sábado, 27 de novembro de 2010
Brossard: "o que Lula fez nas eleições é inqualificável".
Assista aqui a entrevista de Augusto Nunes com Paulo Brossard, ex-senador e ex-ministro do STF.
O estelionato da fome zero.
Na tentativa de minimizar um dado grave, gravíssimo, vergonhoso, criminoso, que só aparece depois das eleições, um petralha do Ministério do do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, tenta justificar dizendo que o Brasil ter quase 12 milhões de brasileiros famintos, em insegurança alimentar,é um problema que aparece até mesmo nos Estados Unidos, mas que estamos muito melhor do que o México. A pergunta é: e nós com isso? O Lula e a Dilma não passaram toda a campanha eleitoral dizendo que tiraram 30 milhões da miséria? Como é que agora são apenas 3,7 milhões que deixaram de passar fome nos últimos 5 anos? Leiam com atenção a matéria do Estadão. É só clicar na imagem para ampliar.
O quarto "porquinho" é convidado oficialmente por Dilma.
Conforme antecipado ontem por este Blog, Marco Aurélio Garcia, o quarto "porquinho" da Dilma, o "porquinho" que melhor transita nas pocilgas de Fidel, Chávez e Ahmadinejad, foi convidado a permanecer no governo. Leiam, abaixo, a notícia da Folha de São Paulo:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, convidou o assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia, a permanecer no Planalto. Os dois conversaram na última semana e devem voltar a se falar na segunda-feira. O assessor era cotado por diplomatas sul-americanos para assumir a Secretaria-Geral da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), mas desistiu a pedido de Dilma. Representantes de Uruguai, Venezuela e Argentina articulavam a permanência de Garcia no cargo em substituição ao ex-presidente argentino Nestor Kirchner, morto no mês passado. Os presidentes do bloco se reuniram ontem em Georgetown, na Guiana. Sondado para o cargo na Unasul, Garcia consultou Dilma, que pediu para que permanecesse no governo.
Clique sobre a imagem, amplie e leia também a matéria do Estadão:
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Levantando a bola da ex.
Do Painel da Folha de São Paulo:
Qual é? O PC do B, que se reúne neste fim de semana em São Paulo, está para lá de incomodado com os esforços da equipe de transição para fazer de Manuela D'Ávila a ministra do partido, trocando Orlando Silva pela deputada no comando do Esporte.
Pássaro na mão Parte expressiva do PC do B trabalha pela manutenção de Orlando. Há o temor de que, se Manuela for a escolhida, o Planalto crie algum cargo para cuidar especificamente da Copa de 2014, esvaziando as atribuições da pasta.
Pássaro na mão Parte expressiva do PC do B trabalha pela manutenção de Orlando. Há o temor de que, se Manuela for a escolhida, o Planalto crie algum cargo para cuidar especificamente da Copa de 2014, esvaziando as atribuições da pasta.
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Comentário: O "povo" não esquece que um dos "porquinhos" da Dilma, José Eduardo Cardozo, virtual ministro da Justiça, ainda nutre uma paixão recolhida pela bela Manuela. Na foto, o casal, agora separado, chega para uma festa no melhor estilo Caras. Cá entre nós, era muito para o bolinha do "Porquinho" Cardozo.
Até que enfim um tucano falando coisa com coisa. E é mineiro.
Ao que parece, o PSDB mineiro tem gente mais qualificada do que o deputado federal Nárcio Rodrigues, aquele que acha que o Brasil tem que "engolir" o Aécio Neves. Como se o Brasil, em três eleições presidenciais, já não tivesse "engolido" as traições de Aécio, sem "vomitá-lo", como uma boa parte está fazendo agora. Marcus Pestana, deputado federal mineiro, salvo por dois ou três equívocos, escreveu este bom artigo para O Globo. Clique na imagem para ampliar e ler.
Onde está a Força Nacional de Segurança ?
Editorial da Folha de São Paulo:
Os complexos de favelas da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, são apontados por especialistas e autoridades como as principais cidadelas do narcotráfico na cidade. Ocupá-las de maneira permanente, restituindo à sociedade o território controlado pelas quadrilhas de narcotraficantes, é uma etapa crucial -e provavelmente a mais desafiadora- da atual política de segurança do governo fluminense. Ao que tudo indica, a recente onda de vandalismo, com arrastões, assaltos e automóveis incendiados em diversos pontos da cidade, precipitou uma batalha que, em condições normais, as autoridades teriam preferido deixar para uma etapa posterior.
O sucesso inicial da implantação de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) em áreas antes tomadas por grupos armados determina, também, as condições da atual operação de cerco a marginais naquelas comunidades. Não é mais aceitável a antiga prática policial de invadir bairros pobres, matar criminosos e inocentes e bater em retirada. Uma fração do complexo da Penha, a Vila Cruzeiro, foi ocupada nesta semana. É preciso que a representação do Estado, por meio de forças policiais e serviços, uma vez expulsos os bandidos, lá se estruturem e permaneçam -sob pena de perder-se o apoio angariado com a operação.Faltam, no entanto, homens e equipamentos em quantidade suficiente para conciliar a expansão da polícia comunitária em favelas com novas incursões de perseguição a traficantes.
É o que tornou indispensável o apoio das Forças Armadas, requisitado pelo governo do Rio. Além de blindados cedidos pela Marinha, cerca de 800 soldados do Exército foram ontem deslocados para as imediações do complexo do Alemão. Sua tarefa é controlar os acessos às favelas e restringir a movimentação dos traficantes. Atuações desse tipo estão previstas na legislação brasileira. O recurso às Forças Armadas no combate ao crime dentro do país pode ser feito "em atribuições subsidiárias" e em intervenções "episódicas", por tempo limitado.O apelo emergencial ao Exército nesta semana no Rio de Janeiro é mais do que compreensível. Mas há fortes motivos para evitar que as Forças Armadas se envolvam em operações típicas de polícia no combate ao tráfico.
São graves os riscos provocados pelo contato diuturno com o crime organizado. Não se pode excluir a possibilidade de que as quadrilhas, que lograram corromper parte da polícia, exerçam efeito semelhante sobre a hierarquia militar. As consequências de uma eventual contaminação desse tipo podem ser desastrosas. Diante de tal ameaça, é urgente transformar a Força Nacional de Segurança Pública em corpo permanente. Essa espécie de PM federativa é integrada sobretudo por policiais cedidos por governos estaduais, mobilizados em emergências. Apesar de já contar com um contingente fixo, ainda falta muito para transformá-la em uma tropa de elite atuante. É preciso fazê-lo. Seria o recurso apropriado para apoiar a atual estratégia de segurança no Rio -e intervir em situações análogas, sempre que necessário, em território nacional.
Clique na imagem abaixo para ampliar e ler reportagem em O Globo:
Clique na imagem abaixo para ampliar e ler reportagem em O Globo:
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Melancias!
E aí, melancias? Vocês não ficam com vergonha do coturno marrom com a sola gasta usado por um soldado, em ação no Rio de Janeiro? Dos equipamentos que eles estão usando para enfrentar traficantes armados até os dentes? Do treinamento que é dado a eles? Vocês são homens ou vermes, melancias? Um dia, o Brasil teve generais. Hoje, só tem melancias. Verdes por fora e vermelhos por dentro. Com licença, vou vomitar. Gostaria que fosse na cara de cada um de vocês do "Estado Maior". Maior?
Era só estelionato eleitoral.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou nesta sexta-feira (26) que adiou para 29 de abril o leilão do trem de alta velocidade (TAV), que ligará São Paulo a Campinas e Rio de Janeiro. A data inicialmente prevista para o leilão era o próximo dia 16 de dezembro. O diretor-geral da ANTT, Bernardo Figueiredo, afirmou em entrevista coletiva que o adiamento tem por objetivo aumentar a concorrência do leilão. Segundo ele, quatro grupos empresariais teriam manifestado a determinação de participar do leilão se houvesse o adiamento. Além deles, um grupo coreano teria garantido a presença mesmo que a disputa ocorresse em dezembro, como estava previsto.Leia mais aqui.
A "porquinha" favorita em nossa enquete quer "reintegração de posse".
Do Estadão:
Cotada para assumir um ministério no governo Dilma Rousseff, a senadora em fim de mandato Ideli Salvatti (PT-SC) defendeu a recondução de quadros do PT em pastas hoje ocupadas por partidos aliados. "O PT está promovendo o que alguns chamam de reintegração de pose de alguns ministérios", disse a senadora, que participou de reunião da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), o antigo Campo Majoritário do partido, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Entre as pastas que podem ser retomadas, Ideli destacou Cidades, Saúde e Cultura. No final da semana, durante encontro do diretório nacional do PT, o nome da senadora foi citado para assumir o ministério da Cultura. Hoje, Ideli usou como exemplo o Ministério das Cidades, atualmente nas mãos do PP. Ela colocou como "lógico" que o partido não conduza mais uma área de infraestrutura, uma vez que teve tímida participação na campanha de Dilma no segundo turno. Leia mais aqui.
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Ideli Salvatti, com 83%, é a "porquinha" favorita deste Blog para receber um ministério. A notícia acima mostra porque ela está tão bem cotada. Ela é a cara e o focinho do PT. Nas eleições de Santa Catarina, onde foi derrotada fragorosamente, ficando em distante terceiro lugar, ela tinha uma "aliança branca" com o PP. Não se atacaram uma única vez. E estavam selados e assinados para estarem juntos no segundo turno. Agora que a eleição passou, Ideli Salvatti quer o couro do PP. O couro, porque pelo o PP de Santa Catarina não tem mesmo.
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Ideli Salvatti, com 83%, é a "porquinha" favorita deste Blog para receber um ministério. A notícia acima mostra porque ela está tão bem cotada. Ela é a cara e o focinho do PT. Nas eleições de Santa Catarina, onde foi derrotada fragorosamente, ficando em distante terceiro lugar, ela tinha uma "aliança branca" com o PP. Não se atacaram uma única vez. E estavam selados e assinados para estarem juntos no segundo turno. Agora que a eleição passou, Ideli Salvatti quer o couro do PP. O couro, porque pelo o PP de Santa Catarina não tem mesmo.
Faca no peito.
Do Estadão:
Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Henrique Eduardo Alves admitiu que será do PT a decisão de indicar o candidato a presidente da Casa no primeiro ou segundo biênio. "Como o PT fez a maior bancada, a prerrogativa de indicar o presidente para o primeiro ou segundo biênio será do PT. Mas o PMDB só aceitará se o PT assinar um documento como fizemos nessa legislatura", disse o deputado federal peemedebista, que é candidato a presidente da Casa. Embora confirme que a decisão será do PT, Henrique Eduardo disse que o acordo só prosperará caso o PT assine o documento assegurando que o biênio seguinte será indicação do PMDB. "O documento já foi entregue a José Eduardo Dutra, falta o PT assinar", destacou o líder peemedebista. Leia mais aqui.
O Coturno Noturno segue brilhando de limpinho.
O nome Coturno Noturno foi escolhido porque este blog nasceu para ser feito apenas à noite, tendo em vista que o blogueiro cumpre atividades profissionais durante o dia. Além da boa solução, também pela rima. No entanto, o nome do blog sempre serviu para que os petralhas tivessem fantasias com militares marchando na calada da noite, em busca de inocentes e poéticos guerrilheiros, comandados por um "coronel torturador". Ontem o Brasil ficou conhecendo um blog anônimo, do outro lado da blogosfera, mais conhecida como esgotosfera. O nome dele é Cloaca. O Lula, maravilhado, ao final do encontro com os blogueiros sujos, saboreava o nome abraçando o dono e dizendo: "Vem cá, ô Cloaquinha!" Os petralhas, que sempre foram tão literais com o Coturno Noturno, devem imaginar coisas inenarráveis quando se referem a um blog chamado Cloaca... Por último, um petralha deletado dizia, ontem, aqui na área de comentários: "o Cloaca teve um milhão de acessos em outubro, não é um bloguinho como o seu, coronel de pijamas!" O Coturno Noturno teve 1,3 milhão de visitas no mesmo período. E continua sem chulé, engraxado e brilhando de limpinho.
Dilma tem nova agenda pessoal em SP. Imprensa de plantão no Sírio-Libanês.
Da Folha Poder:
A presidente eleita, Dilma Rousseff, viaja nesta sexta-feira para cumprir agenda pessoal em São Paulo. Dilma deixou a Granja do Torto, residência de campo da Presidência cedida para o governo de transição até a posse, pela entrada lateral na tentativa de despistar a imprensa. Essa é a segunda vez que Dilma viaja a São Paulo com compromissos privados. Na semana passada, ela realizou exames de rotina nos hospital Sírio-Libanês. Segundo boletim médico, os "resultados dos exames mostraram-se satisfatórios". Desde que retornou da viagem a Seul para a reunião do G20 no início do mês, Dilma não concedeu entrevistas.
Lula peita Dilma e "ezeje" que Haddad continue na Educação.
Está confirmado. O arrogante, petulante e pedante ministro do Enem, Fernando Haddad, vai continuar no Ministério da Educação, na cota do Lula. O quase ex-presidente não pede, manda. Avisou a Dilma que não quer dar o barço a torcer às críticas, quer peitar a opinião pública e manter o caótico ministro na pasta. Nos últimos dias, Lula tem andado com Haddad debaixo do braço por aí. Na próxima segunda-feira, vai apresentar um balanço da gestão na Educação, em evento de final de governo, dando todos os créditos daquele blá-blá-blá das escolas proibidas, do torneiro mecânico que fez mais autoridades, ao atual ministro.
Dilma vai criar um Ministério do B.
Uma das principais por medidas que está sendo tomada por Dilma Rousseff para manter o seu autoritarismo é criar um grupo de assessores especiais, especialistas em diversas áreas, ligados exclusivamente a ela. Com isso, terá investigação e informação para promover aquelas humilhações públicas de ministros e presidentes de estatais, pelas quais ficou famosa, durante as reuniões palacianas. Este grupo de assessores funcionaria como uma espécie de Ministério do B e, também, serviria para acomodar velhos camaradas e companheiros daqueles velhos e bombásticos tempos.
O quarto "porquinho".
Da Folha de São Paulo:
Dilma Rousseff recusou convite para se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, antes da posse, na Casa Branca. Segundo o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ela tem problemas na agenda por causa de compromissos do governo de transição.
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Como os Estados Unidos da América tem uma diplomacia, jamais desmentirão esta mentira grosseira plantada pelo quarto "porquinho", emissário brasileiro junto às FARC e a todas os regimes ditatoriais do mundo. O fato de que a presidente aceite este tipo de declaração é a prova de que nada vai mudar nesta área: o Brasil vai continuar pregando um antiamericanismo retrógrado, mandando caminhões de dinheiro para Cuba e apoiando apedrejamento de mulheres no Irã. Sai Ratito Amorim, mas continua Porquito Garcia que, não esqueçamos, foi o redator do plano de governo de Dilma, aquele que ela rubricou mas não assinou.
Clique na imagem para ampliar e ler editorial de O Globo.
Salvatore Cacciola é solto. Sílvio Santos não é preso.
Notícia de dois dias atrás, no Jornal Nacional:
Notícia de hoje, em O Globo:
Notícia de hoje, em O Globo:
Clique na imagem para ampliar e ler matéria em O Globo, onde o presidente do Banco Central informa que um país inteiro está pagando juros mais altos porque o Sílvio Santos recebeu do Lula mais de R$ 3,2 bilhões para salvar o seu banco quebrado. Pelo menos tiveram a sensatez de colocar o "anjinho" Salvatore Cacciola em liberdade, já que não tiveram a coragem de meter o Sílvio Santos atrás das grades.
Folha de São Paulo defende o seu outro business: o Datafolha.
Hoje, a Folha de São Paulo publica um editorial contestando as legislações que estão surgindo para regulamentar as pesquisas eleitorais. Deveria, antes disso, apontar soluções e não apenas defender um negócio onde tem interesses. Este Blog propôs, ontem, medidas muito simples: que as amostras sejam sorteadas pelo TSE, no momento do registro das pesquisas, indicando, aí sim, de forma aleatória, os municípios, cidades, bairros e ruas a serem pesquisadas; que uma auditoria independente faça a checagem dos 20% de questionários aplicados e que, depois, audite todos os questionários. O fato é que as pesquisas erraram feio no primeiro turno das eleições de 2010. Caberia aos institutos, como o Datafolha, apresentarem mudanças e aprimoramentos.Na falta disso, tem mais é que levar lei burra pela cabeça.
Este é o editorial:
Coerente com o espírito de tutela sobre o eleitor que caracteriza boa parte das normas eleitorais no Brasil, o senador Papaléo Paes propõe legislação com o intuito de controlar a atividade dos institutos de pesquisa e a divulgação de seus levantamentos nos dias que antecedem os pleitos. Projeto de lei emendado pelo tucano do Amapá, aprovado nesta semana em comissão do Senado, quer tornar obrigatório que levantamentos realizados a partir do trigésimo dia anterior à eleição se baseiem em entrevistas de pelo menos 0,01% dos eleitores -cerca de 13 mil na eleição presidencial, mais do que o dobro do número de pessoas hoje ouvidas.
Impor um universo mais amplo não garante mais precisão. Processos amostrais adequados são capazes de retratar o conjunto das intenções de voto dentro da escala atual de entrevistas. Quando inadequada, a aplicação a um número maior de eleitores apenas amplificará possíveis erros. Não compete à lei definir a metodologia das pesquisas. Basta, como já ocorre, exigir sua divulgação. Os eleitores têm direito à mais ampla gama de levantamentos possível -e aqueles que se revelarem imprecisos pagarão o preço com sua própria credibilidade. Só não confia nessa lógica quem considera que o eleitorado é incapaz de distinguir seus próprios interesses, exigindo cuidados e proteções paternalistas.
Os resultados práticos da medida seriam encarecer as pesquisas de opinião e limitar sua frequência, com claro prejuízo para o eleitor. Enquanto isso, os partidos continuariam a ter seus levantamentos próprios, mantidos ocultos dos cidadãos. É algo inaceitável, como toda tentativa de cercear a liberdade de informação. Para que não reste dúvida sobre os motivos que animam a proposta do senador, basta mencionar que, por ela, seria compulsório submeter os detalhes técnicos das pesquisas -"seu plano amostral"- à aprovação prévia de "pelo menos dois terços dos candidatos em disputa". Não satisfeito em debilitar os eleitores, o projeto busca ampliar a influência dos políticos. Trata-se de clara inversão dos valores democráticos. Cabe ao Congresso impedir que esse despautério se transforme em lei.
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Mais uma lei vem aí...O Folha de São Paulo deveria agradecer ao Marcos Coimbra que, na certa, vai estar muito bem nos próximos quatro anos, atendendo Anastasia e Dilma. E ao Ibope que não processou o Ciro Gomes, quando este disse em rede nacional de TV que aquele instituto vendia até a mãe. Além de sempre ter dado total destaque as pesquisas Sensus, aquelas que repetiam as mesmas cidades, os mesmos bairros, as mesmas ruas...
A deputada federal Íris de Araújo (PMDB-GO) quer proibir a divulgação de pesquisas de intenção de votos 45 dias antes das eleições. O projeto será apresentado na Câmara na próxima semana. Segundo a deputada, a ideia é liberar a realização de pesquisas durante o período apenas para consumo interno. Íris nega que a intenção seja criar algum tipo de censura. "Pelo contrário, apenas pretendo garantir a lisura dos pleitos", afirmou. "Não podemos deixar que um eleitor se decida por pesquisas tabajaras", completou. Projeto que segue na mesma linha de proibir pesquisas foi aprovado anteontem em comissão do Senado. O texto diz, entre outros pontos, que pesquisas realizadas 30 dias antes do pleito têm que ouvir pelo menos 0,01% do eleitorado nacional.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
O STF acaba de legalizar a quebra de sigilo fiscal sem ordem judicial. Para completar, Palocci é confirmado na Casa Civil.
Este é o Brasil que estamos legando às futuras gerações. Um violador de sigilos é convidado para ser o super ministro de um novo governo, no dia em que ficamos sabendo que o STF decidiu que qualquer petralha pode olhar os seus dados e fazer como fizeram com a Família Serra, nas últimas eleições presidenciais. Lamentável. Revoltante. Nauseabundo. Nojento. Porco como o "porquinho" que volta, agora oficialmente, ao centro do poder.
FHC acha que o PSDB não está falando com os jovens. Muito menos com os velhos.
Do Estadão:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) disse hoje que ainda é cedo para escolher o candidato do PSDB à Presidência da República para as eleições de 2014. Na sua avaliação, o partido precisa encontrar uma forma de dialogar com a sociedade, principalmente com os jovens, antes de escolher um nome.
O tucano evitou entrar na troca de acusações entre o PSDB de Minas Gerais, que defende a candidatura do senador eleito Aécio Neves, e o PSDB de São Paulo, representado pelos ex-candidatos à sucessão presidencial José Serra e Geraldo Alckmin. "Não se pode raciocinar em termos de PSDB-SP e de PSDB-MG. Tem de ser o PSDB do Brasil. Da minha parte, (o candidato) pode ser mineiro, cearense, carioca, paulista. Essa não é a questão."
"É preciso defender uma linguagem, uma conversa com o País. O que o Brasil quer, o que o País precisa é conversar, abrir mais o partido para a sociedade", defendeu o tucano, em entrevista coletiva após participar do 2º Fórum CardMonitor de Inteligência de Mercado, na capital paulista. FHC admitiu que o PSDB tem tido dificuldades para atingir esse objetivo. "Temos de usar mais a internet. Tem muita gente jovem que nem entende o que nós estamos falando e muitos de nós não entendemos o que os jovens estão falando. Esses é que são os problemas. O resto a gente tem de deixar para mais tarde", afirmou
Mentiras(2).
Da Folha Poder:
O promotor Maurício Lopes pediu à Justiça que o deputado eleito Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), o Tiririca, seja condenado a cinco anos de prisão. Essa é a pena máxima para o crime de falsidade ideológica, do qual o humorista é acusado. Ontem, Lopes apresentou suas alegações finais na ação contra Tiririca em curso na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo.Leia mais aqui.
O dia em que o covarde de sempre teve o seu momento Chávez.
O real significado da entrevista concedida por Lula, ontem, à esgotosfera composta pelos blogs que agem a cabresto do PT e do governo, muitos deles recebendo polpudas verbas publicitárias estatais, é que o presidente pode experimentar o seu momento Chávez. Não houve nenhuma pergunta embaraçosa. Não houve uma só contestação às imbecilidades e inverdades ditas pelo quase ex-presidente sobre a imprensa, os adversários, a economia, as relações internacionais. Se todos aqueles blogueiros estivessem ajoelhados diante de Lula e não sentados em volta de uma mesa, a cena teria sido perfeita. Ontem, na entrevista histórica à esgotosfera, Lula teve diante de si a Imprensa que ele sempre sonhou. Submissa, comprada, partidária, sectária, militante, suja, como os próprios participantes do grupo de auto-denominam. O sonho de Lula é que ali estivessem, em vez da Cloaca ou dos Amigos do Presidente Lula, a Veja, o Estadão, a Rede Globo. Contentou-se com os blogs sujos. Na República dos Porquinhos, nada mais adequado.
Contra a censura pregada por Lula, Globo censura o anonimato na internet.
Clique na matéria de O Globo para ampliar e ler. No balão vermelho, à direita, um duro ataque ao anonimato na internet. Ao que parece, os blogs anônimos estão incomodando, ao ponto de serem atacados por um dos maiores jornais do país. Sobre blogs anônimos, há que fazer algumas diferenciações. Se cometerem crimes, que sejam denunciados pois, obviamente, os seus titulares acabarão sendo encontrados ou o provedor os tirará do ar. Agora, se estão cumprindo um papel que os meios de comunicação convencionais não tem coragem ou capacidade para exercer, que sejam respeitados como uma importante fonte de informação. Blog anônimo não é vendido em banca. Blog anônimo não é ligado por controle remoto. Para acessar um blog anônimo, o leitor deve digitar um endereço na internet e, desta forma, não é afetado por ele de forma inadvertida ou subliminar. Se O Globo quiser, por exemplo, obrigar o Coronel a se identificar, que proponha um contrato de trabalho. Saio bem mais barato que o Ricardo Noblat e sou bem mais bonito do que ele.
Não é piada.
Clique na matéria do Estadão e amplie para ler. O novo ministro da Cultura pode ser o Emir Sader, cuja maior plataforma será construir estátuas de Marulanda, Fidel e Guevara pelo Brasil à fora, além de "extirpar" o ex-senador Jorge Bornhausen, que lhe meteu um ano na cadeia, algum tempo atrás. Também pode ser a quase ex-senadora Ideli Salvatti, que enterrou Dilma e Lula em Santa Catarina, ostentando um vergonhoso terceiro lugar nas eleições para o governo do estado.Zé de Abreu, o @zébigorna do twitter, que apareceu como papagaio de guerrilheiro no discurso da vitória de Dilma, ao que parece caiu na desgraça.
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Este Blog entende de PT como ninguém. A senadora Ideli é a "porquinha" preferida dos leitores do Coturno para integrar o governo Dilma, conforme enquete publicada ao lado, vencendo até mesmo a Marta Suplicy.
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Este Blog entende de PT como ninguém. A senadora Ideli é a "porquinha" preferida dos leitores do Coturno para integrar o governo Dilma, conforme enquete publicada ao lado, vencendo até mesmo a Marta Suplicy.
Já faltam "passageiros" para o trem-bala da Dilma. Procuram-se empreiteiras para o leilão. Desesperadamente.
Da Folha de São Paulo:
O presidente da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Bernardo Figueiredo, responsável pela concessão do trem-bala, disse que as empreiteiras nacionais tentam boicotar o leilão, marcado para segunda-feira. Para ele, as pressões por adiamento não são para que outras empresas possam oferecer proposta, mas, sim, para continuar com as tentativas de mudar o modelo de concessão e forçar o governo a aumentar os benefícios aos futuros construtores e operadores do sistema. "Onde se bate mais no projeto? É o custo que vai estourar. A quem interessa que se revejam custos? Empreiteiras. Qual o interesse deles? É que nós assumamos [mais riscos]. Botar contingência, aumentar financiamento, mais capital. Isso não vai acontecer." De acordo com ele, se houver adiamento, será possível para as empreiteiras "falar em repensar, em colocar um orçamento mais confortável [para eles]".
As críticas foram feitas após o anúncio da desistência das empresas francesas, publicado pela Folha. Ontem, a embaixada do país formalizou a desistência com uma carta ao ministro do Transportes do Brasil, Paulo Passos, em que se coloca à disposição para voltar ao projeto caso a data do leilão seja modificada. Os espanhóis enviaram carta pedindo o adiamento. Japoneses e alemães também apontam que dificilmente continuarão no projeto. Bernardo afirmou que os franceses não estavam mesmo interessados e continua acreditando que haverá três consórcios disputando. Mas um deles seria com empreiteiras paulistas que também já não se dizem dispostas a concorrer se o leilão for confirmado para segunda. Bernardo diz que ao menos o consórcio sul-coreano vai se apresentar. "Os coreanos não têm a dependência das construtoras. A engenharia deles está associada", disse o diretor. A desistência dos franceses se deu principalmente pela falta de compromisso de grandes empreiteiras nacionais com o projeto.
Segundo fontes que participam do processo, as empreiteiras querem que o trem-bala seja feito como obra pública e a concessão aconteça depois de pronto. No modelo atual, a concessão é dada para quem construir. Com isso, a margem para fazer a obra estaria pequena para padrões brasileiros. Em nota, Luiz Fernando Santos Reis, presidente do Sinicom (que reúne as empreiteiras), disse que não é do feitio das empresas nacionais fazer boicote. "Não há tentativa de boicote. Elas podem ter estudado o projeto e visto que não é possível devido ao risco ou tipo de obra."
Agora os petralhas podem quebrar o nosso sigilo fiscal a hora que bem entenderem. O STF liberou geral.
Da Folha de São Paulo:
Na sessão de ontem, porém, a maioria de seus colegas entendeu que uma lei de 2001 permite a obtenção das informações sem a intermediação do Judiciário. Apesar de ser uma decisão válida apenas no caso específico e na análise de uma liminar, ela reflete de forma ampla o entendimento do Supremo sobre o tema. No fundo, o STF afirmou que vale a Lei Complementar 105, que permite que autoridades e agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do DF e dos Municípios tenham direito de acessar "documentos, livros e registros de instituições financeiras" de contribuintes que respondam a processo administrativo ou procedimento fiscal.
O Supremo Tribunal Federal decidiu ontem que a Receita Federal pode quebrar o sigilo bancário de contribuintes investigados sem necessidade de autorização judicial, desde que não divulgue as informações obtidas. Por 6 votos a 4, o tribunal derrubou uma liminar concedida por Marco Aurélio Mello, que impedia a quebra direta do sigilo bancário de uma empresa, a GVA Indústria e Comércio, pelo Fisco. O ministro afirmava que deveria ser seguida parte da Constituição sobre a "inviolabilidade do sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas", que permite a quebra somente por decisão da Justiça.
Na sessão de ontem, porém, a maioria de seus colegas entendeu que uma lei de 2001 permite a obtenção das informações sem a intermediação do Judiciário. Apesar de ser uma decisão válida apenas no caso específico e na análise de uma liminar, ela reflete de forma ampla o entendimento do Supremo sobre o tema. No fundo, o STF afirmou que vale a Lei Complementar 105, que permite que autoridades e agentes fiscais tributários da União, dos Estados, do DF e dos Municípios tenham direito de acessar "documentos, livros e registros de instituições financeiras" de contribuintes que respondam a processo administrativo ou procedimento fiscal.
O caso dividiu os ministros e só foi resolvido após dois pedidos de vista. Prevaleceu a opinião de José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Gilmar Mendes e Ellen Gracie. Eles entenderam que não se trata de quebra de sigilo, mas de uma transferência dos bancos ao Fisco.
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De agora em diante, basta o Petralha 1 emitir uma multa totalmente descabida contra você. Como você está sendo objeto de investigação, o Petralha 2 entra na sua vida fiscal e faz uma devassa completa. Não, ele não pode divulgar, mas entrega a informação de um suposto crime para um Petralha 3, que tenha um blog do esgoto e que divulgará a informação por toda a internet. Palmas para o STF, que nos surpreende a cada dia que passa pela sua luta incansável em busca de 56% de aumento para 2011.
O triste canto do cisne do tucano Azeredo.
Se existe uma figura patérica na oposição é o senador mineiro Eduardo Azeredo que, para o bem da democracia e da moralidade na política, está acabando o seu triste mandato. Azeredo, além de ter contra a si a acusação de ter sido o mentor do "mensalão mineiro", ainda relatou o PLS 76/2000, de autoria de Renan Calheiros, que censura a internet no Brasil. Agora, no seu canto do cisne, o mineiro propõe uma legislação exdrúxula para controlar as pesquisas eleitorais. Ninguém nega que os institutos precisam ser policiados e que a maioria deles não vende pesquisa: vende resultados e margem de erros. O Ibope, por exemplo, nunca processou Ciro Gomes, que declarou isto textualmente. A Vox Populi é o instituto do PT nacional e do PSDB mineiro. A Sensus tem como sua vitrina uma pesquisa feita para a CNT, comandada há séculos por outro acusado no "mensalão mineiro", Clésio Andrade, que também preside o PR naquele estado. O Datafolha, tido como o mais sério dos institutos, é a única referência na área no Brasil. As pesquisas, no primeiro turno de 2010, erraram feio e foram avisadas antes, bem antes, que estavam equivocados. Os institutos se acorvadaram ou foram comprados, literalmente, pelo governo Lula para mentir para o eleitorado brasileiro.
O projeto de Eduardo Azeredo (PSDB-MG), aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado,entre outras mudanças, estabelece regras mais duras para a realização de pesquisas eleitorais próximas às eleições. Pelo projeto, as pesquisas realizadas 30 dias antes do pleito têm que ouvir pelo menos 0,01% do eleitorado nacional, o que equivale a cerca de 13 mil eleitores. A maioria das pesquisas ouve, em média, 4.000 brasileiros. A regra também vale para as eleições municipais e pode entrar em vigor em 2012 se o projeto for aprovado até meados do ano que vem. Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a regra de ouvir pelo menos 0,01% do eleitorado "praticamente inviabiliza, do ponto de vista financeiro, a realização de pesquisas".
Querer limitar o tamanho da amostra é uma agressão à estatística. É uma solução burra, idiota e estúpida. Bastariam algumas pequenas medidas para que toda as constantes falcatruas praticadas fossem eliminadas. Uma delas é que o sorteio da amostra de uma pesquisa, aquela que define os municípios, os bairros e as ruas onde será feito o levantamento, seja feito dentro do TSE, garantindo, assim, que a amostra será efetivamente aleatória. Outra é que 20% da amostra seja auditada por uma auditoria independente, não ligada aos institutos, que validaria ou não o levantamento. Por fim, que todos os questionários respondidos também sejam auditados, antes da publicação dos resultados, por esta mesma auditoria independente, que poderia ser uma ONG fiscalizada pelo Ministério Público, OAB, universidades e sociedade civil. O problema das pesquisas não é estatístico. É a manipulação dos números.
Repercute a entrevista do covarde de sempre à esgotosfera chapa branca.
Da Folha de São Paulo:
Na primeira entrevista já concedida a um grupo de blogueiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os entrevistadores se uniram nas críticas à grande imprensa. Dez blogueiros autoclassificados "progressistas" participaram da entrevista, de duas horas, na manhã de ontem no Palácio do Planalto. Um dos blogueiros, Altamiro Borges, é filiado ao PC do B. Outro, conhecido como "Sr. Cloaca" [ele não revela o nome], é assessor de imprensa de político do PT no Rio Grande do Sul, cujo nome também não revelou. O blog Amigos do Presidente Lula, que não estava na lista divulgada pelo Planalto, também participou. O Planalto disse que o blog não entrou na lista por "erro".
Dos 10 sites, 8 têm como linha a defesa do governo Lula e se alinharam, na eleição, à candidatura de Dilma Rousseff, reproduzindo uma série de ataques ao candidato do PSDB, José Serra. Os outros têm uma linha mais neutra. O blogueiro Eduardo Guimarães, fundador do Movimento dos Sem Mídia, que já fez protestos em frente à Folha, citou a sigla "PIG". Coube ao secretário de imprensa do Planalto, Nelson Breve, traduzi-la a Lula: "PIG é o que ele chama de Partido da Imprensa Golpista". Ao lado do ministro Franklin Martins (Comunicação Social), Lula voltou a afirmar que não lê jornais e revistas, mas que, quando sair da Presidência, vai "reler tudo". "Eu quero saber a quantidade de leviandades, de inverdades que foram ditas a meu respeito, quantas coisas que não foram ditas." Ainda sobre a relação com a imprensa, disse que "o jogo não é fácil". "Sobretudo quando você não quer se curvar." Afirmou que órgãos de imprensa se assustaram com sua popularidade "pois trabalharam o tempo inteiro para não acontecer isso".
Para Lula, que prometeu virar "blogueiro e tuiteiro", "não existe maior censura do que a ideia de que a mídia não pode ser criticada". O presidente voltou a defender uma regulação da mídia, mas rechaçou a ideia de censura. Ele quer entregar ao menos um esboço de marco regulatório para o setor. Lula ainda disse que o pior momento vivido em seu governo foi o dia do acidente da TAM, em São Paulo, que deixou 199 mortos. "Nunca vi tanta leviandade", disse, sobre a cobertura da mídia. Afirmou que sentiu "alívio" ao descobrir que não houve falha do governo e que o acidente tinha sido provocado, essencialmente, por erro humano. "Foi uma sensação de alívio por ter descoberto a verdade."
Lula também retomou o episódio da agressão a Serra por militantes ligados ao PT em ato de campanha no Rio. Ele voltou a dizer que o tucano simulou uma agressão grave, e se disse "decepcionado" com a Globo. "Foi uma cena patética, uma desfaçatez. Fiquei decepcionado [com a Globo] porque quiseram inventar uma outra história, um objeto invisível que até agora não mostraram." Serra, que estava ontem em Brasília, respondeu. "Como foi comprovado, foi um outro objeto atirado em mim, inclusive está filmado, e o presidente sabe disso." O tucano continuou: "Lula talvez já tenha começado sua campanha para 2014, dizendo mentiras inclusive".
Lula defendeu a relação com o presidente Mahmoud Ahmadinejad e tentou explicar a posição do iraniano sobre o holocausto. "Ele explicou que o que quis dizer, na verdade, era que morreram 70 milhões de pessoas na Segunda Guerra, e parece que só morreram judeus", disse.Ele afirmou que deixará a indicação do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) para Dilma Rousseff, no caso de o Senado não sabatinar o escolhido até o próximo dia 17, quando o Congresso entra em recesso. Luís Inácio Adams, a advogado-geral da União, e Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça, são os mais cotados.
Lula também retomou o episódio da agressão a Serra por militantes ligados ao PT em ato de campanha no Rio. Ele voltou a dizer que o tucano simulou uma agressão grave, e se disse "decepcionado" com a Globo. "Foi uma cena patética, uma desfaçatez. Fiquei decepcionado [com a Globo] porque quiseram inventar uma outra história, um objeto invisível que até agora não mostraram." Serra, que estava ontem em Brasília, respondeu. "Como foi comprovado, foi um outro objeto atirado em mim, inclusive está filmado, e o presidente sabe disso." O tucano continuou: "Lula talvez já tenha começado sua campanha para 2014, dizendo mentiras inclusive".
Lula defendeu a relação com o presidente Mahmoud Ahmadinejad e tentou explicar a posição do iraniano sobre o holocausto. "Ele explicou que o que quis dizer, na verdade, era que morreram 70 milhões de pessoas na Segunda Guerra, e parece que só morreram judeus", disse.Ele afirmou que deixará a indicação do novo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) para Dilma Rousseff, no caso de o Senado não sabatinar o escolhido até o próximo dia 17, quando o Congresso entra em recesso. Luís Inácio Adams, a advogado-geral da União, e Cesar Asfor Rocha, presidente do Superior Tribunal de Justiça, são os mais cotados.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Serra chama o covarde de sempre de mentiroso.
Da Folha Poder:
Do Estadão:
"Ele continua fazendo campanha, talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República", afirmou. Em duros ataques a Lula, Serra disse que o petista vai deixar uma "herança bastante adversa" para sua sucessora Dilma Rousseff (PT) com problemas na economia do país. "Está deixando um grande nó para o próximo governo, um nó de difícil solução que vai custar muito caro ao país: déficit público maquiado, inflação ascendente, o maior déficit de balanço de pagamentos da nossa história, câmbio supervalorizado com o crescimento descontrolado das importações." O tucano classificou de "megalomaníaco" o projeto de construção do trem-bala do governo federal e se mostrou contrário à recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). "Essa história de que vai repartir CPMF entre governo federal, Estados e municípios é conversa.' Leia mais aqui.
..................................................................................Do Estadão:
De passagem pelo Congresso no final da tarde de hoje, o candidato derrotado à Presidência da República José Serra (PSDB) contestou afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva segundo a qual o tucano teria "explorado" o acidente da TAM, ocorrido no dia 17 de julho no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e que causou a morte das 187 pessoas a bordo. Serra considerou o comentário "muito mal educado e raivoso" e reagiu. "Pelo contrário. Eu era governador e eu fui ao local do acidente me solidarizar com os familiares, porque quem socorreu os acidentados e quem apagou o incêndio e arriscou suas vidas foram os bombeiros de São Paulo e da Polícia Militar (PM)", explicou. Em seguida, devolveu as críticas, acusando o Lula de ter "sumido do mapa" nas primeiras horas, "como faz sempre em momentos desagradáveis".
Rio ou Tijuana?
De O Globo
Treze pessoas foram mortas e 25 foram presas nas operações que a Polícia Militar (PM) realiza nesta quarta-feira em comunidades do Rio, com o objetivo de encontrar os envolvidos nos ataques que estão levando pânico à população. No Complexo da Penha, dois policiais militares ficaram feridos em confronto com bandidos. Entre os mortos está uma menina de 14 anos, vítima de bala perdida na favela do Grotão, na Penha. Rosângela Barbosa Alves levou um tiro no peito enquanto usava o computador em casa. A jovem foi levada para o hospital Getúlio Vargas, na Penha, mas não resistiu aos ferimentos.
Desde segunda-feira, incluindo a operação policial na cracolândia de Madureira, segundo o coordenador da assessoria de comunicação da PM, coronel Lima Castro, 150 pessoas já foram presas ou apreendidas. Desde domingo, 21 pessoas morreram e 29 já foram incendiados. Quatro carros e uma moto foram recuperadas. Nesta quarta-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) localizou uma tonelada de maconha na favela da Chatuba, na Vila Cruzeiro, mas ainda planeja como retirar o material.
"Oficialmenta", presidenta.
NOTA À IMPRENSA
A presidenta eleita da República, Dilma Rousseff, convidou o economista Guido Mantega para permanecer à frente do Ministério da Fazenda, a engenheira e coordenadora do PAC, Miriam Belchior, para assumir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e o economista Alexandre Tombini, atual Diretor de Normas, para presidir o Banco Central. A indicação de Tombini será submetida ao Senado Federal para aprovação.
A presidenta eleita determinou que a nova equipe assegure a continuidade da bem sucedida política econômica do Governo Lula - baseada no regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal - e promova os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida.
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA PRESIDENTA ELEITA DILMA ROUSSEFF
O covarde de sempre(2).
Do Estadão, no dia do acidente da TAM, para que Lula entenda que nem tudo é política e que não se faz demagogia em cima da tragédia dos outros:
O deputado Julio Redecker (PSDB-RS), líder da minoria na Câmara, é uma das vítimas do acidente do avião da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas na terça-feira. "Perdi um amigo", disse o governador paulista, José Serra (PSDB), falando a jornalistas em Congonhas. A informação de que o deputado gaúcho estava a bordo do vôo JJ3054, com origem em Porto Alegre, foi dada mais cedo pelo chefe de gabinete do deputado, Mauro Borges. Redecker embarcou na capital gaúcha e pegaria outro vôo em São Paulo com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para uma viagem aos Estados Unidos, onde fariam reuniões com parlamentares norte-americanos.
O deputado Julio Redecker (PSDB-RS), líder da minoria na Câmara, é uma das vítimas do acidente do avião da TAM ocorrido no aeroporto de Congonhas na terça-feira. "Perdi um amigo", disse o governador paulista, José Serra (PSDB), falando a jornalistas em Congonhas. A informação de que o deputado gaúcho estava a bordo do vôo JJ3054, com origem em Porto Alegre, foi dada mais cedo pelo chefe de gabinete do deputado, Mauro Borges. Redecker embarcou na capital gaúcha e pegaria outro vôo em São Paulo com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para uma viagem aos Estados Unidos, onde fariam reuniões com parlamentares norte-americanos.
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Aquele menino de 2007, Lucas Redecker, abraçado pelo seu pai, foi eleito, em outubro último, o deputado estadual mais votado pelo PSDB, no Rio Grande do Sul, com 69.043 votos. Para mim é particularmente revoltante a maldade e a covardia de Lula, pois também "perdi um amigo". Na foto, a família Redecker, antes do trágico acidente.
O covarde de sempre(1).
Hoje, na entrevista aos blogueiros da esgotosfera, Lula atacou Serra em duas oportunidades. No primeiro ataque, tentou desmentir os laudos e as imagens apresentadas pelo Jornal Nacional, negando que o tucano tenha sido atingido por um rolo de fita crepe. Assim, Lula chega ao ápice e tenta desmentir o que 50 milhões de brasileiros assistiram. Ficou com a versão comprada do SBT, a peso de ouro do Tesouro, por R$ 3,3 bilhões saídos dos cofres públicos para salvar o Banco Panamericano, do Sílvio Santos. Para Lula, José Serra deveria pedir desculpas ao país por ter sido agredido por militantes petistas. No segundo ataque contra Serra, Lula criticou o então governador paulista por ter ido prestar acompanhar o solidariedade às vítimas da queda do avião do Airbus da TAM, indo até o local do acidente, localizado no centro de São Paulo, sugerindo que o gesto teria tido fins políticos. Uma covardia do Lula, sem dúvida alguma, uma desumanidade, uma frieza que demonstra o seu caráter de pessoa má, de péssima índole. Lula sempre evitou manifestações diante de tragédias, para não se comprometer e não correr riscos políticos. Nas cheias de Santa Catarina, que mataram mais de 200 pessoas, demorou uma semana para falar. No próprio acidente da TAM, evitou o tema, fazendo apenas uma nota oficial protocolar e não comparecendo ao local, como fazem os chefes de estado de qualquer nação civilizada no mundo, diante de uma tragédia. Hoje, na entrevista à esgotosfera, Lula mostrou quem é. Ele pode ser tudo, menos um ser humano de princípios e um estadista.
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Do Estadão, as declarações do Lula para os blogueiros do esgoto:
"Eu fiquei decepcionado porque tentaram inventar uma outra história, um objeto invisível que até agora não mostraram. Não precisa disso, gente. O povo não merecia aquilo, aquilo era para culpar o PT, quando na verdade a violência foi o desrespeito ao ser humano". E lembrou que foi por essa razão que disse que Serra tinha que pedir desculpas ao povo brasileiro.
Ainda sobre o episódio do acidente da TAM, Lula disse, sem citar o nome do então governador de São Paulo na ocasião, o tucano José Serra: "E o governador (José Serra) correu para ver o incêndio, e acho que eles pensaram, agora sim pegamos o Lula e vamos trucidar."
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Definição informal de "covarde":
Pessoa que não assume suas intenções e atitudes, agride quem não se defende ou não pode se defender. Usa sua força ou influência para prejudicar outros injustamente.Quem demonstra espírito de covardia. Age em bando, sabendo que sua atitude não vai ser repreendida. Não diz diretamente o que pensa, faz insinuação maldosa.Pessoa sem força moral, fraca, sem personalidade ou senso de justiça. Pessoa covarde também costuma ser manipuladora.
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Para jamais esquecer a manifestação mais simbólica do governo Lula sobre o acidente da TAM:
Ainda sobre o episódio do acidente da TAM, Lula disse, sem citar o nome do então governador de São Paulo na ocasião, o tucano José Serra: "E o governador (José Serra) correu para ver o incêndio, e acho que eles pensaram, agora sim pegamos o Lula e vamos trucidar."
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Definição informal de "covarde":
Pessoa que não assume suas intenções e atitudes, agride quem não se defende ou não pode se defender. Usa sua força ou influência para prejudicar outros injustamente.Quem demonstra espírito de covardia. Age em bando, sabendo que sua atitude não vai ser repreendida. Não diz diretamente o que pensa, faz insinuação maldosa.Pessoa sem força moral, fraca, sem personalidade ou senso de justiça. Pessoa covarde também costuma ser manipuladora.
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Para jamais esquecer a manifestação mais simbólica do governo Lula sobre o acidente da TAM:
Agora relembrem que, três dias depois do acidente, somente exatas 73 horas depois, Lula criou coragem para fazer um longo e patético pronunciamento à nação, onde prometeu mundos e fundos para resolver o problema de Congonhas, construir um novo aeroporto em São Paulo e por aí vai. Três anos depois, a verdade: não fez nada do que prometeu, mas achou tempo para criticar, tanto tempo depois, o gesto humano de um adversário político que ele não teve hombridade para ter igual.
FHC socorre Dilma para acalmar mercado. Isso que é gostar de dar a cara à tapa.
Da Folha Poder:
Alexandre Tombini, que deve ser anunciado como futuro presidente do Banco Central talvez já nesta quarta-feira, é um técnico "discreto e muito competente" que vai resistir a pressões políticas sobre a política monetária, disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A escolha de Tombini para substituir Henrique Meirelles no governo Dilma Rousseff foi confirmada ontem. Os mercados financeiros têm se mostrado mais voláteis nos últimos dias em meio a preocupações de que o escolhido por Dilma poderia ser suscetível a pressões políticas para baixar o juro básico do país. Uma política monetária mais frouxa traria riscos, especialmente pelo histórico de inflação do país, e investidores estariam preocupados ainda que a saída de Meirelles poderia levar a menos autonomia para o banco.
O voto de confiança do tucano FHC, que trabalhou com Tombini durante o período de seu governo (1995-2002), deve ajudar a diminuir as preocupações. FHC lembrou que Tombini, de 46 anos, participou na elaboração do sistema de metas de inflação, criado em 1999, quando o país enfrentava dura crise econômica e se viu forçado a deixar que o câmbio flutuasse livremente. "Lembro que ele nos ajudou com vários problemas", disse. "Ele é um técnico discreto, muito competente". Perguntado se Tombini seria suscetível a pressões políticas como presidente do BC, FHC disse: "Não, eu duvido. Ele tem uma longa história no Banco Central". Tombini, que começou no BC em 1995, é atualmente o diretor de Normas da instituição.
Lula vai criar o seu PIG(*).
A turma da esgotosfera está como pinto lixo, ratos no queijo podre ou "porquinhos" na pocilga. Convidados, estão voando, comendo e dormindo "free", por conta dos nossos bolsos, em Brasília, onde vão entrevistar o Lula que, agora, quer entrar para o PIG, que eles tanto criticaram. Lula quer ser dono de jornal, segundo informa a coluna do Ilimar Franco, de O Globo. Certamente, Lula vai ser o presidente e também o diretor comercial, da nova "empresa jornalística", vendendo anúncios para a Petrobras, BNDES, Caixa Federal e as estatais que patrocinam a "rataiada" vermelha. Quem tiver sugestão para o nome do jornal do Lula, coloque na área de comentários.
(*) PIG, segundo as ratazanas da esgotosfera, é o Partido da Imprensa Golpista.
Enquete pauta Folha de São Paulo, que acaba de publicar a denúncia mais grave contra o marido de Maria "Caveirão".
A matéria abaixo é da Folha de São Paulo, mostrando que, depois de 10 dias da denúncia feita pelo Coturno Noturno,finalmente a imprensa acordou para o fato. É a força da blogosfera fiscalizadora. O Blog fez inclusive uma enquete, que ainda está publicada aí do lado direito do Blog. Demoraram mais de 10 dias, mas tiveram que noticiar.
A empresa do marido de Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras e nome cotado para o primeiro escalão do governo Dilma Rousseff, deixou de cumprir contrato com a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e foi poupada de punição. Mesmo depois de constatar que a C. Foster descumpriu o plano de trabalho inicial para explorar petróleo em Sergipe, a ANP isentou a empresa de punições, justificando que houve "fornecimento tardio" de informações pela Petrobras. A decisão da ANP foi tomada em novembro de 2007, dois meses depois de Graça, como Maria das Graças Foster é conhecida, assumir diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Na resolução em que poupou a empresa, a ANP diz que a Petrobras forneceu com atraso "informação relevante e restrições ambientais" para a exploração.
De propriedade de Colin Foster, a C. Foster venceu leilão, em 2005, e assinou contrato com a ANP para explorar uma área inativa na Cidade de Pirambu (SE). Segundo a Petrobras, as informações com os detalhes da área foram encaminhadas à ANP em abril de 2006, 26 dias depois de a agência ter feito a solicitação. À Folha a ANP não disse quanto tempo a Petrobras demorou nem o prazo que tinha para fornecer os dados. Mas, no final de 2007, a diretoria da agência isentou de punição a C. Foster, que desistiu da exploração do local por considerar inviável. A decisão que cita o fornecimento tardio de dados pela Petrobras e que favoreceu a empresa do marido de Graça foi registrada em ata. A ANP e a Petrobras negam, porém, que a C. Foster tenha sido beneficiada. As punições para quem não cumpre contratos e licitações podem variar de advertência à perda de contrato, com multas de R$ 10 mil a R$ 1 milhão.
Na semana passada, a Folha revelou que a C. Foster firmou 42 processos de compra com a Petrobras a partir de 2007, ano em que Graça ganhou cargo de direção na estatal. A Petrobras nega ter favorecido a empresa. A relação de Graça com a empresa de seu marido já provocou indisposição no governo Lula e foi alvo de sindicância na Petrobras -que diz não ter encontrado provas de improbidade.
Ex-mulher de Celso Daniel vai cuidar do planejamento do país. Não havia ninguém mais indicada para o cargo.
Da Folha de São Paulo:
Na foto com Erenice Guerra, Miriam Belchior, 52, tem posição estratégica na gestão Lula desde 2003 e, em abril deste ano, só não se tornou ministra da Casa Civil porque Dilma Rousseff, que deixou o governo para concorrer à Presidência, emplacou como sucessora Erenice Guerra. Lula tinha preferência por Belchior, mas acabou cedendo ao apelo de Dilma. Meses depois, Erenice acabou se demitindo após denúncias de tráfico de influência de seus familiares no governo.
Ligada ao ex-ministro José Dirceu, Belchior é atualmente subchefe de Articulação e Monitoramento da Presidência e coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sua intimidade com o programa acabou a credenciando para o Ministério do Planejamento. Ela ocupa o cargo atual desde 2004. Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, era assessora especial do gabinete. Em 2006, conciliou a função com a campanha de Lula à reeleição. Foi uma das coordenadoras do programa de governo.
Belchior é ex-mulher de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, mas já não eram casados quando ele foi morto, em 2002. Durante as investigações, Belchior foi denunciada ao Ministério Público pelo irmão do ex-prefeito João Francisco Daniel, que disse ter ouvido dela e de Gilberto Carvalho, ex-secretário municipal e atual chefe de gabinete da Presidência, a ocorrência de um desvio de R$ 1,2 milhão da prefeitura em benefício do PT. Carvalho e Belchior negaram as acusações. Belchior é engenheira com mestrado em administração pública na FGV.
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Trecho de reportagem publicada pela revista Época, em 24 de junho de 2002:
No dia 24 de maio o irmão mais velho do prefeito, o oftalmologista João Francisco Daniel, depôs no Ministério Público de Santo André. O médico contou que assessores e amigos de Celso Daniel – entre eles Sérgio Gomes da Silva, que dirigia a Pajero da qual o prefeito foi arrancado na noite do seqüestro – obrigavam empresários que prestavam serviços para a prefeitura a pagar propinas. “O dinheiro ia para campanhas do PT”, disse. João Francisco reiterou o conteúdo de seu depoimento na semana passada, em seguidas entrevistas. Afirmou que, logo após a morte do irmão, soube do esquema de caixa dois por meio de Gilberto Carvalho, dirigente do PT e ex-secretário de governo de Santo André, e de Míriam Belchior, secretária municipal e ex-mulher de Celso Daniel. Em momentos diferentes – e ainda sob o impacto da brutalidade do crime – eles lhe revelaram detalhes do esquema de propinas destinado a irrigar campanhas petistas, diz João Francisco. “Gilberto lavou a alma e falou que, várias vezes, levou dinheiro pessoalmente de Santo André para o deputado e presidente do partido, José Dirceu”, diz Francisco. O médico também afirma que seu irmão sabia da operação e concordava com ela porque as comissões eram destinadas ao partido. “Eles me contaram que Celso prometeu tomar providências quando descobriu que os assessores envolvidos no esquema usavam o dinheiro para enriquecer. Mas morreu antes disso.”
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Trecho de reportagem publicada pela revista Época, em 24 de junho de 2002:
No dia 24 de maio o irmão mais velho do prefeito, o oftalmologista João Francisco Daniel, depôs no Ministério Público de Santo André. O médico contou que assessores e amigos de Celso Daniel – entre eles Sérgio Gomes da Silva, que dirigia a Pajero da qual o prefeito foi arrancado na noite do seqüestro – obrigavam empresários que prestavam serviços para a prefeitura a pagar propinas. “O dinheiro ia para campanhas do PT”, disse. João Francisco reiterou o conteúdo de seu depoimento na semana passada, em seguidas entrevistas. Afirmou que, logo após a morte do irmão, soube do esquema de caixa dois por meio de Gilberto Carvalho, dirigente do PT e ex-secretário de governo de Santo André, e de Míriam Belchior, secretária municipal e ex-mulher de Celso Daniel. Em momentos diferentes – e ainda sob o impacto da brutalidade do crime – eles lhe revelaram detalhes do esquema de propinas destinado a irrigar campanhas petistas, diz João Francisco. “Gilberto lavou a alma e falou que, várias vezes, levou dinheiro pessoalmente de Santo André para o deputado e presidente do partido, José Dirceu”, diz Francisco. O médico também afirma que seu irmão sabia da operação e concordava com ela porque as comissões eram destinadas ao partido. “Eles me contaram que Celso prometeu tomar providências quando descobriu que os assessores envolvidos no esquema usavam o dinheiro para enriquecer. Mas morreu antes disso.”
Dilma, econômica na Economia.
Não dava para esperar outra coisa da presidenta Dilma Rousseff, que não conseguiu terminar o seu mestrado e doutorado na Unicamp, incapaz que foi de produzir uma dissertação e um tese, tendo prazo de dois anos para a primeira e cinco anos para a segunda. Está nomeando uma equipe completamente inexpressiva para tocar a Economia. Dizem que é para ter a chave do cofre na mão. A chave do "porquinho" do Banco Central, do "porquinho" do BNDES, do "porquinho" da Receita Federal. Mantega, Belchior, Tombini, põe economia nestes nomes. Deus nos livre de uma crise cambial, por exemplo.
Abre a porta e a janela.
Na Folha de São Paulo, artigo do vice-presidente Michel Temer, como presidente do PMDB, pregando a expulsão dos "independentes" do seu partido. E, nas entrelinhas, sugerindo que se abra uma "janela" para todos fazerem o que bem entenderem. Ou seja: quer trocar o Jarbas Vasconcelos pelo Gilberto Kassab.E fazer o que o PMDB sempre soube: aproveitar os momentos de poder para engordar as fileiras fisiológicas do partido.
Partido é parte. É parcela. Político vem do grego "polis". Partido político significa, etimologicamente, parcela de opinião pública que pensa da mesma maneira e quer chegar ao poder para aplicar seu programa na administração da "polis", ou seja, da União, dos Estados e dos municípios. Essa deve ser, também, a orientação política de qualquer partido nacional. É isso que lhe dá seguidores. Serão os partidos políticos, no nosso país, guiados por essas concepções? Falarei apenas do PMDB. Formou-se, o MDB, na ditadura.Representava um conceito: oposição ao "status quo" governamental. Pregava a mais legítima democracia. Em consequência, as mais amplas liberdades: de convicção, de expressão, de reunião, de manifestação, de imprensa, religiosa e política. E, também, a independência e a harmonia entre os Poderes.
A ele se opunha, com posições, a Arena, que sustentava o Estado centralizador. Portanto, um Estado limitador de liberdades.
A ele se opunha, com posições, a Arena, que sustentava o Estado centralizador. Portanto, um Estado limitador de liberdades.
Quem optava pelo MDB sabia a ideologia que amparava sua opção; de igual maneira os partidários da Arena. Eram parcelas definidas da opinião pública. Curiosamente, o período ditatorial ensejou tais definições programáticas, propiciando o aparecimento de partidos políticos na sua acepção real, verdadeira. Não eram siglas, mas partidos. Quando se desenvolveu a pluralidade partidária, fragmentaram-se o MDB, já PMDB, e a Arena. Surgiram outras agremiações, extinguindo-se a Arena. O PMDB continuou. E deu-se um fato revelador da força dos partidos. Formaram-se e fortaleceram-se lideranças regionais. Em razão disso, o PMDB, embora legalmente na esfera nacional, adquiriu extraordinária vocação regional.
A pretexto da democracia interna, o partido sempre foi -permita-me o termo- leniente com lideranças que dissentiam da decisão nacional. Toma-se uma resolução em convenção nacional em que todos comparecem, a maioria opta por uma conduta e a minoria inconformada toma outro rumo. Ou seja: verifica-se a negação da democracia, em que as pessoas disputam posições. Mas, vencidas, hão de seguir a maioria.O PMDB jamais tomou decisão de cúpula. Todas nasceram de convenção nacional com a representação dos Estados. E somente se imporá nacionalmente e na opinião pública se tiver unidade de ação, o que exige fidelidade, tal como a definiu o STF.
Não faz sentido legal, ético e moral que o mandato obtido seja do partido e que este veja determinação nacional descumprida. O que se viu como descumprimento da orientação nacional foi lamentável. Pode-se argumentar ser compreensível à vista de rivalidades locais. Mas a disputa local não autorizava a insurgência contra a decisão nacional. Especialmente no segundo turno, quando governadores, senadores e deputados estavam eleitos. Por isso, de duas, uma: se permitem partidos ou regionais, mediante modificação constitucional, ou nacionais, como são, e aí as decisões serão imperativas. O desatendimento a tal orientação deverá ensejar a expulsão do recalcitrante.
Prego, portanto, a necessidade de, em convenção nacional, estabelecermos regras rigorosas. A partir de agora. Nada do passado. Para sermos fortes politicamente e críveis no presente e no futuro. Quem não se conformar com as decisões tomadas em convenção poderá se desligar do partido, sem que este exija o mandato. É melhor sermos menores numericamente, mas unidos na ação política, do que maiores sem unidade de comportamento. A isso tudo deve-se ligar forte base programática, que já expusemos na aliança que fizemos para a eleição presidencial.Só assim ganharemos densidade política e respeito popular.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
O "porquinho" Cardozo está cotado para ser o Ministro da Justiça. Cuba, as FARC e o Foro de São Paulo aplaudem de pé.
Não será desta vez, ainda, que as FARC, a guerrilha narcotraficante e assassina da Colômbia, será considerada terrorista pelo Brasil. Afinal de contas, o virtual ministro da Justiça do governo da Dilma, o "porquinho" José Eduardo Cardozo, é um dos mais diletos participantes do Foro de São Paulo, onde as FARC recebem solidariedade e têm cadeira cativa. Vejam o desempenho do "porquinho" Cardozo no último Foro de São Paulo.
No Brasil, a Justiça nunca tarda para os poderosos. A favor deles, é claro.
Da Folha Poder, mostrando que bastou Antônio Palocci(PT-SP) ficar cotado para um ministério para o STJ sair correndo a absolvê-lo de um processo de 2001.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) rejeitou, por unanimidade, recurso do Ministério Público de São Paulo contra o deputado federal Antonio Palocci Filho (PT-SP). Palocci --um dos principais assessores políticos de Dilma Rousseff e cotado para assumir um ministério na próxima gestão-- era acusado de improbidade administrativa. Ele entrou na mira do MP por contratação considerada irregular do Instituto Curitiba de Informática (ICI). O petista era prefeito de Ribeirão Preto quando, entre 2001 e 2002, contratou a ICI sem licitação. Na ocasião, a Prefeitura pagou R$ 3 milhões pelos serviços da empresa de informática. Ministros da Primeira Turma do STJ ratificaram as decisões de tribunais inferiores na tarde desta terça-feira. Palocci já havia sido absolvido pela primeira e segunda instância, mas o MP entrou com recurso. Em 2001, o ICI chegou a interromper seus serviços para a Prefeitura, após duas liminares da Justiça de Ribeirão suspenderem o contrato. Uma das responsabilidades do ICI era criar programas de computador de um sistema para modernizar a arrecadação tributária da Secretaria da Fazenda. Segundo a assessoria do STJ, o ministro relator do recurso, Teori Zavascki, julgou que "nada de ilegal houve na dispensa de licitação". Os outros ministros acompanharam o voto favorável a Palocci.
Mercadante, agora vai?
Será que o maior perdedor da história do PT, Aloízio Mercadante, conseguirá, finalmente, virar ministro de qualquer coisa? Façam as suas apostas...
Lula dá entrevista para a esgotosfera.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai conceder nesta quarta-feira, 24, às 9h, uma entrevista coletiva para uma parte da blogosfera, que será transmitida ao vivo com exclusividade pelo Blog do Planalto. Será a primeira entrevista coletiva do presidente apenas para jornalistas que atuam na Internet. Foi confirmada pelo Planalto a participação dos blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Altino Machado (Blog do Altino), Conceição Lemes (Viomundo), William (Cloaca News), Eduardo Guimarães (Cidadania), Leandro Fortes (Brasilia, Eu Vi), Pierre Lucena (Acerto de Contas), Renato Rovai (Blog do Rovai), Rodrigo Vianna (Escrevinhador) e Túlio Vianna (Blog do Túlio Vianna). Leia mais aqui.
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Estrategicamente, os Três Ratinhos - Amorim, Azenha e Nassif - não estarão presentes.
Enquete: escolha as "Três Porquinhas".
Dilma já elegeu os Três Porquinhos: Palocci, Dutra e Cardozo. Resta saber quem serão as Três Porquinhas, já que ela prometeu um governo com maior presença delas. Candidatas não faltam. Abundam. Vote na enquete ao lado. Petistas, é a grande chance de poder participar neste Blog, sem moderação. Elejam as suas porquinhas prediletas e colaborem com esta dificílima escolha da nossa presidenta.
Fogo amigo.
O recorte ao lado é do lead da matéria, que ocupa meia página do Estadão. Vem da Sucursal de Brasília. Da terra dos senadores derrotados e dos deputados que não tiveram competência para renovar os seus mandatos. Da terra dos tucanos bons de bico e ruins de voto. Poderia ter vindo de Belo Horizonte, mas daria muito na cara. O ITV do PSDB é lugar para o Sérgio Guerra, que não tem voto e que teve que deixar de ser senador por causa disso. Para o Tasso Jereissatti, que não tem voto e foi derrotado de forma acachapante. Para o Arthur Virgílio, que não tem voto e perdeu a eleição para uma comunista. Até para o Aécio Neves que, fora de Minas Gerais, segundo todas as pesquisas, menos a do seu amigo Marcos Coimbra, também não tem voto. E não venham com este papo de uso da máquina. Onde houve trabalho, não teve máquina que derrotasse a oposição. Vide Santa Catarina. Vide Paraná. Vide São Paulo. Vide Minas Gerais. A verdade é que quem tem voto no Brasil, na oposição, é o Serra, o Alckmin e até o Fernando Henrique Cardoso. Já que o próprio presidente do PSDB chegou a conclusão que o partido tem sérios problemas de militância, é bom que os tucanos, gostando ou não, aceitem que o cara do partido tem nome: José Serra. Quem manda é ele, apesar da movimentação atual de FHC, que resolveu sair à rua, antes tarde do que nunca. Se o ex-presidente tivesse passado quatro anos fazendo palestras grátis no Brasil para desmentir o Lula, em vez de ganhar em dólares no exterior, teria prestado um serviço melhor à oposição. No último final de semana, via twitter, Serra mandou o recado de que está acompanhando pelos jornais o que dizem que ele vai fazer. Parece que não adiantou. Parece que, além do problema de semântica (ver post abaixo), os tucanos agora acham que o problema é José Serra e os seus 44 milhões de votos. Estão querendo queimar o que tem de melhor. É a fogueira das vaidades promovendo o fogo amigo de sempre. Cansei.
Os aeroportos vão parar? Construamos um trem-bala!
Nos próximos dias, será realizado o leilão para escolher quem vai construir o trem-bala, uma obra que deve passar de R$ 50 bilhões e que está fadada a dar prejuízo aos cofres públicos pelo resto dos tempos. Enquanto isso, os aeroportos brasileiros estão parando por falta de investimentos. Ontem a Infraero avisou que vai construir "terminais provisórios" para dar conta do movimento. O primeiro, é óbvio, será na Corte, em Brasília. E a grande manchete de hoje é o caos aéreo que se aproxima com as festas de final de anos e as férias. Vejam notícia abaixo, da Folha de São Paulo:
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) disse ontem que as companhias aéreas estão proibidas de praticar overbooking (vender mais passagens do que os assentos disponíveis) durante as operações no fim do ano. A presidente da agência, Solange Vieira, diz que as empresas se comprometeram a suspendê-lo de 17 de dezembro a 3 de janeiro. No restante do ano, apesar de multas por excessos, a prática é tolerada pela agência reguladora, para que as empresas se resguardem de prejuízos com o excesso de cancelamentos de reservas, que acontecem menos em viagens de fim de ano.
O movimento nos aeroportos em dezembro é 11% maior que na média do ano. A estimativa de público para o mês neste ano é de 14 milhões, 12% mais que em 2009. A agência apresentou um conjunto de medidas que visam evitar que esse crescimento se traduza em caos nas festas de fim de ano. Caso as empresas não cumpram, o previsto estarão sujeitas a multas (determinadas de acordo com a gravidade da infração), restrições para a autorização de novos voos, ou proibição de voos fretados, que representam fonte de receita extra.
A Anac colocará 120 fiscais em Guarulhos, Congonhas, Galeão, Brasília, Confins, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória e Manaus. Hoje, o atendimento ao passageiro é feito apenas por internet e telefone.Os 130 gerentes da Anac (6% dos funcionários) não poderão tirar férias ou recesso de 15 a 31 de dezembro. Em caso de problemas, a agência recomenda que o passageiro peça à companhia para ser realocado em outro voo ou ter seu bilhete endossado por outra empresa. Se isso não ocorrer, ele deverá procurar um fiscal. A Anac estima que as taxas de cancelamentos e de atrasos de mais de 30 minutos devem ser como as de 2009, de 5% e 18%, respectivamente, um resultado melhor do que os de 2007 (29,94% de atrasos) e 2008 (21,8%). Na Europa, a média é de 17%.
Fora dos trilhos.
Da Folha de São Paulo:
As últimas dúvidas sobre o edital só foram esclarecidas pela ANTT no final da sexta passada, a menos de nove dias da entrega das propostas, marcada para a próxima segunda. Ainda há pressão de empresas interessadas no adiamento do prazo. Nos pedidos de esclarecimento, os interessados apontam que há dúvidas quanto à verba destinada para indenização de desapropriações, que será paga pelo governo. Instalações temporárias não estavam previstas no estudo.
O estudo para aprovar a viabilidade do trem-bala que ligará São Paulo e Rio de Janeiro não previu a construção de linhas de transmissão de energia elétrica. Com isso, um custo estimado em pelo menos R$ 1 bilhão foi cortado do preço do projeto, que está previsto em R$ 33,1 bilhões. O problema foi apontado por um dos interessados no projeto durante os pedidos de esclarecimento ao edital, que levantou que o estudo de viabilidade não previa a construção pelo vencedor do sistema de abastecimento de energia.
Embora não preveja o custo da linha, o edital diz que o vencedor será responsável por toda a construção do sistema e pela interface com os fornecedores de energia. “Entendemos ser imperativo que essa construção, bem como a interface com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), seja realizada pelo poder concedente, garantindo a disponibilidade de energia necessária à operação do TAV (Trem de Alta Velocidade), de forma a manter a viabilidade do empreendimento”, pede um interessado. Em sua resposta, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) informa que vale o que está escrito no edital. Em outros problemas apontados nos esclarecimentos, o órgão público responsável pelo leilão informa aos participantes que os estudos são só referenciais e o que vai valer é o que o vencedor do leilão apontar como solução.
As últimas dúvidas sobre o edital só foram esclarecidas pela ANTT no final da sexta passada, a menos de nove dias da entrega das propostas, marcada para a próxima segunda. Ainda há pressão de empresas interessadas no adiamento do prazo. Nos pedidos de esclarecimento, os interessados apontam que há dúvidas quanto à verba destinada para indenização de desapropriações, que será paga pelo governo. Instalações temporárias não estavam previstas no estudo.
A ANTT informou que esses custos ficarão também a cargo dos vencedores e não do governo. A falta de linhas não é o único problema em relação aos custos do trem-bala já apontados. Estudo do consultor legislativo do Senado Marcos Mendes mostra que a reserva de contingência do projeto foi excluída. De acordo com ele, em projetos de grande porte, esses custos podem representar até 30% do valor do projeto. Além disso, o TCU (Tribunal de Contas da União), ao aprovar o estudo de viabilidade, apontou várias inconsistências no projeto, entre elas o fato de o estudo de demanda ter sido tendencioso e de os preços das pontes estavam subestimados porque levaram em conta os preços de projetos de ferrovias comuns, sem considerar as especificidades do trem-bala.
O dia em que o palácio virou um chiqueiro.
A chuva que caiu no final da tarde de ontem em Brasília, segundo notícia do Estadão, alagou o subsolo do Palácio do Planalto. Uma das salas, onde funciona a telefonia e comunicações, na saída dos elevadores do prédio principal, foi totalmente tomada pela água da chuva e os funcionários levaram mais de uma hora tentando limpar o local, sem sucesso. “A água está jorrando pelas tomadas”, comentou um dos funcionários.O serviço médico, que também funciona no subsolo, precisou ser fechado. Na parede da sala a água escorria como uma cascata. Ao tentarem acender a luz ocorreu um curto circuito, com faíscas saindo das tomadas. Tudo ficou no escuro. O gerador acabou acionado, mas depois foi desligado. Também houve problemas no quarto andar do Planalto, onde fica a Casa Civil, mas de menor intensidade
O Palácio do Planalto acabou de passar por uma grande reforma, que consumiu um ano e cinco meses de obra, ao custo de R$ 103 milhões. A reforma não tem agradado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva queixou-se do ar condicionado gelado demais, de paredes trincadas até com buracos, da luz que apaga sozinha, apesar dos sensores ou que não acendem quando deveriam acender. De acordo com informações da Casa Civil, a empresa responsável pela obra, Porto Belo, foi acionada pelo Exército, que é o administrador da obra. Pelo contrato, a empresa é obrigada a fazer os reparos para consertar os estragos. O presidente Lula não estava no Planalto quando parte do prédio foi alagado. Ele passou o dia em São Paulo.
Os tucanos continuam achando que o problema é de semântica.
Da Folha de São Paulo:
O ex-presidente rechaçou a ideia de que o PSDB é "muito avenida Paulista", uma referência ao predomínio de São Paulo na legenda. Argumentou que o partido venceu oito disputas estaduais e que a crítica é "slogan que a oposição coloca para marcar". Outra tese criticada pelo ex-presidente foi a de que deixou "herança maldita" para Lula. Segundo ele, "o que foi maldito" em seu último ano de governo, em 2002, foi "o Lula, que assustou os mercados". "A Dilma sabe disso. Ela usa isso simplesmente por "espertezinha" política."
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fez restrições ontem à expressão "refundação" do PSDB, lançada pelo senador eleito Aécio Neves ao defender mudanças no partido. Para FHC, o termo é "muito forte". "Todos os partidos, num certo sentido, estão todo o tempo se renovando. Mas refundação acho que é uma expressão muito forte", disse. FHC deu entrevista na noite de ontem após palestra em um fórum do IEE (Instituto de Estudos Empresariais), em Belo Horizonte. Questionado se Aécio não teria sido mais competitivo para vencer Dilma Rousseff (PT) na disputa presidencial do que José Serra, FHC disse que o assunto é "passado". "Eu tenho uma ligação muito profunda com o Serra e o Aécio. Então para mim é sempre difícil falar sobre qualquer um dos dois."
O ex-presidente rechaçou a ideia de que o PSDB é "muito avenida Paulista", uma referência ao predomínio de São Paulo na legenda. Argumentou que o partido venceu oito disputas estaduais e que a crítica é "slogan que a oposição coloca para marcar". Outra tese criticada pelo ex-presidente foi a de que deixou "herança maldita" para Lula. Segundo ele, "o que foi maldito" em seu último ano de governo, em 2002, foi "o Lula, que assustou os mercados". "A Dilma sabe disso. Ela usa isso simplesmente por "espertezinha" política."
O deus mercado manda dizer, claramente, que não acredita nos milagres da Dilma.
Da Folha de São Paulo:
Dúvidas sobre a condução da política econômica no governo de Dilma Rousseff fizeram o mercado financeiro abandonar o estado de calmaria visto durante o período da campanha eleitoral.Os juros dos contratos negociados no mercado futuro dispararam nos últimos dias. Os contratos com vencimento em janeiro de 2013 subiram de 12,16% na sexta-feira passada para 12,35% ontem. Já os juros projetados para janeiro de 2017 passaram de 12,06% para 12,37%. Essas foram as altas mais fortes em apenas um dia registradas em 2010.
No dia seguinte à vitória de Dilma, o mercado projetava juros mais baixos de 11,78% e 11,63% para o início de 2013 e 2017, respectivamente. A recente alta nos juros futuros significa que investidores estão pedindo um prêmio mais alto para carregar papéis da dívida pública. Prêmio mais alto reflete percepção de maior risco em relação a determinados aspectos da economia. O mercado brasileiro parece apostar em chance crescente de que a nova administração consolide a tendência recente de política fiscal expansionista e seja mais leniente no combate à inflação do que foram o governo Lula e seu antecessor.
O relatório Focus (que traz projeções econômicas de analistas do mercado) divulgado ontem pelo Banco Central (BC) confirmou o temor de inflação mais elevada. As expectativas para o IPCA (indicador que baliza o regime de metas de inflação) subiram de 5,48% para 5,58% em uma semana. No mesmo período, as projeções para 2011 passaram de 5,05% para 5,15%. O aumento das expectativas de inflação e dos juros ocorreram na esteira da confirmação de que Guido Mantega (de tendência desenvolvimentista) continuará no Ministério da Fazenda, e de fortes especulações sobre a provável saída de Henrique Meirelles (visto como ortodoxo) do comando do BC. Para analistas e operadores do mercado, o que cria maior incerteza não é a saída de Meirelles em si, mas o temor de que o BC poderá perder a autonomia que teve na prática nos últimos anos.
Essa incerteza é alavancada por ruídos em relação à política fiscal, como a indefinição em relação à fórmula que será adotada para o reajuste do salário mínimo. O temor do mercado é que a continuação da tendência de gastos públicos elevados contribua para pressões inflacionárias e que, com menor autonomia, o BC sofra pressões para não subir os juros, principalmente em 2011, primeiro ano do governo de Dilma Rousseff.
No dia seguinte à vitória de Dilma, o mercado projetava juros mais baixos de 11,78% e 11,63% para o início de 2013 e 2017, respectivamente. A recente alta nos juros futuros significa que investidores estão pedindo um prêmio mais alto para carregar papéis da dívida pública. Prêmio mais alto reflete percepção de maior risco em relação a determinados aspectos da economia. O mercado brasileiro parece apostar em chance crescente de que a nova administração consolide a tendência recente de política fiscal expansionista e seja mais leniente no combate à inflação do que foram o governo Lula e seu antecessor.
O relatório Focus (que traz projeções econômicas de analistas do mercado) divulgado ontem pelo Banco Central (BC) confirmou o temor de inflação mais elevada. As expectativas para o IPCA (indicador que baliza o regime de metas de inflação) subiram de 5,48% para 5,58% em uma semana. No mesmo período, as projeções para 2011 passaram de 5,05% para 5,15%. O aumento das expectativas de inflação e dos juros ocorreram na esteira da confirmação de que Guido Mantega (de tendência desenvolvimentista) continuará no Ministério da Fazenda, e de fortes especulações sobre a provável saída de Henrique Meirelles (visto como ortodoxo) do comando do BC. Para analistas e operadores do mercado, o que cria maior incerteza não é a saída de Meirelles em si, mas o temor de que o BC poderá perder a autonomia que teve na prática nos últimos anos.
Essa incerteza é alavancada por ruídos em relação à política fiscal, como a indefinição em relação à fórmula que será adotada para o reajuste do salário mínimo. O temor do mercado é que a continuação da tendência de gastos públicos elevados contribua para pressões inflacionárias e que, com menor autonomia, o BC sofra pressões para não subir os juros, principalmente em 2011, primeiro ano do governo de Dilma Rousseff.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
CPMF é impostura.
O valor pago em impostos pelos brasileiros bateu recorde nesta segunda-feira. O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo chegou à marca inédita de R$ 1,1 trilhão. É dinheiro arrecadado, desde o início do ano, por União, estados e municípios. O valor já supera tudo o que foi recolhido no ano passado. Mais de 70% da arrecadação vai para os cofres federais. E eles ainda querem mais CPMF, liberação de bingos e sabe-se lá mais o quê. Os porcos estão famintos.
O que está em jogo é o PMDB de São Paulo.
O PMDB são vários. É um partido híbrido. Ou, digamos, um saco de gatos e também de ratos. O que está em jogo, neste momento, é o PMDB de São Paulo. Orestes Quércia, o líder, enfrenta graves problemas de saúde e Michel Temer nunca conseguiu comandar o partido no estado. É neste PMDB que Gilberto Kassab está de olho. Um PMDB organizadíssimo, capilarizado, verdadeira máquina de transferir votos. Um PMDB que tem estrutura, mas não tem cara, não tem nome, não tem identificação. É aí que entra a marca Kassab. Resta saber se ela terá força para enfrentar a marca Alckmin e a marca Palocci em 2014. Kassab só tem a ganhar, a longo prazo. Pelo menos haverá a garantia da não repetição da aliança do PMDB com o PT no maior estado do país. Perde o DEM, mas ganha a democracia.
Buana Lula.
Quer vender na África, com garantia de financiamento? Comida, arma, sapato? Vender ponte, estrada, fábrica? Passe no Instituto Lula, logo ali, no Ibirapuera, São Paulo. Ele abre as portas, desde que. Desde que o quê, buana? Ora, ora, ora. Não existe almoço grátis, buana. Leia mais aqui.
Ajudar nordestinos atingidos pela seca, assentados de barrragem, agricultores sem terra ou quilombolas dá dinheiro a rodo ou credencia para o Prêmio Nobel da Paz? Buana é homem branco sábio. Negócio de buana é mandar dinheiro para fora do Brasil e não trazer para dentro. Buana sabe que o último camelo da fila caminha tão depressa quanto o primeiro. Ou que, nestepaiz, enquanto os cães ladram a caravana passa.
Dilma vai ter seu batismo bolivariano.
Chá de hojas de coca. Benzeduras e passes em aymara. Discursos inflamados do Chávez. Muito pisco e cachaçada. Dilma Rousseff está sendo carregada por Lula para o seu batismo bolivariano. Será em jantar em homenagem ao presidente brasileiro, organizado pela Unasur, Unión de Naciones Suramericanas. O evento ocorrerá na Guiana, na próxima quinta-feira. A Unasur, cuja presidência pro-tempore é do Equador, é um fracasso absoluto. Não serve para nada, a não ser juntar estas figuras burlescas que comandam a maioria dos países latino-americanos. Para ter uma idéia da importância da Unasur, o site da entidade apresenta, como última notícia, a posse de Nestor Kirchner como Secretário-Geral. Como se sabe, o argentino já saiu do cargo, há muito tempo.Foi trabalhar no mesmo lugar caliente onde está Juan Perón.
Estão rindo por dentro.
Do Blog do Guilherme Fiuza, na revista Época, artigo intitulado "Apedreja e chora":
Já era hora mesmo de uma choradinha. O governo Lula começou com o Fome Zero. O governo Dilma se prepara para começar com o Idéia Zero. A paisagem desértica da partilha de cargos e da falta de planos, ornamentada pela assombração da CPMF, assusta qualquer um. É mesmo de chorar. Mas o choro redime. É fórmula testada e aprovada. Tem sido assim desde o primeiro mandato do PT: se mantém o Banco Central governando, escala-se um ministro Mantega na Fazenda para fingir que faz oposição ao neoliberalismo, e o presidente(a) chora. Não tem erro. Assim o governo bonzinho pode fazer quase tudo. Até aprovar as pedradas de Ahmadinejad.(Continua aqui)
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