sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Que Minas cumpra a sua parte!

O candidato Aécio Neves (PSDB) aposta nos votos de Minas Gerais, sua principal base eleitoral, para tentar passar Marina Silva (PSB) na corrida presidencial e conseguir chegar a um eventual segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT. Ao participar de ato em Belo Horizonte, o tucano afirmou que, se conseguir avançar "cinco, seis pontos" nas pesquisas eleitorais no Estado, "será" o presidente da República.

Depois de cair nas pesquisas eleitorais e ver Marina se aproximar de Dilma, que lidera os levantamentos, Aécio lentamente conquista terreno. Apesar de ainda aparecer em terceiro, o Ibope mostrou que o tucano subiu dos 15% que tinha em pesquisa do último dia 12 para 19% em levantamento divulgado dia 16, enquanto Dilma caiu de 39% para 36% e Marina oscilou de 31% para 30%. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. 

Segundo Aécio, a coordenação de sua campanha fez uma "análise profunda" dos últimos levantamentos e constatou que, nos "últimos quatro dias", a candidatura cresceu "de forma muito sólida no Estado de São Paulo, que é o mais populoso". E agora a campanha vai investir no seu Estado natal - e também da presidente Dilma -, que tem o maior segundo colégio eleitoral do País e no qual o senador aparece em segundo lugar nas pesquisas, atrás apenas de Dilma. 

"Semana que vem estaremos avançando ainda mais nas pesquisas. Mas a virada tem de se dar em Minas Gerais. Minas tem a possibilidade hoje de nos dar a grande vitória no Brasil", avaliou. "Se nossa candidatura avançar na próxima semana cinco, seis pontos em Minas Gerais, que acredito ser claramente possível, serei presidente da República para fazer o maior governo da história", acrescentou o tucano, ao participar de caminhada com apoiadores na Rua Padre Pedro Pinto, a área comercial mais movimentada da região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

Aliado. Além da própria candidatura, o tucano tenta alavancar a do ex-ministro Pimenta da Veiga ao governo de Minas. Segundo o Ibope, o também ex-ministro Fernando Pimentel (PT) tem 43% das intenções de voto no Estado, contra 23% do candidato tucano. Para impulsionar as candidaturas do PSDB, Aécio participará de uma maratona de eventos em Minas nos próximos dias. Além do ato desta sexta na capital, o senador visitará neste sábado Ipatinga, Coronel Fabriciano e Timóteo, no Vale do Aço.

Após cumprir agenda no Rio de Janeiro no domingo, Aécio volta na segunda-feira, 22, para a região metropolitana de Belo Horizonte, onde participará de eventos em Contagem e Betim, e, na quarta-feira, 24, cumpre agenda em Uberaba, no Triângulo Mineiro, de onde segue no mesmo dia para outro evento na capital mineira. 

De acordo com o tucano, se cada aliado seu conseguir "mais quatro ou cinco votos" na próxima semana, a vitória é certa. "Venho a Minas Gerais, à minha terra, para fazer a convocação dos mineiros para uma grande virada. Uma virada em favor do Brasil, mas também de Minas", declarou. "O mineiro experimenta várias coisas e no fim toma sua posição definitiva. Tenho certeza de que nos próximos dias vai haver uma grande reversão nas intenções de voto", completou Pimenta da Veiga.

Adversárias. Além de conclamar os aliados a manterem o ânimo da campanha em Minas, Aécio repetiu ataques que tem feito a Dilma e a Marina. Para o senador, não há diferença entre as adversárias e Marina, apesar de estar no PSB, "é, na essência, do PT". Ele lembrou novamente que a socialista foi colega de ministério de Dilma na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e repetiu o mantra que adotou nas últimas semanas: "Existe uma candidatura que representa mudança clara no Brasil e o início de um novo ciclo". (Estadão)

Aécio vem com propostas para conquistar o eleitor e virar a eleição.

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Hoje, pela primeira vez, Aécio Neves confirmou que vai mudar o fator previdenciário, substituindo-o por uma fórmula que, gradualmente, recupere o poder de compra dos aposentados. Qualquer aposentado sabe que não dá para mudar este instrumento perverso, criado em um momento de crise profunda no país, da noite para o dia. 

O que os aposentados querem é discussão, debate, serem ouvidos, terem participação nos estudos. O PT comprometeu de forma tão profunda o orçamento da União com centenas de milhares de novas contratações que a tarefa não será fácil. Aécio deu o primeiro passo dizendo que vai mudar o fator previdenciário. Merece um voto de confiança. Especialmente dos aposentados.

Há outras medidas de grande impacto guardadas a sete chaves que serão lançadas nos próximos dias, que terão efeito direto na economia, criando um círculo virtuoso. Pelo menos uma delas garantirá mais renda para os brasileiros, mais consumo no comércio, mais atividade nos serviços, mais pedidos na indústria, mais arrecadação para os cofres públicos. Aécio Neves, não esqueçam, está cercado das melhores cabeças da macroeconomia que, agora, estão focados em ajustar estas medidas, calculando com responsabilidade o seu custo x benefício.

Portanto, fiquem atentos para os próximos dias. As propostas que Aécio estará lançando são para virar a eleição, dar novo rumo à economia e mostrar que um país, de mãos dadas, unido e sob uma presidência firme e experiente, poderá entrar nesta nova era que todos almejamos. Uma era de respeito às pessoas e de confiança no país. Uma era de crescimento e justiça social que somente Aécio Neves está capacitado para garantir.

Aécio: Marina é trocar seis por meia dúzia.

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nessa sexta-feira (19) que seu nome começou a reagir nas pesquisas porque o eleitor esta começando a perceber que votar em Marina Silva é trocar "seis por meia dúzia".

O tucano, que oscilou dois pontos para cima no Datafolha e diminuiu a diferença entre Marina, segunda colocada nas pesquisas, falou sobre o assunto após ato com sindicalistas em São Paulo. "Está ficando claro que é trocar seis por meia dúzia", afirmou quando questionado sobre o resultado do levantamento. No Datafolha, Marina caiu de 33% para 30% e Aécio oscilou de 15% para 17%.

O tucano também fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff (PT). Aécio disse que, se eleito, vai construir as 6.000 creches que ela prometeu em 2010 e teria entregado menos de 500. Ele disse ainda que os resultados da última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), colam "um carimbo do fracasso na testa" do atual governo.

Os dados da Pnad mostram que o mais conhecido termômetro de concentração de riqueza, o índice de Gini, registrou leve piora no ano passado. O indicador sobre o rendimento do trabalho passou de 0,496 para 0,498 em 2013. Numa escala que vai até 1, quanto mais alto, maior é a desigualdade. (Folha Poder)

Dilma estoura meta às vésperas da eleição e inflação vai a 6,62%.

A prévia da inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), ficou em 0,39% em setembro, informou o IBGE nesta sexta-feira. Em agosto, o indicador havia subido 0,14% e, em julho, 0,17% e, em setembro de 2013, de 0,27%. Em 12 meses, o IPCA-15 agora acumula alta de 6,62% e, no ano, de 4,72%.

O sistema de metas de inflação do governo é orientado pelo IPCA. A meta central é de 4,5%, podendo chegar a 6,5% no ano. Para segurar o avanço dos preços, o Banco Central fez nove elevações seguidas na taxa básica de juros, a Selic, até os 11% atuais, que vêm sendo mantidos desde maio.

Segundo o instituto, os preços dos alimentos voltaram a subir e foram para 0,28%, depois de recuarem 0,32% em agosto, puxados, principalmente, pelas carnes, que ficaram 2,30% mais caras de um mês para o outro, pela refeição fora de casa, que teve aumento de 0,90%, e pelo leite longa vida, com 1,47%.

Também o vestuário acelerou — de deflação de 0,18% para inflação de 0,17% —, além do item Despesas Pessoais (de -0,67% para 0,31%) e Comunicação (de -0,84% para 0,56%). No grupo dos Artigos de Residência (de 0,41% para 0,43%) as variações ficaram próximas de um mês para o outro.
O IBGE explica que as diárias dos hotéis, que haviam sido as responsáveis pela deflação do grupo Despesas Pessoais em agosto (com queda de 23,54%), em setembro ficaram quase estáveis, com ligeira queda de 0,09%.

Já o item empregados domésticos avançou 0,78%, mas o cálculo teve que ser adaptado diante da indisponibilidade das informações da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) para Salvador e Porto Alegre com referência aos meses de maio, junho e julho, por causa da greve do IBGE.

PASSAGENS AÉREAS SUBIRAM 17,58%
O instituto diz que usou os últimos rendimentos disponíveis nas duas regiões, que se referem a abril, para estimar a tendência da série em setembro. Assim, foram estimados, a partir de abril, cinco meses à frente, em vez de dois, como é a metodologia corrente adotada. As demais regiões seguiram o procedimento regular.

O grupo dos Transportes também acelerou de 0,20% para 0,45% em setembro. Estão nesse grupo o principal impacto de alta do mês: as passagens aéreas, que subiram 17,58% e tiveram impacto de 0,07 ponto percentual no índice final.

Os grupos que tiveram variações abaixo das registradas em agosto foram os grupos Habitação (de 1,44% para 0,72% em setembro), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,55% para 0,30%) e Educação (de 0,42% para 0,20%).

Em Habitação, o IBGE destaca o resultado da energia elétrica (de 4,25% para 1,52%), do condomínio (de 1,36% para 0,35%) e da taxa de água e esgoto (de 1,37% para -0,17%). Esta última teve a queda motivada pela região metropolitana de São Paulo, cujas contas ficaram 2,52% mais baratas, em média, levando em conta a maior intensidade do efeito do Programa de Incentivo à Redução de Consumo de Água, que bonifica com 30% de redução nas contas os usuários que reduzem em 20% o consumo mensal.

Entre os índices regionais, Belém teve o maior índice (1,10%), por causa do reajuste das tarifas de energia elétrica, que subiram 34,41% em 7 de agosto. O menor índice foi o de Goiânia (0,05%).

DIFERENÇAS ENTRE IPCA-15 E IPCA
A diferença entre o IPCA-15 e o IPCA é o período de apuração dos preços e na abrangência geográfica. Neste caso, de 14 de agosto a 12 de setembro. O indicador refere-se a famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

O IPCA, por sua vez, é coletado entre 1 e 30 do mês de referência. As regiões são de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Vitória e Porto Alegre, Brasília e municípios de Goiânia e Campo Grande. ( O GLOBO)

Derrotado, Lula fala em 2018.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta quinta-feira em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, que pode vir a ser candidato novamente em 2018. Em comício de apoio a candidatos do PT, Lula disse que vai trabalhar para evitar que “pessoas retrógradas, que não gostam de pobre andando de avião ou entrando em shopping” voltem ao governo. — Trabalho com a ideia de que a gente tenha muita gente boa na política e que não precise que o Lula volte em 2018. Se até 2018 eu estiver em condições de eleger uma pessoa melhor do que eu, eu vou trabalhar para isso — afirmou.

Lula, entretanto, disse que primeiro está pedindo a Deus para saber se em 2018 estará “vivo”. — Quando a gente chega aos 69 anos, não faz previsão de quatro anos porque é muito longa — disse. 

Lula também minimizou, em rápido contato com a imprensa, que a economia mundial “está um pouco retrancada”: — Os Estados Unidos e a Europa não conseguiram resolver a crise que eles criaram, mas o Brasil continua gerando mais empregos que demissões. O salário tem crescido acima da média de qualquer e isso é uma garantia da presidente Dilma.

MAIS CRÍTICAS A MARINA SILVA
Lula atacou também a estratégia de Marina de governar com os melhores nomes, independentemente dos partidos políticos. Ele disse que “é muito fácil” defender uma nova política e afirmou que os adversários do PT sempre tiveram “vergonha” de dizer que faziam política ou de que eram políticos. Sem citar Marina, ele ironizou o discurso da candidata do PSB ao usar uma expressão chula.

— É muito fácil as pessoas dizerem ‘eu quero uma nova política’, é muito fácil dizerem ‘eu vou governar com os miór(sic)’. Aonde é que estão esses ‘miór’? Aonde é que está essa nova política fora da política? É como se a igreja católica tentasse se renovar fora da igreja. É como se as coisas acontecessem fora das instituições. Não é possível mudar a política por fora da política — afirmou o ex-presidente.

Também afirmou que “tem uma (candidata) aí” que inovou tanto que até o senador Pedro Simon (PMDB) voltou a ser candidato ao lado dela. — Que nova política é essa? Que história é essa de nova política feita com os velhos políticos — atacou. 

Lula também recomendou à militância petista que “não ofenda e nem xingue” os adversários na reta final da campanha e que mostre as conquistas de 12 anos de governos do PT. Segundo Lula, quem não tem legado “faz promessa de futuro”. De acordo com o ex-presidente, a esquerda não chegou ao poder “para ser perversa como a direita fez com a gente a vida inteira”.

O ex-presidente ainda minimizou o baixo crescimento do país e atribuiu o fraco desempenho à economia mundial, que “está um pouco retrancada”. — Os Estados Unidos e a Europa não conseguiram resolver a crise que eles criaram, mas o Brasil continua gerando mais empregos que demissões. O salário tem crescido acima da média de qualquer e isso é uma garantia da presidente Dilma.(O Globo)

O PMDB sem vergonha.



Assistam ao vídeo.  

O político entrevistado diz que o PMDB é “velho, antigo, mofo, clientelista e fisiologista”.

Nenhuma mentira, só verdade. É o que 99% dos brasileiros diriam sobre este partido que vende governabilidade em troca dos piores esquemas de corrupção.

Seria um depoimento louvável,  se  o político entrevistado, Dário Berger, não fosse o candidato ao Senado da República, em Santa Catarina, justamente pelo PMDB “velho, antigo, mofo, clientelista e fisiologista”.

Não é à toa que Dário Berger, deste PMDB que ele tão bem define, enfrenta, hoje, vários processos por improbidade administrativa, ações criminais e o bloqueio dos bens decretado pela Justiça.

Na remota hipótese de ser eleito, Berger não fará feio ao lado de personagens do PMDB “velho, antigo, mofo, clientelista e fisiologista” como José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho e Romero Jucá. 

Resta saber se Santa Catarina, de tantos homens públicos de alta respeitabilidade, vai eleger mais um representante deste PMDB exposto sem vergonha pelo “velho, mofo, antigo, clientelista e fisiologista” Dário Berger.

Eleitor desvenda Marina: rejeição dobra e vai a 22%.

Não foram os ataques do PT que fizeram estrago na imagem beatificada pela mídia de Marina Silva. A lembrança de que ela passou mais de 20 anos no PT e só saiu à cata de um partido quando decidiu ser candidata a presidente foi o principal motivo para que a rejeição da ex-petista subisse de 11% para 22% em trinta dias. Se o eleitor não tivesse entendido perfeitamente o que Aécio tem dito a respeito do petismo de Marina a rejeição dele é que teria aumentado. Ficou nos mesmos 21%. Os brasileiros estão vendo que não há nada de "nova política" na candidata. Quanto mais próximas as eleições, maior a atenção e conscientização do eleitor. E a tendência é que os votos voltem ao seu devido lugar, sem dó e nem piedade, que é o que Marina Silva tenta despertar com histórias de fome e doença, contadas com a voz embargada, em deplorável manifestação do mais tosco populismo. 

Aécio informa: Marina foi ministra do PT do Mensalão.

Companheiras...

A ofensiva da campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) para associar Marina Silva (PSB) ao PT chegou às ruas. Antes restrita a propagandas no horário eleitoral, a ação chegou esta semana ao material impresso do candidato. Em São Paulo, panfletos estão sendo distribuídos em semáforos movimentados da cidade. O impresso, de quatro páginas, traz na capa em destaque o texto "Durante o escândalo do mensalão, Marina e Dilma continuaram no governo do PT". O conteúdo é o mesmo usado na TV e no rádio pelo tucano contra a adversária do PSB.

O material chega às ruas no momento em que a campanha deposita todas as suas fichas na estratégia de rotular a ex-senadora como ex-petista para reverter a desvantagem de Aécio na disputa. A equipe do candidato creditou à ação sobre o passado político de Marina feita no rádio e na TV nos últimos dez dias o crescimento do tucano na pesquisa Ibope divulgada esta semana. Ele subiu de 15% para 19% e continua em terceiro lugar.

A exploração de sua militância no PT irritou Marina, que foi à Justiça esta semana para retirar do ar a propaganda de Aécio na TV. A candidata, entretanto, teve o pedido negado. Aécio quer recuperar o voto dos eleitores anti-PT que migraram para Marina nas últimas semanas. A campanha tucana diz que muitos não sabem do passado dela no partido e acreditam que, ao tomarem conhecimento, podem retornar para Aécio. 

Ontem o presidenciável também iniciou uma campanha publicitária em jornais de circulação nacional e regional. Cerca de 100 publicações receberam ontem anúncios de Aécio em todo o país. O foco nessa ação é combater o voto útil em Marina Silva. O anúncio usa dados da pequisa Ibope que mostrou uma diminuição da diferença entre ele e a presidente Dilma Rousseff num eventual segundo turno para convencer os eleitores a votarem no tucano no primeiro turno e não em Marina. A mesma pesquisa mostrou que Marina e Dilma estão em empate técnico no segundo turno.

Aécio também começa a aparecer em propagandas no horário eleitoral em alguns estados pedindo voto nos candidatos a deputado federal. Aliados do tucano dizem que a subida dele na pesquisa esta semana foi decisiva para que candidatos do PSDB abrissem espaço para ele no palanque eletrônico. ( O Globo)

Carteiros denunciam que Dilma usa Correios para cometer crime eleitoral.

 
Os Correios abriram uma exceção para o PT e distribuíram em São Paulo panfletos da presidente Dilma Rousseff sem chancela ou comprovante de que houve postagem oficial. A estampa, prevista em norma da própria estatal, serve para demonstrar que houve pagamento para o envio, de forma regular, da propaganda eleitoral. Sem ela, é difícil atestar que a quantidade de material distribuído corresponde ao que foi contratado pelo partido. O número declarado de panfletos distribuídos sem chancela dos Correios foi de 4,8 milhões.

A exceção para os petistas foi aberta a partir de um comunicado interno dos Correios em São Paulo, no qual a empresa autoriza, em caráter “excepcional”, a postagem dos folders na modalidade de mala postal domiciliária (MPD). A Diretoria Regional Metropolitana, responsável pelo aval, atribui a medida a um problema na impressão dos quase 5 milhões de peças. O órgão é chefiado por Wilson Abadio de Oliveira, afilhado político do vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer. 

“Está autorizada, em caráter excepcional, na AGF (agência franqueada) Santa Cruz, a postagem de 4.812.787 folders da candidata às eleições 2014 Dilma Vana Rousseff”, diz o documento “Correios Informa” do dia 3 de setembro. “Devido a erro de produção gráfica, não foi confeccionada a respectiva chancela”, acrescenta o comunicado. Documento dos próprios Correios determina, como “requisito mínimo”, que cada santinho enviado pela mala direta domiciliária deve ter a chancela, com a descrição do nome e do CNPJ do candidato. Também deve constar o ano das eleições e a origem da postagem, entre outras inscrições. 

Os santinhos foram remetidos para a Grande São Paulo e cidades do interior até o dia 12 de setembro, com mensagens regionalizadas. “Ela já faz mais por Campinas”, dizem os folhetos distribuídos na cidade, apresentando uma sorridente Dilma, ao lado de Temer e Lula. O impresso destaca realizações em programas federais como o Mais Médicos e o Brasil Sorridente. “Mais cuidados, mais investimentos, mais futuro. Campinas pode sempre contar comigo”, diz Dilma na propaganda. A presidente aparece em desvantagem nas pesquisas de intenção de voto em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o que levou o PT a determinar um reforço da campanha no Estado.

Justiça Eleitoral. A distribuição dos panfletos regionalizados sem estampa oficial fez parte dos carteiros se rebelar, ameaçando não entregá-los. Além disso, motivou denúncia das entidades que os representam à Justiça Eleitoral, que cobrou explicações à estatal. Carteiros informaram que, ao questionarem seus chefes sobre os panfletos de Dilma, enviados em caixas aos setores dos Correios, foram orientados pelos gestores dos centros de distribuição a entregá-los como estavam.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect-ACS) em Campinas enviou carta ao diretor regional dos Correios no interior paulista, Divinomar Oliveira da Silva, filiado ao PT, cobrando esclarecimentos e providências urgentes quanto à distribuição. “Ao contrário do que acontece com outros candidatos nas campanhas eleitorais, esse material da candidata Dilma está sendo distribuído aos carteiros sem qualquer chancela ou anotação que demonstre o pagamento por sua postagem, levando-nos a crer numa irregularidade eleitoral”, reclamaram os carteiros por escrito, ameaçando enviar representação ao Tribunal Superior Eleitoral. 

“No mínimo, é estranho o que ocorreu, por se tratar de uma candidata e do volume de material enviado. Os carteiros estão acostumados a fazer a entrega de material com chancela. Como você vai ter controle de que estão entregando 4 milhões ou dez milhões. É como entregar uma carta sem o selo”, disse o coordenador-geral da entidade, Luís Aparecido de Moraes. A estatal disse que o pagamento foi à vista, com a emissão de recibos, e que a autorização “excepcional” está prevista em suas normas.

Controle. Os Correios são controlados pelo PT desde dezembro de 2010, com a nomeação por Dilma do sindicalista Wagner Pinheiro para a presidência da empresa. Ex-presidente da Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobrás, Pinheiro é filiado ao PT do Rio De Janeiro. O partido assumiu o controle da empresa após a crise postal daquele ano, tirando a cadeira do PMDB. Com Pinheiro no comando, a empresa virou feudo do PT.

Datafolha confirma análise do Blog.

A pesquisa Datafolha publicada hoje confirma o que este Blog postou dias atrás. Para que Aécio chegue ao segundo turno, deve reconquistar parte dos votos perdidos para Marina. Está acontecendo. E Dilma também deve buscar parte dos votos que ela também perdeu. Também está acontecendo. Dilma subiu um ponto e Aécio Neves subiu dois pontos. Marina caiu três pontos. A diferença entre Marina e Aécio, que era de vinte pontos percentuais, agora está em treze. Se Aécio subir sete pontos, quase alcançará Marina Silva. Para ultrapassar a candidata que caiu de jatinho, Dilma deve subir dois pontos. Observe a tabela acima. Como a rejeição de Marina Silva praticamente dobrou, ultrapassando a de Aécio Neves, o tucano pode chegar na frente, mas precisará, infelizmente, de uma mãozinha da petista. Leia abaixo a análise do Datafolha. 

A pesquisa divulgada hoje confirma tendência de queda da candidata do PSB, Marina Silva, e de leve reação do tucano Aécio Neves. Os ataques que a ambientalista passou a sofrer desde que assumiu o protagonismo na disputa pela Presidência da República podem explicar o movimento de parte de eleitores que haviam abandonado a candidatura tucana.

Os resultados da semana passada já retratavam o início do desgaste da ambientalista, que conhecia então sua maior taxa de rejeição. Agora, além de variar de maneira mais expressiva nas intenções de voto, a ex-ministra vê a reprovação a seu nome bater novo recorde, dobrando sua rejeição inicial.Esse aumento se deu especialmente em cidades menores, abaixo de 200.000 habitantes.

Se na pesquisa anterior, a oscilação negativa do apoio a Marina, dentro da margem de erro, justificava-se pela concentração da queda em estratos de baixo peso quantitativo, como no dos mais ricos, a maior intensidade do movimento agora se deve ao alcance de vários segmentos, inclusive alguns de participação relevante na composição do eleitorado. Em dez dias, a candidata oscilou três pontos entre os que têm renda até 5 S.M, que correspondem a 77% da população, caiu quatro pontos entre os eleitores do Sudeste e três entre os que moram no Sul, que juntos somam 58% dos brasileiros.

E quem mais se beneficiou da guerra entre Dilma e Marina foi justamente aquele que ficou fora dela.A estratégia da campanha de Aécio de reuni-las sob o rótulo do continuísmo e de se posicionar como o candidato da "mudança de fato", parece ter surtido efeito em parte dos eleitores. Em 15 dias, o tucano oscilou positivamente três pontos percentuais, destacando-se entre os mais escolarizados e ricos. O candidato carece de melhor desempenho no Norte e no Nordeste, onde encontra-se bem abaixo de sua média.

Mesmo com as alterações, os dados ficaram dentro da zona de variabilidade calculada pelo Datafolha no levantamento anterior e não provocaram por enquanto mudanças significativas no cenário. Sobre o futuro, as projeções para a próxima semana também sofrem oscilações. Caso não ocorram fatos de grande repercussão, o potencial de Dilma ficará entre 33% e 40%, o de Marina entre 26% e 33% e o de Aécio entre 15% e 21%. Para chegar ao segundo turno, Aécio deve torcer por um feito inédito em eleições presidenciais nesta etapa da disputa: sua candidatura crescer além de seu teto e Marina cair abaixo de seu piso.