sábado, 16 de abril de 2011

Temer assume negociação e bota petistas para escanteio no Código Florestal.

O vice-presidente Michel Temer afirmou neste sábado (16), em visita a uma feira agropecuária em Londrina (PR), que o novo Código Florestal brasileiro deve ser levado à votação no Congresso até o dia 11 de junho.É nesta data que começará a valer um decreto presidencial de 2009, assinado pelo ex-presidente Lula, que pune os proprietários rurais que desrespeitam o Código Florestal. Temer --que, nesta semana, coordenou reuniões entre deputados e ministros em torno do tema-- disse que há "absoluto convencimento" de que a matéria será votada "muito proximamente". Segundo o vice-presidente, apenas dois pontos não atingiram um consenso. Um deles é a redução de 30 para 15 metros da área de proteção ambiental às margens dos rios, conforme previsto no projeto do relator Aldo Rebelo (PC do B-SP). O veredicto sobre esses tópicos "controvertidos", de acordo com Temer, deve ser tomado por votação no Congresso, sem interferência do governo federal. "Isso se resolve no plenário", afirmou. Temer disse ainda que o governo federal estuda a possibilidade de apresentar "uma ou outra emenda" ao texto de Rebelo, de acordo com o que for discutido nas próximas reuniões com os ministérios e os deputados. "Se não houver acordo, vamos apresentar", disse.(Da Folha Poder)

FHC desafia Lula para nova eleição. Que tal São Paulo 2012?

Hoje, a "calunista" Mônica Bergamo, da Folha, publicou:

Fernando Henrique Cardoso volta a disparar. Em entrevista ao jornalista Alexandre Machado em seu programa "Começando o Dia", que estreia na rádio Cultura FM, na segunda, desafia Lula para disputar uma eleição contra ele. Diz que o petista, "lá de Londres, refestelado em sua vocação nova [de palestrante]", se "dá o direito de gozar" de FHC. "Ele se esquece que eu o derrotei duas vezes. Quem sabe ele queira uma terceira. Eu topo."  

Sugestão: Prefeitura de São Paulo em 2012. 

Se a turma do governo petista faz isso em qualquer show no Morumbi, imaginem o que não farão na Copa do Mundo.

Vejam só: os filhos do presidente da Caixa Federal recebem convites vip para assistir shows no Morumbi, na Sala Raí, que custa um patrocínio de quase R$ 1 milhão por ano para os cofres do banco público. Ou seja: além de ser uma ação de marketing completamente equivocada, ela é uma mordomia suja e nojenta para os filhinhos do papai petista. Feita com dinheiro público! Leiam a reportagem da Folha.  Gostaram? Então corram e assinem a petição online para mandarmos a Copa de 2014 para a Inglaterra. Chega de roubalheira! Assinem já!

Motivo para mandar a Copa 2014 para a Inglaterra? Assista ao vídeo abaixo.


A turma boa do Implicante mostra o estelionato eleitoral que é a Copa 2014. Assistam ao vídeo do mestre Exilado. E, depois, assinem e peçam assinaturas para a nossa petition online, para mandar a Copa 2014 para a Inglaterra.

Eu quero mandar a Copa 2014 para a Inglaterra.

Está criada a petition online "Eu quero mandar a Copa 2014 para a Inglaterra". O objetivo é que o Brasil abra mão de promover o evento, pelo seu altíssimo custo e baixíssimo retorno. Se você concorda, assine já. Se você não concorda, também assine, pois pelo menos vamos fazer pressão para que o povo fique de olho e o governo tenha um mínimo de cuidado com o nosso dinheiro.  Basta clicar aqui. E não esqueçam de mandar o link para o maior número possível de pessoas em todo o Brasil. Obrigado.

Nassif leva mais de 1% do orçamento da EBC para falar bem da Dilma para 0% de audiência.

Estima-se que existam cerca de 5 mil jornalistas atuando no serviço público, em São Paulo. No Brasil inteiro este número ultrapassa os 15 mil. Há jornalistas trabalhando no serviço público nas fundações, administrações, autarquias, empresas públicas, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Recentemente, a Petrobras realizou concurso para contratar jornalistas. O salário base? R$ 4.453,73. A EBC, Empresa Brasileira de Comunicação, estava prestes a lançar um concurso para provimento de cargos, agora em 2011, antes do corte de despesas anunciado, oferecendo cerca de 300 vagas. Para a função de jornalista, o salário inicial seria de R$ 2.801,00. Com ticket alimentação, o valor iria a R$ 3.413,00.  

No mês passado, os funcionários da EBC, por intermédio das suas representações sindicais, lançaram um manifesto pedindo a realização de concurso, pois os diversos setores da EBC hoje trabalham com sério déficit de pessoal e porque mais de duzentos terceirizados serão desligados em julho, por determinação do Ministério Público. Leia aqui.  

Em 2007, quando foi fundada, a EBC recebeu uma injeção orçamentária de R$ 20 milhões. Em 2010, as suas contas consumiram praticamente R$ 61 milhões. Como Luiz Nassif vai receber R$ 660 mil anuais, vai representar mais de 1% de todo o orçamento da EBC. Coloque aí funcionários, aluguéis, impostos, compra de equipamentos, tudo o que você imaginar. 

Na relação salário x faturamento, Luiz Nassif passa a ser o jornalista mais bem pago do país. Na relação salário x audiência, Luiz Nassif também passa a ser o jornalista mais bem pago do país. A diferença que existe é que a TV Brasil não precisa ter faturamento, ela recebe o nosso dinheiro, dos nossos impostos. A diferença é que a TV Brasil não precisa ter audiência, pois ela não tem anunciantes.

Fora a imoralidade, a indecência e a safadeza da contratação, a grande injustiça disto tudo é com os funcionários da EBC. Com algumas centenas de competentes jornalistas, radialistas e comunicadores que ganham um salário miserável  para cumprir um importante papel na comunicação do país e vêem um jornalista chapa-branca, que possui um blog patrocinado por empresas públicas, receber mais de 1% de todo o orçamento da empresa, apenas porque é governista e ataca a imprensa livre.  Da verba destinada a despesas com pessoal é mais ainda, pois quase 4% vai para o bolso do Nassif. Se os funcionários da EBC estavam procurando um bom motivo para uma greve, para uma paralisação ou para um protesto, ele se chama Luiz Nassif. Ou calem-se para sempre.

José Dirceu prestes a assumir o comando de fato da Anatel.

As atribuições da Anatel são:
  • implementar, em sua esfera de atribuições, a política nacional de telecomunicações;
  • expedir normas quanto à outorga, à prestação e à fruição dos serviços de telecomunicações no regime público;
  • administrar o espectro de radiofreqüências e o uso de órbitas, expedindo as respectivas normas;
  • expedir normas sobre prestação de serviços de telecomunicações no regime privado;
  • expedir normas e padrões a serem cumpridos pelas prestadoras de serviços de telecomunicações quanto aos equipamentos que utilizarem;
  • expedir ou reconhecer a certificação de produtos, observados os padrões e normas por ela estabelecidos;
  • reprimir infrações dos direitos dos usuários; e
  • exercer, relativamente às telecomunicações, as competências legais em matéria de controle, prevenção e repressão das infrações da ordem econômica, ressalvadas as pertencentes ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Pois José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, está indicando um dos conselheiros, passando a mandar na instituição. Todos sabem que o Zé é, hoje, o mais poderoso lobista da área de telecomunicações do Brasil. Os jornais estão repletos de informações sobre a  mais nova atividade do artíficie do maior esquema de corrupção política da história deste país. O conselheiro que está sendo indicado pelo petista é ligado à Oi. A mesma Oi que encheu de dinheiro a empresa de um dos filhos do Lula. Leia, abaixo, a matéria do Estadão. Clique sobre a imagem e amplie.


Tapetão.

Aliados ao DEM, partidos que estão perdendo filiados para o PSD do prefeito Gilberto Kassab darão início a uma série de ações na Justiça, na tentativa de impedir a migração de políticos e o registro da nova legenda.Advogados do DEM, PTB, PMN e PPS trabalham juntos para questionar a sigla que será fundada por Kassab. O PPS -que tem três deputados de saída- já questiona no STF (Supremo Tribunal Federal) a resolução que considera legal a saída de políticos de um partido para fundar outro -norma que viabiliza a movimentação de Kassab e aliados.

Na segunda-feira, o PMN entrará com um mandado de segurança no TSE com o mesmo argumento.Em outra frente, o PTB, auxiliado por advogados do DEM, questionará o uso da sigla PSD pela nova legenda. Campos Machado (PTB-SP) afirma que seu partido incorporou o antigo PSD, fundado por Juscelino Kubitschek -Kassab, no entanto, se diz "tranquilo" sobre a viabilidade jurídica da sigla.Ontem, ele oficializou a adesão do PC do B e do PMDB ao governo: nomeou o comunista Gilmar Tadeu Ribeiro secretário de articulação da Copa e o peemedebista Bebeto Haddad para Esportes. (Da Folha de São Paulo)
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Enquanto isso, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), presidente da sigla, foi recebido em um dos berços do DEM, Santa Catarina, com carinho, respeito e nenhuma certeza de que Raimundo Colombo, governador do estado e afilhado político de Jorge Bornhausen, não sairá da sigla. Esteve reunido com o governador, que manteve total mutismo sobre o encontro.Não permitiu nem mesmo fotos. Frustrado na tentativa de recolocar o DEM nos trilhos, hoje entregue para Aécio Neves(PSDB-MG) pela mão de Maia pai e Maia filho, Jorge Bornhausen e seus aliados estão conduzindo a transição catarinense da forma mais habilidosa possível, olhando todas as implicações da política local.

Dilma manda BC aumentar os juros.

Totalmente afinado com Dilma Rousseff, que é quem toma as decisões, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, informou ontem que a instituição vai promover novos aumentos na taxa de juros. Em viagem a Washington, Tombini declarou que estamos somente "no meio de um ciclo de aperto monetário". Traduzindo para o bolso, teremos juros ainda mais altos.  A taxa básica de juros fixada pelo BC subiu três pontos percentuais desde abril de 2010 e hoje está em 11,75% ao ano. A próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) está marcada para terça e quarta-feira. Economistas de bancos e consultorias preveem que a taxa será elevada em pelo menos 0,25 ponto percentual na próxima semana, o que a levaria para 12% ao ano. Ninguém duvide se 2011, o primeiro ano dílmico, acabar com os juros em 15%.

Dilma desiste da meta de inflação.

Dilma Rousseff deu ontem um aval claro para a nova política do Banco Central de aceitar uma inflação acima do centro da meta de 4,5%. No Fórum de Boao para a Ásia, Dilma reafirmou que são fundamentais "o controle da inflação e a estabilidade fiscal", para depois deixar claro que ambas as condições não são um fim em si mesmo nem valor absoluto. "Tem quer ter como objetivo criar condições para o crescimento e a inclusão social, sobretudo naqueles países em que parcelas enormes da população ainda vivem em situação de pobreza ou de pobreza extrema", disse. As informações são da Folha de São Paulo. Em outras palavras, jogou a toalha e oficializou que o seu governo não tem competência para dominar a inflação que havia sido vencida pelo Plano Real.

São Paulo reduz homicídios e prova que violência não está relacionada com armas.

Se o Brasil precisava de um dado para enterrar de vez as pretensões dos oportunistas que pregam um novo plebiscito para subtrair da população o direito de possuir uma arma, rigorosamente dentro da rígida lei que regula o tema, ele acaba de ser públicado: nos últimos 12 meses o Estado teve 9,9 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes, atingindo o número considerado tolerável pela OMS (Organização Mundial de Saúde).São Paulo não precisou botar tanques e o exército na rua. Bastou demitir policiais corruptos e implantar uma gestão decente na segurança pública, mantendo o foco e a unidade durante quatro governos tucanos.

Depois de uma série histórica de 15 anos, São Paulo não tem mais uma epidemia de homicídios dolosos. Segundo dados divulgados ontem pelo governo, nos últimos 12 meses o Estado teve 9,9 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. Com isso, atingiu o considerado tolerável pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Para o órgão, o índice acima de 10 assassinatos por 100 mil habitantes é considerado fora de controle. É a primeira vez que isso ocorre desde 1996, quando os números passaram a ser divulgados pelo Estado. Em 1999, o índice chegou 35,3. "Sempre foi um sonho nosso atingirmos a meta da OMS. O Brasil tem índice de 25,4", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). "É um exemplo para o Brasil (...) de que é possível, sim, reduzir os índices de criminalidade." A redução dos homicídios no Estado foi puxada, em parte, pela queda dos assassinatos na capital, que foi de 41% no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2010. Incluindo as outras cidades, diminuição é de 19%. (Da Folha de São Paulo)

Entre mortos e feridos, salvar-se-ão todos.

Do Estadão:

O efeito prático da ordem dada pelo Planalto aos aliados do Senado em aprovar projeto de lei que põe fim ao sigilo eterno de documentos é propor para dezembro de 2018 o início da abertura dos papéis do Estado nos anos de chumbo. Apresentada como uma decisão corajosa da atual presidente Dilma, torturada pela ditadura militar, a determinação aos senadores governistas mantém o drama de famílias sem informações de seus mortos. É uma questão matemática. O projeto, aprovado com certa tranquilidade pela Câmara, no ano passado, reduz de 30 para 25 anos o período para abertura de um documento classificado como "ultrassecreto", permitindo apenas uma prorrogação desse prazo. 

Os papéis que causam polêmica e adiam a consolidação do regime democrático são relativos a dezembro de 1968 a janeiro de 1975, período mais duro da repressão da ditadura implantada pelo golpe contra João Goulart em 1964. Se o projeto for aprovado, os papéis começariam vir a público 50 anos após o AI-5, isto é, num eventual segundo mandato de Dilma. A fase ainda mais cruel da ditadura, ocorrida de 1972 a 1974, seria conhecida a partir de 2022.A abertura de arquivos militares não acontecerá a partir da assinatura de decreto, mas no momento em que a presidente tomar a decisão política de torná-la uma realidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Governo contrata o blog do papa da esgotosfera por R$ 2 milhões. Sem licitação, para falar bem da Dilma.











A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), órgão do governo federal, dispensou licitação para contratar por R$ 660 mil os serviços do jornalista Luis Nassif pelos próximos 12 meses. A duração do contrato é de três anos. A decisão é do dia 8 de abril e foi publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. A presidente da EBC, Maria Tereza Cruvinel, é quem assina o "ato de inexigibilidade de licitação". Luis Nassif, dono de um blog pró-governo, será contratado, segundo a EBC, "para a prestação de serviços jornalísticos" com uma remuneração mensal média de R$ 55 mil. Ele vai trabalhar na TV Brasil, braço da EBC.(Do Estadão)
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Além disso, o blog tem patrocínio publicitário da Caixa e da Petrobras. Eles não têm vergonha na cara.

Vão rasgar a lei para não passar vergonha.

Pela cara de felicidade da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o estudo do Ipea sobre os aeroportos foi encomendado para dar embasamento técnico para que a lei seja rasgada e o Brasil repita na Copa a roubalheira que foi o Pan de 2007, que começou com um orçamento R$ 400 milhões e acabou com uma gigantesca conta de R$ 4 bilhões, jamais aprovada pelo TCU.  De novo, não vão fazer licitação para nada e a fiscalização será zerada em nome da imagem do país.  Para que o Brasil não passe vergonha. Como se a maior vergonha não fosse a indústria da corrupção atrás destes eventos esportivos. O governo fala em gastar R$ 25 bilhões para a Copa. Podem apostar no dobro, no mínimo.

Crack? Nem pensar, não é Dilma?

O crack foi um dos temas da campanha presidencial. Dilma Rousseff prometeu mundos e fundos para conter esta tragédia. Falou até em declarar uma guerra. Diziam, também, que o Ministério da Saúde estava acabando um levantamento completo sobre o  problema do atendimento ao viciado no Brasil. Crack? Nem pensar! O slogan cai como uma luva para Dilma e  é mais uma marca da mediocridade destes primeiros 100 dias.

PT cassa a palavra da oposição no Senado.

É o cúmulo do desrespeito ao povo brasileiro. Quando não é Marta Suplicy (PT-SP) , na presidência da sessão, a cortar a palavra de senadores que fazem os seus pronunciamentos, é Walter Pinheiro (PT-BA). E sem o mínimo critério. Hoje, quem presidia a sessão era o último. O senador Roberto Requião(PMDB-PR), da base governista, recebeu um tempo de 24 minutos para a sua manifestação. Quando o senador Álvaro Dias(PSDB-PR), líder tucano na casa, subiu à tribuna, passou a ser sistematicamente interrompido com cortes do som e, posteriormente, com a campainha. Irritado, com justa razão, não terminou o seu discurso. Sabe quanto tempo ele teve? 14 minutos. 10 minutos a menos do que o outro senador paranaense. Uma estupidez e uma grosseria de mais um petista que se acha dono do Parlamento. Houve apenas mais um discurso, da senadora Ana Amélia (PP-RS), que também não foi interrompida pelo petista. Com três oradores inscritos, a sessão começou às 9:02 e terminou às 11:02. Walter Pinheiro deve ter ido embora feliz por ter cassado a palavra de um oposicionista.
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A Folha de São Paulo continua cultivando a sua fama de fazer um jornalismo mentiroso, na sucursal de Brasília. Álvaro Dias não pediu a demissão de Guido Mantega, como informa a matéria publicada.  O discurso pode ser lido aqui
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16:17 - A Folha corrigiu a sua matéria. Ponto para o blog.

Seria bom para chuchu.

Já pensaram se o governador Geraldo Alckmin(PSDB-SP), em vez de apoiar efusivamente a construção do trem-bala, indo contra a bancada tucana do Senado e destruindo o discurso da campanha presidencial do seu partido,  reunisse a imprensa e informasse à população que São Paulo não quer a obra, porque existem outras prioridades para o seu estado e para o país? Que vai usar toda a sua legislação para impedir a concretização do projeto, não fornecendo licenças, bloqueando ruas, impedindo desapropriações? E, além disso, ainda apresentasse um conjunto de obras que seriam possíveis de realizar em São Paulo com os bilhões que serão gastos nesta obra faraônica e deficitária? Lembram daquele Alckmin que venderia o Aerolula para construir hospitais? 

Não era ponto final.

Voltando ao assunto, porque há pessoas brilhantes que ainda não conseguiram entender o fato, por mais inteligentes que sejam. Vamos para a letra fria.  Abaixo, uma análise do  polêmico parágrafo do artigo de FHC:

Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.

Você pode grifar a segunda frase e defender FHC até a morte, porque ele tem toda a razão(a não ser sobre imprensa):

Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.

O problema é quando você grifa somente a primeira frase, como o outro lado está fazendo e vai fazer, exaustivamente, até o fim dos tempos, adotando o slogan de que FHC e o PSDB não gostam do "povão". Quando a frase é pinçada,  fica flagrante o erro político cometido por FHC. O ex-presidente incita e conclama o PSDB e seus aliados a não persistirem na disputa pelo "povão". Não persistir é desistir. Ou será que não bastam as palavras e são necessários desenhinhos? Degustem a primeira frase, palavra por palavra:

Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.

Sabem como ficaria bacaninha a primeira frase do polêmico parágrafo do artigo de FHC, trocando três palavrinhas por duas?

Enquanto o PSDB e seus aliados não reaprenderem a disputar com o PT a influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão", isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. 

Haveria polêmica se a frase fosse esta? A frase estaria errada ou historicamente correta, lembrando que foi o PSDB quem primeiro falou com os pobres do Brasil, acabando com a inflação e criando a rede de proteção dos programas sociais? A culpa por toda esta celeuma não é da imprensa, não é do PT, não é de demagogos ou de mal intencionados. A culpa por toda esta polêmica é exclusivamente de Fernando Henrique Cardoso, que não soube se expressar ou não mediu os efeitos da sua sinceridade. Aqui não se cobre o sol com peneira. O que importa é como a coisa vai chegar no eleitor. No "povão". O resto é conversa pra boi dormir. 
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E para sermos bondosos com FHC, nem vamos entrar no mérito de que "movimento social" e "povão" nem de longe podem ser colocados no mesmo saco. MST não tem nada a ver com 4 milhões de pequenos agricultores que são o "povão do campo" no Brasil.  E que votaram em peso no Serra! Além disso, independente de verbas publicitárias, existe uma imprensa séria, honesta e decente, que não se vende por anúncio e que deveria estar indignada com a generalização feita neste mesmo polêmico parágrafo. Com toda a sinceridade, nestes meus cinquenta e alguns anos, não tinha visto tanta bobagem reunida dentro de um mesmo parágrafo. E atenção patrulha! No mais, o artigo é excepcional para um seminário interno, a portas fechadas. De preferência, reunindo todos os PSDBs para os devidos alinhamentos.
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Em 1998, FHC produziu o seguinte parágrafo:

"O valor médio dos benefícios da Previdência Social cresceu e tem que ser mantido. Para isto é preciso fazer a reforma, para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos num país de pobres e miseráveis".  

No outro dia, a Folha de São Paulo estampou:  "FHC diz que aposentado antes dos 50 é ‘vagabundo’". E forneceu um dado: "O total de aposentados e pensionistas do INSS com menos de 50 anos de idade era de 1.933.134 pessoas em dezembro de 1997".O Globo fez praticamente a mesma manchete de capa: "FH diz que é vagabundo quem se aposenta antes dos 50 anos". E repetiu na página 8: "FH: quem se aposenta antes dos 50 é vagabundo". 

Hoje,  13 anos depois, o google informa quase 500.000 resultados para "FHC + aposentados + vagabundos". Não é feita a distinção entre os com mais ou com menos de 50 anos. Toda a generalização é burra. Mais burro é achar que ela não prevalece.  Assim como o que sobrou foi que FHC chamou os aposentados de vagabundos, o que vai sobrar do brilhante artigo é que FHC e o PSDB não gostam de povo. Pode existir frase mais destrutiva para um partido político do que não gostar de povo? 

100 dias e Dilma só libera 0,25% dos recursos do PAC.

Lançado em março de 2010 com discurso da então pré-candidata à presidência Dilma Rousseff, a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC2, desapareceu na burocracia do governo da petista. Propalada durante a campanha eleitoral, a implantação de centenas de unidades de pronto atendimento (UPAs) não saiu do papel. Na mesma situação, encontram-se também a construção de unidades básicas de saúde e a implantação de postos de polícia comunitária e de espaços integrados de esporte, cultura, lazer e serviços públicos, as chamadas "praças" do PAC. 

Entre os gastos autorizados pela lei orçamentária para 2011, há quase R$ 1,3 bilhão destinados a esses projetos, voltados às populações das regiões metropolitanas. Mas, passados os primeiros cem dias de governo Dilma Rousseff, nenhum deles passou pela primeira etapa do processo de gasto público, o chamado empenho. Levantamento feito pela ONG Contas Abertas a pedido do Estado mostra que, dos R$ 40,1 bilhões de gastos autorizados do PAC para 2011 - o Tesouro não faz distinção entre PAC1 e PAC2 -, valor que inclui as obras da primeira e da segunda versão do programa, apenas 0,25% (R$ 102 milhões) foram pagos até a última terça-feira, de acordo com registros do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União).

Leia mais no Estadão: 1, 2, 3

Código Florestal põe o PT no seu devido lugar. E o PSDB em lugar nenhum.

A aprovação do novo Código Florestal será uma vitória consagradora de dois políticos: Kátia Abreu (futuro PSD-TO) e Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Cada um à sua maneira, ela mobilizando dezenas de milhares de produtores, ele deixando em segundo plano a ideologia comunista, colocaram o interesse nacional acima das pendengas políticas e dos interesses eleitoreiros. Com isso, acabaram ganhando votos em todo o Brasil. Os dois seriam eleitos deputados federais em qualquer estado brasileiro. E quem sai derrotado? Por enquanto, além do PV,  somente o PT, que está batendo cabeça, contabilizando no seu passivo eleitoral o fato de, além de sustentar a guerrilha rural do MST, ainda querer inviabilizar na prática a agricultura familiar, transformando o pequeno produtor em bandido. A presidente Dilma Rousseff, se for esperta, manda o Código Florestal imediatamente para o plenário. Enquanto ela viaja, Michel Temer, o vice, nem chama o PT para as reuniões. Já o PSDB, segue novamente dúbio, ausente, protagonismo zero, sem posição sobre o tema. O velho muro mineiro e a velha Avenida Paulista... Vai ver que no campo não tem classe média, só tem povão. Clique e amplie a matéria abaixo de O Globo:


Há vices e vices.

Não há perigo de Guilherme Afif Domingos (futuro PSD), vice-governador de São Paulo, tirar o sono do governador Geraldo Alckmin(PSDB). Nada indica que ele se transforme em um vice como Paulo Feijó(DEM-RS), que infernizou a vida da governadora  gaúcha Yeda Crusius (PSDB), alimentando o PT, a imprensa e o MP com uma torrente de denúncias jamais comprovadas, mas que acabaram com a gestão tucana, contribuindo decisivamente para a eleição de Tarso Genro.

Amor, revolução e burrice.

A novela "Amor e Revolução" tortura a verdade e a estética, é uma caricatura da história, apenas um reconhecimento de Sílvio Santos à Dilma, pelos R$ 4 bilhões sequestrados dos cofres públicos para  salvar o Panamericano da falência. Aí vêm militares da reserva pedir censura ao seu conteúdo, o que apenas serve para dar o que a novela não tem: audiência. A nota é da Folha.

Uma associação de militares reformados lançou abaixo-assinado na internet em que pede a censura à novela do SBT "Amor e Revolução", que retrata a repressão a militantes de esquerda durante a ditadura (1964-1985).O texto da Abmigaer (Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica) evoca a Lei da Anistia, que não instituiu nenhum tipo de cerceamento a informações sobre o período. O autor da novela, Tiago Santiago, disse que a tentativa de censura é inconstitucional e interessa apenas a "torturadores e assassinos" do regime.

Alta velocidade.

O PT planeja usar a rejeição de senadores tucanos à MP do trem-bala para tentar indispor o PSDB com as classes médias de São Paulo, que os petistas sonham em atrair nas campanhas de 2012 e 2014. Eles lembram que o traçado proposto pelo governo federal compreende os maiores colégios eleitorais do Estado -Grande SP, Campinas e São José dos Campos. Apesar da diferença de tom entre José Serra (crítico ácido) e Geraldo Alckmin (apoiador discreto) quanto à obra, o PT quer carimbar o selo de "inimigo do TAV" no adversário e até mesmo culpá-lo por atrasos no leilão, já que tucanos pretendem contestar no Supremo a constitucionalidade do financiamento do BNDES.(Do Painel da Folha)

Favelados baianos invadem "colônia de férias" do MST. Ops!

O título é apenas uma brincadeira, mas poderia ser verdadeiro. Afinal de contas, não falta favela em Salvador e sobra fartura para os companheiros do MST acampados na cidade, por conta dos cofres públicos. Recentemente, a guerrilha rural do Comandante Stedile invadiu a Secretaria da Agricultura e Reforma Agrária. Foram recebidos com tapete vermelho. Os 3.000 "agricultores" estão recebendo lonas, banheiros químicos, água encanada, luz, telefone e 600 kg de carne por dia para churrasquear por conta dos contribuintes. Já tem "agricultor" defendendo que o "abril vermelho" seja estendido pelo menos até o final de julho. Afinal de contas, trabalhar dá uma canseira.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Álvaro Dias, Aloysio Nunes, oposição no Senado, aquela luz é um trem vindo em sua direção.

Do Estado de Minas, é claro:

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu, nesta quinta-feira, a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala, que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Em evento na capital paulista, ele ofereceu ajuda ao governo federal para a obra e destacou ser "extremamente positivo" o empreendimento ser financiado pela iniciativa privada, com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Eu defendo a integração dos modais. O que o Estado puder ajudar o Estado vai ajudar", disse Alckmin. "O TAV é positivo, ele é bom, financiado pela iniciativa privada, com recursos do BNDES. É extremamente positivo", completou. Íntegra aqui.
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Hoje pela manhã publicamos um post que teve pouquíssimos comentários intitulado "Desafio". Leiam.

Quanto vai custar para o Brasil botar o "porquinho" Dutra no Senado?

Até agora, o preço foi apenas de R$ 52 mensais , que é o que custa a caixa de Diovan para regular a hipertensão do suplente e presidente petista, José Eduardo Dutra. O cara ficou doente por não ter sido aquinhoado com a vaga no Senado. O tal do Valadares, que é o senador titular,  tem razão, aquele ministério da Micro-Empresa que estão oferecendo para ele é uma merreca de R$ 6 milhões por ano, menos que a verba do Sebrae em Garanhuns. Agora já acenam com o Turismo e o tal do Valadares avisou que aceita falar com a Dilma. Tudo para botar o "porquinho" Dutra no Senado. Se não botar, o cara vai ter um AVC. Portanto, custe o que custar para o Brasil, o "porquinho" Dutra vai virar senador. Leia a matéria do Estadão. Aqui.

Ponto final.

Se o que FHC escreveu no seu artigo a respeito do "povão" não fosse tão irresponsável em termos eleitorais, Lula não teria dado a declaração que deu hoje, faturando o fato, nem tanta gente boa, do bem, estaria escrevendo artigos e posts para  remediar o estrago. Para que tanta defesa se o que FHC disse não tem importância? Tanta defesa não seria porque restou uma enorme margem para a mentira, que o PT pratica com extrema competência? Nem passaram 24 horas e Lula já disse que a oposição não gosta de povo. Tomou?  Que fique registrado que, desde o início, este blog considerou o resto do artigo excelente para uma palestra em seminário fechado, de alinhamento dos tucanos, em primeiro lugar, para depois ser espraiado por toda a oposição. A partir de agora, o blog recolhe-se a um silêncio obsequioso sobre o fato. E sobre a versão, que é o que importa.

Blog na estrada.

Aí para baixo, o nosso blog está atualizado com onze posts. É assunto que não acaba mais. Além disso, uma rica área de comentários dá o molho. O blog faz uma parada para cair na estrada. Os comentários serão liberados, normalmente. Obrigado.

Nenhuma luz no fim do túnel.

Ontem, o Senado aprovou o trem-bala ligando São Paulo-Rio, um buraco de R$ 50 bilhões para os cofres públicos. Hoje, no Rio, boa parte dos trens parou porque roubaram os fios da rede elétrica. O poder público não é capaz  de garantir um mínimo de organização e qualidade para o transporte de massa, mas desvia dezenas de bilhões para fazer uma obra fadada à corrupção e ao prejuízo. O povão que o Lula adula e que o FHC descarta não sabe ligar uma coisa com a outra. A oposição não tem didática para explicar  (basta ver a propaganda do PSDB que vai ao ar a partir de hoje) e o povão vai acabar achando que o tal trem-bala da Dilma vai passar na frente da sua casa, custando dois mirréis a passagem. Infelizmente, não há luz no fim do túnel.

Trouxas.

Acabo de ser chamado de trouxa por um comentarista no post abaixo e de estar fazendo o jogo do PT. Aos poucos, a gente vai depurando o blog, ficando com os formadores de opinião, com pessoas que conseguem se afastar do bate-boca eleitoral e discutir estratégias, mudanças, uma visão de futuro para a oposição no país. Este blog sempre teve alguns pilares: denúncias de corrupção, crítica dura às incoerências, indecencias e incompetências do lulopetismo, oposição forte à própria oposição fraca que temos no país. Este blog não é lido pelo povão que o Lula chama para si e que o FHC descarta. Sendo mais claro: que o Lula adula e que o FHC dispensa.  Povão não lê blog e vocês sabem muito bem o que ele faz com jornal. Agora, quem vem a este blog achando que ele faz o jogo deste ou daquele, está no lugar errado.  Aqui vamos continuar falando com quem forma opinião e com quem entende de disputa eleitoral, que é como se chega ao poder na democracia. E quem forma opinião sabe que quem decide e importa é o povão. É o povão que elege. É o povão que analisa o discurso de acordo com os seus limitados conhecimentos. É o povão que interpreta as mensagens e faz os julgamentos. Povão é o sinômimo de maioria, de 50% mais 1.  Este é um blog para ajudar a oposição, sem deixar de criticá-la com dureza. Aviso que continuarei sendo um trouxa que alerta, avisa e incomoda. Os acertos têm sido maiores que os erros ou o blog não seria lido por milhares de trouxas, como eu, diariamente.

Começou.

Eles não são amadores. Muito menos honestos. São velhacos. Espertos. Em termos de política com objetivo de tomada de poder ou, no caso, de continuidade, estes cabras comem fernandos henriques cardosos no café da manhã. Vejam a declaração de Lula, direto do luxo londrino, onde cobra U$ 200 mil por palestra, sem ter que chegar perto de nenhum pobre:

"Eu sinceramente não sei o que ele quis dizer. Nós já tivemos políticos que preferiam cheiro de cavalo que o povo. Agora tem um presidente que diz que precisa não ficar atrás do povão, esquecer o povão. Eu sinceramente não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão... O povão é a razão de ser do Brasil, e dele fazem parte a classe média, a classe rica, os mais pobres. Todos são brasileiros ... O povo brasileiro não aceita mais uma oposição vingativa, com ódio, negativista. O que o povo brasileiro quer é gente que pense com otimismo no Brasil, afinal de contas conquistamos um estágio de autoestima que já não podemos voltar atrás." 

Para quem ainda não havia entendido o tamanho do dano...

Desafio.

Encontrem uma só declaração de Antônio Anastasia(PSDB-MG), Geraldo Aclkmin(PSDB-SP), Beto Richa (PSDB-PR), Raimundo Colombo(DEM-SC), Marconi Perillo (PSDB-GO), Rosalba Ciarlini(DEM-RN) ou qualquer outro governador e prefeito de um partido de oposição, no exercício do cargo, contra o governo federal ou contra a presidente da República. Depois, crucifiquem Gilberto Kassab(futuro PSD-SP) por não exercer uma oposição ferrenha e agressiva, sendo prefeito da maior cidade do Brasil. E não esqueçam, por exemplo, que Aécio Neves, quando governador de Minas Gerais, orgulhava-se do excelente relacionamento que possuía com Lula.

Agora olhem o tamanho da base aliada do governo federal na Câmara e no Senado para ver se  Dilma Rousseff precisa aliciar o novo PSD para continuar aprovando o que bem entender, rigorosamente dentro da lei. E para não aprovar, por pura birra,  projetos que possam favorecer estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás, Rio Grande do Norte e a cidade de São Paulo, se algum destes governantes resolver peitar a governanta. Trancara repasses. Não autorizar empréstimos. Estas pequenas coisas que não atrapalham a gestão pública nos estados e municípios. Ontem, no Senado, a votação do trem-bala foi Dilma 44 x Oposição 17.Uma vitória acachapante. Uma tratorada histórica.Um exemplo, não acham?

Por favor, quem achar um membro do executivo, de partido da oposição, malhando a presidência da República, publiquem na área de comentários. Será o furo do dia deste Blog.  Mas o melhor mesmo é, em vez de ficar procurando pelo em ovo, pensar em novas formas de fazer oposição ao dilmopetismo que está recém começando.

FHC diz que "oposição faz jogo do PT". Ainda bem que é fogo amigo. Vai ser mais duro quando for inimigo.

JF Diorio/AE-14/7/2010O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) considerou ontem "precipitadas" as reações a seu artigo O Papel da Oposição - publicado na revista Interesse Nacional e divulgado anteontem pela internet. "Me espantei com o tamanho da repercussão. Achei também precipitadas algumas reações, sobretudo da oposição que, pelo que pude perceber, disse coisas que acabam fazendo o jogo do PT", afirmou ele ao Estado. No artigo, o ex-presidente aprofunda uma análise sobre o que chama de "lulopetismo", defende seus oito anos na Presidência (entre 1995 e 2002) e faz fortes críticas ao seu PSDB. No trecho que se tornou o foco central dos críticos e de incômodo para seus correligionários, ele sustentou que se os tucanos continuarem tentando dialogar com o "povão" acabarão "falando sozinhos", pelo fato de "as massas mais carentes e pouco informadas", em sua opinião, terem sido "cooptadas" pelo PT, Por isso, aconselha o partido a priorizar "as novas classes médias", gente mais jovem e ainda não ligada a partido nenhum. Portanto, suscetível de ouvir a mensagem da social-democracia.

"O que estou dizendo", explicou Fernando Henrique, "é que o PT e o governo dispõem de poderosos meios em amplos setores de camadas pobres, mas cooptadas por sindicatos e centrais sindicais". E acrescenta: "Também existe, é claro, um "povão" na nova classe média". O ex-presidente afirma que, ao fazer a análise, não estava excluindo ninguém. O que pretendia era convencer as oposições a definir seu foco de atuação. "Ora, eu venci duas eleições com o voto desse povão. E no primeiro turno, e contra o Lula. Agora, temos de ter uma estratégia para esses novos setores, mais sensíveis. Temos de fincar o pé na internet e nas redes sociais."

O ex-presidente também refutou, na conversa, um argumento mencionado por vários críticos - o de que essas "novas classes médias" subiram justamente por causa dos programas sociais do governo Lula e, portanto, não seria fácil convencê-las a mudar de lado. "Isso não faz sentido", adverte. "Esses programas foram todos iniciados no meu governo. Essa ascensão começou lá atrás, e quem se beneficiou sabe disso."

Comunidade virtual. O debate sobre o que as oposições devem fazer antecipa outra iniciativa, também capitaneada pelo ex-presidente: a de lançar um "braço digital" dos tucanos a partir de junho. Com a contribuição de políticos e intelectuais, será criada uma comunidade virtual para a discussão de propostas políticas e econômicas para o País. Com o nome de Observador Político, o portal deverá ser lançado dia 18 de junho, quando o ex-presidente completa 80 anos. Terá conteúdos para Twitter e Facebook. A meta é reunir algo em torno de um milhão de usuários e contar com um amplo time de blogueiros. Já estão convidados Francisco Weffort, Soninha Francine, Gustavo Franco, Pedro Abramovay e Paulo Renato Souza, entre outros. (A matéria é do Estadão)
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É impressionante. Fernando Henrique Cardoso é totalmente infeliz na sua colocação sobre "as massas mais carentes e mal informadas", que os petistas vão traduzir para "os pobres e burros", botando a definição maldosa na boca do ex-presidente, mas a culpa é de quem acende a luz vermelha e avisa que ele errou. Bom, mas "a gente não somos o problema". Conforme FHC afirma aí em cima, todo mundo sabe que foi ele quem inventou a Bolsa Família. Basta olhar as estatísticas eleitorais. E para contrapor estes corneteiros da web, vem aí o Observatório Político com artigos da Soninha Francine e do Pedro Abramovay, aquele que, segundo a Veja,  não aguentava os pedidos da Dilma Rousseff para produzir dossiês. 
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Dora Kramer, como sempre, coberta de razão em sua coluna de hoje, no Estadão. Nossa crítica, desde ontem, está centrada, exatamente, na primeira frase do texto. 

Falência múltipla 

Que o PT tente desqualificar a análise de Fernando Henrique Cardoso sobre o papel da oposição, compreende-se, já que a lógica adotada por boa parcela do partido (há exceções) é a da negação de ideias quando partem do campo adversário.
Há também o fato de FH ter ido ao ponto conclamando a oposição a correr atrás das “novas classes possuidoras” antes que o PT o faça.
Agora, que os oposicionistas, aí incluídos tucanos, enxerguem as palavras dele pela perspectiva simplória de pregação ao “abandono do povão” é algo que só pode ser atribuído à cabeça atrasada de boa parte dos políticos e de especialistas cujas referências de raciocínio se prendem à dinâmica de funcionamento dos partidos.
Muita bobagem se falou, mas com elas produziram-se provas materiais a mancheias a respeito do que disse o ex-presidente sobre o esgotamento dos instrumentos tradicionais nas práticas político-partidárias.
Por essas e outras é que FH tem razão quando afirma que os partidos se transformaram em “clubes congressuais”, cada vez mais distantes da vida real.

Folha e Estadão cobriram dois lançamentos diferentes do PSD?

Vejam como o Estadão cobriu o lançamento do novo partido:


Sem reconhecer a natureza governista do novo partido, Kassab declarou que o PSD está disposto a ajudar a presidente Dilma Rousseff: "Queremos ajudá-la a governar, torcemos para que seu governo dê certo. Mas isso não significa atrelamento." De olho nas eleições municipais - e, principalmente, em 2014 - Kassab advertiu que "campanha é campanha, governo é governo".
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Agora vejam o que a Folha escreveu: 


Com a benção do governo federal e forte patrocínio do PMDB, o prefeito Gilberto Kassab assinou ontem a ata de fundação do PSD (Partido Social Democrático) prometendo "ajudar" a presidente Dilma Rousseff."Estamos à disposição para ajudá-la. Queremos que seu governo dê certo. É importante para o Brasil", discursou Kassab, afilhado político do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB).
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Fica nítido que a Folha (que fez uma aposta jornalística errada) quer empurrar o novo partido para o colo do governo de qualquer forma e, para isso, está jogando todo o seu peso editorial. Já o Estadão está fazendo jornalismo. Observação: Gilberto Kassab não deu entrevista individual. Foi coletiva.

Kátia Abreu deve presidir o PSD.

Única mulher entre os políticos que aderiram ao PSD no seu lançamento, a senadora Kátia Abreu (TO), de saída do DEM, deverá ser a nova presidente da sigla. Ontem, ela reafirmou o que havia manifestado no seu discurso no Senado, na semana que passou, que  o PSD nasce para "dar voz" à classe média. Ontem, FHC deu ressonância ao foco do novo partido, em seu polêmico artigo. A senadora declarou que o partido se voltará para "os 100 milhões de contribuintes brasileiros" que não vêem a contrapartida de seus impostos. "Quem paga tem o direito de exigir educação, saúde, justiça e segurança de qualidade, compatível com sua contribuição como pagador de impostos", acrescenta o manifesto de fundação, num tom sensível aos interesses da classe média. Em contrapartida, sem restringir o campo de ação "às novas classes possuidoras" - na definição de Fernando Henrique -, Kátia Abreu ressaltou que o PSD também vai disputar os votos do "povão": "Não viemos para um duelo ideológico, mas não aceitaremos que o monopólio dos mais pobres fique com a esquerda. O capital não precisa de proteção, o mercado o protege", completou.

Câmara: PSD e DEM empatados em número de deputados.

O PSD nasce com o mesmo número de deputados do DEM: 32. No entanto, no primeiro dia, apenas 11 parlamentares saíram do Democratas para o novo partido. Praticamente 1/3 da nova bancada. Haverá novas defecções, segundo informações. No Rio de Janeiro do presidente do DEM, Rodrigo Maia, o PSD já ultrapassou o partido de origem. Clique na imagem publicada em O Globo, para ampliar e ler.

PSDB: São Paulo é o meu país

O PSDB da Câmara é um, o do Senado é outro. Na Câmara, os deputados tucanos paulistas defenderam com unhas e dentes o projeto do trem-bala, contra o qual o senador tucano Aloysio Nunes votou contra, ontem, reafirmando a posição do maior nome do tucanato paulista, José Serra, na campanha presidencial. Geraldo Alckmin, o tucano paulista que governa o estado, é um entusiasta do trem-bala, que vai passar pelo Vale do Paraíba, seu reduto eleitoral. Além disso, a obra tem grande impacto na Grande São Paulo, tendo em vista a ligação com Campinas.  A verdade é que, para o PSDB, São Paulo é o meu país. E se o trem-bala fosse em Minas, seria a mesma coisa.  O discurso nacional é um, a prática de cada estado é outra.  Para os que duvidam disso, leiam a matéria abaixo, da Folha de São Paulo.

Numa tentativa de mudar a imagem das sucessivas gestões do PSDB em São Paulo e fazer frente às ações desenvolvidas pelo PT no Planalto, o governador Geraldo Alckmin prepara o lançamento de um pacote de programas sociais, no qual pretende investir cerca de R$ 3 bilhões até o fim do mandato. O projeto deve ser lançado em até 30 dias e tem as linhas finais traçadas em meio à polêmica aberta por artigo publicado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, antecipado pela Folha. No texto, FHC defende que o PSDB desista de conquistar o "povão". "Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT a influência sobre os "movimentos sociais" ou o "povão" [...], falarão sozinhos." Entre os líderes tucanos, Alckmin foi o único que evitou comentar o artigo.

A previsão de investimentos para a implantação do pacote equivale a tudo o que foi destinado para a Secretaria de Desenvolvimento Social de 2002 a 2010 (R$ 2,9 bilhões). Caberá ao órgão chefiar as ações. O secretário da pasta, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), evitou polemizar com o artigo de FHC. "Uma coisa é a discussão política, outra é a gestão. O governo tem um o compromisso que é o de atender a todos os paulistas", afirmou. Apontando estratégia oposta à pregada por FHC, o governo paulista lançará novos programas, ampliará os de transferência de renda já existentes e tratará com ênfase a chamada "porta de saída" para os beneficiários.

A opção por destacar programas de escolarização e formação profissional tem viés político. O tucano tentará se contrapor ao governo federal, criticado por não ter conseguido dar igual força a ações complementares à transferência de renda. A rede de restaurantes populares conhecidos como Bom Prato será reformulada para dar formação de mão de obra e inclusão digital. Os beneficiários dos programas serão estimulados a participar do Via Rápida para o Emprego, anunciado por Alckmin na campanha como sua principal plataforma para formação profissional. "O caminho da inclusão é esse: aumentar o grau de empregabilidade", destacou o secretário da Casa Civil paulista, Sidney Beraldo.

A estratégia de Alckmin conta com o envolvimento das prefeituras. O governo estimará metas de adesão aos programas nos municípios e dará mais recursos aos que as superarem. O Estado oferecerá treinamento a "agentes sociais" das prefeituras, que recrutarão famílias a serem incluídas nos programas. As metas serão baseadas em um "mapa social", que listará bolsões de pobreza nas cidades. O mapa é novidade no governo estadual, mas segue fórmula usada para estimar a demanda do Bolsa Família.

Trem-bala: leia com atenção o voto de Kátia Abreu, do PSD. Ela é situação ou oposição?

Abaixo, a manifestação (transcrição das notas taquigráficas) da senadora Kátia Abreu(futuro PSD-TO), na votação do trem-bala. Procurem nos anais do Senado a manifestação de Aécio Neves (PSDB-MG). Mas procurem muito. Cuidado para não cansar.

Sr. Presidente, colegas Senadores e Senadoras, nós estamos aqui hoje votando um projeto do ex-Presidente da República, um sonho que ele idealizou e que a Presidente atual está tendo de cumprir, uma promessa feita anteriormente. Estamos votando uma matéria em detrimento de quase duzentos milhões de brasileiros, que não têm saúde à altura, para não dizer mais nada. Cito apenas a saúde, com os hospitais, os equipamentos hospitalares, os médicos, os salários dos médicos, remédios, que sabemos que está um caos há muitos anos e não apenas neste Governo. O transporte urbano coletivo faz com que o trabalhador brasileiro perca de duas a quatro horas dentro de um coletivo para ir para o seu trabalho e para voltar também, porque não temos a implementação dos metrôs de superfície, como estamos vendo paralisados os metrôs de Salvador e de Brasília. Sr. Presidente, estamos falando de mobilidade urbana – é gente andando, é gente sendo transportada –, que é um caos neste País.

Agora, precisamos entender com muita clareza. O Brasil precisa entender o que está sendo votado aqui hoje. Ninguém aqui é contra trem-bala, mas uma das coisas mais difíceis de um governante, uma das coisas mais difíceis no ato de governar é eleger prioridade, Sr. Presidente. Eleger prioridade não é fácil. Mas o pai de família pobre sabe. A classe média brasileira sabe eleger prioridade com o salário pequeno que tem: primeiro, a saúde dos meninos; depois, a escola dos meninos; depois, lá atrás, vai ser o carro novo do dono da casa. O pai de família responsável sabe eleger prioridades com seu salário.

Agora, o que estamos fazendo aqui hoje? Estamos aprovando, extraorçamentariamente, pois não tem essa rubrica no Orçamento, R$34 bilhões. Eu sei que 90% do povo brasileiro não sabe nem o que significa isso, tem dificuldade para mensurar que tanto de dinheiro é esse, porque ganham tão pouco, que, quando se fala em bilhões, não sabem nem do que se trata. Eu também confesso, Sr. Presidente, que tenho dificuldades, porque nunca manuseei tanto dinheiro assim na minha vida. Disseram aqui que estamos apenas autorizando R$20 bilhões, com o Governo sendo fiador, avalista, assinando no documento. Empresário, se você não pagar, quem vai pagar é a União; se a União não pagar, quem paga é o contribuinte, é a classe média deste País, principalmente os cem milhões de habitantes que pagam a carga de impostos. Portanto, se os empresários – como se diz no Tocantins –: “Micar, não pagar, dar o cano, quem vai pagar essa brincadeira são os contribuintes”.

Ainda estamos aqui aprovando mais R$5 bilhões para subvenção de um prejuízo que já se sabe que se vai ter. Agora, dizer que se está apenas avalizando o BNDES?! Não está, não. Não está avalizando só o BNDES, não, porque não tem um mês que votamos aqui, nesta Casa, a capitalização do BNDES em R$50 bilhões. Portanto, R$50 bilhões foram tirados do bolso do contribuinte, da cesta da contribuição, dos impostos e repassados para o BNDES e agora o BNDES vai emprestar R$20 bilhões para as empresas. Nós ainda vamos avalizar?! O povo brasileiro vai avalizar?! Se nós precisarmos avalizar alguém, isso significa alto risco. Se uma empresa ou um consórcio não consegue se unir e ter garantias próprias, simplesmente, Sr. Presidente, eita negocinho que deve ser muito ruim!

O povo brasileiro, a classe média, os pobres sabem muito bem que, quando o seu nome é fraco, alguém tem de avalizar. Disso eles entendem muito bem. Podem não entender de bilhões, mas de aval o povo brasileiro entende muito bem! Mas, para tirar um pouco da dificuldade daqueles que gostam de assistir a TV Senado, o que significam R$35 bilhões? Apenas para facilitar o raciocínio, a hidrelétrica de Belo Monte, uma das maiores do mundo, que deverá gerar quase dez vezes Itaipu, são R$20 bilhões. Essa MP, apenas para o trem-bala do Rio a São Paulo, são R$35 bilhões.

Quero lembrar que o déficit habitacional do Brasil é de 6 milhões de casas. Com 6 milhões de casas, todos os brasileiros não teriam problema com moradia. Esse dinheiro dá para fazer 3,4 milhões de casas neste País!
Mas se ainda tiverem dificuldades aqueles que nos assistem, eu quero lembrar que, com R$9,8 bilhões dá para recuperar todas as estradas do País, 70% das quais estão em estado lastimável, péssimo e ruim, segundo a CNT, presidida pelo nosso Colega aqui, Senador de Minas Gerais, Clésio Andrade. E também, Sr. Presidente, agora o povo brasileiro vai entender ainda mais. Sabe quanto custa para investir nos aeroportos da Copa? Só os aeroportos da Copa do mundo? R$6 bilhões! Nós estamos votando R$35 bilhões para levar passageiros de São Paulo até o Rio de Janeiro, pessoas de poder aquisitivo alto. E ainda precisaríamos de mais R$5 bilhões para arrumar todos os outros aeroportos do País. Então, com apenas R$11 bilhões, nós arrumaríamos os aeroportos da Copa e arrumaríamos todos os aeroportos do País. Mas se ainda tivermos alguma dificuldade de compreender esses valores, o que significam R$30 bilhões, todos os recursos do PAC para 2011, para investimento em logística, em cidades e em energia, são R$40 bilhões. Se eu colocar apenas logística e infraestrutura, são apenas R$18 bilhões do PAC. E nós estamos investindo R$35 bilhões num curto espaço de chão, para beneficiar não sei quantas poucas pessoas de São Paulo e Rio. São pessoas merecedoras, Sr. Presidente, mas se nós tivéssemos dinheiro à vontade, se nós tivéssemos um caixa americano, se nós tivéssemos um caixa suíço, se nós tivéssemos um caixa chinês, que tem 40% de poupança interna para investir onde quiser. Nós estamos investindo 1,5% do nosso PIB em logística enquanto a China investe 7%. Só que lá o PIB é de US$6 trilhões e aqui é de apenas US$2 trilhões, Sr. Presidente.

Mais ainda, para finalizar, Sr. Presidente: para construir um quilômetro de hidrovia no País, gastam-se R$50 mil. Cinquentinha, cinquenta mil reais! Cinco casas populares de R$10 mil cada uma. Para fazer uma ferrovia, Sr. Presidente, também um dos transportes mais baratos do Brasil, gastam-se R$4 milhões, quase R$5 milhões por quilômetro de ferrovia. Gastam-se, para fazer uma rodovia, R$2,5 milhões. Então...

(Interrupção do som.)

A SRA. KÁTIA ABREU (Bloco/DEM - TO) – Vou repetir. Quilômetro de hidrovia 50 mil; ferrovia, 2,5 milhões; rodovia, 2,5 milhões. Para o trem-bala, são R$63 milhões por quilômetro, Sr. Presidente. Do que estamos falando? Eu tenho certeza de que os Senadores da República, especialmente do Centro-Oeste brasileiro, do Nordeste deste País, da região Norte, não vão aprovar esta medida provisória, porque nós estamos com os nossos portos e a nossa produção estrangulada, enquanto os americanos, enquanto os argentinos transportam as suas mercadorias por um preço muito abaixo. No Brasil, Sr. Presidente, nós pagamos, US$78.00 por uma tonelada de soja; os americanos, US$18.00 e os argentinos, US$20.00. É isso que nós estamos querendo fazer com o Brasil? Senador Blário Maggi, Senador, todos os Senadores...

(Interrupção do som.)

A SRA. KÁTIA ABREU (Bloco/DEM - TO) – ...da base do Governo, Delcídio Amaral e todos os outros, Armando Monteiro, vamos ter complacência com as regiões Norte e Nordeste, Centro-Oeste deste País. Toda a produção de grãos deste País está no Centro-Oeste brasileiro, no eixo centro-norte: 52% da produção, e apenas no paralelo 15 para baixo, temos 48% da produção. Mas acontece que toda a produção do paralelo 15 para cima está sendo escoada por Paranaguá e Santos. E se nós investíssemos apenas, exclusivamente, R$15 bilhões nos portos do eixo norte, nas rodovias Teles Pires-Tapajós, na hidrovia Tocantins, na hidrovia do rio Madeira, na estrada Cuiabá-Santarém, se nós investíssemos no porto de Santarém, no Porto Velho, se nós insistíssemos no porto de Itaqui, no Maranhão, no porto de Belém com Monteiro nós faríamos com que...

(Interrupção do som.)

A SRA. KÁTIA ABREU (Bloco/DEM - TO) – ...nós faríamos com que 20 milhões de toneladas pudessem ser escoados pela região Sul. Nós melhoraríamos o trânsito para a região Sul do País. Nós desafogaríamos Paranaguá, nós desafogaríamos também o porto de Santos. E as estradas do Sul e do Sudeste, quanta melhora teriam? O Centro-Oeste brasileiro, o Norte e o Nordeste – isso inclui o oeste da Bahia, incluo o sul do Piauí, o sul do Maranhão, Balsas, incluo também o sul do Pará –, todas essas regiões que estão produzindo para o País, que merecem a consideração e a atenção nesses itens da logística. Na hidrovia do rio Madeira, Blário Maggi, gastaríamos apenas R$310 milhões; na hidrovia do Tocantins, fazendo a eclusa de Estreito e Lageado, gastaríamos apenas R$1,3 bilhão; os estudos apenas das eclusas e hidrovias de Teles Pires-Tapajós e Jurema, gastaríamos R$50 milhões.

(Interrupção do som.)

A SRA. KÁTIA ABREU (Bloco/DEM - TO) – As rodovias de Açailândia até a Vila do Conde, em Belém, 500Km de ferrovia, gastaria apenas R$3 bilhões; o porto de Itaqui, R$1 bilhão; Porto Velho, R$200 milhões; porto de Santarém, R$300 milhões; Vila do Conde, R$500 milhões; Suape, R$300 milhões; Salvador, R$100 milhões; P-100, R$200 milhões, e todas as rodovias, todas construções para terminar as rodovia do arco norte para escoar a produção brasileira, nós gastaríamos um total apenas de R$2,5 bilhões.
Somado tudo isso, nos não precisaríamos de metade, não, do trem-bala, não; nos precisaríamos, Senadores, de R$10,8 bilhões para fazer tudo isso que eu disse aqui agora há pouco. Será possível que o Senado Federal vai permitir que o sonho de um ex-Presidente, uma megalomania, que não é prioridade neste País...

(Interrupção do som.)

A SRª KÁTIA ABREU (Bloco/DEM – TO) – Não é prioridade, Sr. Presidente. Encerro as minhas palavras, pedindo aos colegas Senadores e dizendo ao Estado de São Paulo, especialmente à grande São Paulo, que precisa de tudo para melhorar sua mobilidade urbana, seus metrôs de superfície, a questão da água e das inundações: de quanto investimento a própria São Paulo precisa? De quanto investimento o próprio Rio de Janeiro precisa? Muito além de trem-bala de São Paulo a Rio. Tenho certeza de que os Senadores, de forma suprapartidária, pensando cada um na sua estrada, na sua ferrovia, na sua hidrovia, no seu metrô de superfície, nas dificuldades dos seus Estados vão dizer “não” a um sonho de um ex-Presidente, que não é o sonho dos brasileiros, que não é o sonho dos pobres, que não é o sonho da classe média e que, portanto, não pode ser o sonho dos Senadores da República. Muito obrigada, Sr. Presidente

Matar ou morrer.

Matéria de hoje do Estadão revela que a organização guerrilheira da qual participava a presidente Dilma Rousseff planejava assassinar chefes militares, segundo documentos depositados no Arquivo Nacional. A questão que fica colocada é: se, em uma eventual Comissão da Verdade, uma autoridade deste governo aparecer como o encarregado de matar um militar,como ele será julgado? A anistia vale para os dois lados. A punição também.

Documento da Aeronáutica que foi tornado público nesta quarta-feira, 13, pelo Arquivo Nacional, após ter sido mantido em segredo durante três décadas, revela que a organização guerrilheira VAR-Palmares, que contou em suas fileiras com a hoje presidente Dilma Rousseff, determinou o "justiçamento", isto é, o assassinato de oficiais do Exército e de agentes de outras forças considerados reacionários nos anos da ditadura militar. Com cinco páginas, o relatório A Campanha de Propaganda Militar, redigido por líderes do grupo, avalia que a eliminação de agentes da repressão seria uma forma de sair do isolamento. O texto foi apreendido em um esconderijo da organização, o chamado aparelho, e encaminhado em caráter confidencial ao então Ministério da Aeronáutica. 

O arquivo inédito, revelado pelo Estado no ano passado e aberto à consulta pública anteontem, faz parte do acervo do Centro de Segurança e Informação da Aeronáutica (CISA). No Arquivo Nacional, em Brasília, novo endereço do acervo que estava em poder do serviço de inteligência da Aeronáutica, há um conjunto de documentos que tratam da VAR-Palmares. Mostram, entre outras coisas, a participação de militares da ativa e a queda de líderes do grupo em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.Os nomes dos integrantes do grupo receberam uma tarja preta, o que impede estabelecer relações diretas entre eles e as ações relatadas. É possível saber, por exemplo, que militantes de Belo Horizonte receberam em certa ocasião dez revólveres calibre 38 e munição, mas não os nomes desses militantes.

Leia mais aqui. E aqui

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Maioria esmagadora do governo no Senado aprova trem-bala.

Por 44 a 17 votos, o Plenário do Senado aprovou há pouco o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/11, oriundo da Medida Provisória (MP) 511/10, que autoriza financiamento de até R$ 20 bilhões do BNDES para a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV), mais conhecido como trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A proposta foi relatada pela senadora Marta Suplicy (PT-SP). Na primeira votação, que avaliou a admissibilidade da proposição, a matéria foi aprovada por 46 x 19 votos.

Lula não fala mais com pobre.

Desculpem a piada, mas ela é inevitável. Ex-presidentes do Brasil, quando saem do governo, querem distância dos pobres. A última vez que Lula falou com alguém das camadas menos favorecidas foi no natal dos catadores. Depois disso, só grandes empresários, governantes, intelectuais. Nada daquele Lula suarento enroscado com os pobres. Lula está novamente na Europa, para onde foi de jatinho executivo. Hoje discutiu pobreza com o historiador Eric Hobsbawm, amanhã vai dar palestra sobre o assunto para os executivos da Telefônica e depois vai almoçar com Zapatero, primeiro-ministro da Espanha. Quem gosta de pobre é intelectual, já dizia Joãozinho Trinta. O Lula agora é doutor, igualzinho ao FHC.

ACM Neto chama Kassab e FHC de "trânsfugas". Que moral, hein?

Da Folha Poder, noticiando que o DEM está lançando um promessômetro da Dilma, um site (muito bem feito e muito útil, por sinal) onde vai cobrar as promessas de campanha da presidente:

ACM Neto diz que a ação acontece depois de verificar que, nesses primeiros cem dias de governo, a presidente Dilma "esqueceu de suas promessas". Todos os posts de internautas serão aceitos, inclusive os dos petistas, garante o líder. "A intenção é incentivar o debate."  Deputados do DEM negaram que o lançamento do portal seja uma resposta para alguns integrantes da oposição. Ontem, por exemplo, a Folha mostrou um artigo em que Fernando Henrique Cardoso propõe que a oposição desista do "povão" para investir na nova classe média. Hoje, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, um dos principais quadros do DEM também fez ato de lançamento de seu novo partido em Brasília.  "Em um momento que alguns trânsfugas estão querendo acabar com a oposição, temos que reafirmar nosso papel. Mas é mera coincidência", disse ACM Neto.  O "promessômetro" pode ser acompanhado pelo site do partido, no link promessas de presidente Dilma em campanha.
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O clima no DEM é de consternação. Hoje, no restaurante do Senado almoçavam ACM Neto, Ronaldo Caiado e Ônix Lorenzoni. Aí alguém lembrou que Ônix, que parecia aliado de Bornhausen, foi o relator do processo que pedia a cassação de Toninho Malvadeza, em priscas eras. É a política.

De um comentarista anônimo.

O comentário abaixo foi postado por um anônimo, em post abaixo:

Pois é, dos nossos, apenas o casal Coronel e Nariz Gelado não perde de vista o fundamental: ganhar eleições. No anos passado, ainda em junho, Nariz Gelado cantou a pedra: perderemos. Neste nono ano de governo do PT, a 1 anos e meio das municipais e três anos e meio das gerais, o Coronel nos avisa: perderemos. Eles não são de dourar a pílula, sabem distinguir torcida de análise. Torcem apaixonadamente, mas não se deixam cegar pela paixão a ponto de perderem a razão. Os nossos, Reinaldo Azevedo à frente, pedem calma na leitura do artigo de FHC. As palavras têm significado, ensina o mestre de Dois Córregos. As de FHC, também, não é verdade? Falou o ex-presidente enquanto uma analista distante do jogo político? Por acaso, o ex-deputado José Dirceu se permitiria uma análise dessas em público? Não, ele sabe que faz parte do jogo político. Uma palavra sua é uma palavra... de ordem! Eliane Cantanhêde, com base no artigo de FHC, celebra a missa de réquiem da Oposição. No íntimo parece que ela está a comemorar. Não é o que acontece com o casal. Ele nos avisa, nos instiga, nos anima, sim, anima. Mas não passa a mão pela cabeça de ninguém. Nem na de FHC. Afinal, o ex-presidente está a fazer contra a Oposição mais do que o governo Dilma poderia imaginar fazer. Vida longa ao casal Coronel-Nariz Gelado!
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Alguns blogueiros anônimos e muitos comentaristas deste blog estão no embate contra a esquerda e o PT há muitos anos, desde quando a internet era discada, lá no GD do Uol. Para quem não sabe, Nariz Gelado é blogueira política muito antes do Noblat, de quem foi colaboradora até ser censurada por Luiz Cláudio Cunha, um ex-repórter da Veja, enciumado com a qualidade do texto de uma anônima. Nossa turma, permitam-me assim chamar este bando de laboriosos desconhecidos de oposição, conhece petista cego dormindo e petista rengo sentado. Sabemos exatamente o que será feito com a declaração dada por Fernando Henrique Cardoso. Nosso desespero, nestes anos todos, foi ter que sempre consertar as cagadas de tucanos na internet, que é o nosso habitat, a nossa militância. Só tenho a agradecer o comentário acima. Muito obrigado. Chega a ser ofensivo que escrevam aqui que FHC não disse que o PSDB não gostava de pobre. É claro que não disse. Mas disse com letras garrafais. O que vale em política é a versão. Ainda mais na política suja da esquerda, que conhecemos, nós, este bando de anônimos, muito mais do que o FHC falando de "redes sociais". Tenham a santa paciência!

PSD dá o primeiro passo oficial.

Da Folha Poder:
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinou nesta quarta-feira, a ata de fundação do PSD, em evento na Câmara dos Deputados. Só hoje o PSD ganhou a adesão simbólica de 32 deputados, de cinco vice-governadores, de dois senadores e de um governador. Apesar da pressão dos governadores tucanos --especialmente o de São Paulo, Geraldo Alckmin-- integrantes do DEM, PPS e até do PSDB assinaram, simbolicamente, a ficha de filiação ao novo partido. A lista inclui o vice-governador da Paraíba, o tucano Rômulo Gouveia; a senadora Kátia Abreu (DEM), e o governador do Amazonas, Omar Aziz (PMN). Ao discursar, Kassab disse torcer pelo sucesso do governo Dilma Rousseff e afirmou que o PSD nasce como um partido independente. Embora se declare amigo do senador tucano Aécio Neves (MG), Gouveia disse que resistiu aos apelos do mineiro e avisou ao PSDB que trocará de partido. "Gosto de Aécio e atuei na campanha [presidencial] de [José] Serra. Mas, a partir de agora, serei fiel ao meu novo partido", afirmou ele, atribuindo a saída aos ataques do PSDB ao governo da Paraíba. Todos os que assinaram a ficha simbólica de filiação manifestam a intenção de entrar no PSD. Mas ela só poderá ser consumada quando o partido estiver oficialmente formado.  Com o ato, Kassab tenta dar uma demonstração de solidez, já que a constituição do novo partido é cercada de dúvidas. Em entrevista, após a assinatura da ata de fundação, o prefeito sugeriu ao DEM, seu ex-partido, "que seja feliz".
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O PSD já nasce maior que o DEM no Rio de Janeiro.Deve ser a tal maldição dos Maias. 

Sabem o que assusta no artigo de FHC?

O que assusta no artigo de Fernando Henrique Cardoso é  a confusão entre o político e o professor. A gente não sabe se está lendo o sociólogo ou o presidente de honra do PSDB, o maior partido de oposição do país. No texto, parece que FHC não está nem aí para esta coisa sem importância que é ganhar uma eleição e chegar ao poder. Tanto é que discute estratégia de longo prazo em público e busca um exemplo dos anos setenta, quando a sua previsão demorou longos dez anos (dois mandatos e meio) para acontecer.Vejam como ele começa o seu artigo:

Há muitos anos, na década de 1970, escrevi um artigo com o título acima (“O Papel da Oposição”) no jornal Opinião, que pertencia à chamada imprensa “nanica”, mas era influente. Referia-me ao papel do MDB e das oposições não institucionais. Na época, me parecia ser necessário reforçar a frente única antiautoritária e eu conclamava as esquerdas não armadas, sobretudo as universitárias, a se unirem com um objetivo claro: apoiar a luta do MDB no Congresso e mobilizar a sociedade pela democracia. Só dez anos depois a sociedade passou a atuar mais diretamente em favor dos objetivos pregados pela oposição, aos quais se somaram também palavras de ordem econômicas, como o fim do “arrocho” salarial.

FHC faz questão de ressaltar que foi um visionário, um homem à frente do seu tempo.  A partir daí, define de forma muito concreta, correta e profunda um novo rumo para a oposição. O que assusta é não haver no texto a urgência e a premência do próximo pleito eleitoral. Soa como uma antecipação da derrota. Ou  FHC não começaria o artigo referenciando outro, onde ele previa coisas que aconteceram apenas dez anos depois. FHC está errado? De forma alguma, fosse ele apenas um teórico do PSDB e não um ex-presidente que, depois de dois mandatos, não conseguiu fazer o sucessor, ao contrário de Lula, diga-se por sinal. 

Depois deste brilhante artigo, se não quiser causar danos eleitorais irreparáveis ao PSDB, principalmente, pois não fala em nome das oposições, FHC deveria retirar-se da vida partidária. Continuar produzindo conteúdos, proferindo as suas palestras, mas sem interferir nos assuntos do dia-a-dia. Assumir que é intelectual, um sociólogo brilhante, alguém acima das meras lutas partidárias. Poderá até fazer uma visitinha à Dilma de vez em quando, que ninguém vai reparar. Porque aplicado a um contexto eleitoral, FHC escreveu e disse uma enorme bobagem sobre os pobres. Se assumir que o autor foi o teórico, o acadêmico, o estudioso, apenas terá defendido uma tese que ainda requer a devida comprovação. Resta saber se o pavão FHC terá humildade para aceitar este papel superior a ele reservado ou se daqui trinta dias teremos mais alguma declaração bolsonariana para servir de munição letal para o petismo. Aí sim, a oposição terá que esperar vinte anos, e não dez como nos anos setenta,  para chegar ao poder. FHC pode não ter pressa. Nós temos.
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O que sobrou do discurso de Fernando Henrique Cardoso para quem interessa, que é o eleitor, é que a oposição não gosta de pobre. É isto que o PT vai explorar e vai grudar na oposição. O resto é discussão  que não ganha eleição. Agora, se o PSDB não quer ganhar eleição, que não coloque o seu presidente honra a falar em nome da oposição. FHC , com todo o seu brilho, não fala nem mesmo em nome do seu partido, haja vista a reação de Álvaro Dias (PSDB-PR). Senhores e senhoras, não tentem justificar o injustificável: eleitoralmente, o discurso de FHC foi uma grande porcaria. O resto do artigo a gente vê se está certo mais tarde, lá por 2020.

Reforminha.

Hoje a Comissão da Reforma Política entrega o resultado do seu trabalho para o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), apenas para cumprir tabela. Muito pouco será mudado, pois ninguém mexe em time que e$tá ganhando. Abaixo, um bom resumo publicado hoje pelo Estadão sobre o que pode passar e o que não passa de jeito nenhum. Clique na imagem para ampliar e ler. 

FHC, o visionário.

Pois não é que a imprensa informa que uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, o programa de erradicação da pobreza, deverá ser lançado em maio pelo governo? O plano já está na fase de ajuste dos detalhes finais. Dilma até já recebeu uma versão entregue pela ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, para Dilma. Falta só marcar a data, mas maio é uma beleza: tem o Dia do Trabalhador, o  Dia das Mães, o Dia da Abolição da Escravatura... O programa deverá se dividir em inclusão produtiva, ampliação dos serviços sociais do governo e a ampliação da Bolsa Família. Raciocinemos: se o PT vai acabar com a pobreza, FHC está certo, pois afinal de contas não haverá mais pobres no Brasil. Só haverá classe média e ela correrá para os braços e abraços tucanos, porque o PSDB é o partido da classe média. Obrigado, FHC, depois que a sociologia inventou a ascenção social, o senhor inventou a ascensão política no Brasil.

O PSDB não gosta dos pobres.

O problema do grande e inesquecível Fernando Henrique Cardoso é ser um pavão, antes de ser um tucano. Ontem, no preâmbulo do seu artigo onde desistiu dos pobres e entregou os mesmos ao PT, lembrou que havia feito um artigo semelhante,  muitos anos antes do PSDB chegar ao poder, antevendo o futuro. FHC esqueceu que estratégia não se revela. Não se discute em público. Mas o pavão pulsa mais forte que o tucano. FHC, que gosta de ser paparicado pela Dilma e por todo um séquito, não fica feliz em ser uma referência para os seus pares. Ele quer mais. Quer pairar acima dos comuns mortais. 

Hoje, José Serra (PSDB-SP) afirma que a referência à pobreza como massa cativa dos petistas não é ponto essencial do discurso. É óbvio que é. Em uma campanha eleitoral, basta bater todos os dias: o PSDB não gosta de pobre. E botar o áudio do FHC dando entrevista na CBN. Já Aécio Neves(PSDB-MG) é outro tucano que bota Minas e a si mesmo acima de qualquer visão nacional. E tem o peito de discordar de FHC porque, no seu estado, o PSDB venceu as eleições nas regiões mais pobres. Mentira. Perdeu em 2002, perdeu em 2006, perdeu em 2010. Ou melhor: entregou para Lula e para Dilma, espertamente. Lembram qual era o discurso sobre Minas? Ah, o nosso problema é que temos uma região muito pobre, muito semelhante ao Nordeste, que vota no Lula e no PT. Por fim, Serverino Sérgio Estelita Guerra (PSDB-PE), o presidente da agremiação, tentou dar outra interpretação, dizendo que o que FHC quis dizer... e blá blá blá. 

Não adianta remendar. FHC disse, textualmente, que o PSDB não quer saber dos pobres. E é assim que os pobres vão ser exaustivamente informados nas próximas eleições. Pelo PT. Pelo competente marketing petista. Portanto, saudosistas, preparem-se para esconder o ex-presidente ou para perder mais uma eleição. Ele não deveria ter colocado aquela frase no meio de um belo artigo. Não faria falta alguma. Errou por falta de humildade. E, é claro, por fazer o que tucanos não fazem: conversar entre si antes de falar um monte de bobagens. Ou chamar alguém que entenda de pobres, pois eles definitivamente não entendem e não gostam.
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Observação: a maioria dos leitores e comentaristas deste blog são inteligentes o bastante para entender ironia e sarcasmo.  E crítica ferina. Este post está escrito do jeito que dezenas, centenas, milhares, dezenas de milhares de petistas escreverão sobre isso de agora em diante. Aos que não haviam sacado, agora entenderam o dano causado por esta bolsonariana declaração de Fernando Henrique Cardoso sobre a pobreza?
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Setembro de 2014, horário eleitoral gratuito do PT: 

Locutor barbudinho entra e diz:

Você já foi pobre e agora está na classe média. Você conseguiu isso nos últimos doze anos, nos governos Lula e Dilma. Antes deles, você era pobre. Não tinha computador. Não tinha telefone. Não tinha o seu carro. Muitas vezes não tinha comida suficiente. Nós conseguimos. Você, com o seu trabalho e a sua confiança, nós, do governo, com a Bolsa Família, o Luz para Todos, o Minha Casa, Minha Vida e, principalmente, com presidentes que pensaram nos pobres em primeiro lugar.

Corta para a locutora que diz:

Fernando Henrique Cardoso é o maior nome do PSDB. Foi presidente duas vezes, naquele tempo em que você era pobre, antes de você alcançar o sonho da classe média. Agora ouçam o que ele disse sobre os pobres:

(entra FHC na CBN)

Você que já foi pobre, que lutou para subir na vida, que ralou, que trabalhou, vai votar em candidatos do PSDB? O que eles fizeram para você? Agora que você chegou na classe média vai eleger alguém que está desistindo dos pobres e quer fazer um governo só para os mais ricos? Como é que alguém pode desistir dos pobres no Brasil? Como será um governo de gente que pensa assim? Pense nisso.

PSD reúne futura bancada para assinatura da ata de fundação.

Da Folha de São Paulo:

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assina hoje a ata de fundação do PSD com a promessa de reunir um governador, cinco vice-governadores, dois senadores e pelo menos 30 deputados. Integrantes do DEM, PPS e até do PSDB assinam hoje, simbolicamente, a ficha de filiação. A lista inclui, por exemplo, um secretário do governador Antonio Anastasia (PSDB) e o vice-governador da Paraíba, o tucano Rômulo Gouveia. Embora se declare amigo de Aécio Neves (PSDB-MG), Gouveia conta que resistiu aos apelos do senador e avisou que trocará de partido. Ele atribuiu sua saída aos ataques do PSDB ao governo da Paraíba.Para incômodo do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o vice-governador, Guilherme Afif Domingues, também deverá assinar o documento.

Com o ato, Kassab tenta dar uma demonstração de solidez, já que a constituição do novo partido é cercada de dúvidas. Sob ameaça de desidratação de seu partido, o PPS entrou ontem com ação no Supremo Tribunal Federal contestando a interpretação do TSE de que, em caso de fundação partidária, o parlamentar pode trocar de sigla sem risco de perda de mandato. Aliado de Kassab, o deputado Guilherme Campos (SP) diz que a criação do novo partido respeita a orientação da Justiça Eleitoral.

Deputado do castelo é homem de confiança de Anastasia.


Antônio Anastasia, governador tucano de Minas Gerais, acaba de nomear aquele deputado, Edmar Moreira (PR-MG),que tem um castelo e  é processado por apropriação indébita previdenciária e falsidade ideológica, para ser o seu homem de confiança na Minas Gerais Participações S/A. O nome combina. Afinal de contas, quem não participa na política de Minas? O PSB tem o prefeito de BH, em acordo entre o PSDB e o PT. O PR é o partido presidido por Clésio Andrade, outro indiciado, que já foi vice-governador de Aécio. A propósito, nem tudo o que os tucanos apóiam por lá tem o aval do povo. O deputado do castelo, por exemplo, não foi eleito e está só ganhando um boquinha de R$ 11 mil por mês do governador Anastasia.