sexta-feira, 31 de outubro de 2014

The Economist: Dilma deixou uma herança maldita para si mesma.

Depois de declarar seu apoio a Aécio Neves numa reportagem de capa sobre as eleições no Brasil, a britânica The Economist, a bíblia dos investidores globais, publicou na edição desta semana, que chegou nesta quinta-feira às bancas, uma reportagem sobre a vitória da presidente Dilma Rousseff. Com o título Duro de Matar Dilma (Diehard Dilma), o artigo aborda as limitações e os desafios que ela terá pela frente para tirar o Brasil do limbo no segundo mandato.

“Seu desempenho no primeiro mandato não justificou sua vitória. A herança que ela deixou para si mesma é problemática”, afirma a reportagem. “Ela inclui recessão, inflação acima da meta do Banco Central, contas públicas opacas, dívida pública crescente e uma eminente redução na classificação de risco do Brasil, assim como um déficit em conta corrente de 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto), que é o maior desde 2002 e é financiado parcialmente pelo ‘hot money’ (cujo ardor provavelmente vai diminuir com a sua vitória).”

Segundo a revista,  Dilma tem de nomear um ministro da Fazenda competente,  com poder para fazer o seu trabalho sem interferências do Palácio do Planalto, para reforçar seus tímidos esforços para atrair investimentos privados na área de infraestrutura, e promover uma reforma tributária.  O risco, de acordo com a Economist, é Dilma trilhar um caminho mais tortuoso e o Brasil se tornar uma sociedade em que o Estado ofereça benesses para seus aliados, como a Venezuela. “Uma olhada na Venezuela deve dissuadir a senora Rousseff de perseguir essa trilha”, diz a Economist.

A revista destaca, ainda, a proposta de diálogo feita por Dilma, mas afirma que 16 anos de poder para um único partido é ruim para qualquer democracia. “Largamente conhecida como obstinada, a senhora Rousseff insiste que aprendeu a ouvir e a mudar. Esperamos que ele esteja falando sério.”

Que CPI que nada! Os ianques é que vão botar na cadeia os petistas corruptos pegos no propinoduto da Petrobras.

Por incrível que pareça, é a internacionalização da Petrobras que vai fazer com que a corrupção implantada pelo PT na estatal seja apurada até o fim. Sim, porque o PT é o culpado. Foi o PT que loteou a Petrobras com os demais partidos corruptos. Mas o ponto é que a Petrobras anunciou ter contratado dois escritórios de advocacia, o americano Gibson, Dunn & Crutcher e o brasileiro Trench, Rossi e Watanabe para auxiliá-la nas investigações. Ambos se apresentam como especializados em FCPA (Foreign Corrupt Practice Act), lei americana que prevê pesadas penas e multas a empresas estrangeiras com ações em bolsas americanas que sejam flagradas em corrupção. A Petrobras tem ADRs (títulos lastrados em ações) negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE). A contratação ocorreu dias depois de a Petrobras ter sido pressionada a aprofundar a apuração pela PwC (PricewaterhouseCoopers), empresa que audita seus balanços, sob ameaça de não avaliar as contas do terceiro trimestre e, em caso extremo de omissão, relatar o episódio à SEC (Securities Exchange Commission, o órgão que regula o mercado de capitais americano). Vejam só: os "malditos imperialistas" é que vão nos ajudar a botar estes socialistas corruptos na cadeia, porque lá a investigação vai fundo, não é engavetada como aqui no Brasil.

Uma coletiva já, Carlos Sampaio.

O pedido de auditoria nos resultados das eleições feito pelos tucanos começa a ser contestado pelo PT (óbvio), pela Justiça Eleitoral (o que era de se esperar) e pela imprensa amiga dos petistas (que é a maioria), como é o caso do jornalista Kennedy Alencar. Quando Kennedy era assessor do Lula, o Toffoli era assessor do José Dirceu. Entende-se a solidariedade. Hoje à tarde, o governador Geraldo Alckmin disse que desconhece a documentação que embasou o pedido do PSDB. Segundo fontes do partido, no entanto, há centenas de indícios que chegaram via e-mail e redes sociais. É urgente que o deputado Carlos Sampaio, coordenador jurídico da campanha, convoque uma entrevista coletiva e apresente, em power point, com cópias a serem distribuídas, todos estes indícios. Para que o pedido não se transforme em munição para o adversário. Por sua vez, os internautas que denunciaram, bem como as personalidades que deram guarida às denúncias, têm a obrigação de juntar material, enviar para o PSDB, para que o partido ofereça elementos concretos para que a imprensa possa investigar, constatar, enfim, produzir noticiário independente. O PSDB deu um passo à frente ao fazer o pedido. Vai ficar muito chato voltar atrás por não ter o que embase, com solidez, a solicitação de auditoria nos resultados eleitorais.

Aqui entrevista concedida para a Jovem Pan.  É bom que seja estendida a todos os veículos de comunicação.

Leiam o post do Josias aqui.  Conforme previsto, PSDB começa a apanhar da imprensa. E ainda será tratado como incompetente pelas redes sociais que pretendeu ouvir e atender. Conheço muito bem como funcionam estes movimentos de internet. Anotem!

Para comprar a reeleição, Dilma afunda o Tesouro na pior dívida dos últimos 20 anos.

O governo Dilma Rousseff gastou além de sua arrecadação pelo quinto mês consecutivo, e o Tesouro Nacional agora acumula até setembro um deficit inédito em duas décadas. No mês passado, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho já contabilizado em um mês. Com isso, o resultado do ano passou de um saldo fraco para um rombo de R$ 15,7 bilhões. 

Em outras palavras, o governo federal teve, de janeiro a setembro, deficit primário, ou seja, precisou se endividar para fazer os pagamentos rotineiros e as obras de infraestrutura. Nas estatísticas do Tesouro, é a primeira vez que isso acontece por um período tão longo desde o Plano Real, lançado em 1994 -os dados anteriores são distorcidos pela hiperinflação e não permitem comparações apropriadas. 

A deterioração das contas federais começou em 2012, quando o governo acelerou seus gastos na tentativa de estimular a economia, e o descompasso entre receitas e despesas se agravou neste ano eleitoral. As primeiras, prejudicadas pela debilidade da indústria e do comércio, tiveram expansão de 6,4% até o mês passado; as segundas, de 13,2%. 

A escalada dos gastos neste ano é puxada pelos programas sociais -especialmente em educação, saúde e amparo ao trabalhador- e pelos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O desequilíbrio fiscal produziu um círculo vicioso na economia, ao elevar a dívida pública, alimentar o consumo e dificultar o controle dos preços. Com credores mais temerosos e inflação elevada, o Banco Central precisa manter juros altos, comprometendo ainda mais o crescimento da economia e a arrecadação. 

Passadas as eleições, o mercado aguarda o anúncio de medidas para conter despesas e elevar receitas. As alternativas à disposição do governo, porém, não são animadoras. Cerca de três quartos do Orçamento são ocupados por pagamentos obrigatórios, como salários, repasses ao Sistema Único de Saúde, benefícios previdenciários e assistenciais. Por isso, as vítimas preferenciais dos ajustes são as obras públicas, das quais o país precisa para enfrentar as deficiências da infraestrutura. 

Um aumento de impostos elevaria ainda mais a carga tributária do país, a mais alta do mundo emergente ao lado da argentina -e criaria um desgaste político adicional para uma presidente que acabou de passar por uma reeleição apertada. (Folha de São Paulo)

Era só o que faltava. Jacques Wagner, o criador da criatura José Sérgio Gabrielli, pode virar presidente da Petrobras.

Jacques Wagner e José Sérgio Gabrielli na lavagem do Senhor do Bomfim: de lavagem os dois entendem muito.

Quem não lembra que foi na Bahia que estourou um dos primeiros escândalos de malversação de dinheiro público da Petrobras, no ano de 2009, com superfaturamento de patrocínios da estatal a festas juninas, tudo comandada pela secretária particular do governador Jacques Wagner? E que José Sérgio Gabrielli, um dos maiores suspeitos dos escândalos do Petrobras, virou secretário de estado do governador baiano? Pois Dilma Rousseff estuda nomear Wagner como o novo presidente da Petrobras. A notícia é do Valor Econômico.

O Palácio do Planalto procura uma solução política para a sucessão na Petrobras e um dos nomes em análise é o do governador da Bahia, Jaques Wagner. O nome do governador é o preferido do PT, que vê em Wagner. autoridade política e moral para restabelecer a normalidade na estatal, virtualmente paralisada com os escândalos de corrupção objetivos de delação premiada na Operação Lava-Jato.

O destino do atual governador da Bahia deve ser decidido nos próximos dias, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, atualmente em férias na base naval de Aratu, no litoral baiano. Wagner saiu fortalecido das eleições, após eleger o sucessor, Rui Costa, numa disputa que parecia perdida até a véspera. 

No caso da Petrobras, Wagner não é um nome completamente estranho à estatal: é petroleiro e foi dele a indicação do ex-presidente da empresa Sérgio Gabrielli, que depois tornou-se secretário em seu governo. Mas ele não é o único nome em consideração. Pela cúpula do PT já passou também o nome do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). O nome de Rodolfo Landim, ex-diretor da área de gás da Petrobras, também é considerado.

Esquema de propina que o doleiro montou para o PT com dinheiro da Petrobras desviou mais de R$ 200 milhões. Vários parlamentares petistas foram beneficiados.

Luiz Sérgio (ex-ministro), Benedita da Silva (ex-ministra) e Henrique Fontana (o agressivo deputadinho gaúcho): todos receberam dinheiro de empresa envolvida no propinoduto da Petrobras. Agora, em 2014!

Contas correntes de três empresas de fachada usadas pelo doleiro Alberto Youssef para receber propinas de fornecedores da Petrobras registraram depósitos de R$ 206,3 milhões entre novembro de 2009 e dezembro de 2013. Os valores mais altos foram creditados nas contas da GDF Investimentos, que recebeu depósitos num total de R$ 96,3 milhões. A MO Consultoria recebeu depósitos de R$ 70,4 milhões e a Empreiteira Rigidez, de R$ 39,5 milhões.

Os valores constam em levantamento feito pelo Ministério Público Federal com base na quebra de sigilo bancário das empresas ligadas ao doleiro. Youssef era o operador do esquema de corrupção na estatal, que envolvia políticos aliados do governo. Na outra ponta, apenas a Empreiteira Rigidez repassou R$ 21,5 milhões para empresas do grupo Labogen, que Youssef usava para fazer remessas ilegais de recursos para o exterior. 

O executivo Julio Camargo, do grupo Toyo Setal, que assinou acordo de delação premiada depois que Youssef citou seu nome como o principal contato na empresa, depositou pelo menos R$ 16,6 milhões para as empresas usadas pelo doleiro para distribuir propinas a envolvidos no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

Camargo fez os depósitos por meio de três empresas controladas por ele: Auguri, Piemonte e Treviso. A Piemonte fez depósitos de R$ 8,5 milhões; a Treviso, de R$ 6,9 milhões e a Auguri, de R$ 1,15 milhão. As empresas de Camargo doaram recursos para campanhas políticas. Em 2010, foi doado R$ 1,1 milhão a sete políticos, cinco deles do PT. No total, segundo reportagem da “Folha de S.Paulo", as empresas de Camargo fizeram doações de R$ 5 milhões ao PT e ao PR entre 2006 e 2014.

Além de Camargo, outro executivo ligado à Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, fez depósitos em contas de empresas ligadas ao doleiro. No valor de R$ 7,3 milhões, os depósitos foram feitos pela empresa Tipuana Participações. Mendonça era um dos sócios da Tipuana, que pertencia à PEM Engenharia, que prestou serviços à Petrobras na construção da plataforma P-51 e foi uma das empresas que deram origem ao Grupo Toyo Setal.

Segundo depoimento de Alberto Youssef à Justiça Federal de Curitiba, a Toyo Setal também fez depósitos no exterior a título de propina. O doleiro trabalhou para internalizar os recursos e distribui-los no Brasil, em reais. O GLOBO entrou em contato com a Toyo Setal e com entidades que contam com a participação de seus executivos, mas não obteve retorno deles.

Na campanha deste ano, a Toyo Setal doou R$ 2 milhões para o comitê do PR e R$ 150 mil para três candidatos a deputado federal pelo PT: Benedita da Silva (RJ), Henrique Fontana Júnior (RS) e Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (RJ).

Foram detectados depósitos de várias fornecedoras da Petrobras citadas na investigação da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Na conta da Empreiteira Rigidez, que Youssef admitiu servir apenas para receber recursos de obras da estatal, foram registrados, entre maio de 2010 e dezembro de 2013, depósitos da Mendes Júnior Trading e Engenharia (R$ 1,978 milhão); OAS (R$ 1,749 milhão), e MPE Montagem de Projetos Especiais (R$ 3,129 milhões). (O Globo)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Estranhamente, PT reage contra auditoria do processo eleitoral.

Petistas ouvidos pelo Broadcast Político reagiram à representação do PSDB que pede uma auditoria na votação destas eleições e acusaram os tucanos de quererem forçar um "terceiro turno" depois de saírem derrotados nas urnas.

"Sinto que o PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido", criticou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS). Para Fontana, o PSDB "está entrando perigosamente por um ambiente de terceiro turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria e chega a dar a sensação de uma dificuldade de absorver uma derrota eleitoral".

O deputado Carlos Zarattini (SP) classificou como "muito grave" a ação movida pelo PSDB e disse que ela visa alimentar um ambiente de tensão. "O único objetivo disso é manter o clima de disputa e de acirramento eleitoral, mesmo já tendo um resultado definido", criticou. "Querem criar um clima para que a tensão permaneça e se tente ter um terceiro turno".

O PSDB entrou hoje no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma representação na qual pede uma auditoria "nos sistemas de votação e de totalização dos votos". Assinado pelo coordenador jurídico do partido, deputado Carlos Sampaio (SP), o documento argumenta que há "uma somatória de denúncias e desconfianças por parte da população brasileira" motivada pela decisão da Corte eleitoral de divulgar a contagem dos votos após o término da votação no Acre, com fuso horário de três horas de diferença em relação a Brasília.

Vice-presidente da Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (SP) também rebateu os tucanos e disse que a atitude é lamentável. "Se não apresenta prova, se orienta por boato, ele desrespeita o TSE. Uma representação dessa é negar a lisura dos ministros do TSE", afirmou.

Pronto, resolvido! PSDB pede auditoria especial no processo de apuração da eleição presidencial para atender "clamor" das redes sociais, apesar de confiar no sistema.

 
O PSDB apresentou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de auditoria especial nas eleições deste ano. A solicitação foi protocolada nesta quinta-feira pelo deputado Carlos Sampaio, coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves. A intenção é formar uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos para verificar a lisura do processo. O resultado proclamado pelo TSE foi de 51,64% dos votos válidos para Dilma Rousseff (PT) e 48,36% para o tucano, uma diferença inferior a 3,5 milhões de votos.

No pedido, há a ressalva de que o partido confia no sistema e só tomou a medida atendendo a dúvidas levantadas nas redes sociais, onde há até a defesa da recontagem dos votos. O partido argumenta que a credibilidade do sistema brasileiro precisa ser reafirmada.

“A legitimidade da representação popular, em qualquer país democrático, está diretamente relacionada com a confiança do povo brasileiro no processo eleitoral e nas instituições públicas. Neste momento, as manifestações de uma parte considerável da sociedade brasileira não estão em consonância com esta esperada confiança, o que exige dos órgãos responsáveis pelo processo eleitoral e dos agentes que participaram das eleições, ações concretas para que quaisquer dúvidas sejam dissipadas”, argumenta.

O pedido é que a comissão tenha acesso a cópias dos boletins de urna e demais documentos gerados em todas as sessões eleitorais, dos arquivos eletrônicos com a memória dos resultados, além dos logs originais e completos das urnas eletrônicas e de transmissão e recebimento dos dados da apuração. Solicita-se ainda acesso a todas as ordens de serviço e registros técnicos sobre manutenção e atualização dos serviços técnicos relativos ao segundo turno, aos programas de totalização de votos e aos programas e arquivos de urnas utilizadas, que seriam escolhidas aleatoriamente em todos os estados e em pelo menos dez cidades de cada um.

O documento ressalta que a impressão do voto, que seria uma forma de auditoria automática, foi considerado inconstitucional. Por isso, na visão do partido, seria necessário formar a comissão para dissipar quaisquer dúvidas sobre a lisura do processo.

Em nota divulgada junto com o pedido, o PSDB afirma que as formas de fiscalização atuais “têm se mostrado ineficientes para tranquilizar os eleitores quanto a não intervenção de terceiros nos sistemas informatizados”. Diz ser seu objetivo buscar garantir certeza de que os eleitos são mesmos os escolhidos pela população.

“Reiteramos nossa confiança na Justiça Eleitoral. Portanto, o que pretendemos com essa medida judicial é garantir que todo e qualquer cidadão também possa ter a certeza de que nossos representantes políticos são, de fato, aqueles que foram escolhidos pelo titular da soberania nacional: o povo brasileiro”, diz a nota. ( O Globo)

Esquerda saiu menor de 2014.

A melhor defesa é o ataque. É por isso que o PT e Lula, logo depois das eleições, saíram a publicar manifestos e vídeos, quando deveriam estar com o rabo no meio das pernas. Dilma venceu por um número mínimo de votos depois de usar de todos os recursos desleais, entre os quais a máquina pública e táticas nazistas de propaganda. No entanto,  a esquerda teve um duro baque nas eleições para o Congresso Nacional. Sabem quantos porcento o PT e aliados ideológicos possuem na representação da Câmara? Apenas 16,5%. E no Senado? Apenas 18,5%. O pior problema não é ideológico: é fisiológico, tendo em vista os partidos criados para este fim, como o PSD, PR e  PROS, só esperam a hora de botar preço para o seu apoio ao governo. Só que, com a investigação do escândalo da Petrobras , que irá gerar dezenas de processos contra parlamentares, ficou mais difícil encontrar fontes para abastecer políticos corruptos. A Imprensa e a sociedade estão mais vigilantes e atentas e, com um governo enfraquecido, será mais difícil roubar os cofres públicos, como vinha ocorrendo para sustentar a base do governo. O PT, pelas derrotas que teve nesta primeira semana pós eleições, acusa o PMDB de "ressentimento". Este, por sua vez, já disse que não vai entregar a presidência da Câmara e ameaça com uma "pauta bomba", levando à votação projetos que elevariam os já explodidos gastos públicos. O clima não é bom entre os dois aliados e isso pode ser útil para a Oposição. A verdade é que a esquerda saiu mais fraca de 2014. Com representação menor. Vão tentar compensar esta perda buscando apoio nos ditos "movimentos sociais", como fizeram com o famigerado decreto da "participação social" e com a tentativa de impor o plebiscito para reforma política. Foram solenemente derrotados neste primeiro momento, mas vão tentar de novo com outros projetos, como o do controle "social" da mídia. Estas tentativas de impor a democracia direta é porque saíram mais fracos no embate das urnas. Nosso papel, agora, é fortalecer a democracia representativa, apoiando a representação política de oposição. Mesmo sendo minoria, poderemos travar o bom combate, como disse Aécio Neves. Basta estarmos unidos, porque eles saíram mais fracos de 2014, como esta primeira semana já mostrou ao país com aumento de juros, de tarifas de energia e dos preços dos combustíveis, além das derrotas no Congresso.

Dilma bota juro do cheque especial a 183% ao ano, a maior taxa desde 1999.

O juro médio cobrado no cheque especial ao consumidor chegou a 183,2% ao ano em setembro. Isso significa uma elevação de 10 pontos porcentuais ante agosto, quando ficou em 172,8%. O cheque especial é a modalidade mais cara disponível para empréstimo. Muitas vezes o consumidor não percebe que está pagando os altos juros, pois o banco aciona o limite pré-aprovado de cheque especial automaticamente quando a conta fica no vermelho. 

O juro médio do cheque especial em setembro foi o maior já registrado desde abril de 1999, quando marcava 193,6% ao ano. Naquela época, a taxa Selic, que é usada como referência para a definição dos demais juros ofertados no mercado, estava em 34% ao ano. Maior que a Selic do mês passado, de 11% ao ano. Já a inadimplência do cheque especial subiu de 10% para 10,3% no período, ou seja, 0,3 ponto porcentual. 

Considerando todas as modalidade de empréstimo do crédito para o consumidor, a inadimplência se manteve em 6,6% em setembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Banco Central (BC). Vale lembrar são informações referentes ao mês de setembro. Ou seja, antes da reunião de ontem, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC surpreendeu o mercado ao elevar a taxa básica de juros de 11% ao ano para 11,25% ao ano, na tentativa de conter a escalada da inflação. (Estadão)