sábado, 18 de dezembro de 2010

Para estender mordomias para ex-marido e para a filha, Dilma abre escritório da Presidência em Porto Alegre.

A história se repete. Lula, para garantir as mordomias de Lurian, tais como seguranças, motoristas e mais sete automóveis, abriu um escritório presidencial em Florianópolis, onde jamais assinou um autógrafo. Fez o mesmo para tomar conta do outro filho e dos seus bens em São Bernardo do Campo, para onde ia aos finais de semana e de onde jamais despachou, pois as visitas sempre foram para comícios e cachaçadas. Além disso, também tinha um escritório em São Paulo, usado pouquíssimas vezes, que também botava a presidência a serviço do Lulinha Telemar, o filho "fenômeno". Agora Dilma já escolhe local para instalar um escritório em Porto Alegre, conforme informa Zero Hora. Para botar a infra-estrutura presidencial a serviço da filha, do genro, do neto e até do ex-marido, Carlos Araújo, dotando-os de todas as mordomias. Quem viver, verá. Clique na matéria para ampliar e ler.

Faltam 13!

Faltam apenas 13 dias para ver Lula pelas costas. É ou não é um motivo e tanto para comemorar? Portanto, hoje, dia de sol, sem vento, céu azul da cor do mar ou mar azul da cor do céu, é um dia e tanto para comemorar. É o penúltimo sábado com o boçal nas manchetes. Um grande sábado para todos. O Coronel tem compromissos inadiáveis com a foto acima, mas os comentários serão liberados.

"Doutor" Mercadante avacalha a academia. Em 2011, ele vai mandar nas verbas da pesquisa e na avaliação da pós-graduação. É a treva.

A matéria é da Folha de São Paulo:

A duas semanas de assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) levou ontem a retórica do palanque para a academia. Ele voltou à Unicamp após 12 anos para concluir o doutorado em economia com uma tese sobre o governo Lula. Saiu com o título, mas foi repreendido pelos examinadores por exagerar nos elogios ao presidente. Em tom de campanha, o petista anunciou o nascimento do "novo desenvolvimentismo" -um modelo baseado em crescimento e distribuição de renda. Com cinco livros de sua autoria sobre a mesa, ele resumiu a tese, de 519 páginas, em frases quase sempre na primeira pessoa do plural.

"Superamos a visão do Estado mínimo"; "Não nos rendemos à tradição populista"; "Retiramos 28 milhões da pobreza"; "Melhoramos muito o atendimento na saúde"
, pontificou, em momentos diferentes da apresentação. Empolgado, o senador ignorou o limite de meia hora e usou o microfone por 50 minutos. Dedicou boa parte do tempo ao repertório da Era FHC, com ataques ao neoliberalismo e ao Fundo Monetário Internacional. Num flashback do horário eleitoral, chegou a criticar o preço dos pedágios em São Paulo, bandeira que não foi capaz de evitar sua segunda derrota seguida na disputa pelo governo do Estado. 

Coube ao ex-ministro Delfim Netto, professor titular da USP, a tarefa de dar o primeiro freio à pregação petista. "Esse negócio de que o Fernando Henrique usou o Consenso de Washington... não usou coisa nenhuma!, disse, arrancando gargalhadas. "Ele sabia era que 30% dos problemas são insolúveis, e 70% o tempo resolve." Irônico, Delfim evocou o cenário internacional favorável para sustentar que o bolo lulista não cresceu apenas por vontade do presidente. "Com o Lula você exagera um pouco, mas é a sua função", disse. "O nível do mar subiu e o navio subiu junto. De vez em quando, o governo pensa que foi ele quem elevou o nível do mar..."
 
"O Lula teve uma sorte danada. Ele sabe, e isso não tira os seus méritos", concordou João Manuel Cardoso de Mello (Unicamp), que reclamou de "barbeiragens no câmbio" e definiu o Fome Zero como "um desastre". À medida que o doutorando rebatia as críticas, a discussão se afastava mais da metodologia da pesquisa, tornando-se um julgamento de prós e contras do governo. Só Luiz Carlos Bresser Pereira (USP) arriscou um reparo à falta de academicismo da tese: "Aloizio, você resolveu não discutir teoria...

Ricardo Abramovay (USP) observou que o autor "exagera muito" ao comparar Lula aos antecessores. "Não vejo problema em ser um trabalho de combate", disse. "Mas você acredita que o país estaria melhor se as telecomunicações não tivessem sido privatizadas?" A deixa serviu como para que Mercadante retomasse o tema do pedágio. A tese pareceu agradar a maior parte das 300 espectadores, que se dividiram entre o auditório lotado e um telão do lado de fora. Mas também despertou algumas críticas. "Achei bom, mas ele é muito militante, né? Parece que a campanha não acabou...", comentou o vestibulando Mateus Guzzo, 18, que disse votar no PSOL.  

"Essa ideia de que o pesquisador tem que dissociar a paixão da racionalidade é uma visão superada pela neurociência", defendeu-se Mercadante, na saída. Reverenciada pelo senador, a economista Maria da Conceição Tavares (UFRJ e Unicamp) não pôde ir, mas enviou bilhete elogioso. Nascida em Portugal, ela poderia ter corrigido o "discípulo e aluno dileto" quando ele, ao exaltar a política externa de Lula, disse que "não houve indicação de embaixador político neste governo". Em 2003, o presidente entregou a representação em Lisboa ao ex-deputado Paes de Andrade (PMDB-CE), que estava sem mandato. O ex-presidente Itamar Franco também chefiou diplomatas em Roma, antes de romper relações com o PT.

Ditador venezuelano segue exemplo do ditador mineiro e ganha plenos poderes para legislar.

Da Folha de São Paulo:

Numa manobra de última hora, a Assembleia Nacional da Venezuela, dominada pelo governo, aprovou ontem lei que dá a Hugo Chávez poder para legislar por decreto por 18 meses, e não por um ano, como havia sido proposto inicialmente. Desta maneira, Chávez poderá baixar decretos-lei a respeito de nove áreas até julho de 2012 -ou seja, seis meses antes de cruciais eleições presidenciais. O presidente argumenta que necessita da prerrogativa legislativa para responder à crise provocada pelas fortes chuvas, que deixaram 130 mil desabrigados, inundaram cidades inteiras na costa e arrasaram plantações. A oposição, porém, se declarou em "emergência" e afirma que Chávez quer esvaziar o próximo Parlamento, que assume em 5 de janeiro. Na nova Assembleia, o chavismo não terá mais maioria qualificada (2/3) para passar leis nem 99 votos para aprovar a lei habilitante para o Executivo. 
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Em Minas Gerais, ontem, Antônio Anastasia(PSDB), sucessor do nome ascendente da oposição tucana, Aécio Neves, aprovou a mesma lei delegada em uma Assembléia onde tem a ampla maioria de 50 x 12. Mesmo assim, escolheu esmagar a oposição, como o pior dos ditadores. Uma vergonha para a democracia.

O pedágio da Dilma.

Da Folha de São Paulo, com uma pergunta: se combinam o valor das doações, por que não combinariam o valor dos serviços?

Um grupo de dez empresas de segurança privada, metade delas detentora de contratos de prestação de serviço com o governo federal, doou R$ 1,4 milhão para a campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). As cinco empresas com contratos com o governo são Nacional, Power, Treze Listas, Vanguarda e Master. Elas atuam na segurança de postos de órgãos como Receita Federal, AGU (Advocacia-Geral da União), INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) e Ministério da Agricultura, tanto na capital quanto no interior paulista. Em 2010, essas empresas receberam R$ 25,1 milhões da União. No segundo mandato do presidente Lula, foram R$ 122 milhões. As doações são legais. Representantes do setor justificam os repasses pela tentativa de sensibilizar o governo para mudar a legislação sobre segurança privada.

As outras doadoras são: GP Guarda Patrimonial, MS Serviços de Segurança Privada, Impacto Serviços de Segurança, Verzani & Sandrini Segurança Patrimonial e Gocil Serviços de Vigilância. Muitas delas também atuam em outras áreas. A Impacto e a Gocil dividiram as doações com suas filiais de limpeza e serviços gerais. A prestação de contas da campanha de Dilma, registrada no TSE, mostra que as doações seguem um padrão de valores e datas. No dia 30 de agosto, por exemplo, cinco empresas fizeram doações em valores idênticos: Power, Treze e GP doaram R$ 175 mil cada uma. Nacional e Vanguarda desembolsaram R$ 85 mil cada. Depois, no início de outubro, essas empresas voltaram a doar valores idênticos, sendo três parcelas de R$ 92.500, e duas de R$ 48.750. Outras quatro empresas -Master, MS, Impacto e Verzani- repassaram R$ 210 mil em setembro, e a Gocil doou R$ 100 mil em novembro, após a vitória da petista.

Um dos principais pleitos do setor junto ao governo é a revisão da lei que regulamenta a atividade de segurança privada, da década de 80. As empresas cobram a penalização de concorrentes que executam serviços sem registro na Polícia Federal. "Apostamos na continuidade do governo e que ele olhe para o setor de serviços como gerador de mão de obra", disse José Jacobson Neto, vice-presidente da GP. Ele negou que as doações tenham sido orquestradas. A Vanguarda, por meio de sua assessoria, justificou as doações pela "possibilidade de criação de leis que venham trazer novos horizontes para o segmento de prestação de serviços e alterações na atual legislação".

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A UNE já está com o dinheiro na conta. Verba do SUS está atrasada 10 dias.

Da Folha Poder:

O governo federal atrasou em dez dias o repasse de R$ 2,3 bilhões do Sus (Sistema Único de Saúde) que deveria ter sido feito aos Estados e municípios em dezembro. O pagamento deveria ter sido feito no dia 7, mas só começou a ser realizado nesta sexta-feira. A demora aconteceu pois o Ministério da Saúde só tinha autorização para repassar aos Estados e Municípios R$ 2 bilhões e precisava da aprovação de crédito suplementar de R$ 300 milhões para poder enviar toda a verba.

O atraso levou gestores de hospitais a recorrerem a empréstimos para pagar salários e o 13º dos funcionários.José Roberto Ferraro, superintendente do Hospital São Paulo, pegou um empréstimo bancário de R$ 14 bilhões. Em janeiro, terá que pagar juros de R$ 142 mil. "É um dinheiro que vai nos faltar. Que eu poderia investir na compra de remédios." Segundo ele, um atraso no repasse como este não acontecia havia mais de dez anos.

Fecho de ouro na farra das indenizações comandada por Lula.

Este é o prédio da UNE, no Rio, que os estudantes incendiaram em 1964. Valeu à pena tacar fogo no pulguedo!

Este é o novo prédio da UNE, que será construído no mesmo lugar. Foi projetado, é claro, pelo dinossauro comunista Oscar Niemeyer, que cobrou os olhos da cara pelo trabalho e  que custará mais de R$ 44,6 milhões, doados pela Comissão de Anistia do Lula. Lula acaba de assinar o checão. Como todo o prédio de Niemeyer é pródigo em goteiras, terá uma proteção natural contra incêndios. A não ser que o seguro seja compensador, já que a UNE, cheia de convênios fraudados, não é lá muito honesta na sua gestão.

Tucanos mineiros mostram o que pensam da democracia. A oposição deveria ficar envergonhada. E amedrontada.

Antonio Anastasia, governador eleito de Minas, do PSDB, sucessor do grande democrata, quer dizer, do grande tucano Aécio Neves, acaba de venezuelizar Minas Gerais. Aprovou uma lei delegada, por 50 a 12, pela qual pode aprovar uma reforma administrativa sem passar pela Assembléia. Hugo Chávez queria a mesma coisa, mas voltou atrás. Nem Chávez teve coragem de fazer o que Antonio Anastasia, o sucessor de Aécio Neves, acaba de fazer em Minas Gerais. É este tipo de política que pretende preponderar na oposição brasileira. Se vão chegar ao poder pelo voto ou pela ditadura, para eles é a mesma coisa. O que conta é chegar lá.

Evo indica Lula para ser Secretário-Geral da ONU. Lula não aceita, como se o indio cocalero pudesse fazer tal convite.

A ONU tem 192 países membros. O Secretário-Geral é eleito pela Assembléia Geral, com um detalhe: antes é recomendado pelo Conselho de Segurança. Só não é eleito se não tiver maioria absoluta, o que nunca ocorreu na história da organização. Evo Morales é o cocô do cavalo do Simon Bolívar. Lula é o cocô do cavalo do Dom Pedro I.São dois inexpressivos dentro da ONU. Agora vejam o que Lula disse:  "Não pode ter um político forte na ONU, porque não pode ser maior que os presidentes dos países e eu fico meio preocupado se virar moda presidentes de países presidirem a ONU... Daqui a pouco os EUA estão disputando, além do Conselho de Segurança, também o controle das Nações Unidas e aí tudo ficará mais difícil" Lula, em fim de carreira, se acha maior que os presidentes de outros países e, em ato falho, ainda se coloca como presidente, o que, pelo menos formalmente, ele não será mais. Lula não entende absolutamente nada de ONU. Tanto é que, um dia, achou que poderia ter um assento no Conselho de Segurança. O país gastou bilhões de dólares com esta imbecilidade.

Terminou.

Um discurso protocolar e fraco. Falou apenas uma vez no Lula. Acabou o discurso de diplomação da Dilma.

Dilma fala.

Uma gaguejada. A cabeça sempre caída para a direita. Tenta falar sem ler. Desiste e lê direto. Dá-lhe, meu neurônio! Agora embalou.

Dilma de azul e vermelho.

Dilma Rousseff veste um conjuntinho azul e vermelho. Combinação arrojada. Simbólica.

"Três porquinhos" juntinhos na diplomação da Dilma.

Começou, pela Globo News, a diplomação de Dilma Rousseff, no TSE. Vamos curtir a primeira gafe juntos? A primeira gaguejada? Simbora!

Marta Suplicy quer ser a vice do Sarney no Senado. Que bela dupla!

Da Folha Poder:

Diplomada nesta sexta-feira pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, a senadora eleita Marta Suplicy (PT) afirmou que pretende pleitear com o partido a vaga de primeira vice-presidente do Senado.Para a ex-prefeita de São Paulo, a presidência da Casa deverá ser ocupada pelo PMDB, partido do vice-presidente eleito, Michel Temer. Questionada sobre seus planos, Marta se limitou a responder que planeja fazer um bom mandato no Senado. "Estou muito animada, com muita garra. É um desafio e um privilégio muito grande representar São Paulo", declarou a petista. 
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Do Radar Político do Estadão:

As contas de campanha da Senadora eleita, Marta Suplicy (PT), foram reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. O Tribunal informou que a decisão não impede sua diplomação. Cabe recurso da decisão. O Tribunal julgou que a razão social da empresa contratada para panfletagem não é compatível com a função. A Bravo Te.Serviços Especializados Ltda tem como razão social a limpeza de prédios e domicílios. O valor pago à empresa foi de R$ 533,6 mil. Outra despesa com panfletagem, de R$ 185 mil, foi utilizada para pagar alimentação e transporte da equipe. Toda conta desaprovada é enviada à Procuradoria Geral do Estado (PGE), que decidirá quais as providências cabíveis.

"Doutor" Mercadante lança o PAD, Programa de Aceleração do Doutorado. O dele demorou mais de 20 anos.

Trecho de entrevista do "Doutor" Aloizio Mercadante ao Portal da Unicamp, hoje pela manhã, enquanto a sua tese não era defendida:

Portal - Outro dado apontado pela Unesco é a estagnação na formação de novos doutores no Brasil, que caiu nos últimos cinco anos de 15% para 5% ao ano. Como reverter essa tendência? O novo governo pretende, por exemplo, rever a política de bolsas do CNPq?
Mercadante
 – Nós tivemos esse ano 155 mil bolsas CNPq e Capes. É um esforço muito grande. A Capes triplicou o seu orçamento, o CNPq não. Então tem de ter uma política especial para o CNPq e já apresentei a minha preocupação ao governo. Nós precisamos também que a Finep se transforme numa instituição financeira, porque ela vai ter muito mais atividades para o financiamento e sai das restrições orçamentárias, a exemplo do que é o BNDES na área da indústria. Nós precisamos mexer na política de financiamento à pesquisa. Agora, com a criação de novas universidades federais está havendo uma descentralização importante na formação de mestres e doutores, criando-se novos pólos regionalizados, e isso vai ter um papel muito importante para voltarmos a acelerar. E recursos humanos é a prioridade das prioridades. Porque só produzindo gente competente, que pesquisa e produz, nós vamos poder avançar na inovação, na ciência e tecnologia no Brasil.

Leia posts abaixo. E vejam que para Mercadante, para termos mais doutores, basta abrirmos mais universidades. Diploma é o que interessa, o resto não tem pressa.

Dois diplomas que são a cara do Brasil.

O palhaço Tiririca, um analfabeto, acaba de receber o seu diploma de deputado federal. Ao mesmo tempo, Aloizio Mercadante, um jubilado que corrompeu todas as regras vigentes na pós-graduação brasileira para obter um título de doutor, está recebendo o seu diploma na Unicamp. Não é a cara pintada e com nariz vermelho do Brasil?

Quem é da nossa gang não tem medo.

Da coluna da Mônica Bergamo, que está na Folha do Aécio:

O presidente Lula arrancou gargalhadas de Aécio Neves (PSDB-MG) anteontem ao cochichar no ouvido dele na cerimônia de premiação da revista "IstoÉ". Quem estava perto escutou a piada: "Aécio, conta comigo para ir atrás dos 7% que não aprovam você lá em Minas Gerais. Vamos encontrar esses caras e dar umas porradas neles!". Como Lula, Aécio deixou o governo de Minas com aprovação recorde.
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Como foi um cochicho, a conversa só pode ter sido contada à colunista por Lula ou Aécio. Adivinha quem contou?

Dia de luto para a ciência, a pesquisa e a educação do Brasil: Mercadante ganha título de doutor da Unicamp.


Hoje, às 10 horas, no Instituto de Economia da Unicamp, Aloizio Mercadante(PT-SP) vai ter a sua tese "defendida" por uma banca composta por Maria Conceição Tavares, Bresser Pereira e Delfim Netto. A tese não é inédita, Mercadante não é um pesquisador, seu prazo para concluir o doutorado já expirou há mais de 20 anos. No entanto, em ato lamentável para a ciência, a pesquisa e a educação do Brasil, ele será titulado por uma das mais respeitadas universidades do país. A partir de primeiro de janeiro de 2011, Mercadante poderá mandar e desmandar nas verbas de pesquisa, através do CNPq e deitar e rolar na avaliação dos cursos de pós-graduação, através da Capes. Ambos os órgãos fazem parte do Ministério da Ciência e Tecnologia, que "doutor" Mercadante comandará. Faz sentido esta homenagem da "academia". Para detalhes,  leia aqui e aqui.

Se houvesse o "controle social da mídia", Franklin Martins não discutiria: a PF "empastelaria" a redação da Folha.

Da Folha de São Paulo:

O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) voltou a afirmar que a Folha distorceu informação a seu respeito e usou o caso para dizer que imprensa livre não é necessariamente sinônimo de imprensa de qualidade. "A liberdade de imprensa é uma coisa maravilhosa. A liberdade de imprensa só garante uma coisa: que a imprensa é livre. Que a imprensa é boa, não garante. A imprensa livre faz muita besteira, faz bobagem, desinforma", disse, em audiência no Senado para discutir a regulação de radiodifusão (rádio e TV) e telecomunicações. 

Em novembro, ele havia dito que a Folha havia distorcido sua fala em encontro sobre convergência de mídias. "A Folha botou na Primeira Página que eu tinha dito num tom quase arrogante algo como "vai haver controle", "com consenso ou sem consenso'", disse, na época. A Folha não errou. O ministro disse o que foi publicado. A chamada "Governo diz que vai regular mídia mesmo sem consenso", na Primeira Página, relatava que Franklin afirmara "que o governo está disposto a levar adiante a discussão de novas regras para o setor de mídia digital mesmo sem entendimento". Na ocasião, o ministro declarou: "A discussão está na mesa, está na agenda, ela terá de ser feita. Pode ser feita num clima de entendimento ou de enfrentamento".

Ontem, Franklin voltou ao assunto. "Cobrei o diretor de Redação da Folha de S.Paulo publicamente num debate na TV Cultura. A Folha de S.Paulo foi lá e examinou isso aqui [papel com degravação de sua fala] e chegou à conclusão que eu havia falado exatamente o que ela havia publicado. Tudo bem, cada um convive com seus erros como pode", afirmou. Na verdade, o ministro falou com o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila. Anteontem, o presidente Lula já havia tocado no tema da liberdade de imprensa. "A China é exceção, e Cuba é exceção. Mas, em qualquer país, a imprensa cobre aquilo que tem mais apelo à sociedade. Nem sempre construir tem mais apelo. Às vezes destruir tem mais apelo", disse.
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O sonho deste ministro, cuja maior obra vem dos tempos de guerrilheiro e terrorista, quando redigiu uma carta ameaçando um refém com execução sumária, é ter uma imprensa que publique  apenas notas oficiais. Ou comunicados de sequestradores da liberdade de expressão. Na imprensa controlada pelas leis e normas de Franklin Martins, não haveria interpretação da notícia e análise da informação. Haveria transcrição ou "degravação", como a que carregava em mãos no dia de ontem, apenas para bater boca com a Folha de São Paulo. Os repórteres seriam substituídos por estenógrafos. E os jornais acabariam sendo apenas um, como em Cuba. Ou dois, porque assim como lá, haveria um jornal dos sindicatos que, quando os cubanos usam para fins mais nobres, saem bumbum repintado de vermelho, revelando a travessura.

Socorro! Não chamem um médico!

Abaixo, mais um feito de Fernando Haddad(PT-SP), o ministro da Educação do Lula: o fim dos cursos de Medicina no Brasil. Clique na matéria para ampliar e ler matéria do Estadão:


Lula dá o seu primeiro passo como lobista. Quanto vale Itaipu?

Do Painel da Folha:

Perspectiva Em conversa em Foz do Iguaçu com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, Lula opinou que, sob Dilma, a aprovação da revisão do Tratado de Itaipu tende a ser facilitada, dada a confortável maioria de que sua sucessora desfrutará no Congresso Nacional. 

Educação: fidelidade da Dilma, traição do Alckmin.

É impressionante. Fernando Haddad(PT-SP), o petulante, pedante, arrogante ministro da Educação, que destruiu o Enem, uma das melhores criações de Paulo Renato de Souza(PSDB-SP), um ministro da Educação que deixou saudades, vai continuar no cargo. Já Paulo Renato de Souza não continuará como secretário da Educação de São Paulo, porque Geraldo Alckmin quer fazer as pazes com a Bebel da Apeoesp, aquela que atacou Serra ferozmente e que queimou livros em praça pública. Só falta chamar o Gabriel Chalita de volta para este PSDB "refundado".

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Entre outros equívocos, o PSDB acha que 44 milhões de votos foram no partido. O que é no mínimo uma falta de respeito.

Finalmente, no canto do site do PSDB, surgiu a íntegra da Carta de Maceió, onde os governadores tucanos  decidiram que não farão oposição ao Governo Dilma. Leiam:

CARTA DE MACEIÓ

Os governadores eleitos pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), reunidos em Maceió, capital do Estado de Alagoas, em 15 de dezembro de 2010, reafirmam seu compromisso de construir uma ampla agenda nacional de trabalho e discussões.
Um compromisso focado no desenvolvimento econômico e social e no fortalecimento das relações do partido com a sociedade, com sua base política e partidária, com o Governo federal e com os municípios.
Afinal, o PSDB saiu das últimas eleições como uma força política transformadora, com o apoio de mais da metade da população e do PIB brasileiros.
Além do desafio de governar bem oito unidades da federação, é necessário manter a coerência e a qualidade de seu discurso político.
Nesta Carta de Maceió, os governadores eleitos ratificam sua identidade com os valores e princípios fundamentais do PSDB: a consolidação da democracia, a estabilidade econômica, o bem-estar de todos os brasileiros, a ética na política e a liberdade de expressão.
Inspirados por esses objetivos, os governadores do PSDB vão trabalhar juntos para:
  1. Cooperação entre Governos: promover, de forma constante e crescente, a cooperação entre os respectivos governos, aproveitando as experiências de sucesso de cada estado, principalmente, na competente e vitoriosa política de profissionalização da gestão pública;
  2. Relação com o Governo Federal: estabelecer com o Governo federal uma relação altiva de respeito mútuo, com responsabilidade e independência, na busca do entendimento para enfrentar os graves desequilíbrios regionais e sociais;
  3. Pacto Federativo: colaborar de forma crítica e democrática para restabelecer o equilíbrio do pacto federativo,  promovendo: i) a revisão dos mecanismos de transferências voluntárias; ii) o estabelecimento da responsabilidade compartilhada entre União-Estados-Municípios; iii) uma agenda robusta de investimentos necessários ao desenvolvimento;
  4. Segurança Pública: cobrar a participação adequada do Governo federal no financiamento da segurança pública, mediante a transferência de recursos de forma regular e automática;
  5. Fórum dos Governadores: tornar permanente este fórum de governadores do PSDB, para estabelecer um processo dinâmico e duradouro de interação e coordenação das ações, propostas, posicionamento político;
  6. Apoio a Alagoas: por fim, os  governadores do PSDB declaram seu irrestrito apoio à implantação do Estaleiro Eisa em Alagoas, empreendimento fundamental para o combate à pobreza e a redução da desigualdade regional;
Antônio Anastasia – Governador de Minas Gerais
Anchieta Júnior – Governador de Roraima
Beto Richa – Governador do Paraná
Geraldo Alckmin – Governador de São Paulo
Marconi Perillo – Governador de Goiás
Simão Jatene – Governador do Pará
Siqueira Campos – Governador de Tocantins
Teotonio Vilela Filho – Governador de Alagoas

Maceió, 15 de dezembro de 2010
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Nenhuma palavra de agradecimento à coligação de partidos, que reuniu PTB, PPS, DEM, entre outros. Tampouco uma palavra de agradecimento a José Serra, candidato à presidência. Os 44 milhões de votos foram do PSDB, na análise dos governadores. Quanta ingratidão e quanta inabilidade.

Cabral defende a legalização do aborto, da maconha e dos bingos. Afinal de contas, quem nunca fez um abortinho, puxou um fuminho e apostou umas fichinhas?

Hoje Sérgio Cabral(PMDB), governador preferido do Lula e da Dilma, completou a sua trilogia de apoio ao crime. Tempos atrás, Cabral defendeu a legalização da maconha, porque ela traz menos danos que o álcool e o tabaco. Que o álcool, com certeza, o governador que o diga! Há poucos dias, pregou a legalização do aborto, pois, segundo ele, "quem aqui nunca teve uma namoradinha que teve que abortar?"  Hoje, Sérgio Cabral defendeu a legalização dos bingos, que acaba de ser derrotada no Congresso, "porque o Brasil tem mais problemas quando as coisas são ilegais". Para Cabral, legalizar o crime é a saída mais fácil para os problemas, pois eles deixam de ser problemas e passam a ser soluções. Para Cabral, a grande sacada, malandro, é organizar o crime desorganizado.

A Imprensa deveria ficar com vergonha: pesquisa Ibope confirma que já está em vigor o (auto)controle social da mídia.


A pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, traz um dado estarrecedor. De setembro a novembro, exatamente no período que englobou as eleições presidenciais, a percepção dos brasileiros a respeito de uma imprensa favorável ao Governo Federal e ao Presidente da República atingiu níveis positivos como nunca vistos na história deste país. No período eleitoral, apenas 7% dos brasileiros acharam que o noticiário foi mais desfavorável para o governo. Um período que, naturalmente, deveria ser de franco questionamento ao oficialismo mostrou que o jornalismo brasileiro é majoritariamente chapa branca. Interessante é que, ao mesmo tempo em que a Imprensa em geral lambia Lula, recrudescia a campanha petista para controlar a mídia.  Este 7% captado pela pesquisa CNI/Ibope, com certeza, inclui apenas os sindicalistas, movimentos sociais, blogueiros do esgoto, políticos petistas e outros radicais. A imprensa brasileira deveria ficar com vergonha. E não é à toa que, com a submissão praticamente completa da mídia, Lula apareça com 87% de aprovação.Clique na imagem para ampliar e ler.

Só depois da eleição.

Da Folha Poder, informando que, mesmo que tenham sido chamados no início do ano, os beneficiados só foram penalizados depois da eleição...

O governo federal bloqueou no final de novembro o benefício de 387.738 famílias inscritas no Bolsa Família. Desde o início do ano, 1,1 milhão de famílias foi selecionado pelo MDS (Ministério o Desenvolvimento Social) para atualizar os dados cadastrais, mas 33% desse grupo ainda não atendeu ao chamado. As famílias que não atualizarem seus dados correm o risco de perder o benefício. "O programa tem grande impacto na vida das famílias, mas é preciso que os dados cadatrais sejam atualizados", afirmou à Folha a ministra Márcia Lopes (Desenvolvimento Social).Leia mais aqui.

Parem com esta falácia!

Por favor, parem com esta falácia de que governador, em função da distribuição de recursos, deve ficar de bem com o governo federal. As transferências são reguladas por lei. O que existe é a troca de favorzinhos tipo rolagem das dívidas e é por isso que governadores covardes  e incompetentes não querem fazer oposição. Cortem gastos. Reduzam a máquina. Demitam apadrinhados. Não permitam roubos em obras públicas. Sejam honestos e decentes. Assim terão força para peitar o governo federal, pois terão o apoio da população dos seus estados. Parem com esta falácia! Este Blog deletará qualquer manifestação que tente dar razão aos governadores tucanos. Eles estão sendo  covardes e desonestos politicamente ao decidirem não fazer oposição à corrupção, ao compadrio e a esta farsa que é o governo do PT. Troquem o tucano por um bambi ou uma ovelhinha. Combina mais com tanta coragem e determinação.
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Por que,ontem, os governadores tucanos não fizeram um pacto para reduzir em 10% o peso da máquina em seus estados? Para criar um sistema mais eficaz de fiscalização das obras públicas para evitar a corrupção? Para trabalharem de forma articulada na compra de insumos para mais de 50% do Brasil? Para lançarem um programa conjunto da habitação popular ou de segurança? Para mostrarem que o Brasil que comandam é o Brasil que funciona. Por que não? Porque querem ser iguais ao que estão lá no Planalto. Porque querem fazer igual. Porque não querem mudar coisíssima alguma. No máximo, daqui uns 12 anos, trocar um Lula por um Aécio. Tipo cocô por bosta, continuando a exercer o seu brilhante papel de moscas varejeiras das piores práticas políticas deste país.

Locupletemo-nos todos, decidiram deputados e senadores, diante do silêncio do presidente e seus ministros.

 Tabela publicada em O Globo. Clique na imagem para ampliar e ler.

A frase é de Stanislaw Ponte Preta: "restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos". Os senadores e deputados brasileiros decidiram pela segunda alternativa e concederam a si mesmos aumentos que são uma afronta e um acinte aos brasileiros. Geraram um gasto adicional de R$ 1,8 bilhão por ano aos cofres públicos, pelo efeito cascata da concessão de um aumento de 62% aos próprios salários. Arrastaram consigo os ministros e o Presidente da República, que tiveram aumentos ainda maiores, chegando a 133%. Enquanto isso, já caiu um relator do Orçamento, envolvido em grossas falcatruas. A substituta, se não tivesse virado ministra das tainhas, também teria caído, pois enviou milhões em emendas para cabos eleitorais em Santa Catarina. A terceira relatora só não caiu porque não tem vergonha na cara, tendo como assessora direta uma ongueira que obteve R$ 4 milhões para instituições fajutas, em emendas do orçamento. 

O país está anestesiado. Certa vez, um velho amigo fez uma interessante análise. Dizia ele que o dinheiro frio, aquele sem origem declarada, é o dinheiro mais limpo do mercado. Dizia ele que este dinheiro não paga imposto para os políticos roubarem. Dizia ele que este dinheiro não é depositado em bancos para os banqueiros afanarem. Dizia ele que este dinheiro vivo e não contabilizado vira 100% consumo, 100% salário, 100% riqueza. Olhando o que os deputados e senadores aprovaram no dia de ontem, em benefício dos próprios bolsos, começo a concordar com aquele velho amigo. Se 40% do dinheiro vira imposto para o governo e, destes, 30% viram corrupção e outros 90% viram pagamento da famigerada máquina pública, incluindo presidente, ministros, deputados, senadores, juízes, promotores ganhando salários astronômicos, sobra muito pouco para o povo. Talvez esta seja a única saída para acabar com tanta sujeira: a desobediência fiscal, o retorno ao escambo ou coisa que o valha para não botar mais dinheiro na mão desta canalha.

Aécio, com chave de ouro.

Os 44 milhões de eleitores de oposição notaram a ausência de uma pessoa que foi extremamente importante nos oito anos do governo Lula e que não estava presente na cerimônia do balanço da gestão, onde Lula reuniu todos os seus ex e atuais colaboradores: Aécio Neves. Ele foi, sem dúvida alguma, um dos mais fiéis aliados, agindo com discrição e extrema competência. E Aécio foi um bom companheiro até o último dia pois, ontem, em função da sua liderança ascendente, os oito governadores do PSDB, escudados pelo presidente do partido, decidiram que não farão mais oposição ao governo. À noite, no entanto, Aécio saiu dos bastidores e caiu na gandaia, comemorando mais esta vitória ,na qualidade de Brasileiro do Ano na Política, ao lado do Brasileiro da Década e da Brasileira do Ano 2010, na festa de entrega de prêmios da Revista Quanto É. Adivinha quem são os outros dois premiados?

A volta do que não vai.

A estratégia de Lula para continuar governando é deixar algumas bombas de efeito retardado para a sua eleita, Dilma. Nem vamos falar nas bombas econômicas. Vamos nos ater à bomba política da eleição da Câmara, por exemplo. Lula deixa um PT dividido e a possibilidade concreta de que exista uma rebelião e possa surgir um Aldo Rabelo por aí, com sérias chances de tumultuar a eleição para a casa. Quem será chamado logo depois das férias, em fevereiro, para resolver de vez o imbroglio? Ele, Lula. E assim será pelos próximos quatro anos. Nos momentos mais difíceis, a sua tropa de choque, devidamente instalada dentro do Palácio do Planalto, puxará o tapete da Dilma para estendê-lo aos pés de Lula, que assim continuará governando até a  volta triunfal em 2014. Isto quando a própria não levantar o telefone para receber a ordem do dia, na medida em que não tem as mínimas condições para suceder o seu criador. Dilma, no seu mandato, fará o servicinho mais difícil: controlar a mídia, aprovar limites para a propriedade privada, recriar a CPMF, legalizar o aborto. Vai limpar a área para que Lula retorne e entre com bola e tudo no ano da Copa do Mundo no Brasil. Quem viver, verá.

Operação "Apaga Mensalão"

Lula, ontem, no discurso de balanço dos seus oito anos de governo, onde reescreveu a História do Brasil, registrando-a em cartório que não ninguém a roube, como ele próprio fez, falou o seguinte:

Eu queria, neste ato aqui, na verdade, era prestar uma homenagem àqueles companheiros que, durante oito anos ou durante alguns meses ou durante alguns dias, se dedicaram a construir o que nós plantamos. Aqui tem ministros, aqui...  estou vendo o companheiro José Dirceu ali, estou vendo o companheiro Walfrido, estou vendo outros companheiros que, se não se levantarem eu não vejo, mas...

O companheiro José Dirceu está sendo condenado por diversos crimes, na qualidade do chefe da sosfisticada organização criminosa que institucionalizou o Mensalão Petista. Walfrido Mares Guia, ex-ministro do Turismo, criador do Mensalão Tucano em Minas Gerais, está arrolado no mesmo processo. Receberam destaque especial de Lula que, na saída do governo, tenta apagar o Mensalão da História.

Forbes: Serra entre as 15 celebridades mundiais do Twitter.

A Forbes destaca dois brasileiros como celebridades mundiais no Twitter. Paulo Coelho e José Serra: o escritor em espetacular segundo lugar e José Serra como o segundo político no mundo, em décimo-quinto lugar. Barack Obama está em décimo-primeiro lugar. A metodologia de análise é o Índice Klout, que usa 25 variáveis para medir a influência no Twitter.

Capangas petistas foram convidados de honra na festa de encerramento do Lula.

Da Folha de São Paulo:

No Palácio do Planalto, sindicalistas acusados de comandar agressão contra José Serra (PSDB) durante a campanha participaram, com ministros e ex-ministros, de evento em que o presidente Lula fez balanço da gestão. José Ribamar Lima e Sandro Cezar, conhecido como "Sandro Mata-Mosquito", participaram da solenidade como convidados, "representantes dos movimentos sociais", nas palavras deles. Os dois ganharam notoriedade no segundo turno da eleição. Ligados ao PT, foram apontados pelo PSDB como organizadores de um protesto contra o presidenciável, ato que acabou em tumulto e pancadaria no Rio. À Folha ambos negaram qualquer atitude hostil contra o então rival da presidente eleita, Dilma Rousseff. "Nos pegaram porque somos peões. Na realidade, não houve agressão nenhuma. Se ocorreu, não fomos nós", disse "Mata-Mosquito". Na confusão, Serra foi atingido por um objeto. Para petistas, era uma bolinha de papel. Para tucanos, bobina de adesivos de campanha.
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Comentário: qual a semelhança entre o Sandro Mata Mosquitos e o Sombra Mata Prefeito? Os dois negam veementemente os crimes de que são acusados e que favoreceram o PT.

Atitude.

Do Painel da Folha:

Assim não 1 Jutahy Júnior (PSDB-BA), aliado fiel de José Serra, reclama do comportamento de correligionários: "Candidato da oposição que está mais preocupado em abrir canal com o governo se desqualifica".

Assim não 2 Continua Jutahy: "Tem gente querendo discutir 2014 sem antes cumprir o devido papel de oposição. A questão é que a sociedade não está cobrando de nós um candidato. Está cobrando uma postura".
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Comentário: está fácil fazer jornalismo político no Brasil. Agora quem quer fazer oposição no Brasil é Serra e é perdedor. Quem não quer fazer oposição é Aécio e está refundando a oposição para que ela seja generosa, de qualidade, propositiva, em resumo, pelega.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dilma comemora fim da oposição, ao lado de Aécio. Cantemos: "Aécio é bom companheiro, Aécio é amigo batuta..."

Da Folha de São Paulo:

A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira que espera tomar posse em clima de unidade nacional e prometeu não discriminar políticos de oposição. "A partir de 1º de janeiro, sou a presidenta de todos os brasileiros. Isso significa um momento de congraçamento e de unidade", disse, em festa da revista "IstoÉ" em São Paulo. "Olharei para todos sem nenhum distinção em relação a sua procedência política, visão de mundo, crença religiosa ou seu time de futebol." Dilma discursou diante do presidente Lula e do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG), que deve comandar a oposição a seu governo no Congresso. O governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), também estava no palco no momento do discurso. A pouco mais de duas semanas da posse, a presidente eleita disse estar vivendo seu momento "mais tranquilo" na jornada iniciada na campanha. Ela recebeu o prêmio "Brasileiro do Ano" da revista "IstoÉ", em festa num clube de São Paulo. O presidente Lula receberá o prêmio "Brasileiro da década".

Isto que é trair com requintes de crueldade.

A reunião dos oito governadores tucanos, realizada em Maceió, teve um único objetivo, que pode ser resumido no seguinte pensamento: "já que vamos trair o eleitor, vamos trair juntos, com as bênçãos do presidente do partido, oficialmente". Algo assim como vamos pagar logo esta fatura em bando, até porque o eleitor esquece tudo rápido. Vamos botar logo uma pedra em cima desta coisa desagradável de fazer oposição. Vamos tirar este peso dos nossos ombros. E mais: vamos fazer isso bem no dia do balanço do Lula para que fique assim meio misturado no noticiário. Se não foi para isso, por que conclamaram uma reunião de "refundação" e a única coisa que decidiram foi que não farão mais oposição? Está na cara que o ato simbólico foi para lavar as mãos mesmo, para deixar bem claro que estão do lado da Dilma. Ah, dirão alguns esperançosos, foram os governadores que tiraram o corpo fora de brigar com o poder central, pois as bancadas continuarão aguerridas.  Mas se são eles que têm força, que mandam em mais da metade do Brasil, como é que os deputados e senadores, em minoria, vão sustentar uma postura oposicionista? Não vai ser engraçado ver o Álvaro Dias bradando palavras duras, enquanto o Beto Richa lambe os scarpins da Dilma? Não vai ser cômico ouvir os belos discursos do Aloísio Nunes, enquanto Geraldo Alckmin estende tapetes para o Aloísio Mercadante? Senhores e senhoras, hoje foi o dia em que os traidores, os covardes, os ladrões dos nossos votos passaram completamente todos os limites. A oposição derrotada porque nunca fez oposição fez uma reunião oficial para dizer que continuará não fazendo oposição.Isto que é trair o povo brasileiro com requintes de crueldade.

PSDB "refundado" tem novo slogan: " oposição, afasta de mim este cálice!"

Vejam o desleixo do ambiente. Dois "banners"de quinta categoria, um datashow no meio da sala com fio coberto por fita crepe, um ambiente de desolação. Nem ao menos uma foto decente liberam. É de um amadorismo que chega a ser triste. Nem ao menos o símbolo do PSDB botaram na parede. Vergonhoso! Doloroso! Medíocre! E ainda falam do Gonzáles. Pobre Gonzáles!

Não pensem que teremos governadores no Brasil como os da "meja luna" boliviana ou de alguns estóicos e heróicos estados venezuelanos. Nada disso. Os oito governadores tucanos, por consenso, decidiram que não farão oposição ao governo. Segundo o presidente Sérgio Guerra, que não existe outro melhor para este PSDB, não cabe aos governadores fazer oposição. "Essa é uma tarefa partidária, que está mais afeita à bancada do partido na Câmara e no Senado. Mesmo assim, vamos fazer oposição de qualidade." A "refundação"do PSDB foi resolvida da forma mais fácil e prática: o partido não é mais oposição. Vejam o caso da CPMF, única derrota imposta ao governo petista: no máximo tem governador "pessoalmente" contra e outros "pessoalmente" a favor. Obviamente, ao ser reapresentada, o PSDB deixará a bancada livre para votar, o que já assegura a volta do imposto para 2012. Finalmente, a "refundação " do PSDB já tem até um lema, lançado por um dos governadores presentes: "Oposição? Afasta de mim este cálice!" Leia mais aqui.

Salário da Dilma salta para R$ 26,7 mil, mais de 110% de aumento real. Já o salário mínimo que paga os aposentados...

O salário mínimo está subindo 5,08%. Pouco mais de R$ 1 de aumento real. O salário da Dilma está subindo 133,9%, para uma inflação de menos de 20% depois da última atualização. O salário mínimo será de R$ 540. O salário da Dilma será de R$ 26,7 mil, mais cartão corporativo secreto. Junto com o salário da Dilma, sobem os salários dos deputados, senadores e ministros. E também dos ex-presidentes Sarney, Itamar, Collor e FHC. Sobrou alguém para reclamar? Só os babacas bombeiros e babacas policiais militares, que ficaram sem a prometida PEC 300, mesmo votando em peso na Dilma.
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Cada "babaca" que vista o capacete ou o quepe da forma que quiser. Porque "babaca", acima, se refere ao policial que votou na Dilma. Babaca, sim, porque não faltou aviso. Não votou na Dilma? Não se ofenda. Votou, insisto, vista o quepe ou o capacete de babaca.

Que meigo!

Lula e Amorim, na reunião de prestação de contas, externando as suas relações, para gozo e regozijo de Dona Marisa, a primeira, e de Sarney, o primeiro. Que meigo!

Lula com medo de um novo Lula.

Lula tem medo que alguém roube a Bolsa Família, o Luz para Todos, a lei de responsabilidade fiscal, a estabilização da economia e tantas outras obras que ele afanou dos governos de Fernando Henrique Cardoso. Por isso, está registrando uma série de realizações como se fossem suas, no cartório. Isto mesmo. No cartório. Lula tem medo de um novo Lula.

Se houvesse um símbolo para a Era Lula, seria o vira-bosta. Também conhecido por maria-preta, chopim, chupim, chupim-vira-bosta, melro, godero, gaudério, cupido (Maranhão) e engana tico. É provavelmente a ave mais odiada do Brasil, principalmente por causa de seus hábitos reprodutivos parasitários, pois nunca cuida de seus próprios ovos, sempre os botando nos ninhos de outras aves para que elas criem seus filhotes. 

A máfia volta ao divã.

Lula vai reunir todos os ex-ministros para fazer um balanço da sua gestão. O principal deles será José Dirceu, que deverá estar sentado ao lado do presidente, no primeiro evento símbólico da primeira missão de Lula fora da presidência: absolver o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão. Não estranhem se Lula gritar, em seu discurso: "este homem é inocente!", abraçando o Zé com os olhos lacrimejantes. Tudo isso em meio a uma verdadeira comoção. Vermes, como um ex-ministro empresário, que teve a sua empresa salva pelo BNDES, levantarão para aplaudir a fala. Também ficarão emocionados ex-ministros organizadores de quadrilhas na Casa Civil, violadores de sigilos de caseiros, usuários de cartões corporativos em duty free ou em tendas de tapiocas, organizadores de dossiês contra a oposição, abafadores de assassinatos de prefeitos, assessores do Marcos Valério junto ao Banco do Brasil e por aí vai. Alguns já foram recuperados publicamente e estarão novamente na cena política. Ou na cena dos crimes. No entanto, o mafioso maior, depois de voltar ao divã , necessita purgar a sua culpa em relação ao principal aliado. Ele o fará com toda a pompa e circunstância, porque a sua falta de honestidade não têm limites e nem nunca terá.

A "refundação" do PSDB vai afundar o Brasil no petismo por mais quantos anos?

Os oito governadores tucanos se reunem, hoje, em Maceió, para discutirem como farão oposição ao governo petista e como vão "refundar"o partido. Sendo fino e educado, um típico equívoco tucano. Sendo eleitor, uma palhaçada. Sendo contra o petismo, uma estupidez. O que deveriam discutir é como vão dar uma marca tucana em oito estados brasileiros, em meio Brasil, mediante meia dúzia de projetos comuns em áreas críticas, que tenham inclusive o mesmo nome para, daqui quatro anos, terem como provar que são melhor do que o petismo. Só mesmo os tucanos para acharem, com as suas luvinhas brancas e punhos de renda, que o eleitor está preocupado com "refundação" de partido político. A agenda do eleitor está voltada para resultados na sua vida, no seu dia-a-dia, nas suas perspectivas mais imediatas. Há poucos dias, o ex-tucano Eduardo Paes lançou um programa genial, que vai reelegê-lo a prefeito do Rio: um complemento para a Bolsa Família.  É assim que eleições são vencidas e não com colóquios amigáveis à beira das maravilhosas praias alagoanas. Os tucanos vão se reunir hoje para "refundar" o PSDB. Se esta for a pauta, vão nos deixar afundados no petismo por longos e longos anos.

Paulinho da Força dos Bingos derrotado: não passou a regulamentação do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro.

Da Folha de São Paulo:

Apesar de forte lobby do setor, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitou ontem, por 212 votos a 144, a legalização dos bingos. Congressistas favoráveis afirmam, entretanto, que ainda vão tentar votar outras versões da proposta, numa tentativa de evitar que ela seja descartada de vez. "O projeto continua na pauta. Como tem preferência de votação, podemos revivê-lo em fevereiro", afirmou o deputado Paulo Pereira de Silva (PDT-SP), um dos principais articulares da matéria.
 
Na votação de ontem, apoiaram a proposta PMDB, PR, PP, PDT, PTB e PMN. Contra, orientaram PSDB, DEM, PPS e PSOL. PT, governo, o bloquinho (PSB e PC do B), PSC e PV liberaram as bancadas. Na avaliação de Paulo Pereira da Silva, traições em diferentes bancadas foram determinantes para a rejeição. Segundo ele, apesar de líderes de partidos, como o PP, terem orientado a favor da matéria, muitos congressistas votaram contra.

Um dos relatores do texto, deputado João Dado (PDT-SP), tentou contornar alguns dos entraves ao projeto. Ele retirou do texto a liberação dos caça-níqueis, deixando apenas uma brecha para o funcionamento do videojogo, e incluiu a Polícia Federal como um dos órgãos fiscalizadores. Dado fez outras alterações na proposta. Para permitir o funcionamento do Bingo Imperador, de São Paulo, que fica próximo à PUC (Pontifícia Universidade Católica), ele diminuiu a distância mínima entre bingos e escolas e igrejas de 500 m para 300 m. No relatório, o deputado abriu ainda a possibilidade para que cassinos funcionem futuramente.

Jornalismo hipócrita.

A Folha de São Paulo dá mais uma prova do seu jornalismo sem rumo, tratando com toda a naturalidade a declaração estapafúrdia, praticamente a confissão de um crime, dada pelo Governador Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro, que afirmou, na sua defesa ao aborto indiscriminado: "quem aqui não teve namoradinha que precisou abortar?" Em vez de investigar em quantos crimes o governador incidiu, o jornal prefere modernizar e apoiar tal estupidez, intitulando a matéria como " Cabral afirma que que país deve modificar lei sobre aborto". Jornalisticamente, a manchete não era esta. A propósito, o ministro da Saúde teria sido indicado por Cabral, se não fosse o que resta de imprensa não tivesse abortado mais um corrupto no poder.
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E não é só a Folha: o Estadão afirma, na capa, que Cabral cometeu "uma gafe". O Globo classificou a fala do governador como "um novo argumento" a favor do aborto. Já André Trigueiro, âncora da Globo News, tascou um  " sem entrar no mérito da questão", para não comentar a declaração. Por que não? Por hipocrisia de não querer enxergar um governador de estado fazendo apologia ao crime, ao machismo, ao desrespeito à mulher?

Fala Serys! Senadora sabia que assessora tinha ONG financiada por emendas do PT.

Da Folha de São Paulo: 

A relatora do Orçamento de 2011, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), sabia há pelo menos oito meses que a sua assessora, Liane Muhlenberg, é diretora de uma ONG que recebia recursos de emendas de aliados políticos. Anteontem a senadora disse em entrevista que desconhecia a atividade de Liane. No início de abril, a Folha questionou a senadora sobre a atividade de Liane no comando do Ipam (Instituto de Pesquisa e Ação Modular), relatando inclusive que ela havia se beneficiado de emendas ao Orçamento de outros parlamentares. Em reposta, à época, Serys defendeu a legalidade das ações da assessora. "Busquei as informações e vimos que é tudo [os eventos feitos pela ONG] regular. E que ela pode ser comissionada e participante da organização."

Anteontem, porém, ao informar que havia demitido Liane após a divulgação de que ela havia se beneficiado de emendas, Serys se disse "traída". "Eu desconhecia que ela tivesse qualquer relação com qualquer instituto. Nunca fiz emenda para qualquer instituto e muito menos para este." Em abril, a Folha conversou também com assessores da senadora e com a própria Liane, que defendeu sua atividade sob o argumento de que era uma produtora com 13 anos de experiência e de que não se beneficiava de emendas da senadora. Serys é a terceira a assumir a função de relatora do Orçamento nas últimas semanas. Antes, Gim Argello (PTB-DF) renunciou sob acusação de que direcionou verbas para institutos fantasmas ou de aliados. Ideli Salvatti (PT-SC) não assumiu na prática, pois foi oficializada como ministra do governo Dilma.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Cabral quer suceder a escrotidão de Lula nas declarações públicas.

Do Estadão:

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), fez um comentário polêmico nesta terça-feira, 14, ao falar sobre o aborto a empresários em São Paulo. Ele questionou os presentes sobre quem já teria recorrido ao procedimento por conta de uma gravidez indesejada de uma namorada. "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve de abortar?", perguntou Cabral, ressaltando, em seguida, que esse não era o caso dele. "Fiz vasectomia e sou muito bem casado", disse, durante participação no "Exame Fórum - Rio de Janeiro - Oportunidades de Investimentos e Negócios". 
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Não é a primeira vez que Cabral tenta ser Lula. Hoje tentou e foi Maluf, aquele que disse estupra, mas não mata. É tudo da mesma laia. Lulalaia, Malufalaia, Cabralalaia.

Felizmente.

Em função de trabalho, não assisti África x América pela TV. Felizmente. Este Blog, todos sabem, é vedado a petistas. Gremistas, não sigam o mesmo caminho. Não serão deletados por uma questão de fairplay, mas lhes acontecerá o pior: serão amaldiçoados pelo mesmo feiticeiro congolês e jamais terão um título mundial, já que o que vocês ostentam não é reconhecido pela FIFA.

O máximo do fisiologismo.

O vice-presidente eleito e presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), afirmou que Ciro Gomes (PSB-CE) deverá ter "cautelas verbais" se for confirmado em algum ministério do novo governo. Temer disse que a decisão de indicar Ciro é exclusiva da presidente eleita, Dilma Rousseff. "É uma escolha da presidente. Evidente que a partir de agora ele vai tomar as cautelas verbais que o cargo dele exigirá em face, especialmente, da presidência e da vice-presidência", afirmou Temer.
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Tem que ter muito pouco de homem e muito muito de rato para ter este tipo de reação.

Blog cruzando o Brasil, com escalas.

Do Planalto Central para São Paulo e, à noite, proa para o paraíso de Floripa. O blog está atualizado e fica por conta dos comentaristas. Durante o dia, se possível, iremos atualizando, mas os comentários serão liberados no decorrer do período. Muito obrigado.

Napoleão de hospício.

Ontem foi um dia histórico para a História, como diria o Lula, quando esta for analisar os seus discursos, especialmente os dos últimos dias de poder. O ex-presidente está completamente enlouquecido, perdeu os limites da racionalidade e age como um Napoleão de hospício. Um Hitler no bunker. Leiam aqui o discurso feito no Ceará. Há coisas como:

Eu disse que eu ia começar fazendo apenas aquilo que era necessário; depois a gente iria fazer aquilo que era possível fazer; e depois, então, quando menos se esperasse, a gente estaria fazendo o impossível. E isso aconteceu.

Vale à pena ler. Como documento histórico.

Primeira missão de Lula fora da presidência: absolver e anistiar José Dirceu.

Os dois não escondem mais a estratégia. Lula só fala que vai acabar com a "farsa do mensalão", quando sair do governo. José Dirceu comemora a decisão do chefe em virar seu advogado. Sem dúvida alguma, contar a sua versão para a sociedade e pressionar o STF será a primeira missão de Lula, depois que descer a rampa. Podem escrever que Lula deixará vazar uma espécie de WikiLeaks particular, na tentativa de colocar a Justiça de joelhos o que, com a atual composição do STF, não será lá tarefa muito difícil. Se como presidente, Lula passou oito anos atacando a democracia e pregando a discórdia entre os poderes, o que não fará sem ter que obedecer os limites do cargo? Ainda mais para um dileto soldado sacrificado em seu nome como o José Dirceu, chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, conforme os autos do processo.

O chefe da quadrilha do mensalão ganha prêmio, faz discurso, agride as Forças Armadas e cobra a volta da censura.

Da Folha de São Paulo:

O ex-ministro José Dirceu afirmou ontem, no Rio, que "o Brasil precisa entrar no século 21 em matéria de mídia". Para isso, defendeu a criação de um ente regulador dos meios de comunicação."Regulação da mídia não é censura à mídia. Regulação como existe nos EUA, na França e na Inglaterra, adaptada às nossas necessidades e pactuada. Não é imposto a ninguém. Nós estamos numa democracia, é o Congresso que aprova, se não pactuar, não construir consensos, não aprova."
 
O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) finaliza um projeto de regulação da mídia para deixar à presidente eleita, Dilma Rousseff. A Folha revelou que a proposta inclui a criação de uma Agência Nacional de Comunicação, que teria poderes para multar empresas que veicularem programas considerados ofensivos ou preconceituosos. Para Dirceu, os meios de comunicação são contra a regulação por medo de enfrentar novos concorrentes. "O Brasil precisa de mais meios de comunicação, cada vez mais."

O ex-ministro foi um dos homenageados no prêmio Democracia e Liberdade Sempre, da CUT. O evento também foi um ato de desagravo a Dilma pelo que a entidade viu como "criminalização" de sua luta armada durante a ditadura. "Nós não pegamos em armas. Quem pegou em armas foram as Forças Armadas, usurpando as armas que a Constituição deu a elas para impor uma ditadura ao país. Nós só resistimos", disse. Ele saudou ainda a notícia de que Lula irá "expor a farsa do mensalão" após deixar a Presidência.

Na veia.

Clique na imagem para ampliar e ler uma análise fria e objetiva da montagem do ministério do Terceiro Mandato do Lula ou seria do Quarto Mandato do José Sarney, escrita por Dora Kramer, no Estadão.

Ciro quer ser ministro da Saúde. Esse negócio de querer competir com Serra já virou doença.

Da Folha de São Paulo, informando que Ciro Gomes quer o Ministério da Saúde, para continuar tentando mostrar ao mundo que tem mais competência que José Serra:

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) fez chegar à equipe de transição que preferiria assumir o Ministério da Saúde a voltar à pasta da Integração Nacional, para a qual foi convidado pela presidente eleita, Dilma Rousseff. Ciro já foi convidado para a Saúde por Itamar Franco, em 1994, e recusou. Ele está em viagem ao exterior e deve retornar ao país hoje. Mas Dilma demonstra não estar inclinada a atender o pedido de Ciro, já que tende a reservar a Saúde para um nome técnico ou ligado ao PT.
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A mesma Folha completa no Painel:

Só pensa naquilo Um aliado avalia a preferência de Ciro pela Saúde, que Dilma não quer lhe dar: "É a eterna competição com o Serra". 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Mais uma herança maldita do Lula: a epidemia do crack.

Do Estadão:

O consumo de crack já se alastrou pelo País, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulgada na manhã de hoje, em Brasília. Levantamento feito com 3.950 cidades mostra que 98% dos municípios pesquisados enfrentam problemas relacionados ao crack e a outras drogas. "Falta uma estratégia para o enfrentamento do uso do crack. Não há integração entre União, Estados e municípios", alertou o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Ziulkoski criticou o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado pelo governo federal em maio deste ano. "É um programa que não aconteceu, praticamente nenhum centavo chegou". Ao apresentar os números, ele disse que não avaliaria se a iniciativa teve intenções eleitoreiras. "Apenas estou trazendo números e realidades". A CNM observa ainda que, embora haja um grande esforço para a redução da mortalidade infantil, não há política de Estado de prevenção à mortalidade juvenil. A confederação também ressalta a importância de ações na região de fronteira.

Alguém tem saudade da CPMF, além do Lula?

Segundo Lula, em quatro anos, "por ódio, rancor e maldade, nos tiraram R$ 150 bilhões", com o fim da CPMF. Para o enganador transtornado, é como se o dinheiro tivesse sumido. Não sumiu. Em vez de virar corrupção, virou pão. Em vez de virar "bolsa companheiro", virou investimento, que virou emprego e que virou imposto de novo. Só o Lula tem saudade da CPMF.

Fim de festa.

Do Estadão:

Uma entidade em nome de uma assessora da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que assumiu semana passada a relatoria do Orçamento de 2011, conseguiu R$ 4,7 milhões em convênios com o governo sem precisar de licitação. Noprocesso para aprovar a liberação do dinheiro, a assessora assinou uma declaração falsa de que não trabalha no Senado. O dinheiro, oriundo de emendas de parlamentares do PT, é destinado a shows e eventos culturais. A entidade é o Instituto de Pesquisa e Ação Modular (Ipam), presidido por Liane Maria Muhlenberg, que trabalha no Senado desde 2007. No dia 9 de agosto deste ano ela foi transferida do gabinete de Serys para a segunda-vice presidência do Senado, dirigida pela petista.

Nem precisa seguir em frente. A senadora Serys não renovou mandato. Ela perde o posto e, junto com ela, a Liane Maria. Tudo isso tem cheiro de última fatura e de fim de festa. É óbvio que existe uma compensação, já que as emendas vieram de vários petistas. Só não enxerga quem não quer. Eis os colaboradores: Jilmar Tatto (PT-SP), Geraldo Magela(PT-DF)e PauloRocha(PT-PA).A senadora Fátima Cleide (RO), o ex-senador João Pedro(AM)e o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), cupincha do Gim Argello.

TCU evitou rombo(ou roubo) de R$ 2,6 bilhões em 2010.

Da Folha de São Paulo:

O novo presidente do TCU (Tribunal de Contas da União), Benjamin Zymler, 54, vai ampliar o que chama de "máquina de fiscalização", criando dois órgãos para vistoriar obras públicas e contratos de concessões. O objetivo, afirmou ele em entrevista à Folha, é evitar que o dinheiro público seja gasto indevidamente e as perdas sejam irrecuperáveis.  Copa e Olimpíada também estão na mira do tribunal. Para Zymler, o aumento na fiscalização não deve gerar atrito com a presidente eleita, Dilma Rousseff, a quem espera auxiliar no governo.  Parceria tem sido sua palavra favorita desde que foi eleito.  "Ela sabe da importância do tribunal", diz ele, que já esteve com Dilma duas vezes após a vitória da petista. Uma delas foi em sua posse como presidente do TCU.

 

Folha - Em 120 de TCU, o sr. é o primeiro presidente proveniente da carreira. Acha que deveria mudar a forma de indicação em que, dos nove ministros, sete são apontados por políticos e dois pela área técnica?
Benjamin Zymler - O TCU deu mostra de que há um espaço de meritocracia importante. O critério híbrido eu acho extremamente importante. Temos ministros com mais de 20 anos de Parlamento, constituintes, relatores de leis, governadores. E eles têm uma visão global extraordinária. A força do tribunal nasce desse encontro de pessoas distintas.

O sr. tem falado muito em parceria. Mas alguns órgãos continuam rotineiramente sendo alvo de condenações, sempre pelos mesmos motivos. A parceria pode estar servindo à protelação?
Não. A Comissão de Fiscalização de Obras do Congresso, por meio de contato entre os gestores e o TCU, reduziu de 32 para seis as obras paralisadas, sendo que os gestores adotaram as medidas necessárias para sanar os problemas. Há uma predisposição para acatar as determinações do tribunal.

Por que parar uma obra, se a retomada dela eleva o custo?
Nós sugerimos a paralisação em última medida, quando as irregularidades graves podem perpetuar um dano ao erário. Mas ela não pode ser imputada a nós. O tribunal indica quais as medidas necessárias para superar o problema. Se a licitação é fraudada, damos prazo para fazer uma nova. Se fica parada, não é resultado de nossa ação. Nossa competência é solucionar problemas.

É o caso dos aeroportos?
É um bom exemplo. Alguns foram feitos sem projeto básico. Qualquer leigo sabe que, se você vai construir uma casa sem um projeto básico, não consegue. Em 2010, economizamos R$ 2,6 bilhões na fiscalização de 400 obras, reduzindo os custos.

Como enfrentar o desafio das obras de Copa e Olimpíada?
Com relação à Copa, já temos medidas de caráter preventivo. Temos várias recomendações para induzir o ministério a planejar para obter o sucesso do empreendimento. A ideia é induzir um controle preventivo.

No caso do Pan-2007, há decisões do TCU em que gestores são absolvidos com a alegação de ineditismo do evento.
O Pan foi realmente o primeiro grande evento desse tipo e não tivemos a oportunidade de fazer um controle preventivo como queremos na Copa. Esse controle repressivo não é tão eficiente quanto o preventivo. Quando você busca punir ou recuperar o dinheiro, não é o ideal. Queremos evitar na Copa o leite derramado.

O presidente Lula teve uma relação turbulenta com o TCU. Acha que a relação com Dilma vai ser diferente?
Estou esperançoso de que a relação seja a melhor possível. Ela tem uma compreensão do tribunal muito aperfeiçoada. Conhece o funcionamento e tivemos um diálogo produtivo. Ela sabe da importância do tribunal. O TCU tem condições de municiar o governo com informações valiosíssimas para a correção de rumos e ajustes que vão permitir uma gestão melhor. Relacionamentos passam por altos e baixos.

O fato de os dois serem da área técnica ajuda?
Há um reconhecimento de que o tribunal é técnico. Se fosse gestor, adoraria ser fiscalizado pelo tribunal.

A percepção pode evoluir para que o tribunal seja uma espécie de assessor preventivo do governo?
Nós temos competências próprias que são importantes para o equilíbrio do Estado de Direito. Um tribunal apequenado significa uma dificuldade enorme no funcionamento do Estado. De forma autônoma e com altivez, podemos dar informações que resultem em contribuições para a administração pública. O resultado pode ser lido como uma assessoria.

O sr. diz que o TCU é uma máquina de fiscalização. E ainda vai criar mais um órgão para fiscalizar obras?
Já existem três e vou fazer mais um, além de fazer concurso para mais auditores. O controle de obras virou uma marca do TCU e do Congresso. Não podemos descontinuar, tem de ser aperfeiçoado. Hoje essas secretarias estão sobrecarregadas. Fiscalizamos R$ 35 bilhões.

A fiscalização da qualidade das obras não é feita. O sr. pretende comprar equipamentos novos para isso?
Na verdade, fazemos, mas sem os instrumentos adequados. O objetivo é criar mais uma zona de auxílio, uma parceria para fazer a melhor obra ao menor custo.

A maior parte das grandes obras é feita em parceria do governo com a iniciativa privada. O que o TCU pode fazer para evitar que os usuários sejam sacrificados duplamente: com tarifas altas e subsidiando as empresas?
Essas obras serão pagas pela sociedade com tarifas. O trabalho preventivo do tribunal é fundamental para garantir tarifas razoáveis. Nos leilões de energia das novas usinas, os estudos permitiram reduzir o valor da tarifa. Isso gera uma economia de bilhões. Vamos criar uma segunda secretaria para analisar mais concessões.

Há um presidente de tribunal de contas estadual preso e a PF investiga outros dois. Não é necessário um conselho para os tribunais de contas?
É preciso ter uma lei para um modelo de organização dos tribunais, que são diferentes uns dos outros. Acho que o conselho pode ser criado para ajudar a fazer a lei.