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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aécio estava certo. Dilma parte para a agressão contra Marina, mostrando um pouco do quanto o PT pode ser sujo.

Bateu o pavor na campanha petista. Ataques contra Marina Silva incluíram imagens de Jânio Quadros e Collor, que é aliado de Dilma.

Com a trajetória ascendente de Marina Silva (PSB) nas pesquisas de intenção de voto, a presidente Dilma Rousseff (PT) usou imagens do debate promovido nesta segunda (1º) por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan durante a maior parte do programa eleitoral. Apresentadores proclamaram que a petista foi quem se saiu melhor na discussão. A publicidade foi dividida por temas tratados no debate. No quadro "apoio político", os ataques foram diretos.  

Com infográficos, a propaganda diz que a base partidária da candidata do PSB tem 33 deputados e que, para aprovar um projeto de lei, ela precisaria de, no mínimo, 129 votos favoráveis na Câmara. Para uma emenda constitucional, seria necessário o apoio de 308 congressistas. "Como é que você acha que ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos?", diz o locutor. "E será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?" 

Na sequência, seguem imagens de notícias sobre os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor, enquanto uma voz conta que o Brasil escolheu, por duas vezes, "salvadores da pátria" que governariam no "partido do eu sozinho". "E a gente sabe como isso terminou", afirma. "Sonhar é bom. Mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade", completa. 

A estratégia de Aécio estava certa, deixando para Dilma o papel de agredir Marina Silva. O tucano fez críticas de alto nível, sem partir para a baixaria como o PT. É uma boa aposta. (Com informações da Folha)

PT vai para o tudo ou nada na internet.

O comando da campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff decidiu intensificar a “guerrilha virtual” contra a candidata do PSB ao Planalto, Marina Silva, principal adversária do PT até agora. Em reunião nesta segunda-feira, 1, entre a equipe responsável pelas redes sociais de Dilma e coordenadores de comunicação de partidos aliados nos Estados ficou acertado que é preciso acelerar a desconstrução de Marina como boa gerente e explicitar as suas “contradições”. “A Marina já é uma contradição em si. Ela vai e volta, avança e recua. Está mais para errática do que para sonhática”, diz o vice-presidente do PT e responsável pelas redes sociais da legenda, Alberto Cantalice.

O problema é que nem PT nem aliados encontraram uma fórmula para atacar Marina. No encontro de ontem, coordenado por representantes das agências Pepper e Polis - que cuidam da comunicação da campanha de Dilma -, a avaliação foi de que a ex-ministra parece uma candidata “teflon”, já que nada de negativo gruda nela. 

Além disso, Marina também foi considerada uma adversária “mais sofisticada” do que o tucano Aécio Neves. Motivo: para o PT, é mais difícil criticar alguém que já foi do partido e tem uma história de militância na área ambiental reconhecida. 

Numa tentativa de reação, ministros e dirigentes petistas já começaram a espalhar que, quando Marina era titular do Meio Ambiente do Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2008), o desmatamento ainda estava muito alto: 18 mil km². O patamar caiu para menos da metade (7 mil) quando Carlos Minc assumiu a pasta, em 2008. A média de desmatamento do governo Dilma, hoje, está em 5.560. 

O comitê da reeleição baterá na tecla de que Marina representa uma candidatura da elite, como Aécio. A estratégia tem o objetivo de criar uma vacina aos resultados de pesquisas em poder do Planalto, segundo as quais ela é vista como “candidata simples”, “mulher do povo” e “gente como a gente”. Os atributos preocupam o PT porque sempre foram associados a Lula, fiador de Dilma. 

‘Neoliberal’. A ordem é partir para o confronto com Marina, mostrando que o programa de governo do PSB traz um receituário econômico “tucano e neoliberal”, que, no passado, provocou desemprego e recessão. Em entrevistas e nas redes sociais haverá destaque para o fato de que Marina tem Neca Setubal, herdeira do banco Itaú, como coordenadora de sua plataforma, e o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, entre seus principais colaboradores. O PT também insistirá em que a autonomia do Banco Central defendida pela adversária resultará no aumento da taxa de juros. 

A campanha de Dilma considera necessário reforçar o trabalho nas redes sociais por avaliar que a equipe de Marina é mais ativa na internet do que a de Aécio. O encontro de ontem foi o primeiro passo para engajar as candidaturas de governadores, senadores e deputados no confronto virtual com Marina. 

As equipes foram instruídas sobre como replicar, em suas páginas próprias, o conteúdo disparado pelo sites Muda Mais, coordenado pelo jornalista Franklin Martins; Mais Mudanças, Mais Futuro, sob a responsabilidade do marqueteiro João Santana, e pelo portal do PT. 

Antes focados na comparação dos 12 anos de administração do PT com os oito anos de governo do PSDB, esses canais passaram a bombardear Marina quando ela apareceu nas pesquisas de intenção de voto “colada” em Dilma. Nos sites há material que explora as “erratas” no programa de Marina - como o recuo sobre o causa gay - e posições assumidas no passado contra os transgênicos, cuja liberação teve apoio do seu candidato a vice, deputado Beto Albuquerque (PSB). (Estadão)

Colocando os pingos nos "is".

Alguns comentários postados aqui, fora os mais imbecis ou mal intencionados que foram sumariamente deletados, cobram uma postura mais incisiva no confronto de Aécio Neves com Dilma Rousseff. É uma injustiça, pois estas pessoas não consideram a mecânica do debate. Na questão em si, Aécio pergunta em 30 segundos. Dilma tem resposta em 90 segundos. Aécio tem réplica em 45 segundos. Mas a última palavra é de Dilma, na tréplica, com mais 45 segundos. Quem, obviamente, leva vantagem? Reproduzo, abaixo, o confronto entre os dois candidatos:

19:16
Aécio Neves pergunta para Dilma Rousseff

"Volto ao tema da segurança pública. Nada mais aflige as famílias do que o aumento da violência. Seu governo investe muito pouco nessa área. Dos investimentos, apenas 13% vem da União. A senhora considera segurança pública também uma responsabilidade da União?"

19:19
Dilma responde 
"Acho que você tem memoria fraca. O governo federal deu um apoio, para o governo de Minas Gerais, de R$ 141 para Minas Gerais criar 5668 vagas em quinze presídios. Além disso, no caso do transporte público temos parceria em todas as grandes obras mobilidade urbana. em Minas Gerais.

19:19
Réplica de Aécio
"Quem liga nesse debate vai achar que está vendo um debate de quatro anos atrás. São as mesmas propostas de quatro anos atrás. O governo da senhora agora sucumbe à necessidade de fazer parcerias com empresas privadas, mas não avançou como poderia. Na mobilidade, a realidade é essa: o governo da presidente Dilma Rousseff fracassou, como também fracassou em outras áreas. " 

19:21
Tréplica de Dilma
"Não é uma questão trivial, são R$ 143 bilhões foram colocados à disposição para que as pessoas tenham tempo.É dinheiro do Governo Federal. E tempo é para se desfrutar da família. Então o Governo Federal pela primeira vez investiu uma quantidade significativa de recursos" 

Tirando a grosseria de Dilma Rousseff, não vejo onde ela levou vantagem sobre Aécio Neves. Há muita gente infiltrada aqui no Blog. Outros envenenados por outros blogs que sempre pregaram contra Aécio. Há também os "especialistas" de sofá, que ficam com a bunda na cadeira, não pedem um voto, achando que criticar o candidato da oposição rende alguma coisa para o país.  Sugiro que os descontentes e sem esperança peguem outro rumo. É cansativo ler as mesmas bobagens e o mesmo derrotismo. Tem gente se impregnando pela campanha movida pela mídia contra Aécio Neves, para que o embate se dê entre a esquerda. Aqui há lugar para crítica, sim. Mas que tenha consistência e seja construtiva.

O melhor de Aécio no debate do SBT.

Aqui você pode assistir a um resumo da participação de Aécio Neves no debate do SBT. Tem gente que cobra mais agressividade. Se fosse assim, Luciana Genro estaria em primeiro lugar nas pesquisas. Outros cobram que o candidato fale de forma mais simples e mais direta. Se fosse assim, o Pastor Everaldo já estaria no segundo turno. Por fim, alguns acham que ele deveria agredir diretamente às rivais, sem lembrar que a pior coisa que existe em debate é levar um direito de resposta, transformando os adversários em vítimas.

Por que a Folha critica o monotrilho citado por Aécio e não critica o aeromóvel citado por Dilma?

 Visita de Aécio ao monotrilho
Dilma inaugura aeromóvel que percorre apenas 820 metros

Ontem, no debate, Aécio Neves (PSDB) citou o monotrilho que está entrando em operação em São Paulo, como uma obra importante para a mobilidade urbana. A Folha de São Paulo publicou o seguinte, na edição de hoje: 

"Aqui mesmo em São Paulo tivemos obra extraordinária, [o monotrilho] em funcionamento. Eu tive a oportunidade de conhecê-la recentemente com o governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB)"
AÉCIO NEVES
candidato à Presidência pelo PSDB 

NÃO É BEM ASSIM
O monotrilho de SP tem apenas 2,9 km de extensão, está atrasado em oito meses e por enquanto opera só nos fins de semana, entre 10h e 15h. Não há previsão para o início da operação integra.

Aécio não disse nenhuma mentira. O monotrilho está em funcionamento. E ele esteve lá, recentemente, como a própria Folha publicou. Mas é a tentativa que este jornal faz, diuturnamente, para desconstruir a imagem do candidato. 

Neste mesmo debate, Dilma Rousseff citou o aeromóvel, em Porto Alegre. A Folha não fez nenhum reparo. Para quem não sabe, o famoso aeromóvel percorre um trajeto de 814 metros entre uma estação de metrô e o aeroporto de Porto Alegre. Custou quase R$ 40 milhões. Possui duas composições, uma para 150 e outra para 300 pessoas. Seu objetivo é atender passageiros, mas o mesmo é usado, basicamente, por funcionários do próprio aeroporto e do própria Trensurb, que opera a linha. Dificilmente transporta mais de 30 pessoas por viagem e está muito longe da previsão de servir 7.000 pessoas por dia. É um fracasso financeiro, que só saiu do papel, uns 30 anos depois, pela irresponsabilidade do PT em busca de obras com apelo mercadológico, mas sem a mínima viabilidade econômica. A Folha, como sempre, prefere atacar os tucanos.

Marina e os óculos de farmácia.

Ontem, Marina Silva apareceu no debate com óculos novos, na cor marrom, substituindo os do debate anterior, da cor vermelha. Inquirida, respondeu: "São de farmácia. Eu perco os óculos toda hora, agora não tenho mais dinheiro...", lamentou. A informação foi publicada no prestigiado Painel da Folha de São Paulo, que vem assumindo sem muita vergonha na cara esta candidatura.

Marina Silva, como candidata à presidência da República, deveria ter mais atenção às leis e dar exemplos à população. Está em vigor uma resolução da Anvisa (RDC 44/09) que proíbe a venda de óculos de graus em farmácias. Por lei, comprar óculos de grau sem receita médica é proibido desde 1934. Quem prescreve está praticando exercício ilegal da profissão. Toda esta proteção legal é porque o uso de óculos errados pode causar sérios danos à saúde.

Os "óculos de farmácia" de Marina Silva, na verdade, demonstram a essência da candidata. Para tomar decisões, ela consulta versículos da Bíblia, quando seria mais indicado que consultasse a Constituição Federal, o Orçamento Geral da União e o seu Programa de Governo. A turba vibra com a sapiência iluminada da candidata. Para substituir o óculos perdido, ela para na farmácia da esquina e vira cúmplice de um crime. Os jornalistas, fascinados, aplaudem a simplicidade da candidata. O Brasil, como nunca, está exagerando na sua miopia.

Vale a pena ver Marina Silva no Jornal da Globo. Até para saber o tamanho da pena que o país poderá pagar.

A entrevista com Marina Silva (PSB) no Jornal da Globo entrou no ar às 00:45 de hoje. Os excelentes Willian Wack e Cristiane Pelajo fizeram uma entrevista longe de ser dura, mas voltada para expor as contradições da candidata. Conseguiram. Pena o adiantado da hora. Pena a pouca audiência. Pena do Brasil, diante das respostas da candidata.

Abaixo, alguns trechos:

William Waack: Candidata, quanto à energia nuclear a gente volta ainda ao assunto. A senhora é contra ou a favor o casamento gay?

Marina Silva: A Constituição brasileira, ela tem uma diferenciação em relação ao casamento. O casamento é utilizado para pessoas de sexo diferente. Para pessoas do mesmo sexo, o que a lei assegura, o que o Supremo já deu ganho de causa com os mesmos direitos, equivalentes ao do casamento, é a união civil.

Christiane Pelajo: Mas não a lei, candidata, a senhora?

William Waack: É a resposta que a senhora tem dado. A senhora, qual é a sua posição?

Marina Silva: A minha posição é de respeito à liberdade individual das pessoas. Nós vivemos em um estado laico, as pessoas têm o direito de exercitar sua liberdade, independente da condição social, de raça ou de orientação sexual.

William Waack: Se eu fizer uma manchete dizendo: a candidata Marina Silva é a favor do casamento gay. Eu estou errado?

Marina Silva: Em termos da palavra casamento você está errado, porque o que nós defendemos é a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

William Waack: A manchete correta então seria: Marina Silva é contra o casamento gay?

Marina Silva: A manchete seria: Marina Silva é a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

William Waack: Casamento é uma palavra que não sai da sua boca.

Marina Silva: É que é a forma como nós colocamos no nosso programa.

Christiane Pelajo: O que que impede a senhora de ser a favor da lei que equipara a homofobia ao racismo. É religião?

Marina Silva: Não. É que a lei que está em tramitação, ela ainda não faz a diferenciação adequada em vários aspectos. Por exemplo, ninguém pode defender homofobia, qualquer forma de preconceito, discriminação. Por outro lado, você tem os aspectos ligados à convicção ou à manifestação de uma opinião. Você tem que separar isso. E na lei isso não está adequadamente claro. Por isso que nós não colocamos tal qual o movimento havia encaminhado, reafirmando o que está no PLC, da forma como está. Mas há que se ter sim os regramentos legais, para que não se permita nenhuma forma de discriminação, nenhum tipo de preconceito e que se possa tratar todas as pessoas com direitos iguais, porque afinal de contas, como eu disse, nós vivemos em um estado laico, que não pode permitir discriminação contra quem quer que seja.

Christiane Pelajo: Candidata, hoje saiu uma reportagem no jornal Folha de S.Paulo, dizendo que em momentos cruciais a senhora decide com base em consultas aleatórias à Bíblia. Eu gostaria de saber se isso é verdade. E também gostaria de saber se a senhora acha que um presidente pode agir assim, ou se um presidente deveria agir sempre com avaliação realista dos fatos.

Marina Silva: Todos nós agimos em base, na relação realista dos fatos, mas os seres humanos, eles têm uma subjetividade. Uma pessoa que crê, obviamente que tem na Bíblia uma referência, assim como tem na referência a arte, a literatura. Às vezes, você pode ter um insight assistindo um filme. O quanto nós já avançamos do ponto da ciência e da tecnologia, pela capacidade antecipatória, que você encontra, enfim, na indústria cinematográfica.

Christiane Pelajo: Mas a senhora toma decisões lendo a Bíblia aleatoriamente? É verdade isso?

Marina Silva: Olha, isso é uma forma que as pessoas foram construindo, ou estão construindo, pra tentar passar uma imagem de que eu sou uma pessoa que é fundamentalista, essas coisas que muita gente de má fé acabam fazendo.

Leia aqui na íntegra ou assista ao vídeo.

E agora, esquerda?

Na eleição passada, a "direita" representada por José Serra (PSDB) foi acusada por trazer religião e aborto para o centro das eleições. Serra e o PSDB foram demonizados por isso, mesmo que a acusação tenha tido muito de injustiça. O que assistimos agora? As duas candidatas de esquerda travando um duelo em busca do voto conservador. Marina Silva (PSB) mudou o seu plano de governo da noite para o dia, depois de quatro tuitadas de um pastor evangélico, passando a desaprovar o casamento gay. Cinco minutos depois do debate de ontem, no SBT, Dilma Rousseff (PT) disse apoiar uma lei que criminalize a homofobia, que só não foi aprovada no Congresso porque a sua base  não permite. Aécio desde o início deu a sua posição sobre aborto, união civil entre parceiros do mesmo sexo e não fez desta pauta a sua plataforma. Quem tenta ser mais conservador, pasmem, é a esquerda representada por Marina Silva e Dilma Rousseff. E ganham manchetes de primeira página em todos os jornais. Uma vergonha que estes sejam os temas centrais das eleições presidenciais em um país afogado pela corrupção, pela péssima gestão e em plena recessão.

Imprensa quer escolher o presidente.

Veja a versão digital da Folha
É impressionante o movimento existente na imprensa para que o próximo presidente da República continue sendo de esquerda. A cada debate, transformam Aécio Neves (PSDB), o candidato mais completo, no perdedor, apesar da sua participação mais articulada e mais propositiva. Ontem, no debate do SBT, os jornalistas que fizeram as perguntas as dirigiram para que tudo girasse em torno de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB). Obviamente que, desta forma, quem teve maior participação foram as duas, inclusive porque era óbvio que perguntariam uma para a outra, já que estão empatadas nas pesquisas e que os jornalistas conduziram tudo para isso. Não há isenção no julgamento das participações. Não há jornalismo, há torcida. Hoje a Folha de São Paulo praticamente comemora, em editorial, a "polarização" entre as duas candidatas. O eleitor que fique de olhos bem abertos. Estão querendo votar por ele.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mais um debate com meia dúzia assistindo.

O debate do SBT, às 17h45min, foi mais uma oportunidade para meia dúzia de eleitores medirem os candidatos. Aécio, como sempre, foi o único que apresentou propostas. O Globo fez um bom resumo para quem não assistiu. Clique aqui.