sábado, 7 de julho de 2012

PT e Lula irmanados com as FARC no Foro de São Paulo.

Manifesto das Farc e biografia de Manuel Marulanda são divulgados no encontro da esquerda em Caracas Desde que Lula tornou-se presidente do Brasil, o Partido dos Trabalhadores tentou impedir a presença das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Foro de São Paulo, o encontro anual da esquerda. A norma nunca foi efetivamente cumprida, porque partidos ligados ao grupo terrorista continuaram participando. Com o evento sendo realizado em Caracas e com o presidente venezuelano Hugo Chávez no comando, o controle que já era fraco ficou totalmente frouxo.


A ex-senadora Piedad Córdoba, flagrada nos e-mails de Raúl Reyes aconselhando o grupo nas negociações com o governo de seu país, sentou-se na mesa principal durante a assembleia do Foro. Além disso, um livreto com o Manifesto das Farc e outro com a biografia de Manuel Marulanda foram distribuídos por integrantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido de Chávez), no salão onde ocorreu a assembleia principal. Perguntados sobre quem tinha trazido os panfletos, eles respondiam: “Foram os nossos irmãos colombianos”.

Chávez já disse que as Farc tem um projeto político. Centenas de membros do grupo estão escondidos atualmente na Venezuela, onde realizam sequestros, assaltos e se preparam para incursões armadas na Colômbia. Com o presidente venezuelano no comando do Foro, que acabou na sexta-feira, dia 7, os terroristas ficam ainda mais livres.

 (Cobertura especial de Veja, único veículo de comunicação do Brasil que cobriu o evento)

Internet: Haddad sai na frente de Serra.

Inegável que o site e a linha de campanha de Haddad é coisa de profissional. Feita pelo mesmo marqueteiro que elegeu o poste. Como diz a Nariz Gelado, que entende de marketing político bem mais do que eu, "pense novo" é um slogan poderoso. Veja aqui a internet do Haddad. A do Serra, que deveria ser o "serraja", está fora do ar. Vai para "serra45" e não abre. Os tucanos precisam fazer muita força para serem apenas muito ruins em marketing.

Atualizando às 12:16... O site www.serra45.com.br está no ar.  Bem pobrinho.

Serra critica fogo amigo dos tucanomonhangabas de Alckmin: "quem amola aliados está sabotando".

No primeiro dia oficial da corrida à Prefeitura de São Paulo, os candidatos José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT) tentaram contornar as divergências em suas campanhas e pediram que os aliados se unam para ajudá-los. O tucano reclamou do "fogo amigo" entre os grupos ligados ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao prefeito Gilberto Kassab (PSD). O conflito se acirrou com a escolha do vice Alexandre Schneider, da sigla de Kassab. "Temos que fazer campanha unidos. Quem amola os aliados está sabotando", disse. "O Schneider agora não é do PSD. Ele é meu. Meu vice."(Da Folha de São Paulo)

Nassif, Amorim e agora Rodrigo Vianna são condenados pela Justiça. Será que vão fundar o Partido da Justiça Golpista?

O blogueiro Rodrigo Vianna foi condenado a indenizar por danos morais o diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel. Para reparar os prejuízos à imagem do autor da ação, Vianna terá de indenizá-lo em R$ 50 mil, de acordo com sentença da 23ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Vianna trabalhou durante 12 anos na TV Globo e deixou a emissora em 31 de janeiro de 2007, após ter sido informado que o seu contrato não seria renovado por razões técnicas. Criticou a cobertura das eleições 2006 feita pela TV e disse que este seria o real motivo do seu afastamento.

Anos depois, sem qualquer menção à cobertura das eleições, Vianna publicou na internet que Kamel teria sido ator de filmes adultos durante a sua juventude. Posteriormente, o ofensor ainda afirmou que o ator era apenas homônimo do jornalista e que tudo não passara de brincadeira. Mas a ofensa ensejou a abertura do processo. Para Ali Kamel, o “ataque” revela o sentimento de rancor que o jornalista nutriu por não ter o seu contrato renovado com a emissora. Na inicial do processo, o advogado do jornalista, João Carlos Miranda Garcia de Sousa, diz que os artigos publicados pelo blogueiro mostram “verdadeira obsessão em difamar” Ali Kamel, o que não pode ser considerado mera coincidência.

Segundo Garcia de Sousa, a relação entre os dois jornalistas era cordial antes de Vianna ser dispensado. E anexou ao processo a troca de emails em que Vianna elogia o profissionalismo do diretor da TV Globo. Depois de ter uma reportagem descartada, Vianna enviou um email a Ali Kamel para saber o motivo. Recebeu a resposta e escreveu de volta: “Fiquei favoravelmente surpreso com a resposta que você me enviou. Pela honestidade intelectual, pelo esforço de discutir as questões com verdade (a sua verdade), sem recorrer, nem uma única vez, a argumentos de autoridade.”

Na sentença, a juíza Andrea Quintela explica que todos os meios de comunicação, fomentados por jornalistas, devem se pautar pela verdade, pela ética e pelo profissionalismo, rejeitando o argumento do réu de que a linguagem usada em blogs é mais coloquial e pode até ser chula. “É bastante difícil, diante do contexto dos fatos nesta ação, concordar com o réu quando ele afirma que o uso das expressões acima serve como crítica ao desempenho profissional do autor e não para afirmar que ele seja um fornicador profissional”, concluiu. Andrea Quintela deixou claro que a sua decisão não pretende proibir Vianna de criticar o autor da ação ou o seu trabalho. O objetivo, segundo a juíza, é assegurar que as críticas sejam feitas nos limites do direito de informação. Leia aqui a sentença que, como este noticia, foi publicada no Consultor Jurídico.

Bendito agronegócio.

Este blog, em função dos debates do Código Florestal, um dos únicos e grandes debates democráticos depois da Constituição de 88 (lembro somente do plebiscito de desarmamento, talvez, como algo parecido), mergulhou em números, dados e textos sobre o Campo brasileiro, tão desconhecido e tão descuidado. O blog virou ruralista. Virou produtor rural. As mãos ficaram calejadas de tanto escrever sobre o tema. Motivo? Um pouco a desilusão com a política e aquela promessa de que, depois de 2010, ficaria mais focado em grandes causas, em vez de alimentar esta politicagem rasteira que ainda vige no Brasil. Talvez porque já um pouco acima da meia idade, voltei a lembrar que nasci na roça, em meio a uma agricultura de subsistência que completava a renda e a mesa que o pai busca a léguas de distância, correndo Brasil abrindo estradas, construindo pontes. Por tudo isso é que, de dois em dois sábados, sempre publico o artigo desta senadora e líder setorial admirável chamada Kátia Abreu, que nunca me decepciona. Nem quando desce a rampa do Planalto de braços dados com Dilma Rousseff. É por uma boa causa. E o Brasil precisa muito disso.

Uma nova política agrícola

Após o enriquecimento no meio urbano, chegou a hora de o campo também colher os frutos do avanço do país
O Brasil transformou-se em um dos três maiores produtores e exportadores de produtos agropecuários do mundo em menos de 40 anos. Essa transformação foi resultado da combinação de empreendedorismo privado, apoio do Estado (por meio do crédito rural) e difusão da pesquisa agronômica. As políticas públicas de apoio à produção rural, contudo, permaneceram as mesmas da década de 1970.

O Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, lançado na semana passada, deve ser visto como um marco divisório. Reduziu juros, aumentou recursos para custeio e investimento e abriu novos e amplos caminhos que poderão fazer toda a diferença para o agronegócio brasileiro.

A primeira e mais profunda mudança de rumo na política agrícola do país é o aumento substancial do seguro rural. O volume era muito modesto e não cobria mais de 5% de nossa área plantada. O governo agora eleva substancialmente as dotações, permitindo que o Brasil possa ter cerca de 20% da área plantada coberta por seguro. Até 2015, esperamos ter 50% da área coberta. Sem dúvida, uma mudança de paradigma.

Ainda precisaremos desenvolver modelos que assegurem não só a cobertura contra eventos climáticos, mas também contra as variações extremas de preço, que tanto punem a atividade rural. A indústria pode regular a sua produção a qualquer momento. Na agricultura, se entre o plantio e a colheita mudam as condições de mercado, o produtor não tem como se proteger. Nos países onde o seguro agrícola está acima de 80% da área plantada, como nos Estados Unidos, o crédito público foi substituído pelo crédito privado, pois o risco de financiar um produtor com seguro agrícola é praticamente zero.

Nesse novo modelo, as operações de crédito ocorrerão com maior transparência. Uma central única de riscos permitirá aos agentes financeiros conhecer com mais segurança o nível de endividamento dos tomadores de crédito e, nesse ramo, mais conhecimento significa juros menores.

Outra iniciativa que merece destaque é a criação de uma instituição com a função de coordenar e de fomentar a extensão rural no país. Mais de 3,5 milhões de produtores rurais (cerca de 70% do setor) vivem praticamente da agricultura de subsistência, nos limites da situação de pobreza. Enquanto na economia urbana um número cada vez maior de brasileiros ascende à classe média, na zona rural o progresso não alcança a grande maioria. Ao contrário, a classe média do campo está sendo comprimida.

Sabemos que o ativo que determina o nível de renda no mundo moderno é o conhecimento. E esse conhecimento não pode continuar distribuído de modo desigual entre os brasileiros do campo. É preciso dar a todos condições iguais de acesso a insumos tecnológicos modernos, democratizando o conhecimento produzido por pesquisadores país afora, em especial na Embrapa, nas nossas excelentes universidades rurais e em um número cada vez maior de empresas privadas -que nos deram a agricultura de precisão, o etanol de segunda geração e as técnicas de baixa emissão de carbono, por exemplo.

Parece ter chegado a hora de recriar, de forma moderna, baseados em meritocracia, os sistemas de extensão rural no Brasil. O governo federal merece nosso aplauso por essa iniciativa de longo alcance.

A participação do custo da alimentação na renda do trabalhador da cidade caiu de mais de 40% para 17%, nas últimas décadas. Essa diferença virou eletrodomésticos, educação para os filhos, carro, casa própria. Impulsionou as classes mais baixas da população urbana para a classe média.

Chegou a hora de o campo também colher os frutos do crescimento do Brasil. O seguro agrícola vai diminuir o risco, ampliando a capacidade de produção e o tamanho da classe média rural. Extensão e assistência técnica reduzirão o abismo entre os que praticam a boa gestão e os que nem sequer a conhecem, tirando milhões de agricultores da pobreza.

Confio em que estamos iniciando um círculo virtuoso, fruto da união de produtores e do governo, que estão dando as mãos para construir um Brasil mais igual e mais justo. 

KÁTIA ABREU, 50, senadora (PSD/TO) e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), escreve aos sábados, a cada 14 dias, neste espaço.

Tribunal de Contas, Ministério Público e Polícia Federal cercam prefeito petista de Palmas. Provas se acumulam.

Apontado na prestação de contas do PT de Palmas como doador de um showmício nas eleições de 2004, o sócio de uma empresa no Tocantins negou ter colaborado com a campanha do prefeito petista da cidade, Raul Filho. Na prestação enviada pelo PT à Justiça Eleitoral, em 2004, a RJ Comunicações aparecia doando um show de R$ 30 mil de Amado Batista. Nesta semana, Filho disse que o show havia sido pago por Carlinhos Cachoeira. 

O Tribunal de Contas e o Ministério Público do TO investigam contratos da Prefeitura de Palmas com a empreiteira Delta, responsável pela limpeza urbana na cidade. Cachoeira é apontado pela PF como sócio oculto da Delta. A declaração do prefeito sobre o show foi feita após a divulgação de vídeo gravado na época da campanha em que aparece com Cachoeira. Ambos tratam na ocasião de um "grande show" para ajudá-lo e discutem o que seriam possibilidades de contratos na prefeitura em troca de apoio na campanha.

As prestações de contas do PT e de Filho à época, porém, não indicam valor ou serviço doado por Cachoeira. Na prestação de Filho aparecem só doações do comitê do PT, no valor de R$ 503,68 mil. Questionado sobre o show, Rodrigo Trancoso, sócio da RJ, disse que a empresa é uma agência de publicidade e que a informação era "um equívoco" da reportagem. Após a Folha repassar dados da nota fiscal, o empresário disse que consultaria seu contador. Procurado novamente, ele não respondeu. 

O presidente do PT-TO, Donizeti Nogueira -que era do comitê financeiro da sigla em 2004-, afirmou não se lembrar de shows nem da prestação de contas. O escritório de Amado Batista disse não ter dados sobre contratos da época. A assessoria de Raul Filho disse que ele só vai se manifestar após seu depoimento à CPI do Cachoeira. Também nesta semana, a Procuradoria Regional Eleitoral do TO denunciou Filho e a primeira-dama, a deputada estadual Solange Duailibe (PT), sob acusação de uso de documentos falsos para justificar a origem de R$ 130 mil arrecadados na campanha de Solange em 2010. Os dois disseram que não iriam comentar a denúncia por não terem sido notificados.

Fundador do PSD deixa partido e vice - presidência após dedaço de Kassab em MG.

A intervenção do prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em favor do PT na eleição de Belo Horizonte, produziu a primeira baixa no partido recém-legalizado. Inconformado com "o ato truculento" tramado no gabinete da presidente Dilma Rousseff para desmontar a aliança com o PSB do prefeito Márcio Lacerda, o vice-presidente nacional do PSD, Roberto Brant, abandonou o posto na direção partidária nesta sexta e anunciou sua desfiliação da legenda.

"Como é que o prefeito de São Paulo desembarca em Belo Horizonte para interferir na política mineira?", questionou o ex-deputado e ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso que ajudou Kassab a montar o PSD em Minas Gerais. "Dizem que ele o fez para pagar débitos políticos atrasados com o PT, mas fiquei magoado e ferido como mineiro e dirigente do PSD porque não fui ouvido e BH não é moeda de troca para isto", protestou.

Brant entende que a tese da nacionalização da eleição em Belo Horizonte, não justifica "de jeito nenhum" a intervenção, até porque Kassab está praticando a política do "faça o que eu mando e não faça o que eu faço". Afinal, destaca, em SP Kassab apoiou Serra, "que faz o discurso mais oposicionista do Brasil". Ele diz que, entre a presidente Dilma e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), não saberia em quem votar se a sucessão presidencial fosse hoje. "Não tenho restrição à Dilma", completa.

Brant afirma que o PSD foi constituído em reação ao autoritarismo dos partidos brasileiros, que em grande parte funcionam com comissões provisórias que são implodidas pela direção nacional sempre que há conflitos. No caso do jovem PSD, prossegue Brant, bastou um ano de existência e o primeiro embate, "e o partido implodiu".

O dirigente do PSD lembra que o PFL e o DEM mantinham a tradição de reuniões semanais da executiva nacional, com ou sem pauta de discussão. E reclama de que o novo partido jamais reuniu seus dirigentes. "Nascemos da crítica da falta de democracia no sistema partidário, mas o PSD se transformou rapidamente no mais antidemocrático, autoritário e personalista dos partidos relevantes no quadro nacional".

Ele reconhece em Kassab um político habilidoso que acumula vitórias, mas pondera: "Por mais talentoso e competente que o prefeito seja, ele é muito menos do que o necessário para se formar um partido que sirva à democracia brasileira. Kassab feriu profundamente as tradições e o sentimento de Minas e está contrariando os compromissos que ele mesmo firmou, com o exercício do poder pessoal levado ao extremo".

Questionado sobre a decisão radical de sair da vice-presidência nacional do PSD e se desfiliar sem sequer comunicar ao prefeito, Brant diz que poderia sair em silêncio, mas decidiu protestar e não tinha outra forma de fazê-lo. Ele entende que uma pessoa sozinha não pode governar um partido de 56 deputados e dois governadores, mas diz que não há como mudar esta realidade. (Estadão)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Em vídeo enviado ao Foro de São Paulo, Lula diz para Chávez: sua vitória será a nossa vitória.

Com sua voz metalizada depois do tratamento, levemente efeminada, Lula manda um caliente abrazo para Hugo Chávez, no palanque eleitoral do Foro de São Paulo.

Chavez comanda Foro de São Paulo, tendo como porta-voz o petista Valter Pomar.

Valter Pomar, secretário internacional do PT, convoca em portunhol uma marcha a favor de Chávez, no dia 24 de julho próximo. E promete um tuitaço mundial em favor do ditador. Como Chávez não está sendo ameaçado por ninguém, o Foro de São Paulo, reunido em Caracas, revelou apenas o que sempre foi: um foro de ditadores e tiranetes lutando contra a democracia.Não percam as caras dos bolivarianos ensadecidos...

Soninha, melhor largada em Sampa.

Sem dúvida alguma, a largada mais descolada e mais debochada da campanha em São Paulo foi da Soninha Francine. Mandou bem.  Leia aqui.

Kassab interrompeu uma trajetória.

Gilberto Kassab, presidente do PSD, é um dos maiores talentos políticos do Brasil. Contra a sua ídoneidade e honestidade não pesam acusações. Conseguiu liderar a formação de um partido grande, como rara habilidade, em tempo recorde. Mas acabou patinando quando poderia criar um grande partido. A primeira falha foi o apoio intempestivo ao PT em São Paulo. O que parecia ser uma jogada genial para colocar José Serra, o único candidato que defenderia a sua gestão na cidade, por ser parte dela, mostrou, mais adiante,  que Kassab estava pensando em primeiro lugar em si mesmo. Jamais houve consulta ao partido para aquela decisão. Azar da imagem nacional do PSD. Agora, no episódio em que jogou na lata de lixo a convenção partidária do estado de Minas Gerais para apoiar o PT, a pedido de Dilma, segundo ele, mostrou que o futuro grande político interrompeu de vez a sua trajetória. Antes da Dilma, deveria respeitar Kátia Abreu, sua vice-presidente nacional. Ou Roberto Brant, mineiro, seu outro vice-presidente. Não importa se, por lá, o PSD é aecista. O que um presidente de partido não pode é ir contra uma decisão damaioria de um estado, sob pena de virar uma ditadura como o PT do Lula. É muito diferente ver a senadora Kátia Abreu abraçada com a Dilma, descendo a rampa do Planalto, para anunciar o melhor plano safra de todos os tempos, onde os produtores rurais foram ouvidos. Ali está o interesse do país, acima de interesses pessoais. Kassab mostra que, no seu caso, interesses pessoais estão acima dos interesses nacionais. Pisou na bola. Manchou a biografia. Vai precisar de muito água limpa para recuperar a sua imagem. 

Repercussão.

O post feito pelo Blog sobre a intervenção atabalhoada de Gilberto Kassab no PSD mineiro, agindo como um tiranete, despertou os instintos do deputado Caiado, um político que reúne grandes virtudes e uns poucos defeitos. Fala pelos cotovelos, é radical em tudo e cultiva um tom acima na raiva contra quem o confronta. Tanto é que bloqueou este blogueiro no twitter. Isto significa que ele me lê, mas eu não posso ler o que ele escreve. Pois ontem ele desbloqueou o Coronel apenas para fazer o comentário acima. Eu gosto do deputado Caiado como político. É trabalhador, honesto, combativo. E só posso ficar orgulhoso pelo prestígio que tenho junto a ele.

MPF acusa: Incra e MST são os grandes responsáveis pelo desmatamento da Amazônia.

O Ministério Público Federal entrou com ações na Justiça contra o Incra. A acusação ao órgão responsável pela reforma agrária é de ser o maior desmatador da Amazônia. Os procuradores da República reuniram informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O Ministério Público entrou com ações em cinco estados da região norte e o Mato Grosso.

Segundo o MP, quase 30% do desmatamento ilegal na Amazônia foram nos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Apesar do ritmo de queda no desmatamento, aumentou a proporção de áreas degradadas nos assentamentos federais. Em 2005 o desmate nos projetos de reforma agrária representava um quinto do desmatamento total na Floresta Amazônica. Em 2011, a proporção aumentou para quase um terço.

O Pará é o estado com o maior número de projetos de reforma agrária, 1220. Segundo o MP, na maioria deles o desmatamento ilegal atinge de 50% a até 100% do território. No assentamento Tuerê, no sudeste do Pará, em 2000, o verde predominava. E 10 anos depois o desmatamento aumentou seis vezes. “A orientação do Incra aos assentados é de que se não desmatar, não vai haver a criação do assentamento e consequentemente a reforma agrária. Você tem o incentivo da autarquia federal no desmatamento, sem licenciamento. É uma prática ilegal que leva aos números altos de dedmatamento que estão apresentando nessa ação”, diz o procurador da República Daniel Azeredo.

Entre outras medidas, o Ministério Público pede a proibição de novos assentamentos e a recuperação das áreas degradadas. O Incra só vai se manifestar quando receber a notificação judicial. Assista aqui a reportagem do Jornal Nacional.

Aécio leva o troco e Kassab leva o quê?

Aécio Neves (PSDB-MG) foi um dos artíficies da cisão do DEM, quando passou a dominar metade do partido associado aos Maia do Rio de Janeiro, para esvaziar José Serra, seu concorrente interno. O DEM que queria se livrar do ditadorzinho carioca, aquele que rasgou ata de convenção para continuar mandando, saiu e criou o PSD. Não vamos esquecer que racha teve as digitais das quatro patas do mineiro.

Ontem, Gilberto Kassab (PSD-SP) baixou o nível e agiu da mesma forma. Veja o post abaixo. Aécio está pagando por fazer política de quinta categoria, achando que é o mais esperto estrategista. Acabou achando oponentes do seu nível, o que não é muito difícil na escandalosa política nacional. Por sua vez, Gilberto Kassab precisou apenas de um ano e meio para repetir atitudes de dono de partido, sem dar satisfações a ninguém. Se não acordar, pode acabar virando presidente de mais um partideco. Sua atitude é incompreensível, pois vai apanhar do PT em São Paulo mais do que cusco em procissão. Alguma coisa Kassab vendeu a alguém. Que não tenha sido o futuro do PSD.

Abaixo, mais um que poderia ter toda a razão, criticando Kassab, mas que acabou falando bobagem por achar que Minas tem direito a qualquer coisa que não seja a mesma do que qualquer unidade da federação...Deveria falar de organização partidária e não do seu amor ilimitado por Aécio Neves.

"Foi um erro monumental. Minas tem um jeito diferente de fazer política e um projeto nacional para resgatar o que nos é de direito."
 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Kassab, escondido em quarto de hotel, conspirou ao melhor estilo Zé Dirceu.

O PSD virou partido na semana passada, com fundo partidário e tempo de TV. E ato contínuo deixou de ser um partido para atender as vontades e interesses do seu presidente. Gilberto Kassab rasgou a convenção do partido, contrariando a maioria dos seis deputados federais e dos oito deputados estaduais do estado, sem dar a mínima explicação para o vice-presidente nacional da sigla, que também é de Minas Gerais, para tirar o apoio do PSD dado oficialmente ao PSB para entregá-lo clandestinamente ao PT. A la Zé Dirceu. A la dedaço de Lula.

E fez isso sorrateiramente em uma reunião clandestina dentro de um quarto de hotel. Às escondidas. Sem publicar edital, sem ata, sem respeito e sem consideração. Kassab alega que devia isto à Dilma, que apoiou o surgimento do novo partido. Que o PSDB, coligado ao PSB, foi contra. Mas como é que em São Paulo está apoiando o tucano Serra? Que Dilma?   Não há a mínima coerência. Aliás, desde o lançamento do PSD, Kassab  não realizou uma só reunião da Executiva Nacional. 

A senadora Kátia Abreu (PSD-TO), vice-presidente nacional, manifestou seu total desconforto, segundo publicou a imprensa. Entende-se a posição da senadora.  Não se trata de apoiar este ou aquele partido. É uma questão de mérito e de fundo. Se trata de respeitar as convenções partidárias, de respeitar os pares. Está aberta uma dissidência no PSD. Tão novinho e tão velhinho. Infelizmente.

Filho de Lula terá que devolver passaporte. Falta o pai devolver o crucifixo.

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou a suspensão imediata e a devolução do passaporte diplomático concedido a Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, no final do seu governo, em dezembro de 2010. A decisão atendeu pedido do Ministério Público Federal no DF (MPF/DF), que considerou a emissão ilegal e fora do interesse do País.

A ação civil foi proposta em junho passado, depois que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) confirmou ao Ministério Público Federal que, dentre os sete passaportes diplomáticos concedidos ilegalmente a parentes de Lula no final de seu mandato, o de Luís Cláudio era o único que não havia sido devolvido. "Defiro a liminar requerida, para declarar imediatamente a suspensão do passaporte diplomático expedido pelo Ministério das Relaões Exteriores em favor de Luís Cláudio Lula da Silva", decretou o juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira, da 14.ª Vara Federal/DF.

O juiz ordenou, para cumprimento de sua decisão, que o secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores determine "ao órgão próprio da Secretaria de Estado que publique ato de que o passaporte está suspenso por decisão judicial, no prazo de 5 dias, e tome as providências de comunicação para que seu uso não seja admitido a partir do recebimento do mandado". O juiz também mandou oficiar ao Departamento de Polícia Federal para que "apreenda o documento das mãos do seu portador".
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A investigação para apurar supostas irregularidades na concessão de passaportes diplomáticos foi iniciada em janeiro de 2011, após a divulgação de supostos desvios e favorecimentos na emissão do documento. Entre os beneficiados, estariam quatro filhos e três netos de Lula, além de autoridades religiosas, governadores, prefeitos e ex-ministros de tribunais. O MPF/DF analisou a regularidade de 328 passaportes emitidos entre 2006 e 2010, em caráter excepcional, em razão do interesse do País. Apenas os sete passaportes concedidos aos parentes de Lula foram considerados irregulares, por não apresentarem justificativas pertinentes.

O órgão, então, recomendou, ao ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, o recolhimento dos documentos ilegais. A resposta, que somente chegou à Procuradoria da República no DF no mês passado, confirmou que seis passaportes haviam sido devolvidos, restando em situação irregular apenas o passaporte de Luís Cláudio Lula da Silva. (Estadão)

Refrescando a memória dos traecistas.

Durante os últimos dez anos, Aécio Neves, o tucano mineiro, Marcos Lacerda, o socialista mineiro, Fernando Pimentel, o petista consultor mineiro e mais o petralha não identificado foram felizes aliados. Juntos, elegeram Lula, Lula de novo e depois Dilma. Agora parece que quebraram os pratos e os pactos. Então, tucanada traecista, lavem a boquinha para falar do Kassab e do Serra, que estão indo contra o Silvério Neves em Minas Gerais. Chegou a hora de dar o troco.

Tesoureiro do PT, acusado de "pressionar" construtoras, escapa da CPI.


Após intenso debate e acusações de direcionamento de investigações pelo PSDB, a CPI do Cachoeira aprovou nesta quinta-feira a convocação do principal acionista da Delta Construções, Fernando Cavendish; do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antonio Pagot e do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT). Sob protestos do PSDB, também foi aprovada a convocação do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira dos Santos, o Paulo Preto.

Em uma votação em bloco com o apoio unânime de 26 integrantes, a comissão aceitou chamar sete pessoas, seguindo o roteiro traçado pelo relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). A oposição acusou o relator de não convocar no mesmo bloco o deputado federal José de Fillipi (PT-SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff.

José de Fillipi foi acusado pelo ex-diretor do Dnit de ter exercido pressão sobre empreiteiras que têm contratos com o órgão ao pedir contribuições de campanha. Cunha disse que não havia elementos para demonstrar qualquer prática de crime pelo ex-tesoureiro petista. Mas, após intensos protestos da oposição, a CPI fez um acordo para tentar votar o pedido logo em seguida.

Com 11 pedidos para comparecer à CPI, o dono da Delta foi convocado porque a empreiteira é suspeita de ser usada no desvio de recursos e pagamento de propinas a autoridades pelo esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A Delta é a principal empreiteira do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.

A comissão aprovou a convocação do prefeito de Palmas, flagrado em um vídeo no qual negocia apoio de Cachoeira para as eleições de 2004. Raul Filho já havia enviado ofício à comissão colocando-se à disposição para depor. Existiam seis pedidos para trazê-lo à comissão.

O ex-diretor do Dnit foi convocado para falar sobre as acusações de que petistas e tucanos teriam exercido pressão para arrecadações de campanha presidenciais de Dilma Rousseff e José Serra. O Dnit também tem contratos com a Delta, investigada pela CPI. (Estadão)

Aécio vai trair de novo.

Se está claro que o grupo de José Serra (PSDB) e Gilberto Kassab(PSD) não vão apoiar Aécio Neves (PSDB) em 2014, fica definido que o mineiro que traiu a oposição nas últimas três eleições presidenciais não terá São Paulo na sua própria corrida. Jamais. Never. Alguém acha que Geraldo Alckmin (PSDB), buscando uma reeleição difícil, vai abrir espaço para apoiar a campanha presidencial, ficando contra parte do PSDB? Nem pensar. Do jeito que a coisa vai, é mais provável que as "montanhas de Minas" chamem Silvério Neves para tentar manter o governo do estado. E que, assim,  ele traia os tucanos mais uma vez, abrindo mão dos seus anseios presidenciais.

Descapitalizaram o PT.

O PT enfrentará uma dura batalha para conseguir sair das eleições de outubro controlando qualquer uma das dez maiores cidades do país. Com a definição de Patrus Ananias como candidato em Belo Horizonte, os petistas passaram a ter nomes próprios em sete delas. Mas, se há três semanas a situação geral parecia alvissareira, hoje o quadro é sombrio. O único candidato do partido que lidera as pesquisas em uma dessas capitais é o senador Humberto Costa, em Recife, mas lá ele terá de enfrentar o candidato do governador Eduardo Campos (PSB), com aprovação popular que já chegou a 90%, e que está construindo uma aliança com quase uma dezena de partidos que antes estavam com o PT.

Por isso, Costa não deverá contar com apoio de parte significativa de seus correligionários, ainda magoados com a retirada do nome do atual prefeito, João da Costa, que foi impedido pela direção nacional do partido de disputar a reeleição. Em São Paulo, o petista Fernando Haddad só agora chegou aos 8% de intenção de voto, ainda distante dos 30% do tucano José Serra. Terá contra si na campanha as máquinas da prefeitura de Gilberto Kassab e do governo de Geraldo Alckmin, ambos aliados de Serra. Para completar, ainda que Lula continue sendo apontado como principal eleitor na cidade, sua capacidade de influência vem se reduzindo nos últimos meses.

O cenário é parecido em Belo Horizonte. Com a ruptura sacramentada no fim de semana, o PT terá pela frente a missão de fazer Patrus Ananias superar os pesos das máquinas da prefeitura e do governo de Antonio Anastasia para derrotar o prefeito Márcio Lacerda, que lidera as pesquisas com grande folga. E o senador Aécio Neves, patrono da candidatura de Lacerda, é apontado nas últimas pesquisas como o principal eleitor na cidade. Leia mais aqui.

Aécio never.

Dispostos a alimentar a guerra PT versus PSB e abater o desafeto Aécio Neves (PSDB-MG), aliados de José Serra já acenam com a possibilidade de apoiar a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), à Presidência em 2014, contra Dilma Rousseff (PT). O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) -um dos articuladores da candidatura de Serra à Prefeitura de SP- admite o apoio ao PSB sob o argumento de que, sozinha, a oposição não terá condições de enfrentar o PT. O elo entre serristas e Eduardo Campos é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, cujo recém-criado PSD faz dobradinha com o PSB. 

"PSB e PSD, dois planetas viajando pelo espaço público em órbitas independentes do PT, que se arvora em centro do sistema polar: esse poderá ser um dos reflexos mais importantes das eleições municipais sobre o quadro nacional", diz Nunes Ferreira. Atrás dessa justificativa esconde-se também o desejo de enterrar as pretensões eleitorais de Aécio. Em conversas com seus colaboradores, Serra debita a derrota de 2010 na conta do senador, que fragilizou sua campanha ao recusar a oferta de vice da chapa. 

Ontem mesmo Kassab desferiu um golpe contra Aécio ao negociar a aliança do PSD com o PT, contra o candidato do PSDB em Belo Horizonte. Aliados de Serra sonham com a união de Campos, Kassab e Serra em 2014. Se fosse eleito, Serra embaralharia o jogo de Aécio no PSDB. Mas a operação dependeria da disposição de Campos de duelar contra Dilma. Amigo e ex-vice de Serra, Alberto Goldman diz que, conforme o cenário político e econômico, Campos poderá concorrer. Hoje, diz ele, Campos tem mais visibilidade que Aécio. "É o fato novo. O Aécio não é nenhum fato novo. É velho", disse o tucano.(Folha de São Paulo)

Haddad negou recursos para São Paulo e quis jogar a culpa no vice Schneider. Mentir é feio.

Registros oficiais desmentem a versão repetida pelo candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, de que nunca foi procurado pela administração paulistana em busca de verba para a cidade quando ocupou o Ministério da Educação, entre 2005 e 2012. Em entrevista à Folha no dia 16 de junho, Haddad afirmou: "O secretário de Educação do prefeito Kassab [Alexandre Schneider] jamais me solicitou uma única audiência durante toda a sua gestão à frente de sua secretaria e durante toda a minha gestão. Nunca houve manifestação de interesse da prefeitura em estabelecer parceria com o governo federal." 

A agenda pública do Ministério da Educação e um e-mail da Secretaria Municipal de Educação ao gabinete do então ministro mostram que Haddad recebeu Schneider ao menos uma vez. O encontro ocorreu em 16 de fevereiro de 2011, a pedido do então secretário. Hoje, Schneider é candidato a vice na chapa do tucano José Serra, o principal adversário do PT na eleição.

Na última segunda-feira, Schneider disse que Haddad havia mentido e relatou um encontro com o petista, no MEC. Questionada, a assessoria de Haddad confirmou em nota a audiência. Depois, quando a reportagem apontou que o petista havia negado diversas vezes qualquer encontro com Schneider, a assessoria do candidato emitiu uma segunda nota. Disse que houve apenas "visita" e reiterou que Schneider ou o prefeito Gilberto Kassab (PSD) nunca pediram "audiência para demandar recursos do MEC". 

Avisada sobre a existência de registros de uma audiência, a assessoria de Haddad deu uma terceira versão. Em nota assinada pelo coordenador-geral da campanha, Antonio Donato, assumiu a audiência e os pedidos de recurso, mas disse que a demanda foi feita "de última hora". "O secretário [Schneider] estava pressionado pelo Ministério Público do Estado, que se preparava para ajuizar uma ação civil pública de improbidade pela incapacidade de suprir o deficit de 120 mil vagas de creche", completou.

No e-mail que pediu a reunião com Haddad, a Secretaria de Educação disse que queria apresentar "projetos para possíveis parcerias". Desde que assumiu a candidatura, Haddad vem atribuindo o baixo volume de investimentos do MEC em São Paulo ao desinteresse da gestão de Kassab. Ele tem usado a falta de parcerias como mote e sempre diz que, se eleito, poderá trazer mais recursos federais para a cidade.Ontem, Schneider criticou Haddad: "É lamentável que um candidato jovem, em sua primeira eleição, inicie-a com uma prática tão antiga como mentir", disse. 

O desdobramento da reunião Haddad-Schneider também é alvo de polêmica. Schneider diz que a burocracia do MEC impediu o acesso da cidade aos recursos. Haddad afirma que os procedimentos exigidos eram simples.

Faltou o pior.

O novo pessoal de internet do Serra, que está abandonando quem segurou a sua barra de rolagem desde 2010, registrou vários domínios para impedir que o www.serraja.com.br vire www.serrajaera.com.br, www.serrajafoi.com.br e muitos outros, que poderiam ser usados pelas Milícias Virtuais do PT para atacar o candidato. Faltou registrar um domínio óbvio que pode causar muito mais dano do que todos estes. Tomara que o pessoal do PT seja tão ruim de internet quanto esta turma que está chegando.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Lula usa Dilma para lavar a sua foto com Maluf.

Lula dobrou os joelhos e pediu o auxílio da "presidenta" para lavar aquela foto que ele fez com Maluf. No auge da popularidade e com Lula desabando, Dilma posou com o verme perseguido pela Interpol, hoje, no Palácio do Planalto. Será que lava?

Menos um no PT.

Maurício Rands, deputado federal do PT de Pernambuco, que deveria ser o candidato do partido à prefeitura de Recife, tendo sido derrotado nas prévias pelo seu oponente, o atual prefeito, acaba de chutar o balde. Está saindo do PT, renunciando ao mandato, largando o cargo de secretário e leia aqui.

Senadores do Partido do Mensalão comemoram cabeça de Demóstenes.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (4) por unanimidade de 22 votos o processo de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO). Com a decisão, o processo segue para votação no plenário do Senado. A comissão precisava considerá-lo legal para que os senadores analisem, em votação secreta no plenário, se Demóstenes deve perder o mandato. 

Relator na comissão, o senador Pedro Taques (PDT-MT) afirmou que não houve vícios de legalidade, constitucionalidade ou juridicidade que impeçam a tramitação do processo no Senado. Cabe à CCJ apenas julgar se há irregularidades no caso, sem entrar no mérito das denúncias que ligam Demóstenes ao empresário Carlos Cachoeira.

Na discussão do relatório, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que Demóstenes tem "duas personalidades" com a capacidade de "mentir, enganar e manipular" os seus pares. A senadora afirmou que o ex-líder do DEM faz um "teatro" para tentar convencer os senadores de que é inocente, mas sofre de uma "patologia mais complicada" do que alguém que tenta "enganar" os colegas. Foram as críticas mais duras a Demóstenes feitas por um dos senadores desde que as denúncias contra o parlamentares vieram à tona. "Ele conseguiu com esse teatro alguma simpatia, não sei de votos. Mas o que houve foi uma manipulação tão séria, hábil, que mostra patologia muito mais complicada do que alguém que tentava enganar", afirmou a petista. 

Relator do processo contra o senador no Conselho de Ética do Senado, Humberto Costa (PT-PE) disse que o ex-líder do DEM mentiu para os seus pares e deve perder o mandato. "Os fatos são total e absolutamente cristalinos de que houve quebra do decoro e conduta absolutamente incompatível com o mandato de um senador."(Da Folha Poder)

Lula malufou o PT.

Nestes últimos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desafiado a própria fama de infalível em estratégias políticas com uma série de "pisadas na bola", como se diz na gíria futebolística, que ele tanto aprecia, num território no qual sempre desfilou com desenvoltura. Enquanto os adversários tucanos se engalfinhavam em lutas internas intermináveis e injustificáveis para escolher o candidato à sucessão de Gilberto Kassab (PSD) na Prefeitura de São Paulo, Lula não ouviu lideranças locais, federalizou o pleito e lançou Fernando Haddad com a justificativa de que aposta no "novo" e repete a audácia de ter indicado Dilma Rousseff para presidente, em 2010. O risco é que, se Haddad perder, dará a Dilma a oportunosa ensancha de mostrar que ela não ganhou só por causa do apoio dele, mas teve méritos próprios.

Leia aqui a íntegra do artigo initulado "Lula quer provar que o neomalufismo compensa", de José Nêumane, publicado hoje, no estadão.

2014: Aécio e Ciro? Ou Dilma e Eduardo Campos?

Não há dúvida que o PSB está rompendo com o PT. E que, por isso, poderá correr à presidência já em 2014. Não é crível que o governador pernambucano Eduardo Campos, com uma eleição tranquila para senador, vá encarar uma cabeça de chapa, com sérios riscos de ficar sem mandato. Melhor colocar um sparring. Melhor seria apoiar Aécio Neves, que tem mandato até 2018, colocando Ciro Gomes de vice. Estes dois comandaram o racha com o PT mineiro. Ao mesmo tempo,estes dois são odiados pelo eleitorado paulista. O que pode mudar neste quadro? O PT romper com o PMDB e oferecer a vice-presidência para Eduardo Campos, na chapa de Dilma 2014, puxando o PSD para a base do governo. Isto credenciaria o PSB a tentar a presidência em 2018, enterrando toda e qualquer chance do tucano mineiro chegar à presidência. Hoje, sem dúvida alguma, o governador pernambucano é quem tem as maiores e melhores alternativas de escolha. E de ser escolhido. Basta ver o estrago que ele está fazendo no PT nas municipais de 2012, em Fortaleza, Recife e agora Belo Horizonte.

Chávez tentou iniciar uma guerra civil no Paraguai antes do impeachment de Lugo.

O novo governo paraguaio apresentou ontem vídeos que, segundo ele, comprovam que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, se reuniu com o alto comando militar do Paraguai antes da deposição de Fernando Lugo da Presidência. Além do ministro do governo Hugo Chávez, o embaixador equatoriano Julio Prado estaria no encontro. "Tenho certeza de que serão entregues [cópias das gravações] aos órgãos responsáveis", afirmou a ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, durante entrevista. 

 Ela e o presidente Federico Franco acusaram na semana passada os governos da Venezuela e do Equador de tentar promover levante dos militares paraguaios para que Lugo permanecesse no poder. As imagens divulgadas ontem mostram que os comandantes das Forças Armadas paraguaias e o chanceler venezuelano estavam presentes no palácio do governo, em Assunção, no dia 22 de junho, momentos antes de o Congresso aprovar o impeachment, em processo que durou pouco mais de 30 horas. No entanto, não é possível concluir se Maduro e os militares estiveram realmente reunidos. Além disso, o áudio do material distribuído para a imprensa é de má qualidade e não permite verificar o que é conversado. 

As imagens mostram também que os chanceleres Ricardo Patiño (Equador) e María Ángela Holguín (Colômbia), assim como o secretário-geral da Unasul, o venezuelano Alí Rodríguez, chegaram ao palácio ao mesmo tempo que Maduro. O ministro do governo Hugo Chávez respondeu as acusações dizendo que elas dão "a amostra política e moral de um pessoal que acabou de dar um golpe de Estado e trata de acusar os outros de dar golpes e contragolpes". "Essa acusação não tem base na realidade", concluiu Maduro. 

Os chanceleres da Unasul, incluindo o brasileiro Antonio Patriota, estavam em missão no Paraguai para acompanhar a crise no país. O governo brasileiro reagiu com perplexidade à divulgação do vídeo. A avaliação é que a denúncia dá argumento e força aos críticos da entrada da Venezuela. Apesar disso, o Itamaraty diz que a inclusão do país é uma "decisão já tomada e irreversível". Isso porque o documento assinado por Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina) e José Mujica (Uruguai), na sexta, diz que eles "decidem o ingresso da República Bolivariana da Venezuela no Mercosul". 

O vice-presidente uruguaio, Danilo Astori, disse que a entrada da Venezuela no Mercosul -decidida na semana passada, após a suspensão do Paraguai- "pode ser a ferida mais grave" da história do bloco. Anteontem, o chanceler uruguaio Luis Almagro afirmou que o país era contrário ao ingresso da Venezuela, o que é negado pelos governos do Brasil e da Argentina -o ministro foi convocado pelo Senado do seu país para dar explicações sobre o caso. Segundo Almagro, a decisão só se deu após intervenção da presidente Dilma em reunião com Mujica e Kirchner em Mendoza (Argentina). 

 Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência brasileira para assuntos internacionais, disse que a decisão de incluir a Venezuela foi proposta por Mujica e acatada pelos demais países.

Golpe foi tirar o Paraguai para botar a Venezuela no Mercosul.

Os anos do petismo jogaram a nossa diplomacia pelo ralo, quando o assunto é América Latina. Leiam, abaixo, artigo publicado hoje na Folha de São Paulo, pelo ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer: 

O respeito ao direito internacional é dimensão caracterizadora do Estado democrático de Direito. Ele tem, entre seus valores, a importância da preservação da legalidade como meio de assegurar a convivência coletiva. No plano internacional, as normas do direito internacional cumprem duas funções importantes para a manutenção da segurança das expectativas, inerente ao princípio de legalidade: indicar e informar aos Estados sobre o padrão aceitável de comportamento e sobre a provável conduta dos atores estatais na vida internacional.

O Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, prevê adesões, mas estabelece que sua aprovação "será objeto de decisão unânime dos Estados-partes" (artigo 20). Não vou discutir os critérios que levaram Argentina, Brasil e Uruguai a considerar, invocando o Protocolo de Ushuaia, que houve ruptura da ordem democrática no Paraguai. Pondero apenas que foi uma decisão tomada com celeridade semelhante à que caracterizou o impeachment do presidente Lugo e que ela não levou em conta o passo prévio previsto no artigo 4 do referido protocolo: "No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado-parte do presente protocolo, os demais Estados-partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado".

Com a suspensão do Paraguai, que ainda não havia aprovado a incorporação da Venezuela ao Mercosul, Argentina, Brasil e Uruguai emitiram declaração sobre a incorporação da Venezuela, a ser finalizada em reunião convocada para 31 de julho no Rio de Janeiro. O Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto, que deu ao Mercosul sua estrutura institucional, são tratados-quadro de natureza constitucional. Suas normas são superiores às de outras normativas que dela derivam. Inclusive as que levaram aos desdobramentos da suspensão do Paraguai, que não têm a natureza de uma reunião ordinária de condomínio.

O Protocolo de Ouro Preto estabelece: "As decisões de órgãos do Mercosul serão tomadas por consenso e com a presença de todos os Estados-partes" (artigo 32), exigência indiscutível para uma decisão que vá alterar a vida do Mercosul, como a incorporação de um novo membro. Daí, a lógica do artigo 20 do Tratado de Assunção, antes mencionado, que é constitutivo do Mercosul e dele inseparável. A Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 1969, está em vigor no Brasil. Deve ser executada e cumprida tão inteiramente como nela se contém, como estatui o decreto 7030 de 14/12/2009 (artigo 1º).

A convenção estabelece, no artigo 26, que "todo tratado em vigor obriga as partes e deve ser executado por elas de boa-fé". Estipula, no artigo 31, como regra geral de interpretação, que "um tratado deve ser interpretado de boa-fé, segundo o sentido comum atribuível aos termos de tratado em seu contexto e à luz do seu objeto e finalidade". A exigência da aprovação do Paraguai à incorporação da Venezuela no Mercosul me parece indiscutível à luz dos termos do Tratado de Assunção e de seu objeto e finalidade.

A decisão de incorporar a Venezuela, como foi feita, não atende a obrigações relacionadas à observância de tratados previstas na Convenção de Viena. Carece de boa-fé, seja na acepção subjetiva de uma disposição do espírito de lealdade e honestidade, seja na acepção objetiva de conduta norteada para esta disposição. Trata-se, em síntese, de uma ilegalidade. Contrapõe-se ao que ensinava Rio Branco: "O nosso Brasil do futuro há de continuar invariavelmente a confiar acima de tudo na força do Direito e no bom senso".

Pobre Agnelo, seu único bem é um carro velho. Além da rica esposa, é claro.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), declarou cerca de 80% de seu patrimônio à Receita Federal por meio de sua mulher, mostram dados de sigilo fiscal entregues à CPI do Cachoeira. A operação contábil difere do procedimento adotado por Agnelo na Justiça Eleitoral nas eleições de 2010, quando ele declarou a totalidade do patrimônio em seu nome. Quatro imóveis e dois carros declarados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) constam apenas nas declarações de renda da médica Ilza Maria Queiroz, com quem o petista é casado em comunhão parcial de bens. 

A diferença da declaração ao TSE em relação aos dados informados ao fisco é de mais de R$ 900 mil. Tributaristas consultados pela Folha afirmam que o procedimento não é ilegal, mas que o normal é que casais em regime de comunhão parcial de bens declarem, cada um, metade do valor dos bens adquiridos. Agnelo, por meio de seu porta-voz, disse que a opção de declarar quase a totalidade de seu patrimônio em nome da mulher foi uma "escolha pessoal". 

Há diferenças práticas na declaração de bens à Justiça Eleitoral e à Receita. A primeira não tem poder tributário, além de não ser sua a atribuição de verificar a compatibilidade entre rendimentos e patrimônio. Essa verificação, capaz de constatar eventual enriquecimento ilícito, cabe à Receita. O relatório entregue à CPI do Cachoeira com as declarações de renda e movimentações financeiras de Agnelo entre 2003 e 2011 destaca a existência de variação patrimonial "a descoberto" -ou seja, sem rendimentos que a justifique- de R$ 107 mil entre os anos de 2009 e 2010. Caso os bens não declarados por Agnelo constassem da declaração, essa variação poderia ser ainda maior.

A assessoria de Agnelo afirma que, como o governador é casado, esses cálculos precisam levar em conta o rendimento do cônjuge. O principal bem de Agnelo registrado apenas pela mulher é a casa onde vivem desde 2006, numa área de alto padrão em Brasília. Ela foi adquirida, conforme escritura em cartório, por R$ 400 mil. Hoje, seu valor de mercado chega a cerca de R$ 2 milhões. 

Em depoimento à CPI, no último dia 13 de junho, Agnelo assegurou que o imóvel havia sido declarado à Receita. "A aquisição está declarada no Imposto de Renda. Há mais de cinco anos (...). Não há um único reparo em meu Imposto de Renda. Não tenho um centavo de patrimônio a descoberto", afirmou Agnelo à comissão de inquérito. O único bem que consta em sua declaração pessoal é um carro Kia Sportage, no valor de R$ 73 mil. O sigilo fiscal de Agnelo revela, ainda, que ele declarou à Receita não possuir nenhum bem até 2008.(Folha de São Paulo)

Enquanto tucanos fazem biquinho, PSD assume campanha de Serra nas ruas.

Itinerante Em plena disputa velada com tucanos pelo protagonismo na campanha de José Serra, o PSD de Gilberto Kassab, que emplacou a coligação proporcional e o vice, tomará a frente também nas incursões do candidato pelos bairros. Guilherme Afif pilotará "road-show" por 96 distritos paulistanos.

Agora tem Em reuniões direcionadas a líderes de moradores e entidades, o vice-governador apresentará vídeos com o portfólio de obras e programas para cada uma das regiões visitadas. O acervo inclui as passagens de Serra pela prefeitura e pelo governo do Estado. 

(Publicado no Painel da Folha)

terça-feira, 3 de julho de 2012

Gestão Haddad: segundo ele, bastava preencher um formulário para encher os cofres com dinheiro público.

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu as críticas do candidato a vice-prefeito na chapa de José Serra (PSDB), Alexandre Schneider (PSD), de que a Secretaria Municipal de Educação não recebeu recursos do Ministério da Educação quando a pasta era comandada pelo petista.

"Se prefeitos de uma cidade com 50 mil habitantes não tiveram dificuldades em preencher um formulário, por que São Paulo, com 11 milhões de habitantes, não consegue? É uma dificuldade de tecnologia de informação, simples de resolver com um curso de capacitação", afirmou nesta terça-feira, 3, durante sua visita às obras do Palestra Itália, na zona oeste da capital.

Schneider foi secretário de Educação na gestão de Gilberto Kassab (PSD) e nesta segunda-feira, 2, foi apresentado oficialmente para ocupar a vice da chapa tucana. No evento, o vice fez críticas a programas desenvolvidos pelo MEC. (Estadão)

Partidos rachados.

PT rompe com o PSB e ainda briga entre si em vários estados. PMDB briga com PT. DEM troca farpas com o PSDB que se engalfinha com o próprio PSDB. Reina a mais completa balbúrdia no universo partidário brasileiro. Já não existe situação ou oposição. É tudo uma questão de conveniências e oportunidades. Leia aqui e leia aqui.

Nunca na história deste país houve um vídeo tão revelador da corrupção petista.

Poucos vídeos que surgiram na política brasileira são tão reveladores quanto o apresentado pelo Fantástico, que mostra o prefeito petista Raul Filho, de Palmas, em conluio amigável com o bandido Carlinhos Cachoeira. Assista aqui. O vídeo do Arruda do DEM, recebendo um pacote de dinheiro, gerou o seu impeachment e a sua expulsão do partido. O vídeo do Waldomiro Diniz, chefe de gabinete e companheiro de apartamento do Zé Dirceu, também pegando propina diante de uma câmera escondida, gerou uma CPI que escancarou a podridão petista. No entanto, o vídeo do prefeito de Palmas é muito mais grave, pelos seguintes motivos:

1. O prefeito do PT é quem vai ao encontro do bandido Carlinhos Cachoeira;

2. O prefeito do PT informa a Carlinhos Cachoeira, a quem procura para trocar futuras oportunidades por dinheiro sujo, que o partido tem um projeto de poder para o Tocantins;

3. O prefeito do PT é quem conduz a conversa e as negociações, citando quais os nacos do dinheiro público da cidade ele poderá entregar para o contraventor.

Menos grave seria se houvesse, ali naquele vídeo, a entrega de alguns milhares de reais e não a entrega de uma capital de estado para uma quadrilha. O PT, se tivesse um pingo de decência como partido político e não fosse especializado em proteger corruptos de toda a espécie, expulsaria sumariamente o prefeito de Palmas. Jamais fará isso. Ao contrário, ainda vai aparecer um Lula para dizer que o pobrezinho do PT só fez o que todo mundo faz. E que aquela nojeira que assistimos em rede nacional foi só um crimezinho de caixa dois. 

A Delta do Cachoeira, depois que financiou a eleição do petista em Palmas, recebeu R$ 119 milhões em obras, a maioria sem licitação. O vídeo do prefeito petista de Palmas, senhores e senhoras, é muito, mas muito mais grave do que outros que já foram exibidos neste país. Ele exibe, como o próprio petista diz, um projeto de poder que inclui a corrupção e o desvio de dinheiro público como a forma de chegar lá. Nunca o PT mostrou tão bem a sua cara. Um big close em HD!

Golpe bolivariano comandado por Dilma revolta parlamento uruguaio.

Os partidos uruguaios Nacional, Colorado e Independiente, de oposição, decidiram ontem convocar o ministro das Relações Exteriores, Luis Almagro, para dar explicações no Senado sobre a transformação da Venezuela em membro pleno do Mercosul. Legisladores do Partido Colorado também anunciaram que não vão mais participar das reuniões do Parlamento do bloco se for proibida a entrada de políticos paraguaios. Para a oposição, Almagro "mentiu" quando disse a legisladores uruguaios que a suspensão da participação do Paraguai nas reuniões do bloco não precipitaria a entrada da Venezuela no Mercosul. 

Em entrevista à rádio El Espectador, Almagro confirmou o que chamou de intervenção "decisiva" da presidente brasileira, Dilma Rousseff, em reunião com seu colega uruguaio, José Mujica, para que se aceitasse a Venezuela como membro do Mercosul. Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência brasileira para assuntos internacionais, a decisão de incluir a Venezuela no Mercosul foi proposta por Mujica e acatada pelos demais países. 

O senador Jorge Larrañaga, do Partido Nacional, classificou a suspensão do Paraguai e a entrada da Venezuela no Mercosul de "vergonha" e de "ato de entreguismo inédito na história do Uruguai". O ex-presidente uruguaio e senador Luis Alberto Lacalle, também do Partido Nacional, se reuniu na sexta com o presidente paraguaio, Federico Franco. O objetivo da visita, segundo o senador, foi oferecer-lhe apoio e colocar-se como "mensageiro" do novo governo dentro do Senado uruguaio. Deputados e senadores da oposição pedem a renúncia de Almagro.(Folha de São Paulo)

Dilma foi a responsável pela expulsão do Paraguai e ingresso da Venezuela no Mercosul, afirma Uruguai.

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, afirmou que seu país era contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul e que ele só foi aprovado pela intervenção da presidente brasileira, Dilma Rousseff. Segundo a imprensa uruguaia, não só Almagro como o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, se opuseram na reunião da semana passada em Mendoza (Argentina) à entrada da Venezuela. O argentino Héctor Timerman teria defendido a proposta.

O ingresso da Venezuela no bloco foi possível por causa da suspensão do Paraguai -que decretou o impeachment de Fernando Lugo na semana retrasada. "Isso [entrada da Venezuela] foi resolvido em uma reunião fechada dos presidentes [Dilma, Cristina Kirchner e José Mujica]. Dilma disse que precisava falar politicamente com os outros dois, e os chanceleres saíram da sala. Dessa reunião saiu a decisão", disse o ministro. "A iniciativa foi mais brasileira, a posição do Brasil foi decisiva nessa história", afirmou Almagro, que disse não saber o que foi negociado. 

Patriota disse, via assessoria, que o governo brasileiro foi favorável à entrada da Venezuela durante todo o debate em Mendoza. Ele ressaltou que o Brasil apenas acatou uma ponderação do Uruguai, expressa na reunião de chanceleres: a de que a decisão do ingresso precisava de um respaldo jurídico sólido, como forma de evitar questionamentos futuros. Por isso a decisão de Dilma de convocar o advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, para a cúpula. 

Segundo Patriota, as posições defendidas por chanceleres (na véspera da cúpula) e pelos presidentes(na última sexta) foram consensuais, sem votação. De acordo com ele, nenhum dos países, nem o Uruguai, apresentou questionamentos à entrada do novo sócio permanente. O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse que não houve pressão do governo. "Isso não corresponde ao estilo da política externa brasileira e menos ainda da presidente Dilma." 

O Planalto avaliza a versão de Patriota e diz que as declarações do chanceler uruguaio miravam o "público interno" -ou seja, o Congresso e os setores empresariais do país que não veem a Venezuela de Chávez com bons olhos. O chanceler uruguaio havia manifestado publicamente antes do encontro ser contra o ingresso da Venezuela enquanto o Paraguai estiver suspenso do bloco -até a eleição presidencial em 2013.(Folha de São Paulo)

Grata e non grata,

Ontem, Márcio Thomaz Bastos, advogado e ex-ministro da Justiça, visitou a Folha de São Paulo, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço.Já no Palácio do Planalto a sua entrada está proibida, após ter assumido a defesa de Carlinhos Cachoeira, por R$ 15 milhões. Dilma Rousseff considera o fato inaceitável, tendo em vista o papel que o ex-ministro da Justiça já teve na indicação de ministros do STF e na obstrução das investigações do Mensalão. Além disso, o Planalto não quer a mínima ligação com a CPI.

Demóstenes: últimos estertores.

Na tentativa de preservar o mandato, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) discursou ontem da tribuna do Senado. Com o plenário vazio, pediu desculpas aos colegas e afirmou estar incomodado com o "isolamento" desde que sua ligação com o empresário Carlinhos Cachoeira veio à tona. Nas últimas semanas, Demóstenes procurou angariar apoio atuando nos bastidores, mas a resistência da maioria dos pares o levou a mudar de atitude, partindo para apelos públicos.

"Os holofotes transformam em comparsa o colega educado que apenas chega a mim com urbanidade. O vazamento em gotas sobre minha fronte me legou a chaga contagiosa do apodrecido pela exposição, não pelos fatos", discursou, sobre o isolamento. Ao apelar para a emoção, Demóstenes pediu desculpas nominalmente aos 44 senadores que lhe deram apoio no dia 6 de março, quando falou pela primeira vez sobre o caso. Depois, estendeu as desculpas a todos os senadores.

"Hoje peço perdão por algum constrangimento ou decepção possivelmente causados. E o motivo é a desproporcional campanha difamatória, que pode ter atingido de alguma forma e provocado o silêncio das vozes de apoio." No plenário, apenas cinco parlamentares presentes. Esse foi o primeiro de uma série de discursos que ele promete fazer diariamente até o dia 11, quando o plenário votará sua cassação.

Demóstenes disse viver há 135 dias um "calvário sem trégua" por ter sido "jogado aos leões". Disse que não beneficiou Cachoeira, não recebeu recursos, nem mentiu ao dizer que ignorava seus negócios. Voltou a críticar a mídia e a Polícia Federal por "divulgação seletiva" de áudios. Suas palavras não sensibilizaram Pedro Taques (PDT-MT): "A questão não é de desculpas, mas de fatos". Relator do processo na Comissão de Constituição e Justiça, Taques deve dar aval amanhã para que a votação secreta ocorra.(Folha de São Paulo)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Absurdo.

Antônio Palocci (PT) foi afastado do governo Dilma porque usou de informação privilegiada para dar consultorias milionárias, quando já estava liderando o período de transição entre a saída de Lula e a posse da presidente eleita. Ou seja: ganhou dinheiro porque sabia demais. Pois não é que hoje a Comissão de Ética da Presidência da República decidiu que, mesmo que o ex-ministro tenha sido demitido por abusar do cargo, ele receberá salários por uma quarentena que, obviamente, não cumpriu? É ou não é um absurdo?

Um vice sob medida para Serra

Schneider, em alemão, significa alfaiate. Pelas primeiras declarações, o vice de Serra, Alexandre Schneider, foi feito sob medida para o tucano.... Articulado, agressivo e transparente, vai botar Chalita e Haddad pra correr. Vejam, abaixo, matéria do Estadão.

Alexandre Schneider (PSD), que será vice na chapa do candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, rebateu nesta segunda as críticas feitas pelo candidato petista, Fernando Haddad, de que a administração Kassab não teria solicitado verba ao Ministério da Educação e Cultura (MEC) para a construção de creches na cidade. "É uma alegação mentirosa. Eu pessoalmente fui ao MEC pedir recursos. São Paulo, infelizmente, não recebeu os recursos do MEC", afirmou.

Durante sua apresentação em coletiva de imprensa na sede estadual do PSDB, Schneider (PSD) lembrou com ironia que a administração de Marta Suplicy construiu apenas 10% do número de vagas em creches do total que a administração Serra/Kassab teria feito. "Nunca antes em nossa cidade se gerou tantas vagas (em creches)", afirmou, fazendo referência à célebre expressão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao falar de seus feitos.

Schneider ressaltou sua administração como secretário municipal de Educação e não poupou críticas à administração petista de Marta Suplicy. "(Quando assumimos) tinham 75 mil crianças em escolas de lata, professores do CEU (Centro Educacional Unificado) em greve por falta de pagamento, uma desorganização completa. Hoje, o piso (dos professores de ensino municipal) é dos mais altos do Brasil. Os professores correm para trabalhar conosco", emendou.

Para o vice de José Serra, essa eleição será marcada pela comparação do que chamou dos "três grupos que governaram São Paulo", em referência às duas administrações do PT, com Luiza Erundina e Marta Suplicy, às administrações de Paulo Maluf e Celso Pitta, e ao dueto Gilberto Kassab e José Serra. "Estamos preparados para debater o que cada um que teve a oportunidade de governar São Paulo fez. Não há nada novo (neste pleito). São os mesmos grupos", disse.

Fogo amigo

Questionado sobre as declarações de tucanos, que criticaram a escolha de um vice de fora do PSDB, Schneider respondeu de maneira conciliadora. "As pessoas têm direito de externar as suas opiniões. É normal ter uma discussão sobre preferências", afirmou. O candidato José Serra defendeu a escolha de Schneider como vice se referindo à ele como "o melhor" entre os postulantes. "Escolhi o Schneider porque, no meu balanço, era o melhor. Tenho confiança pessoal nele e na sua trajetória política", disse.

A mesquinhez tucana.

No seu artigo ufanista de hoje, na Folha de São Paulo, Aécio Neves (PSDB-MG), o presidenciável tucano, ergue loas à criação do Real, há 18 anos. É a velha bobagem do PSDB de viver de passado, já que no presente, infelizmente, não tem nenhuma realização de impacto a mostrar no meio Brasil que ainda governa. Por isso, os tucanos insistem com o tal legado cheirando a mofo, quando mais de 30 milhões de eleitores que tem entre 18 e 24 anos não imaginam o "antes" do Real e não dão a mínima importância ao tema. 

Mas o que chama mais atenção no artigo de Aécio é o parágrafo dedicado à saúde:

"Na saúde pública houve mudança no eixo de atendimento, com privilégio à atenção básica, destinada aos mais pobres, e a colocação em prática dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O Programa Saúde da Família chegou a 2002 com mais de 54 milhões de beneficiados, um salto de 4.750 % em relação a 1994."

Sentiram falta de alguma coisa? Sim, os genéricos de Serra foram simplesmente banidos do legado do PSDB pelo mineirinho traidor, que como governador de Minas levou o PT à vitória no seu estado em três eleições presidenciais, apesar de ser maciçamente votado. Sua marca é a aliança tácita com o PT para manter o seu poder regional, jogando para o futuro, para o seu momento, a luta pela presidência.

Infelizmente, a mesquinhez que hoje permeia o comportamento de Geraldo Alckmin em São Paulo - no plano regional - e de Aécio Neves, Sérgio Guerra e outros - no plano nacional - é o maior legado do PSDB para este triste momento da política nacional. E mostra a desintegração de um partido provinciano, dividido em feudos e sem projeto nacional.


ATUALIZAÇÃO ÀS 10:03


O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana, não gostou da análise feita do artigo de Aécio Neves. Para que não pareça que publiquei algo parcial, segue, abaixo, o referido texto na íntegra.

Maioridade do real

"Em 1º de julho de 1994, data que ontem completou 18 anos, os brasileiros amanheceram o dia com uma nova moeda: o real. A iniciativa fazia parte de um programa de estabilização econômica, que deu cabo de uma inflação sufocante e de desastrosa duração. Sem congelamento de preços ou confisco da poupança, ainda então de memória recente, o real colocou o país novamente na trilha do desenvolvimento. Embora tenha se tornado conhecido pelos resultados econômicos de controle da inflação, o Plano Real converteu-se certamente em uma das iniciativas de governo que mais trouxeram benefícios sociais em toda a história do Brasil.

No legado daquele período, há outro ativo de fundamental importância: a confiança. Em torno do Plano Real, fortalecemos as bases políticas que permitiram ao Brasil avançar também no seu sistema democrático. Vieram aquisições relevantes para a defesa da sociedade, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Proer, hoje reconhecidos até mesmo por aqueles que, na época, por conveniência, os combatiam. Entre as conquistas históricas propiciadas pelos efeitos do real está a universalização do ensino fundamental. Com toda criança na escola, a educação se converteu no primeiro serviço público a cumprir o objetivo republicano de acesso irrestrito por faixa de renda ou região geográfica.

Na saúde pública houve mudança no eixo de atendimento, com privilégio à atenção básica, destinada aos mais pobres, e a colocação em prática dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). O Programa Saúde da Família chegou a 2002 com mais de 54 milhões de beneficiados, um salto de 4.750 % em relação a 1994. 

Embora o PT reivindique para si o monopólio da defesa dos mais carentes, foi sob o impacto do Plano Real que o Brasil firmou as bases de uma rede de proteção social, composta originalmente pelos programas Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Auxílio Gás, entre outros, todos anteriores à chegada do PT ao poder. Data de 2001 o Cadastro Único para Programas Sociais, e de 2002 o lançamento do Cartão do Cidadão (base do futuro Bolsa Família) pelo então governo do PSDB.

Esses são alguns itens de uma relação de iniciativas que transformaram de verdade a sociedade brasileira. Entre aqueles que se dedicaram com responsabilidade para a implantação do Plano Real merecem o nosso reconhecimento, nesse dia, de forma especial, os presidentes Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, pela determinação de honrar seu compromisso com o país e criar bases sólidas para o Brasil de hoje. Por amor ao Brasil, enfrentaram pressões e incompreensões, e, com coragem, fizeram o que precisava ser feito, dever supremo de todo governante."

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna, na Folha de São Paulo

Mensalão: "amigo" Delúbio vai assumir culpa do caixa dois para salvar Zé Dirceu.

A um mês do início do julgamento do mensalão, o "núcleo central da quadrilha", conforme definição do então procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, combinou que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares vai assumir que partiu somente dele a iniciativa de formar o caixa 2 para o financiamento de partidos e parlamentares que se coligaram com os petistas nas eleições de 2002 e 2004.

Esse núcleo central, segundo o procurador, era formado por Delúbio, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-deputado José Genoino e o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira. Este último fez acordo com o Ministério Público e já cumpriu pena alternativa de 750 horas de serviços comunitários. O "núcleo central da quadrilha" foi citado 24 vezes por Souza na peça que pediu a condenação dos envolvidos por crimes como formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e peculato.

Ao afirmar que foi atrás do dinheiro que resultou no caixa 2 sem pedir a autorização a ninguém, Delúbio fará mais do que manter o silêncio sobre o escândalo. Ele abrirá o caminho para que José Dirceu possa reafirmar, no Supremo Tribunal Federal (STF), que estava afastado do partido, não acompanhava as finanças petistas e que não há no processo uma única testemunha ou ato que o incrimine. Leia mais aqui.

Vídeo flagra prefeito do PT pegando dinheiro e prometendo compensações a Cachoeira.

O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), afirmou ontem que pode convocar o prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), flagrado em vídeo negociando com o contraventor Carlos Cachoeira.Gravações exibidas ontem pelo "Fantástico", da Rede Globo, mostram o contraventor negociando o pagamento de dinheiro para a campanha do prefeito em 2004. Em troca, Raul Filho parece oferecer participação no governo ao grupo de Cachoeira. 

"Palmas tem uma série de oportunidades a serem exploradas, no campo imobiliário, nos transportes. [...] Essa composição depende de vocês, em que áreas vocês querem atuar", afirma o prefeito. Cachoeira sugere pagar um show na reta final da eleição. Raul Filho aceita. O contraventor também oferece contribuir com dinheiro Noutro vídeo, numa conversa entre Cachoeira e uma pessoa identificada pela polícia como assessor de Raul Filho, os dois combinam como o pagamento de R$ 150 mil e uma "aposentadoria". "É comprometer esses R$ 150 mil e o show com coisas palpáveis. Vai acontecer o seguinte, nós vamos tentar fazer isso, certo? Porque se eu puder ter uma aposentadoria e o Raul ter uma, tudo bem", diz o suposto assessor. 

Eles então negociam o pagamento: "Você trabalha em cheque?", pergunta Cachoeira. "Você não tem nem como passar com o dinheiro no raio x, você vai de avião não é? O assessor responde: "Eu não mexo com dinheiro de jeito nenhum. [...] Lá é o seguinte, sabe o que fazer? Passo para o Alexandre um fax de umas cinco contas pulverizadas, que não têm nada a ver com campanha. Chega lá, amanhã, não tem problema nenhum". 

Segundo a reportagem, as imagens foram encontradas pela Polícia Federal na casa do ex-cunhado de Cachoeira, durante as investigações da Operação Monte Carlo. O relator da CPI levanta a suspeita da prática de pelo menos dois crimes: caixa dois e fraude em licitações. "É mais uma incursão da organização criminosa, isso precisa ser investigado pela comissão", disse. Cunha afirmou, contudo, que antes da convocação será necessário realizar um "pente-fino" nos contratos da prefeitura para identificar se o grupo de Cachoeira foi beneficiado. 

À Folha o prefeito Raul Filho negou ter oferecido vantagens a Carlinhos Cachoeira e disse não manter relações com o contraventor. "Nunca mais tive contato com ele", afirmou. O prefeito declarou que um emissário de Cachoeira tentou marcar um encontro após a eleição, "interessado em conversar sobre o Instituto de Previdência municipal", mas que se recusou a receber o grupo.(Folha de São Paulo)

Para Folha de São Paulo, vice de Serra é jovem, bonitinho e alternativo. Só por último é doutor em gestão pública.


COMENTÁRIO: abaixo, na íntegra, matéria preconceituosa publicada pela Folha de São Paulo contra José Serra e Alexandre Schneider, seu vice. A mesma foi enviada pela sucursal de Brasília. Não esperem que Serra sairá em defesa de Schneider. Infelizmente, um dos seus grandes defeitos, é que não defende ninguém.
 
Serra espera que vice, ex-secretário de Educação, quebre as resistências de professores da rede pública ao PSDB. Indicado de Kassab é adepto do ciclismo e faz duo com Soninha Francine nas críticas ao PT pelo Twitter.


Alexandre Schneider acompanha Kassab (esq.) em vistoria de obra de escola em São Paulo
Mais um rostinho bonito na campanha. Aos mais próximos, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, tem dado ênfase a três atributos de Alexandre Schneider (PSD), escolhido no último sábado para ser vice em sua chapa: jovem, com trânsito no meio alternativo e "bonitão". Além do decisivo peso do prefeito Gilberto Kassab -especialmente após a decisão do Supremo Tribunal Federal que garantiu dois minutos da propaganda eleitoral da TV ao PSD-, Serra cita a receptividade do público feminino como ponto a favor de Schneider. 

Ex-secretário municipal de Educação, casado e pai de três filhos, Alexandre Schneider terá como uma de suas missões quebrar a resistência de professores da rede pública ao PSDB. Outra tarefa de campanha do vice será fustigar o candidato do PT, Fernando Haddad, ex-ministro da Educação, sua área. Já hoje, Schneider chama o petista para o debate nas redes sociais "Seria muito bacana se o pessoal do PT assumisse a gestão da Marta nessas eleições. Mas, por algum motivo, não querem", provoca ele. "Haddad e o PT precisam assumir que governam SP, defender suas gestões, compará-las com a atual", insiste. Sem resposta de Haddad.

Nas críticas constantes ao PT pelo Twitter, Schneider faz duo com a candidata do PPS, Sonia Francine.Em comum com Soninha, ele também é adepto do ciclismo. Entre amigos tucanos, Soninha defendeu a opção por Schneider, frequentador do boêmio bairro Vila Madalena. Formado em administração de empresas e com doutorado em gestão pública, Schneider estreou no PSDB em 1994, na elaboração do programa de governo de Mário Covas, eleito naquele ano para o governo de São Paulo. 

Depois disso, Schneider passou pelas secretarias de Transportes e Segurança Pública. Em 2005, foi indicado pelo ex-ministro Clóvis Carvalho para o cargo de adjunto de Aloysio Nunes Ferreira na secretaria de Governo. No ano seguinte, já com Kassab prefeito, virou secretário municipal de Educação. Quando deixou o cargo, neste ano, esperava ser escolhido por Kassab candidato a prefeito pelo PDS. Aos 42 anos, 104 quilos distribuídos em 1,90 m, Schneider também é um esforço de rejuvenescimento da chapa de Serra (70) numa disputa marcada por rostos novos, como os de Haddad, 49, e Gabriel Chalita (PMDB), 42.

Tucanomonhangabas atuam contra Serra.

O processo de montagem da candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo reavivou a desconfiança entre tucanos serristas e tucanos alckmistas no Estado. Enquanto aliados do governador Geraldo Alckmin reclamam da escolha de um "cooptado" do prefeito Gilberto Kassab (PSD) para a vice, Alexandre Schneider, interlocutores de Serra acusam o governador de leniência na costura de alianças. 

Para os serristas, a falta de empenho de Alckmin está expressa na chapa final da campanha. Dos partidos que compõem o governo do Estado, só o DEM fechou com Serra. Serristas ficaram contrariados com relato feito pelo presidente estadual do PTB, Campos Machado, ao senador Aloysio Nunes Ferreira e ao deputado Vaz de Lima. Amigo do governador, Machado disse aos dois que em nenhum momento Alckmin pediu taxativamente que apoiasse Serra. Apenas disse que seria "bom". 

Além de desferir o primeiro golpe na candidatura do petista Fernando Haddad, que buscava o apoio do PSD, Kassab trabalhou para levar o PR para aliança de Serra. A opção por Schneider, porém, desenterrou crise enfrentada pelo PSDB em 2008, quando o então secretário de Educação liderou a dissidência na sigla em apoio à candidatura de Kassab. Ex-tucano, Schneider foi um dos primeiros a se manifestar publicamente em favor da reeleição de Kassab, contra Alckmin. 

Ontem, a escolha foi alvo de críticas de assessores de Alckmin. "O PSD é um cupim do PSDB", disse o secretário estadual José Aníbal (Energia e Saneamento).(Folha de São Paulo)

domingo, 1 de julho de 2012

Marqueteiro do PT comanda campanha chavista.


Começou a campanha eleitoral na Venezuela. Chávez e Capriles estão empatados tecnicamente nas pesquisas. No entanto, a máquina publicitária de Chávez é poderosa. Seu coordenador é o brasileiro João Santana, o marqueteiro que reelegeu Lula e elegeu Lula. Dizem que a campanha do ditador passa de U$ 1 bilhão. O vídeo acima mostra o jingle do chavismo. Vejam como é doce. Vejam como foge da vermelhidão e da violência dos discursos do caudilho. O trabalho é altamente profissional. Mostra menos Chávez, mais as pessoas. Se mostra Chávez assim, imaginem Haddad. Te cuida, Gonzales.

Idéia imbecil (2)

Enquanto os caças da FAB davam rasantes quebrando vidros do STF em Brasília, um avião carregado com 200 quilos de pasta de cocaína caía no interior de Minas Gerais, ao que tudo indica, vindo de algum país bolivariano. Aí os milicos da FAB ficam brabinhos quando a gente chama o espetáculo de hoje de ideia imbecil.

O velho real completa 18 anos.

Comentário: O velho real, moeda nacional, está completando 18 anos. Mais de 30 milhões de eleitores tem entre 16 e 24 anos e, portanto, não conhecem o antes do Real. Por isso que a estabilização da moeda, considerada um marco do legado de FHC, não tem a mínima importância. Querer emocionar com um papo assim é o mesmo que tentar vender para esta geração um mundo sem celular e sem internet. O PSDB está sumindo porque não renovou o discurso. Abaixo, matéria do G1.

Neste domingo (1º), o real completa 18 anos em circulação no país. A moeda – a quinta à qual os brasileiros tiveram que se acostumar em uma década – marcou o final do período de instabilidade monetária e altas taxas de inflação, que chegaram a atingir 5.000% ao ano – de julho de 1993 a junho de 1994. Antes do real, a moeda que circulava no país era o cruzeiro real (CR$), vigente de 1º de agosto de 1993 até 30 de junho de 1994. Ele funcionava junto com a Unidade Real de Valor, a URV, cujo valor, em cruzeiros reais, variava diariamente. Em 1º de julho de 1994, uma URV passou a ser igual a R$ 1. Para a equivalência, o valor da nova moeda foi fixado com a cotação da URV do dia anterior, que era de 2.750 cruzeiros reais. Dessa forma, CR$ 5.000 equivaliam a cerca de R$ 2 – o suficiente para comprar, na época, meio quilo de carne, três litros de leite ou duas latas de refrigerante, por exemplo. Leia mais aqui.

Idéia imbecil.

Há pouco, aqui em Brasília, dois caças fizeram piruetas e deram rasantes para encher o saco da população em pleno domingo de sol. Milicos imbecis querendo aparecer na troca da bandeira. O resultado não poderia ser pior. Além da poluição sonora, os vidros da fachada do STF se estilhaçaram. Quem paga a conta?

Atualizando 18:54 com o comentário abaixo, recebido de um anônimo neste post. Dá para entender a revolta?

OK - podes "moderar". Estás à soldo do PSDB? És quinta coluna a soldo do PT? Imbecil é o posicionamento do Brasil frente ao que acontece no Paraguai. Imbecil é a NÃO reação do nosso Congresso ao golpe que representa o ingresso da Venezuela no Mercosul, aproveitando-se da suspensão do Paraguai mediante uma manobra espúria. Por que não te posicionas? 
Respondo ao imbecil:

Este blogueiro tem posições muito claras sobre o PT, o PSDB, o Paraguai e já tomou posição sobre todos os assuntos citados por você. Não seja imbecil como foram os milicos da FAB (a Esquadrilha da Fumaça não pilota  Mirages)  no episódio relatado no post acima. Leia o blog antes de criticar.