sábado, 13 de setembro de 2008

Vitrina contra a democracia.

É impressionante a falta de habilidade de Michele Bachelet, presidente do Chile, ao propor um encontro extraordinário dos presidentes da UNASUL, para dar apoio ao governo de Evo Morales, sabendo que ele quer impor uma constituição aprovada de portas fechadas, dentro de um quartel, com a oposição mantida pelo exército do lado de fora, impedida de participar e votar. Lula, que foi esnobado durante a semana, avisou que só vai se houver um "pedido expresso"do cocalero. De outro lado, Hugo Chávez já gritou: "É óbvio que irei!". O que mais esta escória socialista bolivariana pode querer do que uma vitrina para ofender o "império", desviando o foco dos imensos problemas internos que estão enfrentando e dos crimes que cometem contra a democracia? Que a idéia viesse de um destes protótipos de ditadores até seria compreensível. Vindo de da presidente do Chile é burrice diplomática pura.

Golpe em andamento.

Deputados da base aliada do governo continuam articulando nos bastidores para prorrogar por mais dois anos o mandato de Lula. Querem estender o mandato de Lula, dos governadores, deputados e senadores até 2012 e aumentá-los para cinco anos, sem direito a reeleição. O deputado petista-pelego-sindicalista Devanir Ribeiro (PT-SP) argumenta que a mudança vai equiparar as eleições majoritárias e proporcionais para evitar que ocorram de dois em dois anos, como no modelo atual. "A proposta seria prorrogarmos o mandato de governadores, deputados federais, estaduais e do presidente até 2012, quando terminam os mandatos dos prefeitos e vereadores eleitos este ano. A partir daí, valeria a regra de cinco anos de mandato para todos, sem reeleição". Por que será que, nesta linha golpista e escrota, não apareceu ninguém para propor uma coisa bem mais simples, que é prorrogar os mandatos de prefeitos e vereadores, que estão sendo eleitos agora, até 2014? Teríamos, da mesma forma, a tão desejada coincidência de mandatos, não é mesmo? E daria tempo para que a reforma política que Lula não quis fazer pudesse ser discutida em um novo governo, a partir de 2011.

Argentina: Lula com a bola toda.

Editorial de hoje, do Clarin, principal jornal argentino.

Las definiciones del presidente brasileño Lula da Silva en los últimos días son un ejemplo de visión estratégica; la de una potencia regional que ha trabajado para proyectarse al mundo en el terreno económico y estratégico.

El presidente brasileño, Luiz Inacio Lula da Silva, expuso en el extenso reportaje que concedió a Clarín días atrás, una serie de interesantes consideraciones que evidencian una visión estratégica para Brasil con indudables proyecciones regionales en el actual contexto internacional.Hay que destacar que esta visión es el resultado de grandes consensos y políticas de Estado que fueron seguidas por gobiernos de distintas orientaciones políticas e incluso más atrás, por aquellos que no tuvieron legitimidad popular.Estas continuidades y una extraordinaria dotación de recursos humanos, naturales y territoriales le permitieron a Brasil consolidarse como potencia exportadora, ampliar y diversificar su perfil productivo, expandir su mercado interno y proyectarse a los mercados internacionales como una de las más promisorias economías emergentes.Pero existe además un comportamiento consistente con una visión amplia del interés nacional, en la medida en que se toma nota de la necesidad de reforzar la integración regional y evitar dinámicas de competencia o confrontación entre los países sudamericanos, a pesar de que éstas puedan estar originadas en reales conflictos de intereses. La Argentina debería poder aprovechar los incentivos que ofrece este socio mayor, no solamente en términos de complementación económica sino también en este caso, como factor propulsor de una visión integral del desarrollo, y del lugar que pueden tener la región y el Mercosur en el mundo.
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Continuamos na Argentina até a próxima segunda-feira.

Detalhes tão pequenos de nós dois(2).

O quadro acima é do Real Clear Politics e faz uma média de todas - são muitas e diárias - as pesquisas eleitorais nos Estados Unidos. Obama permaneceu por seis meses na liderança das intenções de voto. McCain, após a convenção do seu partido, assumiu o primeiro lugar. Como sempre, a eleição americana será decidida nos detalhes, que é onde os republicanos são bem melhores que os democratas.

Detalhes tão pequenos de nós dois.

O que está nas entrelinhas da última pesquisa do Datafolha para a prefeitura paulista é mais importante do que o empate entre Alckmin e Kassab e o outro empate entre todos numa hipótese de segundo turno. Segundo a pesquisa, no segundo turno, 74% dos eleitores do prefeito migrariam os seus votos para Alckmin. Já Kassab herdaria apenas 66% dos votos tucanos. É esta diferença proporcionada pelos tuco-petralhas que poderá dar a vitória a Marta Suplicy. Mais não precisa ser dito.

Petralhas gaúchos.

Da Veja:

O processo número 10801965571, da 16ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, aparentemente trata de um litígio particular. Nele, o técnico em telefonia Paulo Roberto Salazar da Silveira, 47 anos, cobra 445.000 reais do Partido dos Trabalhadores, ao qual era filiado até o ano passado. Paulo Salazar, como é conhecido pelos petistas, pretende provar que, entre 1998 e 2005, era obrigado a devolver ao partido cerca de 4.000 reais mensais que recebia como assessor parlamentar em gabinetes de deputados do PT na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. O ex-petista também reclama uma indenização material e moral pelo uso indevido de duas contas bancárias e de seu cartão de crédito por um comitê eleitoral do partido. A ação judicial pode ser o fio da meada para desnudar os métodos de financiamento de campanhas políticas do PT com dinheiro público. Em entrevista a VEJA, Salazar contou o que fez e o que viu como um dos arrecadadores de campanhas eleitorais do partido. Seu relato é uma visita a lugares-comuns na já conhecida e nebulosa história político-financeira recente do PT – mas nem por isso deixa de ser surpreendente. Revela como uma das alas mais radicais da legenda, a Democracia Socialista (DS), uma barulhenta defensora da ética, rendeu-se à sedução do caixa dois.
As revelações do ex-petista atingem a DS, corrente que reúne 20% do PT, comanda um ministério no governo do presidente Lula e tem como seu líder principal o ex-prefeito de Porto Alegre e ex-secretário-geral do partido Raul Pont. De acordo com Salazar, entre 1999 e 2005 ele foi funcionário-fantasma nos gabinetes de Pont e do deputado estadual Elvino Bohn Gass. Além de não trabalhar, ele repassava o dinheiro que recebia integralmente aos parlamentares. "Eu sacava todo o salário na boca do caixa no dia seguinte ao pagamento. Até férias e décimo terceiro eram devolvidos. O dinheiro ia para o caixa dois da DS", afirma ele. Extratos da conta de Salazar, em poder da Justiça, comprovam os saques. "Ele trabalhou e sempre recebeu tudo o que deveria", rebate Raul Pont. "É estranho essa denúncia aparecer em pleno período eleitoral." O deputado Bohn Gass confirma que Salazar trabalhou em seu gabinete e atribui sua indicação à cúpula do PT estadual. Ele nega ter se apropriado do salário do ex-funcionário.
Em vez de trabalhar na Assembléia Legislativa, Salazar conta que despachava na sede de uma tal Associação Em Tempo, um comitê eleitoral extra-oficial em Porto Alegre. Ali ele administrava o caixa dois da corrente petista e recebia salário de 2.000 reais da entidade, com o qual sustentava a família. Na eleição municipal de 2000, Salazar conta que recolhia dinheiro vivo em escritórios de advocacia a cada quinze dias. As remessas variavam entre 20.000 e 40.000 reais. Ele afirma ter arrecadado 250.000 reais para as campanhas apenas nessa eleição. O ex-assessor também recolhia malas em empresas de bebidas, laticínios, material esportivo e até em sindicatos. "Era tudo por fora, tudo caixa dois. Nada entrava nas prestações de contas", diz. Segundo o relato do ex-petista, a arrecadação clandestina para o caixa dois não fazia distinções. Público ou privado, muito ou pouco, todo recurso era perseguido com esmero pelos trotskistas da DS. Na campanha de 2002, quando o petista Olívio Dutra governava o estado, o "financiamento" passou a ser estatal. A secretaria do Trabalho, aparelhada pela DS, alugou dez carros e quarenta telefones celulares usados na campanha de seus candidatos a deputado, entre eles Raul Pont. No total, segundo Salazar, a operação rendeu 1 milhão de reais. Pode parecer pouca coisa, se comparado às cifras monumentais do mensalão, mas fica claro que os princípios morais dos envolvidos são os mesmos.
Para arrecadar dinheiro e manter seus candidatos, valia tudo – tudo mesmo. Os vereadores, por exemplo, dispõem de uma cota de selos para enviar correspondência a seus eleitores. O então vereador petista Carlos Pestana, também da DS, cedeu sua cota mensal de selos ao grupo. Salazar narra ter transformado a "doação" em dinheiro vivo ao revender os selos a uma agência franqueada dos Correios por metade de seu valor. Na campanha para a prefeitura de Porto Alegre, em 2004, apenas mercadejando selos de parlamentares petistas, Salazar diz ter arrecadado 25.000 reais. O candidato a prefeito era Raul Pont e sua vice, a deputada federal e atual candidata à prefeitura de Porto Alegre Maria do Rosário. O ex-assessor reuniu extratos bancários e diz que 400 000 reais "não contabilizados" passaram por suas mãos para a campanha. Ele afirma que tanto Raul Pont como Maria do Rosário sabiam do caixa dois. Ambos negam. "Isso não é uma prática exclusiva da DS. Todas as correntes internas se financiam com caixa dois. É uma ação corriqueira no PT", afirma o ex-assessor petista, que também prestou depoimento ao Ministério Público, que vai investigar o caso.
O descontentamento que levou Salazar a denunciar os antigos companheiros não se limita ao salário de funcionário-fantasma que repassava integralmente ao PT. Ele ainda reclama que o partido não honrou despesas que assumiu para financiar candidatos petistas. Oito cheques assinados por ele, somando 37.500 reais, foram devolvidos. Um financiamento bancário de 30.000 reais, que ele jura ter tomado para as campanhas petistas, também não foi pago. Salazar se sente enganado sobretudo pela complexidade do trabalho que diz ter prestado ao PT. Além de vender selos e carregar malas de dinheiro ilícito, uma de suas funções era conseguir notas fiscais frias para as empresas que contribuíam com o caixa dois do partido. Uma de suas fontes de notas fraudulentas era a gráfica Comunicação Impressa. A empresa, que recebeu 75.000 reais do valerioduto em 2005, é uma freqüente fornecedora petista. Ela aparece até na prestação de contas da campanha de Tarso Genro ao governo do Rio Grande do Sul, em 2002. Mas uma coisa aparentemente nada tem a ver com a outra. É histórica a divergência entre Raul Pont e Tarso Genro. Os dois, inclusive, pertencem a alas rivais do PT.

Petralhas em pânico.

Um petralha indignado pergunta a Reinaldo Azevedo como ele consegue dormir em paz.
Resposta:
– Com Stilnox.

E conclui:
– Por isso defendo os laboratórios, as patentes e a propriedade intelectual.

Esse é o resumo perfeito de O País dos Petralhas (Record; 337 páginas; 38 reais). O livro reúne os melhores textos de Reinaldo Azevedo sobre o petralhismo, publicados em seu blog em VEJA.com desde junho de 2006 e, antes disso, em sua coluna em O Globo. O que significa "petralha"? Um glossário, no fim do livro, esclarece: "Neologismo criado da fusão das palavras ‘petista’ e ‘metralha’ – dos Irmãos Metralha, sempre de olho na caixa-forte do Tio Patinhas. Um petralha defende o roubo social".

O roubo social é uma disciplina que, praticada pelos operadores do petralhismo entranhados no partido e no setor público, se baseia no – como dizer? – roubo. Pode ser o roubo para eleger um candidato, ou o roubo para enlamear um opositor, ou o roubo para encher as burras de dinheiro. Em geral, tudo isso junto. Para que um petralha possa roubar sem constrangimentos, ele precisa contar com a cumplicidade de outros petralhas, enfronhados na imprensa, na internet, nas salas de aula, nos gabinetes, nos tribunais, nas delegacias, nas rodas de samba. O papel deles é fazer a defesa teó-rica do banditismo, acobertando todos os crimes cometidos em nome do partido. Esta é a gangue que Reinaldo Azevedo combate: a gangue que violenta as idéias, que corrompe os conceitos, que brutaliza a verdade. Se o Brasil do PT é Patópolis, Reinaldo Azevedo só pode ser o nosso Mickey.

Ele, o camundongo sabido de Dois Córregos, é o melhor blogueiro do país. O termo blogueiro, para quem está acostumado só com a imprensa escrita, pode soar ligeiramente depreciativo. Corrigindo: Reinaldo Azevedo é o melhor articulista do país. É o único capaz de passar com desenvoltura de Robert Musil à egüinha Pocotó, de G.K. Chesterton a Marilena Chaui, de Ortega y Gasset a Marco Aurélio Garcia. Com 900 000 páginas lidas todos os meses, seu blog é também um dos mais populares da internet. O resultado é espantoso: se, num dia, ele indica um filme no Youtube, como aquele sobre a pancadaria da PF em Raposa Serra do Sol, no dia seguinte o filme já contabiliza 18 000 espectadores.

Para nossa sorte (eu, Diogo, sou uma das centenas de milhares de macacas-de-auditório de Reinaldo Azevedo, e entro no blog umas cinco vezes por dia, como a média de seus leitores), o melhor articulista do país é igualmente o mais compulsivo. Reinaldo Azevedo trabalha sem parar. Até a última quarta-feira, seu blog já publicara 14 943 artigos. Dois anos atrás, os médicos abriram uma tampa em seu cocuruto e arrancaram lá de dentro dois hemangiomas ósseos do tamanho de bolas de gude. Três dias depois, no quarto do hospital, ele já estava na frente do computador, fazendo chacota de seu aspecto de golfinho Flipper e de seus tumores benignos – o único produto benigno saído de sua cachola.

Reinaldo Azevedo costuma escrever seu primeiro artigo às 3 da tarde, quando acorda, e o último às 5 e meia da madrugada, quando toma seu comprimido de Stilnox e vai dormir. Ao petralha indignado: Reinaldo Azevedo nunca dorme em paz, ele dorme em guerra. Em guerra contra os petralhas indignados, contra os esquerdopatas, contra os tocadores de tuba, contra o Apedeuta (consulte o glossário de O País dos Petralhas). Isso lhe rende, todos os dias, centenas de mensagens ofensivas. Chamam-no de canceroso, de nazista, de Opus Dei. A primeira triagem dos comentários dos leitores, em que se eliminam todos os insultos, é feita por sua mulher. Ela se chama Lilian, mas os leitores do blog a conhecem como Dona Reinalda. Há também as Reinaldinhas, suas duas filhas, Maria Clara, de 13 anos, e Maria Luíza, de 11.

Apesar de estar sempre em guerra, Reinaldo Azevedo se considera "bastante convencional". O que isso quer dizer? Quer dizer que ele chama "crime de crime, ladrão de ladrão, bandido de bandido". E acrescenta: "No auge de minha esquisitice, defendo o cumprimento da lei". Essa é uma idéia repetida incessantemente ao longo do livro. Para ele, "a impunidade destrói qualquer chance de futuro. Se a lei é cumprida, entra-se numa espiral positiva de direitos e deveres". Por isso ele se bate pelas leis e pelas regras da democracia, da gramática, da lógica, dos bons costumes e da patente dos remédios. No país dos petralhas, o assombroso é ficar do lado da lei.

Diogo Mainardi, em Veja desta semana.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Sapo azul.

Lula é o nosso Sapo-flecha-venenosa-azul. Bonito para as espécies menos avisadas, usa a cor como estratégia para se manter vivo durante os piores momentos. Enquanto muitos animais políticos, como José Serra, se escondem para preservar a vida, ele faz o contrário --uma atitude "excêntrica" na natureza. Leva para os palanques sua pele de um azul vivo (cor pouco comum entre os animais políticos) apenas para avisar que ele não deve ser tocado, pois carrega poderosos venenos na sua pele, tais como a datafolhite que joga jatos de uma venenosa popularidade abatendo o oponente antes da luta começar. Este animal sobrevive em áreas secas, quentes e iluminadas, como em jardins de palácios. Seu nome científico é Dendrobates azureus e ele sobrevive, graças ao bom Deus, apenas oito anos na natureza. A não ser que sofra alguma mutação...

Idéia de jerico.

Lembram que o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou mais de trinta dias viajando pela América Latina para formar o Conselho Sul-Americano de Defesa, uma idéia de Hugo Chávez, apoiada por Lula? Com Evo Morales jogando a Bolívia na guerra civil e Hugo Chávez hospedando bombardeiros russos e ameaçando invadir solo boliviano para manter o cocalero no poder, ambos negando ao Brasil o papel de mediador, tem cabimento o nosso país querer ter estratégias comuns de defesa com estes malucos totalitários do quinto mundo, que acabam de romper relações diplomáticas com o nosso maior parceiro institucional e comercial? É ou não é uma idéia de jerico, que pode nos jogar numa guerra que não é nossa?

Rifaram Lula.

Evo Morales rejeitou o envio de uma delegação brasileira para mediar os conflitos entre o governo e a oposição. Lula ficou irritado com a notícia, porque ele já havia ordenado o envio para La Paz de seu assessor internacional, Marco Aurélio Garcia, e do secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiro Guimarães. Tiveram que meter o rabinho no meio das pernas. O Brasil, sem dúvida alguma, perdeu completamente o protagonismo na América Latina. E Lula gastou centenas de milhões de dólares por uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU...

Síndrome da comparação.

Hoje Lula se comparou com JK. Várias vezes já fez a mesma coisa com Getúlio Vargas. Passou os últimos anos se comparando com Fernando Henrique Cardoso. Li, certa vez, alguma coisa sobre a "síndrome da comparação". Que é preciso transformá-la em inveja positiva para, daí, neutralizar o complexo de inferioridade. Lula tenta ser melhor do que os outros 24 horas por dia. Mas sempre volta à estaca zero. Ante os próprios resultados, não resiste: busca a comparação, revelando-se uma pessoa com problemas sérios de auto-estima. Olha eu aqui, direto da Argentina, bancando o psicólogo. Se houver algum psicólogo online, por favor, o espaço está aberto.

Lula nada em popularidade.

Hoje o Datafolha publica pesquisa informando que Lula vai eleger uma ex-guerrilheira para presidente em 2010. E que o DEM e o PSDB vão acabar. E, ainda, que teremos um partido único, onde todos eles entrarão e estarão felizes da vida. Para que oposição, se o Lula é tão "bão"? Leia mais aqui.

Um presidente de "mierda.



Este é o presidente que querem no Mercosul. Pode?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Imbecilidade ministerial.

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) disse nesta quinta-feira que o tratado firmado entre Brasil e Bolívia prevê o pagamento de uma "multa pesada" ao Brasil caso o gás deixe de ser fornecido. Ele disse, porém, que essa questão não será tratada agora. "É muito cedo para isso primeiro temos que restabelecer a situação que é mais urgente, essa questão da indenização, depois se resolve", afirmou. O imbecil não lembra que o Brasil até doou algumas refinarias para Evo Morales, além de aceitar pagar mais pelo gás, construir estradas, pontes, perdoar a dívida externa...

Imbecilidades jornalísticas.

Está na capa da Folha Online esta "pérola"do jornalismo descuidado que impera no país. A menina da foto homenageia o pai morto há sete anos atrás, no atentado do WTC. Pode? Até pode, se explicar que a concepção foi "in vitro". Aí seria notícia.

Imbecilidades bolivarianas.

Ontem, Evo Morales expulsou o embaixador americano da Bolívia, por suposta participação na organização dos bloqueios das províncias. Ao mesmo tempo, Hugo Chávez recebia com direito à cadeia nacional os dois primeiros aviões bombardeiros russos, para manobras conjuntas, com a seguinte declaração: "os Tupolev TU-160 russos nos permitirão estar informados de qualquer movimento da fulana Quarta Frota”. Ao Brasil, que apóia os dois malucos bolivarianos, restou "quedar sin gás".

Brasil sem gás.

Da Veja Online:

Um novo incidente em um gasoduto na região boliviana de Chaco provocou nesta quinta-feira um corte de cerca de 50% do fornecimento diário de gás natural para o Brasil, segundo informações do consórcio operador do sistema de transporte do produto. O Transierra – do qual participa a estatal brasileira Petrobras – afirmou em comunicado que “durante a noite/madrugada uma válvula de segurança (...) foi manipulada, gerando a interrupção total do serviço pelo (gasoduto) Gasyrg”. O gasoduto transportava 14 milhões de metros cúbicos diários e já havia sofrido uma primeira redução nesta quarta-feira, no valor de 3 milhões de metros cúbicos. A redução no fornecimento foi devida a outro incidente atribuído pelo governo boliviano a manifestantes de oposição. O fornecimento total de gás da Bolívia para o Brasil, antes dos incidentes no gasoduto de Transierra, na região do Chaco, girava entre 30 e 31 milhões de metros cúbicos diários. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, está reunido com técnicos do ministério e com a Petrobras para tomar medidas adicionais ao plano de contingência da estatal e enfrentar o corte de fornecimento de gás natural da Bolívia. Segundo a assessoria do ministro, ele revelará as medidas em uma entrevista coletiva marcada para as 16h desta tarde. O objetivo é evitar problemas de abastecimento no país.

Brasil sem oposição.

Discurso de Lula, ontem, na Amazônia, para um Brasil sem oposição:

"Governador, nós saímos de 20 bilhões de reais em 2003, para 48 bilhões de reais em 2008, de investimentos em educação. O Eliezer disse bem: em praticamente 96 anos o Brasil construiu apenas 140 escolas técnicas. Em oito anos, nós vamos construir 214 escolas técnicas. Alguém poderia perguntar como um governo pode fazer, em oito anos, uma vez e meia a mais do que foi feito em 100 anos. O problema não era dinheiro e não era que eles não sabiam. O problema é que quem governou este país já tinha feito a sua universidade e, portanto, não estava ligando para aqueles que ainda não tinham feito. Eu, por não ter feito e por saber as condições pelas quais não fiz universidade, não quero que as pessoas do interior deste país passem pelo que eu passei. Não quero que as pessoas, quando estiverem adultas, sintam falta de uma educação que deveriam ter tido na sua adolescência, e sintam até ódio por não terem tido oportunidade, quando todos os jovens precisam ter oportunidades."

Em 1996, início das duas gestões de FHC, havia 1.868.529 alunos universitários no Brasil. Em 2002, havia 3.479.913. Um crescimento de 86% no número de alunos, em dois mandatos tucanos. Em 2006, último censo publicado e último ano do primeiro mandato de Lula, havia 4.676.646 alunos matriculados, um crescimento de 34% sobre os números do governo anterior. Isto com o Brasil em crescimento e com um dado a mais que justifica as facilidades encontradas por Lula: o ensino a distância, responsável pela metade do crescimento apresentado. Lula só é o que é porque a oposição é despreparada, fraca e covarde. Não tem respeito nem pela própria história e pelas próprias realizações, quanto mais pelos seus eleitores. E Lula nada de braçada, empulhando o povo sem uma voz que o detenha. O DEM anda por aí, com senadores liberados para tentar eleger os seus prefeitinhos e assim sobreviver. O PSDB continua matando a si mesmo, no maior suicídio político da história deste país. Alguém duvida quando Lula diz que vai eleger o próximo presidente?

Descontrole sob controle.

Da Folha, sobre o aparato oficial usado por debaixo dos panos na Operação Satihagra, que demonstra que não havia descontrole algum sobre recursos financeiros e humanos utilizados fora da legislação. O único descontrole, como está provado, era emocional, representado pela postura mística e justiceira do "Doutor"Protógenes. 52 agentes é 10% do efetivo total da ABIN. Ou seja: Lula sabia, Tarso sabia, Jorge Felix sabia, todo mundo sabia, pois ninguém consegue esconder uma operação deste porte. Estava tudo sob controle.

O diretor do Departamento de Contra-Inteligência da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Maurício Fortunato Pinto, revelou ontem em depoimento na CPI dos Grampos que 52 agentes do órgão atuaram durante quatro meses na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Até então, a Abin admitia apenas "colaboração" com a PF e "participação eventual" de seus servidores.Com a voz embargada, Fortunato responsabilizou o delegado Protógenes Queiroz por "descontroles" ocorridos durante a Satiagraha, inclusive em eventuais escutas telefônicas clandestinas, e criticou a participação do agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Inteligência) Francisco Ambrósio de Nascimento na operação. Segundo ele, Queiroz "usou várias estruturas oficiais e, pelo que estamos tomando conhecimento, não oficiais".O diretor da Abin caiu em contradição ainda ao falar sobre Ambrósio. Questionado se conhecia o agente aposentado, disse que sim, mas que não o via há mais de dez anos. Mais tarde, questionado se os dois tinham se encontrado na última sexta-feira, confirmou.Fortunato disse que procurou Ambrósio quando soube da reportagem da revista "Isto É", que apontou o agente da SNI como responsável por coordenar a realização de escutas clandestinas contra autoridades, entre elas o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.No início do depoimento, o diretor da Abin disse que os agentes emprestados só ajudaram em trabalhos pontuais e simples, como levantamentos de dados na internet. A versão não convenceu os deputados.Segundo o diretor da Abin, além de quatro agentes que trabalharam em Brasília durante a Satiagraha, outros 48, em diversas turmas e turnos, ajudaram as investigações no Rio e em São Paulo. Ainda de acordo com ele, a atuação dos agentes custou cerca de R$ 250 mil.Fortunato disse que a participação dos agentes foi aprovada pelo diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda. Em seu depoimento à CPI, Lacerda não deu detalhes de quantos agentes participaram da Satiagraha e disse não ter recebido informações sobre a operação.Em nota divulgada no dia 14 de julho, a Abin informou que a "Direção Geral não tem e não teve nenhuma participação ou iniciativa, muito menos ingerência, nos fatos que resultaram na referida operação policial." Também em depoimento, Protógenes disse que apenas "alguns membros da Abin" participaram da Satiagraha.Fortunato se responsabilizou pela coordenação dos agentes, mas negou qualquer ligação deles com Ambrósio, o ex-agente do SNI. Disse que os homens da Abin não sabiam quem eram os alvos finais da operação e que recebiam ordens diretas de Protógenes.Integrantes da CPI ficaram irritados durante o depoimento. O presidente da comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), chegou a dizer que a CPI pode propor a extinção do órgão.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Comentário.

Está mesmo lá. E aí, o que dizem os jornalistas politicamente corretos deste Brasil?

"Esta vale a pena ver. Uma leitora do Reinaldo, ao preencher sua ficha de inscrição para o vestibular da UFBA, deparou-se com o campo "ETNIA e as opções:
  • preto
  • pardo
  • indio escendente
  • aldeola (???!!!!)
  • quilombola (!!!!!!!!!!!!!!!!!)
  • outras

Outras? É. A guria é branca, coitada. Teve que marcar o "X" no "outras". Juro que não acreditei e fui ao site. Abri uma ficha de incrição e...voilá! É mesmo! Para a UFBA, branquinhos e japas são uma minoria muito minoria, que nem vale a pena contar. Pior: para os gênios da UFBA, "aldeado" (nem sei do que se trata) e "quilombola" são etnias. Que barbaridade!

Cris.

O Blog foi conferir e a página do vestibular está fora do ar. Estava.

Curtas do blog na Argentina.

  • Se Lula não pronuncia a palavra "Brasil", aqui na Argentina um editorial do Clarin lembra que Cristina Kirchner pronunciou uma só vez a palavra "inflação". Em 217 dirscusos desde que assumiu.
  • A maleta por aqui não é de grampo. É uma maleta com U$ 800 mil, apreendida, vinda da Venezuela para ajudar a pagar a campanha de Cristina Kirchner. Os envolvidos foram presos em Miami. E as autoridades americanas estão apresentando provas de que era dinheiro oficial para pagamento extra-oficial: caixa dois de campanha, estilo PT.
  • Antes de chegar aos Estados Unidos, no próximo dia 20, para a assembléia da ONU, Cristina e Nestor Kirchner passam na Venezuela, para beijar a mão do Ministro da Fazenda e presidente do Banco Central do governo argentino: Hugo Chávez.

Golpe, uma ova.

Quem fala em golpe na Bolívia esquece que Evo Morales aprovou a nova Constituição dentro de um quartel, no qual a oposição foi proibida de entrar, quanto mais de participar. Portanto, muita calma nessa hora. Golpe é o que o índio cocalero pretende dar contra a democracia. E o Brasil que trate de calar o bico, pois só perdeu dinheiro e prestígio internacional ao apoiar estes governicos totalitários bolivarianos. Lula virou o "equeco", o boneco que enche os bolsos dos vagabundos de dinheiro do seu povo.

Mais um plano do Mangabeira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu submeter ao Conselho Nacional de Defesa o Plano que define a Estratégia Nacional de Defesa. Segundo informações da Presidência da República, Lula gostou muito da proposta apresenta na reunião pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, participou apenas do início da reunião. Para não depor no Senado sobre as suas acusações à ABIN, alegando uma forte crise de alergia, Jobim cancelou toda a sua agenda desta terça-feira e quarta-feira.O Conselho de Defesa Nacional é um órgão de consulta do presidente da República que tem como secretário-executivo o chefe do Gabinete de Segurança Institucional e é integrado pelo vice-presidente, pelos presidentes da Câmara e Senado, e pelos ministros da Justiça, das Relações Exteriores, da Fazenda e do Planejamento, além dos comandantes militares. Só mesmo o imbecil para falar em estratégia nacional de defesa na hora em que a informação, base de qualquer sistema, está um caos. E que um dos participantes com voz ativa no Conselho é um dos principais envolvidos.

Escorpiões em pele de cordeiro.

Da Folha:

O marqueteiro Lucas Pacheco está fora da campanha de Geraldo Alckmin, que disputa a Prefeitura de São Paulo pelo PSDB. Em entrevista à Folha, ele culpou os tucanos ligados a José Serra pelas dificuldades enfrentadas pela campanha.Pacheco, que será substituído por Raul Cruz Lima, critica sobretudo os "lobos em pele de cordeiro" -referência velada a José Henrique Reis Lobo, presidente do PSDB municipal e secretário do governador.

FOLHA - O que deu errado?
LUCAS PACHECO - Desde o princípio entendi que o Geraldo corria em faixa própria. Costumava dizer que estávamos na Castelo Branco. À direita, o prefeito, contando com a simpatia da máquina estadual. À esquerda, a candidata do PT, também numa faixa muito bem pavimentada. Para nós sobrou o canteiro central: a grama. Eu dizia que o Geraldo era o candidato off-road.
FOLHA - E por que não funcionou?
PACHECO - Nossa estratégia se baseava em quatro pontos. Primeiro: o Geraldo colocar o dedo na ferida, apontar os graves problemas que a cidade tem. Porque isso aqui não é "Alice no País das Maravilhas". Segundo: apresentar propostas viáveis, criativas. Terceiro: resgatar a obra do Geraldo. Afinal, ele estava um pouco esquecido. Mostrar o que ele já fez, aliado a todos os atributos positivos e à baixa rejeição que ele tem. Quarto -e mais importante: resolver a equação política.
FOLHA - Que equação?
PACHECO - Essa situação de você ter duas candidaturas disputando a mesma fatia do mercado eleitoral. O PSDB alckmista e o PSDB kassabista.
FOLHA - Mas isso não é um dado de realidade, uma vez que o partido está na prefeitura e, ao mesmo tempo, Alckmin resolveu disputar a eleição?
PACHECO - O que sustenta uma campanha é o pilar político. Há um segundo pilar, que envolve mobilização, organização, recursos, e um terceiro, que é a comunicação. Mas o fundamental é o pilar político.
FOLHA - Qual foi a linha decidida antes de o programa de TV estrear?
PACHECO - O primeiro programa foi para o ar em 20 de agosto. Reapresentava o Geraldo ao eleitor. No segundo programa, dois dias depois, começamos a executar a estratégia de colocar o dedo na ferida. Dos problemas da saúde, da educação. O Tobias da Vai-Vai cantava um samba quase fúnebre que dizia que faltam mais de cem mil vagas nas escolas e nas creches. No dia seguinte, um sábado, o mundo tucano-kassabista, ligado ao governo do Estado, caiu sobre a cabeça do candidato. Começou uma pressão insuportável. Diziam que estávamos batendo na gestão do Serra na prefeitura. Estávamos mostrando os problemas. Não dá para fazer campanha autista.
FOLHA - Quem fazia a pressão?
PACHECO - Os lobos em pele de cordeiro. Que se diziam porta-vozes da insatisfação do Serra. Fizeram uma orquestração para acuar o candidato. Tentar espremê-lo. Assim como tentaram, primeiro, inviabilizar a candidatura, trabalharam depois para tornar seu discurso inviável. Se ele não puder apontar os problemas, vai dizer o quê? Não é o prefeito. Não foi prefeito. É um ex-governador que acredita ter uma missão. E eu acredito que ele tem. Mas não deixaram ele falar. Quero deixar registrado que, no meio de todo esse processo, ele teve dois leões ao lado dele: o Edson Aparecido [coordenador-geral da campanha] e o Julio Semeguini [deputado federal muito próximo a Alckmin].
FOLHA - "Lobos em pele de cordeiro" é referência a José Henrique Reis Lobo, secretário do governo Serra e presidente do PSDB municipal?
PACHECO - É uma referência a todos os que diziam ao candidato que ele deveria esquecer o Kassab e falar apenas da Marta, que ele podia acreditar que estava muito próximo o dia em que o PSDB ia chegar junto. O PSDB que ele não tem. Foram muitos acenos. Diziam que ele teria apoio explícito, e não apenas gravado em fita. Mas diziam apenas para acalmá-lo e para convencê-lo a não falar da gestão Kassab.
FOLHA - O sr. se refere ao vídeo com declaração de José Serra que lhe foi entregue para ser incluído no primeiro programa de TV?
PACHECO - O que eu posso dizer é que essas pessoas falavam em nome dele.
FOLHA - O que o sr. achou da declaração gravada por Serra?
PACHECO - Correta. De homem de partido. Nada além disso.
FOLHA - O candidato cedeu?
PACHECO - Ele foi convencido de que a mudança poderia contribuir para unir o partido em torno dele. Mas isso nunca aconteceu. Não era isso o que queriam. Eles queriam que o Geraldo fosse desidratado.
FOLHA - Como ficou o programa?
PACHECO - Tivemos que fazê-lo apenas em cima de atributos e propostas. Isso, numa cidade que se divide entre o voto no PT e o voto anti-PT, é mortal. A classe média que vota no PSDB e que vive na Manhattan paulistana, que nunca foi à Brasilândia, a Itaquera, nunca viu uma AMA nem uma UBS, começou a assistir àquele festival de maravilhas [no programa de Kassab] e a achar que está tudo ótimo. Mudar pra quê? É mudança ou continuidade? Eu acho que o Geraldo tem de ser o candidato da mudança. E ficou impossível dizer isso na TV.
FOLHA - Como o sr. responde ao que dizem que a propaganda de Alckmin é tecnicamente ruim? PACHECO - Não temos os recursos das outras duas campanhas, feitas, aliás, por dois profissionais por quem tenho o maior respeito [João Santana, de Marta Suplicy, e Luiz Gonzalez, de Kassab]. E temos menos tempo. Tinha de adotar uma estética mais próxima da vida das pessoas que sofrem. Mas os lobos em pele de cordeiro conseguiram contaminar o noticiário com a versão de que havia crise de formato, não de conteúdo. Vi coisas nesta campanha que fariam o malufismo corar.
FOLHA - Por exemplo?
PACHECO - As acusações de compra de delegados [por kassabistas] antes da convenção do PSDB. Isso na cidade mais avançada do país.
FOLHA - O sr. está fora?
PACHECO - Decidi sair depois de conversar com o Geraldo e com o Edson, para o bem do candidato. Quando você insiste numa tese, passa a atrapalhar o processo. Mas ponho a maior fé na campanha, no Raul Cruz Lima, que vai assumir, e na vitória. Depois de três meses, estou louco para ver meus netos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Araponga x tucano: pena para todo o lado.

Da Folha Online:

O diretor-geral afastado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda e o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) trocaram farpas nesta terça-feira na Comissão de Controle de Assuntos de Inteligência do Congresso. Lacerda disse à comissão que a Abin não tem equipamentos para a realização de escutas telefônicas, mas o tucano rebateu o ex-diretor ao afirmar que o ministro Nelson Jobim (Defesa) confirmou que "maletas" compradas pela agência poderiam realizar escutas. Lacerda sugeriu a Virgílio que indagasse Jobim sobre os equipamentos, o que irritou o tucano. "Eu afirmo, como diretor da Abin, que ela não possui [equipamentos de escutas]. Eu não posso dizer nada em relação ao ministro Jobim. Eu acho que Vossa Excelência deveria indagar o ministro Jobim", disse Lacerda. Irritado, Virgílio reagiu ao ex-diretor da Abin. "Eu não sou seu preso, não. Estou aqui como parlamentar. Então, o ministro Jobim mentiu? Não me trate como se eu estivesse pendurado em algum pau de arara, porque não estou", disse o senador. Parlamentares interromperam a discussão sugerindo a convocação de Jobim à comissão para que o ministro explique a compra das maletas.
Depois do bate-boca, Lacerda pediu desculpas a Virgílio pelo tom "veemente" com o qual respondeu ao parlamentar. "Compreendo a sua indignação, mas gostaria que Vossa Excelência compreendesse a minha. Depois de 62 anos de vida sem nenhuma mácula, ser acusado de grampo clandestino em poderes da República, isso me deixa profundamente indignado", disse Lacerda.

Vem aí o "trem-bola".

O Ministério dos Transportes informou hoje que o governo Lula deverá concluir entre o final de outubro e início de novembro a modelagem econômico-financeira do projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligará as cidades do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campinas (SP). Já está sendo conhecido como "trem-bola", não pela Copa do Mundo, mas pelo propinoduto que promete gerar. A previsão do secretário é de que o leilão seja marcado para março de 2009. O tamanho do investimento é de U$ 15 bilhões. Deve ser um dos orçamentos mais caros do mundo para este tipo de equipamento.

Lula reativa indústria naval...da Argentina.

Enquanto os jornais brasileiros comemoram o início das operações de comércio entre os dois países em moeda local, a partir do dia 6 de outubro, Lula abriu negociações para revitalizar a indústria naval argentina, a quem caberá boa parte dos U$ 30 bilhões que a Petrobras vai investir até 2014. Há um clima de festa por aqui(o Blog está na Argentina). O Clarin dá destaque ao tema. Este blog já havia publicado um post sobre as mentiras de Lula em seu discurso no último final de semana, afirmando que o Brasil produziria "centenas de navios". Não pode. Não tem capacidade. Os estaleiros do mundo inteiro estão com capacidade ocupada até 2015. Um governo que não teve plano algum e não executou obra alguma nos primeiros cinco anos começa a pagar o preço da sua incompetência. Para os argentinos.

Pode faltar gás.

O departamento boliviano de Tarija, de onde a Petrobras extrai a maior parte do gás que vai ao Brasil, viveu ontem mais um dia de locaute e toque de recolher organizado pela oposição ao governo de Evo Morales. A Petrobras afirma que a produção de gás não foi atingida.Os protestos -liderados por governadores e associações aliadas- também se espalharam pelos demais departamentos governados pela oposição. Grupos anti-Morales anunciaram o fechamento de ligações fronteiriças com o Brasil em Santa Cruz (no leste) e em Beni e Pando (no norte) e a ocupação de postos de Alfândega. Jorge Chávez, líder "cívico", cabelo branco e barra de ferro na mão, comemorava o sucesso do protesto: "Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz". Leia mais aqui.

Por acá.

Repercute por aqui a entrevista de Lula ao Clarin, um dos principais jornais argentinos. Especialmente quando Lula afirma, sem citar nomes, que vai eleger o próximo presidente, que tem grandes chances de ser mulher. "Com muita humildade, lhes digo que eu vou eleger meu sucessor. Não posso dizer quem é, mas até posso assegurar que há muitas possibilidades de que seja uma mulher". O diário argentino especulou que a tal mulher poderia ser Cristina Kirchner (piada), digo a atual ministra e ex-terrorista Dilma Rousseff .

Arrancada midiática.

Da Folha:
O governo federal elevou os recursos orçamentários previstos para comunicação e publicidade na proposta de Orçamento de 2009 enviada ao Congresso, na comparação com 2008.No ano que vem, quando o presidente Lula deve começar a promover um candidato para sucedê-lo, a rubrica que inclui propaganda institucional, de divulgação das ações de governo, aumentará de R$ 139,2 milhões para R$ 184 milhões. O crescimento de 32,18% está bem acima da inflação prevista para 2008, de no máximo 6,5%.Segundo a Secretaria de Comunicação Social do governo, responsável pela publicidade da Presidência e dos ministérios (as estatais têm verba própria), haverá novas ações de comunicação. O governo planeja gastar R$ 15 milhões na contratação de uma empresa para fazer a assessoria de imprensa do Brasil no exterior, licitação que é contestada na Justiça.Nos próximos dias, será anunciada uma licitação no valor de R$ 11 milhões para "comunicação digital" do governo, que envolve a reformulação do site da Presidência e do portal "Mais Brasil", de divulgação dos programas sociais. Um portal em inglês, francês e espanhol também será feito. Mais R$ 4 milhões irão para uma série de pesquisas de opinião para avaliar o conhecimento e avaliação da população sobre programas como PAC, Pronasci, Bolsa Família e outros.Segundo o subchefe-executivo da Secom, Ottoni Fernandes, o Orçamento de 2009 vai recompor o corte sofrido neste ano em razão do fim da CPMF. A secretaria tinha pedido inicialmente R$ 179 milhões, mas ficou com R$ 139,2 milhões.Para a propaganda de utilidade pública (campanhas de vacinação, por exemplo), os recursos em 2009 serão os mesmos deste ano, R$ 16 milhões.Fernandes afirma que o governo federal tem a obrigação de prestar contas à sociedade. "Publicidade de utilidade pública e publicidade institucional para promover valores são importantes de serem feitas. [...] Claro que para nós é bom prestar contas, promover o governo, mas não tem nada adjetivo nas campanhas, não tem nada que promova personalidades", declara o secretário.Outros programas relacionados a comunicação também terão aumento. O item que reúne verba para rádio e TV pública (incluindo a nova TV Brasil) terá em 2009 R$ 417 milhões, ou 16,54% a mais do que neste ano.A presidente da TV Brasil, Tereza Cruvinel, afirmou à Folha, no entanto, que os recursos para a emissora se mantiveram estáveis em R$ 382 milhões e que o aumento se deu em outros itens do programa.Um terceiro programa, destinado à "difusão da cultura e da imagem do Brasil no exterior" receberá R$ 40 milhões, salto de 63,04% em relação a 2008.

Finalmente, Argentina.

Pasmem, mas liberei os comentários às 4 horas de hoje. Estou no interior e a viagem foi uma lenda. Obrigado pela paciência e pelos mais de 100 comentários deixados por aqui. Para não passar em branco: Lula também virou piada por aqui. Dizem os argentinos que ele e Messi se parecem: os dois querem "la pelota"somente para "ellos".

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Blog na Argentina.

Durante a semana que inicia, uma série de compromissos acadêmicos levam este blogueiro para a Argentina. De lá, na medida do possível, continuarei postando e comentando as notícias do Brasil. Hoje, mais noturno, mas amanhã volta ao normal. Continuo contando com os comentários de todos os leitores, que são a melhor parte deste Blog. Hasta luego.

Gangorra.

O candidato republicano à Casa Branca John McCain supera nas intenções de voto seu adversário democrata Barack Obama, depois de receber um forte apoio na convenção nacional de seu partido, segundo pesquisa USA Today/Gallup publicada neste domingo.A pesquisa mostra McCain na frente de Obama com 50% a 46% entre os eleitores, o que representa uma reversão de uma enquete prévia feita pelo jornal antes da convenção.Segundo o USA Today, na pesquisa anterior McCain estava atrás de Obama por sete pontos percentuais."Os republicanos celebraram uma convenção bem sucedida e, pelo menos no princípio, a escolha de Sarah Palin fez a grande diferença", indicou o analista político Larry Sabato da Universidade de Virginia.Vinte e nove por cento dos entrevistados afirmaram que a escolha de Palin os incentivou a votar em McCain e 21% afirmaram que agora seu voto para a chapa republicana é menos provável.(AFP)

"Duas Caras"quer voltar antes.

Da Folha, sobre o "chefe da sofisticada organização criminosa":

Principal réu do escândalo do mensalão, o ex-ministro José Dirceu disse à Folha que quer voltar à vida pública em 2009. Ele não quis dizer se existe convite antecipado para trabalhar na prefeitura com algum petista eleito, mas elogiou Marta Suplicy. "Marta governou para São Paulo. Depois do [Mário] Covas, passando por Jânio, Maluf e Pitta, só ela conseguiu recuperar as finanças e reorganizar a administração".A estratégia de Dirceu é similar a de Delúbio Soares. Ele tentará retirar seu processo da alçada do STF, pois alega não dispor de foro privilegiado já que teve seu mandato cassado em 2005. A idéia é antecipar o julgamento na Justiça comum. "Quero ser julgado para poder ser absolvido e ter anistia no Congresso. Vou fazer de tudo para o julgamento ser o mais rápido possível", afirma.Dirceu reclama de ser tratado como condenado. "Tenho 40 anos de vida pública, nunca fui sequer investigado na minha vida. Do dia pra noite, viro chefe de quadrilha e corrupto.Aí falam para mim que vou ser julgado sete anos depois? Não posso esperar", diz.

Brasil 3 x Lula 0

Dunga usou a boçalidade de Lula, que atacou os jogadores brasileiros e elogiou os jogadores argentinos, para motivar a seleção canarinho, na preleção, a ter a sua primeira vitória fora de casa, desde 2002. Fala, pé frio, fala. Leia aqui.

domingo, 7 de setembro de 2008

Pega na mentira.

Do Lula, há pouco, em cadeia nacional, eufórico no seu estado de pré-loucura falando das reservas do pré-sal:

"Vamos encomendar - e produzir aqui dentro – milhares e milhares de equipamentos, gerando emprego, salário e renda para milhões de brasileiros. Só nos próximos anos serão construídas no Brasil cinco novas refinarias, dezenas de sondas e plataformas, e centenas de navios."

Do jornal Valor, em maio de 2008:

A indústria naval e offshore indicou ao governo e à Petrobras que não terá como fazer no Brasil os primeiros 12 navios-sonda e plataformas semi-submersíveis de perfuração previstos para serem entregues até 2012. A encomenda integra o pacote de 40 unidades lançado, com pompa e cerimônia, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na segunda-feira. Horas depois do anúncio, o Sinaval, entidade que reúne os estaleiros nacionais, enviou carta à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na qual diz concordar com a colocação das primeiras doze unidades no mercado internacional.No documento, o Sinaval condiciona a posição da entidade ao compromisso de construção das demais 28 unidades no Brasil. E acrescenta que, na hipótese de a estatal não conseguir contratar todas as 12 primeiras unidades no exterior no prazo previsto, o saldo remanescente seria incorporado ao conjunto de plataformas e sondas a ser contratado no país. A previsão da Petrobras é contratar o pacote todo, de 40 navios-sonda e plataformas, até 2017. A Petrobras disse que não teria nada a comentar além do já anunciado, na segunda-feira, por José Sérgio Gabrielli, presidente da empresa. Segundo a assessoria da Petrobras, o assunto está em análise. Procurado pela reportagem, o presidente do Sinaval, Ariovaldo Rocha, não retornou a ligação. Na segunda, Rocha também comunicou a proposta do Sinaval a Gabrielli. Executivos do setor avaliam que a concordância do Sinaval de “liberar” a Petrobras para construir as primeiras plataformas de perfuração no exterior, sem exigência de conteúdo nacional, deve-se à dificuldade da indústria brasileira de atender, a curto prazo, a demanda da estatal. Uma das limitações está na falta de capacidade física dos estaleiros, já que a maioria das empresas capacitadas para a obra (são cinco ou seis estaleiros) estão com carteira cheia. Há também o problema tecnológico pois o Brasil não produz os principais equipamentos das sondas e plataformas de perfuração.A dificuldade da Petrobras para cumprir os compromissos de perfuração até 2013-2014 aumenta se for considerado que os estaleiros estrangeiros também estão ocupados, o que diminui a oportunidade de encomendas no exterior. Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), afirma que o problema, se não for resolvido, pode atrasar o programa exploratório da Petrobras. Uma possibilidade seria pagar mais caro para “furar” a fila e antecipar a contratação no exterior. Fontes da indústria naval dizem que as 12 plataformas a serem construídas no exterior devem ser contratadas pelo modelo tradicional de afretamento. Por este modelo, a Petrobras convida um grupo de empresas a participar da concorrência. As empresas oferecem uma diária para alugar e operar a plataforma. Com o valor da diária, vão ao mercado e contratam um estaleiro para construir a plataforma. Na segunda-feira, Gabrielli disse que o afretamento de plataforma com capacidade de perfurar em profundidades de 2 mil a 3 mil metros de lámina d´água situa-se hoje entre US$ 400 mil a US$ 600 mil por dia. Uma fonte disse que, segundo rumores de mercado, algumas empresas operadoras nacionais estariam com dificuldade de levantar capital para reservar espaço para a construção dos navios-sonda em estaleiros no exterior. Esta reserva pode chegar a US$ 10 milhões por unidade, dependendo da relação do afretador com o estaleiro. Carlos Maurício de Paula Barros, que assume hoje a presidência da Associação Brasileira de Engenharia Industrial (Abemi), avalia que não haverá como fazer os primeiros navios-sonda e plataformas de perfuração no país pela dimensão da encomenda e pelo desafio tecnológico que ela impõe. Ele afirmou que não há no Brasil fabricação dos principais itens deste tipo de plataforma como motores, torres de perfuração e equipamentos de posicionamento dinâmico, que ajudam a manter a plataforma no lugar apesar de ventos e variações de maré. “A posição mais sensata é que as encomendas das primeiras unidades sejam colocadas onde possa se dar uma resposta”, disse Barros.

STF: mordomia por unanimidade.

Do Contas Abertas:

O Carrinho de Compras de hoje vem recheado de destaques modernos e eletrônicos. O Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, empenhou (reservou em orçamento) R$ 1,6 milhão com a compra de 11 omegas de motor 3.6, V6. Cada carrinho desse custou R$ 145 mil. Coincidência ou não, a corte máxima do Poder Judiciário brasileiro é composta exatamente por 11 ministros. Além disso, ainda em meio ao longo debate sobre grampos telefônicos, o STF comprometeu R$ 15,9 mil com a compra de 20 faxs. O Supremo também empenhou R$ 3,7 mil essa semana com a compra de tecido “veludo alemão, liso, na cor preta, medindo 1,50 metro de largura, confeccionado em tecido natural macio e brilhante com aspecto peludo de primeira qualidade impermeabilizado, com seu lado avesso liso e o lado externo coberto de pelos cerrados e curto”. A nota de empenho não descreve, no entanto, para o que será usado o material...Leia mais aqui.

Mangabeira não apresenta plano.

O ministro Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) disse neste domingo após o desfile cívico-militar em comemoração ao Dia da Independência que o Plano Estratégico de Defesa Nacional sofrerá críticas quando for lançado. O anúncio do plano era esperado para hoje, mas foi adiado para que os últimos ajustes sejam feitos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Eu prevejo que quando o plano for lançado ele será atacado por desperdício de dinheiro. Esses ataques não são apenas previsíveis mas também indispensáveis para o debate nacional", disse o ministro, acrescentando que o plano vai exigir "sacrifícios". O plano prevê a recomposição das Forças Armadas e mudanças no serviço militar obrigatório. "Há consenso de que o serviço obrigatório militar deve ser mantido e aprofundado", disse ele. Mais aqui.

Baixo nível.

Antônio Lyra Filho é o modelo acabado de comentarista pernicioso da blogosfera. Tem visitado o Coturno Noturno assinando como Lyreta ou usando o próprio nome. Seus comentários são do mais baixo nível, ofensivos, sujos, mal educados. As suas idéias e o seu português sofrível denotam um baixo nível cultural. O Antônio Lyra Filho é o segundo pernambuco imbecil que conheço. O outro é o seu guru. Querem conhecer mais o panaca? Cliquem aqui que ele aparece, com foto e identidade.

"Seu"Quinzinho.

Há menos R$ 15,58 bilhões nos cofres do Tesouro, revela mapeamento do Serviço de Perícias de Engenharia Legal da Polícia Federal - braço do Instituto Nacional de Criminalística (INC) que inspeciona obras públicas sob suspeita. Os valores do desvio, corrigidos para 1.º de agosto, são relativos ao período entre 2000 e 2008 e foram calculados a partir da análise de 1.770 laudos elaborados pelos engenheiros federais em obras contratadas com recursos da União. Nesses empreendimentos, espalhados pelos 26 Estados e o Distrito Federal, foram investidos R$ 110,47 bilhões. Ainda eram bons tempos, quando as comissões andavam ao redor de 15%. Dizem que no PAC subiram para a estratosfera. Leia aqui.

Cinismo cubano.

Enquanto os Irmãos Castro, ditadores assassinos que transformaram Cuba numa imensa ilha-prisão, proíbem que cubanos exilados ajudem seus familiares atingidos pelo furacão Gustav, trombeteiam doações inusitadas. A última é de U$ 500 mil, enviada pelo Timor Leste, um paiseco que vive com o pires na mão, com uma população paupérrima e onde está sendo criado um outro protótipo de ditador: Xanana Gusmão. E lá vai a demagogia barata e nojenta, publicada no Granma: "A nuestro pueblo lo conmueve este gesto ya que Timor Leste es un pequeño país del tercer mundo y de recursos limitados que de esa forma nos expresa sus sentimientos de fraternidad y estimula nuestro espíritu internacionalista."

Mar agitado.

Depois ainda perguntam porque reativar a IV Frota...

Da Folha, hoje:

A Venezuela e a Rússia realizarão exercícios navais conjuntos no mar do Caribe, entre 10 de 14 de novembro, para reforçar seus "laços de amizade e cooperação", informou o diretor de Contrainteligência Estratégica do Estado Maior Naval venezuelano, Salvatore Cammarata, ao jornal "Ultimas Noticias". Segundo ele, participarão quatro navios e mil militares russos.Cammarata ressaltou que será a primeira vez que os russos farão exercícios do tipo na América Latina e que uma comitiva militar russa de alto nível esteve recentemente na Venezuela para os preparativos.Ao longo das últimas semanas, o presidente Hugo Chávez, que apóia a Rússia no conflito contra a Geórgia, vinha mencionando a possibilidade de receber navios militares russos."Não temos problema em receber a frota russa, e parece que querem vir. Disse a [o premiê, Vladimir] Putin e a[o presidente Dmitri] Medvedev que serão bem-vindos", disse, no domingo passado, ao chamar a Rússia de "aliada estratégica". Anunciou para breve a chegada de um sistema de defesa antiaérea adquirido de Moscou.Até o fechamento desta edição, Washington não havia comentado o anúncio do exercício conjunto. Em 18 de agosto, um dia depois de que Chávez falara pela primeira vez do tema, a Casa Branca classificou a presença russa no Caribe de "curiosa". "Os russos e venezuelanos podem fazer toda a cooperação que desejarem, mas é curioso", disse o porta-voz Gordon Johndroe. "Não estou seguro de que a Venezuela precise ou vá ganhar algo com uma visita da frota russa."A Rússia tornou-se o principal fornecedor bélico de Caracas após os EUA proibirem a venda ao país de armas com componentes americanos. Já a relação Rússia-EUA está no seu ponto mais baixo em 20 anos por causa do conflito entre Moscou e a ex-república soviética da Geórgia, hoje aliada americana no Cáucaso.Ontem, Medvedev voltou a acusar os EUA de rearmarem a Geórgia a pretexto de fornecer ajuda humanitária. Ele se referia à chegada anteontem, ao mar Negro, área de atuação de importante frota russa, do navio americano USS Mount Whitney, o principal da armada dos EUA no Mediterrâneo."Eu me pergunto como se sentiriam se enviássemos agora assistência humanitária ao Caribe, que sofre com o furacão, usando a nossa Marinha", disse Medvedev, sem mencionar o exercício na Venezuela. "A Rússia é um país que tem de ser levado em conta agora."

Segundo turno em São Paulo.

Do Painel da Folha:

Garantido. Numa conversa reservada, Lula disse que seria bom se Marta vencesse no primeiro turno. Acha que o segundo, contra Alckmin ou Kassab, não será moleza.

Lula conhece a cidade, pois nunca ganhou lá. Algumas questões podem ser colocadas. Com Kassab no segundo turno, José Serra entraria de corpo, alma e ferrão na campanha, o que não pode fazer hoje, de forma aberta? Com Alckmin no segundo turno, qual seria o comportamento dele? Com aprovação de governo em 45% e baixa rejeição, Kassab seria melhor candidato do que Alckmin? Ou Alckmin, que tem uma rejeição menor ainda, seria o oponente mais indicado para vencer Marta Suplicy? O que conta mais para o eleitor: obras feitas no presente, que Kassab está mostrando, ou obras passadas, que tanto Marta quanto Alckmin estão explorando? Haverá, sem dúvida, segundo turno. Lula tem razão. A oposição só perde para ela mesmo, aliás, como está acontecendo neste momento.