quinta-feira, 30 de julho de 2015

Taxa de juros explode e atinge o dobro da aprovação da Dilma: Selic chega a 14,25%.

(Congresso em Foco) Pela sétima vez seguida, o Banco Central (BC) reajustou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou nesta quarta-feira (29) a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Na reunião anterior, no início de junho, a taxa também tinha sido reajustada em 0,5 ponto.

Com o reajuste, a Selic retorna ao nível de outubro de 2006, quando também estava em 14,25% ao ano. A taxa é o principal instrumento do BC para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em comunicado, o Copom indicou que os juros básicos devem ficar inalterados daqui para a frente. “O comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta no final de 2016″, destacou o texto.

Oficialmente, o Conselho Monetário Nacional estabelece meta de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. No entanto, ao anunciar a nova meta de esforço fiscal, na semana passada, o governo estimou que o IPCA encerre o ano em 9%.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 9,31% nos 12 meses terminados em junho. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, o IPCA encerrará 2015 em 9,23%. Este ano, a inflação está sendo pressionada pelos aumentos de preços administrados como energia e combustíveis.

Embora ajude no controle dos preços, o aumento da taxa Selic prejudica a economia, que atravessa um ano de recessão, com queda na produção e no consumo. De acordo com o boletim Focus, analistas econômicos projetam contração de 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2015. O governo prevê redução de 1,5% segundo as projeções enviadas pelo Ministério do Planejamento ao Congresso na semana passada.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Maria do Rosário levou R$ 145 mil de propina da Engevix, segundo diretor da empresa.

(Estadão) O vice-presidente da Engevix Engenharia Gerson de Mello Almada revelou aos investigadores da operação Lava Jato que encaminhou uma lista indicando políticos do PT para receberem doação da empresa ao lobista Milton Pascowitch, apontado como operador de propinas da empreiteira e que decidiu fazer acordo de delação premiada na Lava Jato. O empreiteiro, contudo, disse não se recordar se a doação aos políticos da sigla foi abatida das “comissões” que ele devia a Pascowitch.

“Que a lista refere-se a uma doação feita ao Partido dos Trabalhadores, tendo o declarante (Gerson Almada) nominado os candidatos que gostaria de verem beneficiados com parte dos recursos; que essa lista foi entregue a Milton Pascowitch, tratando-se a doação no valor de R$ 400 mil feita de forma espontânea”, relatou o executivo à Polícia Federal, em depoimento no dia 1.º de abril de 2015.

Ele indicou ainda que o dinheiro foi repassado para as campanhas dos parlamentares Vicente Cândido, Maria do Rosário, “Mirian” (que o depoimento não identifica), os deputados estaduais do PT Rio Grande do Sul Altemir Tortelli, Marcos Daneluz e Nelsinho Metalúrgico, além dos irmãos Nilto Tatto e Enio Tatto, deputado federal e deputado estadual por São Paulo, respectivamente.

Conforme lançado na prestação de contas da candidata, ela recebeu R$ 145 mil da Engevix, que foi a sua terceira maior doadora. Também recebeu R$ 37.500 da Queiroz Galvão e R$ 33.250 da Andrade Gutierrez.  Ao todo foram R$ 215.750 das empreiteiras do Petrolão.

O maior doador de Maria do Rosário foi a Mineração Corumbaense, subsidiária da Vale do Rio Doce, com R$ 200 mil. E o segundo maior doador foi a União de Faculdades do Amapá Ltda., com R$ 200 mil. Ninguém sabe qual o interesse deste doador em uma deputada gaúcha, mas em se tratando do PT logo, logo vai aparecer. 

Facebook da Dilma sai do PT e vai para a SECOM, determinam os rápidos e vigilantes conselheiros da Comissão de Ética Pùblica.

(O Globo) A Comissão de Ética Pública aprovou, nesta terça-feira, recomendação à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) para que assuma a página da presidente Dilma Rousseff no Facebook, atualmente administrada pelo PT. O colegiado decidiu ainda que a Secom terá de apagar as postagens com conteúdo político-partidário já publicadas. Também mandou restringir os temas “ao papel informativo da comunicação oficial e a pronunciamentos políticos de caráter geral”, proibindo a veiculação de mensagens pessoais e partidárias.

A Secom disse que "não foi notificada sobre a decisão da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, mas reconhece a importância do órgão e está disposta a seguir eventuais sugestões que sejam feitas". Ao recomendar que a Secom assuma a conta de Dilma no Facebook, a Comissão de Ética toma como exemplo o perfil da presidente no microblog Twitter, que é administrado pela assessoria do Palácio do Planalto.

A decisão da comissão foi motivada pelo processo para apurar a conduta do ex-ministro da Secom Thomas Traumann, no vazamento de documento interno do governo, em que fazia críticas à política de comunicação e propunha a estratégia de reação ao momento político adverso ao Palácio do Planalto. Os conselheiros decidiram que Thomas não cometeu infração ética, mas consideraram que o ex-ministro usou linguagem impropria ao falar da responsabilidade da comunicação oficial.

Chamou a atenção do relator do procedimento, conselheiro Mauro Menezes, a frase: "A guerrilha política precisa ter munição vinda de dentro do governo, mas precisa ser disparada por soldados fora dele". A passagem, em que o ex-ministro defende a participação dos aliados do governo na comunicação, especialmente os blogueiros aliados do Palácio do Planalto, foi considerada bélica e dúbia.
Diante de uma análise feita pelo ex-ministro, de que o governo federal deveria combinar ações de comunicação com a prefeitura de São Paulo, administrada pelo petista Fernando Haddad, a comissão recomendou que as páginas da presidente nas redes sociais não sejam usadas para dar prestígio a outras autoridades. No texto, o ex-ministro da Secom afirmou que "não há como recuperar a imagem do governo Dilma em São Paulo sem ajudar a levantar a popularidade do Haddad".

A Comissão de Ética diz que a comunicação do governo deve ter papel informativo e "não deve ser produzida com a finalidade de subsidiar ou favorecer a participação de autoridades em disputas político-partidárias". Para embasar seu voto, o relator cita os modelos adotados pela Casa Branca e pelo governo do Reino Unido.

Dialoga Brasil da Dilma é uma empulhação que passa longe, muito longe do dia-a-dia dos brasileiros.

O novo site do governo, lançado às pressas dentro da tal agenda positiva, é um amontoado de mentiras, como tudo neste governo. Bem boladinho, mas com conteúdo totalmente fake e alguns erros crassos. Primeiro, são 4 temas e não 14 como afirma a página. E não são 80 programas, são muito menos. Mas a coisa tinha que ser grandiosa...

Sobre o conteúdo fake, vejam estas propostas para a Saúde e vejam se elas vêm de gente que está na fila do SUS, esperando seis meses por uma consulta e um ano por uma mamografia:

Clique na imagem para ampliar. Ou clique neste link.

As propostas acima - está na cara! - saíram de algum documento oficial de planejamento estratégico e foram lançados ali. Imaginem a Dona Zezé, esperando há seis meses por uma biópsia, escrevendo "implementar".  Novamente, Dilma faz um programa para as elites. Se quisesse atender aos pobres, bastaria ler as estatísticas do Datasus.

Governadores tucanos escolhem ficar ao lado de 7,7% da população que ainda apoia Dilma. Em troca de uns caraminguás e contra mais de 80% dos brasileiros.

Querem fazer a coisa certa, senhores governadores tucanos? Sentem com a presidência do partido e as bancadas no Congresso, tirem uma pauta com cinco pontos em comum, nomeiem um interlocutor e vão para esta reunião com a Dilma. Isto é ser Oposição. Agora, juntar meia dúzia de sorrisinhos beirando a idiotice para tentar sair bem na foto, não vai levar a nada. Neste momento, os governadores tucanos estão ficando ao lado dos 7,7% que ainda apoiam Dilma e contra a maioria do povo brasileiro. Acham que sairá alguma solução desta reunião? Não há pauta bomba alguma contra os governos estaduais no Congresso. Muito antes pelo contrário. Nunca o pacto federativo esteve tão perto de ser votado, por exemplo. O que sairá desta reunião? Uma bela foto para que Dilma faça o marketing da união entre os executivos para pressionar o Congresso que tem lutado como nunca a favor dos governadores. Que as bancadas esqueçam os governadores, pois nenhum busca a reeleição. Governador não é oposição. Todos os tucanos querem ser presidente, a não ser o Azambuja que a gente nem sabe direito qual o Mato Grosso dirige e o Jatene lá do Pará. E nenhum, cá entre nós, tem a mínima condição de sê-lo.

(Estado)  Em São Paulo, governadores tucanos indicaram que vão endossar o pedido da presidente para que ajudem a impedir que o Legislativo aprove “pautas-bomba” – aquelas que elevam as despesas e ameaçam o ajuste fiscal – e gere gastos em cascata nos Estados.

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou que não interessa a nenhum governador “o prolongamento da crise econômica”. “É preciso conversar muito, todos nós, sobre as dificuldades que os governos enfrentam por causa da recessão”, disse o tucano, após participar da abertura de uma feira agrícola no centro de exposições do Anhembi, na zona norte de São Paulo.

Também presente no evento, o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), disse que a pauta do Congresso não pode “desencadear desequilíbrios” nas contas públicas, especialmente agora em que os Estados passam “por momentos de dificuldades”. “Já pedimos ao Senado e à Câmara que não votem pautas que imponham despesas e comprometimentos aos Estados sem previsão de receita. Porque nós já fomos surpreendidos por esse momento de dificuldades”, declarou o tucano. “Essas pautas têm desencadeado uma série de desequilíbrios. Eu acho que essa pauta deve ser comum, servindo à União e aos Estados.”

Para o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), é preciso evitar a criação de novas despesas. “Devemos ser responsáveis o suficiente para o quanto a crise está prejudicando o País e, consequentemente, todas as unidades da federação, sobretudo na arrecadação.”

Anfitrião do encontro, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), disse apenas que vai para a reunião com a disposição de defender medidas que gerem empregos. O Planalto pretende mostrar no compromisso com os governadores que, apesar das dificuldades, o governo tem rumo e poderá sair da crise.

‘Natural’. O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), ressaltou ontem que a ida de governadores do partido à reunião convocada pela presidente é “natural”, mas não significa apoio à petista. “É absolutamente natural que governadores, independentemente de serem da oposição ou da base do governo, se reúnam com a presidente da República, por mais fragilizada que ela esteja”, disse. “Em relação aos governadores do PSDB, o que não se cogita é qualquer manifestação de apoio a esse governo.”

O blog pediu, a PF atendeu.

Ontem o Blog fez este post. Hoje a Folha publica a seguinte matéria:

Em sua busca e a apreensão desta terça-feira (28), a Polícia Federal procurou documentos para embasar suspeitas de que houve irregularidades na execução do programa de submarinos da Marinha, que visa colocar no mar um modelo de propulsão nuclear por volta de 2025. As suspeitas surgiram em etapas anteriores da Lava Jato, segundo a Folha apurou, em que a Odebrecht foi alvo de investigações. 

A empreiteira é a maior parceira nacional do projeto, sendo responsável pelas obras do estaleiro e da base naval em Itaguaí (RJ). Assinado em 2009 como parte do acordo militar Brasil-França, o maior da história do país, o contrato dos submarinos é um negócio gigantesco: € 6,7 bilhões (algo como R$ 18 bi quando foi assinado; hoje, R$ 25 bi). 

O acordo foi uma das estrelas do segundo mandato de Lula. Seus termos preveem que os franceses fornecerão tecnologia para a construção de quatro submarinos convencionais, movidos por motores diesel-elétricos, e um nuclear –a menina dos olhos dos almirantes, já que apenas seis países operam esse tipo de armamento hoje. 

A fabricação já está em curso, com seções do primeiro modelo convencional sendo integradas no Rio.
A Odebrecht foi subcontratada pelo estaleiro DCNS francês para assumir as obras da nova base por € 1,7 bilhão. Não houve licitação, o que provocou críticas veladas de suas concorrentes à época. Como se trata de um negócio envolvendo a segurança nacional, tudo é sigiloso e fora das regras da Lei de Licitações. Isso é praxe em praticamente todo o mundo e deverá dificultar apurações da PF. 

O acordo sofreu críticas por ter feito o Brasil adquirir uma família diferente de submarinos, a classe Scorpène francesa, vista por especialistas como inferior aos novos modelos alemães –o Brasil já utilizava submarinos de desenho germânico, numa parceria que remonta a 1983. A DCNS tem longo currículo de acusações de pagamentos de propina e outras suspeitas em negócios com os mesmos submarinos na Índia e na Malásia. Os franceses sempre negaram irregularidades. A Odebrecht nega as acusações no âmbito da Lava Jato.

87% dos baianos dizem que Dilma mentiu para se reeleger e 65,1% votaria em Aécio se a eleição fosse hoje.


(Congresso em Foco) A presidente Dilma não falou a verdade sobre a situação econômica do país com o objetivo de vencer as eleições de 2014. É o que pensa a grande maioria dos eleitores da Bahia, estado onde a presidente teve 70% dos votos do segundo turno no ano passado. 

De acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (28) pelo instituto Paraná Pesquisas, 84,9% dos entrevistados acreditam que a presidente mentiu ou omitiu em relação à gravidade da crise econômica para renovar o seu mandato por mais quatro anos. Apenas 10,6% acreditam que ela falou a verdade durante a campanha. Outros 4,6% não responderam. 

A pesquisa também aponta que o governo Dilma é rejeitado por 84,4% dos eleitores baianos. No primeiro turno da eleição presidencial, Dilma obteve ampla maioria na Bahia. Recebeu 61,4% dos votos válidos, enquanto Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) tiveram 18% da preferência. No segundo turno, a petista teve 70% dos votos válidos contra 30% de Aécio.

Mas se a eleição fosse hoje o resultado seria outro, de acordo com a pesquisa. Na simulação de um novo confronto entre Dilma e Aécio, o tucano aparece com 65,1% das intenções de voto ante 14,9% da petista. Segundo o levantamento, 68,3% dos entrevistados baianos apoiam o impeachment da presidente. Outros 22,8% responderam que são contra o afastamento da presidente.

O instituto Paraná Pesquisas ouviu 1.284 eleitores em 68 municípios da Bahia, entre os dias 21 e 26 de julho. O grau de confiança do levantamento é de 95% e a margem de erro, de três pontos percentuais. Veja os números da pesquisa sobre Dilma na Bahia:

De uma maneira geral, o Sr(a) diria que aprova ou desaprova a administração da Presidente Dilma Rousseff até o momento?
  • Aprova 13,2%
  • Desaprova 84,4%
  • Não sabe/não opinou 2,4%
O Sr(a) seria a favor ou contra ao impeachment, ou seja o afastamento da Presidente Dilma Rousseff?
  • A favor 68,3%
  • Contra 22,8%
  • Nem a favor, nem contra 6,8%
  • Não sabe/não opinou 2,0%
A Presidente eleita Dilma Rousseff falou ou não falou a verdade durante as eleições sobre a real situação do país para ganhar as eleições?
  • Falou a verdade 10,6%
  • Não falou a verdade 84,9%
  • Não sabe/não opinou 4,6%
Caso o segundo turno das eleições para Presidente do Brasil fossem hoje e o Sr(a) tivesse que escolher entre Aécio Neves e Dilma Rousseff em quem o Sr(a) votaria?
  • Não sabe 7,9%
  • Nenhum 12,1%
  • Aécio Neves 65,1%
  • Dilma Rousseff 14,9%
Contra Lula, Aécio tem 45,3% das intenções de voto, e Lula, 39,7%.