Partido presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, réu no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal, o PTB deve discutir em breve a implantação da 'ficha limpa' para seus filiados, ideia dele, e também até para o eleitor, proposta do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), procurador da Câmara. Pela ideia, ninguém que tivesse condenação na Justiça por órgão colegiado poderia filiar-se ao partido. E a proposta de Marquezelli iria mais além: não poderia nem votar. As propostas serão levadas à executiva nacional. Jefferson, porém, quer cautela. "Vamos fazer primeiro a ficha limpa interna, e depois discutir a outra, quando Marquezelli apresentar", diz o presidente do partido. Leia mais aqui.
sábado, 10 de março de 2012
PAC 2: transposição do dinheiro público para o ralo da corrupção aumenta obra do São Chico de R$ 4,6 bi para 8,2 bi.
É o maior escândalo de desvio de recursos públicos da história deste país, fartamente denunciado pela imprensa. O brasileiro está anestesiado por tanta corrupção.
Novo balanço do PAC 2 (segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento), divulgado na última quarta-feira, mostra que o custo da obra de transposição do rio São Francisco teve mais um aumento bilionário. O projeto, que inicialmente era orçado em R$ 4,6 bilhões, agora custa 77,8% mais caro: R$ 8,18 bilhões, de acordo com o relatório do Ministério do Planejamento. Diante da estimativa anterior de R$ 6,85 bilhões, feita em 2011, o reajuste é de 19,4%.
Desde 2007, quando as obras começaram, o preço da transposição foi alterado uma vez durante o governo Lula (2003-2010) e duas durante a gestão de Dilma Rousseff. O governo diz que as alterações são resultado do melhor detalhamento das obras pelos projetos executivos e de mudanças na metodologia de acompanhamento. De acordo com o relatório, entre 2007 e 2010 foi empenhado (reservado para o gasto) R$ 1,8 bilhão só nos 287 quilômetros do eixo leste da obra, entre Paraíba e Pernambuco. Até 2014, o governo planeja empenhar R$ 1,1 bilhão.(Folha de São Paulo)
Marta bate em Lula, na Dilma, no PT...
"Faltam políticas a serem formuladas dentro e fora do governo, no Congresso e na sociedade. O que constatamos nos últimos anos foi um apequenamento da visão dos grandes interesses nacionais. A necessidade de enfrentarmos essas questões é enorme, pois falamos do grande desafio dessa legislatura: entregar um Brasil moderno em 2018." (Trecho de artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, pela senadora petista e paulista Marta Suplicy)
PT x PMDB. Palácio joga culpa no líder peemedebista por projeto que equipara salários de homens e mulheres não ter sido sancionado por Dilma.
Em meio à rebelião da base aliada no Congresso, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), desobedeceu o Planalto ao retirar da pauta um projeto que seria sancionado pela presidente Dilma Rousseff na próxima terça-feira. A proposta em questão equipara os salários de homens e mulheres que ocupam a mesma função em uma empresa. O texto, que pune com multa os empregadores que desrespeitarem a regra, foi aprovado nesta semana numa comissão em caráter terminativo e, se não fosse contestado em cinco dias, seria sancionado na visita de Dilma ao Congresso para comemorar o Dia Internacional da Mulher.
Empresários descontentes com a multa pressionaram senadores e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para que a proposta fosse discutida de novo. Alegaram que o projeto provocaria enxurrada de ações, por não especificar como a discriminação será identificada. Jucá então apresentou recurso, com a assinatura de oito colegas, para que o texto fosse votado no plenário, impedindo a sanção imediata de Dilma.
Apesar da surpresa, o governo avalia que, como não há consenso, é importante que o texto seja mais bem debatido. Com o recurso de Jucá, o projeto voltará a ser discutido nas comissões do Senado antes de ser votado. A assessoria do senador diz que ele seguiu orientação do Planalto. A coordenação do governo diz que não pediu a suspensão da aprovação.(Folha de São Paulo)
PT x PMDB. Se o chefe da "sofisticada organização criminosa" diz uma coisa, é porque é outra completamente diferente.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu minimizou a crise entre aliados da presidente Dilma e refutou crítica de setores do PMDB de que o PT usa o governo para buscar hegemonia nas eleições. "Vida de governo de coalizão é dura no mundo todo. Tem unidade e tem luta. [A crise] vai ser equacionada porque a presidente tem liderança para resolver", disse ele ontem, em Salvador. Um dos mais influentes articuladores do partido, Dirceu cobrou dos peemedebistas que examinassem locais em que o PT abriu mão de candidaturas em 2010. "O PT não quer hegemonizar, basta olhar o apoio que deu ao PMDB nas eleições de 2010." O ex-ministro -réu no processo do mensalão que corre no STF- disse que o PMDB vai continuar sendo "o maior partido em número de prefeituras", mas ressalvou que as duas siglas já empataram em número de votos. Dirceu participou ontem da posse do ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli na Secretaria do Planejamento da Bahia.(Folha de São Paulo)
Campanha do Haddad: consultoria do Palocci só por debaixo dos panos.
O Planalto desestimulou a participação de Antonio Palocci na campanha de Fernando Haddad em SP. A Folha revelou que o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, foi sondado para ser tesoureiro da campanha por sua proximidade com Palocci, que o recomendaria aos doadores. Após a revelação, integrantes do governo procuraram dirigentes do PT para desencorajar a operação por receio de que isso venha a prejudicar Haddad.
Este negou que Palocci tenha sido indicado e disse que não sondou Emidio.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Tia Dilma leva estudantes aos Estados Unidos para visita de intercâmbio.
A visita da presidente Dilma Rousseff à Casa Branca, no dia 9 de abril, vai estampar a dificuldade de os Estados Unidos qualificarem o Brasil como um parceiro, como China e Índia, e aprofundarem as relações bilaterais. À líder brasileira não será dispensado o grau de atenção e de honra de uma visitante de Estado. Por falta de outros tópicos mais encorpados, sua agenda positiva com o presidente americano, Barack Obama, terá como ponto principal o envio de estudantes brasileiros aos EUA. A negativa estará marcada pelas divergência sobre Síria e Irã e por imbróglios comerciais.
A visita de Estado pode ser realizada apenas uma vez a cada país durante o mandato presidencial e prevê encontros do líder nas sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. Assim foi recebido em Brasília o presidente americano, Barack Obama, em março de 2011. Ao declinar essa atenção especial a Dilma Rousseff, a Casa Branca argumentou não conceder esse tratamento a nenhum visitante neste ano eleitoral no país. No próximo dia 13, entretanto, Obama receberá o primeiro-ministro britânico, David Cameron, em visita de Estado e com direito a banquete de gala. Leia mais aqui.
Aécio Neves "contrata" um arauto para as suas virtudes.
Não é de hoje que Alberto Carlos Almeida, cientista político, autor dos livros A cabeça do brasileiro e O dedo na ferida: menos imposto, mais consumo incensa a imagem de Aécio Neves. Reinaldo Azeveddo já colocou o tipo no seu devido lugar. Leiam aqui. No entanto, agora ele superou todos limites: publicou dois artigos praticamente simultâneos, em dois grandes veículos de comunicação, dizendo que o brasileiro de oposição não tem escolha: será obrigado a votar em Aécio Neves. Então tá! Vejam abaixo:
"Não existe nada mais correto do que o que Aécio está fazendo. Ele sabe que aqueles que hoje são oposição a Dilma vão votar nele de qualquer maneira em 2014. O que o ex-governador de Minas quer é o voto daqueles que atualmente votariam em Dilma. Estamos em 2012 e muita água vai passar por debaixo da ponte até 2014. O líder dos tucanos não deseja que o atual eleitorado de Dilma se afaste dele. A melhor maneira de evitar isso é não bater muito forte no governo da presidente."
Leia aqui, na íntegra, artigo publicado no Valor Econômico, intitulada " A lúcida estratégia de Aécio".
Aécio já tem os votos certos da oposição. O que ele quer, e mineiramente precisa conquistar, são os votos daqueles que mudam de voto, daqueles que hoje votariam em Dilma, mas no futuro poderão não fazê-lo. Radicalizar agora afastaria o provável candidato da oposição daquilo que ele mais precisa: cativar o eleitor que ocupa o centro político. Os críticos intelectuais, lamentavelmente, não ocupam esse centro.
Leia aqui, na íntegra, artigo publicado na Revista Época, intitulada "O jeito Aécio de fazer oposição".
A propósito, o cientista político presta serviços ao PSDB e ao Instituto Teotônio Vilela por intermédio do Instituto Análise. Os artigos acima devem fazer parte do pacote.
Marina Silva e Ronaldo Caiado só representam a si mesmos.
A votação do Código Florestal tem que separar o joio do trigo e o inço da floresta. Ronaldo Caiado, deputado do DEM, não representa a agricultura e a pecuária brasileira, muito antes pelo contrário. Nem Marina Silva e seus ongolóides tem representação para determinar que o Brasil vai produzir menos comida. Qualquer mudança no Código Florestal deve ser fruto de negociação, sem exploração política, sem vencidos ou vencedores. Não é hora de corneteiros. É hora de pé do ouvido. É hora de negociação.
PT e PMDB loteiam agências reguladoras.
Criadas nos anos 90 para regulamentar e fiscalizar os serviços públicos executados por empresas privadas, as agências reguladoras progressivamente perderam poder e viram seus cargos de direção sucumbir ao "loteamento" político. Hoje, PT e PMDB são predominantes, segundo estudo inédito da consultoria Macropolítica. O PC do B, com forte presença na Agência Nacional do Petróleo (ANP) e na chefia da Agência Nacional do Cinema, também se destaca. Pelo menos outras duas legendas, o PTB e o PR, disputam espaços nos órgãos reguladores.
Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) expôs a situação de fragilidade das agências. Diz que os critérios usados na indicação dos diretores são "subjetivos" e estão "em dissonância com o caráter técnico" dos cargos. A autonomia financeira é comprometida por estarem sob o guarda-chuva orçamentário dos ministérios aos quais estão vinculadas, com a ameaça de cortes de recursos caso suas decisões não agradem ao governo.
Os dois maiores partidos da base aliada, PT e PMDB, dividem a hegemonia na cúpula das agências reguladoras sob a presidência de Dilma Rousseff. Cada legenda bancou, direta ou indiretamente, a indicação de oito diretores. O ministro petista Paulo Bernardo, por exemplo, patrocinou dois nomes na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel): a do atual presidente do órgão, João Rezende, e a do conselheiro Rodrigo Zerbone, que era o consultor jurídico do Ministério das Comunicações. Dilma oficializou ontem o convite a Magda Chambriard para o comando da Agência Nacional do Petróleo (ANP), que estava em aberto desde dezembro do ano passado, quando o ex-deputado comunista Haroldo Lima deixou o cargo. A escolha é técnica, mas ainda não sinaliza uma mudança nas indicações.
Na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), cuja chefia está desocupada desde fevereiro, uma disputa se instalou nos bastidores. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tenta emplacar Ênio Soares na diretoria-geral. Tiago Lima e Pedro Brito tiveram o respaldo do PR e do PSB, respectivamente, mas o segundo goza da confiança de Dilma. As agências ainda têm cargos diretorias preenchidos por um ex-tesoureiro do PTB do Distrito Federal - Ivo Borges, na ANTT - e uma ex-assessora de Sarney - Emília Ribeira, também na Anatel.
"A base de sustentação [do governo] é uma bolha prestes a estourar, é muita gente para atender", diz Ulisses Rapassi, consultor da Macropolítica, responsável pelo levantamento. "Talvez seja preciso uma política menos comezinha que a distribuição dos espaços. Não há como evitar a divisão partidária das agências, mas o perfil dos indicados precisa ser técnico. Mais importante é que as vagas sejam preenchidas, porque o desaparelhamento atrapalha muito a questão regulatória", acrescenta Rapassi.
Um relatório recente do TCU mostra que as agências ficam longos períodos sem quórum completo. O caso mais grave é o da ANP. Desde que ela foi criada, ficou 52% do tempo sem todas as suas vagas de diretoria preenchida. Na ANTT, o colegiado responsável pelas principais decisões esteve incompleto durante 47% do tempo. E pode ficar bem mais. Em meio à rebelião da base aliada, a Comissão de Infraestrutura do Senado adiou ontem a votação de dois indicados para a diretoria da agência. Um deles, o engenheiro Mário Rodrigues Júnior, é afilhado político dos deputados Valdemar da Costa Neto e Mário Monti, ambos do PR de São Paulo. A iniciativa privada defende, nos bastidores, a indicação do ministro Paulo Passos para substituir Bernardo Figueiredo no comando da ANTT. A permanência de Passos no Ministério dos Transportes está ameaçada pela pressão do PR e do PMDB por ocupar o seu cargo.
Para José Luiz Lins dos Santos, presidente da Associação Brasileira de Agências de Regulação (Abar), as agências sempre foram objeto de loteamento político. "Desde que a presidente Dilma assumiu o governo, notamos uma busca crescente por pessoas com perfil mais técnico. Acontece que isso não elimina totalmente o viés político das indicações", diz Santos. Dilma informou, assim que assumiu a Presidência, que a Secretaria de Relações Institucionais acompanharia de perto a atuação das agências e que faria pessoalmente as suas indicações. Segundo Santos, a rejeição do Senado para reconduzir Bernardo Figueiredo comprova que o interesse político tem prevalecido em detrimento do perfil técnico. "Bernardo conhece o mercado e fazia um bom trabalho. O que causa surpresa é isso ser objeto de revanchismo no Senado, sem se levar em conta a qualificação do profissional. É lamentável que a classe política ainda atue dessa forma", afirma.
De acordo com o relatório do TCU, aprovado em agosto, as agências têm sido alvo de forte bloqueio orçamentário. Entre 2004 e 2009, os recursos aplicados por elas aumentaram de R$ 733 milhões para R$ 1,380 bilhão. Paralelamente, no entanto, sofreram restrições para usar o dinheiro arrecadado com taxas específicas para suas atividades e que acabaram reforçando o superávit primário. No mesmo período, o bloqueio das "reservas de contingência" subiu de R$ 2,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões. (Valor Econômico)
MPF monta circo para "brilhar" na Comissão da Verdade. Já está nas manchetes.
Os procuradores da República designados para investigar os crimes do regime militar (1964-1985) discutem estratégias para evitar que o trabalho seja suspenso por medidas judiciais. Uma delas é a abertura de procedimentos investigatórios criminais, em vez de inquéritos, para apurar os casos. Como o procedimento é uma etapa inicial, conduzida internamente pelo Ministério Público Federal (MPF), sem a participação da autoridade policial, os procuradores entendem que a investigação fica menos exposta a um eventual pedido de trancamento feito por advogados dos investigados com base na Lei da Anistia.
O MPF criou um grupo de trabalho denominado Justiça de Transição, que mobiliza procuradores da República do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, e Pará, para os casos de violação de direitos humanos durante o regime. Embora os militares tenham ficado 21 anos no poder, o trabalho será concentrado nos "anos de chumbo", entre 1969 e 1976, quando ocorreu a maior parte dos casos de tortura, morte e desaparecimento de presos políticos. A primeira reunião conjunta será no início da próxima semana, em Brasília, quando os procuradores selecionarão os casos prioritários e definirão as estratégias. Outra hipótese estudada, caso a Justiça entenda que os torturadores do passado ainda são passíveis de punição, é oferecer a delação premiada a quem estiver disposto a colaborar, como é feito para crimes comuns.
A formação do Justiça e Trabalho foi uma indicação da 2 Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. A atuação do grupo atende à sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o Brasil, por violações de direitos humanos em casos ocorridos na Guerrilha do Araguaia, a investigar o desaparecimento das vítimas. A preocupação dos procuradores é que o trancamento de um único caso jogue por terra todo o trabalho. O procedimento investigatório que será usado é reconhecido pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal como "instrumento de coleta de dados destinado a apurar a ocorrência de infrações penais de natureza pública, servindo como preparação e embasamento para o juízo de propositura, ou não, de ação penal".
Outra possibilidade, mais remota, é a instauração de inquérito civil público, geralmente destinado a apurar os casos de improbidade administrativa. Mas isso significa optar por uma abordagem cível, e não criminal.No Rio, o MP já abriu procedimento para investigar o desaparecimento, em 1971, de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, na época um dos comandantes da organização armada VAR-Palmares (a mesma que abrigou a hoje presidente Dilma Rousseff). - Não será um trabalho isolado, vamos atuar em conjunto com outros estados. É uma área muito delicada. Vamos resgatar a memória dos casos num trabalho quase que arqueológico. Muitas provas foram destruídas, muitas pessoas já morreram - diz o procurador da República Luiz Fernando Lessa. Lessa divide o comando do Justiça e Trabalho com os procuradores Fábio Seghese, Antonio do Passo Cabral e Ana Cláudia Alencar. Segundo o grupo, o MPF poderá investigar agentes públicos mesmo que o Ministério Público Militar tenha arquivado ou venha, eventualmente, a arquivar investigações. ( O Globo)
STF institucionaliza "o que passou, passou" e o "daqui pra frente, tudo vai ser diferente" na legislação brasileira.
Um dia depois de deixar o governo e o mundo jurídico em polvorosa, com o risco de nulidade de 560 medidas provisórias editadas desde 2001, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou ontem uma decisão surpreendente: após ter declarado inconstitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes, voltou atrás e decidiu pela constitucionalidade da mesma lei. Na decisão de anteontem, por 7 votos a 2, o Supremo considerou a MP inconstitucional por ter sido votada em plenário no Congresso, sem atender a exigência de tramitar também numa comissão especial mista da Câmara e do Senado. Com isso, todas as 560 MPs que tiveram o mesmo rito a partir de 2001, quando foi criada a comissão especial, estavam ameaçadas de ter a constitucionalidade contestada.
No recuo de ontem, o STF não só validou a lei que cria o Instituto Chico Mendes, como decidiu que o rito da comissão especial tem de ser observado apenas nas MPs editadas a partir de ontem. Ficam de fora as 50 MPs que já estão em tramitação, e todas as editadas e já transformadas em lei desde 2001, como por exemplo, as que criaram o Bolsa Família, o ProUni, o Brasil sem Miséria, do governos de Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva; e, no governo Fernando Henrique, a que instituiu o valor do salário mínimo em 2002 e a que mudou a legislação tributária, sobre a cobrança do PIS/PASEP.
Caso a decisão de quarta-feira fosse mantida, 560 medidas provisórias convertidas em lei poderiam ser afetadas, se fossem ajuizadas ações no tribunal. Esse número é fruto de levantamento da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro do STF Gilmar Mendes, há 50 ações no Supremo contestando leis aprovadas da mesma forma. As leis deverão ser validadas no julgamento. A polêmica foi lançada na quarta-feira, quando o STF declarou inconstitucional a lei que criou o Instituto Chico Mendes. O motivo foi a forma de tramitação. Uma resolução no Congresso exime a comissão mista de dar parecer sobre o tema, se isso não ocorrer em 14 dias. O problema é que a Constituição prevê a necessidade desse parecer, para que as medidas provisórias se tornem lei. Ontem, o STF derrubou a resolução. Para não prejudicar apenas uma lei com a nova interpretação, o STF mudou de ideia e declarou a criação do Instituto Chico Mendes constitucional.
- Daqui para trás, todas as leis aprovadas com a observância da resolução, nós consideramos que são constitucionais. Daqui para a frente, como a resolução já não vige, o Congresso tem liberdade para obedecer ao artigo 62, parágrafo nono, da Constituição - explicou o presidente do STF, Cezar Peluso.
A reviravolta foi provocada por uma questão de ordem levada ao plenário ontem pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams. Ele argumentou que a decisão afetaria centenas de medidas provisórias aprovadas pelo Congresso. O ministro Luiz Fux foi o primeiro a concordar. Seus colegas então ponderaram e decidiram que a nova interpretação da resolução do Congresso só valeria a partir de agora. Ou seja: os parlamentares terão de adequar a tramitação apenas para as medidas provisórias que chegarem ao Congresso após o julgamento do STF.
- Muitas dessas MPs que foram convertidas em lei constituem marcos regulatórios importantíssimos sobre os quais se baseiam nossa economia. O risco é enorme - alertou Ricardo Lewandowski. - A situação é extremamente grave, uma das mais graves com as quais tenhamos nos deparado. A decisão de ontem obriga o Congresso a refazer o rito processual. Se pode se aplicar a outras leis - disse Gilmar Mendes. Lewandowski comemorou: - Essa é uma solução pragmática e louvável.
A decisão de quarta-feira foi tomada por 8 a 1. A maioria considerou inconstitucional a lei que criou o instituto. Só Lewandowski votou contra. Argumentou que a forma de tramitação deve ser resolvida apenas por parlamentares, sem que o Judiciário se intrometa. Ontem, sete ministros apoiaram a reviravolta no julgamento da véspera, devido ao impacto que a decisão traria. Só Marco Aurélio Mello e Peluso argumentaram que a lei deveria continuar sendo considerada inconstitucional. ( O Globo)
Kassab inaugura 140 obras "para vencer rejeição", segundo a Folha de São Paulo.
O título da matéria da Folha de São Paulo, assinada por Evandro Spinelli, é uma pérola da imbecilidade que vem tomando conta da redação do jornal paulistano, entregue a pitbulls que não escondem o seu petismo: " Kassab lança obras para vencer rejeição". Vejam abaixo:
Gilberto Kassab (PSD) vai ter o que mostrar neste ano como prefeito e cabo eleitoral de José Serra (PSDB) na campanha paulistana: ele poderá inaugurar pelo menos 140 obras novas. Com baixo índice de aprovação -apenas 26% consideram seu governo ótimo ou bom, segundo pesquisa Datafolha do início do mês-, Kassab espera reverter essa situação com as novas obras.
A maior parte delas está na área de educação. Há cerca de 200 escolas em construção; metade deve ficar pronta em 2012 ou no máximo até o início do próximo ano letivo. A promessa é que mais nenhuma escola municipal terá três turnos de aulas. Também há obras de grande visibilidade: a maior é a reforma da praça Roosevelt, no centro, que deve ser entregue no segundo semestre. Outra inauguração importante será o terminal de ônibus na rua Capri, em Pinheiros, no local onde houve um acidente nas obras da linha 4-amarela do metrô que deixou sete mortos em 2007. A previsão é que o terminal e um estacionamento para cerca de 400 carros anexos às estações Pinheiros do metrô e da CPTM sejam inaugurados até o fim deste ano.
Dinheiro não falta. O secretário de Finanças, Mauro Ricardo Machado Costa, homem de confiança de Serra, promete entregar até o fim do ano R$ 6,1 bilhões para obras. "O gargalo das nossas obras não é recurso", diz o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Elton Santa Fé, ao admitir que a prefeitura não vai conseguir gastar todo o dinheiro. No máximo gastará R$ 3 bilhões neste ano em obras -valor similar ao dos anos anteriores. Ele diz que todas as obras (são 354 em andamento simultâneo só na sua pasta, fora as obras de urbanização e construção de casas popularess) vão em ritmo acelerado. As coisas só não andam mais rápido, diz, por questões burocráticas -desapropriações, licenciamentos, licitações emperradas- ou de limitações técnicas.
Mas o "canteiro de obras" não se encerra com o fim do mandato de Kassab. Muita coisa ficará para o sucessor, sobretudo obras mais caras. O maior exemplo é o túnel de ligação da av. Jornalista Roberto Marinho com a rodovia dos Imigrantes. O projeto inclui ainda a construção de 4.000 moradias populares, um parque e uma avenida. As obras começam nos próximos dias e a previsão é que terminem em 2014, nas mãos do próximo prefeito.
Também há a extensão da av. Chucri Zaidan, as obras antienchente da Pompeia e a ampliação da Radial Leste, grandes projetos que estarão em andamento no próximo ano, mas não concluídos. Há um terceiro grupo de obras que Kassab deixará para o sucessor: os túneis das avenidas Sena Madureira (Vila Mariana) e Cruzeiro do Sul (Santana) e a revitalização da Nova Luz, no centro, que não terão começado neste ano.
Quem é Evandro Spinelli?
É repórter da Folha de S.Paulo responsável pela cobertura jornalística da Prefeitura de São Paulo desde 2006. Já trabalhou nos jornais A Cidade (Ribeirão Preto), Diário da Região (São José do Rio Preto) e Bom Dia (São José do Rio Preto e Jundiaí), todos no interior de São Paulo. Ministra cursos sobre RAC e cobertura da administração pública para jornalistas em eventos organizados pela Abraji e pelo Knight Center. É diretor da Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo.
Vejam como ele define o "jormalista", nesta entrevista:
Curioso, crítico, que entende o que está por trás das coisas. Essas são as principais, ao resto você vai se adaptando… Um pouco corajoso também, mas, se você tiver essas características, você consegue se virar com o restante.
Tudo pronto para o governo petista mexer na caderneta de poupança.
A presidente Dilma Rousseff vai reunir sua equipe econômica para avaliar se vale a pena enfrentar o desgaste eleitoral de mudar já o cálculo da caderneta de poupança ou se é possível esperar mais. Segundo assessores, Dilma quer ouvir do ministro Guido Mantega (Fazenda) e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, uma avaliação técnica sobre o melhor momento para enviar a polêmica proposta ao Congresso. A proposta técnica do governo já está pronta. Dentre as alternativas feitas pela equipe econômica, a que mais agrada a presidente é que define a correção da poupança com base num percentual da taxa de juros do BC. Mas o receio de Dilma é comprar uma briga com o Legislativo num ano eleitoral e descobrir, meses depois, que ela poderia ter sido evitada, tal como ocorreu com Lula.
O governo Lula decidiu propor mudanças na poupança quando os juros atingiram 8,75% ao ano, gerando o risco da migração de aplicações em fundos e títulos públicos para a caderneta -que não paga Imposto de Renda e ficou mais atraente. Em 2011, o rendimento da caderneta ficou em torno de 7%, o que significa que esse era o piso informal para os juros. Se a taxa Selic estivesse próxima desse patamar, o governo teria dificuldades para financiar sua dívida pública. Como o dinheiro nas cadernetas é a principal fonte de recursos para empréstimos habitacionais, uma grande migração traria problemas.
Em 2009, Lula propôs cobrar IR sobre aplicações na caderneta superiores a R$ 50 mil. Foi acusado pela oposição de fazer um "confisco" na poupança e recuou. Mas a medida deixou de ser necessária quando o BC, a seguir, elevou novamente as taxas. A equipe econômica avalia que o ideal seria enviar a proposta quando a taxa de juros atingisse 9%, para dar tempo ao Congresso de aprová-la antes de os juros chegarem a 8,5% -o piso para evitar uma migração de recursos. Dilma quer ouvir de Mantega e Tombini se a taxa de juros pode chegar a 8,5% neste ano. Se não, o desgaste eleitoral não valeria a pena.(Folha de São Paulo)
Dilma abre temporada 2012 de compra de apoio no Congresso.
Para tentar aplacar o que o próprio Palácio do Planalto definiu como um "momento tenso" na relação com a base aliada, o governo decidiu abrir o cofre para liberar as emendas parlamentares.
Em reunião com o vice Michel Temer (PMDB), a presidente Dilma Rousseff acertou que as liberações de emendas serão negociadas com os líderes do Congresso, a princípio em reuniões semanais. Dilma combinou que as ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Gleisi Hoffman (Casa Civil) vão negociar com os congressistas para "casar" as liberações de recursos de seus interesses nos Estados com as prioridades do governo federal. A primeira reunião das ministras será na próxima semana, com os líderes peemedebistas na Câmara, Henrique Eduardo Alves, e no Senado, Renan Calheiros.
Dilma acertou ainda que passará a ter mais conversas com seus aliados. Segundo assessores, a presidente entendeu o tamanho da insatisfação de sua base aliada -exposto pela rejeição, no Senado, da recondução de Bernardo Figueiredo a diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). Além do desgaste político, a decisão representa problema prático para o governo, que terá de definir um técnico para assumir a ANTT e tocar a licitação do trem-bala. A presidente lamentou a rejeição, e o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) reconheceu que o governo enfrenta "momento tenso". "A relação com a base requer que não se tenha a cabeça quente, que não se tenha reações imediatas, que se analise com muito cuidado cada um dos processos", disse Carvalho.
Apesar de ter ficado irritada com a derrota pessoal, a presidente, de acordo com assessores, decidiu que não irá "reagir nem retaliar" os partidos que a traíram -PMDB, PR, PTB, PDT e PC do B. A votação foi secreta, mas a presidente pediu um mapeamento de quais governistas votaram contra a indicação. A presidente atribuiu a derrota não só a insatisfações em sua base, mas também a uma disputa interna no PMDB. Para sua equipe, Renan Calheiros (PMDB-AL) perdeu o controle da bancada e deixou a votação ocorrer, mesmo sabendo do risco de derrota.
Como Dilma já avisou que vai ceder e liberar verbas, o Congresso não pretende, por ora, transformar a rebelião em motim, se opondo a mais projetos do Planalto. No Senado, a avaliação de aliados é que, se a presidente de fato agir, a crise será estancada. Na Câmara, deputados dizem que, se não houver mais negociação política, o troco pode ser dado de outra forma, assinando CPIs contra o governo, por exemplo. O governo terá que acelerar a liberação de recursos por causa das eleições. A Lei Eleitoral veta a assinatura de convênios a partir de junho.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que a base quer um tratamento do Planalto em que se sinta valorizada. "Os senadores reclamam muito que não são atendidos pelos ministros, que as questões que encaminham não são resolvidas, como nomeações nos Estados", disse. O líder do PR no Senado, Blairo Maggi (PR-MT), dividiu a responsabilidade da derrota entre governo e líderes da base aliada. "Política é cafezinho e carinho", afirmou.(Folha de São Paulo)
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dilma decide: mulher é inferior e tem que ganhar menos do que homem.
O governo recuou da ideia de sancionar o projeto de lei que pune as empresas que pagarem salário menor para as mulheres contratadas para a mesma atividade realizada por empregados homens. Na quarta-feira, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) anunciaram a decisão de aprovar a proposta no plenário nesta quinta-feira, deixando tudo pronto para a presidente Dilma Rousseff sancioná-la na próxima terça-feira, no Senado, numa solenidade alusiva ao Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, dia 8 de março.
A presidente Dilma Rousseff fez, no início da noite de hoje, um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. "Sinto alegria de chefiar um governo que tem o maior conjunto de programas de apoio à mulher na nossa história. Mas sei que governo e sociedade precisam fazer muito mais para a valorização plena da mulher", disse. Na fala de hoje, a presidente pregou um exercício de igualdade, alertando que "a luta pela valorização da mulher é, portanto, um dever de todos: brasileiras e brasileiros de todas as classes, de todos os credos, de todas as raças e de todas as regiões do País". Dilma, no entanto, admitiu que sua chegada ao comando do País representou um novo momento de valorização da mulher no Brasil. "Minha chegada à Presidência significou um momento único de afirmação da mulher na sociedade brasileira", destacou. Mas ela também alertou: "Não podemos aceitar o falso triunfalismo, mas também não devemos nos render ao amargor derrotista". Leia mais aqui.
STF picareta.
Como é que o Supremo Tribunal Federal decide uma coisa ontem e revê hoje, pois não mediu os efeitos da sua decisão, sob nenhuma dimensão? Temos, definitivamente, um STF picareta, que não serve à Justiça e à Lei, mas a interesses de toda a ordem. Leia aqui.
Lixo, mensalão, caixa dois e outros temas estratégicos.
Com vistas às eleições municipais, o Instituto Lula e a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, preparam para o final do mês um evento sobre "governança metropolitana". O ato coincide com a época que os petistas preveem o retorno aos palanques do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o tratamento contra um tumor na laringe. Leia mais aqui.
Isso não muda tudo na relação do Legislativo com o Executivo?
O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade da Lei 11.516/2007, que criou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), mas deu um prazo de dois anos para que o Congresso Nacional edite nova lei para garantir a continuidade da autarquia. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4029, ajuizada na Corte pela Associação Nacional dos Servidores do Ibama. Até lá, o instituto segue funcionando. Os ministros entenderam que a tramitação da Medida Provisória 366/2007, que deu origem à Lei 11.516/2007, não respeitou a tramitação legislativa prevista na Constituição Federal.
Para a autora da ADI, a norma seria formalmente inconstitucional, uma vez que o ICMBio foi criado a partir de uma Medida Provisória do governo convertida na lei questionada, sem ter sido apreciada por uma comissão mista de deputados e senadores, como prevê a Constituição Federal em seu artigo 62, parágrafo 9º. A MP, diz a associação, foi convertida em lei com a emissão de parecer individual do relator, sem manifestação da comissão. Além disso, a matéria não possuiria as características de urgência e relevância a justificar a edição de medida provisória, ressalta a ação. Leia mais na página do STF.
Serra escolhe o mesmo marqueteiro de sempre.
Comentário: E sabem o que o González pensa de blogs, jornais e rede social? Isso não enche urna... Portanto, podem descer o porrete que ele não vai dar a mínima, nem vai ler, nem vai ficar sabendo.
O jornalista Luiz González será o marqueteiro da campanha do pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, cuja equipe para a eleição já está virtualmente montada. González foi o marqueteiro das campanhas vitoriosas de Serra em 2004, para a prefeitura de São Paulo, e 2006, para o governo estadual, mas a cúpula nacional do PSDB põe na sua conta boa parte da responsabilidade pelas derrotas do partido nas eleições presidenciais de 2006, com Geraldo Alckmin, e de 2010 com o próprio Serra.
O jornalista Luiz González será o marqueteiro da campanha do pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, cuja equipe para a eleição já está virtualmente montada. González foi o marqueteiro das campanhas vitoriosas de Serra em 2004, para a prefeitura de São Paulo, e 2006, para o governo estadual, mas a cúpula nacional do PSDB põe na sua conta boa parte da responsabilidade pelas derrotas do partido nas eleições presidenciais de 2006, com Geraldo Alckmin, e de 2010 com o próprio Serra.
Segundo apurou o Valor, Serra confia no jornalista e quer refazer a parceria. González tem outra campanha vitoriosa em São Paulo no currículo: a reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, em 2008 - o atual prefeito sucedeu Serra, em 2006, quando o tucano deixou a prefeitura para disputar o governo de São Paulo. As maiores dificuldades de González com o PSDB se deram com a direção nacional tucana, nas duas eleições presidenciais que comandou para o partido, as duas vencidas pelo PT.
A principal restrição dos dirigentes tucanos ao jornalista, nas duas eleições, era a seu comportamento considerado excessivamente centralizador. González era acusado pelos tucanos e aliados do DEM, no caso da eleição disputada por Serra contra Dilma Rousseff, de não admitir interferência no marketing da campanha e de não ouvir as opiniões da classe política. Mas em 2010 contribuiu para o conflito também o fato de setores do PSDB terem outras alternativas para a comunicação e publicidade da campanha.
À época, dirigentes do PSDB diziam que González era muito bom para comandar eleições em São Paulo, mas tinha dificuldades de elaborar um discurso nacional. O jornalista resistiu às pressões, assim como Serra, que preferiu mantê-lo mesmo quando se delineou a derrota para a candidata do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num cenário de crescimento econômico e alta popularidade do petista.
Serra já sondou praticamente todos os profissionais com os quais espera contar na equipe de campanha, muito embora sua candidatura, formalmente, ainda dependa de vitória na prévia do PSDB, caso ela efetivamente seja realizada: a consulta foi esvaziada com a desistência dos pré-candidatos Bruno Covas e Andrea Matarazzo, após Serra anunciar que aceitaria ser o candidato do partido à sucessão do prefeito Gilberto Kassab.
O tucano dizia que não seria candidato a prefeito, mas efetivamente cedeu a apelos dos tucanos, especialmente do governador Geraldo Alckmin, que se julgavam sem alternativa competitiva para manter a Prefeitura de São Paulo, nas eleições de outubro. Na avaliação do PSDB, perder o cargo para o PT abre um flanco nas posições tucanas que pode levar à queda do governo do Estado nas eleições de 2014.
O PSDB governa São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, desde a posse de Mário Covas, em janeiro de 1995 (nesse período, só não teve um tucano no Palácio dos Bandeirantes durante a breve passagem de Cláudio Lembo, vice que substituiu Alckmin entre março de 2006 e 1º de janeiro de 2007). Deve completar os 20 anos de poder estadual no fim do mandato do atual governador, Geraldo Alckmin. Além de González, Serra também já convidou para comandar a equipe de campanha o secretário de Desenvolvimento Metropolitano do Estado de São Paulo, Edson Aparecido. Pré-candidato que desistiu depois da entrada de Serra na disputa, o deputado estadual Bruno Covas ficará encarregado pela área responsável pela juventude. Andrea Matarazzo também estará na equipe, assim como o secretário e deputado federal Walter Feldman.
A equipe que está sendo montada por Serra, segundo apurou o Valor, é quase uma reedição da que foi formada na campanha vitoriosa de 2004. Devem integrar o conselho político da campanha - ainda não está claro se formal ou informalmente - o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador Alberto Goldman. O primeiro foi secretário de governo e o segundo vice quando Serra era governador.(Valor Econômico)
Assim como traiu o PSDB em 2010, agora Sérgio Guerra trai o DEM em Pernambuco. O negócio dele é o PSB.
Dada como certa desde a entrada de José Serra (PSDB) na disputa, a aliança entre PSDB e DEM na eleição à Prefeitura de São Paulo corre sério risco de naufragar por conta do desacerto entre as siglas em outras praças Brasil afora. É o que garantem lideranças do DEM, insatisfeitas que estão com a maneira como o presidente nacional tucano, deputado federal Sérgio Guerra (PE) tem tocado as negociações. O DEM considera fundamental para sua sobrevivência no cenário político eleger os prefeitos de Salvador (BA) e Recife (PE), onde pretende lançar como candidatos os deputados federais Antônio Carlos Magalhães Neto e Mendonça Filho, respectivamente.
A sigla cobra dos tucanos apoio nas duas cidades como contrapartida à coligação com Serra, na qual teria de aceitar a incômoda companhia do PSD, partido cuja criação, em 2011, lhe arrancou dezenas de deputados e centenas de prefeitos. Em Salvador, DEM, PSDB e PMDB, partidos de oposição ao governador Jaques Wagner (PT), conversam desde o ano passado sobre a possibilidade de estarem em uma mesma chapa. O PSDB levou à mesa a pré-candidatura do deputado federal e ex-prefeito Antônio Imbassahy. O PMDB ofereceu outro ex-prefeito, o radialista Mário Kertész. Nos bastidores, partidários de DEM e PMDB dizem que o quadro mais provável hoje é de que PSDB e DEM se acertem, Imbassahy deixe o páreo e os tucanos apoiem ACM Neto, enquanto o PMDB iria às urnas sozinho.
Na capital pernambucana a costura é ainda mais complicada. Segundo colocado na eleição municipal de 2008, Mendonça Filho (DEM) tem avançado nas conversas para convencer PMDB e PPS a apoiarem sua candidatura, mas com o PSDB a negociação travou. Sérgio Guerra prefere lançar o deputado estadual Daniel Coelho (PSDB) à disputa por enxergá-lo como um nome novo e com potencial para fazer frente ao candidato da frente PSB/PT, que domina as máquinas estadual e municipal.
Para demistas, a motivação de Guerra é outra: ele não quer se indispor com o governador Eduardo Campos (PSB) apoiando uma candidatura da oposição que tenha chances reais de vencer. Logo, prefere usar o pleito para dar visibilidade a um correligionário promissor, mas que não ameaçaria realmente os planos do governador e possível parceiro em 2014. Todo o imbróglio tem reflexos diretos na sucessão paulistana. Cortejado pelo PMDB para ficar com a vice na chapa do deputado federal Gabriel Chalita, o DEM lançou em fevereiro a pré-candidatura do secretário estadual de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, mas a possibilidade de sua ida às urnas é dada como praticamente descartada no quadro atual. "As alternativas estão claras. Se o PSDB ceder e nos apoiar em Recife e Salvador, apoiaremos Serra. Caso contrário, aceitaremos a oferta de Chalita", afiança um líder do DEM.
Se unidos, DEM e PMDB terão outro desafio além de tentar eleger Chalita, cujos índices de intenção de voto variam entre 7% e 15%, segundo pesquisa do Datafolha. Vitimados pelo PSD, que arrancou vereadores de ambos, precisam recuperar espaço na Câmara Municipal paulistana. Atualmente, o DEM tem apenas três vereadores. O PMDB, nenhum. (Do Valor Econômico)
Pedágio.
No dia anterior ao seu pronunciamento no Senado, o senador Demóstenes Torres (GO) ligou para vários senadores para pedir que os mesmos estivessem presentes e se pronunciassem com apartes. Sucesso total. Até petistas como Jorge Viana e Marta Suplicy louvaram a atuação do senador que, até antes do episódio Carlinhos Cachoeira, era absolutamente livre de qualquer suspeita. Ontem, o Senado, unindo oposição e situação, em articulação inusitada, derrotou o governo não indicando Bernardo Figueiredo para a direção geral da ANTT. Vejam o que diz o Painel da Folha:
Janelinha Nem quando o governo sofre rara derrota a oposição pode se regozijar. Ontem faltaram vários oposicionistas, inclusive o líder do DEM, Demóstenes Torres (GO), que na véspera recebeu solidariedade da base aliada.
Comentário: O senador Demóstenes foi um dos mais agressivos inimigos na criação do PSD, mesmo sabendo o que houve dentro do DEM, desde a falsificação de documentos até a entrega do partido para Aécio. Não teve, em nenhum momento, consideração pelos seus ex-colegas de partido, atacando-os, ironizando-os. Também é um opositor ferrenho e um leão na luta contra a corrupção. Não existe nada contra o senador, mas não vai se livrar de dar explicações. Se elas serão aceitas, depende de cada um. Este blogueiro acha que 298 ligações entre um conhecido bandido e um senador da República são um exagero, mesmo que falem de calcinhas, maquiagem ou cozinhas americanas. Não dá para esquecer que Carlinhos Cachoeira pagando propina para Waldomiro Diniz deu início ao desmanche do esquema de corrupção do Mensalão.
Comentário: O senador Demóstenes foi um dos mais agressivos inimigos na criação do PSD, mesmo sabendo o que houve dentro do DEM, desde a falsificação de documentos até a entrega do partido para Aécio. Não teve, em nenhum momento, consideração pelos seus ex-colegas de partido, atacando-os, ironizando-os. Também é um opositor ferrenho e um leão na luta contra a corrupção. Não existe nada contra o senador, mas não vai se livrar de dar explicações. Se elas serão aceitas, depende de cada um. Este blogueiro acha que 298 ligações entre um conhecido bandido e um senador da República são um exagero, mesmo que falem de calcinhas, maquiagem ou cozinhas americanas. Não dá para esquecer que Carlinhos Cachoeira pagando propina para Waldomiro Diniz deu início ao desmanche do esquema de corrupção do Mensalão.
Depois de Berzoini, Haddad chama Palocci para sua campanha. Agora temos o kit gay, o kit aloprado e o kit caixa 2.
O ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci foi escalado para atuar, informalmente, na arrecadação da campanha de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Segundo integrantes da coordenação do petista, Palocci irá "abrir portas" com os potenciais colaboradores. Para ajudar na participação do ex-ministro, o prefeito de Osasco (SP), Emidio de Souza, foi convidado para assumir a coordenação de finanças do comitê eleitoral. O convite foi formalizado pelo presidente estadual do PT, Edinho Silva, anteontem.
A afinidade com Palocci pesou para a escolha de Emidio. A ideia é que o ex-titular da Casa Civil aborde possíveis doadores e recomende Emidio como representante formal. Além de Palocci, Emidio tem bom relacionamento com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que deve contribuir com Haddad. Em 2010, Emidio exerceu papel de interlocutor com o empresariado na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista. Segundo petistas, Emidio ainda não foi oficialmente convidado por Haddad, mas já admitiu que não poderia recusar um pedido de Lula. Antes dele, Vaccari e o deputado José de Fillipi foram sondados. Fillipi queria trabalhar no programa, e Vaccari achou difícil compatibilizar essa função com a de tesoureiro do PT, segundo petistas. Coordenador da campanha de Dilma, Palocci deixou o cargo após a Folha revelar sua evolução patrimonial.
Em evento em São Paulo, Haddad alfinetou o ex-governador José Serra (PSDB): "Os políticos tradicionais são de dois tipos: aqueles que procuram fugir de compromissos e aqueles que assumem e não os cumprem". Em 2004, Serra assinou compromisso de que ficaria na Prefeitura de SP por todo o mandato.(Folha de São Paulo)
Pibinho faz BC baixar os juros.
O Banco Central decidiu acelerar a redução dos juros para estimular a retomada da atividade econômica, que perdeu o fôlego no fim do ano e continua sofrendo com a crise mundial e a valorização do real em relação ao dólar. O BC reduziu a taxa básica de juros da economia de 10,5% para 9,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo desde agosto, quando o BC começou a diminuir os juros para reerguer a economia.A decisão de cortar 0,75 ponto porcentual, e não 0,5 ponto como nas outras vezes, foi aprovada por 5 dos 7 diretores do BC que integram o Copom (Comitê de Política Monetária). Os outros dois votaram por 0,5 ponto.
O resultado atendeu às expectativas da presidente Dilma Rousseff, que contava com uma ação mais ousada do Banco Central diante da série de notícias ruins sobre a conjuntura econômica divulgadas nos últimos dias.Na terça-feira, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu apenas 2,7% no ano passado. Ontem, o instituto revelou que a produção da indústria nacional despencou 2,1% em janeiro. O BC acredita que o cenário internacional permite manter a inflação sob controle mesmo com os estímulos ao mercado doméstico, que devem ser combinados com reduções de tributos e outras medidas prometidas pelo governo para o setor produtivo.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o governo adotará medidas "toda semana" para estimular o crescimento, a indústria e as exportações. "As dificuldades para a economia vão continuar, o que exige de nossa parte empenho maior e medidas mais amplas", disse. "Toda semana vamos tomando medidas para calibrar a economia." O BC começou a reduzir os juros em agosto do ano passado, quando surpreendeu o mercado ao decidir cortar a taxa básica mesmo com a inflação muito acima da meta estabelecida pelo governo.
A inflação atingiu no ano passado 6,5%, limite superior da meta oficial. O BC promete reaproximá-la neste ano para o centro da meta, de 4,5%, mas a maioria dos analistas do mercado financeiro acha que ela deve chegar ao fim do ano mais perto de 5%. Na lógica dos diretores do BC, se for preciso ajustar mais adiante o ritmo de crescimento para evitar pressões inflacionárias, será possível usar instrumentos alternativos como medidas de caráter regulatório para restringir a oferta de crédito nos bancos.
Isso permitiria conter a inflação sem precisar interromper a redução dos juros e abrindo caminho para que as taxas continuem caindo. O fraco resultado do PIB em 2011 reforçou a percepção no governo de que a equipe econômica está no caminho certo por vários motivos. O mais importante é que a redução dos juros ajuda a manter em alta o consumo das famílias, principal motor da atividade econômica nos últimos meses.(Folha de São Paulo)
quarta-feira, 7 de março de 2012
Agora conta outra.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sem previsão de alta médica. Hospitalizado desde o último domingo, 4, com um quadro de pneumonia, Lula vem recebendo tratamento com antimicrobianos intravenosos e vem, segundo o hospital, apresentando melhora clínica e laboratorial. Na última segunda-feira, o oncologista que integra a equipe médica que cuida de Lula, Artur Katz, disse que o tratamento contra a pneumonia deve durar até duas semanas. O ex-presidente poderá continuar o tratamento com antibióticos em casa assim que a melhora se consolidar. Enquanto isso, Lula permanecerá internado com restrição de visitas. Embora o objetivo da restrição seja poupar sua voz, Lula tem falado ao telefone, principalmente com o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e com a presidente Dilma Rousseff.(Estadão)
Haddad deixou 11.000.000 de crianças fora da creche. E critica Kassab por não conseguir atender 174.000.
Hoje Oged Grajew, o ongueiro que vive dos caraminguás do PT, criou um evento para Fernando Haddad falar mal de Serra e Kassab. Vejam o que ele disse: "O Kassab prometeu zerar o déficit em creches", comentou Grajew, lembrando que o atual prefeito de São Paulo não atendeu 174 mil crianças, que continuam fora de creches. Fernando Haddad, o criador do kit gay e exterminador do Enem, completou dizendo que Kassab ficou "aquém do razoável".
É bom lembrar que o PNAD 2009 mostrou que existem mais de 11 milhões de crianças de 0 a 3 anos fora de creches em todo o Brasil. As 174 mil de São Paulo representam 1,58% do total. Ocorre que a cidade de São Paulo reúne 5,9% da população brasileira, o que demonstra que o déficit na maior cidade do país é muito menor do que no resto do país.
Fernando Haddad deixou o ministério para virar candidato sem entregar uma única creche, das mais de 6.000 que Dilma prometeu na campanha de 2010. Saiu virgem em creches. Invicto! Se depender dele como prefeito de São Paulo, é bem possível que tansforme as creches que o Kassab construiu em estacionamentos, como aquela que ele e a Dilma mentiram que inauguraram no Rio.
Anônimo disse...
Coronel, contra os números de Kassab em matéria de creches, esses ataques se revelam como são - mentiras para enganar o eleitor. Vamos lá: no final de 2004, quando terminou o governo do PT na cidade, havia 60 mil crianças matriculadas em creches da Prefeitura de São Paulo.O governo Serra-Kassab começou em 2005. Com a criação contínua de novas creches, sete anos depois (setembro de 2011) havia 196 mil crianças nas creches da Prefeitura. São 136 mil vagas criadas nesse período! Mas o sr. Grajew e outros, com evidente má fé, insiste em falar apenas da demanda atual de 174 mil vagas. A procura não para de aumentar porque, quanto mais e melhores são as creches criadas pela Prefeitura, mais pais procuram matricular suas crianças. É compreensível - e por isso Kassab continua expandindo a rede. Na eleição de 2008, quando Kassab prometeu zerar o déficit de vagas em creches, referia-se, é óbvio, ao déficit da época, de cerca de 60 mil vagas. E zerou, pois no final de 2010 já tinha criado 70 mil novas vagas. Mas isso os adversários não dizem pois, como o Coronel bem sabe, também em tempos de eleição a primeira vítima é a verdade.
Assinado: um paulistano anônimo, mas bem informado.
Atualizando às 18:00 horas ...
Anônimo disse...
Coronel, contra os números de Kassab em matéria de creches, esses ataques se revelam como são - mentiras para enganar o eleitor. Vamos lá: no final de 2004, quando terminou o governo do PT na cidade, havia 60 mil crianças matriculadas em creches da Prefeitura de São Paulo.O governo Serra-Kassab começou em 2005. Com a criação contínua de novas creches, sete anos depois (setembro de 2011) havia 196 mil crianças nas creches da Prefeitura. São 136 mil vagas criadas nesse período! Mas o sr. Grajew e outros, com evidente má fé, insiste em falar apenas da demanda atual de 174 mil vagas. A procura não para de aumentar porque, quanto mais e melhores são as creches criadas pela Prefeitura, mais pais procuram matricular suas crianças. É compreensível - e por isso Kassab continua expandindo a rede. Na eleição de 2008, quando Kassab prometeu zerar o déficit de vagas em creches, referia-se, é óbvio, ao déficit da época, de cerca de 60 mil vagas. E zerou, pois no final de 2010 já tinha criado 70 mil novas vagas. Mas isso os adversários não dizem pois, como o Coronel bem sabe, também em tempos de eleição a primeira vítima é a verdade.
Assinado: um paulistano anônimo, mas bem informado.
Ligações perigosas: senador faz sua defesa no Senado e recebe apoio dos colegas.
Clique aqui e veja tudo o que foi dito por Demóstenes Torres, senador do DEM, a respeito das suas ligações com o bicheiro que subornou o Valdomiro Diniz, assessor do José Dirceu, Carlinhos Cachoeira. O senador apresentou sua defesa e recebeu um voto de confiança dos colegas senadores.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) negou ontem, em discurso da tribuna do Senado, que tenha mantido quaisquer "negócios" com Carlos Augusto Ramos - conhecido como Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal pela acusação de comandar uma rede ilegal de jogos de azar -, embora tenha relação de amizade com ele. Líder do DEM no Senado, ele afirmou que não há nenhuma investigação ou processo contra ele, segundo informações obtidas por seu advogado no Ministério Público Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, após o "vazamento seletivo" de informações para a imprensa sobre escutas de ligações telefônicas entre ele e Cachoeira, agora ele é que exigirá ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal.
"O contato pessoal, ainda que frequente, não significa participação em seus afazeres ocultos", disse Demóstenes. Ele relatou que sempre se opôs e votou contra todas as iniciativas apresentadas no Senado para legalização do jogo. "Sempre atuei às claras no combate às causas costumeiramente tratadas no subterrâneo."
Após o pronunciamento, durante cerca de duas horas, Demóstenes passou a receber manifestações de solidariedade de apartes de colegas de todos os partidos, governistas e da oposição. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que as explicações nem eram necessárias, porque todos conhecem a "seriedade e honestidade" do senador. Aécio Neves (PSDB-MG) elogiou a "serenidade, a clareza do pronunciamento e firmeza" demonstrada.
Escutas telefônicas obtidas pela Polícia Federal mostram conversas entre Cachoeira e políticos de Goiás, entre eles Demóstenes, segundo informações divulgadas pela revista "Veja". Os dois teriam realizado quase 300 ligações. O senador confirmou da tribuna ter recebido de Cachoeira um fogão e uma geladeira de presente de casamento, em 2011. Segundo a revista, o presente teria custado cerca de R$ 30 mil. Carlinhos Cachoeira foi preso durante a operação da PF Monte Carlo, deflagrada para combater a exploração de máquinas caça-níqueis em quatro Estados e no Distrito Federal. (Do Valor Econômico)
PSDB vai com tudo contra PSD no TSE e rompe com aliados históricos.
Um partido com 55 deputados federais, que apóia um tucano de forma ampla e irrestrita na maior cidade do país, mereceria mais habilidade por parte do PSDB. No mínimo, neutralidade. Trata-se aqui do pedido ao TSE, por parte da legenda presidida por Kassab, de que, tendo sido fundado, passe a ter direito ao fundo partidário e ao tempo de TV, baseado no tamanho da sua bancada. O PSDB, encoleirado pelo DEM, decidiu fazer um documento com pesadas críticas a esta possibilidade, enviado ao tribunal. Kátia Abreu, que além de senadora e presidente da poderosa CNA, assumiu a campanha derrotada do PSDB do Tocantins, elegendo um governador tucano, já afirmou que não há mais aliança nacional com o PSDB. O fato marcou tão fundo em aliados históricos dos tucanos, que a senadora não poupou críticas nem mesmo a Kassab, presidente da legenda da qual ela é vice-presidente. Já o PT fez o óbvio: deixou a decisão para o TSE. "Se os partidos forem contra, o tribunal vai tomar sua decisão a partir da manifestação deles ou da legislação?" afirmou Rui Falcão, seu presidente.
O PSDB, apesar de ter sofrido poucas baixas - 3% de sua bancada, enquanto o maior prejudicado, o DEM, perdeu quase 40% - se manifestou contra o pedido de redivisão, o que foi considerado como uma declaração de guerra pelos pessedistas. Sobre a posição dos petistas, o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, afirma que "ela pode contar a nosso favor". "O PT chamou apenas para o cumprimento da lei, e tudo o que defendemos é o que está na lei. É diferente do que fez o DEM, que, por exemplo, foi atrás de parecerista", diz.
A tese do PSD é a de que o critério de distribuição do fundo partidário e do tempo de TV, baseado no tamanho da última bancada eleita à Câmara, teria sido suplantado pela resolução do TSE de 2007 que estabeleceu a fidelidade partidária e as exceções que preveem justa causa, como a fundação de um novo partido. Diante da expectativa de que a maioria dos 20 partidos tenham se manifestado contra o pedido da legenda, o advogado do PSD, Admar Gonzaga, afirma que "tem muita gente comemorando antes do tempo". "Se todos disserem que não concordam em perder dinheiro, só tenho a entender. É natural. No entanto, é mais um desejo do que um argumento jurídico. Seria o mesmo que dizer que o aspecto político vai se sobrepujar ao jurídico. O tribunal não age assim". (Com informações do Valor Econômico)
Berzoini vai coordenar a campanha de Haddad. Vem aí o kit aloprado.
Lembram que Ricardo Berzoini foi aquele que coordenava a campanha que juntou R$ 2 milhões em dinheiro vivo, mais dossiês e fotos mentirosas, para tentar virar a eleição em São Paulo, em 2006? E que foi corrido da campanha de Lula, ficando famoso como o "chefe dos aloprados"? Berzoini é um dos melhores quadros do PT. Traz em seu currículo, por exemplo, a criação do Bancoop, que roubou milhares de trabalhadores, vendendo casas que não existiam. E o recadastramento dos aposentados do INSS, que lhe rendeu a alcunha de "exterminador de velhinhos". Pois é. O Berzô vai ser o big boss da campanha do Haddad, o que significa que, junto com o kit gay, também teremos o kit aloprado.
Quem precisa do José Aníbal e do Ricardo Trípoli?
A oposição brasileira comemorou a decisão de José Serra concorrer à prefeitura paulistana. Algo em torno de 44 milhões de eleitores que sabem da importância de São Paulo para manter o que ainda existe de oposição no Brasil. Milhões de brasileiros paulistanos. Aí dois micuins, sem a mínima importância nacional, decidem que vão continuar confrontando a decisão do partido, apoiada pela população, pelos deputados estaduais, pelos deputados federais, pelos senadores, pelos vereadores, pelos eleitores, em nome de prévias que, pela ausência de militância tucana, sempre foram fadadas ao fracasso. Falta a Geraldo Alckmin pulso para cancelar estas prévias. Ou para "cancelar" os dois renitentes, tirando-lhes cargos e espaços no partido. O que eles querem só pode ser dinheiro, poder ou fama. Quem precisa de inimigos tendo um Aníbal e um Trípoli?
"Por que ele [Aníbal] não reúne os deputados federais que o apoiam? Ele pode. O que não pode é transformar essa disputa na prévia do partido Republicano americano" - Aloízio Nunes, senador paulista do PSDB
"Por que ele [Aníbal] não reúne os deputados federais que o apoiam? Ele pode. O que não pode é transformar essa disputa na prévia do partido Republicano americano" - Aloízio Nunes, senador paulista do PSDB
Panos quentes.
Após anunciar a punição dos militares da reserva que desafiaram sua autoridade, em manifesto contra a Comissão da Verdade, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou ontem que a aplicação da medida foi delegada aos comandantes de Marinha, Exército e Aeronáutica. Amorim, porém, não delimitou quando e como os reservistas devem ser punidos. Limitou-se a determinar que os comandantes encontrem, no regimento interno de cada força, a melhor forma para executar a tarefa.
Segundo Amorim, os militares da reserva devem compreender que a Comissão da Verdade é um comando legal, aprovado com "maioria virtual" pelo Congresso. Acrescentou ainda que, da mesma forma que não é possível aceitar afronta à lei que criou a Comissão da Verdade, não existe chance de a comissão infringir a Lei de Anistia, que impede a condenação por crimes cometidos durante a ditadura. - Todos nós, militares e civis, temos que respeitar a lei. É preciso ter clareza que essa lei vai ser aplicada na sua integralidade, com a observância da Lei de Anistia. Então, não há porque toda essa inquietação por questões que não estão colocadas - afirmou Amorim (O Globo)
PMDB liberado do PT para alianças.
A bancada do PMDB formalizou ontem a entrega do manifesto com críticas ao tratamento recebido pelo partido no governo Dilma Rousseff e o receio do rolo compressor do PT nas eleições municipais. Ao receber o documento, assinado por 53 dos 76 deputados do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), deu carta branca para que sejam feitas as alianças partidárias mais convenientes à legenda nas eleições de outubro, independentemente do PT. -A partir de hoje rompemos a opção cega que existia de ser PT 24 horas por dia - disse o deputado Danilo Fortes (PMDB-CE), um dos líderes do movimento.
O movimento de ala expressiva da bancada tem como pano de fundo a irritação dos peemedebistas com a blindagem dos ministérios que comandam. Isso, segundo eles, impede que o partido leve às bases eleitorais as ações desses ministérios. Para os peemedebistas, a última eleição e a municipal, deste ano, mostram que o PT vem conseguindo ser identificado pelos eleitores como autor de políticas públicas, o que não acontece com o PMDB. Os dois partidos disputarão as eleições em quase todas as capitais. Há exceções, como no do Rio, onde o PT apoiará a reeleição de Eduardo Paes.
Na visão de alguns presentes ao encontro, esse é um sinal de que as eleições municipais devem ser marcadas pelo confronto dos dois maiores partidos da base do governo. No discurso para os correligionários, Temer defendeu a liberdade das coligações conforme as conveniências do PMDB e disse achar o manifesto importante, até para fortalecer Gabriel Chalita em SP. A reunião com Temer durou pouco mais de uma hora. Ele mais ouviu do que falou, não rebateu as reclamações feitas pelos deputados e prometeu enviar as reclamações ao Palácio do Planalto. Deve articular uma reunião da cúpula do PMDB com as ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais) para tratar dos pedidos dos parlamentares, desde a participação do partido nas decisões de políticas públicas até a liberação de verbas para suas bases eleitorais. - Não houve nenhuma manifestação (de Temer) contrária ao que colocamos. Ele entende a nossa preocupação e sugeriu que, no encontro nacional do partido, coloque-se mais claramente a relação do PMDB com o governo e o PT - disse o deputado Osmar Terra (PMDB-RS).
No documento, os peemedebistas reclamam da hegemonia do PT no governo. Os peemedebistas dizem que o PMDB não participa das principais decisões, mas o Planalto trabalha para fortalecer o PT e, assim, o partido corre o risco de ser derrotado pelo aliado nas eleições municipais. O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), anunciou que o partido fará um encontro em 17 de maio sobre as eleições.As manifestações públicas de insatisfação do PMDB preocupam o governo. Para evitar um estrago maior no Congresso, a ministra Ideli Salvatti tem conversado com Temer. A estratégia é usar a influência de Temer para conter a rebelião. A avaliação é que Temer é o maior interessado em manter PT e PMDB unidos, porque qualquer mudança desse quadro levaria a uma mudança na chapa presidencial de 2014.
Auxiliares diretos da presidente Dilma Rousseff atribuem ao vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima, o protagonismo da articulação para enfraquecer o governo. Mesmo assim, a ordem é mantê-lo no cargo por uma questão pragmática: o seu afastamento poderia agravar a crise e com isso Geddel ficaria livre para intensificar o seu movimento oposicionista. O núcleo palaciano admite que é preciso compensar o PMDB. A ordem é identificar as principais insatisfações e liberar emendas aos parlamentares. Também há movimento para garantir permanência de nomes do PM DB em cargos estratégicos. ( O Globo)
terça-feira, 6 de março de 2012
Caixa branqueou Machado de Assis e patrocina Paulo Henrique Amorim.
É impressionante ver a Caixa Econômica Federal, aquela mesma Caixa que branqueou o Machado de Assis, patrocinando o site do Paulo Henrique Amorim, que chamou Heraldo Pereira de "negro de alma branca". Quero acreditar que seja mera coincidência. Abaixo, a direção da Caixa Econômica Federal. Algum "negro de alma branca" como o Heraldo?
ONG Liga Brasileira de Lésbicas obriga Justiça gaúcha a banir crucifixos.
A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu nesta terça-feira (6) acatar pedido de uma ONG e vai retirar crucifixos e símbolos religiosos de todas as salas do Judiciário do Estado. O Tribunal de Justiça gaúcho considerou que a presença do objeto nos fóruns e na sede do Judiciário pode ir contra princípios constitucionais de um Estado laico (que não sofre influência de igrejas). A retirada dos símbolos foi um pedido da ONG Liga Brasileira de Lésbicas, o que motivou um processo administrativo no tribunal.
O relator do caso, o desembargador Cláudio Baldino Maciel, afirmou em seu voto que um julgamento feito em uma sala onde há um "expressivo símbolo" de uma doutrina religiosa não é a melhor forma de mostrar que o julgador está "equidistante" dos valores em conflito. A decisão foi tomada pelo Conselho da Magistratura, órgão do TJ gaúcho para planejamento e administração. Representantes de entidades religiosas acompanharam a sessão. No ano passado, o TJ havia negado o mesmo pedido da Liga de Lésbicas, que encaminhou ainda solicitação semelhante à Câmara Municipal de Porto Alegre.
A presença de símbolos cristãos em prédios públicos motiva polêmica em outras partes do Brasil e do mundo. Em São Paulo, o Ministério Público Federal ajuizou ação em 2009 pedindo a retirada de crucifixos de edifícios federais. O pedido foi negado em primeira instância porque a juíza responsável considerou "natural" a exibição do objeto em um país de "formação histórico-cultural cristã". No mesmo ano, a Comissão Europeia condenou a Itália por manter objetos religiosos em salas de aula.
No dia em que o PIB da Agropecuária salva o Brasil, a "promoter" do "ecobusiness" ataca o governo e os trabalhadores.
Em 2009, Marina Silva recebeu um prêmio do Duque de Edimburgo, pelos relevantes serviços prestados ao "ecobusiness" internacional. Uma justa homenagem para quem sempre defendeu um planeta mais verde... de dólares nos bolsos das ongs internacionais que querem "floresta aqui, fazendas lá".
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou nesta terça-feira (6) que "está faltando visão estratégica para a presidente Dilma [Rousseff] na área ambiental". Marina, que foi ministra de Lula, participou em São Paulo do lançamento de um manifesto de ONGs verdes que acusa o governo Dilma de promover o maior retrocesso na agenda ambiental desde o final da ditadura militar (1964-1985). O ponto considerado mais emblemático pelas ONGs é a reformulação do Código Florestal, mas a lista de problemas inclui ainda a interrupção da criação de unidades de conservação ambiental, a redução de áreas de preservação e a diminuição dos poderes do Ibama (instituto brasileiro do meio ambiente) e do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).
Para Marina, "é dramático o que está acontecendo" com o país, que, na visão dela, começa a "repetir modelos fracassados de desenvolvimento". Segundo a ex-ministra, enquanto "100% das demandas do atraso são contempladas", o Brasil "está perdendo o bonde da história". Marina, que durante o governo Lula travou disputa interna com a então colega Dilma (que ocupou Minas e Energia e Casa Civil) em temas ambientais, disse ter "esperança de que a presidente possa corrigir os rumos de seu governo". A ex-ministra disse ainda que, se for mantida a atual orientação do governo, o "Brasil colocará uma pá de cal na memória da Eco 92" durante o evento internacional Rio + 20.(Da Folha Poder)
Mesmo com todo o protecionismo europeu, promovido pelos duques e rainhas que paparicam Marina Silva, o PIB da Agropecuária cresceu 3,9%, muito acima dos 2,7% do PIB Total. É por isso que estes ongoloides vendidos ao "ecobusiness" internacional estão cada vez mais agitados. Perderam!
Mesmo com todo o protecionismo europeu, promovido pelos duques e rainhas que paparicam Marina Silva, o PIB da Agropecuária cresceu 3,9%, muito acima dos 2,7% do PIB Total. É por isso que estes ongoloides vendidos ao "ecobusiness" internacional estão cada vez mais agitados. Perderam!
Idéias para enquete.
Caros leitores e comentaristas, qual a punição que vocês sugerem para os militares que não admitem que a Lei da Anistia só valha para assaltantes de banco, terroristas comunistas e assassinos de recrutas em porta de quartel? O governo ameaçou, ameaçou e agora não sabe como vai tirar a mão da merda. Sejam criativos! Vamos ajudar a Dilma e o Amorim a saírem desta crise.Vamos castigar estes milicos golpistas que querem cumprir a lei, onde já se viu?
Poste sem luz.
Ainda desconhecido da maioria do eleitorado e com índices de intenção de voto que não superam 4%, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, será alvo de um estudo de imagem. A pedido do publicitário João Santana, contratado para a campanha do ex-ministro, uma equipe de TV começou a gravar os eventos do petista. Um cinegrafista, um operador de áudio e um fotógrafo estiveram ontem na comitiva de Haddad na visita a um seminário em Parelheiros, zona sul da capital. O ex-ministro usou um microfone de lapela, para registrar suas falas e a de seus interlocutores.
Trata-se de um teste para ver como o pré-candidato se porta no vídeo. Santana e a direção da campanha avaliarão como Haddad fala e se movimenta, se tem problemas de dicção, como são suas reações, de que forma manifesta emoções - ou deixa de manifestá-las - e como o povo o recebe nos eventos (OBSERVEM A ANIMAÇÃO DOS MILITANTES DO MST).
O 'ensaio de imagem', como é chamado, serve para corrigir eventuais erros cometidos pelo ex-ministro, que já teve a atenção chamada pelo próprio Santana há pouco mais de um mês, quando o marqueteiro avaliou que Haddad não saíra bem em fotos nos jornais. Sem poder contar com o programa do PT no primeiro semestre, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda enfrentando sequelas do tratamento contra um câncer, a exposição de Haddad no horário eleitoral de TV, a partir de agosto, é vista como ainda mais fundamental. Diante do mau desempenho do ex-ministro na última pesquisa Datafolha, os petistas tentam minimizar o quadro e pregam paciência. 'Não esperamos nenhum crescimento significativo até lá', disse um interlocutor de Haddad. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
Trata-se de um teste para ver como o pré-candidato se porta no vídeo. Santana e a direção da campanha avaliarão como Haddad fala e se movimenta, se tem problemas de dicção, como são suas reações, de que forma manifesta emoções - ou deixa de manifestá-las - e como o povo o recebe nos eventos (OBSERVEM A ANIMAÇÃO DOS MILITANTES DO MST).
O 'ensaio de imagem', como é chamado, serve para corrigir eventuais erros cometidos pelo ex-ministro, que já teve a atenção chamada pelo próprio Santana há pouco mais de um mês, quando o marqueteiro avaliou que Haddad não saíra bem em fotos nos jornais. Sem poder contar com o programa do PT no primeiro semestre, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nem com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda enfrentando sequelas do tratamento contra um câncer, a exposição de Haddad no horário eleitoral de TV, a partir de agosto, é vista como ainda mais fundamental. Diante do mau desempenho do ex-ministro na última pesquisa Datafolha, os petistas tentam minimizar o quadro e pregam paciência. 'Não esperamos nenhum crescimento significativo até lá', disse um interlocutor de Haddad. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
PSB rouba a cena em São Paulo.
O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, negou que tenha firmado qualquer compromisso pessoal com a presidente Dilma Rousseff ou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que seu partido apoie a candidatura do PT em São Paulo. "Meu compromisso é só com o PSB, de conduzir bem o PSB. Tenho uma relação com a presidenta Dilma, de grande estima, respeito, ajudei a sua eleição, sou da base de sustentação dela. Tenho ajudado ela, mas nunca trocamos posições eleitorais por circunstâncias políticas na base de apoio; nunca fizemos isso", disse Campos, depois de proferir uma palestra sobre seu governo na Associação Comercial de São Paulo.
No evento, estavam presentes o prefeito Gilberto Kassab e o vice-governador Guilherme Afif Domingos, ambos do PSD, que já anunciaram apoio à eventual candidatura do ex-governador José Serra (PSDB).O PSB é tradicional aliado do governo federal petista, do qual participa com dois ministérios, mas seu diretório estadual prefere apoiar os tucanos. O presidente regional da legenda, Márcio França, é o secretário de Turismo do governador Geraldo Alckmin.
No PT, a declaração de Eduardo Campos foi interpretada como uma forma de "esticar a corda" e se cacifar em outras negociações pelo país, especialmente em Belo Horizonte, onde o PT ainda não se decidiu por apoiar a reeleição de Márcio Lacerda (PSB), e em Recife, onde Campos estaria tentando emplacar o deputado federal licenciado e seu secretário de Governo, Maurício Rands, como o candidato petista à prefeitura.
"Ele sabe o que disse para o Lula...", disse um dirigente do PT, afirmando que o governador também teria se comprometido com Dilma Rousseff, em jantar durante visita da presidente a Pernambuco, no mês passado.
Se esse foi o objetivo, Eduardo Campos o cumpriu à risca. Afirmou que a política de aliança em São Paulo, por ser uma cidade com mais de 200 mil habitantes, será debatida pelos diretórios municipal, estadual e, finalmente, nacional, num processo que pode durar até junho. "Por que decidir agora?", perguntou. E negou que a cúpula nacional é que decidirá.
"Não é exatamente assim. Ninguém vai impor a ninguém uma decisão. Essa decisão tem que ser pactuada dentro do partido. O partido não é o desejo de Márcio [França] nem o meu desejo. Temos que ouvir o partido no município, a nossa bancada na Assembleia, no Congresso Nacional, nos outros municípios importantes onde vamos disputar eleições. É um processo de diálogo", disse. Questionado sobre a versão divulgada pelo PT, de que haveria um suposto compromisso com Lula de levar seu partido a apoiar a candidatura do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, Eduardo Campos reafirmou estar livre para a tomada de decisão. "Não posso cuidar de versão, minha gente. Nós não temos nenhuma decisão pré-estabelecida em relação a município nenhum no Brasil, muito menos em relação a São Paulo. Nunca tratamos desse assunto", afirmou.
Eduardo Campos lembrou que já disputou o governo de Pernambuco, em 2006, contra um candidato do PT, o atual senador Humberto Costa; que o PSB já deixou de ter candidato próprio (Ciro Gomes) à Presidência, em 2010, a favor de um palanque único para Dilma Rousseff; que o PSB já abriu mão para que Aldo Rebelo (PCdoB) fosse candidato a vice na chapa de Marta Suplicy, na última eleição à Prefeitura de São Paulo; e que os próprios petistas têm alianças com tucanos em vários Estados. "Você vai a Pernambuco e tem aliança do PT com o PSDB em vários municípios", disse. Campos afirmou que não teme uma retaliação do PT caso o PSB apoie Serra e tentou minimizar a importância do partido no Estado. "O PSB não tem força política ainda para definir o quadro. Somos força que tem importância, mas somos coadjuvantes", argumentou.
O governador também citou sua aliança com o PSD do prefeito Gilberto Kassab. "Não polarizamos. Temos uma relação construída com o prefeito Kassab, que vocês conhecem qual é, de parceria, do partido a nível nacional", ressaltou. Eduardo Campos também lembrou a aliança com os tucanos em outros Estados, como Minas Gerais, Paraná e Paraíba. "Nós somos um partido diferente do PT. Somos aliados do PT, mas temos aliança com o PSDB em outros Estados, o que é natural que tenhamos. Construímos o processo político de redemocratização ao lado do PSDB, não satanizamos o PSDB, de forma nenhuma, nem devemos fazer isso", disse.
O presidente do PSB reconheceu que, caso os diretórios municipal e estadual decidirem pelo apoio aos tucanos em São Paulo, ficará difícil a direção nacional revogar a aliança. "Óbvio que dificulta. Se quando todo mundo decide de um jeito já tem dificuldade de fazer aliança..." Eduardo Campos chegou a São Paulo no domingo, quando jantou com Gilberto Kassab. O governador disse que o tema da conversa foi política, embora o prefeito tenha negado. Kassab negou ainda que tenha oferecido a Secretaria de Esportes para o PSB, de modo a atrair a legenda para a candidatura de José Serra. "Não houve oferta da secretaria, e de nenhuma outra".
A palestra de Campos na Associação Comercial atraiu um grupo expressivo de integrantes do PSB paulista, a maioria com interesse direto na aliança com os tucanos. São os casos do deputado federal Jonas Donizete, pré-candidato em Campinas, e do prefeito Valdomiro Lopes, de São José do Rio Preto, que busca a reeleição. Nestas cidades, o PSDB já mostrou disposição de abrir mão de candidatura própria em troca de receber o apoio do PSB na capital. A presença de seis deputados estaduais e cinco federais foi qualificada como uma estratégia para convencer Campos. O presidente do diretório municipal, vereador Eliseu Gabriel, afirmou que em reuniões, no domingo e ontem, ficou acertado que a decisão deve sair em até quatro semanas. (Valor Econômico)
Médicos mudam discurso sobre estado de saúde de Lula.
O que a imprensa publicava em 13 de fevereiro de 2012:
Uma tomografia comprovou que o tumor cancerígeno na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já desapareceu, embora seja preciso ainda fazer uma endoscopia para confirmar a boa notícia, informou o oncologista do ex-governante, Artur Katz. Conforme o oncologista, "do ponto de vista tomográfico, não se vê mais o tumor", revelou em entrevista publicada neste domingo pelo jornal "Folha de S.Paulo" , depois dos exames aos quais foi submetido Lula no sábado, quando ingressou no Hospital Sírio Libanês em São Paulo com desidratação e fadiga. Katz esclareceu que só uma endoscopia, que será realizada dentro de quatro a seis semanas, após concluir o tratamento de radioterapia, poderá constatar a remoção definitiva do tumor.
O tratamento com radioterapia foi encerrado no último dia 17 de fevereiro. Ontem, duas semanas depois, Lula é internado com pneumonia. Vejam a declaração dos mesmos médicos dadas à imprensa no dia de ontem (O Globo).
Segundo a equipe médica que acompanha Lula, a doença (pneumonia) está relacionada com a queda de imunidade provocada pelo tratamento contra um câncer na laringe, detectado em outubro passado. Após três sessões de quimioterapia e 33 de radioterapia, o ex-presidente encerrou o tratamento no dia 17 de fevereiro, mas ainda sofre alguns efeitos colaterais da radiação, como a dificuldade de deglutir, a perda de peso e a queda na imunidade. - Evidentemente, nada do que está acontecendo em termos de infecção teria acontecido numa situação normal. Por outro lado, o tratamento ao qual o ex-presidente foi submetido é extraordinariamente pesado, com muita quimioterapia e radioterapia, que de forma absolutamente previsível leva a uma queda do estado geral, a uma certa perda de peso e, evidentemente, muda a imunidade - detalhou (Artur) Katz.
Segundo o oncologista Paulo Hoff, as consequências desagradáveis da radioterapia perduram após o fim do tratamento: - O efeito fica presente durante algumas semanas. A pneumonia não tem nada a ver com o câncer - disse, negando o aparecimento de algum novo tumor. Katz informou que uma tomografia realizada anteontem não mostrou eventuais novos tumores. Em exames anteriores, os médicos haviam afirmado que o tumor desaparecido. A avaliação da evolução do combate ao câncer só será feita, em detalhes, no fim do mês: - Seria muito precoce avaliar a doença neste momento. Os exames feitos domingo não revelam tumor. Entretanto, é importante frisar que esses exames não foram feitos com esse objetivo. Há ainda muito processo inflamatório, inchaço, que não permitem uma avaliação adequada. O que se pode dizer é que não se vê tumor grosseiro.
(Comentário: Boatos que circulam em Brasília dão conta de que a visita feita às pressas por Dilma Rousseff para Lula, no último dia 1 de março, foi para que ela fosse informada sobre o seu estado de saúde e avisada de uma nova internação.)
Primeira revelação da Comissão da Verdade: o Brasil já tem 110 cineastas. Onde andarão os filmes?
Como uma resposta ao que consideram uma ofensiva de setores militares contra a Comissão da Verdade, cineastas brasileiros decidiram lançar um abaixo-assinado em defesa dos trabalhos do órgão.O manifesto, com a assinatura de 110 cineastas, afirma que "todos os cidadãos brasileiros têm o direito de conhecer o que foram os 21 anos de ditadura militar instaurada com o golpe de 1964". "É preciso que a Comissão da Verdade, instituída para esclarecer fatos obscuros daquele período, em que foram cometidas graves violências institucionais, perseguições, torturas e assassinatos, tenha plenas condições e apoio da sociedade brasileira para realizar essa tarefa histórica", afirma o texto.
Entre os profissionais que assinam o manifesto a favor da comissão estão Laís Bodansky, Walter Carvalho e Luiz Carlos Barreto. Os cineastas dizem repudiar ainda "os ataques desses setores minoritários das Forças Armadas brasileiras, que de forma alguma irão obstruir as investigações que devem ser iniciadas o quanto antes". Em nota divulgada recentemente, militares afirmaram que a Comissão da Verdade é um "ato inconsequente de revanchismo explícito e de afronta à Lei da Anistia com o beneplácito, inaceitável, do atual governo".(Da Folha de São Paulo)
Pneumonia de Lula tira o fôlego do PT.
O quadro de pneumonia deverá adiar em pelo menos um mês o retorno do ex-presidente Lula à cena política, segundo avaliação de integrantes do comando do PT. No partido, a expectativa era que Lula voltasse agora às atividades em seu instituto. Mas o agravamento de seu estado de saúde -como consequência da pneumonia- adiou a volta para após a Semana Santa. Pelo cronograma petista, Lula só deverá atuar na campanha a partir de julho, ainda assim pela TV. "Esse já era o nosso cronograma mesmo: campanha só é permitida a partir de julho", afirmou o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho.
Mais do que um atraso na campanha, os petistas lamentam o afastamento de Lula no momento de delicada costura de alianças políticas. Ontem, o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, tinha encontro com Lula para discutir a aliança em São Paulo. A conversa foi cancelada. Campos pediu que o PSB esperasse o restabelecimento de Lula antes de anunciar qualquer decisão, o que, segundo aliados, ocorrerá somente em 40 dias.
Candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad disse que falou com Lula ao telefone. "Ele se mostrava disposto, falamos sobre o quadro em São Paulo e sobre o quadro nacional". Em tratamento contra a pneumonia, Lula foi impedido de receber visitas no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde está internado. O médico Artur Katz afirmou que a medida serve para dar um "descanso na corda vocal". Lula tomará antibióticos por até 14 dias e deverá ficar no hospital pelo menos até depois de amanhã.
Segundo o médico, a pneumonia é efeito da baixa imunidade causada pelo tratamento contra o câncer, "extraordinariamente pesado." Médicos ouvidos pela Folha afirmam que infecções como essa são comuns. Katz disse que novos exames não detectaram a presença de tumores, mas que os exames não são conclusivos porque a radioterapia, terminada no dia 17, ainda tem efeitos sobre o organismo.(Folha de São Paulo)
Datafolha: começa a cair reprovação de Kassab
A aprovação à gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD) subiu quatro pontos percentuais, mas agrada somente a um quarto dos paulistanos, mostra o Datafolha. De acordo com a pesquisa, 26% dos entrevistados avaliam a administração Kassab como ótima ou boa. Apesar de ainda ser baixo, o índice aponta inversão na curva descendente que predominava até o final do ano passado. Em dezembro, 20% aprovavam sua administração, percentual que passou para 22% em janeiro. Se contado o período desde o final do ano, o resultado está no limite da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Em uma escala de zero a dez, a nota média sugerida para a gestão foi de 4,9.
A reprovação ao prefeito oscilou um ponto para menos em comparação com a última pesquisa, passando de 37% para 36%. Para outros 37%, a administração é regular. O Datafolha perguntou também aos entrevistados se eles votariam no prefeito caso houvesse a possibilidade de ele voltar a concorrer: 71% disseram que não dariam um novo mandato para Kassab. A pesquisa mostra também que o apoio do prefeito pode ser negativo na eleição para a escolha do seu sucessor. Quase metade dos entrevistados (47%) disse que não votaria no seu candidato. Kassab obteve seus melhores índices durante a campanha eleitoral de 2008 -61% de aprovação. A pesquisa foi feita nos dias 1º e 2 deste mês, com 1.087 eleitores da capital. (Folha de São Paulo)
segunda-feira, 5 de março de 2012
Há postes e postes.
Para quem quer comparar Haddad com Dilma, um lembrete: nesta mesma época, em 2010, Dilma tinha entre 28% e 34% nos diversos cenários testados pelo Datafolha. Estava atrás, mas tecnicamente empatada com Serra. Haddad tem apenas 3% das intenções de voto. Há postes e postes.
Haddad à deriva.
O fato de Fernando Haddad estar dando entrevistas e conduzindo diretamente as negociações com o PSB mostra o quanto a campanha petista está à deriva na maior cidade do país. Empurrado goela abaixo de boa parte do PT que queria Marta Suplicy, Haddad também sofre com a doença de Lula. Sem o programa de TV do primeiro semestre, cassado pelo TSE, com Lula semana sim, semana não com recaída, a campanha do criador do kit gay está mais perdida do que a Bianca no banheiro da escola.
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