segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aécio vai resgatar PF do aparelhamento do PT.

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, acusou o PT e a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff, de usar as instituições públicas a seu favor. Ele reagiu à declaração da presidente em relação às investigações da Polícia Federal na Petrobras e disse que a ação é o retrato da "visão patrimonialista, atrasada e pouco democrática do governo do PT." 

Durante debate realizado na TV na noite deste domingo (28), a presidente disse que foi ela quem demitiu Paulo Roberto Costa –envolvido num esquema de desvio de dinheiro da estatal, alvo da Polícia Federal, que contou com a participação ainda de doleiros, políticos e fornecedores da empresa. 

"A Polícia Federal do meu governo apurou esses malfeitos e ilícitos", disse a presidente, no debate.O senador disse que o partido "acha que pode se apoderar das instituições como se elas estivessem a seu serviço." 

O tucano afirmou que a Polícia Federal não investiga porque a presidente quer, mas investiga porque essa é a sua função. "A Polícia Federal investiga porque é essa a responsabilidade constitucional dela. A PF está, infelizmente, sucateada, com o menor investimento dos últimos cinco anos", afirmou Aécio em Uberlândia (MG), onde cumpriu agenda de campanha nesta segunda-feira (29). 

"[A PF] É uma instituição do Estado, como é o Ministério Público. O governo do PT acha que o Estado lhe pertence. Por isso temos que rapidamente encerrar esse ciclo de governo, que tão mal vem fazendo ao Brasil."
No debate, Aécio disse que "falta indignação" a Dilma sobre erros na Petrobras. Ele disse também que se vencer as eleições vai "resgatar" a PF, "do ponto de vista da sua estrutura, da valorização dos seus agentes e dos delegados."

Depois de renegar Minas Gerais no debate, Dilma desiste de falar com os mineiros para guardar a voz para São Paulo.

Em dia de resultados negativos na área econômica, a presidente Dilma Rousseff cancelou coletiva prevista para sua passagem por Belo Horizonte. Ela fará uma "caminhada" em um conjunto de favelas da capital, o Aglomerado da Serra. Mas a assessoria informou que, por estar "afônica" e ter que preservar a voz para um comício à noite em São Paulo, ela não dará a coletiva, apenas fará um pronunciamento em cima do veículo. O Banco Central derrubou a previsão de crescimento para este ano de 1,6% para 0,7%.

A “caminhada” de Dilma será feita em caminhonete, com voltinha na praça e discurso à comunidade de cima do carro. Os quarteirões em volta foram isolados com grades. O evento com o candidato do PT ao governo, Fernando Pimentel, estava previsto para 11h30m.

Na quadra de esportes, por enquanto, apenas alguns militantes dançam com bandeira ao som do jingle "Dilma, coração valente" em ritmo que vai do xaxado ao funk. As redondezas estão cercadas por policiais militares fortemente armados com metralhadoras. Nas últimas semanas Pimentel também foi acometido por forte faringite que o tirou de dois debates nas emissoras locais. (O Globo)

Aécio apresenta programa de governo para mudar o Brasil.

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, prometeu anunciar hoje a versão completa de seu programa de governo. Está prevista também uma entrevista coletiva no comitê central do tucano, em São Paulo, para a apresentação do documento com as propostas do concorrente ao Palácio do Planalto.

Na sexta-feira, em ato de campanha em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, Aécio disse que “a construção do nosso programa de governo, que será divulgado na segunda-feira, deixará claro qual o caminho que nós percorremos para, a partir do resgate das agências reguladoras, do respeito aos contratos, permitirmos um aumento da taxa de investimentos no Brasil, fundamental à geração de empregos”. 

Em agosto, o candidato do PSDB chegou a dizer que apresentaria suas propostas no começo de setembro. A repercussão negativa em torno do documento de Marina Silva (PSB), que precisou retificar itens relacionados à política LGBT e retirar o uso de energia nuclear do programa, no entanto, fizeram Aécio mudar de ideia e postergar a divulgação do texto final.

Para evitar problemas semelhantes, a equipe comandada pelo ex-deputado Arnaldo Madeira fez um pente-fino do programa de governo antes de apresentá-lo a Aécio. O próprio candidato deu a palavra final sobre o documento antes de confirmar a data de apresentação. (EM)

Dilma sobe e Brasil despenca.

A bolsa paulista recuava fortemente nos primeiros negócios desta segunda-feira, depois que novas pesquisas mostraram a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, avançando ainda mais na corrida presidencial, ao mesmo tempo em que não se confirmaram boatos da sexta-feira de reportagens muito negativas aos petistas em revistas no fim de semana. 

Às 10h20, o Ibovespa recuava 5,37 por cento, a 54.142 pontos. As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras desabavam mais de 10 por cento. Se Dilma for reeleita, analistas e profissionais do mercado financeiro veem com ceticismo a possibilidade de mudanças na política econômica. A possibilidade maior que pesquisas eleitorais de agosto trouxeram de mudança no comando do Palácio do Planalto motivou forte alta da Bovespa naquele mês. 

Nesta sessão, o quadro externo desfavorável corroborava para as perdas no mercado acionário local, com declínio nas bolsas europeias e nos índices futuros norte-americanos e nas bolsas europeias, em meio a manifestações civis em Hong Kong.(Estadão)

Veja repete denúncia contra Vox Populi que este Blog fez há quatro anos.

Há quatro anos, em abril de 2010, nosso Blog fez a denúncia de que a Vox Populi, instituto ligado ao PT, financiado pelo governo federal, fazia as suas pesquisas nos mesmos municípios. Com certeza, com as mesmas pessoas. Talvez repetindo até mesmo os questionários. Um escândalo. Clique aqui para lembrar.

Leia abaixo o que o Radar Online, da Veja, acaba de publicar:

O Vox Populi, que ontem trouxe Dilma Rousseff treze pontos à frente de Marina no primeiro turno, fez suas últimas quatro pesquisas presidenciais nas mesmas 147 cidades. Duas pesquisas foram encomendadas pela Carta Capital e outras duas pela Record.
A exceção na lista de cidades pesquisadas pelo do Vox Populi aconteceu nas duas últimas pesquisas. Saiu do levantamento a cidade de Jaci, no interior de São Paulo, e entrou a cidade de Planalto, também no interior paulista.
O método utilizado pelo Vox Populi para escolher os municípios, o da Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT), é o mesmo usado pelo Ibope que, no entanto, não repete a mesma lista de cidades em todas as pesquisas.
Já o Datafolha sorteia cidades e bairros pesquisados a cada nova pesquisa eleitoral. Trata-se de “cuidado para evitar ações de partidos nos locais de pesquisa, e para evitar que os mesmos moradores de um bairro sejam entrevistados diversas vezes, viciando a mostra”.
Este cuidado que o Datafolha revela, o Vox Populi despreza.

Por Lauro Jardim

Dilma renega sua terra natal e diz que Minas Gerais é o estado de Aécio Neves.

No debate da Record, Dilma renegou Minas Gerais, seu estado natal.

Ao responder uma questão sobre segurança pública, Dilma Rousseff cometeu um deslize que deve custar centenas de milhares de votos e a derrota no terceiro colégio eleitoral do país. Para tentar culpar Aécio Neves, que foi governador de Minas Gerais, repetiu várias vezes que Minas era o estado dele. " O seu estado", insistia e repetia Dilma. Esqueceu que também é nascida em Minas Gerais, apesar de sempre ter renegado as suas origens, preferindo ser vista como gaúcha. No debate da Record, apenas confirmou o que todo Brasil sabia e apenas parte dos mineiros ainda não acreditava: ela não gosta de Minas.

Marina Silva mostrou toda a sua fragilidade física e psicológica no debate da Record. Não tem estatura para comandar o país.


Do Blog do Josias de Souza:

O debate presidencial transmitido na noite passada pela Record foi uma espécie de luta de boxe na qual Marina Silva entrou com a cara. Dilma Rousseff esmurrou-a impiedosamente. Aécio Neves desferiu-lhe um par de jabs. Até a nanica Luciana Genro levou-a às cordas. No final, a parte da anatomia de Marina que mais apareceu no vídeo foi seu queixo de vidro.

Anabolizada pelo treinamento do marketing, Dilma foi para cima de Marina já na primeira pergunta. “A senhora mudou de partido quatro vezes, mudou de posição de um dia para outro em problemas de extrema importância, como a CLT, a homofobia e o pré-sal. Num debate da Bandeirantes, a senhora disse que tinha votado a favor da criação da CPMF porque achava que era o melhor que se podia ter para a saúde. Qual foi mesmo o seu voto como senadora?”

A indagação de Dilma ecoava uma propaganda que sua campanha veiculara na tevê ao longo do domingo, como quem prepara uma emboscada. Escorada no noticiário, a peça demonstrava que, diferentemente do que dissera, Marina votara contra a proposta de criação da CPMF em duas ocasiões. Como as votações ocorreram em dois turnos, ela dissera “não” ao chamado imposto sobre o cheque quatro vezes.

Sem poder negar o inegável, Marina ajustou a declaração que fizera antes. Em verdade, ela endossara a CPMF na votação da proposta que criou o Fundo de Combate à Pobreza, uma iniciativa do ex-senador pefelê Antonio Carlos Magalhães. “A composição do fundo seria: recursos da CPMF e dos impostos sobre cigarro”, disse Marina no debate. “Naquela oportunidade, [...] portanto, votei favoravelmente, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy, mesmo com a oposição séria de várias lideranças do PT, que à época diziam que eu estava favorecendo um senador de direita.”

Punhos em riste, Dilma foi à réplica: “Candidata Marina, eu não entendo como a senhora pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF. Nessas quatro vezes a senhora votou não. Isso consta dos anais do Senado. Atitudes como essas produzem insegurança. Governar o Brasil requer firmeza, coragem, posições claras e atitudes firmes. Não dá pra improvisar. Então, candidata, me estarrece que a senhora não lembre como votou quatro vezes contra a criação da CPMF.”

Abstendo-se de comentar os votos contrários, Marina, por assim dizer, dobrou os joelhos: “Eu me lembro exatamente quando votei a favor. Não tenho a lógica da oposição pela oposição nem da situação raivosa, que não é capaz de dialogar em nome dos interesses do Brasil. E nem da situação cega, que só vê qualidades mesmo quando os defeitos são evidentes. Tive uma prática coerente a vida toda. Defendi, sim, a CPMF para o fundo de combate à pobreza e é mais uma das conversas que o PT tem colocado para deturpar o processo.” Tempo esgotado, cortou um dos apresentadores.

Marina vem dizendo que prefere o debate ao embate. Após assistir à surra da noite passada, um de seus aliados disse que Marina talvez devesse considerar a hipótese de entrar na briga de uma vez por todas. Sob pena de morrer como uma transeunte inadvertida. Em política, quem se entrega ao dilema shakespeariano (to be ou not to be) raramente chega a ser.

Dilma foi aos estúdios da Record orientada para esfregar na cara de Marina as mistificações que, exploradas na propaganda eleitoral petista, puxaram-na para baixo nas pesquisas. “Não se pode usar dois pesos e duas medidas”, fustigou Dilma noutra passagem. “Qual é a posição da senhora a respeito dos créditos para os bancos públicos, o chamado crédito direcionado subsidiado? A senhora sabe a quanto monta esse crédito?”

Além de se converter num ser que se justifica a cada sílaba, Marina fez, de resposta em resposta, propaganda involuntária dos programas expostos na vitrine eleitoral de sua antagonista: “Eu não só vou manter o crédito dos bancos públicos para o Minha Casa, Minha Vida, para ajudar a nossa agricultura a se desenvolver, como vou fortalecer os bancos públicos. Isso é mais um boato que está sendo dito em relação à nossa aliança, de que nós vamos enfraquecer os bancos públicos.”

Dias atrás, Marina chorou ao comentar os ataques que o petismo lhe faz com o endosso de Lula. De tanto se queixar dos boatos criados na usina de marketing de João Santana, a rival de Dilma corre o risco de se autofragilizar. De resto, candidato que reclama de malandragens dos rivais pode acabar soando como comandante de navio que se queixa do mar. “O que vamos evitar é aquele subsídio que vai para empresários falidos, meia dúzia de escolhidos para ser campeões do mundo”, prosseguiu Marina. “…Esses, sim, não terão vez no meu governo. Não vamos permitir que recursos do BNDES sejam usados por meia dúzia.”

E Dilma: “Interessante, porque no seu programa consta justamente que a senhora vai reduzir o papel dos bancos públicos.” Ensaiada, a discípula de João Santana tirou sarro de Marina: “Sei que a senhora não sabe o montante dos créditos direcionados. É R$ 1,340 trilhão de reais. Isso significa, candidata, que toda a estrutura do Brasil, a produtiva e a social, está ligada a esse crédito.” “O que vamos evitar é aquele subsídio que vai para empresários falidos, meia dúzia de escolhidos para ser campeões do mundo”, prosseguiu Marina. “…Esses, sim, não terão vez no meu governo. Não vamos permitir que recursos do BNDES sejam usados por meia dúzia.”“Eu vou manter, sim, o crédito direcionado…”, repisou Marina. “Isso está muito claro no meu programa. É mais um dos boatos que estão sendo espalhados.” 

Um repórter perguntou quem decidiria sobre a manutenção de programas sociais como o Bolsa Família num hipotético governo Marina, ela ou seus assessores bem-nascidos? “Quem vai decidir a manutenção dos programas sociais do meu governo é a sociedade brasileria”, respondeu Marina. 

Instado a comentar, Aécio Neves acionou os punhos: “No meu governo, serei eu que irei decidir. E eu manterei os programas sociais, blá, blá, blá…” Aécio continuou jabeando: “…Vejo com certa estranheza a candidata Marina se queixar muito, hoje, das ofensas, das calúnias e dos boatos que os candidatos de oposição sofrem, de que vão acabar com esses programas sociais. Os boatos realmente existem, candidata, mas sempre existiram. Edistiram contra nós quando a senhora estava no PT. E não me lembro, infelizmente, de nenhuma palavra da senhora contra esse tipo de política que o PT continua praticando.”

A alturas tantas, Marina dirigiu a Aécio uma questão sobre a matriz energética do país. Concordaram no essencial: é preciso diversificar o modelo, adicionando a energia eólica, a solar e a da biomassa. Mas Marina criticou a “falta de planejamento” que vigorou nos governos do PT e também no do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Aécio viu-se compelido a defender o correligionário. Fez isso atacando: “A senhora cita governo Fernando Henrique, que tinha um grande desafio: o desafio de domar a inflação, de tirar o perverso imposto inflacionário das costas do trabalhador brasileiro. Lutamos muito por isso, contra o PT. Isso aconteceu, lamentavelmente, num tempo em que a senhora participava do PT.”

O marqueteiro Duda Mendonça costuma dizer que o eleitor prefere ouvir propostas a testemunhar ataques. Por essa teoria, a pancadaria pode se voltar contra o agressor. Responsável pelos efeitos especiais do comitê de Dilma, João Santana, que já trabalhou com Duda, subverte essa lógica. Até aqui, foi na base da pancada que ele puxou Marina para baixo e melhorou os índices de sua candidata nas pesquisas.

Além do auxílio luxuoso de Aécio, que tenta tomar o lugar de Marina no segundo turno, João Santana contou com o reforço de Luciana Genro. “Tu tens dito que defendes uma nova política”, disse a candidata do PSOL para Marina. “, antes , Marina. “Mas teus economistas são ligados ao PSDB… e tua campanha é financiada por bancos e empreiteiras. Como é que tu vais fazer uma nova política com esses aliados.”

Marina levou um minuto e meio para dizer que Luciana não entendia nada de nova política, que “está sendo feita pela sociedade brasileira”. E sua interlocutora: “A nova política da Marina é assim: ela recebe a pressão do agronegócio, cede e diz que nunca foi contra os transgênicos. À pressao dos banqueiros, ela cede dizendo que vai dar autonomia pro Banco Central. À pressão dos reacionários do Congresso, [...] ela cede e joga na lata do lixo o seu programa de defesa dos direitos LGBT. Essa é a nova politica da Marina. Mais velha do que a história.”

Nas cordas, Marina fez para a nanica Luciana a mesma pose de vítima que faz para a peso-pesado Dilma: “A nova política que eu pratico é exatamente para evitar esse tipo de atitude, que espalha boatos, que espalha calúnias, sem nenhum compromisso com a verdade. Isso é velha política.”

Aécio vence o debate e cola em Dilma a culpa pela corrupção na Petrobras.


Debate entre os candidatos à Presidência da República na TV Record em São Paulo
Foto: Fernando Donasci / O Globo
O senador tucano Aécio Neves disse, no debate da TV Record neste domingo (28), que falta à presidente Dilma Rousseff (PT) manifestar indignação diante das denúncias de corrupção na Petrobras. "É vergonhoso, eu expresso aqui a indignação de milhões de brasileiros. As denúncias não cessam", atacou o candidato do PSDB. "Não há um sentimento de indignação, não vejo em momento algum a senhora dizendo 'não é possível que fizeram isso nas minhas barbas sem eu saber o que estava acontecendo'. Não, candidata, essa indignação está faltando", completou.

Suspeitas sobre superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, e na construção de Abreu e Lima, em Pernambuco, motivaram a criação de CPI no Congresso sobre a estatal. Dilma presidiu o conselho de administração da empresa no governo Lula. Além disso, operação deflagrada em março pela Polícia Federal descobriu um esquema de desvio de dinheiro na estatal que envolveu o ex-diretor Paulo Roberto Costa, doleiros, políticos e fornecedores da empresa. 

"Candidato, eu combato a corrupção para fortalecer a Petrobras. Tem gente que combate para usar as denúncias de corrupção para enfraquecer a Petrobras", rebateu a presidente.

Segundo tucanos, Aécio procurou centrar os ataques a Dilma durante o debate como estratégia para manter a seu lado eleitores antipetistas que o trocaram por Marina Silva (PSB) nas últimas semanas.A Petrobras foi trazida ao debate pela própria Dilma, que relembrou discurso proferido na Câmara por Aécio em 1997 no qual ele declarou que "pode ser que chegue o momento de discutirmos a privatização da Petrobras". Ela então perguntou que privatizações estariam "no radar" do tucano, caso eleito. 

"Nós não vamos privatizá-la [a Petrobras], inclusive, um projeto de lei que proíbe a sua privatização é de autoria do PSDB, mas eu vou reestatizá-la, vou tirá-las das mãos desse grupo político que tomou conta dessa empresa e está fazendo aquilo que nenhum brasileiro poderia imaginar, negócios há 12 anos", respondeu o tucano, aproveitando então para falar de denúncias de corrupção envolvendo a estatal. 

Nas eleições de 2006, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito, o PT tentou colar no então candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, a pecha de privatista. O tucano passou boa parte da campanha tentando garantir que, se eleito, não privatizaria a Petrobras nem bancos públicos como o Banco do Brasil.

As denúncias sobre a Petrobras motivaram pedido de resposta de Dilma durante o debate. A petista aproveitou o tempo concedido para dizer que foi ela quem demitiu o ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso por sua ligação com um bilionário esquema de lavagem de dinheiro. Em acordo de delação premiada protegido por segredo de Justiça, ele acusou políticos e empresários de participação em esquemas de desvios envolvendo a Petrobras. "Quero deixar claro que quem demitiu o Paulo Roberto fui eu e que a Polícia Federal, no meu governo, apurou esses malfeitos e ilícitos", disse a presidente. Aécio rebateu com ironia, afirmando que a Polícia Federal é um órgão de estado e quem investiga quem quiser e não quem a presidente manda. ( Informações Folha de São Paulo)

Do Blog do Noblat

Cito de memória:

- Não é possível que a senhora não tenha ainda pedido desculpas pela corrupção na Petrobras – provocou Aécio Neves (PSDB), a certa altura do debate entre os candidatos a presidente da República promovido, ontem à noite, pela Rede Record de Televisão.

Dilma (PT) olhou para Aécio de cara feia. Antes que ela respondesse, Aécio voltou a provocar:
- Não há um sentimento de indignação, não vejo em momento algum a senhora dizendo 'não é possível que fizeram isso nas minhas barbas sem eu saber o que estava acontecendo'. Não, candidata, essa indignação está faltando.

Aí Dilma não se conteve:
- Fui eu que autorizei a Polícia Federal a prender Paulo Roberto Costa [ex-diretor de Abastecimento da Petrobras] e os doleiros [um deles Alberto Youssef.

- Não é a senhora que manda a Polícia Federal prender. A Constituição garante a autonomia da Polícia Federal – devolveu Aécio. Foi o melhor momento do debate. E o pior momento de Dilma, que mentiu. A Polícia Federal atuou sem o seu conhecimento
 
Teve outro momento também muito ruim para Dilma. Novamente foi quando Aécio a criticou – dessa vez por ter ido à sede da ONU em Nova Iorque fazer a apologia do seu governo. - A senhora sugeriu lá que se negociasse com cortadores de gargantas [terroristas do Estado Islâmico que degolam prisioneiros e estrupam mulheres].
 
Dilma pareceu surpresa com o comentário. As regras do debate permitiram que os candidatos trocassem disparos e exibissem seus pontos fortes e fracos.
 
Recomenda-se a Dilma e a seus correligionários que façam tudo para que a eleição termine no próximo domingo. Porque se não terminar ela correrá o risco de a passar por novos apertos. Os candidatos que se enfrentarem num eventual segundo turno debaterão entre si pelo menos meia dúzia de vezes. Debate não é a praia de Dilma. Não é mesmo.

Dilma conversou muito e fez pouco: não cumpriu 4 de cada 10 promessas de 2010. A cada 3 promessas, só terminou uma.

 
Se o Brasil fosse um colégio; a presidente Dilma Rousseff, uma estudante; e as promessas feitas por ela em 2010, o currículo escolar; essa aluna teria passado de ano raspando. Seu desempenho final teria ficado um pouco acima da média. Em quase quatro anos de mandato, Dilma cumpriu integralmente 22 de 69 promessas feitas por escrito em 2010.

Seus melhores desempenhos foram nos temas trabalhistas, em que só tira nota "A", e na área da saúde. É onde estão os resultados mais vistosos de seu "boletim". Além disso, Dilma fez mais da metade do prometido em 17 compromissos assumidos, resultados que também podem ser considerados positivos.

Mas a mesma "aluna" teve desempenho insatisfatório em 16 promessas. E, pior ainda, abandonou 14 juramentos. As "notas mais baixas" foram em meio ambiente e segurança . Esses dados são o resumo de avaliações feitas pela Folha a partir de promessas extraídas do documento "Os 13 compromissos programáticos de Dilma Rousseff para debate na sociedade brasileira", caderno de 21 páginas que simbolizava seu programa de governo em 2010.O material foi apresentado por Dilma em outubro daquele ano, a apenas seis dias do segundo turno que a consagrou presidente. Depois, uma versão reduzida foi colocada no site da Presidência sob o título "Diretrizes de governo".

"Os 13 compromissos" é um conjunto genérico desde o título, que mistura pelo menos 69 promessas e intenções (avaliadas pela reportagem) com obrigações constitucionais de qualquer presidente, como as juras de "preservar a autonomia dos poderes" ou "garantir a liberdade de expressão" (não avaliadas). As promessas não aparecem de forma sistematizada. Estão contidas no texto, quase sempre entre frases abrangentes, sem prazo ou meta numérica.

Para fazer a avaliação, portanto, adotou-se uma escala simplificada de quatro notas: "A" para as promessas 100% cumpridas; "B" nos casos em que a realização não foi completa, mas há resultado relevante; "C" para as situações em que o governo fez pouco, menos da metade do prometido; e "D" para os exemplos de abandono da ideia original. Com este método, só é possível medir um percentual final de desempenho agrupando as notas "A" e "B" como resultado positivo, e "C" e "D" como resultado negativo. Fazendo esse exercício, e atribuindo o mesmo peso para cada item, conclui-se que Dilma cumpriu 57% de seu programa e deixou de fazer 43%.

A checagem do cumprimento de "Os 13 compromissos"-sempre com dados oficiais e auxílio de especialistas- ajuda a entender os quase quatro anos de Dilma. Mas não pode ser confundida com um balanço completo de seu mandato. Primeiro porque algumas questões cruciais até hoje não resolvidas simplesmente não constavam naquelas páginas, como uma proposta clara para financiamento da saúde ou o prazo para conclusão da demarcação de terras indígenas. Segundo porque, por outro lado, ações relevantes do governo Dilma, algumas reconhecidamente positivas, não apareciam como promessa durante a eleição de 2010.

Exemplos disso são a criação da Comissão Nacional da Verdade, para apurar crimes da ditadura militar, e o programa Mais Médicos, tentativa de minimizar a carência de profissionais pelo país.A redação genérica do programa em 2010 é uma tendência cada vez mais frequente nas campanhas. Neste ano, apenas Marina Silva (PSB) apresentou um programa acabado de governo, e foi alvo de críticas sobre o conteúdo. Neste domingo (28), Dilma disse que suas propostas vem sendo apresentadas ao longo da campanha. E ironizou: "Você conhece a modernidade? A modernidade é o seguinte: não é um calhamaço feito de papel".(Folha de São Paulo)

domingo, 28 de setembro de 2014

Marina derrete e Aécio cresce.

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O fim de semana que antecede o primeiro turno da sucessão presidencial foi de enorme agitação nos comandos de campanha dos três principais candidatos. E a razão para a tensão não foi a agenda intensa. O que pautou toda a movimentação política das últimas 48 horas foram os números de enquetes eleitorais feitas diariamente pelos partidos. Os dados colhidos mostram a efetiva possibilidade de uma virada na reta final da campanha.

Como já antecipava a pesquisa ISTOÉ\Sensus divulgada na noite da sexta-feira 26, a candidata Marina Silva (PSB) vem registrando uma enorme perda de votos, que começou em cidades de médio porte e já chega aos grandes centros. Em direção inversa, o tucano Aécio Neves apresenta crescimento constante e sustentável.

Segundo o levantamento ISTOÉ\Sensus, os dois já estavam tecnicamente empatados na sexta-feira; Mariana com 25% das intenções de voto e Aécio com 20,7%. No final de semana esse quadro foi confirmado. Levantamento feito ontem pelo comando da campanha de Dilma Rousseff mostra a presidenta com 38%, Marina com 23% e Aécio com 19%. No QG dos tucanos os números levantados no final de semana apontam no mesmo sentido. Pelos dados colhidos pelo PSDB, Dilma tem 37%, Marina 24% e Aécio 20%.

Entre os petistas os números são vistos como um alerta. Durante a tarde, a presidenta se preparava para a participação no debate na TV Record, mas chegou a interromper a programação para tratar dos novos números. Os petistas, que já têm um projeto todo pronto para o enfrentamento do segundo turno com Marina, começaram a acionar o plano B. A maior parte dos líderes do PT e de partidos aliados acredita que se a virada de Aécio se concretizar o senador mineiro será mais difícil de ser abatido do que a candidata do PSB.

“Marina já entraria no segundo turno praticamente derrotada. Suas contradições são tão gritantes que seria difícil até mesmo para boa parte do PSDB fazer um apoio formal”, afirmou um membro da executiva nacional do PT. Para os tucanos, os novos números são traduzidos como o êxito de uma estratégia que está dando resultados: a maior exposição do candidato nas capitais onde o partido está colhendo bons resultados, principalmente em São Paulo.

No comando da campanha da Marina a temperatura está bem acima da média. Nunca os membros do PSB e os da Rede (o partido que Marina não conseguiu criar) estiveram tão divididos. E ambos além de trocarem farpas cada vez mais públicas acabam responsabilizando uns aos outros pela enorme perda de votos.