sábado, 28 de novembro de 2009

Onde tudo começou.

Entre cabras, jumentas e galinhas, tudo começou...
Do Estadão:

Horas antes de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assistir à sua cinebiografia, em São Bernardo do Campo, outra obra sobre parte de sua vida será lançada hoje, em São Paulo. Trata-se de O Menino Lula - e o autor, Audálio Dantas, logo esclarece que nada o deixa mais chateado do que a sugestão de que o livro "pega carona" no filme. "É um projeto muito anterior", afirma.Autor de livros sobre a infância de Graciliano Ramos, Maurício de Sousa, Ziraldo e Ruth Rocha, o jornalista Dantas viu em Lula um personagem ideal para dar continuidade à série voltada ao público infanto-juvenil.Mas a obra que chega hoje às livrarias, dois anos após ser idealizada, é diferente das que a antecederam. "A história escapa ao infanto-juvenil, é mais profunda, com muitos desencontros e situações complicadas", diz o autor, lembrando que o próprio presidente costuma dizer que não teve infância. "A trajetória de Lula transcende o problema do migrante, da luta pela sobrevivência, porque, além dessas dificuldades, ele viveu um drama familiar pesadíssimo. O pai era um déspota, de uma crueldade fantástica".

Piada do dia.

Gilberto Carvalho passa pelos corredores do Planalto, gritando:

- Psicopata! Psicopata!

Lula grita lá de dentro do gabinete:

- Gilbertinho, não foi com pata, foi com uma cabra!

Muito além do cartão corporativo.

Diálogos captados pela Polícia Federal revelam que o empresário paulista João Noriji deu 10 000 reais para Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente Lula. Segundo a PF, a doação aconteceu na mesma época em que o marido de Lurian, Marcelo Sato, estava usando sua condição de "genro do presidente Lula" para ajudar a abrir portas no governo para a quadrilha que tinha João Nojiri como um dos principais integrantes.

Noriji: Eu precisava do rádio, do ID do rádio da Lurian.

Guilherme: Eu não tenho.

N: Achei que você tinha o radio dela.

G: Não, não tenho.

N: E como você fala com ela?

G: MSN

N: Tá bom, então. Eu estou conversando com ela por e-mail. Diz a ela que eu estou resolvendo a questão dela, de uma necessidade, até sexta feira. Para ela dar uma consultada na conta do marido.

G: Tem certeza que tem que ser na conta dele? Porque ele não vai dizer a ela que entrou e ele não autoriza a ficar checando conta...

Um hora e trinta e cinco minutos depois da primeira ligação, Nojiri manda sua secretária fazer dois depósitos de 5000 reais na conta de Marcelo Sato.

Noriji: Josi, aquele depósito. A Sacha te falou que tinha que fazer?

Secretária: Depósito do Village?

N: Não, o outro. Do Marcelo (Sato).

S: Tá aguardando um ok do senhor, se é pra fazer na conta dele ou na conta da esposa.

N: Faz na conta dele mesmo. Dois depósitos de 5, tá bom?.

S: Tá ótimo então. Vou falar pra fazer na conta dele.

Vinte minutos depois, João Nojiri liga para Marcelo Sato e informa sobre o depósito:

Nojiri: Oi, querido.

Marcelo Sato: Fala, querido. Tudo bem?

N: Eu estou fazendo um negócio pra você, tá? Tô sabendo que você tá precisando. Conta com isso.

S: Tá. Bom, a gente conversa direitinho...

Vamos "sacanear" o sacaninha do Lula?

Sílvio Tendler, o publicitário que estava junto com César Benjamin, está comprovando na imprensa que Lula efetivamente relatou a história do "menino do MEP". E explica da seguinte forma:

Era óbvio para todos que ouvimos a história, às gargalhadas, que aquilo era uma das muitas brincadeiras do Lula, nada mais que isso, uma brincadeira. Todos os dias o Lula sacaneava alguém, contava piadas, inventava histórias. A vítima naquele dia era um marqueteiro americano. O Lula inventou aquela história, uma brincadeira, para chocar o cara...só um débil mental, um cara rancoroso e ressentido como o Benjamin, guardaria dessa forma dramática e embalada em rancor, durante 15 anos, uma piada, uma evidente brincadeira...

Ok, já que Lula é um cara brincalhão, tão bem humorado, cheio de alegria, vamos tirar um sarro dele? Se o Lula pode "brincar" como "brincou" com o "menino do MEP", nós também podemos. Afinal de contas, a história pede, não é mesmo? Então Lula, é verdade que você vai ser contratado garoto-propaganda da Gillette? Que você vai receber milhões para tirar a barba e mostrar a sua verdadeira cara? Lula, é verdade que o Roman Polanski quer fazer o seu próximo filme? Quem tiver mais alguma brincadeira para fazer com Lula, sempre respeitando os limites da lei e a liberdade sexual de cada um, que poste na área de comentários. Já que nós temos um presidente tão brincalhão, vamos pegar no pé dele, gente! E viva a popularidade do nosso presidente!

Provas.

Da Coluna de Mônica Bergamo:

COMPLICADO

O cineasta Silvio Tendler diz ser ele o "publicitário brasileiro" de quem o editor César Benjamin afirma não se lembrar no artigo publicado ontem na Folha sobre a campanha de Lula em 1994. Nele, Benjamin relata conversa em que Lula teria revelado como tentou subjugar um preso nos 30 dias em que esteve detido, na época da ditadura militar. "Aquilo foi uma brincadeira, uma piada que ele tenta transformar em drama", diz Tendler. "Se o cara [Benjamin] não consegue entender piadas, é complicado. Ele deveria ganhar o troféu de loira do ano."

TREZENTAS

Tendler diz que a conversa era "uma brincadeira como outras 300" que Lula fazia todos os dias. "Não tinha nada do tom dramático que ele [Benjamin] quer dar. O cara deve estar muito ressentido para sacar isso com 30 anos de atraso."

Evidências.

Um comentarista registra que um companheiro confirma que o almoço existiu. Outro companheiro assegura que havia um "menino do MEP" preso com Lula. Outro lembra que Lula jogou uma bola de basquete na cara dele. E é o César Benjamim que está inventando tudo.

Que loucura!

Da Folha:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "loucura" o episódio narrado em artigo do editor e ex-petista César Benjamin publicado ontem na Folha. No texto "Os Filhos do Brasil", Benjamin relata conversa de 1994 em que Lula teria dito, num contexto sexual, que tentou "subjugar" um colega de cela quando esteve preso em 1980. O chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, criticou Benjamin e a Folha, por publicar o texto. "O presidente está triste, abatido e sem entender [o motivo das declarações]. Ele falou que isso é uma loucura", disse. "Nos estranha muito a Folha ter publicado isso. É coisa de psicopata, para nós, é uma coisa que só pode ser explicada como psicopatia." Carvalho disse que o governo não irá procurar Benjamin "em hipótese alguma" e também descartou que o presidente processe o ex-petista. "Vamos nos sujar fazendo isso. Quando a coisa é séria, nós reagimos, mas, nesse caso, quando não é [ignoramos]", disse. O chefe de gabinete disse que conversou ontem com Paulo de Tarso Santos, publicitário que, segundo Benjamin, também teria presenciado o relato de Lula. De acordo com Carvalho, o publicitário disse: "Não dá para entender o que deu na cabeça desse menino [Benjamin]". Paulo de Tarso também divulgou nota sobre o episódio. O ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, afirmou que o artigo é "um lixo, um nojo, de quem escreveu e de quem publicou", numa referência à Folha. O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, também criticou o artigo de Benjamin e a decisão do jornal de publicá-lo. "A Folha passou completamente do limite. Não tem o menor sentido fazer uma matéria desta. É um negócio que não tem a menor veracidade. Usar uma palavra ou outra de baixo calão, vá lá, agora uma história de, "ah, um menino do MEP", é uma coisa nojenta", disse o ministro, em Campinas. Vanucchi afirmou que, em 30 anos de convivência com o presidente, nunca ouviu falar da história. "É uma coisa que, pessoas como eu, que trabalham com o presidente há 30 anos, se tivesse alguma coisa nesse sentido, isso já teria aparecido. Essa coisa é nojenta, vinda de uma cara que conviveu com o presidente durante algumas semanas de campanha, ressentido, magoado."E prosseguiu: "Isso é uma coisa terrível para a biografia do César Benjamin, não é para a do Lula. É uma pessoa com quem eu divirjo, mas nunca fiz nenhum comentário negativo".No Twitter, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) criticou a publicação do artigo. "Sobre o artigo que a Folha publicou, contra Lula: quem mais publicaria uma coisa dessas? Ou contra quem mais a Folha publicaria?", postou.Segundo o artigo de Benjamin, na campanha de 1994, Lula contou o episódio depois de perguntar sobre o período em que esteve na prisão: ""Você esteve preso, não Cesinha? " "Estive. " " Quanto tempo?" "Alguns anos'", respondeu Benjamin, ao que Lula continuou, segundo o texto: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta".Em seguida, segundo o artigo, Lula passou a narrar como havia tentado "subjugar" outro preso nos 30 dias em que ficara detido. "Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com "cotoveladas e socos", escreveu César Benjamin.

Personagem da semana.

O inventor da lâmina que corta dos dois lados. Aquela que faz barba, cabelo e bigode. Mas, principalmente, barba. E quando cai a barba, só resta assumir a própria cara. Sem violência. Sem socos. Sem cotoveladas. Com todo o respeito. Cada um tem o direito de escolher o seu lado. Ou os dois.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O "menino" do MEP.

O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Enilson Simões de Moura, o Alemão, também estava na cela. Após classificar o comentário de Benjamin como "absurdo", comentou: "O que eu lembro é que, brincando com uma bola de basquete, Lula acertou sem querer a cara do rapaz do MEP". Não lembrou, no entanto, o nome do rapaz. A matéria é do Estadão.
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Como são esquecidos. Lembram apenas do que não aconteceu, em detalhes. Já do "menino do MEP", que levou uma bolada do Lula na cara, nem lembram o nome. 31 dias na mesma cela e esquecem do nome do "menino do MEP". Isto é que é memória seletiva.

Coturno furando.

Não se fala de outra coisa na blogosfera e na twittersfera. Oh, Celso Daniel era do MEP. Bem, quem lê o Coturno Noturno já sabia deste fato desde "azuma da tardi". O Coronel está ficando cansado de furar os profissionais de imprensa, sem uma linha de crédito. Um dia vira blogueiro!

Errata! Marqueteiro não desmente Cesar.

Na foto, o publicitário que já faturou mais de R$ 200 milhões no governo Lula esforça-se para lembrar do que aconteceu.

São Paulo, 27 de novembro de 2009.

Aos profissionais da imprensa.

A respeito do artigo publicado na Folha de São Paulo, nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, sob o título “Os filhos do Brasil” (pg. A8), de autoria do cientista político César Benjamin, onde sou citado nominalmente como participante de um almoço acontecido durante a campanha de 1994, com a presença do atual Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, e outros interlocutores, gostaria de me manifestar publicamente para que não pairem dúvidas sobre a minha versão do acontecido:

1- O almoço a que se refere o artigo de fato ocorreu. O publicitário americano mencionado se chamava Erick Ekwall e nos tinha sido recomendado pelo empresário Oded Grajew.

2- Eu, Paulo de Tarso, então responsável pela campanha publicitária do atual Presidente, não me recordo da presença de César Benjamin nesse almoço - embora ele trabalhasse conosco na campanha.

3- Confirmo a informalidade do almoço, mas absolutamente não confirmo qualquer menção sobre os temas tratados no artigo.

4- Não compreendo qual a intenção do articulista em narrar os fatos como narrou (como disse, sequer me lembro de sua presença na mesa).

5- Não concordo com o conceito do que foi escrito - um ataque particular à figura do Presidente da República que, na minha opinião como cidadão, independente de quem seja, deve receber o respeito da sociedade brasileira como representante maior das instituições democráticas.

Sem mais.

Atenciosamente,

Paulo de Tarso da Cunha Santos.
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Ele não lembra, para não precisar desmentir. Não é lindo?

Responda rápido!

Quem tem mais cara de "psicopata"?

Vão queimar o livro?

Os petistas estão desqualificando Cesar Benjamim, a não mais poder. Engraçado. Há muito tempo ele "decifra o Lula" , em companhia de outros companheiros. Emir Sader, por exemplo. Em 2004, lançaram o livro "Governo Lula: decifrando o enigma", onde, junto com mais dois autores, erguiam loas ao presidente da república. Não se tem notícia de que Gilberto Carvalho ou Lula tenham chamado o autor de "psicopata".

Paulo de Tarso desmente Cesar Benjamim

Eu já sabia. De acordo com Gilberto Carvalho, ele próprio conversou com o empresário Paulo de Tarso, que negou a veracidade do episódio. "Falei com o Paulo de Tarso, e ele disse que não dá pra entender o que deu na cabeça desse menino (César Benjamin)". Gilbertinho também afirmou: "Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia." Não ficou claro, na notícia, se o comentário está relacionado com Lula ou Cesar Benjamim.

Paulo de Tarso: R$ 280 milhões com Lula.

Paulo de Tarso da Cunha Santos, o marqueteiro citado por Cesar Benjamim como um dos presentes quando Lula contou a sua investida contra o "menino do MEP", é um dos sócios da Matisse, a agência de publicidade preferida da Presidência da República. De 2003 até hoje, faturou R$ 280 milhões em verbas públicas. Será que ele vai confirmar o que o "Cesinha" revelou a respeito de Lula?

Celso Daniel era do MEP.

Está na internet um projeto de lei para denominar uma escola, feito por um deputado petista de São Paulo, com o nome do prefeito Celso Daniel, barbaramente assassinado, em circunstâncias jamais explicadas. Leiam um trecho:
Celso Daniel aderiu ao pensamento de esquerda ao aprofundar-se no estudo dos processos sociais, em 1979 vinculando-se ao Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP), organização de esquerda de origem trotskista que atuou na clandestinidade, mas não se caracterizava como ativista, mas fundamentalmente teórico, no entanto, foi como ativista que vinculou-se à construção do Partido dos Trabalhadores (PT).Em 1982, desligou-se completamente do MEP por considerar que o PT representava o melhor e mais amplo caminho para a construção de uma proposta socialista democrática.
Celso Daniel poderia indentificar quem era o "menino do MEP" com quem o Lula dividiu a prisão. Triste destino.

Sobre a notícia do dia.

Lula deveria ter mais cuidado ao apoiar o Irã e Ahmadinejad de forma tão apaixonada. Homossexualismo por lá dá pena de morte. Até mesmo a simples tentativa de praticar atos sexuais com um parceiro do mesmo sexo. Aos socos e empurrões, com tentativa de estupro(avisa-me um diligente comentarista que não existe estupro entre homens, que o ato constitui-se em atentado violento ao pudor), então, é morte certa. E mais: é crime imprescritível! Bem, por aqui tentativa de estupro também é crime hediondo e inafiançável.
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Luiz Dulci, o secretário geral do Lula, que redige os seus discursos, foi membro ativo e dirigente do MEP, Movimento pela Emancipação do Proletariado. Ele deve saber quem é o "menino do MEP".

Companheiro descreve o verdadeiro Lula.

Está na Folha de São Paulo o relato que César Benjamim, jovem terrorista preso aos 17 anos, que voltou ao Brasil e ajudou a fundar o PT, além de participar das campanhas para a eleição de Lula. Contrariando a Carta de Hamburgo, faço um clipping do Reinaldo Azevedo, pois está tudo lá. Leiam. Publico apenas um pequeno trecho, que mostra que Lula, 15 anos depois, continua o mesmo. Deve ter aprendido a comer com garfo e faca. A fazer um nó windsor na gravata. A seguir o protocolo na visita ao Papa. No entanto, não mudou, não cresceu, não melhorou como ser humano. Para isto, precisaria ter caráter e boa índole. E a culpa não é de Dona Lindu.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: "Você esteve preso, não é Cesinha?" "Estive." "Quanto tempo?" "Alguns anos...", desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: "Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta". Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de "menino do MEP", em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do "menino", que frustrara a investida com cotoveladas e socos. Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o "menino do MEP" nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
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Muita calma nos comentários.

Filme "ajeita" biografia de Lula.

Da Folha:

O livro (em que o filme é baseado)conta uma ameaça de Lula de cortar a assistência médica dos operários que não aparecessem para votar numa assembleia, a revelação de que quem escrevia os discursos dos líderes sindicais, incluindo o da posse de Lula no sindicato em 1975, era o advogado Maurício Soares e a informação de que ele já lançara a ideia de um partido político em 1978, logo após as primeiras greves -o que indica suas ambições político-partidárias dois anos antes da criação do PT.Em outro episódio, mais prosaico, Lula poderia ser acusado de abuso no desempenho de sua função no sindicato. No livro, Marisa reconhece que, a princípio, teve "muita bronca" de Lula, pois ele, interessado em namorá-la, segurou um documento sem o qual ela não conseguia receber o dinheiro de sua pensão de viúva.A liberação da pensão, que em outro sindicato já havia sido feita sem entraves, demorou de três a quatro dias nas mãos de Lula. No filme, Lula aparece ajudando Marisa a resolver o problema no mesmo dia.A perseguição a Lula pela ditadura também é narrada -ele foi preso, cassado da presidência do sindicato e teve seu irmão torturado- sem a informação de que ele se reuniu com o general Dilermando Monteiro, então comandante do 2º Exército, logo após as greves de 1978. A reunião é narrada por Lula no livro: "Ele [general] me tratou muito bem, foram quase três horas de conversa. Foi uma coisa muito interessante".Para o sindicalista Paulo Vidal (retratado no filme de forma caricatural e com outro nome, "Feitosa"), que presidiu o sindicato entre 1969 e 1975, Lula foi "pedir a bênção" do regime na reunião com o general, quando teria explicado que não queria se aliar aos comunistas para derrubar a ditadura.

Beco sem saída.

De uma hora para outra, Lula tornou-se mais radical do que Hugo Chávez, ao declarar que não aceita as eleições de Honduras, mantendo como hóspede o presidente afastado constitucionalmente, dentro da embaixada em Tegucigalpa. Ontem, a Suprema Corte decidiu que Zelaya foi deposto dentro dos preceitos constitucionais. O Congresso deverá referendar a decisão. Domingo, os hondurenhos vão votar maciçamente e eleger um novo presidente. Os "golpistas" irão embora, assim como os "milicos" foram, depois de cumprir a lei e tirar Zelaya do poder. O próprio Zelaya já decidiu: não quer mais voltar ao poder. Sobrou o quê? Sobrou o Lula radical e imbecil, manipulado por Marco Aurélio Porquito Garcia e Celso Ratito Amorim, como são carinhosamente tratados pelos democratas de Honduras. Lula, sem saída, parte para o desespero e busca um confronto ainda mais imbecil e estúpido com os Estados Unidos da América, porque este vai reconhecer as eleiçoes e sepultar definitivamente a crise naquele país. Honduras está recebendo dezenas de "golpistas" internacionais que vem observar as eleições, para ratificar os seus resultados. Até o Parlamento Europeu está enviando representantes. A crise acabou. Só restou o hóspede. Que Lula arrume uma caminha para ele na Granja do Torto.

Jantar mais caro da história deste país.

Ao que tudo indica, houve um "acordão" no jantar de Lula com os ministros do TCU, no início da semana. A notícia é da Folha e mostra uma reviravolta nas críticas ao órgão. Podem escrever. Este jantar será, por muito tempo, o mais caro da história deste país.

O ministro-chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), Jorge Hage, criticou ontem a "demonização" dos órgãos de controle, em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social para tratar da fiscalização das obras de infraestrutura.Também criticou o anteprojeto da nova Lei Orgânica da Administração Pública, que mudará atribuições do Tribunal de Contas da União, reduzindo o poder de fiscalização. Segundo Hage, muitas informações sobre a paralisação de obras por suspeitas de problemas chegam de forma errada a Lula, o que gera, disse, "debate preconceituoso" sobre as atribuições dos órgãos.O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que o governo não pensa em reduzir as fiscalizações.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vasectomia na língua do Lula.

Vejam o que Lula disse, no dia de hoje, cercado de cabos eleitorais e fazendo campanha com dinheiro público:
"Tem gente que é tão azeda, tão invejoso...parecem um casal que não tem filhos e, em vez de procurar um médico para se tratar, fica olhando o casal vizinho. Quando nasce a criança, diz: ah, mas ele nem falar fala".
Este presidente imbecil e estúpido, grosso e analfabeto, ridículo e idiota, estigmatiza entre 10% e 15% dos casais brasileiros que desejam ter filhos e apresentam problemas insolúveis de infertilidade, dos quais não são culpados. Coloca-os como invejosos quando, na sua imensa maioria, dedicam aos filhos dos amigos, parentes e vizinhos todo o amor que não puderam expressar na própria maternidade ou paternidade. Se este escroto que exerce o cargo de Presidente da República tivesse vergonha na cara, teria melhorado o atendimento às centenas de milhares de casos de infertilidade que, para serem solucionados, tem um custo elevadíssimo, pois não são oferecidos pelo SUS. Alguém precisa fazer uma vasectomia na língua do Lula para que ela não gere tanto ódio. Melhor mesmo seria castração.

Sigam os acionistas.

A escola Microlins, que vai patrocinar a estréia do filme do Lula em São Bernardo do Campo, pertence a Anhanguera Educacional, que por sua vez tem como maior acionista o Banco Pátria. A Anhanguera transformou-se, no governo Lula, no maior conglomerado de educação superior do país e está, neste momento, fazendo uma oferta de ações que pode alcançar R$ 640 milhões. Para crescer pelo Brasil à fora, a Anhanguera contou com os olhos fechados do Ministério da Educação para uma série de aquisições agressivas. Portanto, sigam os acionistas. Eles devem aparecer, em algum momento, ao lado do Filho do Brasil ou do Filho do Filho do Brasil, como de praxe.

O problema é ela.

Ontem vi a Dilma na televisão, na propaganda do PT, veiculada no Rio de Janeiro. Os seus olhos sem expressão são de uma frieza assustadora. O que sai da boca, os olhos não confirmam. Dilma tem um sério problema para se eleger. Aliás, dois. Os olhos.

Lula não engole a democracia.

Quem é Lula para, ao lado de Hugo Chávez, Daniel Ortega, Evo Morales, Raul Castro, Rafael Correa e Cristina Kirchner, bradar para que os "países democráticos" não aceitem as eleições livres, soberanas e democráticas de Honduras? Praticamente todos os seus companheiros bolivarianos conseguiram o que Honduras impediu: a reeleição indefinida dos seus presidentes, golpeando as constituições vigentes nos seus países. Lula está escolhendo um lado. E o seu lado é o oposto da democracia. Lula mostra, finalmente, a sua verdadeira cara. E a cara dele não é a cara do Brasil.

Check in.

O Blog vai passar a manhã em trânsito. Os comentários serão liberados apenas no início da tarde. Obrigado e até lá.

Que vergonha.

Da Folha:

De autoria de Tasso Jereissati (PSDB-CE), o projeto de lei aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado não estipula de quanto será o benefício. Já a aferição do "desempenho" seria feita com uma avaliação oficial a ser regulamentada. Para valer, a proposta precisa passar pela Comissão de Educação e ser aprovada na Câmara. Atualmente, o recebimento do benefício pela família condiciona que os filhos estejam matriculados e frequentem as aulas.
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No Brasil do Lula - e do Tasso Jereissatti - tudo tem um preço. E ele é caro demais. Comprar boas notas é pisotear em cima dos preceitos mais básicos que devem ser promovidos por uma educação de qualidade. Uma criança não tem que perseguir boas notas porque isto rende mais dinheiro do governo. É, sem dúvida, um projeto imbecil e demagogo. Coisa de coronel nordestino, que é o que Tasso e Lula são. Uma vergonha para um partido que teve uma Ruth Cardoso em seus quadros.

A primeira vaia na Dilma.

Da Folha:

Uma menção à ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT, como "futura presidente" provocou vaias e aplausos durante entrega da Ordem do Mérito Cultural, principal homenagem da União para a área, em solenidade no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro.Em seu discurso representando os 48 homenageados, o diretor de teatro Aderbal Freire Filho apontou para Dilma, que estava presente, e a chamou de "futura presidente". Parte dos convidados que estavam no teatro -com capacidade para 900 pessoas- vaiou, parte aplaudiu."Falava em nome de todos, mas não pretendia dizer isso. Falei algo sincero. O discurso era político no sentido geral, mas não político-partidário. Esse detalhezinho não teria escrito, mas saiu pela emoção de ver o time de futebol completo que você gosta", justificou o diretor após a solenidade. A entrega da medalha foi feita pelo ministro Paulo Vanucchi (Direitos Humanos). O presidente Lula, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), e o ministro Juca Ferreira (Cultura) também estavam no evento.A possível candidatura da petista também foi mencionada pelo cantor de soul Gerson King Combo, que improvisou verso para Dilma: "Saber que a nossa ministra vai chegar lá...".Presente à plateia, a cantora Sandra de Sá evitou polemizar sobre a manifestação de Aderbal Freire-Filho. "Não aplaudi nem vaiei. Tem muita coisa para acontecer. Cada qual com seu cada qual.". A atriz Fernanda Montenegro, que dividiu a apresentação com Mamberti, não comentou, mas o ator Walmor Chagas apoiou o diretor de teatro. "Lula é o Getulio Vargas do século 21. Sou a favor do Lula. O nome da candidata dele é secundário. Terá meu apoio."Apesar de Juca Ferreira ter dito que cederia seu tempo para discurso de Lula, o presidente saiu sem se manifestar.Entre os homenageados estavam Patativa do Assaré, Arthur Bispo do Rosário, mestre Vitalino, Raul Seixas e Burle Marx, estes in memoriam, além do diretor Carlos Manga, do cantor Noca da Portela, do humorista Chico Anysio.

Pastores vão a julgamento.

Da Folha, mostrando que até na religião a corrupção é um câncer que que deveria ser exterminado no país:

Começou ontem na Justiça Federal o julgamento dos fundadores da Igreja Renascer Estevam e Sonia Hernandes, acusados de crimes de evasão de divisas e falsidade ideológica. Hoje ocorrerá nova audiência e o juiz pode sentenciar no caso. Segundo a acusação do Ministério Público Federal, o casal de líderes da Renascer tentou entrar nos EUA em janeiro de 2007 com dólares escondidos em malas, um porta-CD e uma Bíblia. Ao chegarem ao aeroporto de Miami, os bispos e o filho deles foram revistados e com eles foram encontrados US$ 56 mil, diz a Procuradoria. O casal foi detido e condenado pela Justiça americana. Eles cumpriram pena em regime fechado e aberto e retornaram ao Brasil em agosto deste ano. Em relação ao mesmo fato, o casal é processado no Brasil por não cumprir a lei que obriga passageiros a declarar à Receita a posse de valores em moedas estrangeiras superiores a R$ 10 mil, segundo a Procuradoria. Na audiência de ontem, o juiz da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo Fausto De Sanctis ouviu duas testemunhas de defesa. Dois bispos da Renascer falaram sobre os antecedentes do casal, detalhando atividades sociais e comunitárias dos réus. Para hoje estão previstos os depoimentos de cinco testemunhas de defesa e dos réus, além da apresentação de alegações finais pelas partes. Ao final da sessão, o magistrado poderá dar sua sentença. A decisão só poderá ser postergada caso o juiz atenda pedidos da defesa ou da acusação para a realização de novas diligências. Ontem, De Sanctis nomeou por antecipação um advogado substituto para a defesa. A medida visa evitar que a decisão do processo seja adiada na hipótese de os defensores do casal não comparecerem à audiência. O advogado do casal, Luiz Flávio D'Urso, disse que está reunindo provas para mostrar que as acusações contra os bispos são improcedentes.

Noiva nervosa.

Do Estadão:

No primeiro encontro dos dois principais partidos da base aliada após a eleição que renovou a cúpula petista, dirigentes do PMDB cobraram do PT a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acertar os palanques nos Estados. A principal queixa foi em relação a Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, onde a corrente majoritária do PT rachou e tem dois pré-candidatos à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB) desafiando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, postulante do PMDB.O outro nó difícil de desamarrar para a parceria sair do papel está no Rio. Lá, o governador Sérgio Cabral (PMDB) exige apoio à sua reeleição para entrar na campanha de Dilma ao Palácio do Planalto, mas fatia considerável do PT quer no páreo o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Há percalços também para a montagem de chapas em mais cinco Estados: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Ceará.Na lista dos casos considerados "perdidos" para a aliança estão Estados importantes, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pernambuco.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Com Ahmadinejad, Chávez analisa Brasil.

"O Brasil não é mais o que era, uma espécie de subimpério ajoelhado ao império ianque, até que chegou Lula, o companheiro, impulsionado pelos trabalhadores, pelos camponeses, pelos jovens, pelo povo deste grande nação que é Brasil", disse Chávez, hoje, na presença de Ahmadinejad, enquanto fazia um balanço da viagem do tirano iraniano à América Latina. Resta saber se Lula concorda com esta ingerência nas relações do Brasil com os Estados Unidos da América.

MST acampa e faz festa em Paris.

O MST está comemorando 25 anos e armou lona preta em Paris. A matéria está no Políbio Braga, Escolheram o país que pratica as maiores barreiras comerciais do mundo contra os produtos agrícolas do Brasil. Os patrocinadores do acampamento são todos internacionais. Ongs!

Chantagem no patrocínio do filme do Lula?

O DEM quer saber, tendo em vista que todos os patrocinadores do filme Lula, Filho do Brasil, tiveram empréstimos públicos ou receberam valores por serviços prestados, se houve alguma chantagem, extorsão ou pressão para montar o estupendo orçamento da película em questão. Conhecendo-se o governo Lula e a sua propensão quase doentia para a corrupção, é possível que os empresários tenham sido achacados para patrocinar a epopéia do pau-de-arara que virou o maior cara de pau da história deste país. Palmas para a oposição.

Ministro comete crime e tem chilique.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, apenas dá maior repercussão ao seu crime de produzir um folheto eleitoral com dinheiro público, atacando a imprensa e a oposição. Não importa para que o folheto foi feito e quem está citado nele. O problema é que o folheto faz propaganda de 250 parlamentares de uma certa frente supartidária, elogiando-os e pedindo que a "cultura" vote neles. O objetivo é claro: dar uma demonstração de força e pressionar os outros parlamentares não citados a aprovarem os projetos da sua pasta. E para isso usar dinheiro público. Por fim, o ministro citar uma tentativa de retaliação pelo fato de que saiu uma pesquisa eleitoral com resultados que podem não ter agradado a oposição é puro escapismo. O crime é o folheto, ministro, não a pesquisa. E ministro não tem direito de ficar indignado. Esta é uma prerrogativa do contribuinte, quando é esbulhado.

CNT/Sensus foi para derrubar Ciro.

Ontem, José Serra(PSDB-SP) já havia dito que Ciro Gomes(PSB ex-CE, atual SP) só fará o que Lula quiser, já que não tem estrutura para tocar a sua candidatura. Hoje José Dirceu (PT-SP, direitos políticos cassados por 10 anos) confirmou: "O presidenciável do PSB, deputado Ciro Gomes, as desqualifica (pesquisa CNT/Sensus) já que não atendem seu desejo e expectativa de ultrapassar Dilma, o PT e aliados, e se apresentar como o único candidato viável do presidente Lula." O rato morre pela boca. José Dirceu não se aguentou e revelou o objetivo maior dos resultados da pesquisa CNT/Sensus: apresentar Dilma na frente de Ciro.

Ilustre desconhecido.

Na pesquisa CNT/Sensus, o que não está "mexido" e "ajeitado", apresenta algumas informações interessantes. Uma delas é que Aécio Neves (PSDB-MG) não é conhecido por 29,6% dos brasileiros. O mineiro é menos conhecido do que Marina Silva (PV-AC), que não é identificada por 27,7% dos entrevistados. José Serra (PSDB-SP), que Aécio quer substituir, só não é conhecido por 6,2% dos brasileiros. Entende-se, assim, a pressa do governador mineiro, um objeto político não identiticado para um terço do eleitorado.

Itamaraty planta mentira sobre Honduras.

Depois de ter criado um caminho sem volta no seu apoio imbecil à Manuel Zelaya, agora o Itamaraty tenta achar uma saída "diplomática", plantando uma mentira. Quer aproveitar a licença de sete dias de Roberto Micheletti para pressionar por uma volta de Zelaya, logo após as eleições. Assim, sairia com "honra" deste triste episódio da diplomacia brasileira. Alegação? Se Micheletti sair e Zelaya voltar, estaria cumprido o Acordo San José/Tegucigalpa. Mentira deslavada. Não existe esta cláusula no acordo. O que está escrito no acordo é que o Congresso Nacional irá decidir sobre a volta do presidente deposto e não mais a Suprema Corte do país. Porquito e Ratito querem tirar os brasileiros para bobos. Estão tendo que engolir uma eleição democrática, aprovada por todos os países verdadeiramente democráticos do continente.

Lulinha: de 15 milhões a 15 mil.

Lulinha, o filho "ronaldinho" de Lula, é o que se pode chamar de "mão de vaca". Depois de pegar R$ 15 milhões para a sua Gamecorp com a Oi/Telemar, agora pegou o Sucatinha da FAB, com 15 amigos e amigas, para fazer uma farra em Brasília. Custo da brincadeira, se fosse paga por ele? R$ 15 mil. Como foi paga por mim e por você, vai render apenas um puxão de orelhas do "meu paipai" no "meu garoto". Cá entre nós, se pega boeing em final de semana, imagina o que não está pegando em horário de expediente.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

De uma hondurenha, para Lula e Amorim.

Comentário publicado por "Apolítica" no El Heraldo, um dos principais de Honduras:

Este ignorante imbecil de Lula, digo ignorante porque no tiene educación, no termino ni el bachillerato, ya se le cayo la máscara, es un ditacdor y está apoyando a Cha-bestia, en toda la payasada del siglo XXI, y se creê con derecho de imponernos lo que tenemos que hacer, hondurenhos, no crêen que hemos tenido ya bastantes papas y mamas en estos 4 meses? Fuera Lula y Amorim de Honduras!!!

Ninguém acredita.

A pesquisa CNT/Sensus levou bomba de todos os lados. É isso que dá ser chapa-branca e associada a um dos criadores do mensalão. O maior favorecido, Ciro Gomes(PSB-ex-CE, atual SP), também fez a análise correta: "A pesquisa Sensus merece pouca credibilidade, mesmo que muito boa para mim desta vez", afirmou no twitter.

Porquito Garcia desconsolado.

Obama mandou dizer para Lula que Zelaya é um problema dele e que o novo presidente vale e encerra a crise. O assessor bolivariano de Lula, Marco Aurélio Porquito Garcia, como é carinhosamente tratado pelos hondurenhos, um povo que odeia caspa no cabelo e tártaro nos dentes, além de gentalha que vem fuçar no seu solo soberano, está desconsolado. Grunhe, Porquito.

Viagem.

De hoje à quinta, o blog vai andar devagar, por motivo de uma longa viagem e de uma agenda cheia. Voltamos a hora que for possível. Hoje, com certeza, apenas no final da noite. Obrigado.

Honduras: o povo no poder.

Nos próximos sete dias, Honduras ficará sem presidente da República. Roberto Micheletti , o presidente constitucional, se afastará do cargo amanhã, três dias antes das eleições, retornando apenas três dias após o pleito. Honduras ficará entregue ao seu próprio povo, soberano para escolher um novo presidente. O gesto é uma bofetada na cara de quem chama o que aconteceu em Honduras de "golpe". Micheletti, desde o primeiro minuto, afirmou que levaria o país até as eleições. Que não concorreria. Que estaria apenas cumprindo o papel que lhe foi confiando pelo Poder Judiciário e pelo Poder Legislativo, de fazer valer a Constituição de Honduras. O povo daquele pequeno e pobre país resistiu a todas as pressões. Vai estar no poder, literalmente, nos próximos sete dias. Vai escolher. Vai decidir. Vai votar. Contra Lula, contra Chávez, contra Fidel, contra todos os tiranetes que ainda infestam o continente e que fizeram de tudo para que uma ditadura bolivariana fosse instalada no país.

Liderança de Lula ameaça a democracia.

Engana-se quem pensa que Hugo Chávez é a maior ameaça à democracia na América Latina. A maior ameaça tem outro nome: Lula. É vergonhosa e insustentável a posição que o Brasil mantém em relação à Honduras, depois de ter assumido a liderança de uma causa perdida: a restituição de Manuel Zelaya, o presidente deposto pelos poderes constituicionais daquele país. Estados Unidos, Canadá, México, Perú, Colômbia, Panamá já decidiram que vão, sim, reconhecer os resultados das eleições do próximo domingo. O Brasil, no entanto, lidera, dentro da OEA, os paisecos que insistem em não acatar o desejo soberano do povo hondurenho. Lula aceita os resultados das eleições fraudadas do Irã, recebendo Ahmadinejad com os braços abertos. Lula não aceita os resultados das eleições de Honduras, que serão observadas por países democráticos e, inclusive, pelo Parlamento Europeu. Ontem, na OEA, os Estados Unidos foram categóricos, através de Arturo Valenzuela, o homem forte de Obama para o hemisfério:

"Essas eleições não foram inventadas pelo regime de facto em busca de uma estratégia de saída ou para encobrir um golpe de Estado. Pelo contrário, são eleições que respeitam o mandato constitucional de renovação do Congresso e da presidência e permitem ao povo hondurenho exercer sua vontade soberana".

Lula continua tentando colocar uma mordaça e um torniquete na democracia hondurenha, cedendo a embaixada do Brasil como trincheira para um ex-presidente que prega a guerra civil no país. Lula superou Chávez e transformou-se na pior ameaça à democracia no continente.

Apoio ao Irã: o mundo detona Lula.

Hoje, Michael Shifter, analista do Diálogo Interamericano, confirma o que o nosso Blog tem afirmando à exaustão, sobre a bobagem e a imbecilidade que é achar que Lula pode mediar alguma coisa no mundo e que tudo não passa de uma tentativa estúpida de emparedar os Estados Unidos:

FOLHA - O Brasil pode ajudar no Oriente Médio?

SHIFTER - Não vejo como o Brasil pode ter muito sucesso no Oriente Médio quando na América do Sul há tanta tensão ao seu redor. A situação é muito mais complexa do que a entre Colômbia e Venezuela ou Chile e Peru.

Já para Efrain Inbar, cientista político da Universidade Bar Ilan, de Israel, receber Ahmadinejad é uma vergonha para o Brasil:

FOLHA - Brasil pode ter papel relevante no Oriente Médio?

EFRAIM INBAR - O Brasil primeiro tem que se concentrar nos seus problemas internos, que são muitos, antes de querer resolver os problemas dos outros. Uma visita como essa causa danos, porque dá legitimidade a um ditador que nega o Holocausto e quer destruir o Estado de Israel. É uma vergonha que um país como o Brasil, democrático, promova essa visita. O governo brasileiro daria o mesmo tratamento a Hitler? Se não me engano, o Brasil lutou contra o Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Elogios à besteira cometida por Lula? Sim. De Chávez, Fidel, estes pacifistas, estes democratas, estes modelos de modernidade.

Uma CPI para a Bancoop.

Se existe uma maracutaia que pega até o pelegão mor, que tem apartamento subsidiado pela cooperativa que deu um desfalque de R$ 100 milhões nos pobres trabalhadores e lesou 3.000 mutuários, ela se chama Bancoop. Agora o Painel da Folha informa:

Diante da escolha de João Vaccari Neto para a tesouraria do PT em 2010, o PSDB decidiu colocar em funcionamento, no primeiro semestre, a CPI da Bancoop na Assembleia paulista. A cooperativa habitacional dos bancários, já dirigida por ele, foi acusada de fazer doações ilegais a campanhas petistas.Não seria a primeira CPI a envolvê-lo. Em 2006, na esteira do mensalão, o doleiro Lúcio Funaro afirmou à Comissão dos Correios que "Vaccari era operador do PT para fundo de pensões". "Ele é ligado a José Dirceu e seria o responsável pelas operações das três grandes fundações: Previ, Petros e Funcef", disse em depoimento o dono da corretora Guaranhuns.

Com ampla maioria na Assembléia em São Paulo, os tucanos podem dar repercussão nacional ao caso. Não foi o que os petistas fizeram contra Yeda Crusius, a governadora tucana do Rio Grande do Sul, usando um amontoado de mentiras? A pergunta que fica é: por que só no primeiro semestre? Por que não ontem?

Um Boeing para Lulinha.

Da Folha de São Paulo:

Faltando dez minutos para pousar no aeroporto internacional de Brasília no dia 9 de outubro, uma sexta-feira, o Boeing 737 de prefixo 2116, da FAB (Força Aérea Brasileira), teve de mudar de itinerário e retornar a São Paulo para buscar novos passageiros: o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, com 15 acompanhantes. Meirelles afirma, por meio de sua assessoria, que solicitou o avião para transportá-lo de São Paulo para Brasília e que apenas no momento do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", o filho de Lula e mais 15 pessoas "aproveitariam o voo da aeronave colocada à disposição do BC"...O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.O Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30...O Boeing, conhecido como Sucatinha, faz o transporte aéreo do vice-presidente da República, dos presidentes do Senado, da Câmara ou do STF, de ministros ou ocupantes de cargo com status de ministro (como Meirelles) e de comandantes das Forças Armadas.Segundo a regra que regulamenta o uso da aeronave, as autoridades que solicitarem o uso do avião devem informar à Aeronáutica "a quantidade de pessoas que eventualmente as acompanharão".O decreto diz ainda que "o transporte de autoridades civis em desrespeito ao estabelecido" no texto "configura infração administrativa grave"...A assessoria de imprensa da Presidência da República afirma que os passageiros, incluindo Lulinha, eram convidados do presidente Lula:"É normal o presidente da República convidar pessoas para se encontrar com ele em Brasília e oferecer transporte pelas aeronaves que servem a Presidência da República".Lulinha não foi localizado para comentar o caso. A assessoria da Presidência afirma que não fornece informações sobre familiares de Lula.
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É o que se pode chamar de "uso turbinado da máquina pública". Até o céu virou sem lei no governo Lula.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Brasil não merece.

A imprensa do mundo inteiro critica a visita de Ahmadinejad ao Brasil, patrocinada pela nossa diplomacia imbecil. E a visita está terminando com um único vencedor: o iraniano tirano e belicoso. Lula sai do episódio como um dos raros líderes mundiais que apóia abertamente um personagem contestado por todas as nações democráticas do mundo. Um líder que pactua implicitamente com o extermínio dos judeus, a pena de morte para crianças, o assassinato de mulheres e homossexuais por apedrejamento merece sentar no Conselho de Segurança da ONU? Pode esquecer.

A piada do dia.

A pesquisa CNT/Sensus, que consegue o fenômeno estatístico de derrubar Serra em todos os cenários no primeiro turno, ao mesmo tempo em que mantém sem alteração(dentro da margem de erro) a sua folgada vantagem em todos os cenários do segundo turno. É como se os eleitores dissessem: nós vamos votar em Serra no segundo turno, mas a gente só quer dar mais emoção à eleição. Uma palhaçada. Dois institutos têm alguma credibilidade no país: Ibope e Datafolha. O resto é chapa-branca.

O imbecil e o esperto.

Hoje, o imbecil recebe o esperto com toda a pompa e circunstância. O esperto está isolado no mundo, comanda um estado sanguinário e belicoso, que apedreja e executa o seu próprio povo em nome de Alá e que também ameaça matar qualquer outro povo em nome do mesmo Alá, seja com uma faca de serrinha, seja com uma bomba atômica. O imbecil vai cumprir o papel de ajudar o esperto a mostrar para o mundo que não está sozinho no seu fundamentalismo, que tem interlocução e que até pode fazer negócios, mesmo que oitenta bancos do mundo já lhe tenham cortado o crédito. Para isso, o esperto trouxe consigo 200 mercadores. O imbecil vai juntar outros 200 e propor uma linha de financiamento do banco estatal para financiar as vendas para o país do esperto. O imbecil acha que está cumprindo o papel de mediador. O esperto sabe que o papel do imbecil é ser útil à sua causa insana e assassina. Enquanto isso, o imbecil não é ouvido nem mesmo pelos vizinhos, que estão prestes a entrar em guerra. É que, na vizinhança, a burka do imbecil já caiu faz tempo. Aos cidadãos que assistem perplexos a este encontro insensato, amantes da democracia, da paz e da harmonia entre os povos, só resta cobrir o rosto de vergonha por ter, na presidência, o maior imbecil da história deste país.

Tesoureiro do PT,presidente da Bancoop.

A tesouraria do partido mais corrupto do Brasil é o reflexo do que será a nova gestão encarregada de eleger a Dilma fazendo o que for necessário, conforme afirmou José Dirceu. Se o presidente do partido virá das bombas da Petrobras, a grande abastecedora das ONGs e promoções petistas, o tesoureiro está vindo da Bancoop, a cooperativa comandada por petistas que deu um desfalque de R$ 100 milhões e que não entregou mais de 3.000 imóveis para os associados, sendo considerada "uma organização criminosa com objetivos político-partidários", pelo promotor paulista José Carlos Blat. O presidente da Bancoop e novo tesoureiro do PT é o sindicalista aloprado João Vaccari Neto, que foi alvo da Polícia Federal por envolvimento na tentativa de compra do dossiê contra Serra e Alckmin, em 2006, uma investigação que os coletes pretos de Tarso Genro jamais conseguiram encerrar. Mais uma: Vaccari Neto também é conselheiro da Itaipu Binacional.

Ela mente compulsivamente.

Ela tem compulsão pela mentira. Pela mistificação. O ódio que carrega naqueles olhinhos e naquele dedinho em riste, naquele conjunto onde nada combina com coisa alguma, fica latente quando ironiza ou quando manda um agressivo "minha filha". Ontem, Dilma mentiu de novo ao afirmar:

"Sabe a árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas? Sabe a outra no Parque Ibirapuera (em São Paulo)? Sabe a outra árvore de Natal que tem ali no Rio Grande do Sul, à beira do Guaíba, ou em Natal, ou em qualquer outro estado da federação? A hipótese de ter árvore de Natal em 2001 e 2002 era zero! Porque não tinha energia. Hoje temos árvore de Natal"

Tanto as árvores do Ibirapuera quanto da Rodrigo de Freitas foram iluminadas, naqueles anos, mesmo com o racionamento. As outras possivelmente também. Como não tem nada para dizer de si mesma, em função da sua pobre biografia, Dilma busca alguma relevância na comparação com problemas de 10 anos atrás. E neste afã, Dilma vai consolidando a sua imagem de mentirosa. Uma coisa é cometer enganos em relação aos fatos. Outra coisa é mentir compulsivamente, desde o diploma que ela não tem, passando pelo apagão que nunca mais iria acontecer e chegando às árvores de natal.

Serra contra visita de Ahmadinejad.

Do governador de São Paulo, José Serra, em artigo contra a visita do tirano iraniano ao Brasil. O artigo é longo, é lúcido e marca as diferenças que existem entre Serra e Dilma.

É desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes. O presidente Ahmadinejad, do Irã, acaba de ser reconduzido ao poder por eleições notoriamente fraudulentas. A fraude foi tão ostensiva que dura até hoje no país a onda de revolta desencadeada. Passados vários meses, os participantes de protestos pacíficos são brutalizados por bandos fascistas que não hesitam em assassinar manifestantes indefesos, como a jovem estudante que se tornou símbolo mundial da resistência iraniana. Presos, torturados, sexualmente violentados nas prisões, os opositores são condenados, alguns à morte, em julgamentos monstros que lembram os processos estalinistas de Moscou.Como reagiríamos se apenas um décimo disso estivesse ocorrendo no Paraguai ou, digamos, em Honduras, onde nos mostramos tão indignados ao condenar a destituição de um presidente? Enquanto em Tegucigalpa nos negamos a aceitar o mínimo contacto com o governo de fato, tem sentido receber de braços abertos o homem cujo ministro da Defesa é procurado pela Interpol devido ao atentado ao centro comunitário judaico em Buenos Aires, que causou em 1994 a morte de 85 pessoas?A acusação nesse caso não provém dos americanos ou israelenses. Foi por iniciativa do governo argentino que o nome foi incluído na lista dos terroristas buscados pela Justiça. Se Brasília tem dúvidas, por que não pergunta à nossa amiga, a presidente Cristina Kirchner?Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo. É incoerente proceder como se esses valores perdessem importância na razão direta do afastamento geográfico. Tampouco é admissível honrar os que deram a vida para combater a ditadura no Brasil, na Argentina, no Chile e confratenizar-se com os que torturam e condenam à morte os opositores no Irã. Com que autoridade festejaremos em março de 2010 os 25 anos do fim da ditadura e do início da Nova República?O extremismo e o gosto de provocação em Ahmadinejad o converteram no mais tristemente célebre negador do Holocausto, o diabólico extermínio de milhões de seres humanos, crianças, mulheres, velhos, apenas por serem judeus. Outros milhares foram massacrados por serem ciganos, homossexuais e pessoas com deficiência. O Brasil se orgulha de ter recebido muitos dos sobreviventes desse crime abominável, que não pode ser esquecido nem perdoado, quanto menos negado. O mesmo país que tentou oferecer um pouco de segurança e consolo a vítimas como Stefan Zweig e Anatol Rosenfeld agora estende honras a alguém que usa seu cargo para banalizar o mal absoluto?As contradições não param por aí. O Brasil aceitou o Tratado de Não Proliferação Nuclear e, juntamente com a Argentina, firmou com a Agência Internacional de Energia Atômica um acordo de salvaguardas que abre nossas instalações nucleares ao escrutínio da ONU. Consolidou com isso suas credenciais de aspirante responsável ao Conselho de Segurança e expoente no mundo de uma cultura de paz ininterrupta há quase 140 anos com todos os vizinhos. Por que depreciar esse patrimônio para abraçar o chefe de um governo contra o qual o Conselho de Segurança cansou de aprovar resoluções não acatadas, exortando-o a deter suas atividades de proliferação?Enfim, trata-se da indesejável visita de um símbolo da negação de tudo o que explica a projeção do Brasil no mundo. Essa projeção provém não das ameaças de bombas ou da coação econômica, que não praticamos, mas do exemplo de pacifismo e moderação, dos valores de democracia, direitos humanos e tolerância encarnados em nossa Constituição como a mais autêntica expressão da maneira de ser do povo brasileiro.

Tarso sugere segundo refúgio a Battisti.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que o ativista italiano Cesare Battisti, ex-integrante do grupo de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), pode apresentar "novos fundamentos" para um eventual segundo pedido de refúgio político no Brasil. "Aí volta para o Ministério da Justiça", afirmou o candidato a governador pelo PT gaúcho, onde 30% dos habitantes são descendentes de italianos. Tarso Genro, na última semana, disse que a Itália era um estado fascista. Leia mais no Estadão.

domingo, 22 de novembro de 2009

Zelaya está chegando.

Preparem-se. Manuel Zelaya, o hóspede de Lula, deve pedir asilo político ao Brasil, nos próximos dias. Teremos, então, aquele desfile do Ratito e do Porquito indo até a embaixada para buscar o chapeludo e trazer para cá. Que vergonha. O Brasil rebocado pela escória bolivariana, contra todos os seus aliados históricos. Que Zelaya vá morar no Torto, na suíte do Lula. Ele merece.

Filho do Brasil?

É uma vergonha para as tradições do Brasil assistir, mesmo sob protestos, Luiz Inácio Lula da Silva receber Ahmadinejad. É assustadora esta empatia de Lula com tiranos e ditadores. Não se trata de receber um alucinado cego de ódio contra os judeus, com a justificativa furada de que o faz para promover a paz. Lula não é um mediador, porque não há guerra entre Irã e Israel, além do que nehuma instituição lhe concedeu este papel. Tirada a mentira da mediação, o que ofende no gesto de Lula é o Brasil avalizar os crimes de um chefe de estado que fraudou as eleições, que enforca homossexuais, que condena crianças ao enforcamento, que persegue minorias étnicas, que não permite a liberdade de imprensa, que apedreja até a morte mulheres acusadas por adultério. Lula está recebendo o presidente de um regime assassino, radical e tirânico. É esta empatia com regimes criminosos que assusta em Luiz Inácio Lula da Silva. Lula não é um filho do Brasil. Pelo menos na diplomacia e na defesa dos direitos humanos.

Sinistro.

José Dirceu, o verdadeiro candidato petista por trás de um poste chamado Dilma, fez uma afirmação, hoje, que tem as duas caras dele: "estou à disposição do partido para o que for necessário". Sinistro.

Chávez: Idi Amin era um patriota.

Juntamente com Mugabe e Ahmadinejad, Idi Amin Dada foi um nacionalista e um patriota, segundo afirmou Hugo Chávez. A declaração causou revolta em Uganda, onde Idi Amin assassinou mais de 300.000 opositores de outras etnias. Mugabe, por sua vez, tem na sua cota mais de 20.000 assassinatos, também por conta de limpeza étnica. E Ahmadinejad quer pouca coisa: acabar com os judeus, usando a bomba atômica que está construindo. Chávez é, atualmente, o grande guru da diplomacia petista.

Não tem cura.

Em 2008, o governo federal pagou R$ 5.134,50. Em 2009, até o momento, foram pagos R$ 7.380,00. O fornecedor é a Curado Associados e Consultores, empresa que "atua com construção de imagem", de propriedade da jornalista Olga Curado. A revista Isto É, desta semana, informa que a equipe da Dilma, composta por vários petistas e mais o marqueteiro, se reúne duas vezes por semana na casa da candidata. No grupo, participa Olga Curado, que " foi contratada para transformar a ministra, normalmente dona de um comportamento explosivo, em Dilminha Paz e Amor". A jornalista nega que participe do grupo. Com uma SECOM imensa e cheia de profissionais de comunicação, é no mínimo estranho que uma profissional de "construção de imagem" preste serviços ao governo. Desde quando o Brasil precisa de "consultoria em imagem"? No serviço público, para imagens sujas ou arranhadas, não se aplica treinamento. Se aplica a lei.

A hora é agora.

O que vai acontecer se Lula transferir 80% dos seus votos para Dilma? Simples, vai perder a eleição. Como teve 60% dos votos em 2006, o atual presidente estará transferindo apenas 48% dos votos válidos. Ou seja: para emplacar a Dilma, Lula terá que botar no cabresto no mínimo 8,5 em cada 10 eleitores que votaram nele. Se conseguir menos do que isto, José Serra ganhará as eleições, pois a sua tarefa é aparentemente mais fácil. Bastará conquistar 2 em cada 10 eleitores que votaram em Lula em 2006, mantendo os demais votos dados em Geral Alckmin. As pesquisas têm indicado uma capacidade de Lula transferir cerca de 30% dos votos. 30% sobre 60% dos votos de Lula em 2006 dá 18%, que é o teto que a candidata cone de trânsito tem alcançado nas pesquisas, na melhor das hipóteses. Fica, então, o alerta: esta é a hora de mandar a "cumpanherada" embora. Não importa quem entre no lugar, pois não existe nada pior e mais nocivo para o país do que o José Dirceu mandando nos bastidores. Voto nulo, voto em branco, voto de protesto, é votar na tampax do Lula. Em 2015 ele volta e fica até 2024, se ainda tivermos uma democracia. Ou sabe-se lá até quando, pois terão conseguido canonizar Lula em vida.

Mensalão de volta no PT.

Correntes minoritárias do PT estão denunciando a turma do mensalão, que está retomando o partido com força total, de usar uma prática na qual são os maiores especialistas: a compra de votos nas eleições de hoje. Estariam pagando a "taxa de habilitação" para militantes em atraso com a tesouraria, para aumentar a base de eleitores. Mas não é a cara do José Dirceu?

Vote em Dilma, eleja José Dirceu.

Hoje, o PT elege o seu novo presidente, mas é José Dirceu que passa a ser, novamente, o dono do partido. Voltará a comandar a militância e a matilha vai andar na coleira puxada por ele, na era pós-Lula que inicia. O "chefe da quadrilha do mensalão", como foi definido pelo Procurador Gerar da República, que trata Dilma Rousseff como "minha camarada em armas", dispensa explicações. É o grande adestrador dos cães sarnentos que o rodeiam. Quando ele late, escutam, balançando o rabinho ou mostrando os dentes. "Pedro Caroço" é o personagem da esquerda brasileira que encarna com requintes de crueldade a estratégia de que os fins justificam os meios ou quem seria capaz de desfigurar o próprio rosto para viver como um clandestino e, no dia em que foi anistiado, comunicar à família constituída e abandoná-la, como se ela nunca tivesse existido? O PT, com a volta triunfal de José Dirceu ao comando, reassume o velho rosto carcomido da esquerda mais retrógrada, estatista, sindicalista, contra os fundamentos mais básicos da democracia, como a livre iniciativa, a liberdade de imprensa e a alternância do poder. Com Lula indo embora - e vai mesmo! - e uma candidata sem as mínimas condições de liderança, a eminência vermelha será José Dirceu. Em um eventual terceiro mandato petista, será ele o Presidente do Brasil. Os marqueteiros podem adornar a campanha de Dilma do jeito que quiserem. Mas, lá no fundo, vai estar escrito: "Vote em Dilma, eleja José Dirceu".

Choque de gestão.

Segunda a Folha...

A verba indenizatória é criação de Aécio Neves, tucano que hoje ocupa o cargo de governador de Minas Gerais. Quando era presidente da Câmara, há quase uma década, encontrou uma forma engenhosa de dar aumento de salário aos deputados sem ficar com o desgaste por conta desse ato: inventou um benefício quase secreto e indireto. Em 5 de abril de 2001, Aécio assinou ato criando uma verba indenizatória mensal de até R$ 7.000 por mês. O uso desse dinheiro era flexível, bastando apresentar uma nota fiscal e alegar que a despesa era relacionada "ao exercício do mandato". O sucesso da ideia de Aécio foi tamanho que o artifício foi seguido pelo Senado, em 30 de janeiro de 2003, sob a presidência do senador Ramez Tebet (PMDB).
A Folha publica uma vasta reportagem sobre o uso de notas de empresas-fantasma pelos deputados, para pegar o dinheiro e embolsar. Deve ter sido aí que foram implementados os fundamentos do tal "choque de gestão".

Brasil na mídia global.

Novamente, o El País faz uma grande reportagem sobre o Brasil. Assim como no caso de Honduras, a imprensa mundial começa, gradativamente, a analisar as coisas com mais realidade. O Brasil não é Lula. Lula pegou tudo pronto. Inclusive um mundo a mil à sua volta. Veja o que diz o jornal espanhol, sobre o pré-sal:

Pero hace 10 años, a finales de los noventa, Brasil no tenía ni el dinero ni la tecnología ni los técnicos necesarios para exprimir el fondo del mar. El país estaba ahogado en su particular crisis económica, el efecto samba. El Fondo Monetario Internacional (FMI) le daba a diario tirones de orejas. Ninguna potencia estaba dispuesta a arriesgar un dólar en este país asolado por la pobreza y la corrupción. Menos aún con un barril de petróleo que cotizaba en picado. Entre la espada y la pared, el Gobierno abrió el negocio del petróleo a las empresas extranjeras. Rompió el monopolio. Fue una jugada arriesgada e inteligente. En 1999, Brasil celebró la primera ronda de licitaciones, en la que se sacaron a subasta decenas de bloques petrolíferos en el mar. Las adjudicatarias debían explorar por su cuenta y riesgo en un determinado plazo de tiempo y, si encontraban petróleo, pagar al Estado impuestos, royalties y una parte del crudo; el resto era de su entera propiedad. Estaban, además, obligadas a destinar un 1% del valor de la producción a investigación en Brasil. La empresa que más tecnología estuviera dispuesta a transferir y a fabricar la mayor parte de sus equipos en este país tenía mucho ganado con vistas a las concesiones. El modelo funcionó. Fluyó dinero e inteligencia. Y Brasil empezó a chupar conocimiento. Se atacaron con éxito los yacimientos de pre-sal. Hasta un 87% de los pozos perforados tenía crudo. Un milagro.