Às vésperas da eleição, pedir a cabeça do marqueteiro do Serra é tiro no pé. Vão botar quem no lugar? O Duda Mendonça? O Nizan Guanaes? Agora é a hora do "relaxa e goza". Não há tempo de mudar nada. Uma campanha presidencial envolve uma equipe de 150 pessoas, entre redatores, editores, câmeras, diretores de fotografia, motoristas, office boys, etc.etc. Todos são contratados pela campanha, ou seja, pelo marqueteiro. Todos recebem com antecedência, porque ninguém é louco de dar crédito para partidos políticos, sob pena de levar calote. Vocês nem imaginam o que tem de gente decente que trabalha noite e dia em uma campanha e , na hora de receber, dança. A única pessoa que pode mudar os rumos de uma campanha, a esta altura do campeonato, é o candidato. E olhando pesquisas qualitativas e quantitativas que são feitas diariamente, analisando cada comercial, cada programa, cada proposta. Com a palavra o patrão, José Serra. Só ele pode enquadrar o marqueteiro, isso se não estiver concordando com ele ou até mesmo exigindo que ele aja como está agindo.Abaixo assinado a esta altura do campeonato, com todo o respeito, é tiro no pé. Se as pessoas querem assinar alguma coisa, assinem o Manifesto em Defesa pela Democracia, com link aí ao lado.
sábado, 25 de setembro de 2010
Ninho em silêncio.
Hoje não veio o tracking. O ninho está em silêncio, o que pode ser uma boa ou uma má notícia. O Blog acredita na primeira alternativa, apesar de FHC, Aécio e outros bons companheiros. O Tracking do Ninho será atualizado na segunda-feira.
Como em Santa Catarina, Ibope e RBS também empatam pesquisa no Rio Grande.
A pantomima do Ibope e da RBS, grupo de comunicação afiliado à Rede Globo, continua. Depois de semanas informando que Tarso Genro(PT) venceria no primeiro turno, a pesquisa de hoje aponta "empate" entre os votos do petista e a soma dos demais candidatos, no Rio Grande do Sul: 44% x 44%. Em Santa Catarina, conforme post abaixo, arrumaram um empate em 43% x 43%. A RBS está envergonhando gaúchos e catarinenses.
O PT da Dilma quer "se servir" do Brasil.
De Guilherme Fiuza, na Revista Época:
Dilma Rousseff declarou que não viu “nenhuma ação inidônea da ex-ministra Erenice”. Lula declarou que Erenice “jogou fora uma chance extraordinária de ser uma grande funcionária pública deste país" O presidente não se referia, naturalmente, a alguma opção profissional de Erenice Guerra da qual ele discordasse. Lula estava falando tão somente das tais ações inidôneas que Dilma não viu. “Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo ao mesmo tempo”, disse Lula sobre Erenice. “E quando acontece, a pessoa perde”, concluiu o presidente, a respeito da ex-braço direito de Dilma.Criador e criatura, como se vê, estão pela primeira vez mal ensaiados. Mas isso é problema deles. O problema do Brasil é entender o que está em jogo no caso Erenice. E o que está em jogo foi enunciado, com grande clareza, pelo próprio Lula: “chegar aqui e se servir”. É só isso. Nada mais é importante realmente, nem mesmo o resultado das eleições. O que está em jogo é o que será feito com o Estado brasileiro. E quais as reais intenções de seus dirigentes para com ele. Chegar e se servir, ou chegar e servir. Fora as torcidas organizadas vermelha e azul, não tem a menor importância para os brasileiros comuns a filiação partidária de quem está no poder. Lula chegou lá e praticou uma política econômica conseqüente, diferente da que seu partido propunha. Nesse ponto, serviu ao Estado e à sociedade. É só isso que o Brasil quer. Mas o Brasil está confuso. Confunde o seu bem-estar com as bravatas esquerdistas do mesmo Lula, acreditando que a vida melhora porque Lula foi pobre. E é sob as bravatas populistas que a companheirada oportunista se abriga no Estado, para se servir dele – se possível com cadeira cativa. Essa é a importância do caso Erenice. Mostrar o quanto há, no Plano Dilma, de privatização do Estado pela casta dos amigos dos amigos. E de controle das instituições para a perpetuação de um grupo no poder. O autoritarismo provém da mediocridade. Ela é a grande – e única – adversária do Brasil nessas eleições.
Estadão apóia Serra em editorial.
Do Estadão, em editorial:
A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside.
E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder.
É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir.
O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana.
Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso.
E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?”
Este é o mal a evitar.
Ibope e RBS engordam a Ideli em 2%.
E a pantomima da RBS, afiliada Globo no Sul do país, com o Ibope continua. Não é só no Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, fontes de dentro da redação do Diário Catarinense confirmam: Ideli tem 14% e não 16%. Ao dar 2% de lambuja para a petista, o resultado ficou 43% para Raimundo Colombo(DEM), 27% para Angela Amin(PP) e 16% para Ideli Salvatti(PT). Ou seja: 43% x 43% . Desta forma, a RBS TV e o Diário Catarinense não precisaram dar manchete de que Raimundo está vencendo a eleição no primeiro turno. Se isto fosse o que de pior a RBS e o Ibope estão fazendo nestas eleições, até daria para relevar. Agora, no Rio Grande do Sul, é uma vergonha para o jornalismo brasileiro o adesismo desta empresa de comunicação, que vem fazendo campanha aberta para Tarso Genro, o candidato do PT ao governo do Estado.
"A Casa Civil virou uma roubalheira", diz mais uma denúncia da Veja.
Da Veja:
Personagem-chave na central de corrupção da Casa Civil, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio de Oliveira admite que cabia a ele prospectar clientes para o esquema e que ‘era tudo uma roubalheira”. Para receber propina, ele indicava contas secretas do genro em Hong Kong
Diego Escosteguy e Rodrigo Rangel
Olhando nervosamente para os lados, Marco Antônio de Oliveira, ex-diretor dos Correios e discreto lobista do grupo que tomou de assalto a Presidência da República, inclina-se na cadeira, aproxima-se do interlocutor e sentencia a meia voz: “A Casa Civil virou uma roubalheira”. Marco Antônio é tio de Vinícius Castro, o ex-assessor da Casa Civil que, ao encontrar 200 mil reais em propina em sua gaveta na Presidência, exclamou: “Caraca! Que dinheiro é esse?”. Embora desconhecido do grande público, trata-se de um personagem influente no governo Lula. Já foi diretor da Infraero no primeiro mandato do petista, quando a estatal reluzia no noticiário policial, e, desde 2008, ocupava a estratégica Diretoria de Operações dos Correios. Em ambos os cargos, sempre conviveu com acusações de malfeitorias. A relativa má fama nunca foi obstáculo para que ele mantivesse uma inexplicável proximidade com a cúpula do governo Lula – proximidade que se revelava em conversas freqüentes com próceres da administração petista, como o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.Também eram recorrentes os encontros no apartamento funcional de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil, quando ela era braço-direito da candidata petista Dilma Rousseff.
Marco Antônio, o tio, e Vinícius Castro, o sobrinho, integram, numa rentável associação com outra família, a Guerra, a turma que, até recentemente, fazia e acontecia na Casa Civil. Conforme revelou VEJA em suas duas últimas edições, esse grupo – cujo poder de barganha provinha da força política da agora ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra e de sua ex-chefe, Dilma Rousseff – montou uma central de negócios dentro do Palácio do Planalto, com atuação conhecida nos Correios, no BNDES, na ANAC, na Anatel e na Infraero.
Participavam também Israel Guerra, um dos filhos da ex-ministra, familiares dela e Stevan Knezevic, outro assessor da Casa Civil. Todos caíram – ou quase todos. Marcelo Moreto, um soldado-raso da turma, continua com um carguinho na Presidência. “Essa roubalheira levou minha família à ruína”, admite Marco Antônio, em conversas gravadas com a reportagem no Rio de Janeiro e em Brasília. O lobista Marco Antônio, como se nota, é um homem amargurado, disposto, talvez, a usar as informações que dispõe para se vingar das tais pessoas que levaram sua família à ruína. Ele guarda muitos segredos -- alguns já revelados e confirmados pelos fatos, como a participação da ex-ministra Erenice Guerra e seu filho em achaques a empresários que pretendiam ganhar contratos no governo.
Marco Antônio também é um personagem-chave para esclarecer uma grande interrogação que ainda existe desde o início do escândalo: a suspeita de que os dividendos resultantes das traficâncias da Casa Civil também abasteciam o caixa da campanha do PT. Todos os episódios de lobby conhecidos até o momento tiveram o ex-diretor dos Correios, um confesso “prospectador de clientes”, como facilitador. Em todos eles também surgiram versões segundo as quais parte do dinheiro captado pela família Guerra e seus sócios serviria ora para saldar “compromissos políticos”, ora “para a campanha de Dilma Rousseff”. Ao menos foi isso o que afirmaram os empresários Fábio Baracat e Rubnei Quícoli. Baracat, em entrevista a VEJA e em depoimento à Polícia Federal na última quinta-feira, contou que pagou propina ao grupo para resolver pendências da MTA Linhas Aéreas junto a ANAC e a Infraero – e também para conseguir mais contratos dessa empresa com os Correios, sempre sob os cuidados da diretoria comandada precisamente por Marco Antônio.
Quícoli, por sua vez, ainda vai depor. Sua história embute uma acusação extremamente grave. Ele agia em favor da empresa ERDB, que contratou o grupo da Casa Civil para tentar obter um financiamento no BNDES. Na semana passada, em entrevista a VEJA, Quícoli voltou a acusar Erenice, seu filho e o lobista Marco Antônio de exigirem 5 milhões de reais para a campanha presidencial de Dilma Rousseff e de Hélio Costa, candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais. Na semana passada, VEJA investigou as circunstâncias dessas tratativas – e descobriu que elas não se restringiram a um simples, isolado e despretensioso pedido de doação para campanha. Em entrevistas gravadas com os principais personagens desse episódio, a reportagem confirmou que houve reuniões sigilosas entre as partes envolvidas, viagens internacionais para tratar dos acertos e até mesmo trocas de emails com detalhes financeiros da negociata. Ou seja: foram cumpridas todas as etapas comuns a esse tipo de negociata.
O caso começa em outubro do ano passado, quando o lobista Rubnei Quícoli aproximou-se da turma de Erenice Guerra, em busca do “apoio político” para assegurar a liberação de um empréstimo no BNDES. Marco Antônio confirmou a aproximação. Após as primeiras conversas, conta Quícoli, surgiu a fatura. As duas famílias exigiam o pagamento de 40. 000 mensais, uma taxa de sucesso e, de quebra, o tal bônus antecipado de 5 milhões de reais: “O Marco Antônio disse que tinha que entregar o dinheiro na mão da Erenice, pois ela precisava pagar umas contas da Dilma e também pretendia também ajudar o Hélio Costa”. Quícoli afirma que Marco Antonio não precisou que espécie de “contas” Dilma precisaria quitar. Naquele momento, em meados de maio deste ano, as negociações emperraram, em razão de divergências quanto ao modo de pagamento dos 5 milhões. Primeiro, os lobistas queriam receber em dinheiro vivo – ou na conta da empresa Sinergy no Banco do Brasil. A Sinergy é uma das engrenagens financeiras da turma. Está em nome de um primo de Marco Antônio.
Temeroso de que um depósito numa pequena firma de consultoria fosse chamar demasiada atenção, Quícoli pediu uma alternativa. Marco Antonio ofereceu uma opção mais discreta: a propina deveria ser depositada diretamente em contas no exterior – e indicou duas em Hong Kong, ambas pertencentes ao empresário Roberto Ribeiro. Dono de uma locadora de carros e de uma fábrica de cigarros, Roberto Ribeiro é genro do lobista Marco Antônio e mora em Miami, nos Estados Unidos. Para convencer Quícoli de que a transação era segura, Marco Antônio fez o genro vir ao Brasil. Os três reuniram-se no hotel Intercontinental da Alameda Santos, em São Paulo, na tarde do último dia 12 de junho, um sábado. Em uma hora e meia de negociação, Marco Antônio e o genro acalmaram Quícoli: “Eles tentaram me convencer de que não haveria problema em usar aquelas contas”. Procurado por VEJA, o empresário Roberto Ribeiro confirmou que veio ao Brasil e se encontrou no hotel com o sogro e o lobista Quícoli. Mas apresentou uma versão para lá de estranha: “Quícoli me foi apresentado pelo Marco Antonio. Ele disse que Quícoli possuía dinheiro no exterior e poderia investir nas minhas empresas. Nada se falou sobre dinheiro de campanha”. E por que diabos ele enviara os dados das contas antes mesmo do encontro? “Quícoli disse que tinha dinheiro em contas na Ásia, e que precisava me pagar por lá. As contas pertencem a parceiros comerciais meus”.
Fica evidente, portanto, que alguém está mentindo. Ou as contas seriam efetivamente o canal para o pagamento da propina, como acusa o lobista Quícoli, ou serviriam para uma transação sem qualquer nexo financeiro. Todas as evidências convergem para a primeira alternativa. O pagamento, aparentemente, acabou não sendo feito – e ninguém apresenta explicações razoáveis para isso. Quícoli se limita a afirmar que “não quis pagar propina”, mas assegura: “Marco Antônio disse que era só depositar o dinheiro que tudo daria certo”. Marco Antônio, é claro, diz que nem cobrou. Ao fim, seria mais um caso de negociata que não deu certo? É cedo para saber. Quícoli está longe de ser um sujeito probo – já foi condenado por receptação de moeda falsa e por ocultar carga roubada. Todos os elementos que ele apresentou até o momento, porém, confirmaram-se. Frise-se também que ainda não se sabe se o lobista Marco Antônio usava o nome de Dilma e de Erenice com o consentimento delas. Ambas negam. Reconheça-se que existe a hipótese de que ele tenha vendido o nome delas para fazer negócios próprios. Caberá às autoridades averiguar isso.
É inegável, contudo, que o ex-diretor dos Correios detinha estatura política e proximidade com o governo para fazer esse tipo de pedido heterodoxo sem se passar por louco. Além dos importantes cargos que ocupou, Marco Antônio era de tal modo próximo à Presidência que, logo após deixar os Correios, em maio deste ano, foi levado pelo ministro Paulo Bernardo ao Palácio da Alvorada, para conversar com o presidente Lula. No encontro, segundo Marco Antônio, Lula discutiu a possibilidade de que o leal funcionário viesse a ocupar a presidência da Infraero num possível governo Dilma. A candidata, aliás, pediu a ele que, informalmente, fizesse estudos para acompanhar a viabilidade do projeto do trem-bala. Erenice é amiga da esposa do ex-diretor, a ponto de visitá-la frequentemente. À PF, Marco Antonio também pode fornecer preciosas pistas sobre a compra do remédio Tamiflu. Conforme revelou VEJA na semana passada, Vinícius Castro admitiu ter recebido 200 mil reais de propina, dentro da Presidência, em razão dos contratos fechados pelo governo sem licitação com o laboratório Roche, que fabrica o remédio. Vinícius narrou ao tio que a malfeitoria estava na quantidade de Tamiflu que o governo adquiriu. Diz Marco Antônio: “Compraram Tamiflu demais. Ninguém compra milhões em remédio sem contrapartida. Houve rolo. O Vinícius me contou: ‘Eu vi ‘A’ recebendo, ‘B’ recebendo, ‘C’ recebendo”. Ele viu a distribuição, um entregando envelope para o outro”.
Para quem ainda se assombra com desfaçatez, o ex-diretor dos Correios explica o sentido do ato: “É preciso entender como funciona corrupção em repartição pública. Se o camarada que está perto de você recebe, você tem que receber também. Essa é a regra”. Segundo o tio, Vinícius cedeu gostosamente à chantagem, embora tenha manifestado alguma preocupação. “Uma vez o Vinícius veio me pedir conselhos, temendo que a compra do Tamiflu desse problema. Descobri depois que esse dinheiro do Tamiflu foi operado pelo marido da Erenice (o engenheiro José Roberto Camargo Campos). Lá atrás eu alertei o Vinícius que esse Tamiflu iria dar m... Disse a ele: ‘É melhor você sair desse assunto’”, afirma o ex-diretor. Na semana passada, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, indicado pelo PMDB, negou saber de qualquer irregularidade, cuja possibilidade de ocorrer, segundo ele, seria nula, pois o Tamiflu é o único medicamento disponível no mundo para o tratamento da gripe suína. Sendo assim, não haveria brechas para interessados em fazer lobby. A compra se daria de qualquer maneira. Caberá ao lobista Marco Antonio esclarecer os limites do que qualifica de “roubalheira”, seja a da Casa Civil, a da família Guerra ou algum elo comum entre elas.
Vem bomba!
O esquema de favorecimento a empresas privadas que causou a demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, contava com duas contas bancárias no exterior para receber o dinheiro arrecadado com contratos de intermediação de negócios com o governo federal. Segundo empresários de Campinas (SP), elas foram indicada para o depósito de R$ 5 milhões para cobrir dívidas de campanha eleitoral. A EDRB do Brasil diz que deveria pagar o valor para ter liberado um financiamento no BNDES. Como a Folha revelou no último dia 16, a Capital, consultoria de lobby dos filhos de Erenice, intermediou o contrato. A denúncia levou à queda da ministra no mesmo dia em que foi divulgada pela Folha. De acordo com os papeis, a Capital pediu R$ 240 mil em seis parcelas mais 5% sobre o total a ser liberado pelo banco. A EDRB pretendia obter R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas. A Folha apurou que as contas existem e que houve reuniões para discutir a remessa do dinheiro, embora ainda não esteja confirmado o uso eleitoral desse dinheiro. Leia a íntegra da reportagem na edição de domingo da Folha.
TSE decide: filmes que mostram o PT e a Dilma sem Lula continuam no ar.
Do site do TSE:
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Joelson Dias (foto), indeferiu o pedido de liminar solicitado pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, da candidata à presidência da República Dilma Rousseff, que pedia a retirada, de um sítio na internet, de vídeo supostamente encomendado pela campanha do presidenciável José Serra, da coligação O Brasil Pode Mais, que seria ofensivo ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a Dilma. No pedido de liminar, a coligação de Dilma solicita a retirada do vídeo do sítio da internet e de quantos outros o estiverem exibindo, e que as cenas exibidas não sejam veiculadas na propaganda eleitoral gratuita. Pede ainda multa de R$ 30 mil à coligação O Brasil Pode Mais e a José Serra. Em sua decisão, o ministro Joelson Dias afirma não vislumbrar, no caso, a presença dos requisitos necessários à concessão da medida liminar. O ministro ressalta que a propaganda eleitoral na internet, por meio de blogs, redes sociais, sítios de mensagens instantâneas e assemelhados é autorizada, e também o compartilhamento de vídeos não se compara nem se confunde com a veiculação de propaganda em sítio de pessoa jurídica. Leia aqui.
Poder paralelo.
Merval Pereira, colunista de O Globo, está lançando o livro "O Lulismo no Poder" e deu entrevista ao Estadão, onde comenta a saída de Lula do governo e uma eventual entrada do PT no governo, com Dilma Rousseff. "Ele está reagindo muito mal à perspectiva de ficar fora do poder. Vai querer permanecer atuando, vai querer escolher ministros da Dilma, vai querer interferir. Isso previsivelmente provocará uma crise política. Dirceu já disse que a eleição da Dilma é um projeto do PT. Se Dilma for eleita, é por causa do Lula e não por causa do PT. Se o PT está querendo tomar conta do governo tanto quanto o Lula, vai dar confusão. E, se o Lula passar a viajar pelo País, a fazer comícios, será um poder paralelo no governo. Não sei como o PT vai reagir, como a Dilma vai reagir. Leia aqui.
Documentos comprovam que filho da Dilma da Dilma recebeu R$ 120 mil de propina. A culpa é da mídia?
Do Estadão:
Documentos bancários(clique para ampliar e ler) em poder da Polícia Federal, obtidos ontem pelo Estado, confirmam que o filho da ex-ministra Erenice Guerra recebeu propina de R$ 120 mil seis dias depois de a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) conceder permissão de voo à Master Top Linhas Aéreas (MTA). Os papéis mostram ainda que Israel Guerra e seus sócios tentaram cobrar propina numa negociação para que a Infraero reduzisse, em fevereiro deste ano, uma multa de R$ 723 mil imposta à MTA por deixar um avião parado na pista por mais de 30 dias. O valor da propina, nesse caso, era de R$ 50 mil. A polícia recebeu a documentação quinta-feira das mãos do empresário Fábio Baracat, que representava a MTA em Brasília. Pela primeira vez, documentos bancários comprovam o pagamento do lobby feito na Casa Civil. O escândalo derrubou Erenice Guerra da chefia da pasta. Leia mais aqui.
Blogueiros e comentaristas torcem e distorcem contra o segundo turno.
Segundo especialistas da mídia, depois da pesquisa do Ibope, os adversários de Dilma terão que virar 5 milhões de votos em uma semana, para haver segundo turno. É uma imbecilidade. Pelo Datafolha, que sempre acertou mais do que o instituto do Montenegro do Milhão, a virada seria de apenas 3,5 milhões de votos. Apenas dando mais 2% para Marina e mais 2% para Serra, na margem de erro, já haveria 4 milhões de votos. Tirando 2% de Dilma, ela perderia 2 milhões. O blogueiro de pesquisa do Estadão, por exemplo, está considerando a pesquisa do Ibope como um levantamento de precisão absoluta. É falta do que dizer e escrever. Afinal de contas, com tanta manipulação nas pesquisas, ele teve que abandonar aquele conceito da média entre os quatro institutos que sustentava toda a sua análise. Vai engolir um segundo turno para aprender a fazer jornalismo de verdade.
Editoral da FSP chama petistas de mensaleiros.
"Tiririca não é um palhaço avulso no processo eleitoral. É um puxador de votos, estrategicamente escalado como tal. Seu partido está coligado ao PT e ao PC do B, o que significa que ajudará a eleger alguns companheiros (ou mensaleiros) do PR ao PT."
O texto acima é do editorial da Folha de hoje, com o título "Congresso dominado". É a prova da distância que existe entre a direção, que responde pela opinião do jornal, em relação à redação, que é mais vermelha que o nariz de palhaço do Tiririca.
Tribunais populares.
Da Folha de São Paulo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou nos ataques à imprensa e pregou ontem o exercício da "humildade" para lidar com o noticiário que lhe desagrada. A escalada de reclamações do presidente contra a cobertura jornalística começou após a queda da ministra Erenice Guerra (Casa Civil), na semana passada.Lula já havia acusado a imprensa de se comportar como "partido de oposição" e torcer pelo fracasso do seu governo em coberturas que "beiram o ódio". Ontem, ao lado da candidata Dilma Rousseff (PT) em um comício em Porto Alegre, ele disse que a imprensa é "muito importante para a democracia". "Quando a matéria dos jornais sai falando mal da gente, ninguém gosta. Quando fala bem, o ego da gente cresce. O que a gente precisa é ter humildade para nem ficar com muito ego quando fala bem nem ficar com muita raiva quando fala mal", discursou Lula, no centro da capital gaúcha. "A democracia é exatamente isso: cada um fala o que quer, escreve o que quer, transmite o que quer e o povo, na última hipótese, faz o grande julgamento", declarou, no palanque.
.................................................................................O conceito de democracia de Lula, como podemos ver, elimina o Judiciário. Para ele, é o povo quem julga. Não é. É a Justiça. Se a imprensa mentir, responde pela mentira. Informar não é crime. Caluniar, sim. Assusta a declaração camaleônica de Lula, depois de chamar a Imprensa de "partido político". Será que teremos de volta os tribunais populares, em eventual governo de uma militante do terrorismo e da luta armada, que queria transformar o Brasil em uma grande Cuba?
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Tracking paradinho.
O tracking de hoje não mexeu nada. Ficou rigorosamente igual ao de ontem. É normal, não se assustem. Em compensação, as pesquisas de campo indicam que Dilma cai, Marina sobe nos maiores centros e Serra começa a se recuperar a partir do interior. O segundo turno já é praticamente irreversível. Perguntam sempre nos comentários de quem é a fonte do tracking. Posso assegurar, apenas, que não é o Marquito Dilmaboy.
Gauchada bunda mole, vejam o exemplo dos barrigas verdes.
Conforme anunciado hoje pela manhã, em primeira mão pelo DataCoronel, o candidato do DEM em Santa Catarina, Raimundo Colombo, está ganhando a eleição no primeiro turno. Os catarinenses resolveram devolver a gentileza e vão extirpar a Ideli Salvatti e o Lula do seu estado. Foi em Santa Catarina que o molusco ébrio pregou o fim de um partido político organizado e falou mal de uma legenda catarinense: Jorge Konder Bornhausen. Resultado? Ia ter segundo turno e Ideli tinha uma mínima chance. Agora não tem mais jeito. O "demo" Raimundo vai ganhar no primeiro turno. E os gaúchos vão aceitar votar a cabresto? O Lula foi aí para resolver a eleição do Tarso Genro no primeiro turno. Mirem-se nos barrigas verdes.
Querem ganhar no tapetão.
Da Folha Poder:
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou nesta sexta-feira que a lei que obriga o eleitor a apresentar, além do título de eleitor, um documento oficial com foto no dia das eleições é vista pelo seu partido como uma forma de cercear o voto. Dilma está em Porto Alegre, onde participa de comício com presidente Lula à noite.O PT deu entrada hoje em ação no STF (Supremo Tribunal Federal) na qual pede que a obrigatoriedade da apresentação dos dois documentos seja declarada inconstitucional.Leia mais aqui.
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Era só o que faltava. O STF não julga a Ficha Limpa e vai querer dar eleição para o PT no tapetão? Nem pensar.
Na estrada.
Hoje o Blog volta mais tarde.Mas continuem comentando que,da estrada, vou liberando. Obrigado.
Bagrinhos, mas também tucunarés.
Do Estadão:
Documento reservado mostra em 428 páginas e 300 interceptações telefônicas os bastidores de suposto esquema bilionário de fraudes em licitações e aponta o governador do Tocantins, Carlos Amorim Gaguim (PMDB), e o procurador-geral do Estado, Haroldo Rastoldo, como integrantes de organização criminosa. A partir do monitoramento de empresários e lobistas, Gaguim e seu procurador caíram involuntariamente na escuta autorizada pela Justiça. O governador nega enfaticamente a prática de irregularidades em sua gestão e atribui as denúncias a "adversários políticos". Em busca da reeleição ao Palácio Araguaia, pela coligação Força do Povo, Gaguim conta com apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff. Ambos têm participado em Palmas de agendas de campanha ao lado do peemedebista que espalhou banners por quase todo o Tocantins em que aparece com Lula e Dilma. O presidente e a ex-ministra são citados por alvos da investigação em diálogos gravados pela Polícia Federal (PF) em atuação conjunta com o Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP).O relatório, à página 266, faz referência a um novo contrato que o grupo teria fechado com Gaguim para admissão de três mil funcionários por secretarias de Estado sem concurso público. "Manduca (Maurício Manduca, suposto lobista da quadrilha) explica sobre um encontro que se realizaria em Palmas onde se fariam presentes o presidente Lula e a então ministra Dilma Rousseff", diz o texto.Na mesma página, o relatório transcreve escuta de 14 de março, às 10h12, entre Manduca e o empresário José Carlos Cepera. O lobista conta que "Lula está indo para Palmas lá na fazenda dele (Gaguim)". "Eu vou ficar três dias lá com o Lula e ele (Gaguim)", diz Manduca. "Vão ficar lá dois secretários dele, ele (Gaguim), eu, a Dilma e o Lula. Vão pescar tucunaré lá na chácara." Cepera o parabeniza. Presos há uma semana, Manduca e Cepera são amigos de Gaguim. Em outro diálogo, no dia 26 de março, às 14h38, Cepera e Manduca falam de um encontro de Gaguim com Lula na Bahia. "O homem (governador) está em Itabuna, Bahia, com o presidente Lula e acabou de relatar ao presidente que a empresa de um oriundo de Tocantins que vive em São Paulo há 30 anos é a solução para os problemas do Estado", disse o lobista.No dia anterior, às 19h07, Manduca relata a interlocutor não identificado planos ambiciosos com suposta participação de Gaguim. O lobista narra que o governador o chamou de amigo e teria prometido que juntos "vão botar para f..., vão fazer o Estado inteiro, vão fazer R$ 1 bilhão". Leia mais aqui.
Gaúchos no cabresto?
O Rio Grande do Sul vai botar o cabresto? Impossível. Lula veio ao estado de Santa Catarina e disse que os catarinenses deveriam expelir o DEM. Resultado: a Ideli, Musa do Mensalão, desabou nas pesquisas e José Serra reconquistou a liderança nas preferências. Será que os gaúchos vão votar de acordo com as ordens do Lula? No Tarso, que fugiu dos milicosa vestido de prenda? Impossível. Leia aqui.
Segundo turno já!
Do Twitter:
"A diferença entre Dilma e os outros caiu 7 pontos. Continuo a achar que devemos nos dar o benefício da dúvida: segundo turno já!"
(Aguinaldo Silva, novelista da Globo - 23 de setembro)
Ao lado, continua dando segundo turno.
Ao lado, o tracking real, não aquele do Marquinhos Dilmaboy que come na mão do PT. Nem do Montenegro, que hoje solta a sua derradeira pesquisa antes da correção das margens de erro. O Montenegro do Ibope. O Montenegro do Milhão. O segundo turno está firme e consistente. Cresce Serra, cresce Marina, cresce Plínio e desce Dilma. Hoje o Blog cai na estrada rumo ao norte. Importante missão. Vamos liberando os comentários, durante o dia. Abaixo, o blog está atualizado. Alguém sabe o que a Veja vai trazer esta semana? Até mais tarde.
Joguinho de cena.
De O Globo, informando que o PT não foi ao ato que ele mesmo convocou. Joguinho de cena. Covardia eleitoral. Mas como os "blogueiros progressistas" estão todos na gaveta, ninguém reclamou.
O "Ato contra a mídia golpista", convocado por centrais sindicais e dirigentes petistas após o presidente Lula atacar a imprensa, reuniu cerca de 400 pessoas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo ontem e se tornou um misto de plenária social com comício pró-candidatura da petista Dilma Rousseff. À exceção do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, o evento não atraiu nenhum presidente de centrais sindicais — que mandaram representantes — ou de partidos políticos. Rabelo acusou grandes veículos de comunicação brasileiros de organizarem uma "conspiração" contra Dilma Rousseff. A grande imprensa foi atacada e acusada de ter "saudade" da ditadura. — Eles achavam que o candidato deles, José Serra, é que ia ganhar a eleição porque começou disparado. Quando perceberam que o povo votava contra tucanos e José Serra, começaram então a produzir factoides contra a candidata Dilma Rousseff — disse Rabelo. O PCdoB, de Rabelo, é um dos partidos da coligação que apoia a candidatura de Dilma. — O que eles querem mesmo não é simplesmente uma tentativa golpista de impedir o favoritismo de Dilma Rousseff. Eles vão além. É conspiração! É golpismo e conspiração! — disse Rabelo. Representando o PSB, a deputada Luiza Erundina (SP) afirmou que a imprensa tem uma reação "irada" e "macarthista", em referência à perseguição contra comunistas realizada pelo senador norteamericano McArthur nos anos 50. — Sabem o por quê dessa reação nervosa, macarthista? É porque não têm mais o controle dos meios de comunicação como tinham antes. Sabe por que a reação irada deles? Porque deu certo o governo do primeiro operário deste país! Porque vamos eleger a primeira mulher! Vamos permanecer vigilantes porque eles vão tentar tudo! — disse Erundina, interrompida por um manifestante que gritava: "golpe militar". O principal documento do ato, lido pelo blogueiro Altamiro Borges, pedia ainda que a subprocuradora eleitoral, Sandra Cureau, realizasse uma devassa nos contratos publicitários, "a abertura dos contratos de publicidade de outras empresas de comunicação, Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo, a exemplo do que fez recentemente com a revista Carta Capital". Altamiro Borges é presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que organizou o ato.
O "Ato contra a mídia golpista", convocado por centrais sindicais e dirigentes petistas após o presidente Lula atacar a imprensa, reuniu cerca de 400 pessoas no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo ontem e se tornou um misto de plenária social com comício pró-candidatura da petista Dilma Rousseff. À exceção do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, o evento não atraiu nenhum presidente de centrais sindicais — que mandaram representantes — ou de partidos políticos. Rabelo acusou grandes veículos de comunicação brasileiros de organizarem uma "conspiração" contra Dilma Rousseff. A grande imprensa foi atacada e acusada de ter "saudade" da ditadura. — Eles achavam que o candidato deles, José Serra, é que ia ganhar a eleição porque começou disparado. Quando perceberam que o povo votava contra tucanos e José Serra, começaram então a produzir factoides contra a candidata Dilma Rousseff — disse Rabelo. O PCdoB, de Rabelo, é um dos partidos da coligação que apoia a candidatura de Dilma. — O que eles querem mesmo não é simplesmente uma tentativa golpista de impedir o favoritismo de Dilma Rousseff. Eles vão além. É conspiração! É golpismo e conspiração! — disse Rabelo. Representando o PSB, a deputada Luiza Erundina (SP) afirmou que a imprensa tem uma reação "irada" e "macarthista", em referência à perseguição contra comunistas realizada pelo senador norteamericano McArthur nos anos 50. — Sabem o por quê dessa reação nervosa, macarthista? É porque não têm mais o controle dos meios de comunicação como tinham antes. Sabe por que a reação irada deles? Porque deu certo o governo do primeiro operário deste país! Porque vamos eleger a primeira mulher! Vamos permanecer vigilantes porque eles vão tentar tudo! — disse Erundina, interrompida por um manifestante que gritava: "golpe militar". O principal documento do ato, lido pelo blogueiro Altamiro Borges, pedia ainda que a subprocuradora eleitoral, Sandra Cureau, realizasse uma devassa nos contratos publicitários, "a abertura dos contratos de publicidade de outras empresas de comunicação, Editora Abril, Grupo Folha, Estadão e Organizações Globo, a exemplo do que fez recentemente com a revista Carta Capital". Altamiro Borges é presidente do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que organizou o ato.
Lula frita Erenice Guerra, mas aceita que houve crime dentro da Casa Civil da Dilma.
A entrevista de ontem de Lula, dada para a mídia amiga que o trata como reizinho, teve o objetivo de assumir para ele os "erros" de Erenice Guerra. Voltou a chorumela do cínico, do coitadinho, do último a saber. É duro, no entanto, tentar desmontar a foto das duas saltitantes amigas, companheiras, unha e carne, braço direito, que ilustra todos as matérias a respeito. Erenice é a Dilma da Dilma. A tentativa de Lula é inútil.
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Da Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista veiculada ontem pelo portal "Terra", que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra jogou fora a chance de ser "uma grande funcionária pública no país". Foi a declaração mais enfática de Lula responsabilizando a sucessora de Dilma Rousseff pelas acusações de tráfico de influência. "Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo todo tempo. E quando acontece, a pessoa perde", disse Lula ao portal. "O que aconteceu com a Erenice é que ela jogou fora uma chance extraordinária de ser uma grande funcionária pública deste país." Até então, Lula vinha insistindo na tese de que não haveria provas e responsabilizando a imprensa pelas acusações. Ao "Terra", Lula repetiu os ataques à imprensa. Erenice deixou o governo após reportagem publicada pela Folha na qual um sócio e um ex-representante da empresa EDRB, de Campinas (SP), acusaram seu filho Israel e um ex-assessor da Casa Civil de pedir R$ 240 mil mais 5% de comissão para agilizar a liberação de um crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para um projeto de energia solar. O presidente, no entanto, adotou uma posição de cautela diante das acusações. "Eu sempre admito que muitas vezes tem coisas que você tem que investigar." Ele comparou acusações de corrupção a uma "feijoada", em que "você escolhe o que você quer ali". "Tem coisa que tem dimensão séria, tem coisa que é boato, especulação, tem coisa que não tem profundidade." Segundo ele, o papel do presidente é, na hora em que é informado, criar uma sindicância e solicitar a abertura de inquérito pela Polícia Federal. "A partir desse momento, o presidente da República fecha a boca, certo? Porque, a partir daí, não pode ter mais nenhuma influência do governo no processo de investigação. Quando tiver resultado, aí você então comunica a sociedade o que aconteceu de fato." Lula disse acreditar que o caso Erenice não vá influenciar no resultado eleitoral. "Se essas denúncias são manipuladas eleitoralmente, o povo percebe. Mesmo aquilo que é verdadeiro, o povo percebe. Agora, o povo aprendeu a julgar, isso é uma coisa interessante." Ele afirmou que a internet tem um "papel extraordinário" para que as pessoas se informem e disse que será um "internauta vigoroso" a partir de 1º de janeiro. Para ele, o Twitter é uma "escravização" e foco de briga com ministros.
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Da Folha:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista veiculada ontem pelo portal "Terra", que a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra jogou fora a chance de ser "uma grande funcionária pública no país". Foi a declaração mais enfática de Lula responsabilizando a sucessora de Dilma Rousseff pelas acusações de tráfico de influência. "Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo todo tempo. E quando acontece, a pessoa perde", disse Lula ao portal. "O que aconteceu com a Erenice é que ela jogou fora uma chance extraordinária de ser uma grande funcionária pública deste país." Até então, Lula vinha insistindo na tese de que não haveria provas e responsabilizando a imprensa pelas acusações. Ao "Terra", Lula repetiu os ataques à imprensa. Erenice deixou o governo após reportagem publicada pela Folha na qual um sócio e um ex-representante da empresa EDRB, de Campinas (SP), acusaram seu filho Israel e um ex-assessor da Casa Civil de pedir R$ 240 mil mais 5% de comissão para agilizar a liberação de um crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para um projeto de energia solar. O presidente, no entanto, adotou uma posição de cautela diante das acusações. "Eu sempre admito que muitas vezes tem coisas que você tem que investigar." Ele comparou acusações de corrupção a uma "feijoada", em que "você escolhe o que você quer ali". "Tem coisa que tem dimensão séria, tem coisa que é boato, especulação, tem coisa que não tem profundidade." Segundo ele, o papel do presidente é, na hora em que é informado, criar uma sindicância e solicitar a abertura de inquérito pela Polícia Federal. "A partir desse momento, o presidente da República fecha a boca, certo? Porque, a partir daí, não pode ter mais nenhuma influência do governo no processo de investigação. Quando tiver resultado, aí você então comunica a sociedade o que aconteceu de fato." Lula disse acreditar que o caso Erenice não vá influenciar no resultado eleitoral. "Se essas denúncias são manipuladas eleitoralmente, o povo percebe. Mesmo aquilo que é verdadeiro, o povo percebe. Agora, o povo aprendeu a julgar, isso é uma coisa interessante." Ele afirmou que a internet tem um "papel extraordinário" para que as pessoas se informem e disse que será um "internauta vigoroso" a partir de 1º de janeiro. Para ele, o Twitter é uma "escravização" e foco de briga com ministros.
É tudo farinha do mesmo saco. Do saco do Tarso.
Da Folha de São Paulo:
O PSOL do Rio Grande do Sul retirou uma de suas candidaturas ao Senado e agora pedirá o segundo voto para senador Paulo Paim (PT). A executiva estadual do partido anunciou ontem que o professor Luiz Carlos Lucas não vai mais disputar a eleição, mantendo Berna Menezes como única candidata do PSOL ao Senado.
O PSOL do Rio Grande do Sul retirou uma de suas candidaturas ao Senado e agora pedirá o segundo voto para senador Paulo Paim (PT). A executiva estadual do partido anunciou ontem que o professor Luiz Carlos Lucas não vai mais disputar a eleição, mantendo Berna Menezes como única candidata do PSOL ao Senado.
O apoio ao petista, dizem dirigentes do PSOL, é devido a sua atuação contra o fator previdenciário.Segundo o Datafolha, Ana Amélia Lemos (PP) tem 49%; Paim, 45%; e Germano Rigotto (PMDB), 38%.
................................................................................. O PSOL do Rio Grande do Sul é comandado pela deputada federal Luciana Genro, filha de Tarso Genro(PT), que lidera a disputa para governador. Foi ela a responsável por fazer a parte mais barulhenta do grande esquema montado contra Yeda Crusius(PSDB), com a participação de policiais federais e de promotores do MP, que tentaram de todas as formas derrubar a governadora. É triste, de longe, ver que o povo gaúcho não é mais o mesmo e não reage contra este tipo de política. Não surpreende o gesto do PSOL. Ali é tudo farinha do mesmo saco. O saco do Tarso Genro.
O supremo gesto da Justiça incompetente do Brasil.
Em vez de julgar, atendendo ao pedido da minstra Ellen Gracie de "ir dormir" ou "ganhar horas extras", o STF deixou em stand by o julgamento da Lei da Ficha Limpa. Preferiu que o eleitor brasileiro seja enganado, votando em políticos sujos, para só cassá-los depois, antes da diplomação. Os ministros não quiseram votar. O povo brasileiro que "se vote"!
Da Folha Poder:
Por conta de um impasse no julgamento sobre a Lei da Ficha Limpa, os ministros do Supremo Tribunal Federal suspenderam a sessão na madrugada de hoje sem tomar decisão sobre o caso. Depois de dois dias e mais de 15 horas de sessão, terminou em 5 a 5 a análise de um recurso de Joaquim Roriz (PSC) contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral que vetou sua candidatura ao governo do Distrito Federal. "Vamos esperar para ver o que vamos decidir", disse o presidente do Supremo, ministro Cezar Peluso. Não há prazo para que o tribunal volte a analisar o recurso, o que poderá acontecer após a nomeação de um novo ministro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou se os atuais membros da corte encontrarem alguma solução para o impasse. Os ministros chegaram a dizer que deverão voltar a se reunir antes da diplomação dos vencedores, mesmo se o novo nome ainda não tiver sido escolhido para a vaga de Eros Grau, que se aposentou. Uma sessão extraordinária foi convocada para segunda-feira, mas ainda não está definido se a Lei da Ficha Limpa voltará a ser analisada. Na prática, os candidatos que estão na mira do Ficha Limpa poderão concorrer às eleições, mas estarão sub judice e poderão perder seus cargos se o resultado final for pela validade da lei. De um lado estão o relator do caso, ministro Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie, que votaram pela validade da legislação para este ano. Do outro, contra sua validade imediata, encontram-se os colegas José Antonio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso. O empate entre as duas correntes gerou discussões acaloradas. "Não tenho vocação para déspota", afirmou Peluso para deixar claro que não votaria duas vezes para desempatar a questão. No julgamento, os ministros tiveram que responder as seguintes questões: 1) se a legislação vale já para este ano e 2) se ela pode ser aplicada a um político que renunciou ao mandato antes de sua promulgação. Dias Toffoli foi o único que, apesar de não aplicar a legislação nas eleições deste ano, avaliou que em eleições futuras, ela poderia valer para quem renunciou ao cargo, mesmo se isso ocorreu antes de sua promulgação.
OAB defende a liberdade de imprensa contra a ofensiva do PT, Lula e Dilma.
Do G1:
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, alertou em discurso na noite desta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, sobre os riscos correntes à liberdade de imprensa no Brasil. Durante evento de abertura do Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB, Cavalcante demonstrou-se preocupado com a visão do governo sobre o papel dos meios de comunicação e dos profissionais que neles trabalham. "Ataques à liberdade de imprensa são verberados, perigosamente, dentro do próprio governo, da figura do presidente da República, como se de repente jornalistas e formadores de opinião tomassem parte de uma conspiração eleitoral", afirmou. "[Os ataques] são, na verdade, um atentado ao estado de direito na medida em que a liberdade de imprensa é um bem fundamental à cidadania desse país e à democracia. Eu tenho certeza que mais do que isso, o mais importante é privilegiarmos e fortalecermos as instituições. Elas são muito maiores que os homens, sejam eles presidentes sejam eles de quaisquer condição social", continuou. "A liberdade de imprensa é uma instituição da República, é um direito constitucional inegociável. Não será o ataque de uma autoridade ou de quem quer que seja que vai jogar por terra esse direito tão dificilmente conquistado", afirmou. Ainda no discurso, o presidente da OAB lembrou os recentes "escândalos", como "casos de quebra de sigilo fiscal e financeiro com envolvimento de agentes públicos", assim como "denúncias sobre a existência de tráfico de influência e corrupção na esfera do poder, resultando no afastamento de uma ministra de Estado e na prisão de mais um governador", em referência à queda da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e à prisão do governador do Amapá, Waldez Goez. "Por fim, acredito ser este o momento propício para diante de tãos maus exemplos advindos do sistema eleitoral partidário, rediscutir o nosso processo eleitoral interno, não deixando ser contaminados por práticas condenáveis e toda sorte de abusos", completou.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Cerca de 93 pelegos e blogueiros do esgoto protestam contra a liberdade de imprensa.
Centrais sindicais, entidades de militância pró-governo, partidos políticos e jornalistas se reuniram na noite desta quinta-feira em ato de "resistência às ações eleitorais" que consideram estar sendo promovidas por veículos de imprensa. O evento continua escorrendo, digo, ocorrendo na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, com a participação de cerca de 92 a 93 pessoas. O jornalista Altamiro Borges, do Centro de Mídia Independente, já leu um manifesto em que afirmou que o ato não tem como objetivo atacar a mídia, mas criticar os veículos que estariam praticando "golpismo midiático".O seu discurso foi interrompido pelo blogueiro progressista Eduardo Malgalhães o Maluco do Megafone, que gritava: " Miro, chegou mais um! Miro, chegou mais um!" Eram, na verdade, dois: o blogueiro Luiz Cassif e Paulo Henrique Morrinha, que chegou andando de quatro e, por isso, não foi visto pelo Dudu dos Sem Mídia.
Dia de luto para o PT da Dilma. Será que vai ter minuto de silêncio no horário eleitoral?
O chefão das FARC, Mono Jojoy ou Jorge Briceño, foi morto pelas forças de segurança da Colômbia. Menos um assassino. Menos um narcotraficante. Menos um aliado do PT da Dilma no Foro de São Paulo. Será que farão um minuto de silêncio no horário eleitoral?
Lulinha perde ação contra Veja. Hoje o pai dele toma todas.
Do Conjur:
A informação jornalística é legítima quando respeita o interesse social da notícia, a verdade do fato narrado e a continência da narração. Com esse entendimento, a 2ª Vara Cível de São Paulo negou o pedido de indenização por danos morais feito por Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em ação contra a Revista Veja e Alexandre Paes dos Santos. A juíza Luciana Novakoski Ferreira Alves de Oliveira considerou que a reportagem intitulada “O Fábio ficava mais ali”, redigida por Alexandre Oltramari, não distorceu os fatos ou, de alguma forma, se distanciou da verdade...Ao analisar o caso, a juíza disse que a reportagem em questão é, na verdade, um “desdobramento de reportagem anterior, que, por sua vez, deu oportunidade a outro processo, que não foi conhecido porque o juízo entendeu que a revista Veja havia publicado notícia de interesse público, pautando-a pelas normas corretas que permeiam o jornalismo. Pois bem. Não há como o resultado dessa ação seguir caminho diferente. O pedido por dano moral é, da mesma maneira, improcedente”. Para concluir, a juíza afirma: "Da leitura da segunda matéria, não se vislumbra qualquer alusão adicional que poderia ferir a honra do autor. Como dito, cuida-se de mero desdobramento da reportagem anterior, sem a inclusão de fatos novos". Leia mais aqui.
PT entra com ação contra comerciais do PSDB que nem entraram no ar.
Do Estadão:
A campanha de Dilma Rousseff entrou nesta quinta-feira, 23, com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a coligação "O Brasil Pode Mais" - do candidato tucano, José Serra. A motivação para a medida é uma série de vídeos publicados nesta quinta na internet - e feitos a pedido da campanha do PSDB - que, em tom agressivo, acusam o PT de ser "o partido que não gosta da imprensa" e que "ataca seus adversários e a família dos seus adversários". Na ação, os advogados de Dilma pedem liminar para retirar o vídeo do ar e impedindo o PSDB de exibi-lo na mídia tradicional. De acordo com a assessoria jurídica da petista, a coligação teria, ainda, solicitado à Polícia Federal que investigue o caso. O mesmo pedido foi feito ao Ministério Público, de acordo com o site de Dilma. Leia mais aqui
Petralha é burro e mal intencionado.
Estão perguntando se é verdade que Dilma teria que perder 1 milhão de votos por dia para haver segundo turno. Em primeiro lugar, ninguém perde o que não tem. Em segundo lugar, se ela perdesse 1 milhão de votos por dia, este 1 milhão de votos iria para alguém. Em terceiro lugar, se porventura a Datafolha estivesse certa e se cada 1% fosse 1 milhão de votos, Dilma, com 49%, teria 49 milhões de votos, enquanto os outros candidatos, com 42%, teriam 42 milhões de votos. Se ela perdesse 10 milhões de votos nos 10 dias que faltam, iria para 39 milhões de votos. E os outros candidatos saltariam para 52 milhões de votos, certo? Petralha é burro e mal intencionado, vocês não acham? E mais. Se o Datafolha estivesse certo, Dilma teria apenas 47 milhões de votos, se margem de erro lhe fosse desfavorável. E os outros juntos teriam 44 milhões de votos, se a margem de erro lhes fosse favorável. Se ela perder 1,5 milhão de votos, já daria empate. Portanto, se Dilma cair mais 2%, pelos institutos fajutos, já tem segundo turno. Mas, para ter calma, olhem ao lado: há uma semana as pesquisas confirmam que teremos segundo turno. É só trabalhar. E é por isso que eles estão cada vez mais agressivos.
Faltam apenas 99 dias.
Faltam apenas 99 dias para o Brasil se livrar do Lula. A cada dia que passa, ele mostra a sua verdadeira cara antidemocrática e o seu total desrespeito às leis do país. Além do destempero, Lula já mostra desespero. O seu ciclo acabou e ele percebe isso. Se a sua candidata vencer, será jogado às traças e colocado na geladeira pelo PT que ele tanto tripudiou. Se a sua candidata perder, a maior obra de José Serra deverá ser desarmar o estado podre e corrupto montado por Lula. Nenhuma hidrelétrica, nenhuma estrada, nenhum hospital, nenhuma ferrovia, nada será mais importante do que colocar esta quadrilha para fora do estado brasileiro. Deslulizar o Brasil, mostrando toda a sujeira varrida para debaixo dos carepetes do Palácio do Planalto nestes oito anos, será a maior obra de Serra.
Teremos segundo turno. O povo não quer o polvo no poder.
"Nem mesmo Cristo querendo, me tira esta vitória" - Dilma Rousseff
Os institutos começaram a corrigir as suas margens de erro. Não é à toa que eles passaram a fazer pesquisas praticamente diárias. É a forma de preservar o seu prestígio. Mais três ou quatro pesquisas com queda de um a dois pontos e Dilma vem para o patamar de 44%, Serra sobe para 36% e Marina Silva estabiliza ali entre 10% e 14%. Os levantamentos de tracking estão indicando, há mais de uma semana, o segundo turno. Dilma está em queda, a boneca inflou demais, flutuou e agora começa a vazar. Não há nada que possa segurar a candidata em meio a tantos escândalos. E Lula e o PT não param de gerar novos fatos que escancaram o que seria um governo da Dilma, José Dirceu, Franklin Martins e outros. Teremos segundo turno. Para desespero de alguns blogueiros, colunistas e comentaristas "isentos" que já davam a eleição como favas contadas.
Os institutos começaram a corrigir as suas margens de erro. Não é à toa que eles passaram a fazer pesquisas praticamente diárias. É a forma de preservar o seu prestígio. Mais três ou quatro pesquisas com queda de um a dois pontos e Dilma vem para o patamar de 44%, Serra sobe para 36% e Marina Silva estabiliza ali entre 10% e 14%. Os levantamentos de tracking estão indicando, há mais de uma semana, o segundo turno. Dilma está em queda, a boneca inflou demais, flutuou e agora começa a vazar. Não há nada que possa segurar a candidata em meio a tantos escândalos. E Lula e o PT não param de gerar novos fatos que escancaram o que seria um governo da Dilma, José Dirceu, Franklin Martins e outros. Teremos segundo turno. Para desespero de alguns blogueiros, colunistas e comentaristas "isentos" que já davam a eleição como favas contadas.
O "controle social da mídia" vai às ruas contra a liberdade de imprensa.
De Dora Kramer, no Estadão, em artigo intitulado "Ato insensato":
O PT quer constranger os veículos de comunicação. É nítida a intenção de fazer com que a imprensa pegue mais “leve” em relação aos fatos novos de cada dia sobre corrupção, nepotismo, empreguismo e o uso partidário do espaço público no governo Luiz Inácio da Silva. O presidente fala alto e fala grosso na tentativa de levar jornais, revistas e emissoras a acharem “melhor” deixar esses assuntos para depois da eleição a fim de não serem acusados de favorecer candidaturas de oposição. Como se fosse aceitável suspender os fatos para não atrapalhar os atos de interesse oficial. A ofensiva é tão agressiva que leva a pensar se não se trata de medida preventiva contra algo que seja do conhecimento do presidente e os demais brasileiros ainda ignoram. De outro modo não se pode explicar com argumentos minimamente razoáveis a fúria e o desassombro que tomam conta de Lula e companhia.
Zangado poderia estar José Serra, cuja candidatura é dada como morta e enterrada todos os dias nos meios de comunicação, nunca o presidente Lula, cujo plano de eleger Dilma Rousseff se materializa com pleno êxito. A imprensa, no caso de Serra, lida com informações transmitidas pelas pesquisas e estas mostram uma dianteira mais do que significativa de Dilma. É o que registram os jornais, as rádios e as televisões: se as eleições fossem hoje, ela estaria eleita em primeiro turno. Da mesma forma acompanham o desenrolar dos demais acontecimentos: quebras de sigilo fiscal, confecção de dossiês, violação da legalidade por parte do governo em geral e do presidente em particular e mais recentemente a descoberta da central de negócios montada na Casa Civil sob a gerência de Erenice Guerra, a segunda na hierarquia durante a gestão de Dilma e sua substituta depois da saída para a campanha eleitoral.
Disso temos as seguintes consequências: dois inquéritos na Polícia Federal, sindicância na Receita Federal, dois indiciamentos na PF por causa das quebras de sigilo, demissão do primeiro (Luiz Lanzetta) encarregado da comunicação no comitê de Dilma Rousseff, sete multas da Justiça Federal ao presidente da República e cinco demissões de funcionários em função do escândalo Erenice. Pois diante de tantas informações concretas, Lula afirma e dá fé pública que a imprensa “mente” e “inventa”. Ora, se mesmo vitorioso o presidente acha que é preciso valer-se de sua popularidade para ele sim maquiar a realidade é porque vê razões para isso. Ou teme o que ainda poderia vir por aí e por isso tenta desqualificar a imprensa ou não tem tanta certeza de que o resultado das urnas seja esse mesmo que indicam as pesquisas e por isso se arrisca a um fim de mandato melancólico jogando seu prestígio num lance de pura, e injustificável, histeria. Até agora o presidente não condenou. Lícito, portanto, presumir que avalize a decisão do PT de organizar um ato público contra a imprensa. Na verdade, convocado sob inspiração presidencial.
O ato seria apenas uma manifestação normal de um grupo que defende determinada posição, não fosse pelo envolvimento do governo na questão. Sendo, é caso de abuso de poder, improbidade e ataque à Constituição. De acordo com o que argumentam os organizadores da manifestação, é preciso reagir “à tentativa da velha mídia de forçar um segundo turno”. Alto lá, a eleição ainda não aconteceu. Como, forçar? Segundo a lei o processo eleitoral em colégios de mais de 200 mil habitantes é composto de dois turnos e o primeiro ainda não aconteceu. Se for necessário ocorrer o segundo, onde está a ilegalidade, o golpismo? Se alguém está querendo forçar alguém é o governo que usa a sua força – monumental, no presidencialismo imperial brasileiro – para sufocar o contraditório.
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Se Lula olhar bem a lista de signatários do manifesto em defesa da democracia – Hélio Bicudo, dom Paulo Evaristo Arns, Ferreira Goulart, Paulo Brossard –, notará que há 30 anos era gente que sustentava o início de sua trajetória.
Sindicatos atacam a liberdade de imprensa. Militares a defendem. Eles continuam sendo desmascarados.
O trecho acima é da coluna de Merval Pereira em O Globo de hoje. Leiam outro trecho, abaixo:
Novamente, os "blogueiros independentes", mais conhecidos como ratos gordos da esgotosfera, financiados pela Petrobras, Caixa Federal, BNDES, TV Brasil e outras estatais, estão na ponta da marcha contra a liberdade de imprensa. Ontem tivemos Bicudo, Brossard, Reale e outros nomes defendendo a democracia. Quem estará na manifestação contra a liberdade de imprensa, no dia de hoje? O Franklin Martins? O Lula? A Dilma? O José Dirceu? Deveriam, mas não vão estar: vão mandar alguns ratos guinchar por eles.Leia, abaixo, editorial do Estadão. Clique na imagem para ampliar.
E leiam aqui o post de Reinaldo Azevedo sobre o evento no Clube Militar.
E leiam aqui o post de Reinaldo Azevedo sobre o evento no Clube Militar.
TV or not TV.
Da Folha de São Paulo ( os vídeos estão publicados abaixo):
O PSDB exibe desde ontem, na internet, comerciais associando Dilma Rousseff à intolerância e ao extremismo dos "radicais do PT". Encomendados pelo partido à revelia do coordenador de comunicação da campanha, Luiz Gonzalez, os filmes expõem conflito na campanha de José Serra. Enquanto o PSDB quer mais agressividade, Gonzalez prefere uma linha amena. Numa das peças, a imagem de Dilma se funde à do ex-ministro José Dirceu e diz que ela levará ao governo "os petistas que foram cassados ou renunciaram". Outra compara petistas "radicais" a rotweillers e diz: "Lula fez coisas boas pelo país. A maior delas foi não deixar o PT mandar em seu governo" e "Lula conseguiu segurar. Mas e a Dilma: será que ela vai ter força para segurar o PT?". Em mais uma peça, uma maquete de Brasília é pintada de vermelho -cor do PT. A pedido do presidente do partido, Sérgio Guerra, Gonzalez submeteu o material a pesquisa, mas não o apresentou na TV. Um dos defensores do material, o vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, diz que a exposição na internet é um teste para possível veiculação na TV. O responsável pelas peças é o publicitário Adriano Gehres, um dos autores dos comerciais que diziam que, em 2006, na campanha vitoriosa de Lula, o então presidenciável tucano Geraldo Alckmin privatizaria estatais se fosse eleito.
Onde está a indignação da Imprensa?
Os jornais informam que Advogados, ex-ministros da Justiça, estudantes e outros manifestantes pró-democracia participaram ontem em São Paulo de um ato em defesa da liberdade de imprensa e de expressão. O objetivo foi barrar a "marcha para o autoritarismo" promovida pelo PT, Lula e Dilma. O ato foi realizado no largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da USP. Hoje entidades de militância pró-governo, como centrais sindicais, UNE (União Nacional dos Estudantes) e MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), com apoio do PT, realizarão um ato no Sindicato do Jornalistas de São Paulo contra veículos da imprensa. Vejam a que ponto chegamos: o sindicato dos jornalistas vai pedir o fim da liberdade de imprensa. Em outros tempos, jornalistas com vergonha na cara queimariam as suas carteirinhas em ato público e colunistas repudiariam o ocorrido de forma veemente. Ontem, foi lido um manifesto pelo advogado Hélio Bicudo, que foi um dos fundadores do PT e deixou o partido em 2005, após o escândalo do mensalão. De acordo com o texto, "é intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais". "É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e seus interesses", afirma o texto. O jurista Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo de FHC, disse que Lula tem uma postura "fascista" ao "usar o peso da Presidência da República contra a liberdade de imprensa". Provavelmente, hoje, serão dez vezes mais participantes no ato contra a liberdade de imprensa, montado pela turma do "controle social da mídia", o novo nome para a censura que querem implantar, gritada aos quatro ventos por José Dirceu, o porta-voz da Dilma. Os jornalistas devem olhar bem para aquelas pessoas. Se tudo der certo como eles planejam, serão os que estarão mandando nas suas redações, em muito pouco tempo, na qualidade de interventores, exatamente como Hugo Chávez fez e está fazendo na Venezuela.
Vão protestar contra a mídia golpista? Aproveitem e protestem contra a PF.
Os golpistas contra a democracia vão fazer um protesto, hoje, contra a liberdade de imprensa. Enquanto isso, a Folha de São Paulo noticia, conforme abaixo, o indiciamento dos criminosos a soldo que violaram o sigilo fiscal de tucanos para compor o Dossiê da Dilma contra o Serra. Os golpistas contra a dcemocracia vão protestar contra a PF que, finalmente, começa a investigar o crime?
A Polícia Federal indiciou ontem mais dois investigados no inquérito que busca chegar aos responsáveis por centenas de violações de sigilos fiscais, entre elas, de políticos tucanos e de Veronica Serra. Pela manhã, houve uma acareação entre o despachante Antonio Carlos Atel- la Ferreira e o office-boy Ademir Cabral, que foram indiciados pelos crimes de violação de sigilo fiscal e uso de documento falso. Um joga a responsabilidade para o outro no uso de uma procuração falsa para conseguir os dados fiscais da filha e do genro de Serra, Alexandre Bourgeois, em Santo André (SP). Na acareação, Cabral admitiu ter pedido um lote de cópias de declarações de renda em Mauá, mas não revelou quem seriam os donos das demandas. Disse fazer serviços para o advogado Marcel Schinzari.
ADVOGADO
Em outra sala, Schinzari aguardava para ser ouvido. À saída, foi econômico: "Não sei como meu nome foi parar nessa história". Também foram ouvidos Nivaldo e Sandro Tonus, respectivamente, sócio e funcionário da Andradas Contábil. Eles depuseram devido à troca de e-mails com o analista Julio Bertoldo, que assumiu ter se comunicado com Sandro. "A situação deles não tem nada a ver com esse caso que está aí na imprensa. O contato de Júlio é normal entre contribuinte e Receita", disse o advogado Rodrigo Campelingo. "Não foi apurada nenhuma ilicitude. Todas as solicitações feitas à Receita foram de maneira formal", acrescentou o advogado.
ADVOGADO
Em outra sala, Schinzari aguardava para ser ouvido. À saída, foi econômico: "Não sei como meu nome foi parar nessa história". Também foram ouvidos Nivaldo e Sandro Tonus, respectivamente, sócio e funcionário da Andradas Contábil. Eles depuseram devido à troca de e-mails com o analista Julio Bertoldo, que assumiu ter se comunicado com Sandro. "A situação deles não tem nada a ver com esse caso que está aí na imprensa. O contato de Júlio é normal entre contribuinte e Receita", disse o advogado Rodrigo Campelingo. "Não foi apurada nenhuma ilicitude. Todas as solicitações feitas à Receita foram de maneira formal", acrescentou o advogado.
Pegou mal.
"Meu voto para governador não será o voto do político que já exerceu vários mandatos no País. Será o voto do irmão... Meus companheiros do PSDB haverão de entender a minha posição, porque não é um voto do político, é um voto do irmão".
Declaração do senador Álvaro Dias(PSDB), dada ontem, no mesmo dia em que Lula e Dilma faziam um grande comício no Paraná, para tentar tirar a vantagem que Beto Richa(PSDB) tem sobre Osmar Dias(PDT).O problema não é o voto. O problema é a declaração. Parece fazer parte de um esforço articulado para tentar eleger Osmar Dias. Parece que o senador Álvaro Dias, crítico contundente do governo Lula, estava fazendo uma tabelinha com ele, para derrotar um adversário interno, do seu próprio partido. Se o voto do senador Álvaro é voto de irmão, que o deixasse dentro do seio da família. Não precisava dar uma coletiva para informar isso. Uma pena. Pegou muito mal.
Tem petista na Conmebol?
Roubaram uma vaga do Brasil na Taça Libertadores da América. Eram quatro e viraram três. Tem petista mandando na Conmebol?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Datafolha dá início a correção das pesquisas.
Faltando menos de duas semanas para as eleições, o Datafolha começa a corrigir as suas pesquisas, assim como fará o Ibope, porque o Tracking do Ninho garante segundo turno. Há dias. Não é mais tendência, nem evidência, nem dependência. É ciência. Estatística! Tchau, Dilmaboy! Chora, "rataiada"!
O Brasil não é do PT. O Brasil é dos brasileiros.
Assista e faça a sua parte. Envie este link para toda a sua lista. Toda, entendeu? Ou não reclame mais.Use o link (envelopinho) abaixo deste post! Tem gente que ainda acha que atacar o Lula, com 80% de aprovação, adianta alguma coisa. Ô, pessoal, vamos ganhar a eleição primeiro e depois a gente dá um jeito no Lula?
Terrorismo no metrô.
Qualquer ameaça de ação terrorista, em New York, sempre envolve as grandes estações de metrô: Times Square, Washington Square, Grand Central...Terroristas de qualquer organização tem um predilação especial por metrô, para gerar pânico e para vitimar o maior número de pessoas. A sofisticada organização criminosa que atua em São Paulo não é diferente da Al Qaeda. Não usa a crescente, usa a estrela. Ontem o Metrô de São Paulo pode ter sido alvo de um atentado terrorista. José Serra tem toda a razão em registrar a sua preocupação. Eles matam prefeitos, soltam aloprados e ontem o candidato deles já estava faturando em cima do fato no twitter. Olho neles. Eles são capazes de tudo.
Os tentáculos da Dilma da Dilma estão em todo o lugar.
Da Folha Poder:
A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que deixou o cargo após denúncias de tráfico de influência, empregou no ministério uma das filhas do presidente dos Correios, David José de Matos. Nomeada assessora do gabinete da Casa Civil em 25 de junho, Paula foi exonerada ontem, "a pedido", conforme portaria publicada no "Diário Oficial". "Pedi que se afastasse", afirmou David Matos, que foi indicado por Erenice para presidir os Correios um mês depois que a filha dele foi trabalhar com a então ministra. Paula contou à Folha que foi Erenice quem a chamou para trabalhar na Casa Civil. "Erenice sempre foi amiga do meu pai, conheço ela desde que era criança. Ela me perguntou se eu tinha interesse em trabalhar na Casa Civil por um período curto", disse, contando ainda que o convite foi feito pela ex-ministra numa academia de ginástica. Segundo o relato de Paula, Erenice disse que o ministério estava "esvaziado por causa da eleição" e que precisava de gente para a coordenação dos trabalhos de assistência às vítimas das enchentes que destruíram Alagoas e Pernambuco em junho deste ano. Como funcionária da Casa Civil, Paula contou que tinha a função de consolidar as informações encaminhadas pelos Estados e por outros ministérios. "O combinado era eu ficar até outubro, estou terminando o mestrado e achei que a experiência poderia ser interessante. Mas como meu pai é uma pessoa pública, vi que poderia criar alguma confusão e decidi sair", relatou a filha do presidente dos Correios.
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Ajudar nas enchentes de Alagoas e Pernambuco? Ou será que foi para ajudar na enxurrada de lama podre que escorre dentro da Casa Civil? Mais uma ligação com os Correios? Até quando a gente vai mandar um SEDEX e pagar uma tarifa por fora pros corruptos do PT?
De volta à base.
Primeiro, aos comentários. Depois, atualizações. Algo de novo de podre no país dos petralhas?
Ontem, recorde 23.802 visitas e hoje vamos para a estrada.
Ontem o Blog cruzou os 23.000 acessos em um único dia. Hoje o blogueiro cruza o estado de Santa Catarina, em missão de alta relevância. O Coturno Noturno está atualizado e os comentários serão atualizados de acordo com o sinal do celular. Nestas ocasiões, quem atualiza o Blog são os comentaristas, postando as últimas notícias. Façam isso. Transformem o comentário em notícia. Sejam blogueiros por um dia. É assim que começa. Apenas evitem aquela notícia que já deletei mais de 200 vezes, sobre um processo que Dilma estaria sofrendo. Ela já tem problemas demais, a pobrezinha, como diria o Dr.Evil, velho comentarista dos tempos do Noblat. Não é preciso inventar mais nada contra a Coisa. Até mais tarde. E obrigado pela presença!
Quarenta anos depois, Franklin Martins sequestra a TV Brasil.
O velho terrorista que ameaçava reféns de morte, Franklin Martins, é o cérebro que está por trás da ofensiva contra a liberdade de imprensa no Brasil. Vocês sabiam que Franklin e José Dirceu foram companheiros de cela nos seus tempos de terrorismo? E que depois foram os primeiros a fugir do Brasil para Cuba, quando sequestraram o embaixador americano? Pois Franklin Martins, quarenta anos depois de sequestrar avião, agora sequestra uma emissora de televisão. Completamente afinado, de novo, com José Dirceu. Leiam o que a Folha publica hoje, sobre o pânico que funcionários da TV Brasil vivem de ser demitidos, se não filmarem a Dilma para o João Santana usar na campanha. Crime eleitoral ao vivo e a cores!
Um cinegrafista da TV oficial do governo, a NBR, ficou com a câmera ligada e enquadrando a candidata Dilma Rousseff (PT) durante todo seu discurso em comício realizado sexta-feira à noite, em Juiz de Fora (MG). A Folha fez duas sequências de fotos que mostram o cinegrafista com a câmera ligada e apontada, primeiro para Dilma, depois para Lula, quando eles discursavam. Ontem, o funcionário, identificado como Ronaldo, negou que tenha gravado os dois discursos. Disse que a câmera estava no tripé por ele estar com "um problema de inflamação no dedão". O cinegrafista afirmou que estava no evento porque, sempre que viaja com Lula, a ordem é segui-lo, mas não explicou por que seguiu Dilma enquanto ela discursava. Em reportagem publicada anteontem, a Folha mostrou que a estatal orientou seus cinegrafistas a gravar a participação de Lula nos comícios de Dilma -os que se recusaram a captar as imagens foram punidos pela estatal. A Folha pediu por e-mail e por documento protocolado na sede da NBR acesso às imagens gravadas na sexta. No fim da tarde de ontem, a assessora Adriana Motta pediu que as imagens fossem solicitadas diretamente ao diretor de Serviços da NBR. O pedido foi encaminhado, mas não houve resposta até a conclusão desta edição.
Hoje o Estadão noticia que a empresa do filho do Franklin, assim como o filho de Erenice Guerra, trabalha em uma empresa contratada pelo Papai Franklin por R$ 6 milhões. Isto já está rendendo uma minissérie, cujo título poderia ser " Os Filhos da Corrupção". Clique na segunda imagem abaixo para ampliar e ler a manchete de capa do Estadão.
Hoje o Estadão noticia que a empresa do filho do Franklin, assim como o filho de Erenice Guerra, trabalha em uma empresa contratada pelo Papai Franklin por R$ 6 milhões. Isto já está rendendo uma minissérie, cujo título poderia ser " Os Filhos da Corrupção". Clique na segunda imagem abaixo para ampliar e ler a manchete de capa do Estadão.
Os mesmos "éticos" do "banco de dados" da Dilma.
Da Folha de São Paulo, mostrando como funciona a "ética" da Dilma e do Lula, na Casa Covil do Palácio do Planalto:
Dois dos três integrantes da comissão criada para apurar denúncias de tráfico de influência na Casa Civil participaram da sindicância que investigou o dossiê com gastos exóticos do governo do tucano Fernando Henrique. Segundo portaria publicada ontem no "Diário Oficial da União", estão no grupo Waldir João Ferreira da Silva Junior, que presidiu a sindicância, e Carlos de Oliveira. Ambos assinaram, em 2008, relatório que apontou quem teria vazado o dossiê, deixando de indicar quem mandou confeccioná-lo.Conforme a Folha revelou, foi a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, como braço direito da agora candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT), quem mandou montar o dossiê que reuniu dados sigilosos de gastos do casal FHC e Ruth Cardoso. De acordo com Dilma e Erenice, era um "banco de dados". Segundo a Casa Civil, "a comissão identificou o servidor envolvido no ato do vazamento, indicou a abertura de processo administrativo disciplinar e encaminhou o processo ao TCU, órgão de origem do servidor. São resultados que demonstram o sucesso do trabalho." Inquérito da PF, ainda em tramitação, apura não apenas quem vazou, mas também quem mandou confeccionar o documento. Ontem, Erenice entregou carta de renúncia de suas funções como conselheira de administração do BNDES, da Eletrobras e da Chesf. Ela recebia R$ 5,1 mil a cada três meses para fazer parte do conselho do BNDES e R$ 3,8 mil para participar de reuniões mensais da Eletrobras e da Chesf. Mesmo se a ex-ministra não tivesse tido a iniciativa de renunciar, já havia no governo a decisão de exonerá-la dos cargos nos conselhos. O caso é oposto ao do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, que saiu da pasta em 2007 e se manteve no conselho da Petrobras, devido ao bom relacionamento com Dilma. No caso de Erenice, a avaliação no Planalto é que sua manutenção recebendo dinheiro de estatais após acusações de esquema de tráfico de influência com a participação do filho poderia contaminar a campanha de Dilma.
Desabafo.
Do Diego Escosteguy, repórter da Veja, responsável pelas denúncias das falcatruas na Casa Civil, no twitter, falando sobre a marcha que os pelegos das centrais sindicais e as ratazanas da esgotosfera estão organizando contra a liberdade de imprensa:
No final das contas, todo mundo que está contra a imprensa recebe dinheiro do governo. Deve ser coincidência.
E patrocino também indiretamente, pois as entidades que participarão vivem de dinheiro público.
Enquanto isso tudo acontecia, eu estava na PF, colaborando com a investigação do... do que mesmo? Da mentira? Do golpe? Me perdi.
Enquanto isso tudo acontecia, eu estava na PF, colaborando com a investigação do... do que mesmo? Da mentira? Do golpe? Me perdi.
Ou seja, eu patrocino diretamente, por meio da contribuição sindical, um ato para esculhambar a mim e aos meus colegas.
Quanto a mim, optei há tempos em não ser escravo moral desse cesarismo messiânico. Não preciso de mais um pai.
Devo fidelidade à minha consciência - e só a ela. O jornalismo é consequência disso.
Bem, eu prefiro estar na companhia dos meus colegas de imprensa golpista do que ao lado de José Sarney, Erenice Guerra, Fernando Collor...
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Um basta ao autoritarismo.
Personalidades de diferentes setores lançam nesta quarta-feira, 22, durante ato público em São Paulo, manifesto em defesa da democracia, da liberdade de imprensa e de expressão, do regime democrático e dos direitos individuais. A meta, segundo eles, é "brecar a marcha para o autoritarismo". O movimento é apartidário e divulga o Manifesto em Defesa da Democracia às 12h na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Entre os que já assinaram o documento estão o jurista Hélio Bicudo, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Velloso, os cientistas políticos Leôncio Martins Rodrigues e José Arthur Gianotti, intelectuais como Ferreira Gullar e Marco Antonio Villa e os atores Carlos Vereza e Mauro Mendonça. Leia abaixo o texto do manifesto:
"SE LIGA BRASIL"
"MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.
"Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.
"Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.
"É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.
"É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.
"É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.
"É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.
"É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.
"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.
"É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.
"É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.
"Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.
"Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
"Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."
manifestoemdefesadademocracia@gmail.com
(Para curtir as tiras do Elder Galvão, como esta que ilustra o post, clique aqui)
A anta diz que tem 3 prioridades para o Nordeste. Aí pega o papelzinho "pá lê".
Assista a mais uma inesquecível entrevista desta verdadeira anta chamada Dilma Rousseff, que não consegue nominar três prioridades sem ler no papelzinho que a produção lhe entrega.
Dilma tenta extirpar Erenice da sua vida.
Da Folha Poder:
A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, atribuiu nesta terça-feira a nomeação de Erenice Guerra como ministra da Casa Civil a um "critério" estabelecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma deixou o cargo de ministra da Casa Civil em março para disputar as eleições. Ela foi sucedida pela secretária-executiva Erenice Guerra, que pediu demissão na semana passada após suspeitas de participação de familiares em esquemas de lobby no ministério. "Naquele momento de mudança de ministros por conta de que alguns ministros iriam concorrer à eleição, o presidente Lula definiu um critério: que a sucessão seria pelos secretários-executivos. Isso foi generalizado no Planalto", disse, em Salvador (BA).
Eu sou você amanhã.
A Imprensa ainda tem uma última chance para defender a liberdade e a democracia. É a última. Depois...
(montagem de várias charges)
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