problema do PT não é o DEM, PSDB ou SDD. Problema do PT é o TCU, TSE, MPF, PF e STF. É a Lei, canalhas!

Não adianta dar piti, petistas. Não adianta bancar a Narizinho em Pé no plenário ou o Falcão do Bico Torto na Imprensa. O problema de vocês não é com a Oposição. O problema de vocês é com a Justiça, com a Lei, com a Constituição Federal,  porque este governo sujo, pode, corrupto e ilegitimo fraudou as eleições, roubou os cofres públicos e ainda por cima mentiu na contabilidade. Parem com estes gritinhos esbaforidos e estes chiliques. Preparem uma boa defesa. Pressionem mais as instituições democráticas como Lula está fazendo, pois este é o modus operandi deste chefe de bando. Sejam ainda mais corruptos. Mais sujos. Mais bandidos. Com gritinhos e pulinhos de raiva não vai adiantar nada, pois a Lei, a Justiça e a Constituição Federal estão aí e serão respeitadas. E quem vai garantir isso será o povo na rua, um lugar que será cada vez mais difícil de petista frequentar. Finalmente, golpistas são vocês que rasgaram todas as regras da República. Que cometeram todos os crimes eleitorais possíveis. Que estão quebrando o Brasil a cada dia.

Em que buraco Dilma e o PT vão colocar o Brasil?

Hoje saiu mais um Boletim Focus, que é a projeção que uma série de grandes agentes financeiros sob liderança do Banco Central produz para os principais indicadores econômicos. Por curiosidade, o Blog foi comparar com o último relatório de 2014, publicado em 26 de dezembro.No período de seis meses, a economia deteriorou-se tanto que beira ao descontrole. A quanto chegaremos no final do ano, seguindo este mesmo ritmo? Com a produção industrial caindo 10%? O PIB caindo 3%? A inflação em 15%? A SELIC beirando os 20%? E o dólar a R$ 4? Claro que os economistas dirão o contrário, que as coisas não são tão lineares assim. Mas foram estes mesmos economistas que projetaram o final de 2014. O quadro econômico atual está dando um aviso: acabem com este governo ou este governo acaba com o Brasil.

Inflação ultrapassa aprovação da Dilma.

O BC acaba de informar que a inflação de 2015 será de 9,04%, acima dos 9% de popularidade da decadente presidente da República, a ciclista, pesquisadora sobre mandiocas e especialista em tochas olímpicas Dilma Rousseff.

PMDB quer ter nome em 2018. O mais viável é Serra.

Com o desenvolvimento  da operação Lava Jato, que envolve diretamente Renan Calheiros e Eduardo Cunha e com o fracasso anunciado (vide Copa 2014) das Olimpíadas 2016, cujo nome para brilhar é o destemperado Eduardo Paes, o PMDB abandonará sua curta lua-de-mel com cerca de 5% do eleitorado, segundo as últimas pesquisas. No entanto, o sonho do PMDB é a presidência da República em 2018. Mais viável para o partido reinar por algum tempo seria encaminhar o impeachment de Dilma, correndo o risco de novas eleições ou da posse do segundo colocado, Aécio Neves, dependendo da interpretação das leis por parte do Legislativo e do Judiciário. Hoje o Estadão chama o partido de "novo PMDB", o que é um absurdo. Não há nada de novo ali. Quem manda são os mesmos caciques, entre os quais nenhum  escapa de quatro ou cinco processos por corrupção, improbidade administrativa ou outros crimes no STF. O que não surpreende é que José Serra sirva de pano de chão para limpar a sujeira do PMDB, surgindo como o candidato peemedebista. Sem chance no PSDB, seria uma forma de tentar se vingar do partido onde se criou e onde perdeu duas eleições presidenciais. Segundo ele, por culpa dos tucanos, não dele. Leia mais aqui.

Aécio: não há como calar a sociedade nem as suas instituições representativas.

Artigo publicado na Folha de São Paulo, hoje, pelo presidente reeleito do PSDB, Aécio Neves, intitulado "Desafio".

 A retórica desconexa e o raciocínio enviesado da presidente Dilma brindaram os brasileiros recentemente com o uso inapropriado de duas palavras duras --delação e traição. Sobre a primeira nem há o que falar --o instrumento da delação premiada é legal e está inserido nas normas democráticas. 

Quanto à traição, ainda que não se discuta a legitimidade da presidente para tocar no assunto, afinal não se tem memória de um governante que tenha traído tão profundamente os que nele acreditaram, é preciso anotar a infelicidade da fala. Basta dizer que ao comparar o senhor Ricardo Pessoa a Joaquim Silvério dos Reis, a presidente terminou por comparar o ex-tesoureiro do PT João Vaccari a Tiradentes, o que demonstra no mínimo o absurdo do pensamento. 

Estamos vivendo um dos piores períodos de nossa história republicana. As contas públicas, a inflação, a produção industrial, o mercado de trabalho, as obras do PAC, nada resistiu ao monumental conjunto de erros protagonizados pelo governo petista. À incompetência gerencial se soma o oportunismo político, a miopia ideológica e o desapreço pela transparência, para temos pronta a receita do caos. Eis o Brasil do PT. 

É preciso, no entanto, reconhecer que o país tem hoje, a favor da preservação da governabilidade, um sólido aparato institucional. Instituições como o Congresso, o Ministério Público, o STF e as demais instâncias do Judiciário atuam com independência e responsabilidade para assegurar a plenitude do Estado de Direito e dos preceitos constitucionais. 

Esse é o avanço da democracia que devemos saudar e respeitar. Quando o PT tenta interferir nas ações da Polícia Federal, o partido dá um péssimo exemplo de como devem ser pautadas as relações institucionais no país. Não há mais como calar a sociedade, muito menos suas instituições representativas. 

A verdade é que vivemos tempos ruins, agravados a cada dia pelo atual governo, que mentiu e ainda mente, aumentando o índice de desconfiança de empresários, investidores e trabalhadores. É nesse contexto que o PSDB realizou no domingo (5) a sua convenção nacional, reafirmando compromissos com os brasileiros. Em um encontro repleto de emoção, líderes e militantes de todos os cantos do país trouxeram a sua mobilização intransigente em favor da democracia, da luta por um país mais justo e igualitário, do compromisso com a ética e o interesse público. 

A sociedade brasileira está ávida pela boa política. Os partidos da oposição têm o apaixonante desafio de aprofundar a interlocução com a população e responder ao enorme desejo de participação de milhões de cidadãos mobilizados e indignados. É esse o caminho a trilhar, com coerência, transparência e respeito, sem desvios ou concessões.

Aécio 26 x 1 Alckmin.

(O Globo) Se houvesse uma prévia hoje entre os novos dirigentes dos diretórios estaduais do PSDB para a escolha do candidato do partido a presidente, o senador Aécio Neves (MG), que será reeleito neste domingo para comandar o partido por mais dois anos, teria uma maioria esmagadora. Em conversas reservadas, tucanos pró-Aécio fazem um paralelo com 2010, quando defenderam as prévias entre o senador José Serra (SP) e Aécio: se tivessem sido feitas, teria dado 26 a 1 para Serra. Aécio só tinha Minas Gerais. Hoje, diz um tucano, se houvesse prévias, daria o contrário: 26 pró-Aécio e apenas São Paulo com o governador Geraldo Alckmin.

Apesar das manifestações pró-Aécio como o candidato natural, todos, entretanto, têm uma preocupação comum: para os tucanos, a maior armadilha para o partido, que tem chances reais de voltar ao Planalto daqui a 3 anos, é estar rachado para enfrentar o PT. Presidente do partido, Aécio, no entanto, procura minimizar a questão.

— Talvez uma das maiores tarefas, nestes dois anos, seja preservar a unidade do partido. E esse discurso é discurso de quem teme muito o PSDB e fica desde já estimulando a nossa divisão. E para isso eu tenho que, infelizmente, dar uma má notícia: nós estaremos unidos e prontos para vencer as eleições para o bem do Brasil — ironiza Aécio.

RECALL DA ÚLTIMA ELEIÇÃO
Aécio tem o comando de uma máquina turbinada pelo novo Fundo Partidário e um recall (taxa de conhecimento pelo eleitorado) da última eleição. Mas Alckmin tem nas mãos o comando de São Paulo e terá no Diretório Nacional homens de confiança: o deputado Silvio Torres como secretário geral; o ex-governador Alberto Goldman, que continua como um dos vice-presidentes; e o deputado Eduardo Cury (SP), que será o interlocutor do partido junto aos prefeitos de todo o país, o que permite ter capilaridade no Brasil.

O suplente do senador José Serra (SP), o ex-deputado José Aníbal, disputa o comando do Instituto Teotônio Vilela com o deputado José Carlos Hauly (PR). O fato de, em São Paulo, a última pesquisa ter dado Aécio na frente de Alckmin também é “sugestivo”, segundo tucanos. Eles alegam que Aécio fez uma boa campanha e estreitou laços com os políticos nos estados, o que ajudaria bastante. No entanto, Alckmin também tem bom trânsito no partido, mas não foi candidato na última eleição.
 
O discurso para alertar a todos, entretanto, é que o PSDB não pode cair na armadilha e se lançar numa guerra fratricida, porque, se chegar dividido em 2018, perde a possibilidade de vitória contra um PT em crise.

DIRETÓRIO DE GO ARTICULA NOME DE MARCONI PERILLO
Com mais dois anos de mandato no comando do PSDB, Aécio Neves terá a seu favor a máquina do partido para articular sua candidatura nos diretórios estaduais e municipais. Mas os desfechos nas eleições regionais nem sempre foram pacíficos. No Rio Grande do Sul, Aécio teve que intervir para suspender a disputa. Noemou uma comissão provisória, comandada pelo deputado Nélson Marchezan Jr., seu aliado, que tem resistência nas bases do partido no estado. Ele disputa com Lucas Redecker, favorito. O argumento para a intervenção foi acirramento político e necessidade de manter unidade partidária.

Nas eleições dos diretórios de Minas Gerais e de São Paulo, Aécio e Alckmin participaram e demarcaram território. Em Minas, com a eleição do deputado Domingos Sávio, o ato foi mais discreto. Em São Paulo, o deputado estadual Pedro Tobias usou o evento para marcar o lançamento da candidatura de Alckmin a presidente. A partir desse gesto, Alckmin começou a intensificar sua agenda nacional. No discurso, Tobias disse que o país quer “Geraldo presidente”:  — Esse é o nosso governador, que cuida de São Paulo. O país precisa de um médico, porque está doente, corrompido.

ALCKMIN: VOTOS EM 2 REGIÕES
Na avaliação de dirigentes tucanos, se disputar prévias com Aécio, Alckmin pode ter voto nos diretórios das regiões Sul e Sudeste. No Nordeste, Aécio tem apoio consistente. Em Pernambuco, o novo presidente do diretório, deputado Antônio Morais, segue o antecessor, Bruno Araújo, ligado a Aécio. Na Paraíba, Ruy Carneiro é Aécio, como o líder no Senado, Cássio Cunha Lima. No Rio, o deputado Otavio Leite foi eleito. Aecista, evita se posicionar.

Mas o deputado Célio Silveira, novo dirigente estadual em Goiás, aposta em uma terceira via: o governador Marconi Perillo, que não pode mais se reeleger. — Uma briga entre Alckmin e Aécio permitirá que o governador Marconi Perillo entre como uma terceira via forte.  E alguns poucos tucanos, como o senador Ataídes Oliveira (TO) e o deputado Arhtur Bisneto (AM), reconhecem publicamente a preferência por Aécio. — Pela força que demonstrou nas urnas, não vejo como o partido não encampar a candidatura em 2018 — diz Bisneto. 

— Hoje, o nome pronto, na memória do povo, é o do Aécio. Não vai ter prévia — diz Oliveira. Líder em exercício na Câmara, o deputado Nilson Leitão (MT) diz que o candidato natural é Aécio, mas que só se pode refletir sobre isso quando Alckmin se apresentar: — O tempo de divisão acabou. Aécio saiu da eleição como líder da oposição.

Sobre o parlamentarismo do Serra.

Ontem José Serra tirou do bolsinho um factóide que surpreendeu a todos os tucanos presentes na convenção do PSDB: que o partido volte a defender o parlamentarismo. Ora, no programa de 1988 do PSDB, quando a democracia voltava a reinar no país, o partido se posicionou a favor deste modelo de governo, com a condicionante de acatar o plebiscito que se realizaria quatro anos depois. O povo decidiu pelo presidencialismo. Em 2007, no novo programa dos tucanos, este passou a ser o texto oficial:

Portanto, conforme dito, parlamentarismo não está na pauta do PSDB, a não ser de alguns saudosistas, os "cabeças brancas" que estão sendo atropelados por uma juventude que está chegando com vontade de ganhar e eleição e não de ficar em cima do muro evitando o embate com os adversários e fazendo acordos sem dar satisfações para os seus eleitores.